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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A NATUREZA É PERFEITA?

Afirma uma amiga que a natureza é perfeita. Fez-me lembrar de meu pai que dizia o mesmo. E eu, ainda com uns 13 anos, discordava.
Se é perfeita, pra que existem marimbondos? E cupins? Pra tamanduá comer? Ora, se não existissem cupins, tamanduá comeria outra coisa.
E a melancia, pra que tantos caroços dificultando o saborear da fruta? Não poderia ter um só caroço como o abacate? E a jaca? Pra que o visgo?
E a mulher? Ah! A mulher. Deus a fez perfeita e linda por fora, mas por dentro...
Quando criou o mundo, acho que Deus criou primeiro a fauna e a flora, e, depois, criou o homem para dominar a tudo. Fez um ser perfeito. Nem tão bonito, mas perfeito por dentro e por fora. Depois, descansou e decidiu criar a mulher para fazer companhia ao homem.
Cometeu o primeiro erro ao anestesiar o homem e tirar-lhe uma costela para daí construir a mulher. Fez um ser maravilhoso, lindo, lindo, lindo por fora, mas problemático por dentro.
O homem adormecido não pôde dar palpite na criação. Deus dispensou a assessoria de quem iria usufruir da companhia da mulher.
Foi Seu grande erro. Se o Adão tivesse tido condição de dar sugestões, naturalmente, teria pedido a Deus que a mulher não tivesse pentelhos (pelos pubianos em linguaguem bem-comportada) e que, em vez de óvulos, pusesse ovos.
A mulher jamais teria tido menstruações, TPM, menopausa, nem nasceria virgem. Evitaria muitas complicações como a gravidez indesejável, por exemplo. Nunca mais aqueles nove meses de enjoos e perturbações hormonais. Nada de dores do parto.
O ovo seria flexível e complacente do tamanho de um ovo de pomba que cresceria quando chocado no calor. Ou, então, jogado fora. Se fecundado - da mesma forma  como se fecundam os óvulos, aquele mesmo jeito tradicional que já conhecemos - poderia ser acondicionado em um banco de ovos para servir a casais sem condições de ter filhos. E até a casais homossexuais.
Tudo muito simples. Nada tão complicado como descrito em “Admirável Mundo Novo”.
A igreja não mais se preocuparia com o aborto. Não haveria bebês jogados no lixo nem abandonados à espera de adoção. Seria o fim da fome, das famílias numerosas e o mundo não se preocuparia com a explosão demográfica.
Aí sim, a natureza teria sido perfeita.

3 comentários:

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Aos olhos do homem poe a natureza não ser perfeita. Daí a dificuldade de muitos em aceitar o sofrimento como parte integrante da existência. Contudo, se não fosse a dor, será que experimentaríamos ou descobriríamos o seu oposto?

LACERDA disse...

Falei das dores do parto. Existem muitas outras dores para que descubramos o oposto.
Assim como a escuridão para conhecermos a luz. Assim como o mal para valorizarmos o bem.

Edurdo disse...

SE deus existisse não existiria blogueiros a serviço do PT(Partido dos Trambiqueiros).