Total de visualizações de página

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

CATÁSTROFE OLÍMPICA

Assim  o maior jornal americano - The New York Times - previu como seria a Olimpíada Carioca: Brazil’s Olimpic Catastrophe.
E acertaram. Deu tudo errado. Foi confirmada a reportagem americana e o terrorismo da mídia brasileira.
Tudo começou com aquela abertura patética que foi uma vergonhosa demonstração de incompetência e falta de criatividade.
O Rio não suportou receber 11.400 atletas, 25.000 jornalistas e um milhão de turistas. Faltou alimentação e sobraram patologias para afetar a todos. O Aedes aegypti deitou e rolou, espalhando a Zika, a Dengue e a Chikungunya. As poluídas Baía da Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas causaram outras epidemias nos atletas que ali competiram.
A bandidagem não deu sossego aos turistas e até os nadadores americanos, atletas de fino trato, foram assaltados e espoliados.
Pior foram os terroristas do EI que invadiram a minha cidade e praticaram atentados à bomba como se estivessem nas cidades européias.
O povo não saiu às ruas. Até o boulevard olímpico foi um fracasso. As arenas vazias, sem platéia. Uma tristeza.
É isso que dá um país tacanho – como disse, num acesso de vira-latismo, um blogueiro de Mangaratiba com desprezo absoluto pelo Brasil – tentar uma tarefa insana que não levou a nada.
A catástrofe olímpica também serviu para demonstrar a ascensão espantosa e fulminante dos midiotas, todos em adiantado estado de decomposição mental. 
Por tudo isto, só quem teve a coragem de botar a cara à tapa foi o Eduardo Paes.
Parabéns, Prefeito.

N.L.: a Olimpíada foi um dos legados de Lula para o Brasil que, após o 22º lugar em Londres, subiu para o 13º lugar. Treze é PT.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

OUTRO 16 DE AGOSTO

Amanhã, estarei partindo (perdoem-me o gerúndio) para completar os meus oitenta anos.
Não é mole, não! Oitentinha e ainda inteiro, sem quaisquer mazelas que a grande maioria adquire com o passar do tempo. Sem nada que me aflija. Sem ter que gastar na farmácia (somente com metformina, nada mais). Sempre com algum no bolso e no banco, sedentário e saudável, uma ótima mulher, muito amado e bem feliz como meu pai desejou em seus versos quando nasci. 
Foi no século passado, a última vez que fui ao médico. Ele me diagnosticou diabetes. Condenou-me a viver sem comer açúcar. Claro que não cumpri a recomendação. Como viver sem comer doces e beber caldo de cana?
O médico, bem mais novo que eu, já se foi e eu estou aqui.
Dois filhos formados: um coronel-dentista já reformado aos 55 anos pela Aeronáutica; outro formado em Odontologia e Direito, 43 anos, muito bem empregado no Banco Central. Quatro netos: o mais velho, formado em Direito, já está no Ministério Público; a do meio, formada em Psicologia, vive pela Europa com o marido e há de me dar um bisneto ano que vem; a outra ainda cursa Direito; o mais novinho, apenas quatro anos, ainda não disse a que veio.
Minha maior frustração na vida é jamais ter conseguido permanecer milionário. Sempre que fiquei, o governo cortou três zeros da moeda.
Nunca pensei em tanto viver. E viver tão bem.
Acho que vivo pelas minhas duas irmãs que nasceram antes de mim e viveram apenas três meses. Ou será que vivo pela minha mãe que se foi aos 46 anos? Ou pelo meu pai que não passou dos 62 anos?
Será que Deus está descontando em mim?
Ou será que não me quer junto dele?
Não! O Todo Poderoso se amarra em mim e me deixa por aqui enquanto eu quiser.
De agora em diante, só morro quando tiver vontade. E, depois, ainda terei uma eternidade para viver.
Até lá, me orgulharei sempre de ser um elemento nocivo às finanças da previdência social.
E como bom filho de Iansã, jamais temerei o amanhã. Sempre com a proteção de Xangô.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

O CANALHA

Agora, em seu leito de morte, quando ainda lhe resta apenas um sopro de vida, Anselmo decidiu confessar-se a si próprio: "eu fui um canalha, sempre fui, através dos tempos. Não tenho perdão, o inferno me espera".
Lembrou que havia traçado a mãe, as irmãs, a esposa, a amante, a noiva e as namoradas de seus melhores amigos e vizinhos.
Os vizinhos foram perdidos nas mudanças, mas os amigos permaneceram.
Em suas visitas, tudo lhe vem à memória. Tem o ímpeto de dizer-lhes: "eu sou um canalha, um crápula, um pulha, tracei a senhora sua mãe".
Porém, faltava-lhe a coragem que somente os covardes têm nos momentos de perigo extremo.
"Vou passar a eternidade no infermo" - pensava - "se não me confessar como poderei entrar no paraíso?"
Pediu um padre. Disseram-lhe que o sacerdote somente poderia vir para a extrema-unção.
De que adiantaria? Nesse momento, a morte cerebral não lhe permitiria qualquer atitude.
Tentou refugiar-se nos textos bíblicos. O Novo Testamento apenas lhe trouxe maior remorso.
A consciência daqueles e de outros pecados cometidos.
Desesperou-se, queria pedir perdão a todos. Mas, como? Seria pior. É bem melhor para aqueles amigos continuarem a viver na ignorância. O conhecimento quase sempre é um desgosto profundo e traz decepções incontornáveis.
Ontem, dia do amigo, recebeu a visita de um amigo tão patife quanto ele. 
- Converteu-se, está lendo a Bíblia? - perguntou o amigo. 
- Quero me redimir dos meus pecados, mas a Bíblia me faz sentir ainda mais culpado - respondeu.
- Você está lendo a Bíblia errada, leia o Antigo Testamento - aconselhou o amigo.
Quando o amigo se despediu e estava saindo, tomou coragem e gritou: "transei com a sua mulher".
- Aquela cínica desavergonhada? Pensa que foi só você? - comentou o amigo antes de fechar a porta atrás de si.
Seguiu o conselho daquele amigo tão canalha quanto ele. Apelou para o Antigo Testamento e sentiu-se recompensado.
Logo no Gênesis, com as estórias de Sara e Abraão, Isaac e Rebecca, de Esaú e Jacob, de Lia e Raquel, com Abimalec e outros atores coadjuvantes, ficou aliviado de todos os pecados.
Sentiu a alma lavada e leve como a pluma.
Deu um último suspiro.
E partiu feliz.

domingo, 17 de julho de 2016

CIDADE OLÍMPICA

O mar espuma a praia adormecida,
È madrugada...
A lua cheia raia e, distraída,
Brilhante faz a areia e o mar.
Você, querida, amante do luar,
É incapaz, bandida,
De adormecer em paz...
Enlouquecida, insone, insolente,
Só quer saber de alegrar a vida,
De dar prazer e de envolver a gente.
Mui leal e erótica cidade infernal
É um rio de sonhos, um rio de lágrimas,
Esse Rio risonho...
Rio do sol, do som, do sal,
Meu Rio do bem, eu rio do mal,
Eu rio afinal... 
Num desvario,
Voltei pra você, voltei a viver.

N.L.: I was welcome to hell, my paradise.

sábado, 9 de julho de 2016

ALLEZ LES BLUES

Foi com imensa tristeza que vi o melancólico primeiro tempo de Fluminense e Ypiranga. Não tive coragem de ver o segundo tempo.
Em compensação, vi França e Alemanha. Um jogão. Os dois times motivados e com gana de vencer, coisa que o Fluminense não tem.
Aquele time de brancos azedos não tem comparação com a seleção francesa repleta de negros determinados a vencer: Sagna, Umtiti, Evra, Sissoko, Matuidi, Pogba, Kanté. Vejam só, dos onze franceses que terminaram o jogo, sete eram negros.
Por onde andam os negros brasileiros que não mais honram o futebol brasileiro como o fizeram Pelé, Didi, Djalma Santos? Agora só nos resta o William, já que o Neymar tomou o mesmo remédio do Michael Jackson e embranqueceu.
Faltam negros no time do Fluminense e na seleção brasileira.
A Eurocopa foi sensacional. A TV francesa fez uma transmissão perfeita. Pudemos ver o 4-4-2 europeu na defesa e o 2-4-4 no ataque com ponta-direita e ponta-esquerda que sempre vão à linha de fundo.
Não vi aquele bolo de jogadores pelo meio entre a meia-lua e a intermediária. Pobre Fluminense.
Amanhã, vou ver a final com Portugal. Nada de Galvão Bueno, verei pelo SporTV com a ótima narração do Milton Leite, o único e verdadeiro narrador esportivo da TV brasileira.
Sou França e dou um de vantagem.
Allez les blues.

     N.L.:  E Portugal venceu. Adieu les bleus. Mereceu vencer com o gol daquele negão sem tatuagens nos braços, sem enfeites no cabelo, em jogada pessoal. Um negro em toda a sua negritude como não vemos mais por aqui. Venceu com Cristiano Ronaldo contundido, fora de campo, demonstrando toda a sua importância à beira do gramado. Como o Eduardo Cunha, ele saiu para ficar. E ainda tivemos um brasileiro campeão do mundo europeu, o alagoano Pepe.
Allez le vert-rouge.



N.L.

domingo, 3 de julho de 2016

WELCOME TO HELL

Esta faixa foi exibida por policiais no aeroporto Tom Jobim. “Bem vindo ao inferno”, disseram eles aos turistas que chegavam ao Rio de Janeiro.
“We trust you enjoy your stay here”, digo eu aos nossos ilustres visitantes que vêm participar da maior e melhor Olimpíada que vai acontecer no planeta, assim como foi a Copa do Mundo.
Aqueles policiais comprovaram que a estupidez humana, tal como o universo, é infinita, não tem limites. É a prova de que Einstein tinha razão.
Eles vão se arrepender. Onde queriam que a Olimpíada fosse realizada?
A Europa está refém do EI. Suas cidades vivem subjugadas pelo pânico do terrorismo que, há pouco tempo, atingiu Paris, Bruxelas, Istambul, matando centenas de pessoas em locais turísticos. E até na capital de Bangladesh, na Ásia, onde matou italianos, japoneses e um americano. E por falar em americano, suas cidades – todas elas – vivem reféns dos psicopatas que matam no atacado sem qualquer razão. E cuidado com o racha que existe lá entre brancos e negros.
Uma outra faixa foi exibida pelos estúpidos policiais.
Nela, dizem que a prioridade da polícia é a população, e a do governo é a Olimpiada.
E você, que concorda com eles, precisa discernir o que é o Rio – a cidade que é e sempre foi rica – do que é o Rio de Janeiro – um estado que é e sempre foi pobre. A Olimpíada é carioca, é exclusivamente municipal. Não é estadual.
O Rio – a cidade – preparou-se para os jogos olímpicos, mas não tem responsabilidade sobre a segurança, nem sobre o metrô.
A segurança pública, sim, é responsabilidade estadual e federal. Sempre foi responsabilade dos babacas que exibem as tais faixas e permitiram que a bandidagem tomasse conta de alguns pontos da cidade. 
A armação da calamidade financeira é uma farsa para o Temer aparecer de bonzinho, injetar dinheiro no estado – no estado, viu? – e, depois, dizer que salvou a Olimpíada. Uma vergonhosa manipulação.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

NINGUÉM É PERFEITO

Já adulto, Anselmo encontrou o amigo de infância.
- Que tristeza é essa, cara! Tá com depressão?
Surgiu uma lágrima furtiva quando Jorginho, ainda abraçado com Anselmo, respondeu: “Tô, tô sim...”
Aí rolou o diálogo:
- O quê que há, meu amigo, o quê que há?
- Eu sou um merda. Sou um ninguém.
- Mas, dizem que ninguém é perfeito, pô.
- Você brinca porque é bonito e tem dinheiro.
- E daí cara?
- Eu sou feio e duro, ainda sou virgem aos 20 anos.
- Não acredito. Nunca arrumou uma mina?
- Nunca. Já disse: sou feio e duro, sou um merda.
- Quem gosta de homem bonito é viado. Mulher gosta de homem com dinheiro.
- Eu sou duro feito um coco.
- Não basta ter dinheiro, tem que parecer que tem.
- Como parecer que tenho grana?
- É simples. Quem anda deitado na grana atualmente, além da elite? Cantor sertanejo e jogador de futebol. É ou não é?
- É...
- Então, pô! Cantor sertanejo você nunca vai parecer que é, mas jogador de futebol é fácil. Faz o seguinte: deixa a barba crescer, faz aquelas tatuagens irracionais nos dois braços e no pescoço, fura uma orelha e coloca um brinco prateado.
- E depois?
- Daqui há três meses a gente de encontra e eu digo o que fazer depois.
- Pô! Vai levar tempo. Eu tô a perigo...
- Você tá há 20 anos sem comer ninguém, pode esperar mais um pouco.
Um tempo depois, os amigos se encontram. Jorginho de barba cerrada, brinco na orelha, braços e pescoço tatuados.
Ocorreu um novo diálogo:
- Beleza! Você já escondeu parte da tua feiúra, viu!
- E, agora, o que faço? Doeu pra cacete fazer tatuagens.
- Agora, vai ao barbeiro. Raspa os dois lados da cabeça. Deixa cabelo só na parte de cima.
- Posso pintar de louro o que restar?
- Não! Tá maluco? Você é branco, pega mal. Se fosse negro pegava bem.
- E depois?
- Depois, compra um gel qualquer e faz uma crista igual de galo. Aquela coisa ridícula. Amanhã, sábado, a gente se vê de novo.
No dia seguinte:,
- E aí gostou? Tá bonito – disse Anselmo tentando motivá-lo – Agora, é só partir para a balada logo mais. Mas, não esqueça de vestir uma camisa de time de futebol. As cachorras vão dar em cima de você. Vai chover mulher. Hoje você perde a virgindade.
No domingo, eles se encontraram novamente.
- E aí, e aí? – quis saber Anselmo.
- Deu ruim – disse Jorginho ainda deprimido.
- Por quê? O que houve, cara?
- Os caras estavam todos iguais a mim. A mesma crista ridícula na cabeça, a barba, o brinco e as tatuagens nos braços e no pescoço.
- E daí?
- E daí que as cachorras investiram nos caras com camisa do Real Madrid, Barcelona, Flamengo, Fluminense, até do Botafogo. Quatro ou cinco se ofereciam para cada um. Não sobrou nenhuma pra mim.
- Não é possível, cara. Com que camisa você foi? 
Lágrimas não mais furtivas rolaram dos olhos de Jorginho quando ele respondeu:
- Fui com a camisa do Bangu.

sábado, 18 de junho de 2016

REPELENTES MASCULINOS

Ou amuletos contra tesão...
Há os internos e os externos. Destes, podemos citar como principais a tatuagem e o piercing. 
Não entendo como uma mulher bonita, que chama a atenção por sua beleza, pode tentar se enfear com tatuagens. Somente quem pode gostar disso são outras mulheres e homens tatuados. É bom lembrar que todo bandido é tatuado.
Sim, nem todo tatuado é bandido. Mas, é bom sair de perto, pois é grande a chance de ele ser, pelo menos, um viciado, um sórdido machista, um funkeiro, um vândalo pichador ou um assaltante em princípio de carreira. Nem sempre é um jogador de futebol.
Como reagirá uma família decente se a filha levar para casa um cara todo tatuado. Não vai ficar satisfeita.
E o piercing? Há garotas, também bonitas, que o colocam no nariz, na orelha, em um dos lábios e na sobrancelha. Não dá para acariciá-las, o beijo fica complicado. O cara fica com medo de rasgar-lhe a face se conseguir excitar-se mesmo diante deste repelente.
Outros repelentes masculinos externos são: silicone excessivo, falar alto, cabelo nas axilas, o tipo de vestimenta, a maquiagem, o corte e a pintura do cabelo. 
Felizmente, quase não se vê mais cabelo nas axilas femininas. Quanto à aparência, é dureza sair com alguém vestindo uma mini-saia listrada, uma blusinha estampada, botas até o joelho, cabelo quase vermelho tipo maria-chiquinha, boca e unhas pintadas de rosa-choque. Nada de romance e lugares públicos. Para não perder a viagem, é melhor levá-la direto pro motel. E não pode haver replay do encontro.
É só no motel que podemos conhecer os repelentes masculinos internos. O cara se encanta com a moça que fala baixinho, se veste bem, pinta-se com dignidade, não tem tatuagens nem piercings visíveis, axilas lisinhas, mas quando chega ao motel... 
Ele logo descobre um piercing no bico dos seios quando não o vê em local ainda menos apropriado. Excesso de silicone mal colocado. Tatuagem enorme e sem qualquer sentido nas costas, quase na bunda. E, pior, pentelhos em abundância. Um espaço repleto deles que invadem as virilhas e seguem até quase o umbigo. É broxante e, também, claro, não haverá replay. 
Depois as mulheres reclamam que os homens não querem um compromisso mais sério, que só pensam naquilo e não passam do primeiro encontro.

N.L.: não é preciso nem haver todo esse conjunto de repelentes para afugentar um homem decente. Às vezes, basta apenas um deles.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

COISAS QUE GOSTO E QUE NÃO GOSTO

Eu gosto,
Em primeiro lugar: de mulher. Mulher bonita, principalmente. E sem tatuagens, piercings, etc, assim como a minha mulher.
Depois, caldo de cana e café. Sou movido a café, tenho que bebê-lo durante todo o dia. Caldo de cana, apenas meio-litro por dia.
Gosto de doce, qualquer doce, mas prefiro o de laranja-da-terra (com hífen, segundo o Google), doce que eu mesmo faço. Como muito doce, apesar de ser diabético.
Gosto de ler. Principalmente livros bem grossos que falam de história. Do Brasil, do mundo, de personagens vivos ou mortos. Leio dois ou três ao mesmo tempo. Estou lendo agora: Brasil, uma Biografia; Malcolm X, e, Francisco, o Papa dos humildes. Presentes de meus dois filhos.
Gosto de escrever, também. Corretamente, respeitando sempre a gramática e sem agredir o vernáculo. Por isto, volto a publicar no blog para não deixá-lo à deriva. Espero que aquele babaca de Mangaratiba tenha esquecido de mim.
Gosto de futebol. Do Barcelona principalmente e, às vezes, do Fluminense. Gostarei mais quando o Fred se for. A única virtude dele é não ter o braço todo tatuado como um pangaré deslumbrado consigo mesmo; não ter uma numeração absurda na camisa nem aquele cabelo ridículo imitando o sueco que fez o primeiro gol na partida final da Copa de 1958.
Gosto do Lula, da Dilma e do Ciro Gomes. Gosto da Jandira Feghali.
Gosto de comentários inteligentes no blog.
Gosto de cachaça. Caipirinha somente com ela. 
Gosto de ficar à toa. Gosto de mim. Sempre gostei. Na verdade, eu me amo.

Eu não gosto:
De mulher tatuada. Acho horrível. Mulher tatuada é um amuleto contra tesão. Piercing, somente brincos.
Não gosto de comentaristas imbecis que encarnam no blog como um traveco tresloucado.
Não gosto de guardador de automóveis. Que não guardam porra nenhuma.
Não gosto de motos nem de motoqueiros. Não gosto de funk nem de funkeiros.
Não gosto dos atendentes da Oi. São todos incompetentes e mal treinados.
Não gosto de vacina contra a gripe. Contra? Sei que ela ainda não existe e, por isso, nunca tomei. As campanhas de vacinação “contra” a gripe são todas um tremendo caô. O dia em que tivermos uma verdadeira, a gripe não será mais um problema anual como não é a tuberculose, a varíola, o sarampo, a caxumba, a rubéola, etc.
Não gosto de comentarista esportivo nem de narradores que não narram a partida.
Não gosto de torcida organizada.
Não gosto de jiló.
Não gosto de traição nem de traidores. Não gosto do Temer nem de seu comparsa Cunha.
Não gosto de gente oportunista, conspiradora, usurpadora, falsa, mentirosa, cínica, hipócrita, canalha, corrupta e golpista como a maioria da Câmara, do Senado, do STF e de toda a repugnante escória da decadente sociedade brasileira que rouba, que mata, que estupra. Que cria seus delinquentes e reclamam da falta de segurança.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

ADEUS MANGARATIBA

Estou me despedindo após exatos oito anos de blog. Foi o primeiro blog de Mangaratiba e, agora, parto para não mais voltar. Cansei, vou morar noutro lugar. Deixo como herança a postagem que escrevi em setembro de 2013. É a comprovação de que nada muda em Mangaratiba.

AI DE TI, MANGARATIBA

Confesso que jamais vi o caos tão decantado nas redes sociais, a não ser aos domingos, no final da tarde, quando volto para Muriqui, ali na Beira Mar, em frente ao quiosque 14.
Porém, tudo que leio na internet e ouço de alguns poucos na rua, é que Mangaratiba vai de mal a pior, em seu estertor de cidade moribunda.
Há até quem diga que o horror se instalou por aqui.
Isto é, rigorosamente, como era antes quando o prefeito era outro, quando o vice era outro, quando os vereadores eram outros, quando os secretários, os conselheiros, os comandantes da PM, os delegados, os juízes eram outros.
Segundo o que leio e ouço, ai de ti Mangaratiba que vive um caos administrativo insuportável desde a criação da comunidade do Orkut “Mangaratiba sem Prefeito” que morreu junto com os “carbonários”.
De lá pra cá, o IDH de Mangaratiba evoluiu de forma significativa, acima da média brasileira, saindo da 52º posição para a 9ª no índice de desenvolvimento humano entre as cidades do Rio de Janeiro.
Alguns finados do Orkut ressuscitaram no feissibuque e continuam radicalmente contra quem estiver no poder. Seja quem for. Demonizando-se mutuamente continuam na “luta” com denúncias anônimas de corrupção sem qualquer prova. Acusações que, de cada dez, onze dão em nada.
Denúncias são denúncias, nada mais que denúncias. Mas, consideram-nas como verdade, como coisa provada e julgada, condenando sumariamente os acusados como um gilmar e um joaquim qualquer.
Somente o ódio pode levar alguém em sã consciência a acreditar em simples denúncias. Ou melhor, também é capaz disso a cretinizante paixão política.
Suposições excêntricas, hipóteses extravagantes, conjecturas inadmissíveis são apresentadas como fatos e não me impressionam. Recuso-me a dar crédito às previsões tão absurdas das cassandras que profetizam somente desgraças para a cidade.
Reservo-me ao direito inalienável da crítica sóbria, consciente e responsável sobre a realidade municipal, sobre o que de fato está ocorrendo na região e sobre as insensatas e exageradas declarações dos carbonários.
Na saúde, eles veem somente erros médicos cotidianos exterminando a população e até pacientes vivos dados como mortos porque nossos médicos adoram assinar um atestado de óbito.
Faltam remédios, faltam médicos, os doentios são mal atendidos no hospital e fica a Prefeitura construindo um novo posto de saúde em Muriqui. Nas vezes em que precisei – eu não, minha mulher – sempre fomos muito bem atendidos.
Na visão desses críticos, a educação também é caótica. Dizem que profissionais da educação sofrem todo tipo de humilhação e que, apesar disto, sujeitam-se ao ultraje de receber “tablets” doados pelo governo municipal. 
Criticam sempre a educação proporcionada pelo governo e jamais tocam, nem de leve, na educação primordial, aquela que deve ter origem em casa, na família.
Contudo, fiquei sabendo de mais uma novidade na área: a futura instalação de uma unidade da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) na cidade.
É verdade que o professor é muito mal remunerado nesta Mangaratiba caótica que superou, no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), a meta estipulada pelo Ministério da Educação tanto no primeiro segmento (1º ao 5º ano) do ensino fundamental quanto no segundo segmento (do 6º ao 9º ano).
Antes disso, jovens de 11 a 15 anos do Colégio Municipal N. S. das Graças, em Muriqui, se destacaram na Olimpíada de Matemática do Estado do Rio de Janeiro (Omerj): quatro conquistaram medalhas e seis receberam menções honrosas da organização do evento. 
No Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) foram conhecidos alunos e escolas vencedores. Ao lado de instituições de renome como Colégio Militar e Colégio Naval, a surpresa: o Colégio Municipal Nossa Senhora das Graças ficou em segundo lugar na classificação geral no Nível 1 – Categoria Escola Pública Municipal.
E quanto à Segurança? Não ocorreu nada do que as cassandras previram e não se toca mais no assunto.
Quanto ao transporte, outro tema preferido dos carbonários, nada posso falar por absoluto desconhecimento de causa.
Com relação à torre de retransmissão de TV, que alguns sempre reclamam porque a Globo ficou fora do ar, creio ser um grande benefício intelectual ficar sem assisti-la por algum tempo.
Resta a reclamação de alguns quanto à limpeza urbana. É algo que não mereceria nem registro aqui, pois, é um serviço de uma competência extraordinária e jamais vista. Basta ver como está a Beira Mar na manhã das segundas-feiras, após aquele caos do final de semana, em todo o entorno do quiosque 14.

Ai de ti, Mangaratiba, quando os carbonários tiverem razão.

terça-feira, 29 de março de 2016

A FOBIA DO TOBIAS

Tobias submete-se anualmente à vacinação contra a gripe e não entende como nem por que está gripado todo ano. Ao contrário de mim que nunca me vacinei e minha última gripe foi há mais de dez anos.
Tobias é um sofredor. Com ele, tudo sempre dá errado. Mesmo quando, de repente, se percebe numa boa, sabe que algo de ruim vai lhe acontecer. E acontece.
Tobias tem diversas fobias. A pior delas é a nosofobia, o medo de ficar doente. Isso o tornou um doentio em busca de tratamento para doenças que jamais sofreu.
Enfermo imaginário, Tobias passa o maior tempo de sua vida à espera de consulta médica na rede pública de saúde da qual sempre reclama indignado como qualquer repórter de TV.
Conhece todos os ambulatórios de hospitais e postos de saúde da cidade, porém, jamais precisou ser internado como sempre desejou. Por isso, alugou casa ao lado de um hospital.
Ele não acredita em médico que não lhe passa uma receita com mais de três medicamentos em cada consulta e vive trocando de médico. Nenhum consegue dar jeito em sua saúde e todos duvidam dos sintomas que Tobias – como diria Fernando Pessoa – deveras sente.
Costuma freqüentar uma farmácia cujo balconista, seu amigo, lhe informa semanalmente sobre todos os lançamentos dos laboratórios. Experimenta cada um deles mesmo que não seja indicado para os seus males. Está convencido de que assim faz medicina preventiva para evitar futuras enfermidades. Já experimentou até produtos veterinários em doses cavalares.
Sua leitura preferida são as bulas de remédios. Essa mania o faz sentir todos os efeitos colaterais que um medicamento pode causar e é obrigado a tomar outros remédios para evitá-los.
Vive sozinho, seus amigos o abandonaram porque toda vez que perguntavam “Como vai?”, Tobias levava meia hora explicando. 
Desacreditado com a saúde pública, Tobias contratou um plano de saúde particular. Pensou que teria um melhor atendimento médico.
Arrependeu-se. Passou a pagar uma nota por mês, não recebia remédios de graça e o médico conveniado nunca tinha hora para a consulta. Somente daí a vinte dias.
Esperto, decidiu marcar hora com todos os médicos do convênio, pois, daí a vinte dias poderia ter consulta diariamente.
A empresa não concordou com a sua astúcia e cancelou o contrato. Tobias foi considerado um elemento nocivo para a saúde financeira da empresa.
Ele, então, voltou para a rede pública onde sempre é atendido todos os dias e onde os mesmos médicos conveniados sempre estão a sua disposição. Apenas tem que esperar uma hora ou duas para ser atendido. Em compensação, obtém os remédios gratuitamente, e, à espera pela consulta, sempre pode conversar com seus iguais.
Em conversa com um pastor protestante com diarréia, contou sua via-crúcis. O pastor, prenunciando uma boa fonte de renda, convidou-o para freqüentar sua igreja onde, afirmou, ocorrem muitas curas e milagres.
Tobias ficou propenso a aceitar o convite, mas não pretendia jamais abandonar a rede pública de saúde.
Certo dia, Tobias acordou pensando no convite do pastor, nas curas e milagres que ocorriam no templo denominado excentricamente de Igreja Quadrangular O Mundo é Redondo . Talvez, converter-se, fosse a sua salvação. Quem sabe, conhecer Jesus e a palavra de Deus, fosse o caminho da sua cura definitiva.
Entretanto, como o pastor estava na fila de atendimento médico devido a uma diarréia, Tobias não estava muito convencido de obter um milagre. Mesmo assim, foi participar de um culto.
Foi recebido com uma suspeita e excessiva alegria: “Seja bem-vindo a este templo abençoado”.
- E o senhor como vai, ficou bom da diarréia? – perguntou Tobias.
- Fiquei. Mas, agora estou com prisão de ventre há mais de uma semana – disse o paradoxal milagreiro que, sem demora, pediu-lhe uma contribuição para Jesus.
Acostumado com a gratuidade da rede pública de saúde, Tobias caiu fora e desistiu do incerto milagre.
Tobias, agora, pensa em cursar o pré-vestibular para medicina. Está certo de que é a única solução para a sua nosofobia.
Como médico, Tobias sonha em passar seus dias dentro de um hospital.

N.L.: vale a pena ler de novo

segunda-feira, 28 de março de 2016

ANÁLISE ISENTA DE PAIXÃO

Uma reportagem do canal americano independente de notícias, http://democracynow.org, publicada em 24 de março de 2016, sobre a pior crise política no Brasil dos últimos 20 anos, mostra exatamente o que penso e como vejo o momento atual. 
Glenn Greenwald, radicado no Brasil, vencedor do prêmio Pulitzer, o mais importante prêmio jornalístico mundial,  analisa o escândalo de corrupção e o uso que dele se faz para subverter a democracia. 
Também traça um paralelo entre o golpe militar de 1964 com o momento atual, apontando as diferenças e indicando os pontos em comum, tecendo considerações significativas a respeito dos Estados Unidos e sua influência em ambos os momentos históricos. 
É preciso assistir todo o vídeo legendado para abrir a mente e fazer uma análise e reflexões sem paixão política e sem interesses futuros como faz o jornalista. É o que pensam também grandes juristas imparciais e independentes como Fábio Konder Comparato, Dalmo Dallari, Bandeira de Mello e outros.
Enquanto alguns brasileiros insistem com o impeachment, centenas de professores e pesquisadores vinculados a algumas das mais prestigiadas universidades estrangeiras, sobretudo dos EUA e Europa, lançaram, neste domingo, um manifesto em defesa da legalidade e da democracia no Brasil, sob o título “a democracia brasileira está seriamente ameaçada”, 
Enquanto isso, nesta Semana Santa, Moro resolveu libertar alguns barrabáses, talvez revoltado por não conseguir crucificar Lula.
Aposto um picolé de coco ou de limão como não vai haver golpe.
https://www.youtube.com/watch?v= ozaxV-axzzo


sexta-feira, 25 de março de 2016

UMA BICHA ENCARNOU EM MIM

Tenho sido perseguido por uma imbecil em comentários que não publico e que demonstram o quão pode ser absurda a estupidez humana. Uma estupidez que não tem limites em uma bicha medíocre cretinizada pela paixão política. Tenho mais de 200 comentários dela arquivados. Bicha quando encarna é pior que encarnação de mulher feia.
Este é um dos últimos comentários que ela escreveu:
"Meu bom Lacerda: Vc é tipo mulher de malandro que adora apanhar? Suas ações viraram pó. Sua aposentadoria não compra mais um quilo de alcatra. Vc depende da saúde municipal,como comentou Leila tempos atrás. Sua vida melhorou? A minha vai de vento em popa. Será por que eu não sou tão BABACA?"
Porra! Dei uma parada nas postagens pra ver ser ela desiste de mim. Mas, que nada... 
O cara parece ser uma bicha que encarnou em mim. Se eu soubesse quem ela é, até poderia convidá-la pra conviver um pouco comigo e, quem sabe, saber um pouco da minha vida. Mas, ela jamais vai se identificar porque além de ser uma bicha é covarde.
Posso dizer-lhe somente que chego aos quase oitenta com o cérebro em perfeito estado como podem confirmar aqueles que comigo convivem. Posso dizer-lhe ainda que tenho muita saúde, uma mulher bonita e muita grana no bolso, na bolsa e na conta-corrente. Eu, que nasci nu e pobre, cheguei aqui sem ajuda oficial. Só contei com meu talento, além da ajuda do Todo-Poderoso que se amarra em mim.
Jamais fui atendido na saúde municipal, estadual ou federal. A última vez que fui ao médico foi há mais de quinze anos levado por minha mulher. O médico, particular, um terrorista, já morreu e eu, aqui, cheio de saúde e disposição. Bem, disposição nem tanta.
Não posso negar que nesse meio tempo fui ao oftalmologista. Mas, oftalmologista não é bem um médico. É algo assim como um dentista ao qual também tive que comparecer.
Por favor, me esqueça. Se a vida vai de vento em popa pra você, a minha em nada melhorou, sempre foi uma boa vida. Mas, saiba que estou partindo para uma nova temporada no exterior: Itália, Espanha e Portugal. E depois vou a Cuba. Boa "ficagem" pra você.
Pra não perder a razão de ser do Blog, deixo aqui um link para importante artigo sobre o Lula: (aqui).

segunda-feira, 7 de março de 2016

DE SÉRGIO PORTO A SÉRGIO MORO

Da República do Galeão, que jamais teve qualquer pudor, à República de Curitiba, que virou chacota, perdeu o pouco pudor que tinha e penetrou no perigoso terreno da galhofa.
Naquele tempo, era o dedo duro em vez da delação premiada. Moro, o redentor, não viveu a redentora mas, como ela, errou e seu erro é o início do fim de seu delírio de poder e o começo de um novo Febeapá na pior das ditaduras que é a do judiciário, como disse o ministro Marco Aurélio Mello. 
O festival de besteira que assolou o país a partir de 1964 e que volta agora foi uma das geniais expressões imortalizadas por Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) ao se referir a situações bizarras como a condução coercitiva absurda e ilegal de Lula. Algo que levou à ressurreição retumbante do maior líder popular que já tivemos, que acarretou a crítica de grandes juristas ao Moro  e que o fez se justificar publicamente.
O Lava-jato virou chacota quando Lula, acordado às seis da manhã pela Polícia Federal, perguntou aos agentes: “Ué! Cadê aquele japonês?”
Japonês safado, vazador, que já tinha sido expulso da PF por corrupção, e que muito contribui para o novo Febeabá criado pela República de Curitiba.
Moro, reconheceu que não está acima da Lei e tem que respeitar a Constituição. Hoje, com medo de punições e bastante criticado, até por ministro do STF, Moro lança nota tentando se explicar. 
Não finja que investiga Lula, a culpa dele já foi decretada. Você está apenas investigando qual crime ele cometeu.
Até o mais ingênuo dos “inocentes úteis” já sabe do escandaloso acordo entre a PF, o MPF, Sérgio Moro e a grande imprensa brasileira para evitar a volta do ex-presidente.
Com o comparsa de cavanhaque, barbicha e olhos arregalados do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima – casado com a gerente do Banestado, agência de Foz do Iguaçu, que evadiu bilhões no governo FHC e cuja CPI não deu em nada, apesar de ter como juiz o mesmo Moro -  a República de Curitiba executa a nova tortura que é fragilizar psicologicamente o investigado. Mantém na cadeia, por prazo indefinido e antes do julgamento, dezenas de réus, lembrando a antiga prisão para averiguações durante a ditadura.

Numa mediocridade extravagante chegaram a convocar quem não tem nada a ver com a história. Ia publicar o vídeo do Juiz interrogando o capoteiro, mas ele mandou retirá-lo do youtube. Entretanto, ainda pode ser visto no blog Conversa Afiada. 
(http://www.conversaafiada.com.br/brasil/video-repulsivo-moro-nos-faz-de-capoteiros)
Imbecis, o Lula morto é um mito, preso vira herói, livre se elege presidente.

Idiotas, tornem o Lula inelegível e ele elegerá quem quiser em 2018.

sábado, 5 de março de 2016

O FUTURO DO BRASIL É AGORA!

Escrito por Emir Sader (aqui)


O futuro do Brasil depende do que aconteça com o Lula. 
Ou a direita o exclui da vida política, pela repressão física e jurídica e faz o que bem entende do país, de novo. Ou o Lula supera tudo isso e se elege de novo Presidente do Brasil e retoma o caminho do melhor governo que o país já teve.
A direita sempre teve a obsessão de que um dia o PT terminaria ganhando, teria que fracassar e ela poderia dirigir o pais com tranquilidade. 
Lula ganhou e, ao contrario, deu mais certo do que qualquer expectativa otimista. Aí a direita se pôs a caçar o Lula e o PT.
Tentou derrotá-lo em 2006, não conseguiu. Tentou impedir que ele elegesse sua sucessora, não conseguiu. Tentou impedir que ela se reelegesse, tampouco conseguiu.
Agora se dedica a tentar impedir que o Lula se candidate de novo, ganhe e volte a ser Presidente do Brasil.
É o golpe branco: castrar a democracia brasileira do seu principal líder por uma via institucional completamente conspurcada. Excluir o Lula da vida política é ferir de morte a frágil democracia que temos. Primeiro foram invadindo os espaços institucionais com o Judiciário, depois com a Polícia Federal. 
O pretexto de combate à corrupção é uma farsa, dado que os tucanos são totalmente preservados. Trata-se de uma operação política contra o Lula.
Se conseguirem dar esse golpe branco, o país se tornará uma "democracia restringida", um Estado de exceção, excluindo os setores populares da vida política do país, porque em seguida virá a repressão contra os movimentos sociais, contra todas as forças democráticas, contra o mundo da cultura, contra tudo o que resistir. 
A mídia se encarregara de esconder tudo e promover a ideia de que a democracia sai fortalecida, que o obstáculo para o país voltar a crescer é o Lula.
Ou o Lula consegue superar mais essa e sai ainda mais fortalecido, a campanha eleitoral de 2018 começa diretamente, as denúncias sobre a politização e fascistização de setores do Judiciário e da PF virão à tona.
Ou o Brasil democratiza seu Estado ou a direita incrustrada no Estado terminará com a democracia no Brasil.
O momento decisivo é este. Ou se detém a ação das forças do golpe branco ou é a democracia e todos os direitos conquistados pelo povo que se reverterão. O governo Dilma será definitivamente avassalado pela direita golpista.
É a hora decisiva do Brasil. Seu futuro se decide agora. No destino do Lula se decide o futuro do país.

N.L.: No test-drive de sua prisão, quando foi levado a depor coercitivamente por agentes da Polícia Federal, Lula, brincalhão como sempre, descontraiu o ambiente com uma pergunta:  “Ué, mas cadê o japonês?”

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

29 DE FEVEREIRO

Tenho que aproveitar muito bem este dia porque talvez seja o último dia bissexto da minha vida. Não posso acreditar que vou viver até 2020. Para mim, basta viver até 2018 pra assistir a Copa da Rússia e votar novamente no Lula.
Hoje, por ser um dia raro, é, também, o Dia Mundial das Doenças Raras. Sabia disso Fabrício?
Fevereiro já teve 30 dias no reinado de Júlio César. Agosto era o mês que tinha apenas 29 dias. Quando César Augusto assumiu o poder, ele decidiu que o mês em sua homenagem tivesse também 31 dias como o mês que homenageava Júlio César.
Para isso, Augusto roubou alguns dias de fevereiro para completar o número de dias de agosto e torná-lo tão grande quanto julho. Desde então fevereiro tem 28 dias e 29 em anos bissextos.
Em alguns países, anos bissextos estão associados à má sorte e em alguns, como na Grécia, aconselha-se a não fazer coisas como se casar e comprar casa. Na Rússia, anos bissextos são associados com mudanças abruptas do clima e má sorte.
Em Mangaratiba, anos bissextos sempre estiveram associados às eleições municipais. É tempo agora, portanto, de um negativismo indiscriminado a quem está no poder; é tempo de crítica generalizada aos políticos em geral e de elogios particulares a um ou outro em particular.
É tempo, dizem, de renovação como se não tivesse havido renovação no ano bissexto anterior.
Ou será tempo de má sorte?

N.L.: sobre as razões para a existência deste dia, sugiro ler o blog do Dr. Rodrigo Luz (link aí ao lado).