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quinta-feira, 6 de maio de 2010

EXPERIÊNCIA DE GOVERNO

Nos últimos cinquenta anos, foram eleitos quatro presidentes da república pelo voto direto e um por eleição indireta.
Jânio Quadros foi o primeiro eleito pelo voto direto e tinha grande experiência de governo adquirida como governador de São Paulo. Após oito meses na presidência, renunciou, entregando-a aos generais que implantaram uma ditadura que levou o país ao terrorismo, à tortura, ao FMI e à inflação anual de 230%.
Depois, veio José Sarney, vice-presidente pelo voto indireto que assumiu com a morte de Tancredo Neves. Também tinha experiência de Governo. Adquiriu-a como governador do Maranhão. Em seu mandato, a inflação anual chegou a 2.751% e veio a moratória, abrindo caminho para a eleição do presidente seguinte.
Fernando Collor, o segundo eleito por voto direto, se aproveitou da hiperinflação e da corrupção que imperava para convencer o eleitor de que seria a solução para o país. Também tinha experiência de governo. Foi governador de Alagoas. Durou pouco como presidente, sofreu processo de impeachment. Assumindo, então, o seu vice-presidente Itamar Franco que tinha como experiência de governo apenas o fato de ter sido prefeito de Juiz de Fora. Com essa frugal experiência lançou o Plano Real que controlou a inflação.
O terceiro presidente eleito pelo voto direto – Fernando Henrique Cardoso - não tinha absolutamente nenhuma experiência de governo. Jamais tinha sido governador nem prefeito. Foi apenas Ministro das Relações Exteriores – durante um ano – e Ministro da Fazenda – durante oito meses - no Governo Itamar Franco. Sem qualquer experiência, FHC fez um bom governo e conseguiu reeleger-se. Saiu do segundo mandato inteiramente desprestigiado, mas foi considerado o melhor governo do país até que surgiu o presidente seguinte.
Lula, o quarto presidente eleito pelo voto direto, além de não ter a mínima experiência de governo nem de ministérios, não possuía a formação nem o saber intelectual de seu antecessor. Está fazendo o melhor governo que já tivemos e vai deixá-lo absolutamente prestigiado por uma aprovação superior a 90% entre os brasileiros e de 100% no resto do mundo.
Portanto, experiência de governo não significa absolutamente nada na determinação da competência administrativa de alguém que almeja a presidência da república.

4 comentários:

leila castro disse...

Amei! Queria expor tudo isto, mas me faltou "experiência" de cultura e vivência.

Marcia Maralhas... Superando... disse...

Você é meu mestre!!!! E a Leila também!

LACERDA disse...

Assim eu fico muito pretensioso...
Vou passar uma semana comendo feijão com bucho. Não entenderam?
Então, leia minha postagem INDEPENDÊNCIA OU SORTE de 7 de setembro de 2008.

Marcia Maralhas... Superando... disse...

Observe sua narração: Lembro-me do tempo em que usava tamanco. A roupa era costurada pela minha mãe. Feita com retalhos da Fábrica Bangu. Bebia água da moringa, não tinha geladeira. O fogão lá de casa era a carvão, e, também, o ferro de passar roupa. Dormia na esteira feita de junco. Comia em prato de alumínio. Bebia na caneca. Tomava banho com sabão português.
Colhia cará (vai lá no Aurélio) nas cercas vivas para ensopar com bofe. Catava caruru (vai lá de novo) no mato para variar o cardápio de sempre: arroz e feijão com bucho ou carne-seca. Sim, carne-seca era comida de pobre. Feijão com bucho eu como até hoje. Se me sinto muito pretensioso, peço a minha mulher para cozinhar o bucho no feijão e só como isso a semana inteira. E lembro daquele tempo. É um prazeroso castigo."...
E eu te digo: A vida é uma grande escola, onde, quando somos espertos ou sábios, aprendemos e muito com as dificuldades... Você soube aproveitar bem as dificuldades da infância e torná-las mola mestra para seu crescimento... Hoje chamos isso de: RESILIÊNCIA! Vc é ou não é um mestre????