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terça-feira, 10 de agosto de 2010

HILDEGARD ANGEL PARA OS MEDÍOCRES

“Qualquer ser humano que se submeta a tortura, à prisão, a toda sorte de medo e de perseguição, em nome de um ideal, do bem estar de seus compatriotas, da liberdade do seu país, como foi o caso da minha mãe e do meu irmão, que deram suas vidas pelo Brasil, é uma pessoa especial, é uma pessoa diferente. Não é justo o que estão fazendo com Dilma. É falso. É mentiroso” - diz
Hildegard Angel emocionada no depoimento abaixo.

O irmão de Hildegard – Stuart Angel - ativista contra a ditadura, foi preso e morto nas dependências do DOI-CODI. Seu corpo nunca foi encontrado.
Zuzu Angel – a mãe - sacrificou sua vida na luta pela recuperação do corpo de seu filho, envolvendo até os Estados Unidos, país de seu ex-marido e pai de Stuart. Essa luta só terminou com sua morte, ocorrida na madrugada de 14 de abril/76 em “acidente" de carro na Estrada da Gávea, à saída do Túnel Dois Irmãos, em circunstâncias, então, mal esclarecidas.
Em 1998, o governo brasileiro assumiu a participação do Estado em sua morte.
Hoje, pessoas medíocres e sem qualquer conscientização política desrespeitam quem lutou e sofreu para que tivéssemos o direito inalienável da liberdade de expressão. E dão guarida às feras que restam das trevas do holocausto democrático, reproduzindo sórdidas peças de propaganda negativa por elas forjadas contra uma heroina daquela luta gloriosa.
É triste. Mas é um preço pequeno - bem menor que a tortura - que hoje temos que pagar pela liberdade democrática.
Felizmente, a mediocridade é privilégio de poucos na internet. A eles - os medíocres - peço somente uma pequena concessão à inteligência: PENSE - porra! - PENSE.

2 comentários:

leila castro disse...

Por isto é que digo, que por vezes usamos os mesmos métodos sujos que tanto repudiamos quando somos nós os atingidos.

Você sabe de minha opção de voto, você sabe que Dilma não é minha escolha, mas você não verá nenhuma ridicularização ao seu período de vida na guerrilha.

O momento que o país vivia, não tinha outra resposta por parte daqueles que estavam do outro lado, a não ser viver perigosamente sofrendo o massacre da ditadura.

Não vou defender a DILMA, fake do Lula, mas jamais atacarei a Dilma corajosa, libertária e principalmente jovem, quase uma menina, que agiu em acordo a seus ideais da época.

E mais triste ainda é perceber que as pessoas justificam o massacre da ditadura como sendo necessário ao combate de ideais.

Esquecem que o Estado Novo de Getúlio, foi precursor deste momento subterrâneo que ficou mais elaborado ainda, com a ditadura de 64.
Esquecem que a truculência das polícias de hoje, teve origem ali, no momento subterrâneo que o país vivia.
Esquecem principalmene as dores das famílias que tiveram seus destinos alterados, pelo momento subterrâneo que matou a cidadania de nossa gente.

Tive muitos professores que enlouqueceram naqueles tempos sombrios, vi vizinhos tendo seus apartamentos metralhados, tenho uma irmã que não esquece o dia em que viu um senhor pedindo socorro, pois foi arrastado para dentro de um carro aos socos e pontapés. Senhor este, que ficamos sabendo depois, era um professor de um colégio estadual de Vila Isabel.
E tive o desprazer de ter em minha família, pessoas do outro lado, pois algumas primas minhas são casadas com militares do exército e sei dos estragos mentais que estes infelizes carregam por suas vidas.

Digo mais, se Dilma tivesse ainda em seu perfil a jovem guerrilheira, teria muito mais o respeito de todos nós.

Então, não voto na Dilma pelo que ela é hoje, mas votaria pelo que ela foi ontem.

LACERDA disse...

Leila,

Você é um ser político, inteligente, que eu respeito.
Você não é medíocre, você sabe o que diz, raciocina, você pensa e escreve muito bem o que pensa.
Tem essa capacidade que falta aos medíocres que só sabem reproduzir a sordidez dos saudosos da tortura.
Obrigado por seu comentário lúcido que espero seja assimilado por um medíocre blogueiro.