Total de visualizações de página

domingo, 18 de março de 2012

INOCENTES ÚTEIS

Os inocentes úteis fazem parte de uma maioria inerte e silenciosa que é subjugada por uma minoria organizada, poderosa e ativista que tem como objetivos claros manipular a opinião pública e a retomada do poder político e econômico.
Os inocentes úteis leem a Veja, Época (a sub-Veja), O Globo, Folha, Estadão, e acreditam em tudo que é publicado. Possuem escassa memória. Esquecem facilmente o passado recente. São manipulados e servem a desígnios que ignoram, pois não sabem ler nas entrelinhas nem conseguem ver os interesses escusos que há por trás das mensagens que repassam.
Os inocentes úteis acreditam que a usina de Belo Monte vai destruir a floresta amazônica e acabar com as populações ribeirinhas; creem que a distribuição de renda está criando milhões de vagabundos que preferem viver apenas com o pouco que recebem do Bolsa-Família; são contra a transposição do rio São Francisco e das quotas raciais em universidades; acreditam que qualquer bandido preso tem direito ao auxílio-reclusão; creem que mais de 50% de votos nulos anulam uma eleição; confiam na impostura do impostômetro que afirma que pagamos os maiores impostos do mundo; não sabem que é o próprio governo quem mais investiga e combate a corrupção através da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU); nunca ouviram falar de CGU e pensam que é a imprensa corrupta, demagógica, venal e manipuladora quem descobre os casos de corrupção; jamais veem que essa mesma imprensa esconde os corruptores que a financia com publicidade e a compra de espaço para publicar o que é de seu interesse particular; que o judiciário é quem deixa de puni-los; imaginam que os outros países são em tudo melhores que o nosso e que lá não existe corrupção; dão crédito ao discurso dos Datenas de que os políticos são todos iguais, que nada fazem, que o povo sofrido tem sempre razão; os inocentes úteis jamais são capazes de fazer o mea-culpa; assistem ao BBB e ainda pagam pra votar em quem sai do nefasto programa.
Os inocentes úteis compram a mentira como se fosse verdade. Adquirem a desinformação da matéria paga com objetivos claros – mas ocultos pra eles -  como se informação fosse.
Essa máfia infame que alimenta os inocentes úteis com e-mails funestos que falsificam e deturpam a história recente do país infestam a internet e sempre aterrizam na minha caixa de mensagens. Muitos deles tentam provar que a ditadura foi linda e maravilhosa e que vivemos uma era tenebrosa e perversa.
Há inocentes úteis inveterados, crônicos e sempre alienados. Estes não têm cura, mas há também os ingênuos que sofrem a síndrome da inocência útil de forma aguda em algumas fases de suas vidas.
Estes, pelo muito que viveram, não têm mais o direito à ingenuidade. Nem podem fazer o jogo da direita preconceituosa e da oposição moribunda repassando e-mails que têm origem nos blogs dos saudosos da ditadura e em ONGs subvencionadas pelo poder econômico nacional, pelos sonegadores e corruptores ou pelo capital estrangeiro predatório e especulativo.
Essas máfias dissimuladas é que patrocinam os profissionais da manipulação e da alienação públicas que invadem as redes sociais com o intuito de expandirem seus esquemas de atuação no combate permanente ao que lhe é prejudicial.
E contam com o auxílio gratuito e, também, permanente dos inocentes úteis.

N.L.: a foto é do Cabo Anselmo, o santo padroeiro dos inocentes úteis.

quinta-feira, 15 de março de 2012

RESPOSTA A UM E-MAIL

O que um blogueiro mais gosta, além de escrever, é de receber comentários. Sempre respondo a todos e, quando recebo e-mails, também faço questão de respondê-los.
O texto abaixo, em azul, eu recebi de um leitor. Respondi, mas como não houve tréplica, estou reproduzindo-o com a minha resposta. Talvez, assim, o leitor volte a se corresponder comigo.

Lacerda, não te conheço.
Aliás, o único Lacerda que conheço foi aquele que tirou as favelas da Zona Sul e as recriou na zona oeste do Rio.
Longe do trabalho, sem escolas hospitais, transportes eficientes e baratos e em habitações dignas de Auschwitz.
Não tenho ligações político-partidárias, mas tenho meus princípios políticos. Sou ateu, graças a deus, mas respeito e convivo bem com teístas inteligentes e tolerantes de qualquer crença.
Sou Flamengo,mas reconheço quando meu time está uma ...  e já nem sei se torço pelo Mengão ou pelo Uram, ou o Rabello, o Gilmar Reinaldi, ou qq um dos feitores dos jogadores rubronegros.
Moro aqui desde outubro, depois de 26 anos em Campo Grande. Vou para os sessenta este ano e já participo da terceira idade de Muriqui.
Estou adorando Muriqui mas sei que existem muitos problemas que não são só do prefeito, nem do governador ou do presidente, mas que dependem muito de nós Tb, que vivemos aqui.
Vim morar aqui porque achei que era um lugar legal para minha esposa que está se tratando de depressão.
Vc me parece legal, pelo teu blog.
Gostaria mesmo de conhecê-lo porque parece que existe vida inteligente em vc, embora muitas vezes eu tenha me enganado.
Gosto de um papo sadio e inteligente e tenho ainda um certo receio de conversar com algumas pessoas porque até agora não sei quem é quem. Só tem um falando mal do outro.
Eu sei que para ser medianamente feliz aqui, eu tenho que ter relacionamentos, conhecer as pessoas e me integrar à sociedade local.
Por isso, participo do centro de convivência da terceira idade e faço cursos no CECAP. Assim vou conhecendo algumas pessoas e vendo o que temos em comum. Nem sempre encontro  muita coisa, mas sempre se faz amizades.
Estou à sua disposição.
Abs."

A minha resposta foi assim:

Vamos por etapas: eu também não te conheço? Talvez, sim. Quem sabe?
Você também conhece outro Lacerda, o Benedito parceiro do Pixinguinha. Não?
O Carlos Lacerda tirou a favela que havia sobre a porta de entrada de Copacabana, o túnel do Pasmado. Tirou a favela da Lagoa (a praia do Pinto), na obra de embelezamento estético do local. Tirou a favela do Esqueleto, no Maracanã, e construiu no local a UEG (atual UERJ).
Para substituir os barracos de madeira - que sofreram vários incêndios – construiu a Vila Kennedy e a Vila Aliança, em Bangu, e a Cidade de Deus, em Jacarepaguá.
Eu vi a construção das casas com sala, quarto, cozinha, banheiro e quintal. Quintal onde o morador pôde acrescentar outros cômodos a sua moradia.
E completa infra-estrutura: água, esgoto, eletricidade, ruas asfaltadas, saneamento básico, posto de saúde, ônibus direto para a Candelária.
Antes, porém, Carlos Lacerda implantou a zona industrial de Jacarepaguá, Campo Grande e Santa Cruz, com incentivos fiscais para quem lá se instalasse e abrisse empregos para a população transferida. Veja, por exemplo, quantos laboratórios farmacêuticos foram para Jacarepaguá, quantas indústrias estão localizadas em Campo Grande e Santa Cruz.
Escolas? Ninguém implantou mais escolas que ele em todo o Rio de Janeiro. Foram duas na Vila Aliança, duas na Vila Kennedy e duas na Cidade de Deus. Ele liberou o jogo do bicho em troca da construção de escolas pelos bicheiros. Quem não gostou foi a polícia que fazia vista grossa para o jogo em troca de propinas.
Auschwitz você há de considerar que é uma comparação de um exagero revoltante.
Também não tenho ligações político-partidárias e como sempre digo no Blog: sou um quase ateu, graças a Deus. Isso porque acredito no Deus que criou os homens e não no deus que os homens criaram.
Não sou Flamengo, mas sei que já passou o meu Fluminense em número de conquistas estaduais.
Moro aqui há mais de oito anos, depois de 67 anos morando em Bangu. Faço 75 este ano e não me chame para participar de grupos da terceira idade. Não sou velho, sou usado. E muito bem usado.
Aliás, sou ainda jovem. Só que há muito mais tempo que os outros jovens. Na verdade, parei nos 35 anos.
Ganhei a minha vida escrevendo e, hoje, vagabundo convicto, me divirto da mesma forma.
Se você ler minhas postagens sobre políticos, saúde, educação, ecologia e outras, verá que, neste ponto, concordo plenamente com você. Temos que assumir a nossa culpa por muita coisa que está errada.
Sinto pela sua esposa. Mas isso passa. Não permita que ela se entregue à depressão. Demonstre a sua paixão por ela. Pelo mesmo motivo, certa vez, tive que fazer um samba pra minha mulher em que o refrão diz assim:
“Taí a vida sorrindo chamando lá fora,
Vai se despedindo e o tempo devora
Momentos que a gente precisa viver.
Porque quem ama não tem um segundo a perder
Distante do mundo de sonho e prazer
Que o amor só garante quando é pra valer.”
Eu te pareço legal? Já vi que você não me conhece. À distância, até que sou um cara normal.
Parece que existe vida inteligente em mim? Parece? Talvez... Pode ser que você esteja enganado ou eu não estou me fazendo entender.
Nós jamais saberemos quem é quem. Às vezes, nem eu sei quem eu verdadeiramente sou.
Também falo mal dos outros. Do Gilmar Mendes, do José Serra, dos jornalistas de O Globo, Folha, Estadão, Veja. Do síndico do meu prédio. Dos quiosques da praia. Da hipocrisia dos políticos e dos eleitores.
Eu só não falo mal do Lula.
Quando você perder a esperança de ser feliz, procure-a dentro de si mesmo. Você há de encontrá-la.
É muito bom ter relacionamentos, mas tente também conviver consigo próprio.

quarta-feira, 14 de março de 2012

EU, PENSADOR

“Quem é bom da cabeça é carente de fé."
“Somente oferece a outra face quem tem duas caras.”
“O bom-mocismo é o disfarce do mau-caráter."
“Desde cedo, eu fiz a minha opção preferencial pelas pobres.”
“Sempre defendi os carentes e os oprimidos. Pedi somente uma coisa em troca: distância."
“Eu vivi a minha morte, morrendo um pouco a cada dia... E cada vez mais  sobrevivi.”
“Quando eu morrer, não quero mais saber de nada.”
“É muita covardia sair vivo dessa vida. Morrer é apenas um magnífico ato de coragem."
“No auge da bosta, no apogeu da titica, eu sei que vivi.”
“Praia, tanga e minissaia, tomara-que-caia, gandaia  do Flamengo à Marambaia.”
“Mui leal e erótica cidade infernal... um mundo de sonhos, um rio de lágrimas, esse Rio risonho. Meu Rio do bem, como eu rio do mal."
“A minha santa padroeira é uma loura linda, louca, lasciva e sexy.”
“Entre os braços teus, meu corpo imerso no teu é meu encontro com Deus.”
“O meu amor não tem fim... É tão imenso que assim até penso que dá pra nós dois.”
“Em caso de dúvida, seja convincente; se não puder convencer, confunda.”
“A União faz a farsa.”
“Da disfunção, nasce o pus.”
“O pior ego é aquele que não quer ser.”
“De médico, poeta e louco, todo psiquiatra tem um pouco.”

Como veem, meus pensamentos confirmam o que disse Descartes: "Eu penso, logo existo".
Agora, outros pensamentos menos importantes:
“Uma moral antes que uma fé. O conhecimento acima de qualquer moral.”
(Johannes Faustus)
“Amor, eu te amo tanto, tanto... que até por teu marido eu sinto um certo quebranto”.
(Mário Quintana)
“Uma alma grande nada tem a ver com a coerência. Diga com convicção o que pensa hoje e amanhã diga o que amanhã pensar com a mesma convicção. Ainda que contradiga tudo o que disse hoje.”
(Emmerson)
“A coerência é uma virtude própria dos imbecis.”
(Carlos Lacerda)

E o melhor de todos:
"Educação é aquilo que permanece depois que esquecemos tudo o que aprendemos na escola."
(Einstein)

Melhor ainda:
“Quem não quiser ser alvo da censura alheia que não faça, não diga, não seja absolutamente nada.”
(Voltaire)

terça-feira, 13 de março de 2012

FERNANDO PESSOA

Sem inspiração nem motivação para escrever, apelo para Fernando Pessoa e publico o poema que, até parece, ele fez pra mim. Eu me identifico com este poema, excluindo o que está em vermelho.

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.”

quinta-feira, 8 de março de 2012

FLOR DE MAIO

Já disseram que a mulher ideal é aquela que quando olhamos o seu rosto vemos um anjo divino. E tendo-a nos braços nua, sentimos as tentações que somente os demônios podem provocar. 
Há quarenta e oito anos, eu tenho essa mulher. É linda, engraçada e tem o mesmo corpo de quando a conheci aos 17 anos, num dia 17 de maio. Ela foi e será sempre a Flor de Maio que desabrochou em minha vida.
Por trás, ainda parece uma adolescente. Adora cerveja e caipirinha – bebe e fuma, mais do que eu - anda descalça e com vestidinhos baratos e curtos.
Como eu, gosta de falar errado. Inventa palavras ridículas e ri do que fala. A seriedade terminou com a aposentadoria. Aliás, ganha mais do que eu. É independente e gasta tudo o que recebe, mas não me dá qualquer despesa.
Come de tudo, é chocólatra, simpática, tranquila e saudável. Não assiste novela – somente “Roque Santeiro”, lá pela meia-noite no canal “VIVA”. BBB nem pensar.
Ótima companheira e amante. Gosta de cozinhar. E como cozinha bem... Vive fazendo gostosuras pra mim.
Foi – e ainda é – uma mãe admirável.
Compensa a idade com um formidável senso de humor. Aos 65 anos, é a “véia” mais gostosa da Costa Verde.
E me ama. Acha que sou o melhor marido do mundo.
Penso que sou mesmo, apesar das manias absurdas que tenho e que ela não suporta. Chega a ser mal educada quando reclama de mim, mas, se desmancha toda quando a abraço apertado e digo que a amo.
Minha mãe levou quase vinte anos pra me fazer um homem. Ela me fez um louco apaixonado para sempre em cerca de vinte minutos.
Chamo-a de minha mulher, não pelo sentimento de posse, mas porque ela quer ser minha e jamais quis ser de mais ninguém. E sempre me pergunto como podem os outros viver sem ela.
É esta mulher que manda na minha casa e me faz gostar de lá ficar. O quê que eu vou fazer na rua tendo em casa uma mulher assim bonita, sempre bem humorada e que me diverte tanto?
Ela é a minha Flor de Maio que homenageio neste 8 de março
DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

terça-feira, 6 de março de 2012

SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE COMBATE A POLUIÇÃO SONORA

“Os fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente apreenderam 17 paredões de som (carros com som estridente e mala aberta) no último sábado, 325% a mais do que em igual dia do fim de semana anterior.  
Segundo informações da secretaria, o aumento se deve ao suporte da Polícia Militar aos agentes de fiscalização do órgão. Os fiscais da secretaria de meio ambiente não atuam armados, sendo assim, não havia a segurança necessária para realizar algumas abordagens.
Os donos foram autuados e as multas para liberação dos equipamentos variam entre R$ 849,00 a R$ 8.490,00, dependendo da reincidência do responsável.  Isso significa que a cada novo flagrante, dobra o valor da multa.
Na terça-feira (31), o secretário de meio ambiente se reuniu com o Comando de Policiamento da Capital para aumentar a fiscalização. “Nós conseguimos acertar com o comandante da Polícia Militar o aumento de efetivo e mobilizar todas as unidades da polícia”, afirmou o secretário.
Segundo a coordenadora da equipe de controle da poluição sonora da secretaria de meio ambiente, a punição pode ser ainda maior. “Se a pessoa for flagrada pela polícia, esse equipamento é levado para a delegacia e aí é aberto um processo criminal”, explicou.
Em uma das apreensões, no sábado, um homem chegou a fechar o porta-malas do carro para tentar despistar os agentes e a Polícia Militar, mas acabou sendo multado.
Segundo o comandante da PM, vai haver uma reunião com todos os comandos de batalhões e companhias. “Vamos determinar efetivos acompanhando as equipes da secretaria de meio ambiente em todos os bairros”, disse. Quem se sentir prejudicado por causa do som alto pode solicitar a fiscalização por telefone.
Os policiais estão sendo treinados para usar o decibelímetro, o aparelho que mede a intensidade do som. As rondas são realizadas normalmente à noite e nos fins de semana.”
Essa notícia, eu lambi hoje do G1. O fato aconteceu em Fortaleza e serve de exemplo para a nossa Secretaria Municipal de Meio Ambiente, já que a nossa Secretaria Municipal de Segurança não toma nenhuma providência. Nem o comando do destacamento da PMERJ, em Muriqui.
Abaixo, a mesma notícia em vídeo:

domingo, 4 de março de 2012

VOTOS NULOS E VOTOS ANULADOS

Todo voto tem que ser consciente, até o voto nulo. Por isso, o eleitor precisa saber que o voto nulo não serve para anular eleição alguma, pois é uma legítima opção de quem não pretende votar em ninguém. O voto nulo nem mesmo será computado e não influi de forma alguma no resultado de uma eleição majoritária. 
Como este é ano de eleição, a apologia da mentira e da impostura começa desde cedo, bem antes da campanha eleitoral. Inocentes úteis, ignorantes da Lei Eleitoral, fazem campanha pelo voto nulo pensando que, assim, vão acabar com os maus políticos. Uma utopia.
É, também, uma falsa crença. Se você não quer se comprometer com o futuro político de Mangaratiba nem quer assumir qualquer responsabilidade com a eleição de ninguém; se quer inutilizar o seu voto e dizer depois que não tem culpa nenhuma pelas práticas políticas dos eleitos; então, você pode fazer o seguinte: se abster de votar, anular o voto, votar em branco ou votar em candidatos que já sabemos que não serão eleitos.
Entretanto, abstendo-se, anulando o voto ou votando em branco, você vai reduzir o quociente eleitoral e facilitar a vida de muitos candidatos a vereador. Quer dizer, seu voto nulo jamais será inútil. Sempre terá algum valor.

Saiba que só há um único jeito de acabar com os maus políticos: é sendo um bom eleitor.
O voto nulo é decisão pessoal do eleitor. A nulidade da votação é decisão do juízo eleitoral com base na legislação vigente.
A Lei 4737/65 que institui o CÓDIGO ELEITORAL determina: 

Art. 224 - Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do País nas
eleições presidenciais, do estado nas eleições federais e estaduais, ou do
município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais
votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta (quarenta) dias.

Acórdão do TSE, de 2006, esclareceu que:
Para fins de aplicação do art. 224 do Código Eleitoral, não se somam aos votos anulados em decorrência da prática de captação ilícita de sufrágio, os votos nulos por manifestação apolítica de eleitores.
A Constituição Federal, em seu art. 77 § 2º, determina que "Será considerado eleito Presidente (ou governador ou prefeito) o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos."
O Código Eleitoral (CE) fala em nulidade dos votos, não em votos nulos. A Constituição é clara quando afirma que os votos nulos e brancos não serão computados.
No capítulo que trata da nulidade das votações, o CE, em seu art. 222, diz que:
É anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o art. 237, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei.
Outro acórdão do TSE determina:
Na renovação das eleições, reabre-se todo o processo eleitoral... com a impossibilidade de participação, na renovação do pleito, do candidato que deu causa à nulidade da eleição anterior.
Foi o que aconteceu ano passado em Mangaratiba.
Agora, imagine uma eleição numa cidade com 20 mil eleitores (ou pouco mais como Mangaratiba) e dois candidatos a prefeito.
O primeiro colocado obteve mil votos e o segundo 500 votos. Os nulos atingiram dezessete mil votos, brancos mil e houve uma abstenção de 500 eleitores.
Pela Lei, será proclamado eleito o primeiro colocado com mil votos (ou 66,7% dos votos válidos, isto é, 5% do eleitorado) porque serão considerados apenas os votos válidos. Não serão computados os nulos e brancos mesmo representando 90% do eleitorado.
Não existe a possibilidade mencionada na mensagem que circula na internet.
Agora, pense na eleição proporcional. O voto nulo vai reduzir o total de votos necessários para eleger um vereador, o chamado quociente eleitoral.
Isto vai favorecer os partidos com candidatos mais fortes, principalmente aqueles que disputam a reeleição. Se o total de votos válidos for, também, de mil e quinhentos, igual ao total que os candidatos a prefeito obtiveram, o quociente eleitoral seria de 136 votos (em Mangaratiba, 1500 votos válidos divididos por 11 cadeiras).
Isto significa que poderíamos ter vereadores reeleitos facilmente com ínfima votação.
Os inocentes úteis teriam dado um tiro no próprio pé.

sexta-feira, 2 de março de 2012

A INOCENTE DE BELFORD ROXO

Como Jesus, ela nasceu em berço pobre, quase uma manjedoura. Foi educada sob rígidos preceitos religiosos. Na verdade, foi mesmo educada sob uma ética perversa. 
O pai, protestante fundamentalista, exigia sempre a observância rigorosa à ortodoxia de sua doutrina cristã. Era um homem trabalhador que nunca deixou faltar nada em casa.
Além de um ciúme doentio pela filha, tinha um grande defeito: bebia. Quando se embriagava, ficava violento e agredia a mulher.
A inocente de Belford Roxo era filha única. Aos dez anos ainda acreditava em papai noel e na cegonha. Seu livro de cabeceira era “Contos da Carochinha”.
Bem depois dos treze, quase morreu de susto quando teve sua primeira e tardia menstruação. Desesperou-se, imaginou a morte ao ver aquele sangue sair de onde acostumou-se a ver somente sair xixi.
A mãe, mulher submissa e dominada pelo marido, tentou explicar-lhe a razão daquilo. E teve que informá-la sobre outras coisas, falar-lhe de sexo.
A menina sentiu uma aflição extrema ao saber o que lhe reservava o futuro.
- Mãezinha, não há outro jeito? - perguntou aflita.
- Só se você entrar para um convento e ser freira – respondeu a mãe.
- Então, eu quero ser freira – decidiu.
O pai não aceitou. Era contra a sua doutrina religiosa. Dediciu internar a filha em uma instituição feminina dirigida por pastores "evangélicos".
Pra quê? A inocente menina foi obrigada a ler a Bíblia diariamente.
De início, escandalizou-se com as estórias do Velho Testamento. Depois, teve que acreditar nelas. Não podia duvidar da “palavra de Deus” e achou que tudo aquilo era normal. Toda aquela pouca vergonha estava na Bíblia e ela imaginou que deveria ser bom.
A estória das filhas de Ló foi a que mais a impressionou. Começou a sentir um furor uterino impressionante igual ao daquelas personagens bíblicas.
Quando foi pra casa passar as férias de verão, já tinha um corpo perfeito de mulher e um rosto ainda de menina. Aquele tipo feminino que enlouquece os homens. Já estava com quase quinze aninhos.
Em casa, encontrou o pai novamente embriagado e lembrou de Ló completamente bêbado.
O pai olhou a menina com admiração e viu aquele ciúme doentio que antes sentia transformar-se em paixão. Abraçou-a com sofreguidão e ela retribuiu prazerosamente.
O pai sentiu um calafrio e, depois, aquele calor percorrer seu corpo, o sangue pulsar em suas artérias e seu membro viril aumentar de volume. Tentou se afastar; porém, a inocente de Belford Roxo aconchegou-se mais e mais.
A mãe, que assistia à cena e jamais tinha lido a Bíblia, percebeu logo o que acontecia entre os dois.
“Não mereço um abraço, também?” – disse ela.
A filha, então, se desfez daquele ardente abraço com o pai e, com frieza, abraçou a mãe.
Naquela noite, houve séria discussão entre o casal. O pai agrediu novamente a mulher e não conseguia dormir. A filha, que a tudo ouvia de seu quarto, sorriu.
Ele esperou a mulher pegar no sono, levantou de mansinho e, atormentado, dirigiu-se à cozinha. Bebeu meia garrafa de cachaça.
Novamente embriagado, pegou o facão mais afiado e mutilou-se. Verteu sangue até a morte.
Atualmente, a inocente de Belford Roxo vive feliz em São Paulo como garota de programa onde assumiu a identidade de Jaqueline Kelly. Pretende ganhar muito dinheiro e implantar um grande templo neopentecostal para ministrar os ensinamentos do Velho Testamento.
Não sei que fim levou a mãe.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

TAMBÉM TÔ NESSA BOCA

Alguém oferece a alguém como prova de alguma coisa.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SETE

Hoje, dia 27 de fevereiro, como o Ouvidor Júlio César me prometeu, obtive o documento da Prefeitura que corrige o número da minha casa. Agora, ela tem o número sete. O místico número sete. 
Como os dias da semana, os metais, as notas musicais, as sete virtudes, os sete pecados capitais, os sete sacramentos, os sete mares, as sete léguas da bota, as sete colinas de Roma, o terceiro filho de Adão e Eva, os sete pães que Jesus multiplicou, os sete demônios que Ele expulsou do corpo de Maria Madalena, as sete pragas do Egito, as sete pessoas que se salvaram na arca de Noé, as sete bestas do apocalipse, as sete letras do Menorah, o candelabro judaico de sete braços que representam a luz, a justiça, a paz, a verdade, a bevolência, o amor fraterno e a harmonia, os sete céus judaicos, os sete céus islâmicos, as sete letras da umbanda com suas sete falanges, sete encruzilhadas, sete flechas, sete raças, sete porteiras, a estrela de sete pontas e suas sete Linhas (de Oxalá, de Iemanjá, de Xangô, de Ogum, de Oxóssi, de Cosme e Damião e dos Pretos Velhos), as sete maravilhas do mundo, as sete artes, os sete anões, as sete vidas do gato, o sete que a gente pintava quando criança, as sete cores do arco-íris, os sete sábios da Grécia Antiga, os sete dias de cada fase da lua, as sete chaves com que guardamos um segredo, as sete letras com que se escrevem todos os algarismos romanos, os sete jurados do tribunal, as sete vezes que eu votei no Lula, os sete membros que vão compor a Comissão da Verdade, as sete letras do meu nome, os setes do meu e-mail, os sete palmos de terra para onde vamos.
Enfim, o sete que sempre teve um importante significado na minha vida.
Esse misticismo em torno do sete é algo inexplicável, é um bicho-de-sete-cabeças.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

TIJUCA É CAMPEÃ DE NOVO

Paulo Barros, que em 2010 eletrizou a Sapucaí e levou a Tijuca ao campeonato com suas mágicas no enredo “É segredo”, deu a volta por cima e foi novamente campeão. 
Em 2011, com o enredo “Esta noite levarei sua alma”, Paulo Barros explorou o medo: decapitou os integrantes da comissão de frente, apresentou a corrida de Indiana Jones para não ser esmagado por uma enorme pedra e mostrou um  ataque de tubarão.
O Spielberg da Sapucaí novamente apelou para o ilusionismo e incomodou a crítica conservadora (ou mercenária) que não perdoou sua imensa criatividade. Acusaram-no de desrespeito à tradição das escolas de samba, de não saber apresentar um enredo tradicional e de reproduzir performances de artistas estrangeiros.
Não queriam que ele fosse bicampeão. Quem venceu foi a Beija Flor com um enredo chocho sobre Roberto Carlos. A Tijuca ficou em segundo lugar.
Ele agora voltou com um enredo tradicional. Também uma homenagem a um cantor, porém, no ano de seu centenário: “O Dia em Que Toda a Realeza Desembarcou na Avenida para Coroar o Rei Luiz do Sertão”.
Uma homenagem mais do que merecida e que deu um enredo vibrante.
A homenagerm que Mangaratiba não quer fazer àquele que colocou a cidade no mapa do turismo nacional e internacional.
Aliás, nem precisa mais fazer tal homenagem. O Rio de Janeiro, o Brasil inteiro prestou essa homenagem a Luiz Gonzaga através da Unidos da Tijuca.
Paulo Barros não deixou de apresentar suas mágicas, suas ilusões e até a reprodução da performance de um artista estrangeiro que intitulou como a alma da sanfona.
Os bonecos de Mestre Vitalino com aqueles “zóinhos” miúdos e as asas brancas naquele céu de estrelas douradas demonstraram novamente toda a criativa concepção de Paulo Barros.
Ele deveria estar festejando o tricampeonato.

PORTELA ENTRE AS CAMPEÃS

Sábado, no desfile das campeãs, lá estará a Portela pela segunda vez neste século. Como eu escrevi, em 12 de janeiro, a Portela voltou a apresentar um samba-enredo com a dignidade, a essência e a nobreza da escola que mais vezes foi campeã.
Afirmei que o samba da Portela era O melhor do ano que, se não levá-la ao campeonato, conquistará a nota dez e todos os prêmios – Estandarte de Ouro, Tamborim de Ouro, etc - de melhor samba-enredo”.
O samba obteve nota dez dos quatro jurados e conquistou os prêmios citados. Com exceção da Vila Isabel, nenhuma outra escola obteve nota dez dos quatro jurados em samba-enredo.
Eu vi a transmissão do desfile da Portela. Não chegou a empolgar, mas foi um desfile correto.
A transmissão da Globo é que foi algo insuportável. A narração, os comentários e as entrevistas me fizeram mudar de canal logo após a Portela.
Foi tão ruim como as transmissões de futebol que me fazem assistir sem qualquer som.
Soube agora que a Globo perdeu em audiência para a Record. O IBOPE marcou 14% para a Record e 13% para a Globo.
E com o patrocínio da Schin – coitada da Globo – nem pôde mostrar uma das minhas paixões - Jennifer Lopez - no camarote da Brahma.
No vídeo abaixo vê-se que ela também gostou do samba-enredo da Portela.

CARNAVAL É EM PARATY

Voltei. Foram cinco dias sem ouvir o funesto funk e sem ver a trágica ralé funkeira, aquela “ratataia” braba e feia que infesta Muriqui no carnaval.
Sem sentir o fedor de urina azeda pelas ruas.
Longe do espetáculo sinistro da pancadaria gratuita assistida sem qualquer reação pelas nossas imprestáveis "forças de segurança".
Respirei ares civilizados em Paraty. Gente bonita, festeira, tranquila e educada. Culinária de primeira classe. A melhor cachaça da região.
A Prefeitura colocou uma banda recheada com mais de 15 metais circulando pelo centro histórico ornamentado com grandes bonecos. Trombones, pistões, saxofones, clarinetes e um trio na marcação do ritmo das antigas marchinhas. Todos profissionais e muita gente bonita e fantasiada seguindo atrás e cantando alegremente.
Já são dois carnavais que passo  longe do horror relatado pela Leila em seu blog:
“Triste avalanche de pessoas, andando de um lado para outro... muita bebida vendida por ambulantes, muito carro de som tocando funk até o amanhecer, muita pancadaria, muito tiro, mortes, som de ambulâncias dia e noite, engarrafamentos, destruição, sujeira, palcos montados para privilegiar alguns, estacionamentos explorados em espaço público, drogas em vários pontos sendo vendida a luz do dia, falta de luz, falta de água, falta de DIGNIDADE!!!!!”
“Em Muriqui, repetiu-se toda a desordem dos demais distritos, com pancadaria e invasão da cabine da Guarda Municipal, onde o quebra-quebra foi geral.
De Segunda para Terça, os tiros rolaram na orla. De tal maneira que as pessoas corriam feito loucas com crianças no colo, outros caindo e sendo pisoteados. Alguns buscavam abrigo nas portarias dos edifícios.
O mijódromo em frente ao palanque armado, bem em frente ao quiosque do secretário de turismo, fedia dia e noite... ali mesmo eram vendidas as drogas, as bebidas e o maldito funk rolava de tal forma a afastar qualquer possibilidade de caminhar por ali.”

O Diário do Vale, no entanto, publica um relato inteiramente diferente do que disse a Leila:
“O carnaval em Mangaratiba arrastou milhares de pessoas pelas ruas do município. Muita animação, e show de criatividade dos foliões marcaram a folia. O prefeito Evandro Capixaba (PSD), folião assumido, fez questão de aparecer na festa.
- Todo ano vou para as ruas curtir o carnaval na cidade e, mesmo sendo prefeito agora, não podia ficar de fora do melhor carnaval que a cidade já teve. Estamos revivendo os tempos áureos do município, resgatando o carnaval de rua e o que é melhor, tudo muito seguro e tranquilo. A população e os turistas estão de parabéns pelo comportamento que apresentaram - destacou o prefeito.
- A festa foi muito bonita, sem uma confusão sequer, tudo dando certo e principalmente a percepção das pessoas, de compreenderem o verdadeiro espírito do carnaval, que são as brincadeiras, diversão e confraternização entre todos - disse André Banana.

Thamires Pessoa destacou o clima de paz que encontrou na cidade.
- O carnaval foi muito família, não teve confusão, só animação. Não perdi nem um minuto dessa festa - disse a moradora de Muriqui.”

Em quem devemos acreditar? Na Leila que tem credibilidade e mora na orla de Muriqui ou na matéria paga publicada no Diário do Vale?
O vergonhoso jornalismo da Costa Verde que vende sua pauta para ludibriar seus leitores incautos me faz acreditar no relato da minha amiga Leila.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

NOVAMENTE A INVASÃO DE PRAIA

As críticas que venho fazendo aqui e toda a minha revolta contra o projeto turístico municipal, principalmente o famigerado “invasão de praia”, repercutiu na Câmara Municipal com um discurso veemente do vereador José Luiz do Posto. 
O vereador se referiu ao Projeto “Invasão de Praia”, realizado pela Prefeitura de Mangaratiba, como o Projeto “Agressão de Praia”, afirmando que foi enorme o ônus herdado pelo município com a sua desorganização.
Para José Luiz, a cidade não suporta ser invadida da forma como é em todo o Verão.
“Aqui se implantou o “Turismocídio”, pois um evento como este só serve para assassinar a temporada mais rentável para o comerciante local. O comércio estabelecido não aprova essa maneira desmedida de se comercializar o verão de Mangaratiba, feito sem responsabilidade, sem trazer quaisquer benefícios para a cidade”, afirmou o parlamentar.
Para José Luiz, os organismos de Segurança Pública deveriam entrar de cabeça neste circuito e, junto com isto, cabe ao Poder Público estabelecido amparar o cidadão local.
“Deus me livre, mas temo por uma tragédia de proporções inimagináveis por conta de um destes eventos”, previu o vereador Zé Luiz.
O parlamentar clamou pela união do Legislativo contra a realização de festas deste tipo, sem a organização necessária para sua realização, durante o período de verão.

“A cidade já fica cheia por suas belezas naturais e outras atrações tradicionais. Ela não precisa de atrações que apenas servem como pano de fundo para grupos promoverem a baderna em Mangaratiba”, sentenciou o Vereador.
Definindo sua posição neste quadro caótico, afirmou: “Minha posição pessoal não tem nada a ver com política. Não é oposição nem tampouco situação, é uma grita soberana de toda uma população ordeira, pelos valores de Mangaratiba”.
“A baderna tomou conta de pontos importantes da cidade e Mangaratiba foi entregue de mão beijada a turistas de oportunidade que não trazem benefício algum aos cofres municipais”, acrescentou José Luiz.
Acho que, como eu, toda a população ordeira de Mangaratiba está aplaudindo o vereador José Luiz do Posto em sua luta contra a desordem urbana do Município.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ENFIM, SETE...

Todos que me leem sabem da minha luta para corrigir o número errado da minha casa. Tudo começou em setembro/11 quando apelei para o Humberto.
Três meses depois, após algumas sarcásticas postagens, sem nada resolver e com a negativa da Sônia, apelei para o IBDDC em 8 de dezembro.
Quase dois meses após e cansado das promessas, decidi apelar para a Ouvidoria da Prefeitura em 3 do corrente mês.
A resposta foi imediata. Recebi telefonemas do Ouvidor – Júlio César – logo na segunda-feira dia 6. Conversamos e ele, sempre solícito, cortês e demonstrando ânimo firme na solução do problema, me afirmou que corrigiria o número errado.
Recebi, também, telefonemas do Patrick – assessor da Ouvidoria – a quem dei novos esclarecimentos. E como o mapa do local - eu o vi, é mais velho e deteriorado do que eu - existente no Setor de Cálculos da Secretaria de Obras me contradizia, ele, então, mandou um fiscal para verificar a numeração da rua em que somente a da minha casa estava errada.
Hoje, pela manhã, exatos seis dias úteis depois do meu contato pelo Fale Conosco no site da Prefeitura, o competente Ouvidor Júlio César me liga afirmando que o Evandro, reconhecendo o erro da Prefeitura anterior, deu a ordem para corrigir o número da minha casa.
Melhor ainda, mandou colocar o número que pedi: o místico número sete.
A Ouvidoria provou que funciona de fato. Provou sua habilidade e consideração no relacionamento com o contribuinte. Demonstrou o interesse e a vontade política no exercício correto de suas atribuições. Provou que a incompetência, a falta de consideração e respeito com o cidadão, a má vontade ou o desleixo de outros não são transgressões cometidas pelos que atuam na Ouvidoria.
Obrigado Júlio César, obrigado Patrick. Vocês foram dez. NOTA DEZ. Parabéns, vocês não possuem os vícios dos relapsos que parecem ter como objetivo denegrir a imagem da administração municipal.
Agora, só falta um documento da Prefeitura com a nova numeração para apresentar na Ampla e no Cartório. O Júlio César afirmou, e eu confio nele, que o terei logo após o carnaval.
Com o novo número, poderei ser encontrado facilmente pelos amigos, fornecedores e empresas com quem mantenho contato.
Obrigado Capixaba.
Peço-lhe que pretigie a Ouvidoria mandando colocar um link direto para ela no site da Prefeitura a fim de facilitar o contato de outros cidadãos. Aquele Fale Conosco apenas está escondendo o seu mais importante meio de comunicação com o povo de Mangaratiba.
E se você que me lê tem algo que dependa de uma ação da Prefeitura, faça como eu fiz. Escreva para a Ouvidoria.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

INVASÃO DE PRAIA

Não posso esquecer de agradecer em especial à população e aos turistas de Mangaratiba que estão tendo um comportamento exemplar” - disse o secretário de turismo sobre o evento que ele promoveu.
Eu não estava a fim de escrever sobre tal calamidade que reuniu meliantes daqui e de fora, a droga correndo solta e o bando aterrorizando os moradores de todos os distritos de Mangaratiba.
Acontece que morreram dois em Muriqui. Um, durante o evento, levou muita porrada e teve a garganta cortada por garrafa de cerveja quebrada na areia da praia. Outro que, para não apanhar, trancou-se num banheiro químico que foi derrubado e arrombado. Foi morrer segunda-feira no hospital.
Eu não vi nada disso, pois, como qualquer morador decente, nem cheguei perto. Fui informado por uma amiga que reside no local deste evento trágico e calamitoso. Ela contou apenas sete PMs para conter os constantes confrontos entre os delinqüentes e alguns GMs que nada representam em termos de segurança. Disse que imperou a desordem e a pancadaria. Que não dava para contar os menores em coma alcoólico.
E vem a prefeitura falar em comportamento exemplar.
Ela contou ainda que ao final do nefasto espetáculo, aí pelas duas da madrugada, a polícia se mandou e, imediatamente, começou a orgia de sexo, funk e drogas. Carros com a mala aberta e seus alto-falantes emitindo a pornofonia sonora acima de 100 decibéis até as cinco da manhã.
Ontem li que a nova invasão de praia que seria realizada no centro de Mangaratiba foi cancelada devido à greve das polícias civil e militar e dos bombeiros. E "que preocupada em garantir a segurança da população e a tranquilidade dos moradores da cidade, o governo municipal declarou que o evento não poderá prosseguir sem o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública, pois se trata de evento que reúne centenas de pessoas".
É muita hipocrisia, uma impostura. Coisa de fariseus a manifestação de um sentimento louvável que não se tem.
Sobre o carnaval, a prefeitura de Mangaratiba irá aguardar nos próximos dias o desfecho da greve para se pronunciar – completa a notícia.
Isso, o cancelamento do carnaval, eu gostaria de ver, mas estarei em Paraty.
Faz-me lembrar quando o carnaval foi transferido para abril, em 1912, quando o Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos Júnior) faleceu às vésperas da grande festa, em 10 de fevereiro - faz cem anos - causando consternação geral.
Neste ano, adivinhe: houve dois carnavais.

N.L.: ontem foi outro horror em Muriqui: a partir das 22 horas, do quiosque do Amaral até depois do quiosque do Vitinho, foi aquela orgia de funk, drogas, sexo e muita, mas muita pancadaria mesmo. Ambulância levando feridos. Tiros, tiros e mais tiros.
Infelizmente, ninguém morreu.
A PM, chamada por diversas vezes, não compareceu ao local.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

MANGARATIBA x ITAGUAÍ

Em todo o país, apenas 14,7% dos alunos que cursam o 9º ano do ensino fundamental possuem o aprendizado adequado em matemática e somente 26,2% sabem o que é esperado em português. Entre os que cursam o 5º ano, são 32,5% em português e 34,2%, em matemática.
Os dados de 2009 apresentados nesta semana pelo Movimento Todos Pela Educação são medidos pela Prova Brasil, aplicada a estudantes pelo Ministério da Educação a cada dois anos.
Uma novidade divulgada este ano foi a estatística por município quanto ao aprendizado adequado nas 5ª. e 9ª. séries com base na Prova Brasil de 2009.
Em Mangaratiba, os alunos da 5ª. série saíram-se melhor em português – acima da média nacional - e mal em matemática, bem abaixo da média nacional.

Alunos da 5ª. série  de Mangaratiba com aprendizado adequado em português:
- em 2007...... 31.5%
- em 2009...... 33.6%
Houve uma melhora, mas a meta para 2009 era de 43.1%. A meta para 2011 é de 48.3%.
Alunos da 5ª. série de Mangaratiba com aprendizado adequado em matemática:
- em 2007.... 20.2%
- em 2009.... 26.1%
Houve uma significativa melhora, ficando acima da meta de 25.9% prevista para 2009. A meta para 2011 é de 32.2%.
Os alunos de Mangaratiba que cursavam a 9ª. série com aprendizado adequado em português já superaram a meta de 2011 que era de 28.3%:
- em 2007...... 20.8%
- em 2009...... 34.1%
A meta para 2009 era de 21.1%. Em matemática, os alunos da 9ª. série em Mangaratiba também obtiveram sucesso, dobrando o percentual de alunos com aprendizado adequado em matemática:
- em 2007......   7.8%
- em 2009...... 16.2%
Ficou um pouquinho abaixo da meta de 16.5% e se continuar assim atingirá a meta de 23.7% em 2011.
Apesar desses dados animadores, os alunos da 5ª. série de Mangaratiba ocupam apenas o 2247º (em português) e o 2797º (em matemática) lugares entre todos os municípios brasileiros.
Melhores colocações obtiveram os alunos da 9ª. série: 720º (em português) e 1271º (em matemática).
Quem se achar angustiado com tais posições pode se consolar com as colocações de nosso vizinho que, à época, tinha a deputada como Secretária Municipal de Educação.
Colocação dos alunos de Itaguaí com aprendizado adequado em relação a todos os municípios brasileiros:
- alunos de português na 5ª. série.........2812º lugar
- alunos de matemática na 5ª. série......3283º lugar
- alunos de português na 9ª. série........ 2349º lugar
- alunos de matemática na 9ª. série......3217º lugar

GANGA-ZUMBA

Filho da Princesa Aqualtune, reinou durante décadas, levando Palmares ao apogeu e a ser reconhecido como nação pela Coroa Portuguesa. Assinou um pacto em 1678, com o governador da Capitania de Pernambuco. Foi traído e assassinado no mocambo Cucaú por um seguidor de Zumbi.
A história comete uma grande injustiça quando conta a saga do Quilombo dos Palmares. Nela, Zumbi aparece como o grande e único personagem na luta contra o governo escravocrata. A verdade é que Palmares atingiu o apogeu graças a Ganga-Zumba, o grande estadista do quilombo.
Ganga-Zumba foi o primeiro grande chefe conhecido do Quilombo de Palmares. Era tio de Zumbi e celebrizou-se por ter assinado um tratado de paz com o governo de Pernambuco.
Em 1677, sob sua chefia, Palmares travou dura guerra contra a expedição portuguesa de Fernão Carrilho.

Nesta batalha, as tropas da coroa fizeram 47 prisioneiros, entre os quais dois filhos de Ganga-Zumba - Zambi e Acaiene - netos e sobrinhos. Um de seus filhos, Toculo, foi morto na luta. O próprio Ganga-Zumba foi ferido por uma flecha mas escapou.
Em 1678, o governador Pedro de Almeida fez a primeira proposta de paz a Ganga-Zumba, oferecendo ''união, bom tratamento e terras'', além de prometer devolver ''as mulheres e filhos'' de negros que estivessem em seu poder.

O  oficial enviado a Palmares para levar a proposta retornou a Recife, à frente de um grupo de 15 palmarinos, entre os quais se encontravam três filhos de Ganga-Zumba.
Em troca da paz, os palmarinos pediam liberdade para os nascidos em Palmares, permissão para estabelecer ''comércio e trato'' com os moradores da região e um lugar onde pudessem viver ''sujeitos às disposições'' da autoridade da capitania. Prometiam entregar os escravos que dali em diante fugissem e fossem para Palmares.

Em novembro, Ganga-Zumba foi a Recife assinar o acordo. Recebido com honrarias pelo governador, é cedida a ele e seus partidários a região de Cucaú.
Parte dos palmarinos, liderados por Zumbi, contrários ao acordo de paz, recusaram-se a deixar Palmares.

Para historiadores, Zumbi ofuscou Ganga-Zumba. Novas interpretações da história do Quilombo dos Palmares são apresentadas em alguns dos ensaios do livro ''História do Quilombo no Brasil'', lançado pela Companhia das Letras.
Trata-se de uma coletânea de 17 textos sobre quilombos brasileiros, de autores nacionais e estrangeiros, incluindo os organizadores João José Reis, professor de história da Universidade Federal da Bahia, e Flávio dos Santos Gomes, professor da Universidade Federal do Pará.
Os organizadores acham que ''é preciso rever Palmares à luz de novas perspectivas'' e que os documentos já descobertos são suficientes para se escrever a história do quilombo.
Os autores são da opinião de que é preciso rever o papel histórico de Ganga-Zumba e o tratado de paz por ele proposto aos portugueses, muito semelhante aos acordos celebrados entre escravos negros de outros países da América que conseguiram liberdade na mesma época.
''Ganga-Zumba é diminuído em função de uma historiografia do heroísmo'', afirma João José Reis, referindo-se ao fato de ter sido necessária a criação do herói Zumbi. Já Flávio Gomes é da opinião de que ''as pesquisas que existem hoje sobre Palmares são limitadas na perspectiva de análise e não nas informações''.
O professor João José Reis afirma:
Quero dizer que, é claro, todo herói tem que ser superdimensionado, ou não seria herói. Então, Zumbi não foge ao modelo. Mas nós não sabemos se, caso ele tivesse seguido a mesma estratégia conciliatória, Palmares teria sobrevivido.
O que Ganga-Zumba tentou foi feito em outros lugares da América e deu certo, no sentido de que grupos de quilombolas conseguiram a liberdade e sobrevivem até hoje com sua identidade própria.
É o caso dos Saramacas no Suriname. O conteúdo desses tratados é muito semelhante ao tratado do Ganga-Zumba, que já falava em concessões de terra, permissões de comércio etc.”

A história comete uma injustiça quando conta a saga do Quilombo dos Palmares.
Nela, Zumbi aparece como o grande e único personagem na luta contra o governo escravocrata. A verdade é que Palmares só atingiu o apogeu graças a Ganga-Zumba, o grande estadista do quilombo.
Pouco se sabe dele. Era um negro africano alto e forte que chegou a Palmares por volta de 1630. Nesta época, Palmares era formado por povoados, os mocambos (mukambo é esconderijo no dialeto banto). Ganga-Zumba sabia que um quilombo unido dificilmente seria vencido e procurou os líderes locais.
Reuniu os onze maiores mocambos em uma confederação e foi eleito comandante geral. E assim, iniciou-se o período mais próspero e feliz da existência de Palmares.
Porém, para tentar acabar com as tentativas de invasão que não cessavam e que obrigavam os habitantes de Palmares a viverem sempre na expectativa de uma guerra, Ganga-Zumba decidiu negociar uma paz duradoura com os brancos.

N.L.: lambido de fontes diversas

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ZUMBI

Ganga-Zumba, tio de Zumbi, o primeiro líder do Quilombo dos Palmares, descendia de imbangalas, os senhores da guerra da África Centro-Ocidental. Lá, nos ataques a comunidades vizinhas, recrutavam garotos para transformá-los em guerreiros e adultos para trocá-los por ferramentas e armas com os europeus. As mulheres seqüestradas ficavam com os guerreiros como esposas. Outras práticas incluíam a morte de escravos antes das batalhas, canibalismo e infanticídio.
Estima-se que três quartos dos l,7 milhão de escravos entregues pelos negros africanos nas praias para os portugueses vieram da África Centro-Ocidental. Muitos guerreiros também acabavam sendo escravizados e foi assim, provavelmente, que os pais ou avós de Zumbi chegaram ao Brasil.
O Quilombo dos Palmares (atual União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável, um reino formado por escravos que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ocupava uma área quase do tamanho de Portugal e situava-se no interior da Bahia, onde hoje é o estado de Alagoas. Sua população alcançava cerca de trinta mil pessoas.
Segundo relato do capitão holandês João Blaer ,que lutou contra o quilombo em 1645, todos os quilombolas eram “...obedientes a um que se chamava Ganga-Zumba, o rei e senhor de todos; tem palácio, casas de sua família, é assistido por guardas e oficiais; é tratado com todos os respeitos de rei e com todas as honras de senhor; os que chegam a sua presença ajoelham-se e batem palmas em sinal de reconhecimento; chamam-no majestade e obedecem-no com admiração.”.
Em 1678, Ganga-Zumba aceitou um tratado de paz oferecido pelo governador de Pernambuco. Ganga-Zona, irmão de Ganga-Zumba, participou do acordo e mudou-se com Ganga-Zumba e parte da comunidade para a região de Cacaú.
O acordo de paz foi desafiado por Zumbi, um dos sobrinhos de Ganga-Zumba, que se revoltou contra ele. Ganga-Zumba foi, então, envenenado por um seguidor de Zumbi.
Em 1680, Zumbi assumiu o lugar de Ganga Zumba, revelou-se grande guerreiro e organizador militar, passando a comandar a resistência contra as tropas portuguesas.
Zumbi tinha escravos. Ele mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para trabalhos forçados no Quilombo dos Palmares. Também seqüestrava mulheres e executava aqueles que queriam fugir do quilombo.
A escolha em viver no quilombo era um caminho sem volta. “Quando alguns fugiam, Zumbi mandava guerreiros em seu encalço e, uma vez pegados, eram mortos” – afirma o capitão João Blaer.
Deve-se à historiografia marxista o fato de Zumbi ser muito mais importante atualmente do que Ganga-Zumba. O primeiro ficou para a história como herói da resistência, enquanto Ganga-Zumba, que resistiu por mais que o dobro do tempo de Zumbi, faz o papel de traidor da causa devido ao acordo de paz que fez com os portugueses.
Acordos entre comunidades negras e europeus eram comuns na Amérca Latina e nem sempre os quilombolas cumpriam a promessa de liberar os escravos sequestrados.
No Suriname, o quilombo dos samaracás respeitou o acordo com os holandeses e conseguiu manter o povoado protegido dos ataques. Tem hoje 55.000 habitantes.
Renegando o acordo de Ganga-Zumba com o governador, Zumbi pode ter agido contra o próprio quilombo provocando a sua destruição, a sua morte e a de milhares de quilombolas.
Decidi fazer essa postagem porque estranhei a foto da inauguração do busto de Zumbi, em Conceição de Jacareí (acima). O único negro à frente da solenidade é o próprio homenageado.
 
Fonte: “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, livro escrito por Leandro Marloch fundamentado em diversas outras fontes.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

ARRIVEDERCI, GOOD-BYE, AUREVOIR

Hei de esquecer o passado,
Do escuro que lá deixei...
Só me lembrar do futuro
Dourado que imaginei...
Os sonhos que foram meus
Tu recusaste sonhar.
Vai, se é por falta de adeus:
Arrivederci, good-bye, aurevoir.
O teu amor foi mistério,
Não foi jogo sério,
Um eterno suspense.
Teu coração tão covarde,
Na realidade, não convence
Nem vai te dar a metade
Do bem que eu te quis.
Pra te falar a verdade, só ele te faz infeliz.
O teu amor foi piada, eu caí na cilada,
Não tem solução.
Nosso amor deu em nada,
Foi conto de fada, apostei na ilusão.
Eu perdi a parada e aprendi a lição