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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

FÉRIAS

Já rezei reza à beça, fiz até promessa, pra nunca mais ter que trabalhar e, há mais de 26 anos, desde que me aposentei e vivo à toa, não sei o que são férias.
Este humilde blog, também; há mais de oito anos na web, nunca teve direito a merecidas férias como tantos outros.
Agora, preciso dar um tempo pra me repousar da minha inatividade. Vou dar um jeito nessa minha vida errante de vagabundo e entrar de férias.
Tirar um tempo para ler, ler, ler, descansar o teclado e evitar a LER (a Lesão de Esforço Repetido).
Vou parar agora que nada está me motivando a escrever e a Velox anda uma merda. Desculpem-me, não costumo empregar este tipo de vocabulário de redes sociais, mas não encontro outra palavra para descrever a Velox. Só mesmo afirmando que a Velox está uma merda.
Pretendo fazer um retiro espiritual dedicando-me à leitura da Bíblia. Sei que vou me divertir bastante com aquelas estorinhas obscenas e inverossímeis do Velho Testamento. Estórias jcosas que até mesmo Deus duvida. E sei, também, que a leitura vai me motivar para escrever narrativas similares de ficção.
Amanhã,  colocarei o blog no piloto automático exibindo a série “Vale a pena ler de novo” com postagens que selecionei entre as mais de 850 que publiquei aqui.
Incrível! Foi difícil a seleção. Relendo tudo, não me arrependi de nada que escrevi. Então, resolvi reprisar apenas as estórias que inventei, tentando imitar ou não “A vida como ela é” do meu ídolo Nelson Rodrigues. São detalhes dessa vida, estórias que eu contei aqui, mais verossímeis do que aquela estória medíocre daquele cretino Garotinho. Um aprendiz de Álvaro Dias como disse um comentarista anônimo.
Postagens novas somente farei aqui em edição extraordinária ou se o mundo acabar no dia 21 ou se o Capixaba desistir de cumprir o compromisso assumido de exercer com rigor a sua autoridade e não mais impor um choque de ordem em Mangaratiba.
Se ele não acabar com a bandalha em Muriqui, como prometeu diante de seu secretariado, voltarei a escrever antes de 2013.
Até lá, um feliz Natal e um próspero ano-novo para todos aqueles que se arriscarem por aqui.

N.L.: antes porém, parabéns à presidenta Dilma que completa 65 aninhos e ganhou como presente a aprovação de 78% do povo na última pesquisa CNI/Ibope.
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

INGRATIDÃO

“Há favores tão imensos que somente podem ser pagos com a ingratidão.”
Alexandre Dumas

Já em fim de carreira, com graves problemas financeiros e pouco antes de falecer, Luiz Gonzaga chegou às lágrimas numa entrevista em que se lastimou: “Todo ano, os flagelados da seca vinham aqui me pedir comida e eu dava o que podia para ajudar. Mas, desta vez, a comida acabou antes da chuva chegar e o povo revoltado apedrejou a minha casa. Nunca poderia imaginar que pudesse acontecer uma coisa dessas comigo”.
Neste ano, o país inteiro festejou o centenário de Luiz Gonzaga que se completa hoje.
Nosso humilde blog comemorou do jeito que pôde: mantendo exposto, durante todo o ano, o selo criado pela Assembléia Legislativa de Pernambuco, colocando em inúmeras postagens textos sobre o Rei do Baião e o vídeo em que ele canta Mangaratiba, além de cobrar do prefeito uma homenagem ao artista que colocou nosso município no mapa turístico nacional e internacional.
Mangaratiba – que nunca prestou qualquer homenagem a quem a promoveu em todo o mundo - teve todo o ano para se incorporar às comemorações do centenário e... nada, nada, nada.
Sei que tanta mediocridade foi bem intencionada; mas, por favor, façam uma pequena concessão à inteligência...
Raciocinem, ainda há tempo para uma homenagem.
Mangaratiba não é mais aquele reino encantado cantado por Luiz Gonzaga, que foi além de seus limites e correu o mundo.
Fotografei-o com minha Cyber Shot e revelou-se a sua enorme ingratidão.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

COMEÇOU O CHOQUE DE ORDEM

Foi um bom começo. Logo na sexta-feira, à noite, uma verdadeira tropa de choque com PMs, GMs, fiscais da fazenda e de posturas, policiais civis e outras autoridades invadiram Muriqui para impor a lei e a ordem.
Resultado, fiquei três dias sem ouvir o nefasto pornofunk. Não vi nenhum carro de mala aberta na praia com aquele som ensurdecedor. Nenhum deles passou pela minha casa como ocorria constantemente nos outros finais de semana.  A orla não ficou apinhada de carros mal estacionados nos dois lados da av. Beira Mar, os quiosques não ocuparam o passeio com mesas e cadeiras nem emitiram som acima de 80 decibéis. Passei um final de semana tranquilo como há muito tempo não se via.
E não aconteceu aquela reunião noturna de cúpula dos meliantes com seus carros de som varando a madrugada em frente ao quiosque do Vitinho.
A prefeitura colocou placas como esta aí acima na areia e outra na entrada de Muriqui proibindo a entrada de vans e kombis lotados de "duristas".
Os locais de venda de drogas permaneceram fechados e até a Ampla deu uma dura na "gatonet" retirando amplificadores de sinal dos postes.
Até a Leila gostou, pasmem. E, é incrível, elogiou a ação do Capixaba. Sem citar-lhe o nome, é claro.
O choque de ordem tem que continuar. Mangaratiba há de voltar a ser o reino encantado cantado por Luiz Gonzaga.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

ESTORINHAS DE GAROTINHO

Com aquela mesma cara de babaca que não sabia o que significava H20, e, com aquele mesmo jeitão de corno caipira que fez greve de fome para provar inocência, Garotinho, um corrupto juramentado, continua sendo aquele mesmo idiota de sempre que acredita em tudo que lhe dizem. E publica em seu blog.
E como uma criança invejosa, mimada e mal educada, Garotinho – o medíocre - inventa ou repete estórias absurdas e inverossímeis contra quem lhe negou algo que desejava.
Ele agora vem insistindo em seu blog que a ex-secretária do escritório da presidência em São Paulo – Rosemary Noronha, que a oposição promove à condição de Chefe de Gabinete da Presidenta Dilma – acompanhou Lula em viagem a Portugal levando 25 milhões de euros (70 milhões de reais) na mala diplomática.
Imaginem o tamanho do baú diplomático para levar 250.000 notas de 100 euros. Ou 500.000 notas de 50 euros. E o peso que ela carregou, imaginem.
Diz ainda a criança mimada e pouco inteligente que Rosemary foi obrigada a declarar o que havia na mala e que foi instruída pelos oficiais da alfândega portuguesa a contratar um carro-forte para o transporte da grana até o Banco Espírito Santo, talvez, o maior banco português de investimentos.
Diz também que “Esses documentos estão arquivados na alfândega do aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro, na cidade do Porto” e que não estão protegidos por sigilo.
Pô! Que documentos? Pô! Que banco incompetente é esse que não estava já no aeroporto esperando toda aquela bufunfa? Pô! porque não levaram todo o cascalho para um paraíso fiscal ou mesmo para o Uruguai? Pô! Por que não depositaram na filial brasileira do próprio banco? Pô! Por que levar os caraminguás para um país falido?
“A coisa foi tão primária que até eu fico em dúvida se é possível tanta burrice” – disse o consagrado canalha como que reconhecendo a sua própria estupidez.
A denúncia vazia do pernicioso Garotinho é tão primária que não mereceu nenhuma, absolutamente nenhuma desprezível linha da imprensa que vive à procura de uma bala de prata pra acabar com o Lula. A imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta, que forma um público tão vil e podre como ela mesma, não acreditou na denúncia.
Entretanto... Há gente que acredita.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

BANDALHA OU CHOQUE DE ORDEM NO RÉVEILLON?

“RÉVEILLON EM MURIQUI
Foram três dias estarrecedores, algo apavorante, aterrorizante, segundo me contaram. Felizmente, eu não vi.
Foi muito funk, malas abertas com som ensurdecedor, muito funk, tiros e brigas, muito funk, correu sangue, muito funk, foragidos do Alemão, muito funk, desrespeito, muito funk, tóxicos, muito funk, degradação, muito funk, muita gente feia, muito funk, adolescentes em coma alcoólico, muito funk, carros na contramão e mal estacionados, muito funk.
E as autoridades municipais deram uma demonstração definitiva de sua absoluta incompetência ou falta de vontade para impor a ordem.
Só mesmo a implantação de uma UPP na favela Muriqui para dar tranquilidade aos moradores.
Desisto, não mais abordarei o assunto. Carnaval estarei bem longe novamente. Aproveitarei esse Projeto Liberta Almas para libertar a minha.”

Foi o que escrevi sobre um réveillon em Muriqui. Parecia até este último final de semana que tivemos.
Desta vez, porém, não vou me acovardar. Não vou fugir, permanecerei aqui para ver o choque de ordem. Quero ver se o prefeito vai mesmo acabar com a bandalha como prometeu.
Espero que Capixaba não deixe tudo por conta do escasso efetivo da PMERJ. Já ouvi uma autoridade fazer a declaração absurda de que segurança é responsabilidade exclusiva da PMERJ e da Polícia Civil. Pelo jeito, Capixaba já acordou para uma nova realidade e deverá demonstrar que a sua guarda municipal e seus agentes patrimoniais têm alguma serventia.
Segundo já informou o sindicato dos servidores de Mangaratiba, temos cerca de 120 verdadeiros guardas municipais e quase o dobro de “agentes patrimoniais”.
Guardas Municipais são, por lei, servidores efetivos municipais que têm a função legal de colaborar na segurança pública, utilizando o poder de polícia administrativa. E só pode ser investido neste poder de polícia administrativa o servidor aprovado em concurso público e submetido a um treinamento específico. Devem ter, portanto, uma atividade de segurança urbana, em apoio aos órgãos policiais estaduais e federais.
Em Mangaratiba, porém, os últimos governos contrataram correligionários sob a denominação de “agentes patrimoniais”, mas vestindo-os com o mesmo uniforme da Guarda Municipal.
Foram contratados em cargos comissionados. Indicados por vereadores, serviram como uma espécie de moeda de troca no aliciamento de apoio parlamentar.
Apesar de circularem travestidos de guardas municipais, a grande maioria não possui nenhum treinamento específico para qualquer tipo de atendimento na área de segurança pública. Talvez, nem na área social.
Contudo, é preciso entender que segurança pública é qualquer ação que dê à população uma sensação de tranqüilidade.
Ainda não temos bandidos entre nós, nem a GM ou os “agentes” estariam preparados para o confronto. Temos, sim, adolescentes pichadores, motoqueiros com descarga aberta, funkeiros com suas aparelhagens automotivas tocando o funk pornográfico em alto volume, pequenos ladrões arrombadores de quiosques e residências de veranistas, etc.
Na maioria, são filhos de nossa própria sociedade que podem ser repelidos pela simples circulação da GM e dos “agentes”, a pé ou motorizados, por todo Município, durante o dia e à noite, e com a responsabilidade de combater a delinquência e a desordem urbanas.
Em “audiência pública” da Câmara de Vereadores, realizada no Iate Clube de Muriqui, em 2010, uma autoridade afirmou que “temos 303 guardas municipais e somos a única corporação do estado a trabalhar em regime de plantão 24 horas”.
Afinal, se são 303 agentes, calculo que devemos ter um guarda municipal para cada um, dois, no máximo, três desses delinquentes.
E, atenção: o choque de ordem não pode esquecer dos quiosqueiros que promovem a baderna visando exclusivamente o lucro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

I FÓRUM DE SEGURANÇA PÚBLICA

Pelo jeito, Capixaba quer mesmo exercer a sua autoridade e implantar um choque de ordem em Mangaratiba.
Após afirmar que vai acabar com a bandalha, Capixaba promoveu e liderou o I Fórum de Segurança, dia 3, no Hotel Portobello, com a presença de autoridades de toda a Costa Verde. O evento contou com a participação de prefeitos eleitos das seis cidades que compõem a região - Mangaratiba, Itaguaí, Seropédica, Rio Claro, Angra e Paraty - além de vereadores, secretários municipais, autoridades dos órgãos de segurança pública da região e especialistas no assunto.
"Partilhamos a preocupação com a segurança pública em nossa região e esse fórum é o primeiro passo para tudo. Somente unindo forças vamos conseguir ações que vão reduzir a criminalidade e a violência na Costa Verde – afirmou Capixaba na abertura do fórum.
Temas que estiveram em pauta: ocupações irregulares, desordem urbana principalmente nos finais de semana, consumo de drogas, monitoramento com câmeras nos municípios, ações que acontecem nas UPPs no Rio de Janeiro e consequente migração dos criminosos para as cidades do interior e número reduzido do efetivo de policiais.
Os participantes decidiram instituir um Plano Intermunicipal de Segurança Pública e elaborar um Relatório de Intenções para ser apresentado ao Governo do Estado e à Secretaria Nacional de Segurança Pública, com as necessidades e exigências para a região.
Uma preocupação ainda maior e imediata é com relação ao período que se aproxima, a época das festividades de fim de ano, férias e Carnaval.
"Temos que nos preocupar em montar um plano com estrutura para receber uma população que triplica durante essa época do ano. Queremos o turismo, sim, os visitantes são muito bem vindos; mas queremos o turismo bom, não vamos permitir que as pessoas venham para cá para destruir a cidade - acrescentou Capixaba.
O prefeito tem que começar dando uma atribuição mais útil a sua guarda municipal e não apenas restringi-la à proteção dos bens, serviços e instalações municipais.
A GM tem que atuar com políticas preventivas de segurança em apoio à PMERJ e à Polícia Civil. Afinal, se temos cerca de 300 agentes e nem tantos bens e instalações, o que fazem eles? É um agente para cada 120 habitantes.
Uma exorbitância se compararmos com outras cidades como Ribeirão Preto com 563.000 habitantes tem 263 agentes (um p/ cada 2.140 habitantes); Diadema com 390.000 habitantes tem 206 agentes (um p/ cada 1.890 habitantes); Barueri com 256.800 habitantes tem 580 agentes (um p/ cada 442 habitantes); Paulínea com 73.014 habitantes tem 211 agentes (um p/ cada 346 habitantes); Belford Roxo com 495.000 habitantes tem 280 agentes (um p/ cada 1.767 habitantes).
Em todas as cidades citadas a Guarda Municipal tem atribuições na segurança pública, atuando na prevenção do crime e da violência com armas não letais.
São cidades com população muito maior que a de Mangaratiba, sim, mas em Louveira/SP (29.700 habitantes) e em Cantagalo/RJ (20.100 habitantes), cidades bem menores que a nossa, a Guarda Municipal também atua na segurança pública. Certamente com um número bem menor de agentes que em Mangaratiba.
É preciso entender que segurança pública é qualquer ação que dê à população uma sensação de tranqüilidade.
Julita Lemgruber – socióloga, diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, ex-diretora do Sistema Penitenciário, ex-ouvidora de polícia do Estado do Rio de Janeiro e integrante da equipe que formulou o Plano Nacional de Segurança Pública do Governo Lula – afirmou que:
“O papel da Cidade é, sobretudo, a responsabilidade de desenvolver políticas preventivas. No entanto, os prefeitos se omitem, argumentando que segurança pública é um problema dos governos estaduais. Um ou outro acordou para uma nova realidade. O problema da segurança pública precisa ser compartilhado por todos os níveis de administração.”
Espero que o prefeito Capixaba tenha acordado para esta nova realidade. E, quem sabe, após o seu mandato, seja lembrado como o prefeito que implantou a lei e a ordem em Mangaratiba.

N.L.: Julita Lemgruber é responsavel pelo site Fórum Brasileiro de Segurança Pública: http://www2.forumseguranca.org.br/user/20039

sábado, 1 de dezembro de 2012

CHOQUE DE ORDEM EM MANGARATIBA

Evandro Capixaba reuniu seu secretariado na quinta-feira, dia 29, com o objetivo de estabelecer projetos e programas de governo para 2013. Além de comunicar mudanças administrativas, Capixaba apresentou novos titulares para algumas secretarias e o vice-prefeito eleito Ruy Quintanilha.
“Convoquei essa reunião para apresentar meu vice-prefeito eleito e dizer que estes próximos quatro anos serão de muitos desafios. Temos que mostrar para a população que ela acertou em nos dar mais quatro anos de governo. Vamos realizar algumas mudanças como fusão de secretarias, extinção e criação de outras, tudo para que o serviço oferecido seja melhor”, disse o prefeito.
Algumas mudanças são o desmembramento dos Serviços Públicos da Secretaria de Obras, cujo secretário será Marco Antônio dos Santos, o Marquinho da Ilha. Para a Secretaria de Administração será nomeado o ex-vereador Nelson Bertino. Será criada a Secretaria de Trânsito que terá como titular João Luiz Vasconcellos; a Secretaria de Segurança será comandada pelo capitão da PM Sidney José Silveira. O ex-secretário de Obras Humberto Vaz assumirá a Secretaria de Integração Governamental. Algumas mudanças já ocorreram, outras entram em vigor a partir de janeiro.
“Estive esta semana em Brasília e consegui mais R$ 7 milhões para a cidade. Vamos preparar várias ações para que a prefeitura possa caminhar bem nestes próximos quatro anos: a reforma administrativa, o recadastramento imobiliário, exigência de planejamento, metas e resultados por parte das secretarias, tudo que for necessário para a implantação de uma administração pública moderna”, destacou Capixaba.
O vice-prefeito eleito Ruy Quintanilha afirmou que:
“Meus esforços serão concentrados na Saúde, mas estarei em todos os setores identificando necessidades e dando sugestões. Vamos trabalhar muito. Temos que conhecer cada funcionário da prefeitura, oferecer condições de trabalho, mas também cobrar resultados, estabelecer metas, estabelecer prazos e objetivos”.
Prefeito anuncia choque de ordem
Capixaba anunciou que a primeira medida a ser posta em prática, antes mesmo de assumir seu segundo mandato, será um Choque de Ordem na cidade.
“Vamos pegar pesado contra a bandalha em Mangaratiba. Carros com som alto, estacionamento irregular, obras sem licença, sujeiras nas ruas, barracas de vendedores clandestinos. Vamos ser enérgicos. Queremos o visitante sim, mas que ele respeite a cidade, que contribua para seu crescimento e desenvolvimento, um turismo sustentável e não predatório. Temos que trazer o turismo lucrativo para cá, como fazem Angra dos Reis e Paraty” - afirmou o prefeito.

É isso aí, Capixaba. Manda ver. Você não mais precisa agradar a gregos e a troianos; então, exerça com rigor toda a autoridade que o nosso povo residente e ordeiro lhe concedeu.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

FULECO

As três opções de nome oficial para o mascote da Copa do Mundo de 2014 foram escolhidas por um comitê composto por Bebeto, Arlindo Cruz, Thalita Rebouças, Roberto Duailibi e Fernanda Santos.
Eu só queria saber quem escolheu o comitê. Duas mulheres que nada têm a ver com o futebol. Duailibi, um publicitário mais velho do que eu. Bebeto que jogou muita bola, mas sempre foi meio boboca.
E Arlindo Cruz, um verdadeiro homem do povo. O único que deveria participar do comitê por sua vivência de torcedor apaixonado pelo Flamengo; por sua inteligência e criatividade de compositor popular e por sua irreverência carnavalesca.
Arlindo Cruz deve ter feito sugestões mais inteligentes, mas foi voto vencido. De suas faculdades intelectuais e criativas – de onde surgiram tantos sambas memoráveis – não podem ter saído sugestões tão furrecas como Fuleco, Zuzeco e Amijubi.
Pra se redimir por ter participado de tão infame comitê, reabilitar seu conceito junto à opinião pública, e, também, a minha estima por ele, Arlindo fez um ótimo samba para o mascote da Copa, o Tatu Bom de Bola.
Para ouvir, siga o link AQUI. O You Tube informa que a incorporação foi desativada por solicitação de algum sacana da FIFA.

sábado, 24 de novembro de 2012

ELEIÇÃO IATE CLUBE MURIQUI

Se este blog dá mesmo sorte - já venceu com Capixaba, Zé Luiz, Haddad, Obama e com o Fluminense - vai vencer também com a reeleição do Cledson para comodoro do Iate Clube de Muriqui:
Assim que souber o resultado, postarei aqui.
 
Foi mais uma vitória do blog:
Chapa Azul (Cledson): 365 votos
Chapa Branca (Evando): 109 votos

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

LEI E ORDEM

Agora que foi reeleito e não mais precisa agradar a gregos e troianos, Capixaba bem que poderia exercer a sua autoridade e impor a lei e a ordem neste verão, principalmente em Muriqui.
Mas, não é sobre isso que quero falar. Quero me referir a Law & Order, a mais bem sucedida série de TV em todo o mundo. Um sucesso tão grande que virou franquia: Law & Order SVU (Special Victims Unit), Law & Order Criminal Intent, Law & Order Trial by Jury, Law & Order UK, Law & Order Los Angeles são as séries que se originaram da primeira lançada em 1990.
Eu assisto Lei e Ordem desde o lançamento no Brasil. Já está em sua 20ª. temporada e é a série americana há mais tempo no ar, sempre no canal Universal.
Lei e Ordem SVU (Unidade de Vítimas Especiais) chegou este ano à 14ª. temporada. Sempre estrelada por Mariska Hargitay (foto) – filha de Jayne Mansfield, aquela loura peituda que foi símbolo sexual dos anos 50 – tem como cenário as ruas de Nova York e é baseada em histórias reais.
Cada capítulo completo tem cerca de 50 minutos. Metade mostra a investigação policial até a prisão do criminoso, a outra metade aborda as ações da promotoria processando o acusado nem sempre com sucesso.
No feriado, tomei um fartão de Lei e Ordem numa maratona de 18 a 22 horas. Um dos quatro capítulos começou na recepção lotada de um hospital com a cena que me fez escrever a postagem.
Tentem imaginar a cena:
- abruptamente, entra pela recepção um médico e enfermeiros conduzindo a maca com um acidentado todo entubado;
- uma senhora tipo classe média, branca, cerca de 50 anos, segura o médico pelo jaleco e reclama atendimento. O médico se desvencilha e segue com a maca;
- a nobre senhora, então, dirige-se à recepcionista e reclama: “Estou aqui há duas horas e ainda não fui atendida” – mostra o braço e continua – “tenho uma coceira aqui no pulso que não passa”;
- nisso, entra uma jovem toda extropiada, visivelmente agredida, roupa rasgada e cheia de escoriações no rosto, que sofreu um estupro;
- a recepcionista logo lhe dá toda atenção e vai levá-la para atendimento médico imediato;
- a mulher da coceira no pulso não se contém e fica gritando: “Estou na frente dela, estou na frente...”
Vejam vocês, não é somente aqui que os doentios infestam os hospitais. O enfermo imaginário é uma entidade internacional.
E não sou apenas eu a criticá-la.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

UM PARAÍSO PARA OS VICIADOS

Leio nos jornais:
- que usuário de crack morreu atropelado na Av. Brasil, altura da favela Parque União, local onde se concentram os consumidores da droga após a ocupação de Manguinhos, Mandela e Jacarezinho pelas forças de segurança. Um outro foi socorrido no Souza Aguiar;
- que o Governo Municipal está internando compulsoriamente os viciados e pretende pagar benefício de R$ 350 a R$ 500 a parentes de crianças e adolescentes para que tenham condições de manter o tratamento daqueles que tiverem alta da internação compulsória. Segundo o vice-prefeito Adilson Pires, grande parte dos 123 adolescentes atualmente internados perdeu o vínculo familiar e não terão para onde ir quando receberem alta.
- que há polêmica sobre o uso de 250 aparelhos de choque elétrico (taser) e 375 sprays de pimenta na repressão ao uso do crack;
- que médicos estão preocupados com a possibilidade de o taser - que dá choques de 50 mil volts - causar danos ao coração dos viciados devido à debilidade física em que se encontram. O sociólogo Ignacio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Uerj, lembra que já houve casos de morte de vítimas desses equipamentos fora do país. E critica o que chama de caça ao usuário de crack;
- que Ivone Puczek, diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas da Uerj, criticou a iniciativa: “É um retrocesso. Precisamos desmontar a ideia de que tratamento é feito com punição. Até porque o uso de droga foi descriminalizado. É preciso mostrar que o tratamento é um direito, não um castigo”;
- que o número de dependentes de crack no Rio pode chegar a seis mil, o dobro dos três mil estimados pela Secretaria Municipal de Assistência Social com base nas abordagens feitas nas cracolândias da cidade. A avaliação é do promotor Marcos Kac, coordenador de Justiça Terapêutica do Ministério Público. Segundo ele, a estimativa de três mil não leva em conta quem usa a droga em casa e outros ambientes fechados.
Fala sério, pô! Este humilde, sarcástico e irresponsável blog tem uma sugestão a fazer.

Será que 0,05% da população carioca (apenas 3.000 viciados que vivem nas cracolândias) merece mesmo tanto espaço na mídia? Merece a alcunha de "epidemia de crack" em praça pública e ser qualificada como a maior tragédia social do país? 
Tanta propaganda apenas promove o uso da droga e até eu sinto vontade de experimentar. Pra que tanta verba pública jogada fora e tantas discussões inúteis se os viciados não querem saber de tratamento?
Se este ínfimo grupo de viciados está colocando a própria vida em risco, e principalmente a vida de terceiros, é preciso sim retirá-lo das ruas e interná-lo, mas não como punição. A professora Ivone Puczek tem absoluta razão.
Por que não levá-los para um aprazível lugar exclusivo para usuários de drogas. É uma questão de humanidade e generosidade com nossos irmãos viciados.
Por exemplo? Campo Grande, Santa Cruz e Guaratiba têm diversos sítios que podem ser aproveitados para acolhê-los. Como a Fazenda Modelo que hoje é utilizada como Centro de Proteção Animal.
Como convencê-los a irem pra lá? Simples, oferecendo gratuitamente o que eles tanto anseiam: os mais variados tipos de drogas que vão sendo apreendidas dos traficantes.
Imaginem! Todo dia pela manhã, três mil felizes viciados em fila para receber a sua dose diária de crack, cocaína, maconha, oxi, zirrê.
No local, eles ainda poderão comer frutas, plantar legumes e criar galinhas para seu sustento. Poderão cozinhar seu próprio alimento. Não precisarão roubar nem assaltar. Dinheiro pra quê?
Familiares poderão visitá-los, levar sabonete, cerveja, doces, quitutes e guloseimas para seus entes queridos.
Com esse pequeno contingente recebendo a droga gratuita e diariamente, inúmeros benefícios advirão de imediato para os outros 6 milhões e trezentos e vinte mil cariocas: redução da violência, dos roubos e furtos, assaltos a residências, crimes de morte, atropelamentos, etc, etc, etc.
O governo terá apenas que fornecer botijões de gás e fósforos para acender os fogões e os cachimbos. E para alegrá-los, um sistema de som tocando funk dia e noite.
Vai sair muito mais barato. Um investimento bem inferior à implantação de clínicas de recuperação, coisa que o viciado, absolutamente, não quer.
E nem precisará de segurança no local pois ninguém vai querer sair do paraíso dos viciados. De lambuja ainda nos livraremos de um bando considerável e indesejável de funkeiros.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

MAIS INDIANOS

Bollywood é a indústria de cinema da Índia que ganhou o Oscar em 2009. Filmado em Mumbai, com atores locais, canções indianas e verba restrita, “Quem quer ser um milionário?” venceu nas categorias melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, mixagem de som, edição, trilha sonora e canção original.
O filme conta a história de um jovem que vive numa favela indiana e vira celebridade após participar de programa de perguntas e respostas na TV.

(Alemão e Rocinha são condomínios de luxo diante da favela em que vivia o jovem.)
Meenakshi Thapar (foto), 26 anos, era uma das mais promissoras atrizes de Bollywood.

Depois que ouviram a atriz comentar sobre a boa situação financeira de sua família, um casal de atores, também de Bollywood, convenceu Meenakshi a viajar com eles até uma pequena cidade próxima à fronteira com o Nepal.
Acabou seqüestrada e decapitada pelos dois colegas. Os criminosos mandaram uma mensagem à mãe da atriz, pedindo um resgate de um milhão e meio de rúpias, apenas R$ 54.000.
(Quando ouço - e leio - comentários absurdos de caipiras megalomaníacos sobre um vereador de Mangaratiba que foi aliciado por um milhão, em penso: pô! só se for de rúpias, nem o aliciamento de um senador tem custo tão elevado.)
A mãe de Meenakshi pagou uma parte do valor pela filha que já tinha sido assassinada.
Os dois atores foram presos e confessaram o crime. "Ela foi assassinada em um hotel e seu corpo foi retalhado e jogado numa caixa d'água. Eles atiraram a cabeça dela pela janela de um ônibus, enquanto voltavam a Mumbai" – disse um policial.
Em outro caso comum na religiosa Índia, um marido tentou vender a esposa por R$ 223,00 para sustentar seu vício de alcoolismo.
O "Times of India" publicou que Medula Rajender acertou a venda da esposa Ammayi quando descobriu que seu salário não dava mais pra sustentar o vício.
Rajender pôs Ammayi em um ônibus, sem que ela soubesse que o seu destino seria cair nas mãos do negociador que a esperava. A mulher desconfiou e desceu do ônibus antes. Ammayi se refugiou na casa de um parente. O caso parou na polícia e Rajender vai curar o vício na prisão.
"Estou casada com Rajender há 20 anos e jamais imaginei que ele seria capaz de um ato tão odioso", disse a esposa.
Ela devia ficar indignada com o preço cobrado, pois, na Índia, há escassez da mercadoria, pouco mais de 800 mulheres para cada 1000 homens. Por isso, a Índia está entre os países considerados mais perigosos para o sexo feminino. Num estudo do G-20, no ano passado a Índia superou até a Arábia Saudita e a Indonésia como o pior lugar para uma mulher viver.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

INDIANOS

A Índia, uma república democrática com um bilhão e duzentos milhões de habitantes (mais do que seis brasis), é o sétimo maior país em área (cabem 2,5 índias no Brasil) e o segundo mais populoso do planeta.
É a décima maior economia do mundo em PIB nominal que cresce cerca de 5,8% anualmente. É a terceira maior em PIB medido em paridade do poder de compra; mas, tem uma renda per capita de apenas 1.530 dólares (oito vezes menor que a brasileira).
Talvez, seja a população mais religiosa em todo o mundo. Obedece fielmente as normas de diversas religiões: Hinduísmo (80,5%), Islamismo (13,4%), Cristianismo (2,3%), Sikhismo (1,9%), Budismo (0,8%), Jainismo (0,4%) e mais o Zoroastrismo e o Judaísmo, entre outras.
Na Índia, a religião é um modo de vida e são inúmeros os seus deuses: Brahma, Shiva, Vixnu, Ganesha, Sarasvati , Laxmi, Ganga e muitos outros. Este último é a deusa do rio Ganges, sagrado para os hindus. É um dos cinco rios mais poluídos do mundo e onde eles se banham para lavar seus pecados. Neste rio são jogados os restos mortais de animais e de indianos mortos, cremados ou não.
Sagrados também são alguns animais como as aves, a vaca, o macaco, o elefante, a serpente e, até, o rato.

Existe lá um templo habitado por ratos onde as crianças alimentam com leite os graciosos roedores.
Acreditam que os animais citados são sagrados porque é neles, de preferência, que as divindades costumam se manifestar.
A religião é parte integrante da tradição indiana, assim como o hábito de defecar ao ar livre.
Recentemente, o ministro de Desenvolvimento Rural indiano, Jairam Ramesh, provocou a ira dos hindus ao afirmar que na Índia há mais templos que sanitários.

"Somos a capital mundial da defecação ao ar livre. É um assunto que gera preocupação, angústia e raiva" - disse o ministro.
Apenas 11% das residências na Índia têm banheiro conectado a sistema de esgoto. O problema é ainda mais dramático para as mulheres que são forçadas a se levantar antes da alvorada para fazer suas necessidades ainda no escuro.
"Você consulta astrólogos sobre o alinhamento do sol e da lua antes de se casar. Você deveria também verificar se há uma privada dentro da casa do seu noivo antes de se casar" - afirmou o ministro. 

As autoridades decidiram colocar guardas para perseguir todos os que urinarem ou defecarem em público. E foi lançada uma campanha para que as mulheres rejeitem pedidos de casamento de homens que não possam oferecer a elas um sanitário dentro de casa.

sábado, 17 de novembro de 2012

LITERATURA DE CORDEL

Revirando meus guardados, descobri uma das minhas incursões, há cerca de uns quarenta anos, pela literatura de cordel, manifestação cultural que eu adoro:
A estória de Severino Capivara e como ele salvou Lampião da morte, enricou o patrão e amigou com a filha do boticário.

Vou contar pro mundaréu,
Brasil, Filadélfia e México,
À maneira do cordel,
Com todo o sabor poético
Do povo do meu sertão,
A estória de Severino -  
Apelido capivara -
Malandro desde menino,
Que um dia deu de cara
Com o bando de Lampião.
                   Dizem, mas eu duvido,
                   Que, dia do nascimento,
                   Logo depois de parido,
                   A mãe jogou seu rebento
                   No rio Jocutuguara.
                   Que depois foi encontrado,
                   Tomando um outro destino,
                   Amamentado e criado
                   Com o nome Severino
                   Por uma gentil capivara.
Era feio como a peste,
A cara bexiga só,
Terrorizava o nordeste
Pras bandas de Mossoró.
Concorrendo com o capeta,
Assustando criancinha,
Atacando muié prenha,
Deixando-as só de calcinha...
Nos machos, baixando a lenha,
Dando uma coça porreta.
                   Um dia, assim num repente,
                   O cabra tomou tenência
                   Quando ele deu pela frente
                   Com moça sem saliência:
                   A filha do boticário.
                   Pra móde ver a menina
                   Foi trabalhar na botica...
                   Deixou sua antiga sina,
                   Mostrava agora as canjicas
                   Parecia mesmo otário.
Estava um dia aperreado,
Vendendo droga a freguês,
Quando se viu rodeado
E atacado por três
Dos cabras de Lampião.
Disse o mais encapetado:
“O chefe tá com espinhela
Caída e com mau olhado,
Tá mais fraco que donzela
De primeira comunhão.
                   Quero um remédio porreta
                   Pra levantá o patrão,
                   Pra livrá ele da morte
                   E daquela abafação
                   Que já num guento seus ai”.
                   Severino foi dizendo:
                   Eu tenho um que é dos bons
                   Que arriba quem está morrendo,
                   Dá pro home dois vidrões
                   De Neuro Fosfato Eskay.
E leva três outros mais:
Quebra um na encruzilhada,
Um outro joga pra trás
Quando por o pé na estrada,
Mas, não se vire pra vê-lo.
Com o terceiro vidrão
Que é bem maior de tamanho
Diga pro seu patrão
Toda vez que tomar banho
Passar sempre no cabelo.
                   Quase um mês se passara
                   E aparece procurando
                   Severino Capivara
                   Lampião com todo o bando
                   De cabras mal encarados.
                   Lampião tava sadio,
                   Forte como um cavalo,
                   Parecia até no cio,
                   Bonito que nem te falo.
                   Cabelos bem penteados.
Foi direto à drogaria...
Lampião lá entrou só,
O bando ficou de espia
Na rua que nem mocó,
Tocaiando a macacada.
“Foi ocê cabra da pesta,
Ocê que quase me mata
Com droga  ruim da molesta
Que fede e tem gosto de lata,
Lata velha enferrujada?”
                   Severino tremeu de medo
                   Quando ouviu ele falar.
                   Perdeu a voz logo cedo
                   Sentiu a calça encharcar
                   E os pés presos no chão.
                   Lampião disse em seguida:
                   “Fique sabendo seu moço,
                   Ocê salvou minha vida.
                   Eu tava só pelo e osso,
                   Morrendo lá no sertão.
“Agora, eu tô bom de vez,
Fiquei inté bem mais forte,
Agüento lutar com seis,
Voltei a zombar da morte
E nunca mais dei um ai.
Vim aqui lhe agradecê
Dizê que lhe quero bem
E pedir pra me vendê
Todo estoque que tem
Daquele fosfato eskay.”
                   Se deu bem o boticário,
                   Vendeu remédio adoidado,
                   Já ficou milionário
                   E inda vem de todo lado
                   Gente pra comprar fosfato.
                   Severino amigou como queria,
                   Nunca mais saiu do trilho,
                   E ainda noutro dia
                   Os dois tiveram um filho
                   Que a mãe jogou no mato.

N.L.: Nesse tempo, eu trabalhava no laboratório que fabricava o produto e criei o pretenso cordel para incluí-lo num trabalho de grupo da faculdade de comunicação do qual participaram os colegas Kátia do Carmo Elias, Luis de Almeida, Maria Arminda R. Carvalho, Nanci Marinho, Roseli de Jesus Fernandes, Sérgio Gabriel Domingos e Sueli de Souza Barbosa.
Por onde andarão eles? E principalmente elas?
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A REPÚBLICA DE RUI BARBOSA

A Proclamação da República foi o primeiro golpe militar promovido no Brasil que, à época, era a única monarquia latino-americana. Nosso país foi o último a adotar o regime republicano nas três américas e um dos últimos a abolir a escravidão em todo o mundo.
Pedro II não tinha filho homem e a herdeira do trono seria sua filha mais velha, a princesa Isabel, casada com um francês, o Conde D´Eu. Este fato gerava o receio de que o país caísse no poder de um estrangeiro.
A defesa de um regime republicano era, então, manifestada em diferentes revoltas. A Revolução Farroupilha – que durou dez anos entre 1835 e 1845 - foi apenas a última a levantar-se contra a monarquia.
Após tantas lutas, a abolição da escravatura, em 1888, foi a pá de cal na monarquia brasileira porque afetou financeiramente o latifúndio e a sociedade escravista. Esta elite que justificava a presença de um imperador enérgico e autoritário retirou o seu apoio ao monarca.
A corrupção do governo monárquico era questionada pelos militares. A monarquia era também contestada pela Igreja Católica que sofria a interferência real em seus assuntos.
A crise econômica devido à guerra do Paraguai também influenciou na Proclamação da República, regime já adotado por muitos países importantes que possibilitava maior participação política dos cidadãos.
O marechal Deodoro da Fonseca, que assumiu o poder republicano, deixou de ser monarquista às vésperas do golpe. Doente, com dispnéia, foi forçado a sair de casa  pelos conspiradores. Morava ali ao lado do Campo de Santana, também conhecido como Praça da República.
Após proclamar a república ali mesmo, juntinho de sua casa, o marechal voltou para a cama. Os militares, então, seguiram para o palácio do governo imperial, na Praça XV. Ali, convenceram o general Floriano Peixoto – outro monarquista, comandante do destacamento local e responsável pela segurança do Paço Imperial – a aderir ao movimento. Floriano foi o vice de Deodoro e, a seguir, presidente da república. Depois, Floriano virou praça e Deodoro estação de trem.
Assim, em linhas gerais, foi proclamada a república de Rui Barbosa, um monarquista que participou do primeiro governo republicano-militar.
Apenas 25 anos após a proclamação, em 1914, Rui Barbosa – que para alguns é considerado o maior brasileiro de todos dos tempos (esquecem de Lula, Pelé e Niemeyer) – proferiu um discurso no Senado cujo trecho a seguir, em preto, é sempre reproduzido nas redes sociais; entretanto, esquecem de reproduzir a parte que segue em vermelho:
“...De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça.”

N.L.: Um discurso similar ao daqueles que, atualmente, querem acabar com a democracia e sonham com a volta da ditadura militar. Rui Barbosa sonhava com a volta do absolutismo imperial muito mais corrupto. Como disse Nelson Rodrigues: "Em nosso século, o grande homem pode ser, ao mesmo tempo, uma besta".

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A FOBIA DO TOBIAS

Tobias é um sofredor. Com ele, tudo sempre dá errado. Mesmo quando, de repente, se percebe numa boa, sabe que algo de ruim vai lhe acontecer. E acontece.
Tobias tem diversas fobias. A pior delas é a nosofobia, o medo de ficar doente. Isso o tornou um doentio em busca de tratamento para doenças que jamais sofreu.
Enfermo imaginário, Tobias passa o maior tempo de sua vida à espera de consulta médica na rede pública de saúde da qual sempre reclama indignado como qualquer repórter de TV.
Conhece todos os ambulatórios de hospitais e postos de saúde da cidade, porém, jamais precisou ser internado como sempre desejou. Por isso, alugou casa ao lado de um hospital.
Ele não acredita em médico que não lhe passa uma receita com mais de três medicamentos em cada consulta e vive trocando de médico. Nenhum consegue dar jeito em sua saúde e todos duvidam dos sintomas que Tobias – como diria Fernando Pessoa – deveras sente.
Costuma freqüentar uma farmácia cujo balconista, seu amigo, lhe informa semanalmente sobre todos os lançamentos dos laboratórios. Experimenta cada um deles mesmo que não seja indicado para os seus males. Está convencido de que assim faz medicina preventiva para evitar futuras enfermidades. Já experimentou até produtos veterinários em doses cavalares.
Sua leitura preferida são as bulas de remédios. Essa mania o faz sentir todos os efeitos colaterais que um medicamento pode causar e é obrigado a tomar outros remédios para evitá-los.
Submete-se anualmente à vacinação contra a gripe e não entende como nem por que está gripado todo ano.
Sua mania de doença não lhe permite conquistar uma mulher. Vive sozinho, seus amigos o abandonaram porque toda vez que perguntavam “Como vai?”, Tobias levava meia hora explicando. 

Desacreditado com a saúde pública, Tobias contratou um plano de saúde particular. Pensou que teria um melhor atendimento médico.
Arrependeu-se. Passou a pagar uma nota por mês, não recebia remédios de graça e o médico conveniado nunca tinha hora para a consulta. Somente daí a vinte dias.
Esperto, decidiu marcar hora com todos os médicos do convênio, pois, daí a vinte dias poderia ter consulta diariamente.
A empresa não concordou com a sua astúcia e cancelou o contrato. Tobias foi considerado um elemento nocivo para a saúde financeira da empresa.
Ele, então, voltou para a rede pública onde sempre é atendido todos os dias e onde os mesmos médicos conveniados sempre estão a sua disposição. Apenas tem que esperar uma hora ou duas para ser atendido. Em compensação, obtém os remédios gratuitamente, e, à espera pela consulta, sempre pode conversar com seus iguais.
Em conversa com um pastor protestante com diarréia, contou sua via-crúcis. O pastor, prenunciando uma boa fonte de renda, convidou-o para freqüentar sua igreja onde, afirmou, ocorrem muitas curas e milagres.
Tobias ficou propenso a aceitar o convite, mas não pretendia jamais abandonar a rede pública de saúde.
Certo dia, Tobias acordou pensando no convite do pastor, nas curas e milagres que ocorriam no templo denominado excentricamente de Igreja Quadrangular O Mundo é Redondo . Talvez, converter-se, fosse a sua salvação. Quem sabe, conhecer Jesus e a palavra de Deus, fosse o caminho da sua cura definitiva.
Entretanto, como o pastor estava na fila de atendimento médico devido a uma diarréia, Tobias não estava muito convencido de obter um milagre. Mesmo assim, foi participar de um culto.
Foi recebido com uma suspeita e excessiva alegria: “Seja bem-vindo a este templo abençoado”.
- E o senhor como vai, ficou bom da diarréia? – perguntou Tobias.
- Fiquei. Mas, agora estou com prisão de ventre há mais de uma semana – disse o paradoxal milagreiro que, sem demora, pediu-lhe uma contribuição para Jesus.
Acostumado com a gratuidade da rede pública de saúde, Tobias caiu fora e desistiu do incerto milagre.
Tobias, agora, pensa em cursar o pré-vestibular para medicina. Está certo de que é a única solução para a sua nosofobia.
Como médico, Tobias sonha em passar seus dias dentro de um hospital.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

SEMEEI DRAGÕES

Busquei as emoções
Em meu trajeto,
Semeei dragões, colhi insetos,
Segui a imaginar como era doce aquele fel.
Ao te encontrar, porém, cheguei ao céu...
E já me vejo linda em teu olhar,
Sinto-me tão pura em teu perdão.
Abri meu coração, colhi a tua flor,
Senti toda emoção em teu amor.
Vida é pra viver,
Não vou desperdiçar.
O céu não quer saber
Se é mais azul que o mar...
Vou me arriscar pra quê!
Contigo, o azul tem tudo a ver.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

TETRACAMPEÃO

Olha só o cara, aí! Já nasceu campeão. O pai e o avô somos tetra.
O juiz bem que tentou ajudar o Palmeiras: anulou um gol legítimo e não marcou o pênalti sobre o Marcos Jr que foi agarrado escandalosamente pela camisa.
Dureza foi ser campeão lá no interior paulista. Longe de tudo e de todos, custaram a saber que já eram campeões.

sábado, 10 de novembro de 2012

JOÃO GOULART

Escrito por Jorge Ferreira – professor titular da UFF e pesquisador do CNPq - é o melhor livro que li este ano. Com mais de 700 páginas, este livro é resultado do trabalho minucioso de pesquisa durante muitos anos. É a biografia do  ex-presidente João Goulart, desde a infância até sua morte no exílio.
O autor espera que o seu esforço contribua para a construção de uma sociedade melhor e mais tolerante.
É a história recente do Brasil sem qualquer maniqueísmo.
Um romance de suspense do qual todos sabem o final, mas desconhecem muitos dos sórdidos detalhes da trama, os dilemas e as contradições das esquerdas e da direita brasileiras.
Demonstra que o personagem principal não foi mocinho nem vilão, foi apenas um ser humano. Um ser muito humano.
Este livro não ficará sepultado em minha estante. É um livro pra ser lido por quem se interessa pela nossa história e pela atualidade política.
Vou passá-lo adiante e espero que quem o receber – após lê-lo – faça o mesmo. Meu filho costuma deixar em um banco de praça ou do metrô os livros que lê quando não os passa para mim.
Pra que juntar tantos livros em casa? – ele pergunta com absoluta razão.
Vou fazer melhor: vou dá-lo para uma blogueira amiga aproveiar melhor o tempo que tem dedicado ao “feissibuque”. Difícil é encontrá-la.

N.L.: Ano passado, quando mudei de residência, passei na biblioteca de Mangaratiba e ofereci duas caixas cheias de livros. A senhora que me atendeu queria que eu levasse pra lá as duas enormes caixas pesando meia tonelada. Disse-lhe que não poderia e deixei meu novo endereço para que mandasse buscar. Não vieram. Dei todos os livros para quem se interessou por eles.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

CORTEI A RAIZ

Canto pra ver se eu espanto de vez
Seu quebranto e o que ele fez em mim...
Enquanto eu me liberto assim
Cantando, sei que meu pranto
Está perto do fim.
Não dá mais pra tanto lero,
Vamos ser sinceros, chegamos ao fim.
Tô fora, estou no meu direito,
Vá embora, por favor, respeito,
Quero ser feliz...
Amor não tem mais jeito,
Já matei no peito, cortei a raiz.
Sou tão singular, você foi plural...
E pra seu castigo, estou de bem comigo,
Caí na real.
Foi um desamor... e daí!
Só uma batalha perdi.
Não jogo a toalha,
Não tenho rancor, sou assim.
Peço perdão se sofri,
Quando precisar, tô aí...
Mas, não tenha esperança
E mantenha distância de mim.
Já estou sorrindo novamente e vou
Me despedindo da tristeza,
Sou presa fácil da paixão...
Sei que alguém virá nesse momento e vai
Recompensar meu sofrimento,
Era uma vez a solidão...
E não demora vai ouvir dizer
Que eu choro de rir
Toda vez que penso em você.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

CAPIXABA, ZÉ LUIZ, HADDAD, OBAMA...

Este blog dá sorte, não perde uma.
Agora, só falta o Fluminense ser tetracampeão.