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sexta-feira, 14 de junho de 2013

RISCO DE MORTE

Aqui, diante do computador, bem alimentado e feliz da vida, imaginando o que vou escrever e buscando palavras para teclar neste meu amigo de tantos anos que me fez não mais saber escrever a mão, eu corro risco de morte.
Posso, a qualquer momento, ter uma parada cardíaca ou um AVC, assim como você que vai me dar a honra de ler estas mal traçadas linhas.
Neste momento, não estou colocando a minha vida em risco montado numa motocicleta, viajando de avião, entrando num hospital ou passeando pelo muriqui dos terroristas. E não sou policial, portanto, agora, não corro risco de vida.
Quem defende a expressão risco de morte diz que somente um morto pode correr o risco de vida, isto é, o risco de ressuscitar. Babaquice pura.
Estou escrevendo isto porque não engulo o tal modismo linguístico e não gosto de ouvir repórteres de TV falar que o acidentado não mais corre risco de morte. Claro que corre. Todos corremos risco de morte em todos os momentos.
Risco de vida corre quem coloca a vida em risco.
Até a ABL, a última palavra sobre questões da língua portuguesa, já se posicionou e acendeu uma vela a Deus e outra ao diabo: ficou a favor da expressão “risco de vida”, mas aceita também como correta a expressão “risco de morte”.
Então, por que preferem falar em risco de morte? Pra mim, dependendo do contexto, está errado na maioria dos casos.
Além do mais, risco de vida, uma expressão consagrada através dos tempos que parece plena de heroísmo, é muito mais bonito de escrever e falar.

2 comentários:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Pior d que o risco de morte, ao qual todos estamos sujeitos, penso que seria o risco de alguém vegetar e não viver.

Leila Castro disse...

Também gosto mais do risco de vida.
Risco de morte é bem como vc escreveu... ficar no meio da BR 101..