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quinta-feira, 28 de abril de 2011

CRIMES EM FAMÍLIA

Enquanto a polícia continua a sua temporada de caça às mães de bebês abandonados, novos casos surgem em São Paulo.
Enrolado em papel higiênico, recém-nascido foi encontrado no lixo do banheiro de hospital em Jundiaí; enquanto na capital outro bebê foi encontrado morto no lixo de um supermercado. Uma mulher foi presa acusada de tentar matar as duas filhas gêmeas dentro de casa em São Pedro d'Aldeia, no Rio de Janeiro. As meninas, de apenas 1 ano e 7 meses, foram baleadas no peito quando dormiam.
Sempre achei que seria muito melhor se as mulheres, especialmente as paulistas, pusessem ovos. Não óvulos.
Se elas fossem como as aves, inúmeros problemas poderiam ser evitados.
A gravidez indesejada, o parto prematuro e o aborto seriam abolidos. A menstruação também. O parto sofrido e tão doloroso se restringiria a postura de um pequeno ovo mensalmente. Um ovinho assim como o de uma galinha garnizé.
Se quisesse ter um filho, bastaria chocá-lo durante 21 dias. Senão, poderia doá-lo a quem não pusesse ovos fecundados. Até poderia existir um banco desses ovos catalogados de acordo com a sua origem para adoção em vez dos depósitos de crianças abandonadas.
Seria o fim do anticoncepcional e da camisinha, essa coisa que é um verdadeiro talismã contra tesão.
As mulheres ficariam livres das estrias e da depressão pós-parto. As parteiras perderiam seu ganha-pão, os obstetras não mais seriam incomodados nas madrugadas, mas as maternidades poderiam ser transformadas em casas de saúde, melhorando consideravelmente o atendimento à saúde infantil no país.
Seria, enfim, a liberdade total para as mulheres, donas absolutas de seu próprio corpo, que não precisariam mais correr à procura de atendimento obstétrico e ficariam livres do período de resguardo. E não precisariam gastar com roupas para usar somente na gravidez.
Entretanto, não era sobre isso que eu queria falar, mas sim sobre a nova enxurrada de crimes familiares entre adultos.
Em Minas, estudante de Direito se uniu ao namorado e ao sogro para matar o pai a fim de receber o seguro do velho. Uma mulher matou o marido a facadas após ter-se irritado ao vê-lo embriagado e dançando nu em sua residência, em Belo Horizonte. Na Baixada Fluminense, pai é preso por abusar da filha de nove anos.
Vou acabar acreditando que a culpa, como dizem, é dos políticos.

Um comentário:

leila castro disse...

Gostei da ideia da mulher galinha.
Resolveria o abandono de bebês em latas de lixo ou os crimes que são cometidos contra as crianças.

Mas, os ovinhos fecundados cresceriam, ficariam adultos, matariam seus pais, seus maridos e suas mulheres e ainda estuprariam as franguinhas que teriam seus ovinhos fecundados que não iriam ser chocados, mas que seriam motivo de estudos e polêmicas para saber se seria crime não chocar os ovos fecundos do estupro.

Enfim, a meleca era a mesma.

A culpa é sempre dos políticos, seja qual for a natureza do assunto. É mais fácil!