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domingo, 8 de maio de 2011

MÃE É MÃE!

Minha mãe me ensinou o que é DIFERENÇA SOCIAL...
   - RICO É QUE SÓ COME O QUE GOSTA. POBRE TEM QUE GOSTAR DO QUE TEM PRA COMER.
Minha mãe me ensinou a LER...
   - LEIA BEM ALTO QUE EU TAMBÉM QUERO APRENDER A LIÇÃO.
Minha mãe me ensinou a ESCREVER.
   - REDUZ ESSA TUA LETRA OU O CADERNO NÃO VAI DAR PRA TODO O ANO.
Minha mãe me ensinou tudo sobre NUTRIÇÃO...
   - É SOMENTE FEIJÃO COM BUCHO E ARROZ, SIM. OU COME OU MORRE DE FOME.
Minha mãe me ensinou a COZINHAR...
   - AGORA VAI DESCASCAR AS BATATAS E CATAR O FEIJÃO.
Minha mãe me ensinou o que é EDUCAÇÃO...
   - MASTIGA DE BOCA FECHADA E NÃO FALA DE BOCA CHEIA.
Minha mãe me ensinou PALAVRAS NOVAS...
   - MENINO, SE VOCÊ DER DE OMBROS NOVAMENTE PRA MIM, EU TE QUEBRO A CLAVÍCULA.
Minha mãe me ensinou também o que é HONESTIDADE:
   - FOI OU NÃO FOI VOCÊ QUE FEZ ESSA MERDA? SE MENTIR PRA MIM VOU TE COBRIR  DE PORRADA!
Minha mãe me ensinou a VALORIZAR UM SORRISO...
   - ME RESPONDE ASSIM DE NOVO E EU TE QUEBRO OS DENTES!
Minha mãe me ensinou a ter RETIDÃO DE CARÁTER...
   - EU TE DOU UM JEITO NEM QUE SEJA NA PORRADA!
Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS...
   - SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO LÁ PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!
Minha mãe me ensinou o valor de uma CAMINHADA...
   - NÃO TENHO DINHEIRO PRA ÔNIBUS, NÃO. VAI A PÉ.
Minha mãe me ensinou o que é HIERARQUIA...
   - PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM E PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?
Minha mãe me ensinou que nem sempre QUERER É PODER...
   - QUEM TEM QUE QUERER AQUI SOU EU E VOCÊ VAI FAZER O QUE EU DISSER.
Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO...
   - CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PRA VOCÊ CHORAR!
Minha mãe me ensinou o que é CONTRADIÇÃO...
   - FECHA A BOCA E COME!
Minha mãe me ensinou sobre PREOCUPAÇÃO...
   - ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!
Minha mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA...
   - CALMA!... QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ.
Minha mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS...
   - OLHE PRA MIM E RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!
Minha mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO...
   - SE VOCÊ CAIR DAÍ VAI QUEBRAR O PESCOÇO E AINDA VAI LEVAR UMA SURRA!
Minha mãe me ensinou MEDICINA...
   - PARA DE FICAR VESGO MENINO! PODE BATER UM VENTO E VOCÊ VAI FICAR ASSIM PARA SEMPRE.
Minha mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL...
   - SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!
Minha mãe me ensinou GENÉTICA...
   - VOCÊ É IGUALZINHO AO SAFADO DO SEU PAI!
Minha mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES...
   - TÁ PENSANDO QUE NASCEU EM FAMÍLIA RICA É?
Minha mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DA IDADE...
   - QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER.
Minha mãe me ensinou sobre AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ....
   - UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS E ELES FARÃO COM VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ COMIGO!
Minha mãe me ensinou RELIGIÃO...
   - MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!
Minha mãe me ensinou sobre LIMPEZA...
   - SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!
Minha mãe me ensinou HIGIENE...
   - VAI TOMAR BANHO, SIM. AGORA! JÁ!
Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO...
   - OLHA SÓ ESSA ORELHA, QUE NOJO!
Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO...
   - VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TUDO.
Minha mãe me ensinou habilidades de VENTRÍLOQUO...
   - NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?
Minha mãe me ensinou OBJETIVIDADE...
   - EU TE AJEITO NUMA PORRADA SÓ!
Minha mãe me ensinou a SABER OUVIR...
   - SE VOCÊ NÃO BAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE SOM NA TUA CABEÇA!
Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS...
   - SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO A LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE! VAI APANHAR.
Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA...
   - JUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!
Minha mãe me ensinou os NÚMEROS...
   - VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE DINHEIRO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!"
Minha mãe me ensinou a NÃO TER MEDO...
   - VAI DORMIR NO ESCURO, SIM. TEU PAI NÃO É SÓCIO DA LIGHT.
Minha mãe me ensinou OBEDIÊNCIA...
   -VAI PEGAR MINHA VARA E BAIXA ESSAS CALÇAS.
Minha mãe me ensinou ECONOMIA...
   - VAI COMER TUDO AGORA? NÃO VAI SOBRAR NADA PRO JANTAR.
Minha mãe me ensinou o que é RESPEITO...
   - ISSO É PRA VOCÊ APRENDER A RESPEITAR SUA MÃE.
Minha mãe me ensinou o que é SAUDADE...
   - QUANDO EU MORRER, VOCÊ VAI ME DAR VALOR E SENTIR A MINHA FALTA.

OBRIGADO, MÃE!
INFELIZMENTE, NAO SE FAZEM MAIS MÃES COMO ANTIGAMENTE.

OBS.: Grande parte desse texto é de autor desconhecido. Eu apenas entrei na parceria.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

UNIÃO "HOMOAFETIVA"

O Supremo Tribunal Federal reconheceu legalmente e por unanimidade (dez a zero) a união estável entre pessoas do mesmo sexo.
A partir de hoje, devem ser aplicadas a esse tipo de relação as mesmas regras da união estável heterossexual, prevista no Código Civil (art. 1723). A Corte não relacionou os direitos que decorrem da decisão.
Entretanto, por analogia, o casal poderá pleitear, por exemplo, a declaração conjunta de imposto de renda, inscrever o parceiro(a) como dependente da previdência e de planos de saúde, pensão em caso de morte ou separação, partilha de bens, herança, etc, etc, etc.
A pessoa só precisa comprovar que integra uma "convivência pública, contínua e duradoura", como determina o Código Civil. Para isso, basta colocar a conta de luz em nome de um e a conta d´água em nome do outro.
O Blog do Provocador – link aí ao lado – diz que não há nada mais boiola que a expressão e que é coisa de veado a “união homoafetiva”. “Casamento gay não é um termo mais do que suficiente?” Pergunta o blogueiro.
Seria, mas o STF criou o termo “homoafetivo” que não existe em nenhum dicionário e assim abriu espaço para qualquer relação afetiva entre iguais: homem e homem, mulher e mulher.
O termo homo não tem relação apenas com a homossexualidade. Homo significa semelhante, igual, comum. Isoladamente, não tem nada a ver com sexo.
Sendo assim, agora, dois amigos ou duas amigas, ambos, nos dois casos, heterossexuais que moram juntos passam a constituir uma família. E poderão, como um casal, pleitear na justiça qualquer dos novos direitos do casal homossexual. E provavelmente ganhará a causa, pois os juízes tomarão sua decisão com base no que disse o STF sobre o assunto, reconhecendo a união estável.
Não será preciso provar o impossível, isto é, que o casal é homossexual, para fazer uma declaração de renda conjunta que vai baixar o imposto a ser pago ou aumentar a devolução do imposto pago na fonte. Nem para colocar o amigo ou amiga como dependente em qualquer situação.
Se o Iate Clube de Muriqui ou de Itacuruçá vetar o nome de um companheiro ou companheira como dependente, por exemplo, o casal pode entrar na Justiça e provavelmente ganhará a causa. A prefeitura de Mangaratiba terá que dar pensão ao amigo ou amiga do servidor que sobreviver à união “homoafetiva”.
E muitas outras vantagens e benefícios poderão ser obtidos. Pense nisso e arrume logo um amigo ou amiga para constituir uma união “homoafetiva”.
Não é coisa de boiola, não. É coisa de gente esperta.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

BIN LADEN

Assim falou Jesus:

‘Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistam ao perverso, mas a qualquer que o ferir na face direita, volte-lhe também a outra. E ao que quer demandar com você e tirar-lhe a túnica, deixe-lhe também a capa. Se alguém o obrigar a andar uma milha, vá com ele duas.’ (Mateus 5:21-41.
E quem de nós é capaz de agir desta forma? No caso Bin Laden, fico com o Velho Testamento:
Êxodo 21: “Quem ferir a um homem, de modo que este morra, certamente será morto. Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.” Levítico 24: “Quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado algum homem, assim lhe será feito.” Deuteronômio: “O teu olho não terá piedade dele; vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé.”
Muitos queriam que Osama fosse preso e julgado como um criminoso comum. Autoridades europeias questionam a legalidade da operação para matar Bin Laden. “Seria preferível ver Osama bin Laden diante de um tribunal", disse, em Bruxelas, a comissária europeia de Assuntos Domésticos, Cecilia Malmstrom. "Foi claramente uma violação do direito internacional", disse o ex-chanceler alemão-ocidental Helmut Schmidt.
Penso que os americanos apenas invadiram uma terra de ninguém onde todos estão permanentemente em guerra e se matam sem nem saber por quê. Aquilo não é um país, é um esconderijo de terroristas.
Agora, já imaginaram se ele fosse preso e julgado por um juiz tipo Gilmar “Dantas”. Não ficaria nem trinta dias preso. O juiz logo assinaria um habeas corpus para que a funesta criatura respondesse em liberdade pelo assassinato de 3.000 pessoas somente no ataque às torres do World Trade Center.
Os advogados arranjariam um jeito de provar que foi apenas um crime culposo, pois o demônio terrorista não participou diretamente do ato de imolação pública de inocentes. Defenderiam que as provas foram obtidas de forma ilícita.
Gilmar “Dantas” poderia até inocentar o anticristo que já estaria com graves problemas renais crônicos necessitando de assistência médica permanente. Justificaria também afirmando que Bin Laden foi um heróico lider que lutou a favor da América e contra os soviéticos no Afganistão.
Considero que os americanos fizeram foi um grande favor ao infeliz enviando-o para um paraíso com setenta virgens a sua disposição. Tal como ele convencia seus homens-bomba a explodirem-se matando milhares de pessoas inocentes.
Somente não creio que fizeram com Bin Laden o que o matador das crianças da escola de Realengo queria que fizessem consigo próprio. Duvido que lavaram o corpo, enrolaram em um lençol branco e o jogaram no mar. Acredito e espero que o tenham enrolado em chumbo e jogado no local mais profundo do mar.
E vejam só o que um político é capaz de fazer para aparecer. O vereador Walmir Jacinto, do PR – o partido do nosso prefeito - usou a tribuna, em Anápolis, Goiás, para pedir um minuto de silêncio em homenagem ao terrorista. O vereador justificou afirmando que Bin Laden era filho de Deus. O pedido foi deferido pelo presidente da Câmara.
Eu, quando soube da morte, fiquei de joelhos, braços e cabeça no chão, naquela mesma posição em que ficava Bin Laden, dez vezes por dia, orando por Alá.
Virei o rabo pra Mecca e peidei.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

CARGA TRIBUTÁRIA

Li nos jornais, vi na TV e ouvi no rádio:

“Após alcançar um trilhão de reais com 49 dias de antecedência em relação ao ano passado, o impostômetro vai superar a marca inédita de um trilhão e 200 milhões de reais nesta terça-feira (14), às 11h45. O montante inclui tributos federais, estaduais e municipais."
“A arrecadação de impostos no Brasil em 2010 bateu a marca de 1 trilhão de reais na tarde desta terça-feira. O número foi registrado por volta das 13 horas pelo impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O aparelho registra em tempo real os tributos pagos no país. O valor pago pelos contribuintes à União, estados e municípios corresponde a, aproximadamente, 3,34 bilhões de reais por dia, ou um total de 5.193 reais por habitante, no acumulado do ano.”
“A arrecadação federal no primeiro trimestre deste ano bateu mais um recorde. No período, os contribuintes recolheram aos cofres públicos R$ 226,2 bilhões em impostos e contribuições, um aumento real de 11,96% em relação ao valor apurado nos primeiros três meses de 2010. No ano, a arrecadação de impostos já está R$ 35,7 bilhões superior ao registrado no primeiro trimestre de 2010. Somente em março, a Receita recolheu quase R$ 71 bilhões em tributos.”
Sempre que vai atingir um número redondo, o impostômetro vira notícia na TV, rádio e jornais, afirmando que o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo.
Pura manipulação. Descobri no site do professor Meira da Rocha (aqui) uma comparação da arrecadação de impostos per capita em dezenas de países com dados de 2009. Reproduzo a seguir as 35 maiores cargas tributárias com a média de impostos supostamente paga por habitante. Aí estão inclusos todos os impostos federais, estaduais e municipais, incluindo IPI, ICMS, ISS, etc.
São 14 países com carga tributária mais elevada que a do Brasil que ocupa a 49ª posição em arrecadação.
E reparem como a maioria dos países mais desenvolvidos tem cargas tributárias mais elevadas. Comparem o PIB per capita que ainda é bem maior que o nosso - ganhamos somente de Cuba - e a arrecadação per capita do Brasil só não é inferior à da Sérvia e a da Turquia.

domingo, 1 de maio de 2011

CELULAR

O Brasil terminou março com 210,5 milhões de assinantes da telefonia celular, conforme anunciou a Anatel. Em fevereiro, foram adicionados cerca de 3 milhões de terminais. No primeiro trimestre de 2011, foram adicionados 7,6 milhões de novos celulares, informou a Anatel.
Em abril e maio, o mês do dia das mães – quando o celular é um dos presentes preferidos - o número de aparelhos no país deverá atingir mais de 220 milhões.
Considerando apenas a população atual acima de 9 anos – 161.970.265 habitantes – teremos a média de 1,4 celulares para cada brasileiro com 10 anos ou mais. Por residência, teremos 3,3 aparelhos.
Há cerca de 20 anos, surgiu o telefone celular. Um tijolo que os deslumbrados traziam pendurado na cintura. Não quis entrar nessa e vivi muito feliz até os cinquenta anos sem celular.
Obrigado por mulher e filhos, tive que adquirir um aparelho. Lá se foi a minha total liberdade de viver sem qualquer controle externo. Sem ter que mentir para responder a reincidente perguntinha “Onde é que você está?”.
Meu celular tem câmera, rádio, toca MP3, manda torpedos, etc, etc, mas a única coisa que faço e sei fazer com ele é atender as chamadas Não posso negar que o celular trouxe alguns benefícios. Por exemplo, para os jovens darem enorme prejuízo aos pais, para corretores de imóveis e para políticos em campanha. Apenas em campanha, porque depois de eleitos eles não mais atendem o celular.
Trouxe, porém, a possibilidade de inúmeros golpes aplicados por espertalhões em pessoas facilmente influenciáveis. O pedido de resgate pelo sequestro do filho ou da filha todo mundo já conhece, mas ainda há gente que continua caindo no golpe. Tem, também, o torpedo que informa ter sido o assinante sorteado para ganhar um carro zero, bastando depositar em uma conta bancária certa quantia para as despesas de licenciamento do veículo. E existem aqueles que depositam. Minha mulher já “ganhou” dois Unos e um Corsa.
Uma vez recebi ligação informando do sequestro da filha que infelizmente nunca tive. Entrei na do bandido, me desesperei. Marquei encontro para pagar o resgate. Fico imaginando a cara do meliante me esperando crente que ia botar a mão numa bolada de 20 mil reais.
O celular também tem causado inúmeros acidentes de trânsito e, agora, tornou-se o ítem mais furtado no país, principalmente porque os aparelhos estão desbloqueados. Pode-se colocar no aparelho um “chip” de qualquer empresa comprado por 5 a 25 reais em qualquer camelô. Isto vai levar as empresas a lançar o aparelho descartável. Compra-se um com cerca de R$ 30,00 de crédito. Acabou o crédito, joga-se fora o aparelho.
Para mim, o melhor do celular foi a inspiração que deu para David Ellis realizar o eletrizante filme de suspense “Cellular”, um thriller que recebeu no Brasil o título de “Um grito de socorro”.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

CRIMES EM FAMÍLIA

Enquanto a polícia continua a sua temporada de caça às mães de bebês abandonados, novos casos surgem em São Paulo.
Enrolado em papel higiênico, recém-nascido foi encontrado no lixo do banheiro de hospital em Jundiaí; enquanto na capital outro bebê foi encontrado morto no lixo de um supermercado. Uma mulher foi presa acusada de tentar matar as duas filhas gêmeas dentro de casa em São Pedro d'Aldeia, no Rio de Janeiro. As meninas, de apenas 1 ano e 7 meses, foram baleadas no peito quando dormiam.
Sempre achei que seria muito melhor se as mulheres, especialmente as paulistas, pusessem ovos. Não óvulos.
Se elas fossem como as aves, inúmeros problemas poderiam ser evitados.
A gravidez indesejada, o parto prematuro e o aborto seriam abolidos. A menstruação também. O parto sofrido e tão doloroso se restringiria a postura de um pequeno ovo mensalmente. Um ovinho assim como o de uma galinha garnizé.
Se quisesse ter um filho, bastaria chocá-lo durante 21 dias. Senão, poderia doá-lo a quem não pusesse ovos fecundados. Até poderia existir um banco desses ovos catalogados de acordo com a sua origem para adoção em vez dos depósitos de crianças abandonadas.
Seria o fim do anticoncepcional e da camisinha, essa coisa que é um verdadeiro talismã contra tesão.
As mulheres ficariam livres das estrias e da depressão pós-parto. As parteiras perderiam seu ganha-pão, os obstetras não mais seriam incomodados nas madrugadas, mas as maternidades poderiam ser transformadas em casas de saúde, melhorando consideravelmente o atendimento à saúde infantil no país.
Seria, enfim, a liberdade total para as mulheres, donas absolutas de seu próprio corpo, que não precisariam mais correr à procura de atendimento obstétrico e ficariam livres do período de resguardo. E não precisariam gastar com roupas para usar somente na gravidez.
Entretanto, não era sobre isso que eu queria falar, mas sim sobre a nova enxurrada de crimes familiares entre adultos.
Em Minas, estudante de Direito se uniu ao namorado e ao sogro para matar o pai a fim de receber o seguro do velho. Uma mulher matou o marido a facadas após ter-se irritado ao vê-lo embriagado e dançando nu em sua residência, em Belo Horizonte. Na Baixada Fluminense, pai é preso por abusar da filha de nove anos.
Vou acabar acreditando que a culpa, como dizem, é dos políticos.

sábado, 23 de abril de 2011

BANGU 19x0 MANGARATIBA

A equipe de futebol feminino do Mangaratibense foi derrotada por 19 a 0 pelas meninas do Bangu.
Na primeira rodada, as meninas de Mangaratiba foram derrotadas também por 19 a 0 pelo Duque de Caxias.
Imaginem como estará o placar do jogo com o São João de Merity.
E para que a postagem não fique assim tão curtinha vou contar uma anedotinha de humor negro. Lembrem-se que eu sou politicamente quase incorreto.

Duas amigas se encontram após muito tempo sem se verem.
Diz a primeira:
- Nossa, você ficou ótima assim magrinha. Adorei seu corte de cabelo, bem curtinho, ficou muito fashion! O que é que você tem feito?
A outra responde:
- Quimioterapia.
A primeira ainda insiste: 
- Que bom! Faculdade pública ou particular?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

POUCA FÉ E CHOCOLATE DEMAIS

Muito bacalhau - que o pobre já pode voltar a comer - muito peixe, muita festa, muito som na praia de Muriqui (incluindo o famigerado funk em carro com mala aberta), muita birita e pouca, muito pouca fé.
Abstinência somente de orações e de carne que poucos, muito poucos, sabem o porquê e é a única reminiscência das minhas sextas-feiras santas.
Naquele tempo, o comércio fechava, o rádio tocava apenas música clássica, a família se recolhia em meditação e reflexão, o pensamento voltado para Deus.
Havia canjica, farofa, mas chocolate nem pensar. Bacalhau era comida de pobre e nunca faltava.
Abstinência de carne e da carne. Sexo somente no dia seguinte.
Bebia-se vinho que Ele disse ser o Seu sangue. Vinho de garrafão. Ninguém discutia, não cantava, nem falava alto. Bares e boates fechados, cinemas exibindo “A Vida de Cristo”.
Era respeito absoluto pelo dia memorável da crucificação de Jesus. Até nos quartéis, dava-se um tempo na tortura. Bandidos e ladrões tiravam o seu dia de folga.
E chovia. Sempre chovia. Os mais velhos diziam que eram as lágrimas de Jesus triste com a iniquidade do mundo.
Era, de fato, um dia santificado para reflexão. Podia-se ouvir o som do silêncio. Mas, não era um dia triste. Havia apenas um jejum de alegria.
“Tudo que você pode abrir mão temporariamente para que melhor se concentre em Deus pode ser considerado um jejum (I Coríntios 7:1-5).”
No dia seguinte - Aleluia! - explodia a alegria. Era novamente carnaval nas ruas e nos clubes. Às dez da manhã, malhava-se o Judas. Um mártir que confiou na reação do povo em defesa de Cristo e que a igreja transformou em traidor. A gente acreditava nisso e o malhava sem piedade.
Hoje, a Sexta-feira Santa mais parece um sábado de aleluia em que a fé, o respeito e os sentimentos cristãos é que são malhados.
Feliz Páscoa!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A BARBÁRIE NO VAREJO

Como eu disse em postagem anterior, a selvageria no varejo do cotidiano não mais comove ninguém, é preciso que ela ocorra no atacado, como em Realengo, para haver comoção nacional.
Aposto que ninguém se comoveu com essas manchetes da primeira página de três jornais onlineO Globo, O Dia e Folha de São Paulo – apenas nos últimos três dias, em plena Semana Santa:
MAUS-TRATOS
Jovem trancado pela mãe em um quarto teria morrido de fome em SP
BARBÁRIE NA ZONA NORTE
Três corpos em favela de Inhaúma
CRUELDADE
Mãe é a principal suspeita de deixar filho morrer de fome trancado em um quarto
Três são indiciados por morte de adolescente em SP
Garota de 16 anos morreu após consumir drogas em pousada de Ubatuba, litoral Norte do estado
Câmeras gravam assassinato de travesti
Motivo seria roubo de R$ 800
Sumiço de R$ 8 motivou briga que acabou em morte em casamento
Noivo atropelou aposentada
Preso suspeito de ser o atirador de Santos, SP
Ataques deixaram um morto e sete feridos
Mais violência no litoral de SP: 3 jovens são mortos no Guarujá
Atirador estava em carro escuro
Falso técnico de futebol violentava meninos
Ele recrutava garotos de 12 a 14 anos nas casas em SP
Polícia de SP investiga novo caso de intolerância
Jovem com tatuagens nazistas esfaqueou dois no Jabaquara
Ladrões fazem família refém na Zona Leste
Quatro foram presos após recolher até ovos de Páscoa da casa
Mãe e filha são mortas após briga com vizinho
Motivo seria som alto
Jovem é espancado ao sair de boate gay em Campo Grande
Novela 'Insensato coração':
Antes de morrer, Henrique dá um tapa na cara de Wanda e esfaqueia tia Neném
Justiça solta assassino confesso de universitária dentro de escola em Campo Grande
Após quase 24 horas, homem mantém ex-mulher refém em SE
Chacina deixa três mortos no litoral de São Paulo
Polícia deve reconstituir hoje morte de irmãs em Cunha
Dois homens são achados mortos perto da estação de trem de Irajá
Bebê é deixado em caçamba de lixo em SP
Recém-nascido foi achado por catador na Praia Grande, litoral Sul
Criança morre após ser jogada contra parede pelo tio
Chacina deixa 4 mortos e 1 ferido em Guarulhos
Briga entre traficantes rivais em favela de Guarulhos seria o motivo
É a banalização da vida.
Dizem que a culpa é dos políticos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

HISTÓRIAS DO BRASIL

Alguns detalhes da história do Brasil foram censurados e não são apresentados em salas de aula. Para conhecê-los é necessário muita pesquisa em museus e livros antigos não didáticos. Felizmente, o Laurentino Gomes – jornalista e escritor – fez para nós uma pesquisa de dez anos e escreveu dois livros: 1808 e 1822. O primeiro ganhou o Prêmio Jabuti, considerado o mais tradicional prêmio literário brasileiro. Ganhou também o prêmio na categoria livro-reportagem e livro do ano de não ficção.
Em 1808, o autor mostra “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”. O outro livro conta “Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado”.
Acabei de ler 1822 e tomei conhecimento da verdadeira história da independência brasileira com alguns detalhes incríveis.
Por exemplo, D. Pedro vestia roupas emprestadas por um plebeu e montava uma mula – a forma correta e segura de subir a Serra do Mar - e não o belo cavalo alazão da pintura de Pedro Américo. O grito jamais existiu, nem foi um brado retumbante. Foi apenas uma declaração proferida em conversa de D. Pedro com seus acompanhantes que não eram tantos como demostra a pintura.
O local do acontecimento, um pequeno riacho em São Paulo – hoje, apenas um canal de esgotos - ficava perto de uma venda onde a comitiva parou para descansar.
D. Pedro, na ocasião, sofria uma tremenda diarreia, tendo que parar por diversas vezes para evacuar no mato. Nesse dia, 7 de setembro, mandou a comitiva se adiantar e ficou na casa de Domitila, a futura marquesa de Santos, a 600 metros do riacho. Somente à tarde foi se encontrar com seus acompanhantes.
Até a declaração da independência, houve uma guerra longa e desgastante de 21 meses em que milhares de brasileiros e portugueses perderam a vida. E mesmo depois, inúmeras batalhas foram travadas para que a independência fosse imposta sem prejuízo da unificação do país. Portanto, não foi uma independência pacífica.
Uma dessas batalhas foi a Confederação do Equador, na qual Pernambuco e Ceará queriam formar um país republicano nos moldes dos Estados Unidos. O Frei Caneca foi um de seus líderes. Derrotado, foi condenado à forca. Três carrascos se recusaram a executá-lo. O comando da junta militar responsável pela execução de Frei Caneca decidiu, então, pelo seu fuzilamento. Esse comandante que ordenou o fuzilamento de Frei Caneca foi Francisco de Lima e Silva, pai do futuro Duque de Caxias.
Tem o título de “A Marquesa” o melhor capítulo do livro 1822. Nele, o autor aborda o romance de D. Pedro com Domitila de Castro Canto e Melo, uma mulher medíocre, semi-analfabeta e nada bonita que se tornou uma espécie de eminência parda do império. Domitila, que levou facadas do marido traído, teve 14 filhos de três homens diferentes, incluindo D. Pedro, e mandou matar a própria irmã Maria Benedita que também engravidou com o imperador. O romance somente terminou quando D. Pedro, viúvo da imperatriz Leopoldina, foi obrigado a casar-se com uma linda pseudo-princesa italiana de 17 aninhos.
Um dos bilhetes de Domitila ao imperador diz - ipsis litteris - o seguinte:
“Sinhor. Perdoe-me que le diga isto eu não preciso de conçelhos não sou como Vossa Majestade as minhas respostas ção nascidas do meu coração.”
Não deixem de ler 1822. Agora, vou ler 1808. Depois, eu conto.

domingo, 17 de abril de 2011

POLISHOP

È uma empresa distribuidora de coisas inúteis e desnecessárias. Tem um canal de TV e uma revista – Ideias! - que vende suas mercadorias importadas a preços absurdos.
Recebi a edição deste mês que promove presentes especiais para o dia das mães.
Entre eles, descobri um alongador para os dedos dos pés. Fico imaginando que criatura desnaturada será capaz de presentear a infeliz genitora com um alongador de dedos dos pés.
Abro a revista e vejo em página-dupla o anúncio do George Foreman Grill para fazer frituras sem gordura. “A gordura sai e o sabor fica”, diz o ex-campeão mundial de box que comprou a licença de fabricação do produto de um amigo que fracassara em seu lançamento.
Certa vez, ganhei um aparelho desses que permaneceu sepultado naquele cemitério de coisas inúteis que existe em qualquer domicílio.
A seguir, a revista apresenta aparelhos de ginástica com modelos esculturais que não precisaram fazer qualquer esforço para conquistar aquele corpo. “Perca peso e conquiste um abdômen tanquinho sentado em uma poltrona”, diz a propaganda. Deve existir quem acredita nisso ou a empresa não gastaria sete páginas-duplas seguidas com diversos aparelhos que “estimulam todos os músculos do seu corpo sem sair do lugar”.
Para as mulheres, tem escovas de cabelo e depiladores que custam desde R$ 360,00 até R$ 499,00. Para os homens, barbeadores desde R$ 119,94 até R$ 549,90. Para ambos, a Polishop tem o Hair Laser Slide que “interrompe a queda, aumenta o volume e faz o cabelo crescer mais rápido” por apenas R$ 999,90 à vista ou dez de R$ 99,99. Será que os carecas acreditam?
Tem também frescuras como esteiras massageadoras e hidromassagem para os pés. Um aparelho de ar-condicionado custa apenas R$ 3.599,88. Um liquidificador que também é batedeira e cortador de legumes, denominado Kitchen Revolution, custa R$ 959,88.
Quer uma padaria em casa com pão fresquinho à hora que quiser? Compre a máquina de fazer pão La Baguete Arno por R$ 839,88. É mais um candidato para aquele cemitério de coisas inúteis. Melhor fazer como eu: compro os pães no mercado, congelo e esquento-os no forno sempre que precisar. É bem mais simples, mais barato e o pão parece que saiu do forno da padaria.
São inúmeros os produtos anunciados. Vou falar apenas de mais um que minha mulher comprou há cerca de cinco anos: a máquina de limpeza a vapor Karcher. A propaganda diz que limpa paredes, cortinas, tapetes, assoalhos, etc, além de desamassar roupas com a força do vapor quente d`água.
De fato, ele limpa. Mas, o vapor esfria e vira água que escorre pelas paredes e cortinas, inundando a casa de água suja. O trabalho se torna bem maior do que a antiga forma de limpeza.
Usamos a máquina apenas uma vez. Anunciamos no Balcão e a vendemos para um incauto cidadão.

sábado, 16 de abril de 2011

MASSACRE EM REALENGO

A tragédia me deixou desnorteado e somente hoje, dez dias após o ocorrido, volto a escrever. Não sabia o que pensar diante de tanta selvageria e do barbarismo das considerações sobre a carnificina de Realengo.
Quando nos deparamos com um crime absurdo como este, é natural que todos nós suspeitemos da sanidade mental de quem cometeu tal desatino.
Este vídeo de quatorze minutos, porém, mostra um indivíduo articulado, tranquilo, bem informado e com opiniões firmes, falando de seus planos de vingança contra aqueles que o maltrataram e, também, contra os outros que permitiram que o maltratassem. Porque matou as crianças, talvez, nem Deus saiba.

"Que o ocorrido sirva de lição, principalmente para as autoridades escolares, para que descruzem os braços diante de situações em que alunos são agredidos, humilhados, ridicularizados, desrespeitados..." – diz ele no vídeo.
Ainda não sei o que dizer do infeliz. Era um demente? Não basta ser demente para praticar tal barbaridade. Um sociopata? Quantos existem que jamais farão algo semelhante?
Eu, próprio, diante de tanta insensatez que se vê por aí, estou me tornando um. A selvageria no varejo do cotidiano não mais comove ninguém, é preciso que ela ocorra no atacado para haver comoção nacional.
Talvez, assim, aqueles que praticam ou permitem a prática do “bullying” nas escolas aprendam esta lição. Não podemos permitir que isso possa servir de exemplo a ser seguido por aqueles que atualmente sofrem a humilhação do “bullying”.
Como disse Sartre: “Nenhum ser humano nasce pronto; o homem é, em sua essência, produto do meio em que vive, construído a partir de suas relações sociais”.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

BUENOS AIRES

Estamos sem palavras para descrever o bairro de Palermo. Este é o melhor lugar do mundo!!! As casas são lindas, as ruas muito largas, cada bar, loja e restaurante mais lindo que o outro e são centenas deles.
Ainda bem que mudamos de hotel, saindo do Centro, soturno à noite, para o agito de Palermo. O hotel fica exatamente no centro desse agito.
E os argentinos são tão mais educados e gentis que os brasileiros! E a elegância?
Ontem tivemos a noite "más encantadora de nuestras vidas" num lugar chamado "Te Mataré Ramirez". Teve show erótico e a melhor comida possível.
Está tudo perfeito. Todos os lugares são perfumados e sempre toca boa música. Aliás, somente ótima música. E vocês ficam aí ouvindo funk.
Parece que eles tentam fazer tudo muito bem feito, mas não percebo aquele esnobismo que acreditamos que eles tenham. Se têm, fica escondido pra usar no futebol.
E, a propósito, eu que nunca falei espanhol já estou com um "portunhol" muito bom e uma pronúncia ótima. No táxi chego a enganar o motorista, dando todo o trajeto num sotaque legitimamente portenho.
Fomos a San Isidro, 50 minutos de táxi por 35 reais. Comemos o melhor bife com fritas do mundo. Não é só propaganda, é realmente fantástico. Dá pra cortar com o garfo. E o sabor pode ser comparado ao melhor churrasco de picanha que eu já tenha feito na vida. Só que eles têm controle disso! Repetem essa carne perfeita o tempo todo.
Aliás, até o boteco da esquina serve comida maravilhosa. Eles são muito, muito caprichosos. Fazem tudo com muito cuidado.
Jantamos no Astrid y Gastón hoje. Foi o melhor jantar de nossas vidas. Lívia classificou como esplendoroso.
Sabores totalmente novos, nunca experimentados. O cara é de fato um mágico. Foram oito pratos no menu degustação (três entradas, três principais e duas sobremesas), sem falar nos pães que já eram impressionantes.
O Gastón é um cozinheiro conhecido internacionalmente, com restaurantes em todo o mundo.
Esta viagem foi realmente algo de outro mundo para nós, algo que ficará marcado para sempre.
No centro, porém e principalmente, a poluição dos carros deixa nossa roupa fedendo. A frota deles é muito antiga, há táxis depauperados ainda rodando.
Comparativamente, respiramos um ar paradisíaco no Rio de Janeiro. Acho que isso se deve a renovação dos carros ocorrida no Rio nos últimos anos.
Tínhamos lido muitas histórias sobre os taxis. De troca de notas verdadeiras por falsas, de troco em nota falsa, de dizer que você tinha dado dez quando você deu cem pesos pra pagar, de fugirem com sua mala quando você salta do carro, de ficarem fazendo trajeto mais longo... Enfim, tantas histórias que tivemos que tomar cuidado. Por isso, fui obrigado a conhecer bem o mapa de Buenos Aires e sempre indicar o destino exato e também o itinerário.
Talvez tenhamos dado sorte, mas acho difícil, já que andamos muito de táxi e encontramos ótimos e hospitaleiros taxistas.
O curioso é que eles são verdadeiros intelectuais. Discorrem sobre a economia da Argentina e do mundo. Sobre política, sobre especulação imobiliária (sabem o valor do metro quadrado em tudo que é canto da província).
Sabem muito sobre o Brasil, chegam a saber detalhes espantosos como dados estatísticos. E falam em Lula o tempo todo. Eles sentem inveja pelo Lula que deve lhes lembrar Evita. Reclamam muito de Cristina Kirchner e ficam comparando as ações dela com as que Lula tomou.
Menciono isso porque é gritante mesmo a admiração deles. Também, não é por menos, enquanto o Brasil cresceu e muito, a Argentina afundou. Agora eles veem os brasileiros circulando por aqui, bem de vida, e eles mal das pernas.
Pra não dizer que foi perfeito, ontem de manhã eu estava sonolento e peguei um táxi sem estudar o trajeto antes. Íamos para o Café Tortoni e a taxista, uma senhora, fez um trajeto esquisito. A Lívia que me chamou a atenção. Peguei o mapa na mochila e conferi que ela estava fazendo um caminho equivocado. Questionei e ela ficou muito sem graça, pediu desculpas e quis devolver o dinheiro.
Mas foi só isso. A impressão final sobre os taxistas foi muito boa.
P.S.: Estivemos no restaurante-bar Sagardi. Eles servem uns pãezinhos com todo tipo de recheio e cobertura espetados com pintxos (palitos) que ficam no balcão. Você pode pegar o que quiser, no final basta apresentar quantos pintxos tem pra pagar.

Do nosso enviado especial
à república portenha
Fábio R. Corrêa

quinta-feira, 7 de abril de 2011

DEPOIMENTO DE UM TORTURADOR

A novela do SBT apresenta ao final de cada capítulo o depoimento de um torturado pela ditadura militar. São histórias terríveis que muitos podem duvidar que, de fato, aconteceram.
Para compensar tais acusações dos torturados e não parecer que sou tendencioso, vou reproduzir o depoimento que um torturador fez à VEJA há cerca de cinco anos.
"Marcelo Paixão de Araújo prestou a VEJA um histórico depoimento de quase duas horas. Tornou-se o primeiro agente da repressão a admitir em público que torturava presos políticos durante a ditadura militar. Herdeiro dos fundadores do Banco Mercantil, Marcelo Paixão de Araújo formou-se em direito e trabalha como corretor de seguros, em Betim, a 30 km de Belo Horizonte. Em casa, tem uma biblioteca de 2.500 volumes, com clássicos da literatura brasileira até manuais de tortura.
Em 1968, Marcelo servia como tenente no 12º Regimento de Infantaria do Exército em Belo Horizonte, um dos três centros mais conhecidos de tortura da capital mineira durante a ditadura militar. Ali, permaneceu até 1971.
Na entrevista à VEJA, o ex-tenente alternou estados de humor, indo da descontração à rispidez em segundos. Aqui, ele conta como e por que torturou três dezenas de presos políticos, de 1968 a 1971.
Veja — Durante a ditadura, em depoimentos na Justiça Militar, 22 presos políticos acusam o senhor de tortura. É verdade?
Araújo — Quem lhe disse isso?
Veja — Vi nos processos na Justiça Militar. E, pela quantidade de presos que o citaram, o senhor é o agente da repressão que mais praticou torturas. É verdade?
Araújo — Sim. Todos os depoimentos de presos que me acusam de tortura são verdadeiros.
Veja — O senhor fez isso cumprindo ordens ou achava que deveria fazê-lo?
Araújo — Eu poderia alegar questões de consciência e não participar. Fiz porque achava que era necessário. É evidente que eu cumpria ordens. Mas aceitei as ordens. Não quero passar a idéia de que era um bitolado. Recebi ordens, diretrizes, mas eu estava pronto para aceitá-las e cumpri-las. Não pense que eu fui forçado ou envolvido. Nada disso. Se deixássemos VPR, Polop (organizações terroristas) ou o que fosse tomar o poder ou entregá-lo a alguém, quem se aproveitaria disso seriam os comunistas. Não queríamos que o Brasil virasse o Chile de Salvador Allende. Nessa época, eu tinha 21 anos, mas não era nenhum menino ingênuo (risos). O pau comia mesmo. Quem falar que não havia tortura é um idiota.
Veja — Como o senhor aprendeu a torturar?
Araújo — Vendo.
Veja — O que o senhor fazia?
Araújo — A primeira coisa era jogar o sujeito no meio de uma sala, tirar a roupa dele e começar a gritar para ele entregar o ponto (lugar marcado para encontros), os militantes do grupo. Era o primeiro estágio. Se ele resistisse, tinha um segundo estágio, que era, vamos dizer assim, mais porrada. Um dava tapa na cara. Outro, soco na boca do estômago. Um terceiro, soco no rim. Tudo para ver se ele falava. Se não falava, tinha dois caminhos. Dependia muito de quem aplicava a tortura. Eu gostava muito de aplicar a palmatória. É muito doloroso, mas faz o sujeito falar. Eu era muito bom na palmatória.
Veja — Como funciona a palmatória?
Araújo — Você manda o sujeito abrir a mão. O pior é que, de tão desmoralizado, ele abre. Aí se aplicam dez, quinze bolos na mão dele com força. A mão fica roxa. Ele fala. A etapa seguinte era o famoso telefone das Forças Armadas. Tinha gente que dizia que no telefone vinha inscrito US Army (indicando que era produto das Forças Armadas americanas). Balela. Era 100% brasileiro. O método foi muito usado nos Estados Unidos e na Inglaterra, mas o nosso equipamento era brasileiro.
Veja — E o que é o telefone?
Araújo — É uma corrente de baixa amperagem e alta voltagem.
Veja — De quanto?
Araújo — Posso pegar o manual para informar com certeza. Mas não tem perigo de fazer mal. Eu gostava muito de ligar nas duas pontas dos dedos. Pode ligar numa mão e na orelha, mas sempre do mesmo lado do corpo. O sujeito fica arrasado. O que não se pode fazer é deixar a corrente passar pelo coração. Aí mata.
Veja — Qual era o estágio seguinte quando o preso não falava?
Araújo — O último estágio em que cheguei foi o pau-de-arara com choque. Isso era para o queixo-duro, o cara que não abria nas etapas anteriores. Mas pau-de-arara é um negócio meio complicado. No Rio e em São Paulo gostavam mais de usar o pau-de-arara do que em Minas Gerais. Mas a gente usava, sim. O pau-de-arara não é vantagem. Primeiro, porque deixa marca. Depois, porque é trabalhoso. Tem de montar a estrutura. Em terceiro, é necessário tomar conta do indivíduo porque ele pode passar mal. Também tinha o afogamento. Você mete o preso dentro da água e tira. Quando ele vai respirar, coloca dentro de novo, e vai por aí afora. É como um caldo, como se faz na piscina. Era eficiente. Mas eu não gostava. Achava que o risco era muito alto. Afogamento não era a minha praia (risos). A geladeira, uma câmara fria em que se coloca o preso, não funcionava em Belo Horizonte. Era muito caro. O que tinha era o trivial caseiro. O menu mineiro.
Veja — O que mais tinha no menu mineiro?
Araújo — A dança da lata eu praticava muito.
Veja — Como era?
Araújo — Eu pegava duas latinhas de ervilha e abria. Depois, colocava o cara de pé, em cima.
Veja — Sangrava?
Araújo — Não. Ele falava antes disso (gargalhadas). Mas quem era mais leve agüentava mais tempo.
Veja — E quem não tinha o que dizer?
Araújo — Ia para a lata igual. Mas é muito fácil identificar quem tinha e quem não tinha o que falar.
Veja — Como?
Araújo — Militante é diferente. Jornalista é diferente de militar, que é diferente de empresário, que é diferente de militante. Ele se deixa trair por uma série de coisas. O linguajar, para começar, é diferente. Então, inocente só era torturado quando o agente era muito cru, sem conhecimento algum da práxis marxista, ou quando era um sádico. É muito fácil identificar uma pessoa que não é de esquerda. Vou dar um exemplo. Há algum tempo fui comprar dólares no Banespa, no câmbio turismo. Como até hoje tenho minha carteira militar, apresentei-a no lugar da identidade. O atendente viu a carteira, olhou para mim e perguntou:
— O senhor serviu no colégio militar?
— Tive uma época lá. Por quê? Você foi aluno lá?
— Não.
— Você foi soldado?
— Não.
— Escuta, eu te prendi?
— Não foi bem assim. Fui preso e o senhor foi o único que acreditou em mim. Apanhei com palmatória antes de o senhor chegar e me liberar.
— Sorte, hein? Já pensou se fosse o contrário? (risos).
Veja — O senhor já reencontrou alguma pessoa que torturou?
Araújo — Sim. Eventualmente, eu encontro ex-presos meus, inclusive os que apanharam. E o relacionamento não é muito ruim, não. Não é aquele negócio de dar beijinhos e abraços. Mas é um relacionamento de respeito. Há pouco tempo, aqui em Belo Horizonte, encontrei o Lamartine Sacramento Filho, que é professor em uma faculdade local. Segurei ele no ombro e disse: 'Você não me conhece, não?' Ele levou um susto. Aí eu disse: 'Você tá bom?' Ele disse que sim e não quis mais conversa. Mas também não passa batido, não (risos). Não deixo passar batido (sério).
Veja — Por quê?
Araújo — É o meu esquema. Não deixo passar batido. Não vai passar batido. Não passa batido. Vou lá, coloco a mão no ombro dele e digo: Não me esqueci de você, não. Você lembra de mim? Estamos aí. A vida continua.
Veja — Quantas pessoas o senhor já torturou?
Araújo — Não tenho idéia. Não sou igual a matador que faz talho na coronha do revólver para cada um que mata. Mas você quer um número aproximado?
Veja — Sim.
Araújo — Uns trinta.
Veja — O senhor matou alguém em sessões de tortura?
Araújo — Não. Já atirei, mas não matei.
Veja — Mas morreu gente onde o senhor servia.
Araújo — Pouca gente. O João Lucas Alves, que era um ex-sargento da FAB, foi um deles. Ele morreu na tortura.
Veja — O senhor participou?
Araújo — Não. Isso foi alguns dias antes de eu ser convocado. Depois que eu saí, se morreu alguém eu não sei.
Veja — O que é besteira e o que é verdade no que já se escreveu sobre tortura no Brasil?
Araújo — Há algumas pequenas inverdades. Mas a maioria dos fatos é correta. Há pouca besteira e muita verdade. As pessoas que participaram desse período até hoje não falaram abertamente. As altas autoridades do país foram as primeiras a tirar o seu da reta. Morri de rir ao ler o livro sobre o Geisel (refere-se ao livro que reúne as memórias do ex-presidente Ernesto Geisel, publicado no ano passado pela Fundação Getúlio Vargas). Segundo o depoimento de Geisel, ele não sabia de nada, mandava apurar tudo, era um inocente. É uma gracinha isso tudo. Todos os agentes do governo que escreveram sobre a época do regime militar foram muito comedidos. Farisaicos, até. Não sabiam de nada, eram santos, achavam a tortura um absurdo. Quem assinou o AI-5? Não fui eu. Ao suspender garantias constitucionais, permitiu-se tudo o que aconteceu nos porões. É claro que havia diversas pessoas envolvidas nisso. Mas eu não vou citar o nome de ninguém. Falo apenas de mim.
Veja — A tortura não é uma coisa desumana?
Araújo — (Silêncio)
Veja — Quem tortura age como um monstro?
Araújo — Monstro? (em tom indignado). Não. As pessoas que transitam em determinado meio tendem a se relacionar com seus pares. Então, militar andava com militar, policial andava com policial. Essas práticas eram normais entre nós. Quem eu achava que era monstro eram os sádicos. Eu mesmo afastei dois sargentos. Não queria sádicos trabalhando comigo.
Veja — O senhor não tem medo de que aconteça algo para suas filhas?
Araújo — Uma das minhas meninas estuda direito na PUC. Há um ano, um débil mental falou para toda a sala que o pai dela tinha sido do Doi-Codi, que torturava gente, esse tipo de coisa.
Veja — Ela já sabia do seu passado?
Araújo — Sim. Quando uma tinha 13 anos e a outra 14, contei tudo. Foi na época em que saiu o livro Brasil: Nunca Mais. O meu nome está lá, na segunda página, para todo mundo ver (risos). É engraçado. Todo mundo tem o livro, mas pouquíssima gente leu.
Veja — Foi difícil essa conversa?
Araújo — Não foi muito difícil, não. Sou um bom pai. Minhas filhas foram bem criadas. Conhecem o pai que têm. Eu nunca escondi as coisas. Nunca disse a elas que fui um santinho. Disse a elas que não pensassem que eu não bati em alguém. Bati, sim. Elas ficaram um pouco chocadas e disseram: 'Pai, já sabemos, mas agora pára'. Não queriam detalhes. Eu segui a minha vida. Não adianta esconder esse tipo de coisa. A verdade uma hora vem à tona.
Veja — O senhor se arrepende de ter torturado?
Araújo — Não me arrependo. Mas se você me perguntar se eu faria de novo, é outra conversa. É como você me perguntar se eu gostaria de voltar a ter 21 anos hoje. Com a experiência e o dinheiro que tenho atualmente, quero (risos). Mas não me arrependo de nada do que fiz.
Veja — O senhor faria tudo outra vez?
Araújo — Se achasse que não havia outro caminho para livrar o país do comunismo, sim. Mas, em princípio, não. Porque a tortura ou, eufemisticamente, o interrogatório por meios violentos, que não precisa necessariamente ser a porrada, causa um desgaste muito grande. Nunca me neguei a torturar alguém, porém só fazia quando havia necessidade. Mas a brincadeirinha não tem a menor graça, viu (risos).
Veja — Por que o senhor fazia isso, então?
Araújo — O índice de aproveitamento é de mais de 90%. A primeira vez que vi um interrogatório, como assistente, fiquei chocado. E olha que não tinha agressão. Foi só interrogatório policial duro.
Veja — O que o deixou chocado?
Araújo — A forma como o interrogado desmontou sem apanhar. Não adianta fazer interrogatório sem saber quem é o sujeito, de onde veio e o que faz. Era bobagem pegar um sujeito que foi flagrado com um folheto que se imaginava ser da ala vermelha do PCBR ou do PC do B. Isso não levava a lugar algum. Sabe o que funcionava demais? Um tapa com força na mesa. O cara levava um susto. E falava. Quando vi esse interrogatório, fiquei com pena do sujeito. Eram cinco pessoas em volta dele, gritando, ameaçando, chamando-o de mentiroso. Achava que o cara era inocente. Perdi a pena quando ele abriu o bico. Aí eu disse: "Ah, seu sem-vergonha, quer dizer que isso funciona". Com o tempo, vi outros interrogatórios mais duros. Em seguida, passei a atuar como agente.
Veja — Hoje, quase três décadas depois, o senhor não faz nenhuma ressalva ao passado?
Araújo — É preciso admitir que os resultados foram pífios. Atacamos muito a subversão e pouco a corrupção. A única coisa que o Geisel falou em seu livro que eu lhe dou razão é que não se pode fazer um movimento apenas contra. Tem de ser a favor de algo. Faltava isso no movimento. Houve outros equívocos. Para acabar com as lideranças de esquerda, acabaram com as de direita também. Cercearam o movimento estudantil, a política partidária. Foi uma pena. A gente podia ter aproveitado para fazer uma grande remodelação do país. Recentemente, lendo as memórias do Oswaldo Aranha, vi que ele diz o mesmo da Revolução de 1930. Tinha-se de aproveitar aquele período discricionário rapidamente, para impor com agilidade as reformas necessárias. Eu concordo inteiramente com ele.
Veja — Por que o senhor só resolveu dar esse depoimento agora?
Araújo — Porque ninguém me havia perguntado sobre isso antes."

terça-feira, 5 de abril de 2011

AMOR E REVOLUÇÃO

Hoje, às 22h15m, estreia a novela do SBT da qual este blog apresentou algumas cenas em postagem anterior sobre o holocausto da ditadura militar.
A mulher de Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel que comandou a tortura no DOI-Codi em São Paulo, entre 1970 e 1974, encaminhou e-mails ao SBT temendo que a novela seja tendenciosa. Autor e diretor convidaram Ustra a dar um depoimento, mas o militar recusou.
Cada final de capítulo terá um depoimento de alguém cuja história esteja direta ou indiretamente ligada à ditadura.
Um dos pontos fortes da atração é a trilha sonora composta por músicas símbolos do protesto contra a ditadura como ‘Roda Viva’, ‘Apesar de Você’ e ‘Cálice’, todas de Chico Buarque.
Eu que sobrevivi àquela época vou acompanhar. E você que pouco ou nada sabe sobre o que aconteceu naquele período negro da nossa história, não vai?

sábado, 2 de abril de 2011

UM SER DE LUZ

Deslumbrante, apoteótica, imortal, Clara Nunes será sempre a deusa da MPB. Minha cantora preferida. Hoje, passarei o dia inteiro ouvindo-a.

Na opinião de Cauby “Ela foi uma das artistas mais amadas do Brasil e uma das mais queridas pelos colegas. Conseguiu uma proeza de poucos: ser amiga de Elis Regina”. Foi, também, a mais querida dos compositores que fizeram inúmeras canções em sua homenagem. Tanto em vida quanto após sua morte.
Entre 5 de março e 1º de abril de 1983, Clara permaneceu na UTI da Clínica São Vicente após sofrer uma parada cardíaca. Ela havia se submetido a uma simples cirurgia de varizes e teve uma reação alérgica a um anestésico.
Nesse período, a imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta especulava que ela fora vítima de aborto, tentativa de suicídio, surra do marido e outras falsas denúncias.
Na madrugada de 2 de abril, aos 39 anos, no auge da carreira, Clara faleceu vítima de um choque anafilático.

Foi velada por mais de 50.000 pessoas na quadra da Portela e, seu sepultamento, no São João Batista, foi acompanhado por uma multidão de fãs.
Em sua homenagem, a rua onde fica a sede da Portela tem o nome deste ser de luz.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

JANGO, O FILME

Realizado por Silvio Tendler, mostra um João Goulart discreto, tranquilo e preocupado com a situação do país no início da década de 60. A elite dominante - a econômica e a militar - não suportou as decisões do governo em favor do povo e promoveu o golpe de 1º de abril de 1964.
O filme tem a duração de 116 minutos e vale a pena ser visto. É uma aula sobre a história moderna do Brasil. Começa em 1947 e vai até a sua volta do exílio, morto, em dezembro de 1976

Esta “moralisação” aí em cima faz parte da propaganda do IPES – organismo de direita subvencionado pelo governo americano – contra o governo João Goulart.
Jango foi o outro notável vice-presidente que tivemos. Comparável a José Alencar. Como este, também teve um filho não reconhecido fora do casamento.

quarta-feira, 30 de março de 2011

JOSÉ ALENCAR

O Brasil dá adeus a um grande brasileiro que passou os úlltimos dez anos nos oferecendo uma lição de vida e dignidade.
Tive a honra de manter contato com ele na campanha de 2002 e, depois, também na homenagem que lhe foi prestada pela ALERJ quando lhe foi concedida a Medalha Tiradentes. Uma de suas virtudes era dar a máxima atenção a seus interlocutores. Sempre simpático, sabia ouvir a todos.
Um homem de bem que gostava do samba. Um político sério, correto, que jamais foi motivo de qualquer crítica. Um empresário que veio lá de baixo e nunca foi acusado de absolutamente nada de errado.
Uma unanimidade nacional. A prova incontestável da existência de vida honrada na politica brasileira.
Merece todas as homenagens que vemos hoje nas capas de jornais de todo o país.
Mas, um jornal - aquele que eu disse que é feito pra quem não sabe ler - ignorou a merecida homenagem e preferiu pautar o BBB, "mancheteando" que "O Brasil Mariou".
VERGONHOSO.

terça-feira, 29 de março de 2011

TURISMO

De um lado, a Àfrica selvagem.
Do outro, a Polinésia francesa.
Entre as duas, a rodovia Mário Covas, vulgo Rio-Santos.
Que outro lugar no mundo poderia reunir algo assim maravilhoso para o turista?
Na “áfrica”, uma savana com cerca de 500 animais selvagens – zebras, camelos, macacos, veados, avestruzes, inúmeros pássaros, etc – vivem livres. Na “polinésia”, a praia maravilhosa de águas claras e calmas. Estes dois locais estão separados por apenas cerca de cinco minutos de carro.
Tanta maravilha fica em Mangaratiba. E ainda dizem que não há turismo por aqui. Claro que há, só que está restrito ao Hotel Portobello. Qualquer um pode desfrutar desse paraíso ecológico. Basta pagar uma módica quantia.
Agora, por exemplo, em quatro noites da semana santa, uma “single beach room” vai custar apenas R$ 5.200,00. Se você for mais exigente pode ficar em uma “double beach room” por R$ 6.100,00 ou em uma “suite beach” por R$ 7.560,00. Com tudo pago: café da manhã, almoço e jantar.
O bom é que ninguém precisa sair lá de dentro pois nada existe do lado de fora. A não ser que queira visitar a Ilha Grande ou Paraty.

segunda-feira, 28 de março de 2011

POPOZUDA

O jornal Extra prima pela falsa notícia. É jornal para quem não sabe ler ou que se interessa apenas pelas insanidades do cotidiano e pelas fofocas do mundo artístico.
Não existe para informar e muito menos para formar o seu público leitor. A maioria das notícias não pode interessar a quem está em seu juízo perfeito.
Leiam esta: “Bumbum de Valesca Popozuda, com mais de um litro de silicone, vale R$ 5 milhões”.
Será que alguma leitora seria capaz de dar uma nota de três reais para ter um bumbum assim tão horroroso e patético?

quarta-feira, 23 de março de 2011

TURISMO EM MANGARATIBA

“O turismo em nosso município simplesmente não existe. Não há sequer um inventário turístico – o mapeamento de todos os pontos turísticos da cidade - que é uma coisa básica. A estrutura física da Secretaria de Turismo é deficitária e teremos muito trabalho pela frente, mas conto com uma equipe extremamente comprometida para isso”, afirmou Vitor Tenório Santos, o Vitinho, novo secretário de turismo de Mangaratiba em reunião com os secretários de Esportes, de Eventos e de 80 funcionários dos setores envolvidos.
Apresentou projetos e a filosofia de trabalho a ser implantada. Para Vitinho, muita coisa terá que ser feita no setor de turismo que está abandonado.
Entre alguns projetos para o setor, citou o investimento em ações de turismo sustentável, valorizando as pessoas da terra, seus costumes e tradições, além de dar maior atenção à recepção dos turistas para que conheçam melhor a cidade e se interessem pelos seus pontos turísticos.
O secretário pretende firmar convênios com instituições para capacitar moradores da cidade que queiram trabalhar no setor, trazer eventos de grande porte, resgatar a Festa do Peão e o Carnamar e valorizar as festas das padroeiras, dentre outras ações.
Receio que dentre estas outras ações inclua-se a orgia funkeira da madrugada em frente ao quiosque do secretário na praia de Muriqui.

terça-feira, 22 de março de 2011

REDE GLOEBBELS

Acho que todos que leem blogs sabem quem foi Goebbels, mas digamos alguma coisa sobre este nazista e antissemita fanático.
Paul Joseph Goebbels (1897-1945) foi Ministro da Propaganda de Hitler. Exerceu controle severo sobre a educação e a comunicação da Alemanha nazista. Goebbels considerava judeus e comunistas culpados pela crise econômica e política alemã após a primeira guerra.
Foi editor de jornais que manipulavam o noticiário e conclamavam o povo alemão para os esforços de guerra e o combate aos judeus e comunistas.
Logo que as forças aliadas invadiram Berlim, em primeiro de maio de 1945, Goebbels ordenou que sua esposa assassinasse seus seis filhos ainda crianças (na foto da família).
A seguir, Goebbels matou a esposa e, logo depois, se matou.
Rede Globbels é um novo blog - link ao lado - criado pelo meu filho, que pretende reproduzir exemplos de manipulação de toda a imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta que tenta formar um público tão vil como ela mesma. Vai se restringir sempre ao que Globo, Veja, Folha, Estadão e seus asseclas publicam para manipular o leitor, assim como suas mancadas.
Qualquer semelhança com a atuação de Goebbels, o autor da famosa frase "Uma mentira cem vezes repetida torna-se verdade", será mera coincidência.

OBAMA NO BRASIL

Pensei em escrever sobre a visita de Obama ao Brasil e as reações de alguns oportunistas imbecis que ainda vivem no passado recente em que o Brasil era uma país subalterno aos interesses americanos.
Porém, ando muito preguiçoso e como concordo plenamente com o que escreveu Miguel do Rosário, em seu blog Gonzum, decidi reproduzir seu texto. É um pouco longo, mas vale a pena ler.

          "O Brasil vencerá o complexo de vira-lata?
Francamente, o que mais me espantou nessa visita de Obama ao Brasil foi assistir ao show de complexados xingando o Brasil, os brasileiros, o governo, os ministros. A postura paranóica do esquema de segurança do presidente americano é um problema deles, dos americanos. Somos um país amigo, com obrigação de tratá-los da melhor maneira possível. Ministros foram revistados? Foram. É um absurdo? É. Mas até onde eu sei foi um engano do segurança americano, de um sujeito ou da equipe toda. Não foi para ofender o Brasil. Não foi um atentado à soberania nacional. Os americanos estão preocupados em proteger seu presidente. É medo. Os americanos têm medo. Já perderam vários presidentes. Abraham Lincoln foi assasssinado num teatro em 1865, num momento em que o país comemorava o fim da guerra civil. John Kennedy foi assassinado em 1963, num momento em que o país alimentava grandes sonhos de libertar-se do racismo e do conservadorismo, sonhos que voltaram com mais força ainda durante a campanha de Bob Kennedy, irmão de John, para presidência, igualmente assassinado, em 1968. Martir Luther King, que não era presidente, mas um líder amado em todo país pelas pessoas de bem, foi assassinado também em 1968.

Eu até compreenderia a reação se ela se limitasse a ser uma irritação contra os americanos. Mas não. Preferiu-se dirigir a raiva contra o Brasil, contra os brasileiros, contra o governo. Escreveram-se e reproduziram-se ad infinitum artigos esculachando o povo, o governo, a própria cultura nacional.
Todos esses que chamaram o governo, o povo e os brasileiros de serem subservientes, são uns complexados, ou então oportunistas.
O Brasil é um país soberano, independente, rico e promissor. Não se curva diante de ninguém. Seguranças americanos em frente ao hotel revistam um carro da Polícia Federal? Ora, paranóia dos agentes americanos que evidentemente suspeitavam que pudesse ser um terrorista disfarçado de polícia federal. Não é ataque à soberania. É paranóia dos americanos. Os policiais, mesmo contrariados, aceitaram a revista porque seria ridículo criar um incidente diplomático por uma besteira dessas. Os EUA são amigos, os agentes americanos que estão aqui são amigos, e Obama era no momento o hóspede mais ilustre do país.
Somos um povo hospitaleiro, cordial e pacífico, e isso implica em tolerar inclusive o medo e a paranóia dos americanos.
Mais grave ainda: internautas, achando-se muito politizados, procuraram ridicularizar populares que esperavam Obama e fizeram festa para o presidente americano, num ato de simplicidade, alegria e cordialidade, sentimentos bons que devemos estimular. Mas não. Houve uma campanha do ódio. Para certas pessoas a única postura correta era demonstrar ódio, aos Estados Unidos, a Obama, ao governo, a tudo. E essas mesmas pessoas ainda se acham defensoras da paz! Eu gostaria de saber que raios de defensores da paz são esses que defendem o ódio!
O povo simples, com sua inocência, demonstrou mais sabedoria (como sempre) que a classe média metida a politizada que passou dois dias vomitando ódio na rede.
Os Estados Unidos tem milhões de defeitos. Mas quem somos nós para jogar pedras? Por acaso o Brasil é uma perfeição? Tudo bem, não patrocimamos golpes de Estado em outros países, nem invadimos outra nação, mas e a violência terrível que inflingimos há séculos a nosso próprio povo? Não quero, porém, falar mal do Brasil. Ao contrário, quero afirmar aqui minha fé no povo brasileiro e em seu futuro. Quero fazer um contraponto à campanha masoquista e vira-lata que tomou conta das redes sociais.
Obama veio ao Brasil e só fez elogios à cultura brasileira. Elogiou a luta contra a ditadura, mais de uma vez. Elogiou nossas ações contra a pobreza e o fato de termos levado milhões para a classe média. Disse que apoiava a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU. Enfim, Obama veio com flores para o Brasil e nós o tratamos com pedradas?
Em relação à Líbia, repito o que disse em post anterior. Foi uma ação da ONU. Se a ONU é submissa aos EUA, é um problema sexual da ONU, não dos EUA, porque temos ali potências econômicas independentes e maduras, que seguem os EUA de livre e espontânea vontade. Ninguém foi contra. O Brasil se absteve, assim como China, Rússia ou Índia. Ou seja, em vez de odiar Obama, pensem nisso, que ninguém foi contra a guerra.
Sou contra guerra, contra qualquer guerra, por princípio. Morrem inocentes. É uma coisa horrível. Confesso que eu e todos os analistas políticos do planeta estamos confusos com esse conflito. A situação na Líbia funde a cuca de qualquer um. Não sei mais em quem acreditar. Disseram-me que as denúncias do Lybia Alive costumam ser sérias, e foi lá que li a descoberta de buracos onde o regime de Kadafi enterrava centenas de pessoas vivas. Há um relato de 1.500 pessoas enterradas vivas. Sei que antes da guerra no Iraque também rolou satanização de Saddam Hussein para justificar a guerra, mas mesmo com Saddam não havia nada tão diabólico e com tantos depoimentos, e através de tantas fontes diferentes. Além disso, no Iraque não houve nunca nenhum protesto popular contra o ditador.
Nossa última esperança (frágil) é que não haja invasão por terra.
Outros disseram que foi um desrespeito de Obama dar ordem de ataque à Líbia no momento em que se encontrava com Dilma Rousseff. Por acaso ele escolheu isso? Claro que não! Decisões militares são tomadas pelo Pentágono. O presidente recebe a informação em cima da hora e só tem tempo de dizer sim ou não.
Obama frustrou as expectativas do mundo inteiro, mas é besteira demonizá-lo. Ele é um homem, não um monstro. A culpa é do sistema, e de cada um de nós, que fazemos parte desse imenso organismo vivo chamando humanidade. É muito fácil vomitar verdades em 140 caracteres no Twitter. Difícil, como dizia Maiakóvski, é a vida e seu ofício. Quantas revoluções já não viveu a humanidade e que logo se transformaram em pesadelo? Alguém tem a fórmula da justiça no mundo? Quantas mortes e guerras já não foram feitas em nome dos melhores ideais? Por acaso Obama é culpado por tudo?
Morre mais gente assassinada no Brasil do que em qualquer guerra no mundo hoje, a maioria pela própria polícia, ou seja, pelo Estado, e Obama é que é o monstro?
A opinião pública do mundo inteiro pediu a intervenção na Líbia. Se aqui no Brasil vimos um Clovis Rossi vociferando furiosamente para que a ONU interviesse militarmente na Líbia, imagine a pressão dentro dos EUA? Obama não é um faraó sagrado que pode fazer o que lhe der na telha. Ele tem atuação limitada ao que lhe permite o jogo de poder nos Estados Unidos.
Outra coisa que tem me deixado estupefato é esta crise de insegurança infantil que assolou uma parte das redes sociais, com pessoas gritando pela volta de Lula e Celso Amorim, como se o governo brasileiro dependesse de uma ou duas pessoas. Ou como se Lula não acompanhasse e assessorasse Dilma. Ora, Marco Aurélio Garcia, assessor de Lula, não continua lá, assessorando Dilma?
Rolou muita especulação sobre a não-ida de Lula ao almoço com Obama, mas amigos e o próprio já deixaram bem claro a razão: é o momento de Dilma. Não precisava nem ler a reportagem da BBC onde consta uma declaração do próprio presidente neste sentido, bastava usar o bom senso: o objetivo do encontro era mostrar imagens de Obama e Dilma juntos, e Lula, uma celebridade mundial, iria dispersar as atenções. Não porque falte luz própria a Dilma, mas Lula acabou de ficar oito anos na presidência. Muita gente no mundo ainda acha que o Lula é o presidente.
E tem mais, Lula declarou no último final de semana que ainda tem esperança em Obama, mas não se conforma com a apatia do presidente americano em relação à Cuba.
Em post anterior, eu lembrei que Lula recebeu Bush em 2003. Rolou o mesmo aparato de segurança, e se não soubemos que agentes não revistaram carros da PF ou ministros, isso não quer dizer que tal fato não tenha acontecido. Ou que não tenha acontecido apenas por sorte de haver um agente um pouco mais competente ou menos paranóico na hora e no lugar certo.
Há uma crise de insegurança e há também muitos carinhas da direita (ou da ultra-esquerda, o que é quase a mesma coisa) usando as redes sociais para botar pilha, tentando criar uma caveira do governo brasileiro e desestabilizar o país. O exército de Serra continua ativo e tem gente entrando inocentemente na onda. Eu já vi manifestações nitidamente falsas, forçadas, com objetivo notório de produzir discórdia e desânimo.
Cada bobagem que eu li! O antiamericanismo que explodiu na rede foi absolutamente idiota. E muitos blogueiros entraram na onda, sem o cuidado de fazer nenhum contra-ponto, nenhuma análise. A maioria dos americanos são pessoas legais, comuns, simples, como qualquer ser humano. É um país de cultura riquíssima, uma democracia pujante que venceu o racismo para eleger um negro presidente da República. Não vi uma pessoa olhando para esse ponto. A presença de Obama no Brasil tem uma importância enorme para a formação de uma consciência não-racista em nossas crianças e adolescentes. Um negro, presidente do país mais rico do mundo. E num país de brancos, ainda por cima. É um exemplo para nós, onde negros são maioria, e onde o número de dirigentes políticos negros é ínfimo. Qual o impacto na consciência das crianças negras do Brasil, que viram Obama, acompanhado de sua esposa negra e suas filhas negras? Obama tem defeitos? E daí? Qual o presidente dos Estados Unidos que não teve defeitos?
Se o Brasil fosse tão rico e desenvolvido como os EUA talvez tivéssemos os mesmos defeitos e a mesma arrogância. Quem garante que não? Somos todos seres humanos inchados por ambição, vaidade, inveja e medo. Todos iguais, americanos e brasileiros. Não quero tirar onda de sábio, essa é uma máxima que as pessoas mais simples conhecem.
Só se sente humilhado quem tem baixa autoestima. Quem sabe o seu valor, quem tem amor próprio e altivez, entende que a postura dos americanos provém apenas do medo. É um problema deles, não nosso. E nossa obrigação, como anfitriões, é proporcionar-lhes sensação de segurança. Não por subserviência, mas por uma questão de hospitalidade e tolerância! Não se deve ser tolerante apenas com o humilde, mas também com o arrogante. Ambos são defeitos humanos que nós mesmos possuímos. Se fôssemos tão ricos e visados quanto eles, e se tivéssemos tido tantos presidentes assassinados e sofrido tantos ataques terroristas, seguramente nos comportaríamos da mesma forma!
Por essas e outras é que eu, mesmo sendo ateu, admiro tanto a palavra de Cristo e os ensinamentos do Velho e do Novo Testamentos, que ensinam, em resumo, que o orgulho é uma merda.
O que não podia acontecer seria assinarmos contratos econômicos ou políticos que prejudicassem o povo brasileiro. Fizemos isso? Não. O governo brasileiro por acaso assinou algum acordo nocivo aos interesses nacionais? Não. Essa é a única subserviência com a qual devemos nos importar. Essa é a subserviência que tivemos no passado e que, com auxílio da sabedoria eleitoral do povo, esperamos nunca mais voltar a acontecer no futuro.
Ao contrário, a visita resultou em aproximação política entre os dois governos, facilitando futuros acordos vantajosos para nós. Os americanos conheceram um pouco mais do Brasil, e nós conhecemos um pouco mais os dirigentes americanos. Não fomos nós que babamos o ovo de Obama, foi Obama quem veio babar o nosso ovo! Com interesse, claro, mas sempre se baba ovo por interesse.
Somos um país com grande potencial e um futuro brilhante. Nossas contas externas são firmes e não dependemos mais dos EUA ou de nenhum país rico para quase nada (eles dependem mais de nós do que nós deles). Não há razão para tanto complexo. Espero que um dia nos libertemos dessa maldita baixa autoestima e olhemos a nós mesmos com mais generosidade, compreensão e autoconfiança."

domingo, 20 de março de 2011

O BEM-DOTADO

Quando nasceu, era um bebê muito, muito esperto. Com apenas seis meses, já trocava suas próprias fraldas. Começou a falar, a andar e a correr logo aos oito meses. Aprendeu a ler e a escrever sozinho depois que o pai lhe apresentou o alfabeto aos dois anos incompletos.
Aos cinco anos, entrou para a escola. Já sabia as quatro operações aritméticas. Não suportava as aulas pois queria aprender álgebra, raiz cúbica e logarítmos.
Com três meses na escola, a mãe do menino foi chamada para ouvir da diretora que seu filho era um bem-dotado e que não poderia continuar estudando lá. Teria que procurar uma escola para crianças superdotadas.
Ignorante, coitada, a mãe ficou imaginando por que foram examinar o pênis de seu filho que ela própria não achava muito normal para a idade dele.
Ficou revoltada. “Tocaram” no seu filho, algo indesculpável. Era mais um caso de pedofilia como tantos outros que ela vê sempre na televisão. Foi à polícia e denunciou diretora e professora como pedófilas.
Um policial – tão ignorante quanto - foi à escola e, na frente dos alunos sobressaltados, perguntou à professora “Foi você quem disse que o filho desta senhora é um bem-dotado?”.
Diante da resposta afirmativa, algemou-a e a levou para a delegacia sob protestos de todos. Nem quis ouvir as explicações da diretora.
Ao saber do que se tratava, o delegado pediu desculpas, liberou a professora e repreendeu o policial.
Difícil foi explicar à maldosa genitora o verdadeiro significado da palavra bem-dotado. E aconselhou-a a não levar sempre para o mau sentido as palavras e ações dos outros.
Envergonhada, a zelosa mãe foi procurar uma nova escola para o filho.
E você, leitor, o que pensou quando leu o título da postagem?

sábado, 19 de março de 2011

O JAPONÊS E A ALAGOANA

Foi a maior sequência de catástrofes já registrada neste século em todo o mundo. Mas, o terremoto, o tsunami e o vazamento nuclear não conseguiram afetar a dignidade do povo japonês que vem suportando tudo com a maior galhardia.
Quando vi um senhor japonês de terno gravata - era a roupa que estava no corpo quando tudo aconteceu - na fila para pegar três bolinhos de arroz - apenas três - que um empresário brasileiro distribuía para as vítimas do tsunami, lembrei-me de uma brasileira vítima das inundações em Alagoas.
Não dá pra comparar a desgraça que se abateu sobre as duas criaturas, ambos perderam tudo que possuíam, embora o japonês possuísse muito mais.
Lembrei-me da alagoana porque a TV, como sempre paternalista e protecionista ao extremo, foi entrevistar as vítimas da enchente abrigadas pelo governo em tendas fora da região alagada.
Com todo o jeitão de funkeira, daquelas bem piranhudas, ela mostrava revoltada ao repórter a quentinha que havia recebido do governo sem precisar enfrentar fila e gritava com indignação: “Olha aí o que eles mandam pra gente comer, comida pura. Esse governo pensa que somos o quê?”
Na quentinha bem cheia havia feijão, arroz e macarrão. O que ela quis dizer com "comida pura" é que não havia carne.
E o japonês sorria satisfeito com três bolinhos de arroz na mão.

terça-feira, 15 de março de 2011

A DEVASSINHA

Ela tem um quê que me fascina:
Rosto de menina, corpo de mulher...
Um jeitinho malandro de ser,
Um olhar de quem sente prazer.
Se a tivesse em meus braços,
Ah! Numa profusão de abraços,
Faria somente o que ela quisesse.
Marcaria um golaço:
Esqueceria o cansaço
Que sinto e que passa.
E em novo começo
Bem cheio de graça
Nem ligaria pro preço
Que a vida cobrasse
Por essa devassa.

Obs.: Loura, ela ficou linda igualzinha à mãe do meu filho Fábio aos 20 anos. Por isso a nomeio musa do meu blog.

segunda-feira, 14 de março de 2011

MURICI CAIU DO TELHADO

"Primeiro, nunca afirmei que sei tudo.... nunca escrevi sobre futebol.... rsrsrs"
Eu também nunca afirmei que sei tudo. Somente um idiota afirmaria isso. Já disse, porém, que um publicitário tem que estar sempre muito bem informado e saber um pouco de tudo. Apenas um pouco e por isso tenho a ousadia de escrever sobre jornalismo, publicidade, política, samba, turismo, história, religião, literatura, novelas, gente, amor, segurança, meio ambiente, etc, etc, etc e até mesmo somente o essencial sobre educação e saúde.
Não sou um especialista, mas sim um crítico geral que, em texto provocador e com zero por cento de gordura, expressa suas opiniões com a maior franqueza. São somente opiniões que não têm o objetivo de convencer ninguém.
Com futebol é diferente. Escrevo com muito conhecimento mesmo e de bastidores. Já vivi o futebol dentro de campo com um time que foi campeão carioca. Sei o que acontece com uma equipe em sua convivência diária e com um técnico, a diretoria e o relacionamento com a crítica esportiva mercenária.
No dia 3, por exemplo, escrevi que "MURICI SUBIU NO TELHADO" e que o Fluminense somente voltaria a ser um grande time motivado e competitivo livrando-se dele.
Pois é, a partir de hoje, o Murici não é mais o técnico do meu time. Caiu do telhado. Já vai tarde. E que leve consigo aqueles jogadores bichados que ele aprovou a contratação.
Vamos ter agora um novo Fluminense que voltará a mostrar em campo a vontade de vencer.
Pra minha completa satisfação, gostaria de ver o Cuca de volta.

domingo, 13 de março de 2011

NOVELAS

Não acompanho novelas desde “Roque Santeiro”, “Bandeira 2”, “O Bem Amado” e “Saramandaia”. Todas elas de Dias Gomes.
Agora, voltarei a acompanhar uma nova novela que o SBT vai lançar. Nesta, eu duvido que haverá amantes que não sabem que são irmãos, núcleo rico mau e núcleo pobre bom que sempre se encontram, crimes que podem ter sido cometidos por qualquer um dos personagens, cenas piégas de casamentos, mocinhas ridiculamente sentimentais, pequeninas vilanias e outras baboseiras.
Essa nova novela do SBT terá vilões de fato: a ditadura militar e os torturadores.
O período negro entre 1964 e 1980 será mostrado para aqueles com menos de 40 anos e para os desmemoriados saudosos do holocausto que suportamos. Os jovens de hoje têm obrigação de assistir ao sacrifício dos jovens heróicos que morreram lutando pela volta da democracia.

Esta novela é lançada no momento em que a Dilma envia ao Congresso Nacional o projeto de lei sobre a implantação da Comissão Nacional da Verdade.
Novela e Comissão serão um resgate histórico daquele vergonhoso período que não podemos esquecer para não repetir-se jamais.
Abaixo, cenas fortes da novela que alguns generais de pijama tentarão retirar do ar e que vão deixar loucos os bolsonaros.

sábado, 12 de março de 2011

MANGUEIRA

Não! Dessa vez não dá pra segurar:
A Mangueira espetacular
Emocionou a multidão...
Viu? Toda gente cantou e aplaudiu,
"Já ganhou!" foi tudo que se ouviu,
A Avenida inteira em ovação...
Foi monumental, o amor não tem medida,
A catedral do samba comovida
Vibrando unida com o carnaval.
A apuração - Que loucura! -
Sem compostura ou pudor,
Deu Beija-Flor, nem pude acreditar.
Mas, deixa pra lá, venci no popular...
Deixa a roseira florescer de novo,
Uma rosa pro povo
A Mangueira traz no coração.
Samba não é brincadeira,
Se liga na nossa bandeira
Verde e rosa, a cor da emoção,
Da paixão.

sexta-feira, 11 de março de 2011

PARATY

Patrimônio Histórico Nacional, Paraty é uma bela cidade colonial que preserva seus encantos naturais e arquitetônicos.
Refúgio de artistas, hippies e índios caiçaras, Paraty tem 37.500 habitantes – apenas 1.300 a mais que Mangaratiba – e possui centenas de pousadas, bares e restaurantes; nenhum grande hotel, mas dezenas de locais históricos ou não, todos belos e preservados que merecem ser visitados; cachoeiras, centenas de embarcações sempre à disposição para visitas as suas inúmeras ilhas e 43 praias. Dezenas de alambiques que produzem as melhores cachaças do país. Bebi algumas delas. Um comércio maravilhoso no casario colonial onde se encontra o que não se vê em nenhum outro lugar como o artesanato local e o caiçara.
Paraty tem duas livrarias, um teatro, um spa indiano, uma casa de câmbio e, pasmem, um aeroporto. Coisinhas que cativam o verdadeiro turista nacional e estrangeiro. Nas praias, poucos quiosques que não apresentam a famigerada e ensurdecedora "música" ao vivo. Funk nem pensar. Foram seis dias sem ouvi-lo. Ia dormir sob o manto de um silêncio sepulcral e despertava com o canto dos pássaros.
Quer mais? Tem a Praia dos Pelados, em Trindade, onde o nudismo é permitido. Trindade foi um porto para os piratas que atacavam os navios em Paraty. Os moradores ainda falam em tesouros perdidos no mar. Nos anos 60, o lugar foi descoberto pelos hippies e, aos poucos, sua fama se espalhou.
Difícil é caminhar pelo Centro Histórico sobre aquelas pedras “pés-de-moleque”. Até pensei que os escravos que fizeram o calçamento estavam de muito má vontade com seus feitores. Mas, não. Soube que o calçamento era perfeito, porém, depois que fizeram o saneamento básico do local é que ficou assim.
Foi minha terceira vez em Paraty. Fiquei apenas seis dias, mas tomei um banho de civilização bem distante do carnaval funkeiro de Muriqui que novamente atingiu o auge da bosta, segundo a minha amiga blogueira que me pediu para beijar Paraty. Beijei-a todos os dias com meu olhar de admiração e inveja. Com meus ouvidos que se deliciaram apenas com o jazz e o melhor da música popular brasileira, à noite, nos bares. E com meu paladar saboreando a culinária local.
Ainda não deu para conhecer Paraty. Tenho que voltar lá outras vezes para conhecê-la melhor, ver e interagir com tanta gente bonita e educada.
Reproduzo abaixo o Calendário Turístico Cultural para 2011 em Paraty.
Ser secretário de turismo em Paraty é mole, até eu tiraria de letra. Tenho muita pena do pobre do Vitinho que recebeu como castigo a direção do turismo de Mangaratiba. O coitado já é motivo de críticas e chacotas injustificáveis, pois nem Jesus Cristo seria um bom Secretário de Turismo aqui.
Quando ouço falar em investimento no turismo de Mangaratiba, eu acho graça. Como?  O que temos a oferecer? Trilhas, trilhas e mais trilhas, algumas ilhas, cachoeiras invadidas, passeios à Angra dos Reis? Ou à Paraty? Não temos comércio nem cultura, não há história, as pousadas são quase inexistentes. E as mulheres bonitas fogem daqui nos finais de semana.
Nosso turismo se restringirá sempre ao Mediterranée e ao Porto Belo. Ou ao turismo predatório que os quiosqueiros adoram.

sábado, 5 de março de 2011

"LIBERTA ALMAS"

Aproveitei-me desse grandioso projeto evangélico-carnavalesco para libertar a minha alma. Amanheci hoje em um local civilizado com muita gente bonita, bem distante daquele festival de mocreias do qual falei em postagem anterior.
Estou em Paraty.

quinta-feira, 3 de março de 2011

MURICI SUBIU NO TELHADO

Em 5 de dezembro de 2010, logo após a “conquista” do título de campeão brasileiro, eu escrevia que o Fluminense fez de tudo para perder o campeonato.
Trouxe de fora ex-jogadores “bichados” como Fred, Belleti, Deco e Emerson, todos à beira da aposentadoria.
Contrataram o Murici que trouxe o Washington de volta e insistiu impunemente com ele, o artilheiro que em quinze partidas seguidas fez apenas um gol. Contra e de cabeça.
O Murici que não quis aproveitar outra grande promessa tricolor – o Wellington Silva – que com o Cuca só não jogou melhor do que o Conca.
Depois disso, a imprensa esportiva continuou exaltando o Fred e o Murici como se eles, e não o Conca, fossem os responsáveis pela “conquista”.
Só pode ser porque os dois possuem uma competente assessoria de imprensa muito bem remunerada. O Fred continuou perdendo gols e pênaltis e passando mais tempo no estaleiro junto com os outros “bichados”. O Murici até hoje não conseguiu formar um time nem dar-lhe um esquema de jogo. Os times escalados não têm a mínima vontade de vencer. Perderam três pênaltis contra o Boavista e ontem permitiram que um adversário recebesse a bola sozinho quase na pequena área e fizesse o gol. Adeus "Libertadores".
Felizmente, parece que finalmente agora o Murici subiu no telhado como o gato da anedota. Isso depois de inúmeros fracassos. De permitir que o Tiago Neves fosse para o Flamengo porque estava trazendo o seu amigo Souza para o Fluminense. De dispensar o Adriano que ontem fez quatro gols pelo Palmeiras.
O Diretor de Futebol já se desentendeu com ele e tudo indica que os "times" não estão nada satisfeitos com sua forma de comportamento à beira do campo.
Eu quero o Cuca de volta.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O AMANHÃ

Como será o amanhã?
Responda quem puder...

O realejo diz que eu serei feliz,
Sempre feliz.

terça-feira, 1 de março de 2011

É HOJE!

É hoje o dia da alegria
E a tristeza nem pode pensar em chegar...

Será que eu serei o dono dessa festa?