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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

LULA, PRESTÍGIO MUNDIAL


Dentre 50 personalidades mais influentes no mundo de hoje, o presidente Lula é a décima oitava, à frente do Papa, do Dalai Lama, de Bill Gates e Steve Jobs. É o que afirma a revista americana Newsweek que elaborou a The New Global Elite, uma lista que demarca a nova estrutura do poder global.
O presidente Lula governa uma das economias mais saudáveis do planeta – diz a revista que tem enorme prestígio internacional – e que, após pegar o Brasil à beira da ruína, em 2003, atualmente governa o país com reservas internacionais acima de 200 bilhões e com o mais baixo índice de inflação entre os países emergentes.

O primeiro da lista de personalidades mais influentes no mundo é o futuro presidente americano Barak Obama. A lista conta ainda com os presidentes da China – Hu Jintao – e da França – Nicolas Sarkozy – em segundo e terceiro lugares.
Os presidentes dos bancos centrais dos Estados Unidos, da Europa e do Japão, aparecem em quarto, quinto e sexto lugares, seguidos pelo primeiro-ministro da Grã-Bretanha, pela Chanceler da Alemanha e pelo chefe de governo da Rússia. O décimo lugar é ocupado pelo rei Abdulah da Arábia Saudita.
Nenhum outro presidente, além dos chefes de estado do Iran, da Coréia do Norte e da Índia, aparece na lista à frente do presidente Lula.
Outra revista de grande prestígio internacional – a americana Esquire – em seu 75º aniversário, elegeu as 75 personalidades mais influentes do século 21.
Advinha quem está lá?
O operário sem curso superior que, segundo a revista, entrou na relação porque é o Bill Clinton da América do Sul.
Para a ira de seus opositores e das viúvas da ditadura, quanto mais alto Lula voa ainda mais pequenos lhe parecem aqueles preconceituosos 6% que insistem em menosprezá-lo e tentam intrigá-lo com o povo que o admira.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

ENEM


"A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável."
“Devastamento de animais e até mesmo de bacias esferográficas.”
"O problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta."
"Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia."
"A amazônia é explorada de forma piedosa."
"Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta."
"O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação."
"A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo."
"Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc."
"A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta."
"O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando."
"A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica."
"A amazônia tem valor ambiental ilastimável."
"É preciso explorar sem atingir árvores sedentárias."
"A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas."
"A amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor."
"A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração."
"A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes."
"O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório."
"Convivemos com a merchendagem e a politicagem."
"Na cama dos deputados foram votadas muitas leis."
"Não podem explorar a Amazônia de maneira tão devassaladora."
“O problema ainda é maior se tratando da camada Diozoni.”
"Paremos e reflitemos."
"Temos que criar leis legais contra isso."
"O que vamos deixar para nossos antecedentes?"
"Espero que o desmatamento seja instinto."
"Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna."
"Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação."
"Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises."
“Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nós.”
“Não preserve apenas o meio ambiente, mas sim ele todo.”
“O que é de interesse de todos nem sempre interessa a ninguém.”
“Por isso eu luto para atingir os meus obstáculos.”
"Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta."
Essas são pérolas retiradas de várias redações sobre a floresta amazônica no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM/2008).
Quem não lê, mal fala, mal escreve, mal aprende, mal sabe, mal ouve, mal vê.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL


É Natal...
Hoje, só existe o bem.
Secam-se as lágrimas, brotam sorrisos,
O amor floresce em cada coração.
Há uma profusão de abraços,
Gestos e palavras são de afeto,
Sonhos se realizam, a alegria nos invade..
Somos todos crianças, somos todos iguais...
Tudo é só felicidade, confraternização cristã.
Hoje é Natal...
Feliz Natal.
Que seja Natal amanhã...
E sempre!

domingo, 14 de dezembro de 2008

MAIS DOIS VEREADORES EM MANGARATIBA!?


A Proposta de Emenda Constitucional (PEC 20/08) que recria 7.343 cargos de vereadores, aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, na última quarta-feira, poderá ser votada em plenário ainda este ano. O relator da matéria - senador César Borges (PR) – adiantou que já houve acordo dos líderes para que a matéria seja aprovada na próxima semana, em dois turnos, com a primeira votação na terça-feira (16).
O senador pela Bahia também disse que, caso a PEC seja realmente aprovada neste ano, ficará a cargo da Justiça Eleitoral decidir como será aplicada e se já valerá para a eleição de 2008.
“O texto da PEC fixa o número exato de vereadores e diz que a modificação vale para 2008. Se aprovada na próxima semana, existe a possibilidade de aplicação imediata da Lei. Mas quem a aplica é a Justiça Eleitoral. Já cumprimos nosso papel constitucional” - disse o relator da matéria.
O jornal “O Dia” errou ao publicar, esta semana, o mapa acima com o novo quantitativo de vereadores, pelo menos, no que se refere à Mangaratiba. Não serão 13 (treze) vereadores, mas sim, apenas, 11 (onze) em nossa Câmara Municipal.
Todas as cidades com mais de 15.000 e menos de 30.000 habitantes terão 11 vereadores. É o que determina o Art. 1º, Inciso IV, Alínea b, da PEC nº 20 de 2008. Mangaratiba tem apenas 29.255 habitantes (IBGE/2007).
Se o Senado aprovar em plenário e a Justiça Eleitoral aplicar a nova Lei, teremos mais dois vereadores em 2009: Kabeça (PMDB/PV/PT) e José Carlos Costa (PSDB/DEM).

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

NOSSA SENHORA DA GUIA


A igreja localizada no centro de Mangaratiba será restaurada. Verba federal de um milhão e seiscentos mil reais será aplicada na restauração. É o que informa a Agência Brasil:
"O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou hoje que vai apoiar a restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba, no estado do Rio de Janeiro. Os recursos, não-reembolsáveis, no valor de R$ 1,6 milhão, foram aprovados no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Cultura.
Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, a matriz foi erguida no século 18, inicialmente como uma capela, permanecendo nessa condição até 1795, quando as obras foram concluídas.
A igreja foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1967."

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

CORRUPÇÃO

Nos Estados Unidos, não existe a figura do suplente de senador.
Isso deve ser coisa apenas de países subdesenvolvidos e corruptos como o nosso.
Lá, quando vaga uma cadeira no Senado, o governador do estado que o elegeu indica quem vai assumir o posto vago.
Vejam o que aconteceu, agora, no caso do senador Barack Obama – eleito pelo estado de Illinois - que deixa o Senado em 1º de janeiro. O governador de Illinois colocou a vaga à venda. Pediu inicialmente um milhão de dólares aos postulantes e disse que daria a vaga para quem pagasse mais.
O FBI – a polícia federal americana – gravou as conversas telefônicas do governador e colocou-o no xadrez. Pagou fiança e já está em liberdade. Lá, como aqui, cadeia é para quem não tem dinheiro.
Barack Obama disse que não sabia de nada, que não indicou ninguém para o cargo.
O brasileiro que tem complexo de vira-latas deve ter ficado assombrado com o fato. Para ele, corrupção existe apenas no Brasil. Jamais em um país de primeiro mundo.
Agora, calculem vocês, meio mandato de senador vale mais que um milhão de dólares. Quantos milhões o indicado vai ter que arrecadar para si, para a próxima campanha e para pagar ao governador que o indicou?
A corrupção sempre existiu, existe e existirá sempre em qualquer país do mundo.
Aqui, temos uma polícia federal que nunca – jamais, em tempo algum – atuou tanto e tão destemidamente contra a corrupção como agora. Fica parecendo que nunca houve tanta corrupção no Brasil. A verdade é que nunca houve tanta corrupção combatida.
Nesta semana mesmo foram presos juízes e desembargadores, seus filhos e advogados. Todos corruptos.
Lá, todos sabem, existem muitos juízes nas mãos da máfia. E nunca são presos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

RUPERT MURDOCH


O empresário Keith Rupert Murdoch – 77 anos - é o acionista majoritário e executivo-chefe da News Corporation, um dos maiores conglomerados de mídia do mundo. Uma multinacional que controla o estúdio cinematográfico Twentieth Century Fox, a rede Fox de televisão, as operadoras de TV por assinatura SKY e DirecTV, o portal MySpace e dezenas de jornais nos EUA, no Reino Unido e na Austrália. Entre as principais publicações de seu grupo estão os americanos Wall Street Journal e New York Post e os britânicos The Sun e The Times.
Seus colaboradores admiram seu carisma, seu vigor para o trabalho e sua inteligência.
Mas, ele abusa da influência de seus jornais para fazer política, afagando poderosos do mundo inteiro com propostas de contratos milionários para publicar autobiografias que ninguém vai ler. A concorrência o odeia. Seu rival Ted Turner, o dono da CNN, TNT, TCM, já o comparou a Hitler.
Murdoch manda em 789 empresas baseadas em 52 países, em cinco continentes. Tem negócios até em Cuba.
Antes de Murdoch, existiu outro magnata da mídia: William Randolph Hearst, o primeiro a conquistar uma fortuna bilionária a partir de um jornal ganho por seu pai em uma partida de pôquer. Contra a sua vontade, ficou famoso pela criatividade de Orson Welles que o retratou naquele que é considerado o melhor filme de todos os tempos: Cidadão Kane. Ganhour ainda maior notoriedade quando sua filha Patricia Hearst foi sequestrada e, acometida pela síndrome de Estocolmo, se aliou aos sequestradores e passou a integrar uma organização extremista, participando de assaltos a bancos nos EUA.
Se vivo fosse, o grande cineasta – que foi apaixonado pelo Brasil – certamente já teria filmado Cidadão Kane 2 inspirado em Rupert Murdoch.
Ontem, esse grande empresário da comunicação declarou o seguinte:
"Antigamente um punhado de editores podia decidir o que era notícia e o que não era. Eles agiam como uma espécie de semideuses. Se eles publicassem uma história, ela virava notícia. Se ignorassem o fato, era como se nunca tivesse acontecido".
Murdoch afirmou ainda que, com a democratização da internet, os editores estão perdendo esse poder. "A internet dá acesso a milhares de novas fontes que cobrem coisas que um editor poderia deixar passar. Se você não se satisfaz com isso, pode começar seu próprio blog, cobrindo e comentando as notícias você mesmo".
Valeu Murdoch. Estou contigo e não abro.

GUERRA SANTA


Notícia de hoje em O Dia: “Sumiço da imagem de Nossa Senhora da Guia provoca discussão e pára na delegacia. Síndico é acusado de intolerância religiosa.”
Aconteceu em Vila Isabel. O síndico – olha o nomezinho dele: Marcus Valério da Fonseca – que deu sumiço na imagem teria dito que, para ele, “a santa e um poste eram a mesma coisa”.
Essa notícia merece destaque em nosso blog porque se trata da imagem da padroeira de Mangaratiba. Será que esse déspota possui casa de veraneio em nossa cidade?
“O síndico é evangélico e não valoriza o quanto essa imagem representa para nós”, disse uma senhora moradora do prédio na Rua Luiz Barbosa.
Evangélico eu também sou, minha senhora, o síndico é protestante. E não digo isso menosprezando a doutrina criada por Martinho Lutero – um monge católico que foi preso e excomungado - que promoveu a reforma protestante do cristianismo no auge da inquisição conduzida pela igreja católica.
Eu só não entendo é porque os protestantes não se orgulham de dizer: sou protestante. E se dizem evangélicos, como se o evangelho somente a eles pertencesse.
A intolerância e a radicalização religiosas levam a consequências funestas. A grande maioria das guerras teve início a partir da intolerância religiosa.
No Afganistão, quando tomaram o poder, os talibãs dinamitaram as imagens dos budas gigantescos, históricas obras de arte do budismo pré-islâmico e consideradas patrimônio da humanidade. Qualquer semelhança com o síndico e com aquele infeliz que chutou a imagem de N.S. de Aparecida na televisão, não é mera coincidência.
A estúpida tirania e intolerância talisbã impôs ainda a sua vontade decretando as seguinte leis:
É proibido cantar, dançar, jogar cartas, jogar xadrez, fazer apostas, soltar pipas.
É proibido escrever livros, ver filmes e pintar quadros.
Quem possuir periquitos será espancado e os pássaros serão mortos.
Quem roubar terá a mão direita cortada na altura do pulso.
Quem voltar a roubar terá um pé decepado.
Quem não é muçulmano não pode realizar o seu culto em lugar que possa ser visto por muçulmanos. Quem o fizer será espancado e detido.
Quem for apanhado tentando converter um muçulmano a sua fé será executado.
Todos os cidadãos devem rezar cinco vezes ao dia. Quem for apanhado fazendo outra coisa na hora da oração será espancado.
Os homens deverão deixar a barba crescer, pelo menos, um punho abaixo do queixo. Quem não cumprir essa determinação será espancado.
Todos os meninos devem usar turbante, trajes islâmicos e colarinho abotoado.
Atenção mulheres:
Vocês deverão permanecer em casa. Quem sair de casa deverá ser acompanhada de um parente do sexo masculino.
A mulher que for apanhada sozinha na rua será espancada e mandada de volta para casa.
A mulher não deverá mostrar o rosto em circunstância nenhuma. Sempre que sair à rua deverá usar a burca. A mulher que não fizer isso será severamente espancada.
Estão proibidos os cosméticos. Estão proibidas as jóias.
As mulheres não poderão usar roupas atraentes. E só poderão falar quando alguém lhes dirigir a palavra. Não poderão olhar um homem nos olhos.
Não deverão rir em público. A mulher que fizer isso será espancada.
Não deverão pintar as unhas. A mulher que fizer isso perderá um dedo.
As meninas estão proibidas de frequentar a escola. Todas as escolas femininas serão imediatamente fechadas.
As mulheres estão proibidas de trabalhar.
A mulher que for culpada de adultério será apedrejada até a morte.

Determinações tão estúpidas como a daquele síndico que não respeita a nossa santa padroeira. Talvez, ele aproveite algumas para implantar em seu condomínio.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

IMPUNIDADE

“Comece a luta dentro de sua casa. Chame as suas filhas, os seus filhos, toda a família, para uma conversa, e diga-lhes que não esperem muito senão de si mesmos. Que a impunidade é a resposta que nesta terra se dá a tantos crimes contra a vida, contra a honra, contra o patrimônio.
Mata-se no Rio de Janeiro, em um mês, duas vezes mais que em Londres, em um ano.
A vida de um ser humano, na capital brasileira, é a única mercadoria deflacionária: vale apenas um pedaço de chumbo.
Os bandidos cortam a barriga de um pobre chefe de família que volta para casa, roubam-lhe os embrulhos, e, sorrindo, deixam o infeliz estirado numa poça de sangue. Casais são assaltados e levam tiros no rosto.
A violência, o latrocínio, a morte fria campeiam impunemente pela cidade - e não se vê uma atitude decisiva, um grito de advertência, como se estivéssemos acostumados a isto, como se tudo fosse natural.
A impunidade forja os maus exemplos. Novos bandidos surgem. Novas quadrilhas de marginais se formam - e a impunidade continua. O Chefe de Polícia pode fazer justiça, fazer limpeza, livrar a cidade de assassinos irrecuperáveis - mas, apenas os assassinos que vieram dos morros, que vieram da sarjeta, que vieram do SAM desaparecem. Os abastados ficam.
Os mocinhos, filhos de pais ricos, que se divertem com a honra das meninas inexperientes, que se valem do dinheiro dos pais, do dinheiro que lhes dará a impunidade quando se tornar necessário.
Dedicamos esta reportagem, primeiro às mocinhas, mesmo às mais sensatas, lembrando que a virtude precisa ser protegida. Depois, aos pais de família, para que conheçam os perigos que suas filhas (e os seus filhos) correm todos os dias, todas as noites nesta cidade.
Ao Presidente da República que, afinal, também tem filhas, e sabe o que isto representa. Finalmente, aos juízes íntegros, para que não deixem impunes tais crimes, a fim de que, exausto, cada pai de família atingido não venha a fazer justiça com as suas próprias mãos.”

Escrito por David Nasser – O Cruzeiro – 30/05/1959
Esse texto tem quase 50 anos. Reproduzo-o aqui para que os nostálgicos desmemoriados não me venham com tênues lembranças colhidas em um tempo que jamais existiu. Somente as meninas inexperientes existiram um dia.

UM QUILO A MAIS...

Manhã cedinho, bem devagarinho,
Ela vai levantar...
Entra na ducha, pensando na Xuxa,
Ela quer brilhar.
Orgulhosa, ela posa p´ro espelho,
Se lembra dele e passa um baton lilás...
P´ra que foi se pesar?
Está com um quilo a mais...
Veste "sunkine", Nike, malha fina
E sai p´ra malhar:
Bumbum p´ra cima, muita adrenalina,
Tudo no lugar...
Correndo, vai e vem, coisa mais linda,
Ninguém se contém,
Não sabem que ela tem um quilo além.
Nunca se cansa, numa guerra com a balança
Vale tudo e muito mais:
Aeróbica, gincana ergométrica,
Fim de semana em um spa...
Almoçar folhas de alface com petit-pois.
No jantar - olha o regime! -
Não se pode abusar:
Nada mais que uma folha de alface
E dois petit-pois.

SAÚDE

A saúde é direito de todos e dever do Estado. Por que é dever apenas do Estado?
O Art. 196 da Constituição Federal está por merecer uma emenda.
Saúde é algo muito importante para ser relegada apenas como incumbência dos profissionais da medicina. Esses abnegados servidores já possuem uma missão que lhes é atributo peculiar e da qual não podem se esquivar. É sua responsabilidade exclusiva tratar os doentes e curar as doenças.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a saúde é definida como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não consistindo somente na ausência de doença ou enfermidade.”
Por isso, afirmo que, como a educação, a saúde tem que ser, também, dever e responsabilidade de todos.
Quem quer uma saúde melhor tem que cuidar melhor de si próprio. Tem que ter hábitos saudáveis de higiene e de alimentação. Tem que saber cuidar de suas funções orgânicas, físicas e mentais. Tem que ajudar a preservar um serviço público de saúde que é somente nosso, cidadãos de Mangaratiba.
Em nossa cidade, existem 12.000 residências com 29.255 moradores (IBGE/2007).
Em 2008, até setembro, foram realizadas 68.000 consultas e 202.200 exames laboratoriais em nove meses. Cerca de 24.500 exames mensais. Um A-B-S-U-R-D-O!
Essa estatística foi apresentada pelo Superintendente de Saúde do Município - Dr. Luiz Vieira - em palestra na Conferência Municipal de Saúde, no dia 4 deste mês.
Convenhamos, é demais para uma população tão saudável e escassa de um dos municípios com melhor índice de salubridade no país.
Acontece que Mangaratiba possui ainda 24.000 imóveis de veranistas. E até setembro, a Secretaria Municipal de Saúde já tinha cadastrado 38.000 assistidos pelo SUS. Enquanto o levantamento domiciliar realizado pela Prefeitura ainda não havia atingido 75% das residências. Faltam, portanto, cerca de 10.000 habitantes para serem cadastrados. Eu e minha mulher, inclusive. Tudo indica que vamos atingir cerca de 50.000 assistidos pelo SUS em nosso município.
Isto pode significar que (1) muitos veranistas vêm de muito longe para se consultar em Mangaratiba – o que eu não acredito, pois quem tem casa de veraneio possui, também, um plano de saúde e pode se consultar perto de sua residência - ou (2) nós mesmos estamos facilitando a vinda de amigos e parentes de cidades vizinhas e de subúrbios cariocas mais próximos para se submeterem a consultas e exames clínicos aqui ou (3) estamos todos muito doentes.
Como sei que somos quase todos muito saudáveis, resta somente a segunda hipótese.
Ou será que existe uma quarta hipótese que eu desconheço?
Se esta não existe, isto significa que estamos causando um grave transtorno ao serviço de saúde pública que nos é disponibilizado. E, se é assim, não temos o direito de reclamar dos serviços de saúde disponíveis em Mangaratiba, pois, estamos sendo irresponsáveis em relação a nossa saúde coletiva.
Resta-nos apenas exigir que o governo adote medidas profiláticas e ações de vigilância sanitária, delegando responsabilidades a toda a sua equipe de servidores e, até, contratando agentes de saúde para atuar em todas as comunidades.
O atendimento integral à saúde tem como prioridade as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais.

sábado, 29 de novembro de 2008

ANGELINA JOLIE

Ela anda promovendo o nosso blog pelo mundo afora. Vejam a camiseta que ela própria mandou fazer.

F.I.R.I.


Todos nós temos uma fonte inesgotável de recordações inúteis (FIRI). Eu, por exemplo, lembro dos números dos bondes cariocas. Não sabe o que é bonde? Pensa que é coisa de traficantes? Nada disso. Veja a foto acima.
O bonde era um meio de transporte sobre trilhos, movido a energia elétrica, que ligava os bairros do Rio, desde a Zona Sul até Madureira. Era um serviço explorado por uma subsidiária da Light. Pagava-se a passagem ao condutor com moedas. Como não havia controle, quem era um pouco mais esperto viajava no estribo e não pagava. Quando o condutor viesse cobrar, saltava-se do bonde em movimento.
Como ia dizendo, eu lembro do número dos bondes cariocas. O 13 era o Ipanema que ligava a Zona Sul ao Largo da Carioca. O 66 era o Tijuca, 76 o Engenho de Dentro, 77 Piedade, 78 Cascadura e muitos outros que ligavam diversos bairros ao Largo de São Francisco, à Praça XV ou à Praça Tiradentes.
Havia os bondes que circulavam apenas no centro da cidade, como o 27 que dava uma volta imensa, passando pela Praça Onze e pela Lapa, para ligar a estação Dom Pedro II à Praça Tiradentes. Havia, também, o 28 (Estrada de Ferro-Barcas) ligando Dom Pedro II à Praça XV.
Naquele tempo, nas revoltas estudantis contra o governo, contra a ditadura ou contra o aumento das mensalidades escolares, quebrávamos os bondes. Santa estupidez!
Eu lembro, também, da fórmula do Super Flit – DDT, piretro e rotenona – um inseticida líquido, pulverizado com uma bomba manual, muito usado nas residências.
Eu lembro os nomes dos três reis magos: Baltazar, Melchior e Gaspar, que levaram presentes para o Menino Jesus. O primeiro levou incenso, o segundo ouro – devia ser o mais rico – e o terceiro levou mirra. Não sabe o que é mirra? Pô! Assim não dá... é uma árvore africana cuja resina era - e, talvez, ainda seja - usada para fazer perfume.
Eu lembro o nome dos sete anões: Dunga, Zangado, Atchim, Soneca, Mestre, Dengoso e Feliz.
Eu lembro da fórmula para transformar graus centígrados em Fahrenheit: ºF = 32+(1,8 x ºC).
Eu lembro que o quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos. Já ouviu falar no teorema de Pitágoras ou não?
Eu lembro o valor de pi (3,1416) e a fórmula para calcular a área da circunferência: pi vezes o raio ao quadrado.
Eu lembro da capital da Bulgária (Sofia), da Hungria (Budapeste), da Romênia (Bucareste).
Eu lembro a data da Batalha do Riachuelo (11/6/1865), do Tuiuti (24/5/1866) e sei exatamente o que fiz na manhã de 8 de maio de 1945 – ainda tinha sete anos – quando foi anunciado o fim da 3ª guerra mundial.
Eu ainda sei toda a letra do Hino à Bandeira. Aquele que começa com “Salve lindo pendão da esperança...” Eu sei o nome completo dos autores do hino nacional: Joaquim Osório Duque Estrada e Francisco Manuel da Silva.
Eu lembro a escalação do time do Botafogo campeão de 1948: Osvaldo, Gerson e Santos, Rubinho, Ávila e Juvenal, Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha. Lembro que ele só perdeu para o São Cristóvão por 4 a 0 no primeiro jogo do campeonato.
É muita coisa inútil que não sai da minha cabeça e novas inutilidades vão entrando sem qualquer cerimônia, sem que eu possa evitar.
Nosso cérebro deveria ser como o trato digestivo. A gente põe o que quiser lá dentro e ele vai absorvendo o que é útil e expelindo o inútil, o que não presta.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CONSOLO

O Google é a maior invenção do século passado depois do computador pessoal. Tudo que você quer, lá você encontra. Basta procurar.
Eu fui lá procurar portais tão ou mais rídículos que o de Muriqui. Encontrei esses quatro aí embaixo.




Agora, todos nós - muriquengos e muriquengas - podemos nos consolar.
O grotesco não é privilégio nosso.

ESTÚPIDA PROIBIÇÃO

Há bem pouco tempo, um déspota – prepotente e arbitrário – com a farda da PMERJ, proibiu que o caminhão da AMBEV atravessasse a linha férrea para entregar bebidas nos quiosques da praia de Muriqui.
Diante de argumentos dos responsáveis pelos quiosques 14, 15 e 17, o pequeno tirano apenas permitiu que o caminhão descarregasse lá em frente ao restaurante Brojo. Foi preciso que o Célio da Tigresa emprestasse uma caminhonete para que, daquele local, as bebidas fossem levadas até os quiosques, distantes cerca de 500 metros.
Depois disso, tudo correu bem sem nenhuma estúpida proibição.
Agora, neste final de semana, os caminhões de bebidas atravessaram a linha férrea, mas foram proibidos de parar em frente aos quiosques para descarregar. Tiveram que parar nas ruas perpendiculares à praia. Novamente, por ordem da PMERJ. Aí sim, prejudicando o trânsito. Quero ver quando tais ruas estiverem lotadas de carros estacionados.
Os sacrificados trabalhadores foram obrigados a transportar as caixas nas costas por cerca de 50 metros até os quiosques. Ainda bem que não chovia.
Eu pergunto, existe algum decreto do prefeito ou alguma resolução de secretário que determine tal furor proibicionista? Se existe, a proibição é apenas para os caminhões de bebida? Ou é, também, para qualquer caminhão como os de mudanças, os da Casas Bahia ou os da limpeza pública? Estes não poderão mais parar na avenida Beira Mar?
Em caso afirmativo, sugiro ao prefeito que volte atrás, pois o fato está prejudicando a sua imagem. Ou, então, que algum vereador apresente um projeto de decreto legislativo derrubando este ato do poder executivo.
Se não existe decreto nem resolução, quem manda afinal em Muriqui?
O prefeito ou a PMERJ?

domingo, 23 de novembro de 2008

EDUCAÇÃO


A educação é direito de todos e dever do Estado e da família. É o que diz o Art. 205 da Constituição Federal. Portanto, a educação não é somente direito, é, também, dever, é responsabilidade de todos os cidadãos.
Contudo, o cidadão comum, quando ouve falar em educação, pensa apenas na escola, no professor. Confunde educação com ensino. Talvez, influenciado por políticos demagógicos e pelos meios de comunicação que criticam sempre a educação proporcionada pelos governos e jamais tocam, nem de leve, na educação primordial, aquela que deve ter origem em casa, na família.
Esquecem que educação é o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração social.
Se a família não assume a responsabilidade por esse processo – trabalhoso e cansativo, eu reconheço - o indivíduo não poderá se integrar socialmente na escola.
E a escola permanecerá para sempre incapaz de exercer a sua total capacidade de transmitir os conhecimentos necessários para o desenvolvimento intelectual do aluno.
E não haverá professor nem governos que dêem jeito nisso.
Felizmente, a maioria tem a noção exata dessa responsabilidade e encaminha filhos já educados para a escola. Infelizmente, porém, estes podem ser corrompidos pelos filhos daqueles que pensam que educação é apenas um direito seu e dever do Estado.
Como todos sabemos, o contato com uma única laranja podre deteriora todas as outras. E, em consequência, deteriora a escola.
Todos queremos escolas melhores para nossos filhos; entretanto, muitos esquecem de mandar filhos melhores para as nossas escolas.
Como disse Einstein: "Educação é aquilo que permanece depois que esquecemos tudo o que aprendemos na escola."

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

MEIO AMBIENTE

"Fala-se tanto da urgente necessidade de deixarmos um planeta melhor para os nossos filhos e esquecemos de uma urgência maior: deixarmos filhos melhores para o nosso planeta."
Não sei quem é o autor dessa frase genial.
Mas, peço-lhe licença para incluí-la neste blog, lembrando apenas que o nosso planeta chama-se Mangaratiba.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O FALAR ERRADO


Eu sempre gostei de escrever de forma correta, mas amo falar errado.
Já sentiu como é gostoso falar errado? Ou será que você fala errado sem sentir nada?
Eu sei que muitas pessoas escrevem errado sem qualquer sentimento de culpa.
Mas, falar...
Nesse texto, faço as duas coisas. Vou digitar, sempre em itálico e negrito, as coisas que gosto de falar errado e que vim aprendendo através dos tempos. Sim, você pode também aprender a falar errado, mesmo depois de adulto.
Se você querer, você vai conseguir. Use o célebro. Para mim falar, bastou ter fouça de vontade e não permitir que os neuvos me descontrolassem. Há bem pouco tempo, por exemplo, aprendi a falar asterístico aqui mesmo em Muriqui. E não foi com quarquer um, não.
Pense que até adevogados falam errado. Falam e escrevem também: usocampião, usos e frutos, perca total.
Você já ouviu falar nas profecias de Notre Dame? E no corcunda de Nostradamus, não? Mas, aposto que já comeu espaguete ao aro e ouro... E talharinho com salchichas, já? Sempre que penso em comida, me alembro do pobrema dos mindingos, os pessoal que passam fome sem ter um pão com mortandela pra comer.
Tem medo de relâmpio? E de trocar lâmpida? Já teve prisão de vento? Dormiu em cama obelisco? Não se adapita com alimentos que contêm agrotóxios? Já tomou a flor de zíaco?
São inúmeros os outros exemplos do falar errado que não me alembro agora. Bicicreta, brusinha, curíntia, framengo, também, fazem parte do meu dialeto. Mas, fruminense nunca.
Esse falar errado me dá uma grande sastifação, mas a nova reforma ortográfica me deixa em um diadema retroz: será que eu conseguirei escrever corretamente a partir de janeiro?
A única coisa que nos une a todos e temos que respeitar é a línguagem (Kafka).

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

BRIGAR PRA QUÊ?

É sempre assim...
Se arrepende e me diz que inda me ama,
Depois, enfim,
Reacende o prazer em nossa cama.
Então, pra quê
Me agredir dessa maneira,
Por motivo banal, me dar bandeira,
E deixar o ciúme te aconselhar...
Me diz por que,
Não consigo entender,
Isso não é normal...
Brigar pra que,
Esquecer todo bem, fazendo tanto mal.
Melhor ceder à emoção,
Fazer valer o amor no coração.
Taí, a vida sorrindo chamando lá fora,
Vai se despedindo e o tempo devora
Momentos que a gente precisa viver...
Porque quem ama não tem um segundo a perder
Distante do mundo de sonho e prazer
Que o amor só garante
Quando é pra valer.

UMA RUA INSÓLITA


Lá em Bangu, existe uma rua singular. É uma rua de classe média, tem somente casas comuns, nenhuma moradia de luxo ou algo semelhante. De diferente, sempre teve uma igreja protestante e um grande templo espírita. É asfaltada em toda a sua extensão e tem mão única apenas na metade, cerca de cem metros dos quais eu quero falar. Ali eu tive muitos amigos.
Parece uma rua comum, mas é uma rua privilegiada, excepcional. Duvido existir no mundo outra rua igual. Com uma característica tão marcante que a distingue de todas as demais.
Nessa rua residiu Faim Pedro (vereador de 1951 a 1959) que recebia sempre a visita do irmão Alim Pedro, morador em uma outra rua de Bangu e prefeito do então Distrito Federal entre setembro/54 e novembro/55.
Mas não é só isso, além do vereador Faim Pedro, residiram também naquela metade dessa rua, nos últimos 30 anos, outros três vereadores, dois deputados estaduais e dois deputados federais. Todos nascidos e criados na Rua Ribeiro de Andrade. Com tantos parlamentares, podemos até considerá-la uma rua legislativa.
Nessa rua, eles jogaram bola, rodaram pião, brincaram de roda e bola de gude. Namoraram e tiveram filhos.
Três desses parlamentares me deram a honra de chefiar seus gabinetes na Câmara dos Vereadores, na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal.
Mas, essa Rua Ribeiro de Andrade tem um significado ainda maior para mim.
Nela eu conheci, em 1964, a neta do homenageado que deu nome à rua, um dos primeiros professores do bairro: Timóteo Ribeiro de Andrade.
Sua neta é aquela coisinha linda lá em cima. A foto, de quando tinha 17 anos e que não fez justiça a toda sua beleza, eu escaneei hoje de sua carteira de identidade.
Eu terminei de criá-la e 44 anos depois ainda cuido dela.
E ela de mim.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O BICHO...

Hoje, eu acordei cedo. Nem sei por quê. Talvez, para ficar mais tempo sem fazer nada. Que coisa boa! Ficar velho e à toa...
Tomei café, meu vício, e fui para a janela fumar, meu outro vício, sentindo a brisa que vem do mar ou da montanha. Da minha janela, além dessa maravilhosa paisagem, eu vejo o terreno infestado de ratos na beira da praia.
Eram quase seis e meia da manhã quando vi algo que me lembrou o grande poeta Manoel Bandeira, aquele que fazia versos como quem chora, como quem morre.
Lembrei, então, desse poema:

"Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com sofreguidão.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem."


Eu vi o bicho hoje, na minha rua.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

CAMPEÕES DE VOTO


Vitória eleitoral é assim. Sem deixar quaisquer dúvidas sobre a vontade soberana do povo. Sem discussões, sem conjecturas e suposições.
Esses três aí em cima venceram de fato e de direito. O negro americano só não obteve mais votos que o operário brasileiro. Charlinho conquistou mais de 90% do eleitorado para desgosto daquele panfleto difamador de Itaguaí. E o nosso Zé Luiz deu um banho de votos nas minhocas da terra.
A vitória do prefeito da minha cidade natal, porém, é motivo de conjecturas. Se não fosse o golpe de mestre do governador - promovendo um feriado prolongado que acarretou uma abstenção superior a 25% nas zonas sul e norte - o prefeito carioca seria aquele que foi beijar a mão de seus torturadores.

TORTURA

Quando aqueles jovens do morro da Providência foram entregues pelo tenente para traficantes do morro de São Carlos para serem torturados e assassinados, eu pensei que a tortura havia sido terceirizada.
Vejo, agora, que não. O jovem torturado por militares, em área do exército no Realengo, ficou com queimaduras em 70% do corpo e foi internado no Hospital da Força Aérea do Galeão (HFAG) em estado lastimável.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

JORNAL ATUAL

Peço licença para repetir aqui o texto intitulado HIPOCRISIA que postei em abril sobre o jornal Atual, jornaleco editado em Itaguaí.
A entrevista com o Prefeito Charlinho - reeleito com mais de 90% dos votos de Itaguaí - publicada no Jornal Impacto desta semana e assinada por Sérgio Roberto, é que me obriga a fazê-lo.
Leiam a minha matéria e também o que disse Charlinho sobre aquele panfleto difamador.

A minha matéria:
“Para mim, a verdade é mais importante que a notícia”. Foi o que ouvi do editor do jornal Atual quando fui solicitar correção de uma falsa notícia publicada na página 12 da edição do dia 14 de março. A notícia sem qualquer fundamento mereceu manchete de primeira página, em corpo 48: “Arsenal da roubalheira descoberto em Muriqui”, atingindo moralmente cidadãos honestos de nossa comunidade. Leia a matéria deste blog intitulada “Simulacro de investigação em Muriqui”.
Levei por escrito, à redação do jornal, a verdadeira versão do fato, cópia do e-mail que já havia enviado ao diretor do jornal com o qual falei, por telefone, pedindo a correção da matéria publicada. E nada foi feito nas três edições seguintes, nenhuma correção, nem um centímetro de coluna em corpo 8 para restabelecer a verdade.
Quem se propõe a editar um jornal tem que se equilibrar entre o sensacional, que atrai a atenção do leitor, e o compromisso com o jornalismo, com a ética e com a verdade. O jornal Atual tem compromisso apenas com o sensacionalismo.
E leva a sério somente a lição primária que diz ser a versão mais importante que o fato. Pura hipocrisia.

O que disse Charlinho na entrevista ao jornal Impacto:
“Até então, em mais de quatro anos, vinha tentando manter uma relação cordial com o Jornal Atual, respeitando, em muitas das vezes seu direito de realizar o seu jornalismo, marcado por interesses acima das notícias, muitas das vezes voltado para finalidades escusas destinadas a acordos financeiros. Mas tudo na vida, tem uma hora que ultrapassa os limites suportáveis da tolerância de um ser humano, normal como tantos outros, como eu. Confesso que perdi a paciência com o Jornal Atual, que insiste em me provocar sistematicamente publicando matérias para denegrir minha imagem de homem público ...Tudo tem um limite, até as mentiras desencontradas de um jornal ...De maneira gratuita e ardilosa o Jornal Atual vem me perseguindo ao longo do meu mandato."
Respondendo a uma pergunta sobre a responsabilidade pelas mentiras publicadas por aquele pasquim, Charlinho afirmou: "Em primeiro lugar, como está muito claro, ao Jornal Atual, que se vendeu por interesses escusos que no futuro prefiro provar ao invés de ficar acusando sem provas contundentes. Mas é evidente que existem por trás do Jornal Atual grupos que servem como fonte de alimentação e usam o veículo como simples fantoche de seu “Objeto de Desejo”, manipulando informações. Em outras palavras, querem o Poder (Prefeitura) de volta, não importa de que forma ou qual jeito ...Estou perplexo de como um jornal que se auto-intitula idôneo, se presta a um papel destes.”

Taí! Como dizia aquele saudoso e querido locutor do Jóquei Clube Brasileiro: "Está confirmada a nossa reportagem".

DEU EM O GLOBO

Ancelmo Gois excreveu:
“Lula, a bordo do avião que o levou a Tucuruí, foi informado de que, este ano, até setembro, foram criados 1,9 milhão de empregos com carteiras assinadas.
O número é maior que o de empregos gerados (1,8 milhão) nos oito anos de FHC.”

OBS: no ano passado, em 2007, foram criados outros 1.450.000,

Míriam Leitão escreveu:
“Se Barack Obama for eleito o primeiro presidente negro da história americana, produzirá transformações sociais muito além da fronteira. "Toda criança negra, de qualquer país do mundo, toda criança de qualquer grupo discriminado, crescerá recebendo a mensagem de que barreiras podem ser superadas. Mesmo as que pareciam intransponíveis".
Você pode gostar ou não gostar de Lula. Mas, a meu ver, foi o que ocorreu no Brasil com a eleição dele em 2002. A sua vitória marcou a possibilidade de um brasileiro de origem humilde, fora dos quadros, então, da elite econômica ou intelectual tradicional, ocupar a presidência da República. Viva a democracia!”

OBS: enfim, ela deixa o preconceito de lado e escreve algo favorável ao Lula. A elite ariana, predadora, nefasta, vulgar, primária, arrogante e feroz não vai gostar disso.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

QUE COISA FEEEEIA!


Está pronto? O que que é isso! É assim mesmo? Somente isso? Não falta nada?
É pra afugentar os visitantes?
Muriqui não merece tanta falta de criatividade. Por que algo tão grotesco em nosso aprazível "resort"?
Quem foi o “artista”?
Ele foi pago pra fazer esse mostrengo?
Só espero que o “vieira” dê um jeito nisso.
Mas, sem ferir ninguém.

A CRISE DO FIM DO MUNDO

O Jornal Nacional e o Jornal da Globo passaram dias dedicando grande espaço ao apocalipse financeiro que grassava mundo a fora e que logo derrubaria a economia brasileira.
Quando o presidente afirmava que a crise pouco afetaria o Brasil, que a nossa economia estava preparada para enfrentar o desafio, que a gripe financeira mundial não nos causaria uma pneumonia galopante, o microfone da Globo era logo colocado à disposição dos oposicionistas que torcem contra o governo para criticá-lo veementemente.
Foi mais uma quinzena de terrorismo televisivo. Leia o texto com esse título que postei em julho.
De repente, não mais que de repente: silêncio total. Nem O Globo publica mais nada sobre a crise do fim do mundo. Os jornais da TV Globo só falam da eleição americana.
Por que será? Eu fico imaginando o seguinte: os grandes anunciantes – Casas Bahia, Ponto Frio, montadoras de automóveis, empresas de telefonia celular, incorporadores, etc, etc – apavorados com as notícias alarmantes reduzem suas verbas publicitárias, cancelam campanhas e promoções, inserções diárias são reduzidas.
É aí que a direção geral das Organizações Globo reúne os responsáveis pelo jornalismo impresso e televisivo e diz respeitosamente: CALEM A BOCA, PORRA! PAREM DE FALAR BESTEIRA!
Pois é, a crise afetou mais à Globo do que ao país e seu povo. O feitiço, mais uma vez, virou contra o feiticeiro.
Vejam vocês: o PIB cresceu 1.7% em setembro sobre agosto; cresceu 9.8% sobre setembro de 2007; cresceu 6.5% em 2008 até setembro; cresceu 6.8% nos últimos 12 meses.
E depois daquele “cala a boca”, a Bolsa de São Paulo voltou a subir.
E Lula continua sorrindo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

PRAXITELES


Praxiteles, o mais famoso dos escultores gregos, viveu no século IV antes de Cristo.
Sua única obra integralmente preservada é a estátua em mármore de Hermes com Dionísio ainda criança reproduzida aí ao lado. Hermes é o deus dos viajantes, do comércio e, até, dos ladrões, na mitologia grega, o equivalente ao deus Mercúrio na mitologia romana. Sua escultura mais famosa é a Afrodite de Cnido, o primeiro nu feminino em tamanho natural na arte grega. Sua perfeição foi reconhecida e exaltada, inspirando a era helenística. A representação nua da deusa foi uma ousada inovação para a época.
Mas, por que estou falando sobre isto?
Porque acabo de ler o Informe da Fundação Mário Peixoto que reproduz parte do prefácio escrito por Arnaldo Jabour para o livro editado com o roteiro de A alma segundo Salustre, de autoria de Mário Peixoto. Outro filme que o renomado artista não realizou.
Jabour escreveu o seguinte: «Mário é um poeta que não se contenta com a metáfora, quer mais, mais, mais longe, quer filmar a essência, filmar o ar, e consegue: por isso o filme fica em estado de roteiro, que é quando a câmera não surgiu ainda com seus ruídos e limites e o roteiro é a metáfora da metáfora, o plano de trabalho, a antecena, a esperança da imagem, a luz sem forma. A forma limita. A forma é sonho grego. E Mário é pré-helênico, é louco, é feto, não tem nada a ver com estes praxíteles(sic) ou algo assim
Entenderam? Isso é elogio? Quer dizer, é como aquele inverossímel jogador de futebol inventado pelos abalizados comentaristas esportivos: o fabuloso craque que joga sem a bola. Até eu jogo...
Agora, quando o Jabour diz que o Mário queria filmar o ar é verdade. Em Limite, ele filmou o vento. Esse mesmo vento do qual falo na postagem anterior.
Já vi Limite duas vezes. Tentei me sensibilizar com o filme e não consegui. Perdoem a minha falta de sensibilidade. Mas, deixando a minha iconoclastia de lado, quero ver Limite pela terceira vez.
Dia 23, às 20 horas, estarei no Centro Cultural Cary Cavalcanti para vê-lo com outros olhos. Olhos de autista.
A definição de Mário Peixoto para ele próprio há de me ajudar: A realidade para mim não tem importância, não me modifica, não adianta, o que hei de fazer? A imaginação sim, substitui tudo e convence. É só o que existe para mim... É questão de sentir ou não sentir... Eu sofro uma dor física, mas isso não impede que eu viva fora da realidade....
Com isso em mente, tentarei ver o espectro autista de Limite.
E quem sabe? Poderei me sensibilizar dessa vez.

O TREM E O VENTO...

Muriqui é o paraíso do vento... e dos quebra-molas. Nunca vi tantos quebra-molas em tão pouco espaço. Mas, eu quero falar é do vento.
Há dias que venta o dia inteiro. Não é uma brisa qualquer, é um vento impetuoso e contínuo. Uma ventania, quase um ciclone tropical. Começa pela madrugada e passa o dia assoviando e levantando as barracas da praia. Tem até nome: chamam-no “vieira”.
Digo o porquê. Conta a lenda que um corpo estava sendo velado quando, pela madrugada, veio uma ventania tão forte que derrubou o caixão de cima da mesa. O morto, que se chamava Vieira, rolou pelo chão. Duro feito pedra, pesava mais do que vivo. Foi uma dificuldade para recolocá-lo no caixão. A partir desse dia, apelidaram o vento de “vieira”.
As mulheres odeiam o “vieira” que as descabelam e levantam suas saias. Pior quando saem do cabeleireiro e encontram o “vieira” pelo caminho de casa ou da festa.
De onde vem esse vento? Alguém sabe?
Seria proveniente das explosões solares? Ou seria devido ao aquecimento do solo e do mar que, por sua vez, aquecem o ar e o faz subir, deixando um vazio para ser ocupado pelo ar frio que vem acelerado da mata atlântica?
De qualquer forma, é impossível controlar o vento. A prefeitura nada pode fazer.
Mas, por que ela nada faz com o trem de minério que passa durante toda a madrugada apitando de forma estridente e obsessiva, acordando a todos em Muriqui?
E quanto aos sacrificados moradores do Axixá que tentam dormir a menos de dez metros da linha do trem? Já não basta a repercussão do ranger das rodas sobre os trilhos?
Não existe uma Lei que proíbe a circulação dos trens durante a madrugada? Por que ela não é cumprida?
Cada trem de minério tem cerca de 140 vagões e maquinistas que insistem em acionar a buzina incessante e desnecessariamente. Devem pensar assim: eu aqui dando duro e esses vagabundos dormindo. E tome buzina.
Existe um maquinista que buzina ainda mais que todos – dizem – somente para avisar à mulher, amante ou namorada – sei lá – que é ele que está passando em Muriqui.
Só espero que algum maquinista conquiste uma namorada lá em Apara e desperte o nosso vereador mais votado toda madrugada.
Tenho certeza que ele dará um jeito nisso.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

VELOX EM MURIQUI

Após tantos anos, abruptamente, não mais que de repente, na calada da noite, eis que implantaram a Velox em Muriqui. Parece mentira, mas olha eu aqui internetando através da Velox.
Parece que alguém lá na Oi - uma boa alma - apertou um botão qualquer que estava esquecido e pronto: todos os telefones foram conectados em banda larga. Adeus Nexlink.
Mas, não esperem grande coisa. Assinei uma conexão de 600MB que não possui a velocidade da Velox que eu tinha no Rio. Somente hoje, a conexão caiu seis vezes.
Espero que a Oi melhore a conexão e que a Velox esteja implantada, também, em todos os outros distritos de Mangaratiba. Ou aquele texto - VELOX EM MANGARATIBA -que postei em março continuará valendo.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

GRAÇAS A DEUS!

Deus que me perdoe, mas eu nunca digo Graças a Deus.
Primeiro, porque o segundo mandamento é um dos poucos que eu respeito.
E, também, porque não acredito nesse deus que os humanos criaram. Eu acredito somente no Deus que criou os humanos e todo o universo. Aquele que me deu a vida e o livre arbítrio. Aquele que vive dentro de mim e não tem nada a ver com o mal causado pelos humanos.
Já ouvi motorista embriagado causar acidente que matou toda uma família inocente dizer: Graças a Deus, nasci de novo! Já ouvi político safado dizer quando reeleito: Graças a Deus, mais quatro anos! Já ouvi criminoso irrecuperável ser absolvido e dizer: Graças a Deus, estou livre! O avião cai e salva-se apenas o empresário sonegador, corrupto e explorador, que diz: Graças a Deus, estou vivo!
Hitler sofreu 42 (quarenta e dois) atentados contra a sua vida. Nenhum conseguiu matá-lo. Ele sempre afirmou ter sido salvo pela providência divina.
O jogador de futebol dá Graças a Deus! por ter feito o gol da vitória. Então, Deus fez o outro time perder? Desde quando Deus é torcedor de futebol?
Isso me revolta. É tomar o Seu Santo Nome em vão. O que Deus tem a ver com as injustiças desse mundo?
Agora, mesmo, vejam este caso da menina Eloá assassinada friamente por um louco esquizofrênico com o consentimento da polícia paulista. Apenas quinze anos. Querida por todos, saudável e feliz. Cheia de vida e amor para dar. Não teve tempo para fazer mal a ninguém.
A família doou seus órgãos. Aquela que recebeu seu coração, antes mesmo da cirurgia, já dizia que foi um presente de aniversário que Deus lhe deu. Seus familiares e amigos, agora em festa, elevam as mãos para o céu e dizem: Graças a Deus!
A mãe do assassino também deve estar pensando: Graças a Deus, a polícia não matou meu filho! Ela nem faz idéia dos demônios que o esperam na cadeia.

sábado, 18 de outubro de 2008

GABEIRA OU EDUARDO PAES? TANTO FAZ...

Se eu ainda fosse eleitor carioca, teria que fazer agora algo impensável: anular o voto.
Será dureza para os meus conterrâneos escolher entre a criatura que abomina o seu criador, cuspindo no prato em que comeu, e o torturado que exalta os seus hediondos torturadores.
A criatura largou o cargo que exercia como secretário municipal para – a mando de seu criador – assumir o mandato de deputado e, na tribuna da câmara federal, execrar o presidente, afirmando que uma quadrilha havia tomado de assalto o palácio do planalto. A criatura fazia dupla com ACM Neto, aquele anão que, da tribuna, afirmou que iria dar porrada no Lula e que os baianos repudiaram nesta eleição. Os dois, qual abutres, atacavam o presidente que julgavam morto.
O torturado, em sua sanha preconceituosa e oposicionista, teve a desfaçatez de afirmar o seguinte, em texto publicado pela Folha de São Paulo, em 18 de junho de 2005.

Ditadura e governo Lula compartilham o mesmo desprezo pela democracia...
Os militares batiam, davam choques e me insultavam na sessão de tortura, mas vi muitos dizendo que me respeitavam porque deixei um bom emprego para combatê-los com risco de vida... Eles viam ideais no meu corpo arrasado pelo tiro e pela cadeia... O PT queria que eu abrisse mão exatamente da minha alma e me tornasse um deputado obediente... Os militares jamais pediriam isso. Desde o princípio, disseram que eu era irrecuperável e limitaram-se à tortura de rotina... Jamais imaginei que seria grato aos torturadores por não me pedirem a alma
.”

Se não foi a sua mente, o seu espírito, o seu aplauso, a sua opinião, a sua alma, o que foi, então, que os torturadores queriam de você Gabeira?
A criatura, por oportunismo, mudou de lado, cuspiu no prato em que comeu durante mais de dez anos e foi pedir perdão a Lula. E hoje se promove ao lado dele na TV, nas rádios, nas ruas.
O torturado não tem a humildade de reconhecer que apenas ladrava enquanto a caravana seguia incólume às suas ofensas. Com toda a sua soberba, agora, afirma que, sendo eleito, o presidente que ele tanto desonrou terá que tratá-lo com igualdade e respeito.
Lá do alto de seu prestígio político mundial, Lula deve estar pensando: «quanto mais elevado é o meu vôo, mais pequenos me parecem aqueles que tentaram aviltar-me naquela campanha odiosa, preconceituosa, abjeta, nefasta e frustrada».
Amigos, no dia 26, aquele que conquistar a merecida derrota nas urnas me proporcionará imensa alegria e há de me compensar a tristeza e a decepção de ver a vitória do outro.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

TRE EM MANGARATIBA



Parece galhofa e é a mais pura verdade. Tudo pode acontecer na eleição de Mangaratiba. Até um cidadão em pleno gozo de seus direitos políticos para poder se candidatar, fazer campanha e não poder exercer o sagrado direito de votar em si próprio. Isso é notícia para os grandes veículos da imprensa. É a história do candidato que foi votado e não pôde votar em Mangaratiba.
Vejam a reprodução acima do site do Tribunal Superior Eleitoral - podem ir lá ver em Divulgação de Candidaturas, vereadores, Mangaratiba - o cidadão Joaquim Barbosa Batista, título eleitoral nº 027.380.750.302, da 43ª seção, da 54ª ZE, candidato a vereador, sob o número 70.170, da coligação PDT/PTB/PTdoB, estava apto para ser votado, tendo o seu registro deferido pelo TRE de Mangaratiba no processo/protocolo nº 163/08/399/08. Portanto, estava em pleno gozo de seus direitos políticos, não é verdade?
Não, é mentira.
Ele fez sua campanha, gastou seus poucos recursos, absolutamente de acordo com a lei eleitoral, e no dia 5 de outubro foi votar com seus amigos e familiares.
Passou a maior vergonha, foi motivo de chacota: não pôde votar. O TRE em Mangaratiba não o relacionou entre os eleitores aptos para exercer o direito do voto.
Parece galhofa, repito, mas não é. Vejam o documento expedido pela presidente - Fabiane Rodrigues Lima - da seção 043 da 54ª Zona Eleitoral de Mangaratiba. É uma declaração de comparecimento sem voto e com o título retido para encaminhamento à citada zona eleitoral.
A verdade é que o candidato Barbosinha teve o título eleitoral cancelado, em 11 de abril de 2008, no processo 248/07 da 54ª ZE. Como, então, foi considerado apto como candidato em julho de 2008, no processo citado anteriormente?
Foi grande o número de eleitores recadastrados, moradores do município, que também não puderam votar. Sei lá porquê. Há mais mistérios na eleição de Mangaratiba do que pode sonhar a nossa vã filosofia.
Porém, este caso do Barbosinha é excepcional e injustificável. E o pior de tudo - atenção TSE - os votos que ele recebeu foram considerados válidos.
Fica uma dúvida: será que esse fato lastimável aconteceu somente com o Barbosinha? Se aconteceu com outros candidatos, o cálculo do quociente eleitoral pode não estar correto e os eleitos pelas sobras de legenda podem sofrer modificações.
Com a palavra o cartório da 54ª ZE de Mangaratiba que teve o Juiz Eleitoral substituído às vésperas da eleição.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

MINHOCAS DA TERRA?!


A xenofobia de parte da elite dominante de Mangaratiba criou a alcunha “minhocas da terra” para designar os habitantes nascidos ou que vivem há muito tempo no município. Enquanto chamam de forasteiros aqueles que vieram algum tempo depois.
Esquecem que tudo começou com índios tupiniquins baianos e padres jesuítas portugueses que para cá vieram construir um povoado. Esquecem que o crescimento da cidade se deveu principalmente àqueles que vieram de longe e a escolheram para residir há cerca de 10, 20 anos ou mais.
Por que chamar de forasteiros aqueles que escolheram investir e morar em Mangaratiba?
Esse preconceito com o lumpemproletariado não pode atingir a todos indiscriminadamente.
Estou falando isso porque ninguém é mais cidadão dessa cidade do que eu que vim morar há cinco anos, mas sempre tive casa aqui em Muriqui.
E ninguém é mais cidadão de Mangaratiba do que José Luiz do Posto, o vereador mais bem votado do município com 1.127 votos.
Parodiando o nosso presidente: nunca na história desse município um candidato a vereador havia ultrapassado os mil votos.
Parabéns, José Luiz. Foi uma grande vitória.
Como eu lhe disse, você não precisava de mim para obter essa tempestade de votos e dar um banho nos “minhocas da terra”.
Sua eleição, porém, me fez lembrar de um discurso de Maurício Azêdo - hoje presidente da Associação Brasileira de Imprensa - na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Ele foi o vereador mais atuante da Câmara. Um vereador extremamente dedicado aos trabalhos legislativos e sempre preocupado em exercer um digno mandato. Seu carro era um fusquinha bem surrado. Era tão digno que a maioria se livrou dele indicando-o para conselheiro do Tribunal de Contas do Município. Tive a honra de conviver cordialmente com Maurício Azêdo quando ele passou a presidência da Comissão de Justiça e Redação para o vereador Jorge Felippe
Maurício Azêdo tinha sido eleito com o menor número de votos entre todos os vereadores cariocas. Logo no início da legislatura, ele subiu à tribuna para dizer, em resumo, exatamente o seguinte: "Quero afirmar aos meus nobres colegas que ninguém aqui, absolutamente ninguém, é mais vereador do que eu."
Lembre-se disso Zé. Sua votação vai lhe permitir sonhar um vôo mais alto. Mas, na Câmara, ninguém será menos vereador do que você.

domingo, 12 de outubro de 2008

BOCA-DE-URNA


A boca-de-urna que eu conheci constituía-se na arregimentação de famílias da comunidade residentes próximas aos locais de votação para tentar conquistar o voto de seus amigos e conhecidos ainda indecisos no dia da eleição.
Os “boqueiros”, como eram chamados, tinham que ser eleitores de uma daquelas seções existentes no local em que iam trabalhar. No dia anterior à eleição, eles recebiam uma camisa do candidato, uma sacola com “santinhos” e começavam o trabalho às oito horas da manhã do dia seguinte. Às treze horas, recebiam uma merenda – sanduiches, frutas e refresco – e trabalhavam até às dezessete horas quando terminava a votação. Durante todo esse tempo eram controlados pelos fiscais do candidato que colhia, em um caderno, a assinatura dos “boqueiros” três a cinco vezes por dia. Era a prova de que o trabalho havia sido feito.
O dia da eleição era uma festa cívica. Bandeiras tremulando, as ruas transformavam-se em uma colcha de retalhos coloridos de papel. Um dia inteiro de alegria. Ninguém se sentia prejudicado.
Terminada a eleição, encaminhavam-se todos para um local determinado a fim de receber o pagamento pelo trabalho, desde que suas assinaturas constassem dos cadernos da fiscalização. A família, com quatro ou cinco pessoas, levava para casa no mínimo duzentos reais. A festa para eles continuava na segunda-feira no supermercado.
Essa boca-de-urna que ajudava no sustento de muitas famílias foi proibida. A Lei Eleitoral (Lei 9504/97), em seu artigo 39, § 5º, inciso II, estabeleceu que é crime –punível com detenção de seis meses a um ano e multa de quinze mil UFIRs - a propaganda de boca-de-urna. E a verdadeira boca-de-urna não aconteceu.
Nesta eleição de 2008, conheci a “boca-de-urna” de Mangaratiba. Ela é feita na semana anterior até a véspera da eleição.
Não tem santinho, merenda, controle nem alegria nas ruas.
O que chamam aqui de “boca-de-urna” é o seguinte: pouco antes da eleição, alguns espertos tiram xerox dos títulos de amigos e conhecidos de sua comunidade. Fazem uma lista com 30, 50, 100 títulos xeroxados e os negociam com o candidato como voto certo a R$ 50 cada um. Cerca de 20% desses títulos pertencem a eleitores de outras cidades, geralmente, de Nova Iguaçu, Itaguaí, Seropédica, etc. O otário do candidato compra a lista e as xerox porque não sabe ou não tem mais tempo de ver no site do TRE onde votam aqueles eleitores. O vendedor recebe, então, R$ 1.500, R$ 2.500 e até R$ 5.000, garantindo ao candidato aqueles votos.
O vendedor ainda mais esperto, porém, possui cópia daquela lista e dos títulos. E vai vendê-los para outro candidato e mais outro. O candidato mais “esperto” sabe disso e, então, oferece R$ 70 por cada voto para mudar a “consciência” do vendedor que nem quer saber em quem o eleitor vai votar.
Vendedores “honestos” até que se preocupam com o voto da sua lista e pagam R$ 30 ao eleitor, ficando com o troco.
Essa é a “boca-de-urna” feita no atacado. Tem ainda a “boca-de-urna” feita no varejo, no dia da eleição. Começa bem cedinho. É quando o eleitor é arregimentado - um a um - para receber um santinho com o desenho de uma onça pintada das próprias mãos de um assecla do candidato em quem deve votar.
A festa ocorre, então, no supermercado no próprio dia da eleição. O Costa Verde nunca vendeu tanto em um domingo nublado e chuvisquento como o dia 5 de outubro.
Nessa suposta “boca-de-urna” não há controle.
Nem fiscalização do TRE. Como dar o flagrante? Como provar?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

ELEIÇÃO EM MANGARATIBA: SOMENTE PARA DOUTORES E AUTORIDADES


Quando comecei a me interessar por política – e lá se vão mais de cinquenta anos – eu também pensava que vereador, deputado, prefeito, governador, presidente, eram cargos para gente formada com curso superior. Naquele tempo, votávamos em advogados, médicos, dentistas, professores, engenheiros e em autoridades civis e militares.
Minha mentalidade, porém, evoluiu.
As câmaras e assembléas legislativas têm que ser um espelho do povo ao qual representam. Povo que não é constituído apenas por autoridades e indivíduos com formação superior. Estes são minoria na sociedade, por que deveriam ser maioria na representação popular?
E passei a escolher verdadeiros representantes das classes sociais.
Passei a votar em candidatos que eu conhecia de fato e com os quais mantinha contato pessoal. Ou em candidatos que demonstraram dedicação na luta pelo progresso do país, do estado, da cidade ou da minha comunidade. Podiam ter curso superior ou não. Tinham, porém, que demonstrar capacidade para lutar pela melhoria da qualidade de vida de toda a sociedade ou mesmo de uma classe social em particular.
Cheguei a votar no cacique Juruna que Leonel Brizola, com seu prestígio, levou à Câmara Federal somente para lembrar a todos a existência de uma nação indígena sacrificada e em processo de extinção.
Tive a honra de votar sete vezes – eu disse sete vezes – no Sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Desprezei sempre os doutores PHDs que disputaram com ele aquelas sete eleições.
Contudo, o exemplo da bem sucedida administração federal desse operário que tem apenas o ensino fundamental ainda não sensibilizou o eleitor de Mangaratiba.
Aqui, foram eleitos apenas doutores e autoridades. O homem do povo, o legítimo representante popular, não terá vez nos próximos quatro anos em nossa Câmara Municipal.
Nem mesmo o vereador que demonstrou ser o mais autêntico representante do povo, aquele que permaneceu fiel ao contato diário com a população e que pôde mostrar serviço, foi reeleito. Ficou apenas como primeiro suplente.
Gente do povo como Manoel da Padaria, Reginaldo do Quiosque, Xikinho da Rádio e muitos outros não receberam os votos esperados. O quociente eleitoral não permitiu que André Banana fosse eleito. E até a Kelly, com todo o apoio do prefeito reeleito, ficou aquém das expectativas.
Faltou um Dr. à frente de seus nomes? Ou nosso povo ainda não aceita que um igual seja elevado ao nobre cargo de vereador?
No Rio, porém, um jornaleiro, feirante e palhaço de festa infantil, vai agora virar excelência.

GATONET OU MURIQUI FM

A Polícia Federal deixou a gatonet livre e fechou a Rádio Muriqui FM, a única rádio que tínhamos com sintonia perfeita e uma programação musical de alto nível.
Esqueceram que a gatonet é considerada crime e a rádio é apenas uma contravenção que levava alegria e prestação de serviços à comunidade.
Agora, vivemos sem a boa música da Muriqui FM. Até quando? É imprescindível regularizar a Rádio Muriqui FM para que ela volte ao ar o mais rápido possível.
Nesta eleição, o povo de Mangaratiba, que demonstrou eleger apenas doutores e autoridades, também preferiu a gatonet. Mas, talvez, nem tenha conhecimento da escolha que fez.
Entendem o que eu digo?

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

CANDIDATOS-EMPRESA

O UOL publica, hoje, em sua página sobre as eleições, matéria que parece ter sido copiada desse nosso blog. Abaixo transcrevemos um resumo do texto que você pode comparar com a nossa postagem de 31/8 intitulada "PROPAGANDA POLÍTICA OU CAMPANHA PUBLICITÁRIA?.

26/09/2008 - 06h00
"Candidato-empresa" aproveita eleição e promove sua firma
UOL Notícias
Muitas pessoas acabam conhecidas por seu local de trabalho. E, de tão populares, adotam de vez o nome profissional quando se lançam na carreira política. João da Farmácia (PMDB), Zeca do Táxi (PTN), Betão do Lava-Rápido (PMDB), Carlão da Padaria (PSL) e Della do Ferro Velho (PTN) são alguns dos nomes de urna dos candidatos a vereador de São Paulo.
Outros vão até mais longe e colocaram a marca de suas empresas em plena urna eletrônica. É o caso de Ana Lúcia Gonçalves, cujo nome de urna é Ana da Imobiliária Trevo (PRP). Ela já foi conhecida como Ana do Ovo, afinal, vendia dúzias deles até o Plano Real, em 1994, quando as pessoas pararam de estocar o produto para driblar a inflação.
Agora, Ana quer virar política, mas já vê vantagem para a empresa com sua campanha eleitoral. "Toda a propaganda vai bem. O cliente vira eleitor, o eleitor pode virar cliente", sintetiza a comerciante, que está otimista.
Outro que se vê eleito e sua empresa ganhando fama é Gil da Ultra-Som (PSC), que leva o nome de sua loja de som automotivo na Penha. "Quando terminar a apuração e eu for um dos vereadores, todo mundo vai querer saber o que é a Ultra-Som", se entusiasma.
Outro candidato do ramo é Paulo Roberto Varotti. Seu nome de urna é Paquera (PMN), em referência ao comércio de som e acessórios. "Quando abri a loja, pensei em uma marca diferente. Paquera pegou. Espero que dê sorte na política também", afirma Varotti.
Outro com a palavra "som" no nome de urna é Antonio Delbucio. Ele, porém, parece mais empolgado com sua casa de baile no Tatuapé que com sua candidatura. Tonhão da Som de Cristal (PDT) ficou desgostoso quando seu partido desistiu de lançar Paulinho da Força para prefeito e apoiou Marta Suplicy (PT).
Wander da Lig Moto (PV) é mais um exemplo de candidato-empresa. Ele diz que foi um dos primeiros motoboys de São Paulo e montou uma das empresas pioneiras do setor.
Ele crê que será eleito. "Naturalmente vai ser uma promoção para a empresa", diz o candidato.
Também célebre em seu ramo é Zezinho da Kirei (PV), dono de um salão de beleza, escola de cabeleireiro e de loja de móveis especializados. "É um nome japonês forte, ajudou no meu ramo. Vai ajudar na política", acredita.
A lista inclui ainda Beto do Mercado Legal (PSC) e Chiquinho Automóveis (PTB). Mas nenhum dos candidatos paulistanos chega ao inusitado de José Barreto Tomaz, que se apresentou em Belo Horizonte pelo PHS. Seu nome de urna é Tomaz da Desentupidora Rola Bosta, empresa que fundou há sete anos na cidade. Ele diz ter mais de 2.000 fregueses, mas nas eleições de 2004 recebeu apenas 302 votos.

http://eleicoes.uol.com.br/2008/ultnot/2008/09/26/ult6120u49.jhtm

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

EU APÓIO XIKINHO DA RÁDIO E CAPIXABA


Recebi, ontem, um panfleto - impresso em computador e assinado por Lacerda - que foi distribuído em Muriqui.
Nesse panfleto, o Lacerda, que se diz velho conhecido de todos - de todos, quanta pretensão, heim! - diz que apóia e pede o voto para um candidato que não é o meu.
Alguns amigos me questionaram, pois o único Lacerda que eles conhecem sou eu. Esse que aparece aí em cima junto com um macaco Muriqui.
Respondi-lhes que não sou velho nem conhecido de todos e que meus candidatos são: Xikinho da Rádio para vereador e Capixaba para prefeito.
Eu apelo para os meus poucos conhecidos e escassos leitores que me informem quem é esse Lacerda que se afirma velho conhecido de todos.
Gostaria de conhecê-lo.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O CABELEIREIRO E O HELICÓPTERO

Achei muito curiosa a informação abaixo e como tem a ver com Mangaratiba, decidi reproduzi-la do seguinte site:
http://www.abril.com.br/noticia/comportamento/no_305951.shtml
“O gaúcho Rudi Werner, de 49 anos, tem uma clientela forte. Seus dois mais conhecidos clientes valem pela freguesia inteira de muitos concorrentes: o governador Sérgio Cabral e a mulher, a advogada Adriana Ancelmo.
Em uma ocasião, Cabral e Adriana mandaram um helicóptero, às 5 da manhã, ao heliponto da Lagoa para levá-lo a Mangaratiba, na Costa Verde do Rio, onde passam os fins de semana com a família.
Foi a primeira e, até agora, única vez em que a primeira-dama não ficou totalmente satisfeita com seu trabalho. "Fiz o corte lá, com ela sentada numa cadeira comum", relembra. "No dia seguinte ela me ligou dizendo que um lado tinha ficado maior do que o outro."
Para sentar na cadeira de Werner, é preciso desembolsar R$ 300. O governador e a primeira-dama fazem questão de pagar pelo serviço. São uma exceção. Sabe-se que entre muitas celebridades e seus cabeleireiros existe um acordo: o corte é grátis, mas elas citam o nome dos profissionais em entrevistas.”

Ficamos sem saber se, como a primeira-dama não gostou do corte, o governador mandou buscar o cabeleireiro novamente de helicóptero no dia seguinte. Como diz a nota, o governador faz questão de pagar pelo serviço do cabeleireiro.
Agora, quem pagou as idas e vindas de helicóptero?
Advinhem...

LITERATURA PRESTA DESSERVIÇO À LEITURA

Aí embaixo, há uma postagem em que falo - e falo mal - de Machado de Assis, o ícone da literatura brasileira.
Afirmei que “o texto e o estilo de Machado de Assis estão completamente ultrapassados. E ninguém tem a coragem de dizer. Atualmente, após cem anos de sua morte, colégios e professores ainda indicam Machado de Assis como leitura obrigatória. Talvez, por isso, os estudantes, em sua maioria, não adquirem o salutar hábito da leitura.”
Vejo que não estou só nessa campanha iconoclasta.
Li, hoje, no Globo.online, que o professor de pós-graduação da UFF e ex-sub-reitor da Estácio de Sá, o jornalista Feipe Pena - ele está lançando o livro “O analfabeto que passou no vestibular” – afirma que “Não tenho pretensões literárias com este livro nem com o próximo, que está quase pronto. Não faço literatura, faço ficção. A literatura brasileira contemporânea presta um desserviço à leitura. Os autores não estão preocupados com os leitores, mas apenas com a satisfação da vaidade intelectual. Escrevem para si mesmos e para um ínfimo público letrado, baseando as narrativas em jogos de linguagem que têm como único objetivo demonstrar uma suposta genialidade literária. Acreditam que são a reencarnação de James Joyce e fazem parte de uma estirpe iluminada. Por isso, consideram um desrespeito ao próprio currículo elaborar enredos ágeis, escritos com simplicidade e fluência. E depois reclamam que não são lidos. Não são lidos porque são chatos, herméticos e bestas.”
O Aurélio afirma que Machado de Assis é contemporâneo.
Portanto, o professor está de acordo com a minha opinião.

domingo, 14 de setembro de 2008

PLÁGIO OU APROPRIAÇÃO INDÉBITA

Há cerca de vinte anos, a cantora Georgete da Mocidade pediu-me para terminar um samba que ela própria teria começado. O samba começava assim: “A gente se ama, se xinga e se beija, a gente se ofende e, depois, volta o amor...” Era somente a cabeça, nem rima tinha.
Terminei o samba com o meu parceiro China. Todo compositor sabe que quando entra a cabeça o resto é fácil. Ela gostou muito e disse que o incluiria em seu próximo LP.
De fato, incluiu, mas sem o meu nome, sem o nome do meu parceiro. Ela e o produtor do disco foram identificados como os autores do samba.
Fiquei revoltado. Roguei-lhe uma praga e disse-lhe: você jamais gravará coisa alguma novamente. Minha praga pega, é pior que praga de mãe. Ela nunca mais gravou.
Este foi um caso de apropriação indébita.
Não foi o plágio descarado que vejo agora nesta nossa campanha eleitoral. Ou será que também são casos de apropriação indébita? De qualquer forma, me revolta o uso indevido da criatividade alheia nos jingles da campanha política.
O Charles da vídeo-locadora se apropriou de música e letra – Êh! Meu amigo Charles – de uma composição de Benito Di Paula que fez grande sucesso.
O terceiro candidato usa a melodia de “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci”. Um funk gravado por Cidinho e Doca no tempo em que havia melodia neste nocivo gênero musical.
E o prefeito candidato à reeleição – que mau exemplo, heim! – diz que é da terra, mas teve que ir à Tijuca buscar o “trá-lá-lá-lá-lá-lá, trá-lá-lá-lá-lá-lá” do hino do América para colocar como introdução de seu jingle.
A Resolução 22.718 do TSE, em seu Art. 68 e Parágrafo Único, trata da violação do direito autoral, mas coíbe apenas no horário eleitoral gratuito do rádio e TV a propaganda que se utiliza da criação intelectual sem autorização do autor.
Vou rogar uma praga: em 2010, o TSE há de coibi-la também na produção de jingles.

sábado, 13 de setembro de 2008

O TERCEIRO CANDIDATO

Fui questionado por um amigo sobre a enquete eleitoral no final desta página. Reclamou que somente incluí nas respostas os nomes de Aarão e Capixaba, quando existe um terceiro candidato a prefeito em Mangaratiba.
Disse-lhe que, quando iniciei a enquete, havia um quarto candidato que desistiu logo no início da campanha, pois viu que a eleição ficaria polarizada entre dois candidatos apenas.
De fato, a eleição está polarizada. É Aarão ou é Capixaba.
O outro é candidato de si mesmo.
Ou será candidato da situação para dividir o eleitorado de Muriqui onde Capixaba é muito mais forte?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

ICONOCLASTIA

O São Bento sempre foi um ótimo colégio. Meus dois filhos saíram de lá diretamente para a universidade pública. Um para a UERJ e outro para a UFRJ, sem fazer cursinho pré-vestibular.
Aliás, passaram em todos os vestibulares da época e escolheram onde estudar.
Porém, o São Bento tinha um defeito – e ainda deve ter - obrigava as crianças a lerem Machado de Assis, um grande chato de galochas, sempre deificado como o maior ícone da literatura brasileira.
Quando meus filhos leram Dom Casmurro, tive que me empenhar para justificar certas frases do livro.

“Era um coqueiro velho, e eu cria nos coqueiros velhos, mais ainda que nos velhos livros.”
“Cheguei a pegar em livros velhos, livros mortos, livros enterrados, a abri-los, a compará-los...”
“E em pé, quando era mais pequeno, metia a cara no vidro, e via o cocheiro...”
“Estava em pé, dava alguns passos, sorria ou tamborilava na tampa da boceta.”


Consegui convencê-los de que não existiam livros velhos, mortos ou enterrados. Existiam livros.
Se bons ou maus livros dependia exclusivamente da opinião do leitor. E os obriguei a ler também os autores modernos. Quem não lê, mal sabe, mal vê e não consegue falar nem escrever.
Foi difícil convencê-los que, embora não seja errado dizer mais pequeno – em Portugal se usa comumente - no português brasileiro, o mais correto e sonoramente agradável é usar o superlativo menor. Manuel Bandeira – seguindo o exemplo de Fernando Pessoa - também usou a expressão, mas é preciso considerar que em poesia quase tudo é permitido.
Desde muito pequenos, como qualquer criança, eles falavam mais pequeno, mais grande. E sempre foram repreendidos. Quando leram aquele chato, pensaram que pai e mãe estavam errados.
Agora, imaginem o que se passou pela cabeça deles quando leram que o Protonotário Apostólico Padre Cabral tamborilava na tampa da boceta. Teria sido ainda pior se eles tivessem lido "Bocetas atochadas de pastilhas e docinhos perfumados." (em Lisboa Galante, de Fialho de Almeida).
A verdade é que o texto e o estilo de Machado de Assis estão completamente ultrapassados. E ninguém tem a coragem de dizer.
Atualmente, após cem anos de sua morte, colégios e professores ainda indicam Machado de Assis como leitura obrigatória.
Talvez, por isso, os estudantes, em sua maioria, não adquirem o salutar hábito da leitura. Como diz o brasileiro em geral: não tenho tempo pra ler, não tenho saco.
De fato, é preciso ter saco pra ler Machado de Assis. Como ele próprio escreveu em Dom Casmurro: “Chegue a deitar fora este livro se o tédio já o não obrigou a isso antes....”

CONTO QUASE PORNOGRÁFICO II

Agora, em seu leito de morte, quando ainda lhe resta apenas um sopro de vida, ele decidiu confessar-se a si próprio: eu fui um canalha, sempre fui, através dos tempos. Não tenho perdão, o inferno me espera.
Lembrou que havia traçado a mãe, as irmãs, a esposa, a amante, a noiva e as namoradas de seus melhores amigos e vizinhos.
Os vizinhos foram perdidos nas mudanças, mas os amigos permaneceram amigos.
Em suas visitas, tudo lhe vem à memória. Tem o ímpeto de dizer-lhes: eu sou um canalha, um crápula, um pulha, tracei a senhora sua mãe.
Porém, faltava-lhe a coragem que somente os covardes têm nos momentos de perigo extremo.
Vou passar a eternidade no infermo, pensava. Se não me confessar como poderei entrar no paraíso?
Pediu um padre. Disseram-lhe que o sacerdote somente poderia vir para a extrema-unção.
De que adiantaria? Nesse momento, a morte cerebral não lhe permitiria qualquer atitude.
Tentou refugiar-se nos textos bíblicos. O Novo Testamento apenas lhe trouxe maior remorso.
A consciência daqueles e de outros pecados cometidos.
Desesperou-se, queria pedir perdão a todos. Mas, como? Seria pior. É bem melhor para aqueles amigos continuar a viver na ignorância. O conhecimento quase sempre é um desgosto profundo e traz decepções incontornáveis.
Foi quando recebeu a visita de um amigo tão patife quanto ele. Converteu-se, está lendo a Bíblia? perguntou o amigo. Quero me redimir dos meus pecados, mas a Bíblia me faz sentir ainda mais culpado, respondeu.
Você está lendo a Bíblia errada, leia o Antigo Testamento, aconselhou o amigo.
Quando o amigo se despediu e estava saindo, tomou coragem e gritou: transei com a sua mulher.
Aquela cínica desavergonhada? Pensa que foi só você? Comentou o amigo antes de fechar a porta atrás de si.
Seguiu o conselho daquele amigo tão canalha quanto ele. Apelou para o Antigo Testamento e sentiu-se recompensado.
Logo no Gênesis, com as estórias de Sara e Abraão, Isaac e Rebecca, de Esaú e Jacob, de Lia e Raquel, com Abimalec e outros atores coadjuvantes, ficou aliviado de todos os pecados..
Sentiu a alma lavada e leve como a pluma.
Deu um último suspiro.
E partiu feliz.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

CONTO QUASE PORNOGRÁFICO

Em sua juventude, Márcia foi aquilo que se dizia antigamente: uma beldade. Era a jovem mais bela, invejada e desejada do bairro. As amigas queriam andar a seu lado. Sempre sobrava um dos rapazes que lhe davam em cima.
Casou-se bem nova com um empresário riquíssimo. Era um homem bom que atendia todos os seus caprichos. Amante dedicado, Anselmo montou-lhe um apartamento de cobertura na Barra. Dava-lhe as jóias mais caras e um carro de luxo novo todo ano. Márcia não poderia ser mais feliz. Correspondia aos anseios do marido. Era ardente, elétrica, tinha uma grande energia sexual. Vestia-se de forma sensualíssima. Sempre o esperava de camisola transparente e uma minúscula calcinha. Assim viveram quase vinte anos.
Tiveram um filho - Leonardo - agora com dezessete anos. Márcia continuava linda, esbelta, sensual. Aos 38 anos ainda era uma beldade. Quem a visse de biquini ficava maravilhado. Custava a tirar aquela imagem da lembrança.
Ela amava aquele filho. Era louca por ele. Fazia-lhe todas as vontades. Dizia sempre ao marido: pelo meu filho, sou capaz de tudo, de morrer e de matar.
Mas, o filho, desde os quinze anos, começou a causar preocupação. Emagreceu. Deprimido, não se alimentava. Parecia dominado por uma paixão incontida, avassaladora e não correspondida. Entregou-se às drogas. Quase sempre, agia como um pitbull enlouquecido. Xingava, quebrava tudo em casa, agredia a todos. Abandonou a escola. Decepcionou pai e mãe. O pai já não o suportava. A mãe, porém, a beldade, tudo fazia por ele e tudo aturava daquele filho atormentado.
Por ele faço qualquer coisa, eu mato, eu morro, repetia ela.
Márcia não mais se cuidava, esqueceu-se de si própria. Vivia, agora, somente para aquele filho querido.
Os medicamentos receitados de nada adiantavam. Não havia mais esperança. O pai quis interná-lo em uma clínica para dependentes químicos. Não havia mais nada a fazer. Ela não permitiu.
Foi quando todos notaram que o rapaz estava mudando, vivia mais calmo. Voltou a estudar e a conversar com o pai que passou a orgulhar-se dele novamente. Leonardo demonstrava uma alegria contagiante. Tudo voltou à normalidade.
A beldade voltou a enfeitar-se novamente. A vestir-se bem. Cuidava dos cabelos. As amigas vibravam, ela estava de novo radiante. Parabéns, diziam os amigos ao marido, você voltou a ter uma mulher.
Um dia, na cama, ela vira para o lado e diz: hoje não, querido. Aquele ardor sexual deixara de existir.
Hoje não. Já tinha ouvido isso tantas outras vezes naquela época, mas não acompanhado daquele querido. O querido tinha um quê de remorso, de culpa. Foi aquele querido, dito daquela forma, que o fez desconfiar da fidelidade da mulher.
Passou a vigiá-la. Contratou detetive que não descobriu qualquer evidência de traição.
Após mais de um mês de investigação, o detetive deu o veredicto: sua esposa é uma mulher honrada, uma santa, só sai de casa para ir às compras, só recebe visita da mãe e das amigas.
Anselmo logo pensou em homossexualismo: será que ela se transformou em uma lésbica?
A vida conjugal seguia monótona, quase fria. Raras vezes Márcia atendia aos anseios sexuais de Anselmo. Mas, permanecia sensual, cuidando sempre de sua beleza. E continuava uma perfeita dona de casa. Leonardo ia muito bem na faculdade. Dedicado aos estudos, não queria mais saber de farra, de amigos. E nem de namoradas.
Foi aí que Anselmo teve um estalo: os dois, a mulher e o filho, haviam mudado completamente o seu modo de ser.
Certo dia, ele saiu bem cedo para o trabalho. Como sempre, deixou o filho e a mulher dormindo. Voltou de surpresa, duas horas depois. Entrou em silêncio.
Em silêncio, Anselmo foi até o seu quarto e viu: a mulher e seu filho na cama. Nus.
Leonardo deu um salto e correu. Márcia, calma, serena e sem culpa, apenas disse:
eu falei p´ra você, por meu filho, sou capaz de tudo.
Anselmo os perdoou.
E viveram felizes para sempre.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

TOM JOBIM QUE ME PERDOE

É pau... é pedra...
É buraco na estrada,
Tanta gente que medra,
Quanta barra pesada.

É assalto, é porrada, é sequestro, arrastão,
É trombada de carro, é escarro no chão...
É o medo da morte, é o calo na mão,
É a falta de sorte, a discriminação...
Ainda há quem suporte o errado, o mal feito,
Entre o fraco e o forte, é tanto preconceito...
É mentira, é intriga, é falta de respeito,
É a ira, é a briga e essa dor no meu peito.

É pau... é pedra...
É buraco na estrada,
Tanta gente que medra,
Quanta barra pesada.

É o bolso e a barriga em um vazio obsceno,
O aluguel que obriga a invasão de terreno.
É a mãe que mendiga e a criança que chora,
Você passa, nem liga, não olha, vai embora.
Raspadinha, Esportiva, é a Loto, é a Sena,
O bicho que motiva o milhar e a centena...
É o pobre que aposta e o banqueiro que aplica,
É o auge da bosta, o apogeu da titica.

É pau... é pedra...
É buraco na estrada,
Tanta gente que medra,
Quanta barra pesada.

Simulados milagres em qualquer esquina
Que um cabeça de bagre tem como doutrina...
É o falso profeta prevendo o passado
E fazendo a coleta, fica endinheirado.
O devoto que paga foi abençoado,
"Curou" sua chaga e expulsou o “danado”...
E onde está a polícia? Qual é a solução?
Apelar p´ra milícia? Chamar o ladrão?

É pau... é pedra...
É buraco na estrada,
Tanta gente que medra,
Quanta barra pesada.

É a corrupção, é o Dantas que apela...
É investigação que o Supremo cancela.
Nossa imprensa se vende a uma elite arrogante
E ainda me ofende, diz que é vigilante.
Fariseus e traíras jurando que sim
Nessa imprensa que vira um Abel em Caim
E faz qualquer vampira virar manequim...
Vou correr outra gira, me perdoa Jobim.

domingo, 7 de setembro de 2008

INDEPENDÊNCIA OU SORTE!

A dependência é morte, em vida. Se você não teve a sorte de nascer em berço de ouro, tem que lutar por sua independência.
Eu nasci pobre e lutei muito para hoje poder viver com independência.
Lembro-me do tempo em que usava tamanco. A roupa era costurada pela minha mãe. Feita com retalhos da Fábrica Bangu. Bebia água da moringa, não tinha geladeira. O fogão lá de casa era a carvão, e, também, o ferro de passar roupa. Dormia na esteira feita de junco. Comia em prato de alumínio. Bebia na caneca. Tomava banho com sabão português.
Colhia cará (vai lá no Aurélio) nas cercas vivas para ensopar com bofe. Catava caruru (vai lá de novo) no mato para variar o cardápio de sempre: arroz e feijão com bucho ou carne-seca. Sim, carne-seca era comida de pobre. Feijão com bucho eu como até hoje. Se me sinto muito pretensioso, peço a minha mulher para cozinhar o bucho no feijão e só como isso a semana inteira. E lembro daquele tempo. É um prazeroso castigo.
Fruta era jamelão. Meu Deus! Como eu comi jamelão. Em frente a minha casa havia um enorme pé de jamelão. Comia trepado lá em cima. Era cada cacho imponente que eu imaginava ser de uva. Achava lindo, depois, a língua, os dentes e a saliva de um roxo admirável.
Brinquedo era pião e bola de gude. Papai Noel não passava lá em casa.
Cresci e fui trabalhar. Estudando sempre. Só andávamos de trem, eu e minha marmita. Gostava do que fazia e tentava fazer sempre o melhor. Seja lá o que fosse. Esse negócio de se fazer o que gosta é pura leviandade, coisa de quem não quer nada com o trabalho. Topava qualquer parada e nunca parei em qualquer topada. Caía, dava a volta por cima. Assim, fui vivendo, lutando pela minha independência.
Consegui à custa de muita luta, pois, como disse, não tive a sorte de nascer em berço de ouro. E, hoje, não preciso agradar a ninguém para sobreviver com dignidade.
Agradeço a meu pai que dizia sempre: "Você tem que estudar para ser melhor que eu". Tive que estudar e trabalhar para atingir esse objetivo. Exigi o mesmo dos meus filhos: "Vocês têm que ser melhores que eu." Coitados, tiveram que estudar muito mais.
Estou sendo pretensioso? Vou passar uma semana comendo feijão com bucho.

DEU EM "O GLOBO"

"Prefeitos do estado do Rio candidatos à reeleição jogam pesado para garantir a vitória: há uma proliferação de placas de publicidade enaltecendo obras realizadas, em flagrante desrespeito à legislação eleitoral e aos cofres públicos. Levantamento feito pelo 'Globo' e publicado sob reportagem de Cássio Bruno e Elenilce Bottarina edição deste sábado, mostra que, dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e do Tribunal de Contas do Estado, indicam que, desde 2005, 30 municípios do Rio gastaram mais de R$ 125 milhões com propaganda institucional.
Desde 5 de julho, a fiscalização do TRE-RJ apreendeu mais de 600 placas e 300 kombis em sete municípios fluminenses e já determinou a outros tantos a retirada de propaganda.

Contrariando as normas para a publicidade institucional, as placas - muitas vezes distantes das obras que deveriam detalhar - apresentam slogans, cores e promessas, numa espécie de autopromoção do prefeito. Para o TRE-RJ, é o mais flagrante uso da máquina pública em campanha eleitoral.
- A reeleição permite a quem é detentor da máquina fazer sua propaganda. Isto já aconteceu em outras eleições, mas está ocorrendo de forma acentuada nesta. O que estamos vendo são exageros inadmissíveis - diz o vice-presidente do TRE-RJ, desembargador Alberto Motta Moraes.
Para tentar coibir a prática, ele determinou aos juízes de fiscalização que oficiassem os prefeitos dos 92 municípios fluminenses, para que enviassem ao TRE os gastos com publicidade nos últimos três anos e a previsão de gastos para este ano:
O inciso 7º, do artigo 73 da Lei 9.504, estabelece que é crime realizar, em ano de eleição, despesas com publicidade dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, que excedam a média dos gastos nos três últimos anos que antecedem o pleito ou do último ano imediatamente anterior à eleição.
A fiscalização flagrou propaganda até em uniformes escolares, que tinham o slogan da administração (em Mangaratiba e Rio das Ostras)."