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domingo, 19 de setembro de 2010

NOVAS DENÚNCIAS "VAZIAS"

A Veja, em mais uma vergonhosa e inverossímel denúncia, diz que Vinicius de Oliveira Castro, sócio do filho da ex-ministra Erenice, se surpreendeu ao encontrar 200 000 reais na gaveta de sua mesa de trabalho.
“Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?”, declarou aquele que foi o primeiro a se demitir ao sentir os primeiros pingos de chuva, sabendo que viria uma tempestade a seguir.
“É o “pp” do Tamiflu, é a sua conta. Chegou pra todo mundo” – respondeu um colega que a revista não cita o nome.
Diz ainda a revista que outros três funcionários da Casa Civil receberam os pacotes de 200 mil reais.
“Foi um dinheiro para o palácio. Lá tem muito negócio, é uma coisa” afirmou Vinícius, informando ao tio - Marco Antônio Marques Oliveira, funcionário de carreira da Infraero, ex-diretor do Correios e autor da denúncia – que não precisou fazer nada para ganhar 200 mil reais.
Durante a CPI do “caos aéreo”, no Senado, o relator senador Demóstenes Torres assim se referiu ao atual denunciante da Veja: "Eu acho que o ex-presidente da Infraero era um homem decente. Trocar o presidente e manter a diretoria podre, não adianta. A Eleuza e o Marco Antonio são ligados ao crime organizado". Leia na Folha de São Paulo aqui .
Voltemos à denúncia. Não, não foram 200 reais que surgiram do nada na gaveta que o cara deixava aberta para qualquer um mexer em seus documentos de trabalho: foram 200 mil, um quinto de milhão como preferem dizer os americanos. E outros três também receberam sem precisar fazer nada.
O que poderiam mesmo fazer quatro fantoches em um negócio entre a Roche – a única fabricante do Tamiflu, o único medicamento contra a gripe suina – e o Ministério da Saúde? Nada. O que poderiam fazer se nem licitação pôde haver?
Absolutamente nada se ainda considerarmos que a Roche vendeu o antiviral por um preço 76,7% mais baixo que o preço de mercado do produto.
Nada disso importa para a Veja, o que importa é a denúncia que atinja a futura presidenta. Se verossímel ou não, se é feita por um meliante, por um delinquente ou por quem está ligado ao crime organizado, tanto faz.
Agora, vejam só esta nota da Veja Online: “Além de confirmar o que dissera anteriormente, Bacarat aceitou ser fotografado e afirmou que está vivendo no interior de São Paulo por medo de retaliações e que teme por sua vida.”
Pò! E o cara aceita ser fotografado! Está ameaçado de morte e se deixa fotografar para a Veja publicar online.
Não leia a Veja. Se ler, não acredite. Se acreditar, relinche.

P.S.: Em nota, o laboratório Roche afirmou que "todos os processos de compra e venda do Oseltamivir (Tamiflu) ao Ministério da Saúde foram conduzidos de forma direta e nunca houve a participação de nenhum intermediário".

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