Aos trancos e barrancos como
em toda Copa. Fomos tetracampeões numa disputa de pênaltis. E daí que agora
passamos às quartas da mesma forma. Aquela seleção também não
tinha meio de campo. Não tinha um Gerson nem um Didi, mas tinha Bebeto e
Romário. Também já fomos
desclassificados porque o Zico jogou nas mãos do goleiro adversário numa outra disputa de pênaltis.
E esta seleção até que tinha meio de campo e ainda tinha Zico e Careca. Agora, temos Neymar mas não
temos meio de campo. Mas, também, temos Fred que não Fred nem cheira. Isto é,
jogamos sempre com dez. A Globo mostrou que em três partidas o “goleador” tocou
na bola durante apenas 37, pasmem, segundos.
Assim não dá, enquanto o Hulk
fica se sacrificando jogando nas pontas, fora de sua posição. Hulk é um
goleador na Rússia, jogando no centro do ataque. A teimosia do Felipão deu certo com o Júlio
César que se redimiu e se consagrou merecidamente perante o mundo. Mas com o Fred jamais dará. É causa perdida. Por que o Felipão não faz logo um bom negócio como diz a propaganda? Passa o Fred adiante ou joga no lixo. Não temos mais um grande
jogador no meio de campo. Lá se foi o tempo de Gerson e Didi. É tempo agora de
Oscar, de William. Por que não juntar os dois pra tentar fazer um organizador
de jogadas? Sei que os dois não darão meio Gerson, nem meio Didi, mas, talvez,
melhorem um pouco aquele meio de campo sem talento para criar. E por que não tirar o Fred e colocar o Hulk
de centro-avante, e, assim, voltar a jogar com onze? Mesmo sem esse esquema, outro
sistema, todo problema,gente vai
levando esse lema: Brasil hexacampeão. E que seja nos pênaltis, não importa.
E a Dilma, heim? Não tinha comprado os juízes? Deixou escapar aquele inglês que anulou o gol do Hulk e não marcou aquele pênalti no próprio?
Argentina, Brasil, Chile,
Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, México e Uruguai foram classificados e
vão disputar as oitavas de final. Parece até uma Copa América. Somente Honduras
e Equador foram eliminados (20%). Dos 13 europeus, restaram
classificados apenas Alemanha, Bélgica, França, Grécia, Holanda e Suíça. Mais
de 53% foram eliminados. Este fato confirma em grande
parte o que escrevi aqui sobre o futebol europeu. Na Europa é praticado o
melhor do mundo, mas suas seleções somente com os nativos em seus países – sem
os sulamericanos – não são lá essas coisas. Dos outros nove que vieram da
Ásia, África e Oceania, classificaram-se Argélia e Nigéria. Vencendo o Chile amanhã, o
Brasil enfrentará Colômbia ou Uruguai nas quartas. Qualquer um serve, o pior
vem depois: Alemanha ou França na semi-final. Dureza também terá a
Argentina. Se vencer a Suíça, poderá enfrentar a Bélgica nas quartas e, depois,
na semi-final, a Holanda, a melhor seleção desta Copa. Torço para que Brasil e
Argentina cheguem à final. Uma final de Copa América.
Leio nos jornais
que a corrupção, o terrorismo e o calor podem obrigar a FIFA a trocar a sede da
Copa do Mundo de 2022. “A FIFA escolheu o Catar como sede da Copa
do Mundo de 2022. O país até já planejou gastar 100 bilhões
de dólares (sim, bilhões) com o evento. Mas as chances da Copa mudar de casa
aumentam a cada dia. Críticas sobre o calor excessivo e as
péssimas condições de trabalho dos operários locais já eram feitas desde 2013.
Até a preocupação com ataques terroristas fora pontuada. Mas a FIFA ignorava qualquer alerta. Agora, com denúncias crescentes - e cada
vez mais contundentes - de que os votos dos membros da FIFA na votação pela
escolha da sede foram comprados, a entidade ficou em uma situação bem mais
delicada. A FIFA pode contornar a pressão a respeito
do calor, mas um escândalo de corrupção é forte o bastante para pressionar
Joseph Blatter. Se a sede for realmente trocada, será um
fato raro. A última vez em que isso ocorreu foi em 1986, quando o México
organizou às pressas a Copa depois da Colômbia desistir do evento.” Tenho uma sugestão para a
FIFA; por que não repetir a Copa no Brasil? Temos os estádios todos
prontos, acomodações cinco estrelas para todas as delegações, o caos aéreo e o apagão não serão mais previstos, os aeroportos
funcionarão de novo perfeitamente, a mobilidade urbana será novamente muito elogiada
pelos turistas que serão recebidos com educação e alegria pelo povo e pela rede
hoteleira, comportamento nota dez nos estádios e nas ruas, até a comunicação pela internet
será elogiada pelos correspondentes estrangeiros como foi agora. As manifestações
vira-latas estarão outra vez reduzidas a sua insignificância e a imprensa não
mais fará suas profecias apocalípticas, pois o país já demonstrou sua competência
para realizar a Copa 2014. Será uma Copa ainda mais fantástica que a atual, pois teremos na presidência um amante do futebol - Lula, é claro!
- após ter recebido a faixa de Dilma Rousseff em 2018. Será a Copa da Copa das Copas.
N.L.: nos comentários, o Rodrigo me
lembra que 1922 será o ano do bicentenário da independência. Nada melhor do que
uma nova Copa do Mundo para comemorar. Será uma outra grande festa brasileira.
Foi a maior
goleada desta Copa. Maravilhoso o placar, mas poderia ter sido de dez a zero se
não fosse o gol contra do ministro Celso de Melo. Foi puro bom-mocismo do velhinho para que a derrota e a humilhação do infleliz não fosse ainda mais acaçapante. O bom velhinho concordou com toda a argumentação de seus pares mas votou contra. Jogando apenas
com dez, já que o porra-louca covardemente abandonou a partida, o STF
restabeleceu o estado de direito e decidiu que José Dirceu tem direito ao trabalho externo, em razão de
ter sido condenado em regime semi-aberto. A corte ainda concedeu
ao relator Luiz Fernando Barroso a decisão sobre os pedidos de trabalho dos
demais condenados em regime semi-aberto: Delúbio Soares, João Paulo Cunha e
outros. Até o Gilmar “Dantas”
assinalou um gol. Foi uma aula de
direito e uma aviltante derrota para o verdugo que, desrespeitando a Lei, perseguiu de forma odiosa e condenável os condenados em regime semi-aberto. Foi também uma esmagadora vitória do direito contra
a infame tirania daquele que vai entrar agora para o lixo da história.
Agora que o Brasil passou da
primeira fase e sabe que vai enfrentar o Chile, meu adversário favorito; agora
que toda a imprensa mundial, inclusive a brasileira, reconhece o formidável
sucesso da Copa; agora que todos falam bem e escrevem sobre o que a Copa traz
de bom para o país; agora que nem o Ronaldo se envergonha mais da Copa; eu, que
até aqui vi todas as partidas, e sempre acreditei em nossa capacidade para
realizar a Copa, quero escrever sobre o que vi de pior.
Se houve coisas piores, eu não vi: - o Ronaldo, envergonhado,
comentando os jogos na Globo; - o Galvão Bueno trepado num caixote pra ficar do tamanho do Casagrande; - o VTNC da elite paulistana; - os poucos vira-latas que
ainda combatem a Copa em vez de começar a combater a Olimpíadas; - as horríveis tatuagens em
quase todos os braços; - os penteados ridículos de
alguns – Pranjic, nº 3 da Croácia, e Serey, nº 20 da C. Marfim, foram os piores
- e penteados alegóricos de outros como Ekotto, nº 2 de Camarões; - o juiz e um dos
bandeirinhas da partida entre México e Camarões que anularam dois gols
legítimos do México; - o zero a zero entre Nigéria
e Irã, única partida ruim; - o nome do camisa 23 do Irã:
Mherdad; - a derrota da Espanha para a
Holanda; - a derrota do Uruguai para a
Costa Rica; - a grotesca barba russa e o
cabelo do Raul Meireles, meio-campo de Portugal; - o frango que o goleiro
russo engoliu no jogo com a Coréia; - o anúncio da havaianas com
o Romário, aquele do pé direito; - o anúncio da Febrae com os
três técnicos; - o melancólico anúncio da
Nike com a voz do Senna; - o chileno Aranguiz, no
segundo tempo contra a Espanha, com a camisa nº 20 e o calção nº 19; - a defesa da Espanha pior
que a do Fluminense; - a eliminação dos campeões
do mundo logo na primeira fase; - a baderna dos chilenos sem
ingresso invadindo o Maracanã; - os dois camaroneses se
agredindo durante a partida contra a Croácia; - Globo e Folha publicando
entrevista com o fake do Felipão crendo que era o próprio; - a suruba eleitoral do PSB
com o PT no Rio de Janeiro, como bem definiu o Sirkis, e com o PSDB em São
Paulo, deixando-me novamente sem candidato a senador; - o funeral da nova política
da Osmarina logo na primeira fase. Coitadinha, não sabe onde se meteu. Nem os
decepcionados militantes que ingenuamente acreditaram. O Fred entraria nesta relação, mas hoje ganhou uma sobrevida.
O maior
legado da Copa será o resgate do orgulho brasileiro e da bela imagem internacional do Brasil. E será também mais uma prova de que a
imprensa não é mais capaz de transfigurar a realidade brasileira.
Após a
ultrajante campanha contra a Copa, a Folha, por
exemplo, agora reflete o que afirma a imprensa internacional: a Copa é um
estrondoso sucesso. O
fim do mundo que fora anunciado por quase seis meses não aguentou três dias,
diz a Folha como se não tivesse nada com isto e que participou assiduamente da sórdida campanha.
Somente resta à imprensa cínica, mercenária, demagógica e corruptainiciar uma outra fracassada campanha: não
vai haver Olimpíadas. O êxito da Olimpíadas será um novo fracasso dos vira-latas. Aos fracassados, Fracasso, este grande sucesso de Mário Lago.
“Prenúncio de que Copa seria o
'fim do mundo' não aguentou 3 dias Do início do ano até a abertura da Copa do Mundo, a imagem do
Brasil foi alvo de um ataque de histeria na mídia ocidental. Na capa da revista alemã "Der Spiegel", com o enunciado
"Morte e jogos - O Brasil antes da Copa do Mundo", uma bola em chamas
caía como meteoro sobre o país. Os tabloides ingleses avisavam que torcedores arriscariam suas
vidas se viajassem ao Brasil, e que Londres já havia sido consultada para
sediar os Jogos Olímpicos de 2016 no lugar do Rio. O correspondente do "New York Times", Simon Romero,
anunciava na primeira página que as obras atrasadas e mortais dos estádios
simbolizavam o fim das "grandes ambições" do Brasil. Iniciada a Copa, porém, o fim do mundo que fora anunciado por
quase seis meses não aguentou três dias. No sábado (14), a maior e mais independente agência de notícias,
Reuters, informou que os torcedores estrangeiros estavam felizes de encontrar
tudo de pé e que os protestos eram pequenos. Desde antes, na verdade, celebridades e jornalistas vinham
tuitando a estranheza por não encontrar o caos imaginado ao chegar ao país. A qualidade crescente dos jogos pesou na mudança de humor, assim
como os xingamentos à presidente. A inglesa "Economist" creditou a grosseria aos
"paulistanos endinheirados" e afirmou que eles não representavam
ameaça à reeleição. Análises posteriores disseram que podiam até ajudar. A mistura de gols com infraestrutura abafou o pouco que havia de
protesto, que passou a ter dificuldade para ser ouvido —como observavam os
próprios veículos que não os ouviam. As manifestações que ocorreram no início resultaram em breves
críticas à repressão policial, por ter ferido jornalistas estrangeiros. Ao fim da primeira semana de jogos, vieram os balanços e o
veredicto do correspondente de "NYT", Sam Borden, de que as
"previsões de dia do juízo final dão lugar a soluços menores". Estádios que não ficariam prontos "nunca" já tinham
recebido jogos e seus problemas não passavam de fios visíveis ou grama pintada. Os tabloides londrinos, que antes alertavam para a violência no
Brasil, destacavam que um comentarista de TV deixou a Copa às pressas, depois
de um violento assalto a sua casa na Inglaterra. Questionavam ainda uma integrante do governo que havia recomendado
evitar viagem à sede da Copa e que, agora, aparecia em fotos no Brasil,
festejando. Antes do torneio, um especialista do King's College havia previsto
que a cobertura exageradamente negativa reduziria as expectativas e acabaria
revertendo, no final, em avaliação positiva. A reversão aconteceu não só antes do esperado, mas em grau bem
maior.”
Creio, porém, que escrever
pequenas ou grandes mentiras é atitude própria de mentirosos pequenos. Podem
até serem grandes mentirosos, mas são pequenos. Um mentiroso, mal informado, mente
por pura ignorância; outro, que se considera antenado, mente
por interesses suspeitos. Ambos, contudo, se submetem à cretinizante paixão
política. Aquela que Nelson Rodrigues disse ser a paixão sem grandeza, a única que é capaz de
imbecilizar um homem.Ou
uma mulher. Faço esta introdução porque
leio o que mentirosos pequenos escrevem sobre a isenção de impostos obtida pela
FIFA para realizar a Copa do Mundo no Brasil. Dizem inclusive que a FIFA foi
beneficiada com a isenção de impostos sobre a venda de ingressos e a
transmissão mundial da Copa pela TV. Mentira! Descarada e
vergonhosa mentira! A
Lei da Copa nº 12.350,
aprovada pelo Congresso Nacional, prevê a isenção de impostos para a importação
de material e equipamentos esportivos usados nos jogos (bolas, camisas,
agasalhos, chuteiras, material de propaganda, gêneros alimentícios, remédios, aparelhagem
tecnológica, veículos, toda a parafernália eletrônica da geradora de imagens, etc, etc), além de todos os serviços relativos à organização
(contratação de auxiliares, hospedagem, despesas com árbitros, por exemplo). É o
mesmo que sempre acontece quando temos uma corrida de Fórmula 1 no país. É o mesmo
que ocorre em qualquer outro país que sedia uma Copa do Mundo.África do Sul e Alemanha também concederam o benefício à FIFA. A
receita gerada pela venda dos ingressos não é isenta de impostos. Repito com a
convicção e responsabilidade que deve ter quem escreve um blog: a receita gerada
pela venda dos ingressos não é isenta de impostos. Isso
fica bem claro no parágrafo terceiro do artigo 8 da Lei: Art. 8 - § 3º A isenção de que tratam as alíneas
b e c do inciso II do caput não alcança as receitas da venda de ingressos. Isto é, a venda de ingressos não
está isenta da cobrança de impostos. Estima-se
que a FIFA pagará R$ 16 bilhões em impostos ao Brasil, a maioria com a venda de
ingressos, os contratos de publicidade e de transmissão de imagens para todo o mundo. Este valor é quase o dobro do total investido, com financiamento
público e privado, na construção dos estádios. Os
mentirosos pequenos precisam aprender que a única coisa certa na vida, além da
morte, é o pagamento de impostos. Por
outro lado, como já afirmei aqui no blog, um estudo da Ernst & Young,
em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, estima que a receita agregada à
economia brasileira, de 2010
a 2014, com a realização da Copa, deve ficar em mais de
R$ 142 bilhões. Outra
mentira que tem circulado é que esta não é uma Copa para o povo brasileiro que
não pode pagar os ingressos caríssimos. Então,
vejamos quem comprou os mais de três milhões de ingressos: Brasil 1.395.886 ingressos; Estados Unidos 198.208; Argentina 61.477; Alemanha 58.983; Inglaterra 58.105; Colômbia 55.497; Austrália 52.313; Chile 39.458; França 35.052; México 34.353; Canadá 29.522; Japão 22.759; Suíça 17.815; Holanda 16.037; Uruguai 15.893; Espanha 13.677; Israel 11.937; Equador 1.626; Rússia 10.762; Itália 10.064. Vejam
só, a presença nos estádios terá em média 21.810 brasileiros. Uma média até
superior à presença de torcedores nos jogos dos outros campeonatos realizados
no país. Uma média que representa um terço ou mais da capacidade dos estádios,
com exceção do Maracanã e do Mané Garrincha. Agora,
vejamos os preços dos 400 mil ingressos disponibilizados para pessoas residentes no
Brasil: - abertura da Copa R$ 80,00; - jogos da primeira fase R$ 30,00;
- oitavas de final R$ 55,00; - quartas de final R$ 85,00; - semifinais R$
110,00; - disputa do 3º lugar R$ 85,00; - final R$ 165,00. Eu
pergunto, então, quanto custou o ingresso para a festa que não houve este mês
em Mangaratiba? Por
isso, vemos em todas as partidas as cadeiras quase inteiramente vestidas de
amarelo. Não apenas nos jogos da Colômbia que mandou para cá mais de 50.000
colombianos que, além dos ingressos mais caros, puderam pagar passagem e
hospedagem. Ou
será que os colombianos estão em melhor situação que o povo brasileiro?
N.L.: em outubro, no dia D, a verdade vencerá a mentira.
É o que diz o New York Times – o principal jornal do mundo – ironizando os
nossos vira-latas e reconhecendo o sucesso da Copa no Brasil. Uma Copa que faz
até milagres*, uma Copa na qual cadeirantes se levantam para comemorar o gol.
Após aquelas previsões catastróficas de que os aeroportos nem a mobilidade
urbana suportariam a invasão de turistas, de que as obras não ficariam prontas,
de que a falta de segurança e a nossa incompetência levariam o país a passar
uma vergonha mundial, até seus próprios autores, os jornais brasileiros,
reconhecem o sucesso da Copa. Após dez dias de disputa, as partidas têm sido emocionantes, gramados
perfeitos, estádios lotados em todos os jogos, torcedores de todo o mundo confraternizando-se
alegremente com os brasileiros, gols sensacionais e em quantidade nunca vista
numa primeira fase. “Para os torcedores
que gostam de gols de saltar os olhos, resultados surpreendentes e futebol de
qualidade, este torneio é, de longe, um sucesso incrível” – escreve o NYT. E diz mais, elogiando a qualidade dos gramados nas 12 sedes: "As
condições de jogo para a maioria das partidas têm sido excelentes, mesmo quando
as chuvas pesadas acontecem. Isso prova a qualidade da drenagem.” E prova também
a competência do brasileiro. Aquele caos, o fracasso reiteradamente anunciado
pela imprensa, outra vez transformou-se em verdadeiro fiasco de previsão. Recalcada com o êxito do evento, a elite paulistana ensaiou uma vaia
contra a presidenta que foi um magnífíco tiro no próprio pé da odiosa classe
que inclui os colunistas da grande imprensa. Colunistas que veem a Copa do Mundo através de sua sórdida visão política. Não
sabem que futebol, na visão do amante do esporte – a grande maioria do povo
brasileiro - nada tem a ver com a política partidária. Ou Lula não teria sido eleito
em 2002, não se reelegeria em 2006 e nem elegeria a Dilma em 2010. Um desses imundos colunistas chegou a ver propaganda comunista subliminar no
símbolo da Copa, aquele em que três mãos imitam a taça em disputa. O imbecil escreveu na Veja que uma das mãos faz o “L” de Lula e que o 2014
vermelho seria o prenúncio da implantação do comunismo no país.
Ele certamente não conhece o símbolo da República com sua estrela
vermelha e a bandeira do Vietnam comunista, nem ainda notou que a FIFA proíbe camisas de jogadores com os
números 40 e 45. Mas, exige que os números dos partidos da base aliada – 10,
11, 12, 13, 14, 15 e 22 – estejam nas camisas de todas as seleções. Inclusive, o jogador de camisa com o 13 foi o que mais apareceu naquele jogo entre o Brasil
e o México.
N.L.: *Cadeirantes
têm desconto no ingresso e o direito de levar um acompanhante gratuitamente. Alguns espertos
se aproveitam e levam o companheiro na cadeira de rodas. Mas, este não se
contém na hora do gol.
A torcida VIP da elite branca paulistana, soberba e alienada, reuniu-se em vários
locais para se exibir. Estava lá até a esposa do Seu Jorge que veio de Los Angeles pra ver a bagunça. Pagou uma nota preta, bebeu champanha, comeu “cocretes” e
fez declarações infelizes enquanto o povo torcia nos bares, nos lares, nas lajes
e nas ruas, bebendo cerveja, comendo churrasco e discutindo futebol. O vídeo da Folha demonstra que o high society também acredita em tudo que
sai no feissibuque. Como a mentira de que a FIFA não pagou nenhum imposto no
Brasil.
Foi esse tipo de gente que insultou a Dilma na abertura da Copa. Como
justificou uma das dondocas: “é o fundamento do pensar”.
A União
Brasileira de Mulheres (UBM) - da minha amiga mangaratibense Shirley Berhends - repudiou
a afronta da elite paulistana contra Dilma. Sobre tal afronta, tive a decepção de ler o que
escreveu uma mulher - mãe e avó - nos comentários deste blog: “Que coisa mais boba e superficial... Esse papo de ofensa a Dilma já
está uma chatice”.
Se tivessem insultado a Osmarina ela se
ofenderia, é claro. Também se ofenderia caso insultassem a ex-prefeita de Nova Friburgo. Mas deixa pra lá, vamos à nota de repúdio das mulheres livres e independentes da
UBM
Cara cheia de espinhas,
pearcing preto no nariz, 16 anos, classe média. Média mesmo, como demonstrou a
casa em que reside, mas é apenas um medíocre pobre coitado. Um autêntico branco
azedo. Feio, triste, doentio, cara de idiota que, em sua morbidez, pensa que
raciocina e que sabe das coisas. Já o tinha visto no youtube, mas ontem pude vê-lo por
inteiro entrevistado no Fantásticojunto com o pai e a mãe que o tiraram da
manifestação em que protestava mascarado, em São Paulo (vídeo abaixo).
Será este o perfil daquela
manada que ainda protesta contra a Copa influenciada pela imprensa e pelos
radicais do feissibuque? Aquela manada que pretende desmoralizar perante o
mundo o país que ajudei a transformar na sétima maior economia do planeta? Que pensa estar protestando
por todos os brasileiros e até por mim? Incluam-me fora dessa... Eu, que muito corri pra não
levar borrachada do exército e da polícia e que contribuí para levantar um país
que vivia prostrado em berço esplêndido? Não! Eu não mereço isso.,, Senti a vergonha alheia pelos
pais – a eles minhas condolências - que têm um filho assim imbecil símbolo
daquela manada medíocre que, enfim, mostrou a sua cara. Contudo, apesar dos protestos
inúteis desses brancos azedos idiotas que pensam estar atrás de seus direitos, que
imaginam estar fazendo a sua parte, apesar de ver que alguns brasileiros odeiam
o Brasil democrático, ainda assim, é melhor do que viver naquela ditadura em que eu vivi. Pra compensar tanta mediocridade, vejam o vídeo com a minha musa da Copa.
Vaiar autoridade em estádio é
parte do espetáculo. Nelson Rodrigues dizia que nos estádios vaia-se até minuto
de silêncio. Evoluindo para o palavrão, a elite paulistana exorbitou. Xingaram a
mulher, a senhora mãe e avó. Xingaram a instituição Presidência da República. Estúpida elite. Causou comoção
nacional em todas as redes sociais e até a oposição sentiu a porrada. Somente a
Veja – burra – endossou o insulto. Não viu que foi a gota d’água que vai dar a
vitória à ofendida no primeiro turno. Algumas poucas mulheres não se
revoltaram, até, gostaram e justificaram os insultos mostrando as canjicas. Talvez, acostumadas a TNC. Não foi o caso de Eliane
Cantanhêde que, demonstrando inteligência, apesar de oposicionista cega,
escreveu hoje na Folha:]
“Depois das
vaias e xingamentos, Lula e Dilma deram uma aula de como fazer de um limão
azedo uma bela limonada docinha. Ele é craque nisso, ela foi atrás. Na dúvida atroz entre ir ou não ir à abertura e ao jogo de estreia
da Copa, Dilma ficou no meio do caminho: foi, mas sem discursar, acenar e nem
mesmo aparecer. Ficou praticamente escondida num canto. Vieram as vaias, como já esperavam o Planalto e a sociedade. Mas
vieram também os palavrões, que não estavam no script. A primeira reação foi contra Dilma: "onde ela vai, é
vaiada"; "vai ficar trancada na campanha"; "colhe o que
plantou"; "a reeleição já era". As redes sociais, porém, amanheceram no dia seguinte recheadas de
manifestações de desagravo, solidariedade e simpatia pela "presidente,
pela mulher, pela mãe, pela avó". E com o X da questão: tudo começou na
área da elite endinheirada. De ré, que merecia vaias pelo "mau humor e arrogância",
como desferiu Aécio Neves, Dilma evoluiu para vítima de xingamentos infames
diante do mundo. Anti-dilmistas, até tucanos, engrossaram o coro de defesa da
presidente-candidata. O episódio, que era para ser rapidamente esquecido pela campanha
petista, passou, ao contrário, a ser potencializado por ela. Lula ofereceu uma fotogênica rosa branca à pupila ofendida e, de
repente, admitiu que trouxera para o Brasil uma Copa "para ricos".
Dilma, sacou ele, era a única com cara de pobre (?!) no Itaquerão. Em menos de 24 horas, Aécio amenizou o tom, conforme a música da
opinião pública, e passou a criticar os xingamentos. Com seu recuo, selou o
êxito da estratégia lulista. Os gritos do Itaquerão deixam de ser limão contra Dilma, viram
limonada a favor dela e reforçam o bordão dos "pobres contra os
ricos". Mas, se xingamentos devem ser condenados, vaias são manifestações
legítimas e não são exclusivas da Copa e de ricos. Já viraram rotina.”
Eliane Cantanhêde, jornalista, é colunista da Página 2 da
versão impressa da Folha.
Fim da manifestação. Dia seguinte, frustrados,
os quatro vira-latas discutiam. Juntou-se ao grupo uma amiga - cabo eleitoral negativista - que, sempre dominada pela paixão político-partidária, não mais consegue ver nada de bom adiante do nariz. A não ser os seus candidatos, é claro. - “E agora?
A Copa começou, os estádios cheios, o povo feliz e em festa, nada aconteceu de pior. E
agora?”. - “É! Até
os aeroportos funcionaram bem. O povo recebeu bem os turistas. E agora?”. - “Nem a Globo conseguiu botar defeito. Desse
jeito o Brasil vai ser ainda mais respeitado lá fora”. - “Temos
que fazer alguma coisa, assim só falta oBrasil ser hexacampeão”. Após darem mais um tapa no
pó, decidiram por unanimidade: - “Vamos torcer pela Espanha”. Arrependeram-se, a Espanha
tomou aquela coça da Holanda. - “E agora, pô?” - “Tenho uma ideia: vamos fazer um atentado terrorista como aconteceu naquela
olimpíada da Alemanha”. - “Nada disso, é muito arriscado. Com toda aquela
segurança? Vamos avacalhar a Copa de outra forma” – disse a mulher do grupo. - “Como?” – perguntaram os outros três. A vira-latas, então,
apresentou o seu plano de continuar usando o feissibuque para desmoralizar a
Copa e o governo. - “Vamos espalhar que os árbitros estão comprados pela
Dilma para proteger o Brasil e prejudicar os adversários”. - “Sim, ótima ideia. Foi o que aconteceu com a Espanha
e com o México”. - “Isto vai repercutir mundialmente e vai prejudicar a
imagem do país”. - “Será o fracasso da Copa. Não é o que queremos? Diremos que usaram um bilhão da saúde pra comprar o hexa.”. - “Então, vamos lá, os feissibukahólicos inocentes
úteis vão nos ajudar”. - “E também, e principalmente, aqueles que têm interesse
político-eleitoral no fracasso da Copa”. E a nova campanha – sórdida,
degradante, indigna, infame, nojenta, obscena, repugnante e torpe - contra
a Copa já começou. Tudo por exclusivo e rancoroso interesse
político-eleitoral. Mas, nada há de evitar a reeleição da Dilma. Aquela ofensa que não se faz a nenhuma mulher vai fazê-la subir ainda mais nas pesquisas. Foi o que me disse hoje, revoltada, uma professora que não ia votar nela.
“Vamos lá,
tá na hora, vamos pra rua protestar” – convocava
os seus iguais. O vira-latas queria desistir das
manifestações contra a Copa: “Não adianta mais, vai ter Copa, já começou a abertura, o
estádio está lotado”. “Qualé a
tua, cara? Vai trair a sua pátria. Vamos lá, vamos lutar contra tudo isso que
aí está” – disse um. “Vamos
mostrar ao mundo quem somos, pega a tua faixa, tua máscara e vamos” – disse outro. “Mais que
nunca é preciso lutar” – disse o terceiro. Convencido, o vira-latas disse: “Eu vou, mas vou levar meu tablet, quero
ver o Brasil perder pra Croácia”. E foram encontrar-se com 0,0001% da
população que protestava nas ruas, enquanto 200 milhões festejavam e torciam
pela vitória brasileira. Cerca de dois mil estúpidos caminhavam, “pacificamente”
fechavam o trânsito e estupidamente gritavam: “não vai ter Copa”. O vira-latas com seu tablet narrava – “Começou
o jogo, a Croácia está encurralando o Brasil” – e vibrava. De repente, mal começara o jogo, gritou: “é gol da Croácia”. Vibração geral. Pulavam, gritavam: “É goleada, não vai ter Copa”. Uma alegria demente, insensata, estúpida, tomou conta de todos. Infelizmente para o vira-latas, Oscar
resolveu jogar. Coisa que ele não vinha fazendo. Enfiou uma bola para o Neymar
que chutou fraco no cantinho. O goleiro aceitou. Um a um. “Tá na
gaveta, tá na gaveta! – gritava o vira-latas. Segundo tempo. Revoltados, os manifestantes,
“pacificamente”, começaram a virar latas de lixo e botar fogo em tudo. A polícia, como sempre apática, apenas
assistia a festa alienada dos vira-latas. Foi quando Fred – que ainda não havia tocado
na bola – caiu na área adversária fingindo um pênalti. O juiz japonês marcou. Neymar bateu. Dois a um. Uma tristeza
inexorável – e também demente, insensata e estúpida - subjugou a manifestação. O vira-latas afirmou revoltado: “O PT, a Dilma e o Lula compraram esse
juiz”. Um igual declarou: “Usaram o dinheiro dos hospitais para
comprar o japonês”. Foi uma consternação geral quando Oscar, no
fim do jogo, ainda fez o último gol. Três a um.
Enquanto isso, 200 milhões de brasileiros
tomaram as ruas para festejar a primeira vitória brasileira rumo ao hexa.
Aquela onda de mau humor, promovida pelo ódio da
imprensa e estimulada pela mediocridade dos vira-latas negativistas que atingiu uma pequena
parcela da população, parece ter se evaporado com a proximidade da Copa. Estive no Rio por dois dias. Que bonito é
ver a Cidade fervilhando de turistas pelas ruas sem a paranóia dos datenas e
dos rezendes; ver turistas excitados nos bares com preços até razoáveis para uma
festa como esta; turistas animados nas praias apesar do mau
tempo e da chuva. Desciam lágrimas do céu carioca. Talvez,
pelo falecimento do pai de meu camarada Marco Antônio Alencar, a quem expresso
profundos pêsamos. O Rio chorava e permanecia alegre. Voltando de Copacabana para o Catete,
conheci um casal de ingleses que pretendiam visitar o Cristo Redentor. Fiquei
surpreso por ainda entender e poder comunicar-me em inglês. Pelo menos, o
inglês dos ingleses, pois, o inglês americano pra mim já era. Deixei-os felizes no ponto das Vans, no
Largo do Machado, que levam turistas para o Cristo. Mais feliz fiquei ao assistir o
pronunciamento da Dilma na TV. Linda! Ah, sei. Estava produzida? E daí...
Quero ver algum mágico produzir a Osmarina. As feias que me perdoem, mas beleza é
fundamental, como dizia Vinícius.
"Só para
ficar em uma comparação – disse a presidenta - os investimentos nos estádios, construídos em parte com financiamento
dos bancos públicos federais, e em parte com recursos dos governos estaduais e
das empresas privadas, somaram 8 bilhões de reais. Desde 2010,
quando começaram as obras dos estádios, até 2013, o governo federal, os estados
e municípios investiram cerca de 1 trilhão e 700 bilhões de reais em educação e
saúde. Repito, 1 trilhão e 700 bilhões de reais.” E ainda vejo um vira-latas
escrever que a camisa da seleção está manchada com o sangue dos que morreram em hospitais. Ora, é
melhor ler isto do que ser analfabeto... A camisa da seleção também
estará emoldurada com o sangue daquela imensa maioria que chegou entre a vida e
a morte nos mesmos hospitais e foi salva pelas equipes de médicos e
enfermeiros com suor, sangue e lágrimas.
N.L.: Em 1970, presa e torturada pela
ditadura militar, Dilma torcia pela seleção com suas companheiras de cela.
O melhor futebol do
mundo é praticado na Europa. Os clubes europeus possuem as melhores equipes do
planeta. Os melhores craques
do Brasil, da Argentina, do Chile, do Uruguai, da Colômbia, do México, e até da
própria Europa – como a Holanda, Portugal e Suécia - são contratados de grandes
clubes como o Barcelona, o Real Madrid, o PSG, o Chelsea, o Bayern, e outros. Por isso mesmo, a
Eurocopa – o campeonato entre as seleções da Europa - e o campeonato da Liga
dos Campeões da UEFA podem até ser superiores tecnicamente a uma Copa do Mundo, pois conta
com todos os grandes craques contratados. Numa Copa do Mundo, porém, os países
europeus não podem contar com os melhores que jogam por lá. Nesta Copa, os países
das Américas desfalcaram o futebol europeu em mais de uma centena de grandes
craques. O Brasil convocou 18 e a Argentina 19 “europeus”. O Uruguai convocou
17, a Colômbia 16, o Chile 16 e até Honduras, quem diria, convocou 13 “europeus”.
Os outros convocaram dezenove. O que restou para
eles? Apenas os nativos de seus países. Somente por acaso do
destino, algum país europeu poderá ganhar a Copa no Brasil. Como a Alemanha, por
exemplo, que ainda conta com Neuer, Jérôme Boateng, Lahm, Mario Götze, Khedira, Toni Kroos,
Thomas Müller, Özil, Schweinsteiger, Klose e Podolski. É a mais forte da Europa. Porém, já a vencemos numa final e, como vai vestir a camisa do Flamengo, pode nem passar da segunda fase. A Espanha
– a atual campeã do mundo - outra forte seleção, conta com Jordi Alba, Piqué, Sérgio Ramos, Xabi
Alonso, Xavi, Iniesta, Fàbregas e Diego Costa. Esta também já vencemos na final da
Copa das Confederações. Incluiria também
a Holanda – a vice-campeã - que vem com Sneijder, Robben e Van Persie. Mas, esta costuma morrer na praia como o Vasco. Nos outros campeões
do mundo, eu não boto fé. A França perdeu seu grande craque Ribery; a
Inglaterra conta apenas com Frank Lampard e Wayne Rooney; a Itália com Pirlo e
Balotelli. Os europeus
jamais ganharam uma copa nas Américas, enquanto Brasil e Argentina já conquistaram copas na
Europa. O natural, o normal, será, como sempre, uma seleção americana ganhar a
Copa em nosso continente. Não será agora que os europeus vão quebrar a escrita. Alemanha,
Holanda, Espanha poderão ir às semi-finais. E até à final com o Brasil, quem
sabe... Contudo, se
houver Copa e se a tabela permitir, acredito na final entre Brasil e Argentina . O Brasil está inteiro, bem preparado, tem
banco, nunca perdeu uma final (já esqueci de 1950) e os argentinos são fregueses.
N.L.: Agora é pra valer, o mundo é aqui. Durante a Copa, o mundo é um só como imaginava John Lennon. Somos
todos um. We are one. Vamos viver o hoje. Um sonho que a gente sonha junto é realidade.
- “Está
tudo maravilhoso, só não sabemos se teremos Copa”, ironizou um vice-presidente da FIFA, o
norte-irlandêsJim
Borges. Já o membro do Comitê Executivo da FIFA, o belga Michel D-Hooghe, disse que atrasos na preparação de uma
Copa do Mundo são normais e lembrou uma história interessante:
- "Em 1990, na Itália, visitei o estádio
olímpico de Roma a 14 dias do primeiro jogo da Copa e não havia nem grama. Tudo
vai dar certo."
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) divulgou
balanço dos partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção
desde 2000, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. O DEM, com 69 cassações, é o campeão absoluto. O PSDB (com 66) é o segundo
e o PMDB (com 58) é o terceiro. Notem que o PSDB conseguiu superar aquele de
onde foi gerado, o PMDB. Completando os quatro primeiros, temos o partido do
Bolsonaro, o PP com 26 cassados. O PT, maior partido no congresso, chegou a dez cassados, estando
acima apenas dos partidos nanicos. Veja, abaixo, o
ranking da corrupção comprovada em cada partido e clique AQUI para
acessar o dossiê na íntegra.
O
ranking dos fichas sujas impedidos de se candidatar mostra que o PSDB é
o partido mais sujo do Brasil. É o que revela balanço da justiça eleitoral com os
317 políticos brasileiros impedidos pela lei da Ficha Limpa, de acordo com levantamento feito nos 26 Estados do país. O DEM caiu para o nono lugar e o PMDB conquistou melhor posição ficando com a vice-liderança.
PSB (com um honroso quinto lugar) e PT (oitavo lugar) também conquistaram
posições melhores.
Agora, não sou mais eu quem
escreve sobre o porra-louca exibicionista. São renomados jornalistas independentes e, quase
sempre que possível, imparciais. 1. Na avaliação do colunista da
Folha – André Singer - Barbosa deixa o STF antes de sua provável derrota em
plenário sobre a decisão de trabalho externo dos condenados ao regime
semiaberto; desta forma, deixa fixada a aura do justiceiro; "O que for
feito depois não será mais responsabilidade dele". 2.Segundo o colunista Janio de
Freitas, Joaquim Barbosa não deixou o Supremo Tribunal Federal por estar
cansado ou por ter sido ameaçado; saiu apenas para não testemunhar a derrota
humilhante que sofreria na discussão do direito que presos em regime semiaberto
têm ao trabalho externo. 3.Também, na Folha, Ricardo Melo escreveu o artigo
abaixo:
Alguém
poderia citar uma medida da gestão Barbosa que tenha servido ao povo contra os
poderosos?
Um
desastre. Se considerada à luz dos fatos, essa é a forma de encarar a gestão de
Joaquim Barbosa como presidente do Supremo Tribunal Federal. Para
não dar muito na vista, mesmo os que enaltecem esse período destilam críticas
laterais ao ministro que vai se aposentar. Tinha temperamento instável, era
ríspido com os adversários, não suportava críticas. Fossem esses os problemas
da gestão de Barbosa, só teríamos a comemorar. Mas
não é disso que se trata. Sob sua batuta, o Supremo Tribunal Federal cometeu
indecências renegadas até por juristas absolutamente insuspeitos de serem de
situação ou oposição. A
lista de despautérios é imensa. Algumas: a recusa em adicionar como prova ao
processo do mensalão o inquérito 2474, que jogava por terra boa parte das
"provas" apresentadas contra os acusados. A admissão, em público, de
que ampliou penas artificialmente para prejudicar réus. A aceitação de um julgamento
que misturava ao mesmo tempo acusados atingidos pelo chamado foro privilegiado
com réus com direito a tramitação em instâncias inferiores ao STF --maiores
esclarecimentos com Eduardo Azeredo, do PSDB, símbolo do mensalão mineiro. A
maior das extravagâncias talvez tenha sido a adoção do escândalo jurídico
apelidado de domínio do fato. Primeiro,
pela covardia. Se é para condenar alguém pela ação penal 470 porque, se não
sabia, deveria saber - traduzindo em miúdos, o sujeito é culpado até que prove
sua inocência, o inverso do Direito mais elementar - o primeiro réu a ser
arrolado deveria ser o então presidente Lula. Mas cadê coragem? O Torquemada
nacional refugou. Depois,
pelo oportunismo: a transformar-se em jurisprudência, o domínio do fato
colocaria na cadeia gente como Silvio Santos (como não sabia que o banco dele
tinha um rombo de mais de R$ 4 bilhões?), Fernando Henrique Cardoso (como
ignorava que sua reeleição fora comprada a céu aberto, fato registrado em
gravações?), empreiteiros de diversos sobrenomes (que história é essa de
desconhecer doações milionárias em troca de favorecimento em licitações?) etc.
etc. Tamanhos
absurdos são muito mais importantes que o apego midiático demonstrado por
Barbosa. A caravana aérea dos condenados na ação penal 470, a insistência em
manter José Dirceu trancafiado, as investidas contra José Genoino
""tudo isso é apenas cortina de fumaça. Ao
comunicar seu afastamento, Barbosa afirmou: "Esse assunto está
completamente superado. Sai da minha vida a ação penal 470 e espero que saia da
vida de vocês. Chega desse assunto". Nada
disso, pelo contrário. A melhor coisa que o STF tem a fazer para resgatar
alguma credibilidade é realizar a autópsia desse período em que a noção de
Justiça foi trocada pela de justiçamento. A propósito: alguém poderia citar
numa tacada só uma única medida do Supremo nestes anos de gestão Barbosa que
tenha de fato servido ao povo contra os poderosos?” N.L.: Prometo que nunca
mais vou escrever sobre o verdugo, o
déspota, o ditador supremo, o prepotente e arrogante, o truculento e
tresloucado tirânico, o Demóstenes enrustido e ex-queridinho da mídia, o
prepotente e arrogante, o casca-grossa, o porra-louca exibicionista e
fora-da-lei, o super-herói dos inocentes úteis. A não ser que ele me dê motivo.
Eu não quero você
mais, nunca mais. O verdugo, o déspota, o ditador supremo, o prepotente e arrogante, o truculento e
tresloucado tirânico, o Demóstenes enrustido e ex-queridinho da mídia, o
prepotente e arrogante, o casca-grossa, o porra-louca exibicionista e
fora-da-lei, o super-herói dos inocentes úteis, já vai tarde. Entrará para o lixo
da história aquele que começou numa delegacia de polícia, em Brasília, quando a
esposa prestou queixa pela agressão que sofreu do marido (AQUI).
Não sentirei
saudade daquele que pautou tantas vezes este humilde blog. Mas, é bom lembrar
de outras estripulias do porra-louca que foram incompatíveis com o cargo
ocupado. 1. quando o Noblat
falou dele em seu blog e eu afirmei que ele era um ex-queridinho da mídia (AQUI). 2. a representação criminal que fez ao
MPF/RJ contra Ricardo Noblat – que também não é flor que se cheire – acusando-o
de racismo, difamação e injúria (AQUI). 3. quando Requião
falou sobre a viagem de férias do casca-grossa àEuropa com dinheiro do STF e afirmou que “Todo paladino da Justiça é um Demóstenes
enrustido" (AQUI) 4. as passagens aéreas usadas pelo porra-louca e pagas pelo STF em períodos
nos quais ele estava licenciado do tribunal (AQUI).
5. o apartamento do
tresloucado tirano em Miami comprado por um milhão de dólares
através de uma empresa off shore,
lotada em seu apartamento funcional de Brasília, por apenas dez dólares (AQUI). 6. as
irregularidades da AP470 permitidas pelo truculento relator (AQUI). 7. o mal que fez o
homem mau (AQUI). 8. quando o déspota não pensou
duas vezes para mandar um jornalista chafurdar no lixo e tentar desempregar a
mulher do mesmo(AQUI). 9. quando o Partido
Militar Brasileiro – que nem existe – pretendia lançar o fora-da-lei para
presidente (AQUI). 10. o uso de dinheiro público para pagar a passagem
aérea de uma jornalista de O Globo para cobrir a
participação do verdugo em um seminário sobre liberdade de imprensa, na Costa
Rica; o envolvimento do filho dele no inquérito 2474 que ele engavetou; e o
emprego do filho na Rede Globo (AQUI). 11. quando o déspota desmentiu a
reportagem de Época – a sub-Veja – chamando-a de jornalismo especulativo,
ofensiva e de má-fé porque o classificou como taciturno, áspero, grosseiro, e
diz que sua mãe foi faxinaeira (AQUI). 12. quando a Globo, Folha e Estadão
começavam a dar sinais de que ele não era mais o queridinho da mídia (AQUI). 13. o manifesto de
repúdio ao déspota assinado por juristas e intelectuais que afirmava: “O STF precisa reagir para não se tornar
refém de seu presidente” (AQUI). 14. a afirmação de
Celso Bandeira de Mello, do alto de sua sabedoria e intelectualidade: "Joaquim Barbosa é um homem mau, com pouco sentimento
humano. Ele é uma pessoa má. O que Barbosa faz é simplesmente maldade” (AQUI). 15. devo lembrar também do que lhe disse José Dirceu
quando o truculento vingativo pediu para ser nomeado no STF: "Bom mesmo será o dia em que os que
pretendem chegar ao Supremo obtenham sua indicação por seus próprios méritos, e
não por indicações políticas como a que está me pedindo". E também
o que lhe disse Lula quando o nomeou: “Não pense que o estou nomeando por seu profundo
saber jurídico. Estou nomeando-o porque você é negro”. Este teria sido o motivo pelo qual o verdugo, o déspota, o ditador supremo, o prepotente e arrogante, o truculento e tresloucado tirânico, o Demóstenes enrustido e ex-queridinho da mídia, o prepotente e arrogante, o casca-grossa, o porra-louca exibicionista e fora-da-lei, o super-herói dos inocentes úteis
teria perseguido tanto o PT.
“Eu sou aquele que era
que é e será...”
Sou manso, sou fera,
se avanço, vou recuar.
Eu sou o vivo e o morto,
sou a tormenta e o porto.
Sou o oito, sou oitenta...
Eu sou fechado e aberto,
sou o errado e o certo.
Sou singular, sou plural,
eu sou o bem e o mal...
Eu sou feio, sou bonito,
sou o pobre e o rico,
sou o que vai e o que fica,
o vencedor e o vencido,
sou odiado e querido.
Eu sou o pai e o filho,
eu sou o luto e a festa,
eu sou o quente e o frio,
sou assim como tu...
“Quem é morno não presta,
é um coitado, cego e nu...”