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terça-feira, 9 de julho de 2013

O PLEBISCITO DA VEJA


Com o intuito exclusivo de menosprezar a voz das ruas e desmoralizar a necessária reforma política, a nefasta publicação que forma leitores tão infames quanto ela mesma, preparou algumas perguntas para um suposto plebiscito.
Das dez perguntas sugeridas, inclusive uma na capa desta semana, escolhi as duas seguintes:
1. Você concorda que quem recebe dinheiro do governo federal poderia ter o direito de se declarar impedido de votar por óbvio conflito de interesses?
Está na cara que a Veja, em seu furor pútrido contra o plebiscito, quer impedir de votar os beneficiários do Bolsa Família. Acha que eles votarão na Dilma por óbvio interesse em continuar recebendo a ajuda oficial. Está na cara, também, que a Veja quer eleger o adversário – certamente o José Serra - para acabar com o programa social de distribuição de renda.
2. Os brasileiros trabalham cinco meses do ano só para pagar impostos e agora o governo quer que paguemos também todas as campanhas eleitorais dos políticos? Você concorda?
Aqui, Veja começa influenciando o seu ingênuo leitor com uma afirmação que inspira dúvidas: cinco meses de trabalho somente para pagar impostos. Que matemática é esta? Como chegaram a este cálculo? Eu, por exemplo, não trabalho nem um dia sequer para pagar impostos. E, assim como eu, outros milhões de aposentados, vagabundos e empresários corruptos e sonegadores. Agora, imagine o pobre coitado que ganha um salário mínimo mensal tendo que entregar cinco salários ao fisco.
Aí, após a manipulação dos inocentes úteis, Veja pergunta se o leitor concorda em pagar também pelas campanhas eleitorais dos políticos. Isto porque nem a Veja, nem os políticos profissionais, nem os empresários corruptos e, muito menos, os corruptores querem o financiamento público das campanhas.
O financiamento público vai proporcionar oportunidades iguais para todos. As doações milionárias serão proibidas e vai fazer com que todos tenham o mesmo gasto nas campanhas eleitorais. Os grandes empresários sonegadores, os bancos, a construção civil, o agronegócio, etc, não poderão investir na eleição de seus preferidos para depois cobrar verbas públicas que vão compensar o investimento.
O financiamento público das campanhas eleitorais será uma das grandes armas na luta sangrenta contra os corruptos e, principalmente, contra os corruptores.
A Veja não quer que isto aconteça.

4 comentários:

Nina mangaratiba disse...

Lacerda, eu havia lido uma explanação a respeito dessa questão, uma sugestão de pergunta sobre as campanhas receberem dinheiro do capital público, misto ou do privado. Não lembro em qual site foi, mas durante a explicação percebia-se claramente a indução às pessoas em escolherem o privado. Não concordei muito. Agora, lendo a sua postagem, todas as minhas dúvidas se dissiparam. Perfeita a sua colocação.

LACERDA disse...

Nina,
Fico feliz, atingi o meu objetivo. Há tempos que eu venho falando sobre a reforma política e o financiamento público das campanhas eleitorais.
É algo que não interessa aos corruptos e corruptores. Quanto ao plebiscito, não importa se não valer para 2014, vai valer para 2016 e 2018. O importante é que a questão foi levantada e estamos vendo quem é quem na política brasileira.

Anônimo disse...

E,mesmo assim,muitos idiotas vão continuar a fingir que não sabem
quem são os "verdadeiros" corruptos
e corruptores.E terem como alvo o ex-
presidente Lula e a presidente Dilma.

Anônimo disse...

Ah!E o PT,é claro.