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sábado, 11 de janeiro de 2014

FACEBOOKAHÓLICOS ANÔNIMOS

Há uma nova doença recentemente diagnosticada na praça. Um distúrbio que vicia pacientes traumatizados pela necessidade de mostrar fotos e contar aos outros o que fazem, deixam de fazer ou ainda pretendem fazer. É claro que nada do que dizem interessa a ninguém. São quase todos anônimos e incapazes de passar o tempo fazendo algo de útil. Lendo um livro, por exemplo.
É a síndrome feissibuqueana que não deixa o paciente dormir nem ter uma vida normal. Uma enfermidade que se tornou viral e vem contagiando milhares de pessoas. Alguns pacientes apresentam um estado mórbido, uma verdadeira obsessão, principalmente as mulheres.
A ciência vem pesquisando uma cura para os atormentados pelo vício que procuram tratamento para recuperar a sua dignidade e o sono.
Psiquiatras atendem em sessões coletivas e particulares aqueles – e, principalmente, aquelas - que querem voltar a desfrutar uma vida normal.
Em uma sessão coletiva, denominada "facebookahólicos anônimos", foram relatados alguns diálogos:
- “Eu passo o dia inteiro no feissi. Só paro pra assistir o BBB” – diz uma paciente.“Seu caso é grave, muito grave” – responde o psiquiatra.
- "Eu quero minha vida de volta! – desabafa uma senhora. O psiquiatra diz então: “Isto eu não posso garantir, somente o tempo e sua força de vontade poderão fazê-lo”.
- "Oi! Meu nome é Lélia e sou uma sobrevivente do Orkut" – admite uma jovem. (Saiu da merda e mergulhou na titica), pensou o psiquiatra que apenas lhe sugeriu fazer o caminho de volta.
- “Doutor, pra me livrar do vício, já tentei o suicídio. Nunca mais vou tentar. Pô! Eu quase morri” – continua Lélia – “Depois que perdi quase toda a minha atividade cerebral foi no feissi que encontrei a minha turma”.
- “Doutor, sou casada há muitos anos. Meu marido não me procura mais e diz que me ama e me manda flores somente através do feissi. Que devo fazer? – lamenta uma quarentona.
- “Doutor, obsessão pelo feissi faz mal à saúde mental?” – pergunta outra que conta – “Eu e meu namorado ficamos o tempo todo ligados no feissi pelo smartphone. Nada de beijos, abraços. Nada de sexo”.
O psiquiatra conclui que o feissi é, também, um bom anticoncepcional e tenta, então, explicar às pacientes o que já se sabe sobre a síndrome feissibuqueana:
- "Minhas amigas, estudos científicos demonstram que os sintomas deste vício são semelhantes aos da dependência química, e que as mulheres e os indivíduos inseguros estão no grupo de maior risco. Alguns cientistas consideram a síndrome como um surto alucinatório, um fenômeno quase infantil, em que os viciados sentem-se como paladinos da justiça ou conselheiros que vivem a divulgar mensagens religiosas ou de auto-ajuda.
Alguns transformam o feissibuque em fonte de muitos boatos, de muitas histórias falsas e farsas virtuais.
Outros multiplicam a potencialidade de sua maldade partindo para o pugilato virtual.

A humanidade, vocês, adultos, sabem: não presta. E você multiplica a potencialidade dessa maldade na internet. Ou, então, fingem ser o que nunca foram.
O melhor remédio pra vocês é o encontro pessoal e intransferível, olho no olho, com os amigos. Pra quem somente tem amigos virtuais, o melhor remédio é a leitura.
Leiam, leiam, leiam.”

3 comentários:

leila disse...

Gostei!
É a pura verdade. Inquestionável mesmo.
Você só esqueceu dos homens que ajudam esta estatística de que mulheres são a maioria de usuários do face.. alguns assumem sua porção calcinha rosa e ficam tendo orgasmos múltiplos ao utilizarem o perfil de suas esposas para ... justamente participarem daquilo que rejeitam.
E assim, conseguem atrair estas mesmas pessoas, que tanto criticam, para seus talentos.. pena que estão se tornando muito agressivos.
Talvez sejam também casos de morte cerebral... mas, creio ser por Alzheimer. Ou quem sabe só estão acentuando o ranço que antes passava desapercebido?

Você está coberto de razão, ainda bem que leio os blogs diariamente e pude ver a "luz" que emana daí!

LACERDA disse...

Eu voltei lá como um quase anônimo somente para te ver.
Quanto ao ranço, palavra que você adora empregar e que eu nunca utilizei, não deixa de ser uma agressão pessoal, coisa que não faço.
Ranço é cheiro de coisa velha ou estragada. Aquilo que tem aspecto ou caráter antiquado; velharia.
Quem tem ranço é pessoa desagradável, antipática, nauseabunda. Que caiu em desuso; antiquado, obsoleto. Desenxabido, insípido. Demorado, enfadonho, prolixo.
É o que diz o Aurélio. Nada do que eu costumo ser, segundo seus próprios comentários

Eduardo disse...

melting8scnttzelizabeth
Perigosa ferramenta democrática.As eleições estão aí e se o povo das bolsas acordar ?????