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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

DILMA É PRESIDENTA OU É PRESIDENTE?

O verbo vai no presente porque a eleição em 3 de outubro será apenas uma formalidade. Um requisito previsto em lei para que um ato jurídico - a futura posse da Dilma - seja válido, oponível contra terceiros e sirva de prova.
A não ser que os eleitores esqueçam de levar junto com o título eleitoral um documento com fotografia. Este ano, para votar, é obrigatório o documento com foto além do título. E no caso de metade do eleitorado não poder votar, a eleição pode nem valer.
Mas, o que eu quero falar é sobre os títulos das matérias de hoje na Folha e no Estadão dizendo que Lula fala em presidenta e colocam “presidenta” entre aspas como se fosse errado falar presidenta. Em outras ocasiões, também já criticaram a Dilma por falar presidenta.
Um editor de jornal tem a obrigação de saber que presidenta – como está lá no Aurélio - é a mulher que preside. É o feminino de presidente.
Claro que podemos usar as duas formas. É como a qualidade de poeta que as mulheres - aquelas que não gostam do feminino poetisa - preferem utilizar.
Qualquer motivo ridículo é motivo relevante para tentar ridicularizar Dilma e Lula. Como fez a Folha criticando Lula por ter falado em Deus no comício realizado hoje na porta da fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo. Mas, como, se eles eram criticados justamente por não falarem em Deus em seus discursos.
Eu, que procuro escrever corretamente e me sinto agredido quando vejo o idioma e sua gramática serem assassinados em um certo blog, também fui criticado pelo título da postagem anterior: POR QUE DILMA GANHA NO PRIMEIRO TURNO.
Vieram me corrigir afirmando que o “por que” separado é empregado apenas na frase interrogativa, enquanto o “porque” junto se emprega na afirmativa.
Não quero dar aula de português, pois sei que muito pouco sei de gramática. Mas devo afirmar que o “por que” separado, obrigatório na pergunta, é empregado em frases afirmativas quando pode ser substituído por “a razão pela qual”. É o caso do título da postagem: A RAZÃO PELA QUAL DILMA GANHA NO PRIMEIRO TURNO.
Voltemos, porém, ao comício realizado, hoje de manhã, às 5h30min, que reuniu cerca de dez mil trabalhadores (foto acima). Após os discursos, o presidente e a presidenta – viram como é importante o feminino? – panfletaram, apertaram mãos e foram tomar café da manhã na fábrica com os patrões e empregados.
Só mesmo Lula é capaz disso. E às seis horas da manhã.

P.S.: a economia nacional acumulou crescimento de 8,4% no primeiro semestre do ano, a maior taxa para o período desde 1995. A última pesquisa do SENSUS também colocou a Dilma vencendo no primeiro turno (46% x 28%). A diferença é cada vez maior.

5 comentários:

Anônimo disse...

É isso ai pessoal vamos nos unir.
SEM PEC SEM DILMA
FORA Michel Temmer,
FORA Vacarezza,
FORA SERGIO CABRAL,
FORA Piccianni,
FORA Cel PAUL,
FORA Cel Jairo,
FORA Wagner Montes,

Nenhum destes Bostas Fizeram nada pelos PMs, BMs e PCs

Em Outubro vamos dar o TROCO
FORA CANALHAS

LACERDA disse...

Pela hora (20h37m) e dia (23/08) do comentário, o FEEDJIT me diz que você veio do blog muriquifm.blogspot.com.
Terá sido o próprio blogueiro que fez esse comentário como anônimo?
Tudo indica que sim.

Napoleão disse...

Tudo bem?
Mesmo que muita gente anule o voto ou deixe de comparecer, jamais ss eleições seriam anuladas, meu caro. Explicações dadas por uma especialista no Globo e no Yahoo comprovam isso.

Não deixe de ler também: www.mises.org.br/Article.aspx?id=744

LACERDA disse...

E aí Napoleão, tudo bem contigo?
É bom te ver por aqui.
Você escreveu e tem toda razão:
"Mesmo que muita gente anule o voto ou deixe de comparecer, jamais as eleições seriam anuladas, meu caro".
Corretíssimo. Porém, não é este o caso em questão. Escrevi apenas sobre os eleitores impedidos de votar.
Veja o que diz o Código Eleitoral (Lei no 4.737, de 15.7.65):
"Art. 212 - Verificando que os votos das Seções anuladas e daquelas cujos eleitores foram impedidos de votar, em todo o País, poderão alterar a classificação de candidato, ordenará o Tribunal Superior a realização de novas eleições.
§ 1 - Essas eleições serão marcadas desde logo pelo Presidente do Tribunal
Superior e terão lugar no primeiro domingo ou feriado que ocorrer após o décimo quinto dia a contar da data do despacho, devendo ser observado o disposto nos incisos II a VI do parágrafo único do art. 201.
§ 2 - Os candidatos a Presidente e Vice-Presidente da República somente serão diplomados depois de realizadas as eleições suplementares referentes a esses cargos".
Portanto, se o número de eleitores impedidos de votar, pela ausência do documento com foto, puder alterar a classificação dos candidatos o TSE poderá ordenar a realização de novas eleições.
É a Lei. É o que escrevi: se mais de 50% do eleitorado for impedido de votar, a eleição pode nem valer.
Imagine se, neste caso, a Marina vencer a eleição. O TSE pode não aceitar o resultado.
Sim, é algo improvável mas possível de acontecer. Tanto é possível que a Lei prevê essa possibilidade.

Paulo José disse...

No Dicionário Aurélio:
Presidenta – S.f. 1. Mulher que preside. 2. Mulher de um presidente.
No Dicionário Houaiss:
Presidenta
Acepções
■ substantivo feminino
1 mulher que se elege para a presidência de um país
Ex.: a p. da Nicarágua
2 mulher que exerce o cargo de presidente de uma instituição
Ex.: a p. da Academia de Letras
3 mulher que preside (algo)
Ex.: a p. da sessão do congresso
4 Estatística: pouco usado.
esposa do presidente