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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

ADIVINHE QUEM NÃO VEM PRO JANTAR?


Guess Who's Not Coming To Dinner? pergunta o The Huffinton Post a seus leitores, colocando a pergunta sobre uma foto da Dilma com um semblante sério, altivo e determinado. Leia AQUI.
O Clarin, principal jornal argentino, diz que a decisão foi um protesto da Dilma contra a espionagem do governo americano.
El País, principal jornal espanhol, afirma em manchete de primeira página: El desplante a Obama refuerza a Rousseff dentro y fuera de su país”.
A matéria (AQUI) acrescenta que Rousseff podrá presentarse en la campaña electoral no solo como la mujer fuerte que ganó en 2010, sino también como la candidata capaz de defender la soberanía del pueblo brasileño”.
O The New York Times diz que as atividades do serviço de inteligência estão sendo revistas e que o encontro entre os dois líderes, segundo a Casa Branca, vai acontecer após resolução dos casos de espionagem.
Sempre submisso aos poderosos, Vermal, porém, escreve hoje em O Globo que essa bravata nacionalista não trará nenhum benefício, a não ser agradar certa camada do eleitorado que leva a sério essa simulação de confrontação, como se tivéssemos ganhado alguma vantagem geopolítica em toda essa trapalhada internacional”.
Trata-se mesmo de um canalha esse Vermal. Se Dilma fosse ao jantar, seria por ele também criticada, talvez, injuriada impiedosamente, como submissa ao poder do ex-patrão do norte.
Entretanto, do alto do poder moral que hoje tem o governo brasileiro, Dilma decidiu que Obama vai ter que jantar sozinho e não vai dançar a valsa com ela como estava programado no jantar de gala.
Vermal termina seu texto dizendo que “Não falar fino com os Estados Unidos, e grosso com a Bolívia, afinal, é o que se esperava dela desde que a definição de nossa política externa foi dada no Teatro Casagrande por Chico Buarque, na campanha presidencial de 2010. Não importa que se fale fino com a Bolívia, desde que se fale grosso com os Estados Unidos”.
O que Chico falou é o mesmo que não falar grosso com os fracos e não falar fino com os poderosos. O Vermal parece querer o contrário, exatamente como ele próprio sempre faz.
Valeu Chico! Valeu Dilma.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

RENOVAÇÃO DA CNH

Proporcionalmente, o Detran/RJ deve arrecadar mais que o governo federal.
Além do IPVA, das multas, do seguro DPVAT, do custo da vistoria anual (R$ 105,65) – que em outros estados não existe – os caras ainda cobram o Duda – no valor de R$ 101,77 - do infeliz motorista categoria B que precisa renovar a CNH, além de R$ 59,00 pelo exame de vista. Isto além de tantas outras cobranças pra tudo que faz o Detran.
Imaginem onde vai parar, o volume que atinge toda esta arrecadação anual. No site do Detran, vejo que até agosto/13 a receita atingiu quase 900 milhões de reais, contra 640 milhões de despesas. Um lucro de 260 milhões, em oito meses, não é para qualquer empresa, muito menos para uma entidade pública prestadora de serviços.
Mas, vamos ao que interessa. Renovei a minha CNH em Itaguaí. Não paguei o Duda, porque tenho mais de 65 anos. Mas, paguei R$ 59,00 pelo exame de vista.
É sobre isto que quero falar. Durou um minuto o exame de vista naquele aparelho medieval com dois buracos para ver as letras borradas e falhadas que lá se encontram. Somente consegui identificar as letras maiores. Pra mim, as outras letras pertenciam ao alfabeto chinês, mas passei no exame. Acho que só precisa mostrar que não é cego.
Cinco dias depois, fui buscar minha nova CNH. Levei um susto quando vi a minha fotografia. Não acreditei que fosse eu.
Não posso ter ficado assim tão feio, pensei.
Logo eu que fui modelo fotográfico em diversas peças publicitárias.

Acabei assim na CNH.
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

NO ME QUITE PAS...

Deixa de lado a tristeza,
Talvez, a razão venha logo dizer:
Por que esquecer todo o bem
E fazer tanto mal?
Pra que chorar
Se o pranto não vai ajudar?
Amor quando bate de frente,
A gente só tem que aprender a levar.
Nosso adeus outra vez se deu mal,
E o amor já mandou avisar
Que ainda não é o final.
A tempestade, meu bem, já passou
E não apagou a paixão.
Me virei pelo avesso,
Sei bem que mereço a lição...
Estou no bagaço,
Coração em pedaços,
Vim pedir teu perdão...
Dá um sorriso pra mim,
Num abraço diz que sim,
A vida é breve, é festa, é sonho,
É pra viver, não vamos ceder a vez.
Há um vazio tão carente de nós dois,
Desafio a gente deixa pra depois...
Me abraça, me cobre de beijos,
Faz o que desejo, quero ouvir teus ais
E “no me quite pas...”
Nosso caso é mesmo assim, é sem medida,
É amor que não tem fim, não tem saída.
Essa dor que dói em mim,
Já vieram me dizer: dói demais em você.
No me quit pas...

domingo, 15 de setembro de 2013

ROCK IN RIO

Eu fui ao primeiro e levei meu filho de doze anos. Naquele tempo, estava mais ligado na música.
O festival durou dez dias com artistas consagrados no Brasil e no mundo.
Queen, Iron Maiden, Whitesnake, George Benson, James Taylor, Al Jarreau, Rod Stewart, Nina Hagen, AC/DC, Scorpion, Ozzy Osborne, Yes, The GO-Go’s, B-52’s, e os brasileiros Gilberto Gil, Elba Ramalho, Moraes Moreira, Baby e Pepeu, Kid Abelha, Barão Vermelho, Ivan Lins, Paralamas, Lulu Santos, Blitz, Rita Lee e outros.
Tá bom ou quer mais? Deve ter sido o melhor Rock in Rio de todos os tempos.
O que mais ficou na minha lembrança foi James Taylor, ao violão, interpretando You’ve got a friend e aquele povão acompanhando, cantando em inglês. E eu junto, cantando também.
Hoje, vejo pela TV o décimo terceiro festival. Com raras exceções, artistas que nunca vi nem ouvi falar, canções que nunca imaginei existirem.
Não é crítica, absolutamente. Respeito o paladar auditivo de todos. Talvez, a culpa seja exclusivamente minha. Depois que parei de ouvir rádio, desde que a Muriqui FM saiu do ar, fiquei alienado musicalmente.
Contudo, é incrível ver aquela platéia linda cantando junto em inglês. Uma platéia que somente poderia existir na barriga da mãe ou no desejo de seus pais naquele longínquo 1985.
Isto me faz pensar que estou ficando velho.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

NOSSO BLOG SE ANTECIPOU

Nosso humilde blog, ontem, se antecipou e emitiu a opinião que somente jornalistas independentes e corajosos foram capazes de publicar hoje.
Nos comentários da postagem anterior, incluí o que escreveu Felipe Redondo no Estado de São Paulo sobre a estratégia do negão arrogante e prepotente para que Celso de Mello não votasse ontem. E, a seguir, reproduzo o que diz (AQUI) o blog Megacidadania
Ao final, links para outras opiniões semelhantes
"Caberá ao mais antigo ministro, o decano, a decisão se os réus terão direito a ampla defesa ou não.
Celso de Mello, o decano, na quarta-feira, dia 18/09, anunciará o seu voto.
Durante o próprio julgamento da AP 470, mais precisamente no dia 02/08/2012, o decano fez um pronunciamento de um minuto e doze segundos, no qual deixou registrada a sua opinião (assista ao vídeo abaixo).
Poderosas forças da mídia empresarial atuam no sentido de obrigar o decano a votar contrariando o posicionamento registrado em vídeo.
Será mais uma oportunidade para se confirmar que caminho seguirá este julgamento, o da ampla defesa ou da ampla acusação.
Mais uma vez cabe aos internautas a tarefa de combater o bom combate.
Vamos à luta.”
LEIA TAMBÉM:
1) Mello pediu para votar, mas Barbosa fez chicana http://www.brasil247.com/+e19lb
2) Minha convicção está formada, diz Celso de Mello sobre direito dos réus http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2013/09/minha-conviccao-esta-formada-diz-celso-de-mello-sobre-direito-a-novo-julgamento-7045.html
3) Em dúvida, contra o réu: esta a inovação do STF http://www.diariodocentrodomundo.com.br/em-duvida-contra-o-reu-esta-a-inovacao-do-stf/
4) Revogar infringentes é o último golpe de um julgamento de exceção http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/09/13/revogar-infringentes-e-ultimo-golpe/
5) Não se iludam com Celso de Melo
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/09/nao-se-iludam-com-celso-de-mello.html
 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

CINCO A CINCO

Em 2003, Lula queria indicar um negro para o Supremo Tribunal Federal. Em entrevista, Lula disse que “não foi fácil encontrar, sabe, um negro que estivesse à altura para poder indicar para a Suprema Corte. E quando indiquei Joaquim, tinha denúncia de problemas com o Joaquim. Esperei quase seis meses para indicar Joaquim. Eu não conhecia Joaquim. Eu conheci Joaquim quando eu o indiquei”.
Anos antes, Joaquim Barbosa tinha agredido fisicamente a mulher, Marileuza, que chegou a registrar queixa na delegacia em Brasília. Leia (AQUI).
Mesmo assim, Lula topou a nomeação e antes de nomeá-lo disse-lhe com aquela franqueza que lhe é peculiar:“sei que você não possui o profundo saber jurídico que é exigido para um juiz do STF, você está sendo nomeado porque é negro”.
Hoje vejo que o primeiro ministro negro do STF pode não ter o saber jurídico de um Lewandowski ou de um Barroso, mas é muito esperto.
Antes da sessão de hoje, Joaquim já falava que sem a pressão das ruas era possível que o julgamento tivesse que ser revisto.
A sessão começou com o placar de quatro a dois a favor dos embargos infringentes e foi a quatro a três com o voto da Carmem Lúcia.
Gilmar (Dantas) Mendes falou em seguida, com absurda eloqüência para um juiz, durante quase duas horas, arrotando o poder do ódio em linguagem virulenta. Às vezes, possesso, catatônico, como que possuído pelo demo; outras vezes, como um hitler balofo a condenar os que tentaram matá-lo; seu discurso não ficaria bem nem ao mais implacável promotor que acusasse o mais vil dos criminosos. Histericamente, comparou o caso com o processo do deputado Donadon, abordou a necessária pressão das ruas para evitar a absolvição dos condenados e tentou pressionar o ministro Celso de Melo.
Senti toda a estratégia do negão agressor de mulher em conluio com o Gilmar e o Marco Aurélio que falou depois durante uma hora e meia. Este, com aquela cara de nojo e seu jeito nojento de se expressar, falou generalidades, descreveu a sessão como uma partida de futebol relatando quem marcou os gols contra e a favor dos embargos infringentes. Falou do Fluminense, da necessidade da pressão das ruas e das mudanças ocorridas no país após as manifestações. Gastou o tempo restante da sessão sem qualquer tecnicidade jurídica e ainda chamou Luiz Roberto Barroso de novato crítico dos seus pares.
A sessão chegou ao fim com o placar de cinco a cinco, deixando a decisão para quarta-feira com o ministro Celso de Melo.
Era o que o negão esperto, prepotente e arrogante queria.
Nos próximos seis dias veremos a imprensa pressionar e estimular as manifestações de rua para constranger o voto do ministro que falta.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O ABOMINÁVEL TRIBUNAL DAS TREVAS

“Abomino o mensalão como abomino o julgamento do mensalão. Não sou acrítico, sou interessado. Não saí, por aí, repetindo, pusilânime, que mensaleiro tinha que ser preso. Quem era eu para saber quem era quem ali? Confiar no que apontou o PGR, um homem que arquivou investigações importantes, inclusive denúncia sobre os crimes de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres? Não dava pra confiar, né? Confiar então nos analistas de Veja e Globo?
Abomino a ilegalidade como abomino a manipulação. Não sou maniqueísta, sou aberto.
O que pude fazer foi acompanhar o julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão, do início até agora, quase o fim. Vi e me convenci da culpa jurídica de diversos réus, em diferentes graus.
Mas vi condenações duvidosas, baseadas em simples evidências; vi inovações em sedimentadas interpretações do STF, exclusivamente para este julgamento; vi condenações fundadas em alargamento das interpretações de conhecidas teorias, como a do Domínio do Fato; vi condenação por corrupção sem ato de ofício; vi açodamento nos prazos; vi passar o julgamento do mensalão petista na frente do julgamento do mensalão tucano; vi avocarem o julgamento de partícipes sem foro privilegiado, ao contrário do que fizeram no mensalão tucano; vi abandonarem a judicialização das provas; vi sessões de dosimetria que eram uma verdadeira zona, em que os ministros não tinham ideia do que estavam fazendo (o que foi confirmado agora pela revisão de penas absurdas, como a de réus condenados pelos mesmos crimes, mesma participação e penas discrepantes); vi decidirem que só Ministros que votaram pela condenação poderiam participar da definição das penas, o que as elevou artificialmente; vi elevarem penas para garantir a prisão e não para dosá-la de acordo com o grau de culpabilidade; vi fatiarem o julgamento com parcialidade; vi o cerceamento da palavra de juízes; vi juiz sem postura; vi pressão midiática; vi a essência do STF: um tribunal político, pois, afinal, cortes são sempre sujeitas a pressões políticas.
O que vi, em resumo, foi um tribunal com ares, ou melhor, ventos de tribunal de exceção.
Quem não viu, foi porque não quis ver ou preferiu ver com os olhos da mídia, o que eu recuso. Só vejo com meus próprios olhos.
Quem aprovou o que se fez ali, naquele tribunal, seria capaz de aprovar coisas como o AI5, se isso fosse ao encontro de seus interesses.
Abomino a corrupção dos políticos tanto quanto abomino a corrupção dos juízes. Não sou cego, sou amplo.
Tive um grande e temido professor de Processo Penal, Gláucio Castelo Branco, que nunca me deu uma nota dez. Embora eu a tenha perseguido, o máximo que consegui, na última prova, de duas cadeiras, foi que ele me desse um nove e meio, com um sorrisinho sarcástico, mas me ensinou o valor do Garantismo, à luz da história brasileira e de suas forças políticas, não mais ocultas como apontaram Getúlio Vargas e Jânio Quadros.
E não é que o STF jogou o Garantismo no lixo!
O STF fez um julgamento em que inovou claramente em pelo menos cinco (a meu ver, cinco, mas há gente boa que aponte mais) interpretações jurídicas da corte, até então sedimentadas, exclusivamente para este julgamento.
Se tudo isso que elenquei, assim como centenas de juristas no país apontaram, não foi um tribunal de exceção, não sei mais o que é um tribunal de exceção.
Mas eu estou, a partir de hoje, parando de acompanhar o julgamento da AP470. Porque não quero ver o que estão ameaçando fazer, de negar o duplo grau de jurisdição aos réus, representado pelos embargos infringentes. Os mesmos embargos infringentes que foram enfaticamente defendidos no passado pelos insuspeitos Joaquim Barbosa e pelo decano Celso de Mello. Agora, Joaquim Barbosa, a partir do mensalão, mudou de ideia. E Celso de Mello declarou recentemente que pensa em rever seu posicionamento. Eu não quero ver isso.
Admiro o decano. Não quero perder esta admiração. Por favor, ninguém me avise se ele abolir o indispensável duplo grau de jurisdição, que defendeu com tanta propriedade há tão pouco tempo. Seria o golpe fatal na minha crença na democracia. Me poupem.
Abomino a impunidade tanto quanto abomino a injustiça. Não sou petista, sou libriano.”

Fábio Ribeiro Corrêa
N.L.: o autor do texto é fotógrafo, dentista, formado em direito e pai do meu neto. Decidi reproduzi-lo agora antes que o STF se redima votando a favor dos embargos infringentes. Só é meu o título da postagem.

ANITTA, A REDENÇÃO DO FUNK

Ela saiu de Honório Gurgel para conquistar todo o país com suas composições funkeiras. Um funk melódico que agrada até quem, como eu, odeia o funkeiro.
O caminho de retorno para o funk melódico, tal como cantavam Claudinho e Bochecha, foi descoberto por Leozinho, que surgiu em Niterói, com a música “Se ela dança, eu danço” e até foi tema da novela Salve Jorge com a composição “Toda gostosa”.
Leozinho não teve sucesso tão grandioso como a Anitta com o seu “Show das Poderosas”.
No desfile de Sete de Setembro, em Brasília, a banda do Exército resolveu homenagear a Presidenta tocando "Show das Poderosas".
Isto é sucesso, mesmo sendo uma montagem é a redenção do funk.
Anitta tem a vantagem de ser bonita, sexy, sempre sorridente, sacana, simpática e ter uma linda voz. Ficou tão popular que até já deu o nome para uma penosa que vive com seus pintinhos em frente à estação do metrô do Flamengo. A alcunha foi para homenagear a maior estrela do  funk nacional.
Ela, que até já virou boneca, não esperava este sucesso estrondoso e tinha assinado um contrato com o empresário que, até dezembro, apenas lhe paga um salário mensal.
Anitta me fez gostar do funk, mas continuo odiando os funkeiros que me perturbam, me agridem, me atormentam, me afligem, me torturam, me angustiam e me irritam com seus pitbulls sonoros.
Estes, certamente, não apreciam a Anitta que eu amo, como gosto do Leozinho e admirei o Claudinho e Bochecha. Foi um deles que deve ter atirado latinhas no palco onde ela cantava e a fez demonstrar o quanto é decidida e não leva desaforo para casa.
Anitta, porém, tem um defeito que parece se alastrar atualmente entre os jovens: em cada frase que diz nas entrevistas, lá está desnecessariamente o advérbio então.

domingo, 8 de setembro de 2013

PAGE NOT FOUND

A começar pelo nome, é um dos melhores blogs que existem. O blogueiro – Fernando Moreira - apresenta diariamente tudo que é inusitado, curioso, bizarro no mundo. Está hospedado em O Globo Online.
É minha parada obrigatória para ver a estupidez da ópera bufa que é a vida.
E a vida neste blog demonstra que não somente no Brasil e somente o feissibuque é o reduto da mediocridade. A estupidez não é privilégio nosso.
Condenado à prisão perpétua pelo sequestro e estupro de três jovens de Cleveland/EUA, durante uma década, Ariel Castro foi encontrado morto em sua cela.
Enforcou-se e a notícia foi comemorada no Twitter
Este aí embaixo, pelo menos, pediu desculpas depois do erro.
Também nos EUA, Douglas Yim, de 33 anos, foi condenado pela Justiça da Califórnia (EUA) por ter matado a tiros um amigo durante uma acalorada discussão. O cristão Douglas debatia com o ateu Dzuy Duhn Phan, de 25 anos, sobre a existência de Deus.
Douglas ficou injuriado quando Dzuy começou a questionar a existência de Deus,
cristão foi a um quarto, voltou armado e atirou duas vezes no amigo ateu.
No Rajastão/Índia, uma menina de seis anos foi abusada sexualmente por um homem de 40 anos.
Em vez de ir à polícia local, a família apelou para o conselho de anciãos. Os notáveis decidiram que, para remediar o caso, a menina deveria se casar com o irmão do homem que a estuprara. O garoto tem apenas oito anos. Lá, o casamento entre crianças é uma prática comum.

Voltando aos EUA, o professor Stacey Rambold, 54 anos, foi condenado pelo estupro de uma adolescente de 14 anos em Billings/ontana. Só que a sentença deixou feministas e ativistas dos direitos civis indignados.
O professor foi condenado a 15 anos de prisão. Entretanto o juiz Todd Baugh suspendeu a pena e manteve apenas 30 dias de reclusão para o estuprador, enquanto a lei obriga que o condenado passe ao menos dois anos na prisão.

A revolta com a decisão de Baugh foi para as ruas e fez com que o magistrado se desculpasse pela decisão e anunciasse uma nova audiência para o caso. O pedido de desculpa não foi suficiente e os ativistas exigem que Baugh renuncie ao cargo.
Na produção mais bizarra prevista para o próximo ano no universo dos filmes pornô americanos, Mischa Brooks e Rilynn Rae interpretam gêmeas siamesas unidas pelo quadril.
Elas são mesmo siamesas e o diretor teve a idéia depois de ver um vídeo no You Tube com as duas irmãs, uma gorda e outra magra.
Na China, uma mulher se entregou à polícia em Lu'an após drogar, espancar, matar e cozinhar o marido em uma panela de pressão.
A chinesa torturou o marido por três dias, antes de desmembrá-lo e levá-lo à panela.

A polícia do Arizona (EUA) prendeu um homem acusado de gravar as iniciais do seu nome na "área vaginal" da namorada.
Christopher Lynn Jackson, de 49 anos, morador de Chandler, usou um maçarico e letras feitas de ferro para marcar com "C" e "J" a genitália da namorada, a quem ele dopara. Preso, ele se defendeu na delegacia dizendo: “a vagina dela é minha”.
Christopher Lynn já fizera o mesmo com outras namoradas
Em Brittany/França, dois homens decidiram fazer um churrasco durante um show musical. O churrasco acabou dando errado e as chamas destruíram 64 carros estacionados no local.

Este fato me faz lembrar aquele churrasco na praia de Muriqui em que o churrasqueiro incendiou o próprio carro.

sábado, 7 de setembro de 2013

SETE DE SETEMBRO

O maior protesto jamais visto contra o nada, a favor de porra nenhuma e que não levaria a lugar algum, foi um tremendo fracasso.
Promovido pela burguesia fascista, o protesto no qual os cretinos mascarados do feissibuque imaginavam contar com milhões de idiotas nas ruas foi uma pífia manifestação.
Pela primeira vez na vida, assisti ao desfile de sete de setembro e vi o que esperava. Tudo correu bem, com tranqüilidade, em todo o país. A corja não conseguiu o que pretendia.
Somente no Rio de Janeiro, onde os manifestantes parecem estar em busca de um mártir e a polícia parece apoiar a baderna, houve algum distúrbio com alguns poucos imbecis oriundos do feissi. Bem menos que toda a torcida do Olaria.
A malograda manifestação há tanto tempo preparada e convocada pelos saudosos da ditadura durou pouco e não abalou o desfile. Perturbou apenas a platéia que certamente ficou ainda mais revoltada com os falsos patriotas mascarados e enrolados na bandeira.
Os filhos dos bolsonaros devem estar enfiando o dedo e rasgando. A manifestação monstro se restringiu a isso: o vandalismo e a depredação de sempre. Mas, como sempre, de forma muito pacífica.
Neste momento, após o desfile, algumas dezenas, de forma pacífica, apedrejam e vandalizam o centro da cidade. A PMERJ continua permitindo a baderna, incapaz de dar uma única porrada. No monumento a Zumbi, na Praça Onze, arrancaram a bandeira brasileira e, mais uma vez, de forma pacífica, a queimaram.  
Agora, vejam abaixo como eram, no meu tempo, as manifestações contra a ditadura. Naquele tempo, a gente levava muita porrada da polícia e dos bolsonaros que hoje estimulam a baderna. O black bloc Caetano não estava lá, mas contávamos com Norma Benguel, Odete Lara e outras belas mulheres. Chico e Nara não aparecem na foto, mas estavam lá.
Enquanto isso, a trajetória da inflação enterra o discurso alarmista da “turma do tomate”, o PIB cresce mais do que devia e a Dilma já aparece em nova pesquisa vencendo a eleição no primeiro turno.

N.L.: Incluí agora, dia 8, a primeira página da Folha do dia seguinte, na qual o colunista Igor Gielow afirma que "O maior protesto da história do Brasil" para o Sete de Setembro, 'conforme pregava a fantasia de uma molecada presa à realidade virtual, desandou apenas na já habitual e lamentável pancadaria localizada'.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A INFLAÇÃO DO PÃO

Depois da inflação do tomate que, na entressafra, chegou a custar R$ 14,00 o quilo, e foi parar nas capas das revistas cínicas e manipuladoras, chegou a vez da inflação do pão. Ainda não entrou na pauta da imprensa, mas certamente vão falar sobre o pão que a Dilma amassou como disseram que ela pisou no tomate.
Um leitor de O Dia mandou para o jornal notas de compra de carne e pães cujos preços por quilo foram de exatos R$ 13,90.
No dia seguinte, o jornal fez uma pesquisa sobre o preço do pão e publicou  o quanto era cobrado em padarias da zona sul carioca. Os economistas justificam o absurdo com o aumento do dólar, dando razão à ganância dos padeiros. No Catete, antes do aumento da moeda americana, já tinha visto o quilo do pão a R$ 12,00.
São preços muito superiores aos cobrados aqui em Muriqui. Na padaria do Manoel, na praça, o preço é R$ 6,00; no mercado Costa Verde é R$ 6,50, enquanto no mercadinho localizado na RJ quase esquina da Rua Rio Grande do Norte, o quilo do pão custa apenas R$ 4,99.
É lá que eu compro pão, não somente pelo preço, mas também e principalmente porque pra mim é o melhor pão de Muriqui. Um pão bonito, com miolo, feito de farinha de trigo pura. O das 16 horas é ainda melhor que o da manhã. É como o de antigamente, um pão que dá pra fazer pudim. Não é aquele pão moderno, feito com uma mistura misteriosa, oco, só tem a casca, sem quase nada dentro, que parece ser preferido pelos que têm medo de engordar.
Só espero que a leitura desta postagem não desperte a ganância dos padeiros que temos por aqui.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A MILÉSIMA POSTAGEM

Vez em quando, crio um personagem para minhas estórias e sempre me inspiro em alguém que realmente existe.
Quando criei o Malaquias (AQUI), inspirei-me nos comentários oligofrênicos de um leitor do blog da Leila e o temperei com outras deficiências intelectuais.
O ilustre comentarista assumiu o personagem e me deu a honra de manter uma polêmica comigo aqui neste humilde blog. Foi no final do ano passado que ele me desejou Feliz Natal e eu respondi aos votos desejando-lhe um ano-novo sem preconceito e repleto de novos e racionais conceitos. Ainda  desejei ao final: “que em 2013, você caia na real”.
Vejam só, agora tive a surpresa de vê-lo regressar ao blog. Regenerado, sem preconceito, com novos e racionais conceitos. Até me disse seu primeiro nome: Paulo. A razão da volta triunfal foram minhas postagens sobre o avião negreiro.
O Paulo – será mesmo este o nome? - fez um comentário que merece maior destaque. Neste dia em que comemoro a milésima postagem do blog, festejo também a volta dele e reproduzo a sua opinião sobre o programa Mais Médicos, a reação da máfia de branco e a vaia nos cubanos. Homenageando-o, também, homenageio todos os leitores que têm me aturado e/ou comentado em meu humilde blog.
Vamos ao comentário do Paulo:
“Realmente, chega a ser patética tal reação de pessoas que não sabem nem de longe o que é um pobre. E mais patético é perguntar quem vai pagar a conta de um erro médico. E quem pune o médico que assina o ponto e vai embora 10 minutos depois sem atender ninguém? Ficam impunes como sempre.
Além do mais, pior que a maioria das faculdades de medicina brasileiras, com certeza, as cubanas ou quaisquer outras do mundo não são.
Eu mesmo, quando fiz faculdade de direito, convivi com estudantes de medicina e te digo uma coisa: não deixaria que eles tratassem nem da madrasta má da Branca de Neve, pois os mesmos passavam o tempo todo jogando sinuca, bebendo cachaça e paquerando as meninas nos bares da vida; além de um bando de patricinhas, daquelas que dão um chilique daqueles porque quebrou um pedacinho da unha do dedo, e que pareciam entender mais de baladas e sexo do que de medicina.
Além do mais, o que aquelas patricinhas com cara de micareteiras faziam ali vaiando o cubano? Não tinham paciente para atender? Ou também assinaram o ponto e foram embora ?
Esse é o retrato da nova sociedade brasileira, da nossa nova cultura. A cultura da futilidade, a cultura do status, a ditadura da moda, a ditadura da beleza que leva nossas meninas a morrer em cirurgias de implante de silicone mal sucedidas e nossos jovens a morrerem de paradas cardíacas depois de tomarem doses cavalares de anabolizantes em busca de um corpo perfeito e de um cérebro de minhoca.
Ler Jorge Amado, Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues, Machado de Assis, Rui Barbosa, José de Alencar, Monteiro Lobato, Castro Alves, Paulo Coelho e outros escritores brasileiros? Para esse nicho social, você vale de acordo com a quantidade de combos de vodka que compra em todas as baladas, de bolsas Louis Vitton que possui, pelo celular ultra moderno que possui ou pela quantidade de viagens à Disney feitas todos os anos para ver o inútil do Pateta. Como não dá status passar cinco anos em Juazeiro do Norte, por exemplo, cuidando de pessoas carentes, ninguém quer. Chique mesmo é sair com a atriz coadjuvante da Malhação ou a figurante da novela das oito.
No fundo essas patricinhas que vaiaram o cubano são dignas de pena. Pena, sim, pois são nada mais do que um produto da mídia, fazem exatamente o que a Rede Globo e outras emissoras nefastas do nosso país querem. Elas querem é morar no bairro da novela do Manoel Carlos. São pessoas dignas de pena, pois são vítimas de uma moda, de um estilo de viver, não tem estilo próprio.
São pessoas que gostam de se fazer de superiores, mas que na verdade sofrem do pior tipo de inferioridade que pode existir: a inferioridade da alma. São inferiores às pessoas que elas julgam inferiores por não serem livres para viver como quiserem e fazer o que quiserem de suas vidas. Só se sentem felizes se usarem a chuteira da moda, a blusa da moda, a bolsa da moda, a calça da moda, o boné da moda, o tênis da moda, a música da moda. Só conseguem ser felizes se namorarem o cara mais gostoso ou a menina mais gostosa da galera.
Eu mesmo sofri muito preconceito por gostar de música sertaneja, pagode, samba, forró e axé, pois, para aquelas que vaiaram o cubano, são músicas dos brasileiros inferiores, menos cultos, silvícolas, cafonas e bregas. Bregas são elas que copiam qualquer merda americana como se fosse a oitava maravilha do mundo.
Pobre dessa juventude, criada sem valores humanos decentes.”

terça-feira, 3 de setembro de 2013

REMÉDIO AMARGO

Publicitário, ex-piloto da RAF, e autor também de bestsellers como Hotel e Aeroporto, Arthur Hailey escreveu Remédio Amargo, uma trama de intriga e suspense lançado no início dos anos 80.
Conta a história de uma mulher dividida entre a ética, o lucro e seus amores: o amor pelo fascinante mundo da indústria farmacêutica, com seu enorme poder para o bem e seu terrível potencial para o mal; e seu amor pelo médico gentil e resoluto que é seu igual e parceiro em todas as coisas.
Celia Jordan é uma heroína dos tempos modernos que ascende à presidência de uma gigantesca companhia farmacêutica que está prestes a lançar um novo e milagroso medicamento que combate o enjôo matutino de mulheres grávidas e promete salvar a companhia da falência.
Entretanto, as pesquisas comprovam que o remédio provoca o mesmo efeito da Talidomida, droga que nos anos 60 provocou o nascimento de bebês deformados. É aí que começa o dilema da executiva, uma mulher dividida entre a ética, o lucro e várias paixões.
Logo que foi lançado no Brasil, eu li o livro que atualmente só é encontrado nos sebos.
Naquela época, eu era gerente de marketing de um grande laboratório farmacêutico multinacional. Viajava com muitos médicos – geralmente professores e/ou formadores de opinião - para congressos e seminários nacionais e internacionais por nós patrocinados para promover novos medicamentos.
Sempre soubemos que o médico adora medicamentos novos e, porisso, vivíamos a ânsia de lançar novos produtos. Testes financiados pelo governo americano, às vezes, descobrem que remédios antigos são melhores do que os novos. A indústria nunca vai financiar esse tipo de estudo. Nem interessa aos médicos. Novos médicos preferem receitar novos remédios.
Por outro lado, promover um novo medicamento é muito mais do que divulgar seus benefícios, é também divulgar informações negativas e secundarismos dos concorrentes e dos remédios antigos.
O prof. Dr. Agostinho Betarello – um dos médicos que cuidaram de Tancredo Neves – certa vez, me disse que “Jamais serei o primeiro a aceitar o novo nem o último a abandonar o medicamento antigo”.
Lembro também de um colega de trabalho, ex-seminarista, que dizia: “No dia do juízo final, nós vamos pagar pelos pecados que cometemos promovendo remédios para quem não precisa. Metade dos doentes se curam naturalmente sem médicos e sem remédios; 30 % se curam apesar dos médicos e dos remédios; 10% deles precisam do médico, mas não dos remédios; outros 10% precisam de médicos e de remédios, mas uma parte vai partir desta para melhor mesmo com médicos e remédios. A nossa vantagem é que poucos sabem quem é quem”.
E os que sabem, sempre receitarão no mínimo três medicamentos para qualquer que seja a doença. Se não, os pacientes não ficarão satisfeitos. É o resultado do marketing dos laboratórios farmacêuticos.
A Dra. Adriane Fugh-Berman, formada pela escola de medicina da Universidade Georgetown, autora de vários livros sobre medicina alternativa e a cura natural, deu uma ótima entrevista ao blog Viomundo (AQUI) que merece ser lida pelos hipocondríacos, aqueles que eu chamo de doentios.
Na entrevista, a Dra. Adriane expõe as atuais práticas de marketing da indústria e os métodos empregados para influenciar a prescrição de medicamentos, afirmando que “Existe um número maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante para a indústria fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso”.
Pelo que li, vejo que nada mudou.

domingo, 1 de setembro de 2013

OLHA O PADIIILHA!

Em junho de 2013, a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) declararam Alexandre Padilha "persona non grata". Lembrei de quando a ditadura, baseada no AI5, aposentou o delegado Deraldo Padilha em 1968. Pdilha era uma lenda carioca desde 1952 quando assumiu a Delegacia de Vadiagem.
Malandros e vagabundos passavam um sufoco nas mãos dele que tinha um jeito próprio de atuação jamais utilizado por outros policiais. Naquele tempo, malandros e vagabundos usavam calça funil que tinha a boca muito estreita. Em suas andanças noturnas pela cidade, sempre de óculos Ray Ban, Padilha levava uma laranja que enfiava na calça do indivíduo. Se a laranja descesse até o chão, tudo bem. Se não, pegava uma tesoura e rasgava a calça do infeliz. Malandro cabeludo tinha a cabeça raspada.
A imprensa sempre o combatia nas manchetes, mas o povo gostava da sua tolerância zero e até música foi feita em sua homenagem gravada por Moreira da Silva. Padilha passou um tempo na geladeira e só voltou em 1968. Até que um dia ele se atritou com um general e sua esposa: foi cassado.
Malandros, vagabundos e prostitutas tinham  um tremendo cagaço do Padilha que nunca deu mole pra eles. Quando o carro preto da rádio-patrulha surgia numa esquina, alguém gritava “Olha o Padiiiilha” e todos corriam tentando escapar das garras do homem.


O Padilha agora é outro e deixa a oposição com o mesmo cagaço dos antigos malandros cariocas. É o candidato de Lula ao governo de São Paulo. E isto já justifica a campanha da imprensa venal e manipuladora exibindo o seu furor pútrido contra o programa Mais Médicos do atual Ministro da Saúde. Se o programa der certo, como tudo indica que dará com o total apoio do povo, Padilha será eleito governador do Estado de São Paulo, tal como Fernando Haddad – outro candidato do Lula – já conquistou a prefeitura da Capital.
E a oposição perderá seu último grande reduto eleitoral onde reina há vinte anos. Por isso, a imprensa venal e manipuladora esperneia para não perder a sua boca rica como a Veja fez neste final de semana.
Leia o que disse ontem o site 247 (AQUI).
“Em sua edição deste fim de semana, a revista Veja deixa claro que será um dos principais adversários (talvez o maior) do ministro Alexandre Padilha, em sua tentativa de se eleger governador de São Paulo; texto "O que ele admira é a ditadura", sobre o programa Mais Médicos, agride o bom senso e a inteligência do leitor; no entanto, Veja está engajada e sabe que não pode deixar escapar a relação privilegiada que mantém com o governador Geraldo Alckmin e com o Palácio dos Bandeirantes, onde o secretário de comunicação, Márcio Aith, que comanda uma gigantesca máquina de publicidade, é ex-editor da revista; editorial de Veja insiste na tecla de cubanos são "escravos"
247 - O rabo preso da revista Veja, da Editora Abril, com o governo de São Paulo, ficou evidente algumas semanas atrás, quando a publicação deu sua versão sobre o caso Siemens, como se o escândalo não tivesse qualquer relação com o PSDB paulista (para saber mais, leia "Tucaníssima, Veja rasga a fantasia no caso Siemens"). Mais do que uma ligação ideológica, ela é também financeira. Entra governo, sai governo, são renovadas, em condições especiais, assinaturas de revistas da Abril para professores e estudantes de escolas públicas paulistas. Além disso, o secretário de comunicação de São Paulo, o jornalista Marcio Aith, é ex-editor de Veja e pilota uma gigantesca máquina de publicidade, onde as revistas da Abril têm lugar especial.
Em 2012, com a derrota de José Serra para Fernando Haddad, a Abril perdeu um de seus pilares em São Paulo. Por isso, a hipótese de sofrer nova derrota em 2014, desta vez para Alexandre Padilha, contra Geraldo Alckmin, teria impacto devastador na editora dos Civita, na Marginal Pinheiros. Diante do risco, Veja deixa claro, nesta semana, que será o principal adversário de Padilha – talvez o maior – em sua luta para tentar se eleger governador de São Paulo, em 2014.
O arsenal deste fim de semana veio ancorado num tripé: editorial de Eurípedes Alcântara, uma vasta reportagem interna e uma chamada de capa. Nos três casos, são ofensas à inteligência do leitor, mas, na Abril, há a percepção de que esses ataques rasteiros funcionam – contra Haddad não deu certo e, em relação a Padilha, só o tempo dirá.
A chamada de capa é a seguinte: "Cubanização - Deixar os médicos sob a lei ditatorial de Havana é uma grave ameaça à soberania brasileira". O editorial de Eurípedes Alcântara, por sua vez, trata os médicos cubanos como servos. "Os petistas optaram por impor a eles a desonra de 'uma vez escravo, sempre escravo'", diz o texto do jornalista que comanda a publicação. Internamente, a reportagem assinada por Leonardo Coutinho e Duda Teixeira traz uma foto de Padilha e o título "O que ele admira é ditadura", afirmando ainda que o ministro da Saúde estaria a serviço de Havana.
Nem vale a pena perder tempo com os argumentos de Veja. Nem na Abril eles são levados a sério. Basta lembrar que, quando médicos cubanos foram trazidos no governo FHC, eles foram apontados como uma grande solução, quase um milagre (leia mais aqui).
O que a Abril não admite perder é seu assento especial no Palácio dos Bandeirantes.
Mas será que o leitor é incapaz de perceber a operação que está por trás disso?”


sábado, 31 de agosto de 2013

AVIÃO NEGREIRO IV

O cardiologista e ex-ministro da Saúde Adib Jatene, uma das maiores autoridades médicas no país e que preside uma comissão que auxiliou o governo Dilma na formulação do projeto para a mudança do ensino médico, defende o programa Mais Médicos e afirma:“O ensino médico está formando candidatos à residência médica. Isso estimula a especialização precoce. Precisamos formar um médico capaz de atender a população sem usar a alta tecnologia. O médico precisa se transformar num especialista de gente. Municípios pequenos deveriam integrar um consórcio para uso de alta tecnologia. Precisam, porém de um médico polivalente, que atenda do parto a uma emergência.”
De que vale, então, a opinião de cães hidrófobos amestrados pelos donos dos jornais que têm seus motivos para serem contra o Mais Médicos? Entre os cães, uma cadela hidrófoba -= Eliane Catanhede, da Folha - foi quem deu o título a essas minhas quatro postagens quando intitulou o avião que trouxe os médicos cubanos de “avião negreiro”.
De que vale, então, a opinião dos hipócritas de Hipócrates que estão com medo de perder a sua reserva de mercado no interior quando as capitais não mais suportarem a superlotação médica?
Na Globo News, Jorge Pontual dá a sua opinião sobre o tema e tenta mostrar por que os médicos brasileiros combatem a importação dos médicos cubanos. Para ele, o motivo é o modelo de medicina cubana que visa a prevenção das doenças.
De fato, se eles vêm para evitar as doenças, é claro que o médico metropolitano vai receber menos doentes ricos e remediados do interior para consultas nas capitais. Além disto, vai acabar causando um grande prejuízo aos laboratorios clínicos e farmacêuticos que subvencionam as suas viagens para congressos nacionais e internacionais.
Será pelo mesmo motivo que a máfia de branco não é contra a importação de médicos portugueses, espanhóis, argentinos, italianos? Seriam estes diferentes dos cubanos e iguais aos brasileiros?
“Existe um número muito maior de pessoas saudáveis do que de pessoas doentes no mundo e é importante, para a indústria farmacêutica, fazer com que as pessoas que são totalmente saudáveis pensem que são doentes. Existem muitas maneiras de se fazer isso. Uma delas é mudar o padrão do que se caracteriza como doença. Outra é criar novas doenças” – afirma a médica e professora Adriane Fugh-Berman baseada em anos de pesquisa a respeito das práticas da indústria farmacêutica e da facilidade com que ela manipula os médicos, usados não apenas para vender remédios, mas também para promover doenças.
Formada pela escola de medicina da Universidade de Georgetown com especialização em medicina familiar, a Dra. Adriane militou em uma organização voltada à saúde da mulher e ouviu muitos desaforos de médicos, há duas décadas, quando reclamava que não existiam estudos comprovando a necessidade de tratamentos hormonais para mulheres na menopausa. Mais tarde ficou comprovado que existia risco, sim. O tratamento hormonal aumentou em muito os casos de câncer de mama e a prática mudou.
Adriane tem um blog Pharmedout onde fala em inglês sobre suas pesquisas. Uma entrevista sua em português pode ser lida (AQUI) onde ela fala das doenças inexistentes, inventadas por laboratórios, para as quais os médicos receitam os mais diversos medicamentos.
O hipócrita presidente do CRM de Minas Gerais – João Batista Gomes Soares – diz que “Nossa preocupação é com a qualidade desses médicos, que são bons apenas em medicina preventiva, não sabem tirar tomografia. Vou orientar meus médicos a não socorrerem erros dos colegas cubanos”.
E quem socorre os pacientes vítimas de tantos erros médicos brasileiros? Erros certamente muito mais importantes do que os que poderiam cometer os cubanos.
Para terminar esta série de aviões, lembro do que falei (AQUI) sobre o sistema de saúde americano que obriga o cidadão a comprar um seguro-saúde ou, então, sofrer uma punição por não fazê-lo.
Lá, noutro dia, o sem-teto Dean Alsip, de 50 anos, foi preso após roubar um dólar de uma agência bancária em Portland (Oregon). Ele disse ter decidido cometer o crime para poder ser preso e ter acesso a tratamento de saúde gratuito na cadeia.
"Isto é um assalto. Me dá um dólar", dizia o bilhete entregue pelo assaltante ao caixa. Após o assalto, Dean continuou na agência, esperando a chegada da polícia.

A CBS noticiou que ele foi preso e saiu comemorando.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

AVIÃO NEGREIRO III

Aquele médico negro da foto na postagem anterior é Juan Delgado, 49 anos. Ele comentou a manifestação das idiotas de jaleco branco: Me impressionou a manifestação. Diziam que somos escravos, que fôssemos embora do Brasil. Não sei por que diziam isso, não vamos tirar seus postos de trabalho. Vim ao Brasil por vontade própria. Isso não é certo, não somos escravos. Seremos escravos da saúde, dos pacientes doentes, de quem estaremos ao lado todo o tempo necessário. Os médicos brasileiros deveriam fazer o mesmo que nós: ir aos lugares mais pobres prestar assistência”.
O médico José Maria Fontes – presidente do sindicato cearense – foi o organizador da vaia e se justificou: “Os médicos cubanos vão ser utilizados para trabalho escravo. Não foi no sentido pejorativo que foram chamados de negros. O que ficou colocado é que a gente estava dizendo para eles que eles iam exercer trabalho escravo, no sentido de eles não terem direito a férias, ao 13º salário, a hora-extra e não terem direito a casar nem a namorar no Brasil porque se tiverem filho com brasileira vão adquirir cidadania. Nossa orientação no sindicato foi nesse sentido, que os manifestantes chamassem a atenção para a questão do trabalho escravo”.
O cearense tem um discurso único – a escravidão – enquanto outros presidentes de sindicatos – de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul – apelam também para a incapacidade dos médicos cubanos.
Nenhum escravo jamais gostou de ser escravo e sempre desejou fugir da escravidão, como foi o caso de Ganga-Zumba, Zumbi e os Palmares. Então, meu Deus, por que se mostram tão satisfeitos de virem para o Brasil? E dizem que estão retribuindo ao Estado cubano que lhes deu a formação médica gratuita, assistência médica, educação, moradia, alimentação e, também, as suas famílias?
O médico cubano Alejandro Santiago Benítez Marín, 51 anos, está radicado no Brasil desde 2000. Veio para Santa Catarina em um acordo da prefeitura de Irati com o governo de Cuba e, dois anos depois, resolveu ficar no Brasil, onde vive com a mulher e quatro filhos.
“Em dois meses, eu já entendia perfeitamente tudo. Fazer medicina é igual em todo o lugar, só muda o endereço. Os médicos cubanos são muito bons, nossa medicina é a melhor do mundo. Há médicos cubanos fazendo um excelente trabalho no Norte e Nordeste. O Conselho Federal de Medicina tem nos ofendido sem necessidade desde o início, chamando-nos de escravos, curandeiros, feiticeiros. Eu sou incapaz de ofender um médico brasileiro, mesmo conhecendo médicos brasileiros que cometem erros, a imprensa publica sempre. Tem médico ruim e bom tanto no Brasil quanto em Cuba. Não temos culpa do que está acontecendo no Brasil e que os médicos de fora têm que vir”.
Entre os médicos brasileiros, nem aqueles que se formam em universidades públicas sentem algum impulso ético de retribuir alguma coisa ao país que lhes deu ensino, formação e futuro de graça.
Nelson Rodrigues, médico cubano, 45 anos, desembarcou em Recife afirmando que “Somos médicos por vocação, não nos interessa um salário, fazemos por amor". Com ele veio Milagros Cardenas Lopes, 61 anos, que assegurou "Nossa motivação é a solidariedade”.
O fundamento básico na formação do médico cubano é a solidariedade e o humanismo. Olham o paciente como um ser humano e aprendem a tratá-lo holisticamente (pode ir ao dicionário que eu espero) para traçar um diagnóstico. O médico cubano é treinado para conhecer a natureza humana muito mais do que aqueles que por aqui fazem o mapeamento tecnológico do corpo humano, separam-no em partes e não olham nem tocam e pouco falam com seus pacientes. E tome dipirona para qualquer suposta “virose”.
Aqui, porém, o comportamento lastimável de dirigentes soberbos dos sindicatos médicos está na contramão dos anseios da população por mais médicos. Seu corporativismo egoísta e evidente não pode prevalecer quando contrariam interesses e direitos de uma cidade como Gurupá, no Pará, que registra o menor número de médicos por habitantes no país - apenas um para 29.000 habitantes - segundo o DATASUS. Enquanto Niterói é a cidade com maior número de médicos, um para cada 176 habitantes.
Estes quase criminosos sem escrúpulos, porém, sabem, com certeza, que a medicina cubana é reconhecida mundialmente pela excelência, ao contrário da brasileira; que o Brasil está apenas copiando uma boa prática de outros países altamente desenvolvidos que importam médicos quando eles são necessários para a saúde pública.
Cerca de 40% dos quase 235 mil médicos registrados no Reino Unido são estrangeiros. A Índia é o principal fornecedor para os ingleses, com 25 mil profissionais. Os Estados Unidos também são grandes importadores. A cota de profissionais estrangeiros entre os americanos ultrapassa de 25%. A Noruega tem um programa de importação de médicos que é considerado um exemplo.
Cuba é um tradicional exportador de médicos. Há ou já houve médicos cubanos em 108 países.
A medicina cubana tem relevância internacional também na área de medicamentos. Nos anos 90, Cuba se tornou o primeiro país a desenvolver e comercializar a vacina contra a meningite B. Depois, Cuba criou vacinas contra a hepatite B, atualmente fornecidas para 30 países, entre eles China, Índia e Rússia.
Pacientes do mundo inteiro vão para Cuba em busca de tratamento para o vitiligo.
Quanto ao Revalida, durante sua visita a Cuba, o presidente uruguaio, Pepe Mujica – tão elogiado por aqui - afirmou com certa amargura que “o Uruguai já reconhece a maioria dos títulos. A resistência só é mantida em algumas especialidades, as que dão mais dinheiro para os médicos e que custam mais caro aos pacientes”.
O Revalida tinha que ser obrigatório para todos os médicos recém-formados, inclusive para os brasileiros que saem das medíocres faculdades  particulares que temos no país diagnosticando “viroses” e receitando dipirona. Seria como se faz com os formados em direito que somente é considerado advogado e pode exercer a profissão se for aprovado pelo exame da OAB.

N.L.: CONTINUA DEPOIS DE AMANHÃ

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

AVIÃO NEGREIRO II

Cerca de 50 médicos fizeram um corredor polonês para xingar e vaiar 79 médicos cubanos que saiam de um curso da Escola de Saúde Pública do Ceará.
"É um imenso preconceito sendo externado contra os cubanos que vêm ao Brasil trabalhar aonde médicos brasileiros formados aqui não querem ir”, disse Dilma Rousseff lamentando a postura de médicos brasileiros vaiando os cubanos, em Fortaleza.
"Foram atitudes truculentas, incitaram o preconceito e a xenofobia. Eles fizeram um verdadeiro corredor polonês da xenofobia, atacando médicos que vieram de outros países para atender a população apenas naqueles municípios onde nenhum profissional quis fazer atendimento", disse o Ministro da Saúde e futuro governador de São Paulo Alexandre Padilha.
 “Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!”
(Castro Alves, em Navio Negreiro)
É verdade, sim. Tanto horror não é somente loucura, é mais uma pequena mostra da louca estupidez humana a demonstrar que o grande acontecimento do século – como disse Nelson Rodrigues - foi a ascensão espantosa e fulminante dos idiotas. Brancos azedos e preconceituosos formados em faculdades particulares medíocres, inocentes úteis demonstrando insanidade e vomitando xenofobia contra um médico negro formado em Cuba. Lá onde estudam e se formam com distinção médicos de todo o mundo, inclusive brasileiros.
Os dois filhos do presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Rio Grande do Sul (Simers) - Paulo de Argollo Mendes, no poder há 15 anos e reeleito para mais um mandato (2013-2015) – por exemplo, cursaram medicina no Instituto Superior de Ciências Médicas de Camagüey, em Cuba, entre 1997 e 2004. Naquela época, ele só tinha elogios para Cuba e a medicina cubana. Hoje, o “banner” no luxuoso prédio do sindicato, em Porto Alegre, mostra a sua posição atual.
Falando pelo Simers, diz que “Somos frontalmente contrários à vinda de médicos estrangeiros, é enganação, pura demagogia. Se um médico estrangeiro cometer eventual barbaridade, quem vai pagar? É uma insegurança absoluta para o próprio paciente... São médicos de segunda classe para tratar pacientes de segunda, porque é assim que o governo enxerga os pacientes do SUS”.
Trata-se, portanto, de um preconceituoso, xenófobo e hipócrita como todos aqueles que vaiaram o médico negro em Fortaleza. Enquanto o hipócrita esbraveja expelindo seus dejetos mentais, cidades gaúchas na fronteira com o Uruguai enfrentam a falta de profissionais de saúde contratando médicos do país vizinho sem diploma revalidado. Municípios e hospitais ganharam na Justiça o direito de contar com médicos uruguaios e dependem deles para formar equipes mínimas.
Mas, serão de segunda classe os médicos que estão vindo para o Brasil? Serão seus pacientes no interior do país brasileiros de segunda classe?
Centenas de profissionais de saúde cubanos trabalham em 40 centros em todo o Haiti desde o terremoto de 1998, onde cuidaram de mais de 30 mil casos de cólera nos últimos 10 meses. É o maior contingente estrangeiro tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera.
Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM). Outros 400 estão sendo treinados na escola que oferece ensino gratuito.
John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa e avalia equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado.
Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto; em seguida, em 1963, foi enviada uma equipe de 50 médicos para a Argélia. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução Cubana.
O programa mais conhecido é a Operação Milagre”, que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanas em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhão de pessoas em 35 países, incluindo a de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.
Aliás, será por influência dele – o grande herói cubano, um médico formado na Argentina - que tantos cubanos se formaram médicos ou se dedicam à medicina sem o interesse financeiro dos mercenários médicos brasileiros?
A taxa de mortalidade infantil em Cuba, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos – comparável com a da Grã-Bretanha e menor do que a dos EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, enquanto a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina. É o que mostram os números da Organização Mundial de Saúde.
Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na ELAM.
O governo cubano espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres, pelo menos por cinco anos, como sanitarista e objetivando a prevenção de doenças.
Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey/EUA, é um dos 171 estudantes norte-americanos na ELAM; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que a ELAM é parte da máquina de propaganda cubana. E se fosse, qual seria o problema?
“É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo” – diz o estudante americano.
Outros 49.000 alunos estão matriculados no “Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos”, a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeram em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.
O professor Kirk discorda: “A abordagem "high-tech" para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria muito feliz quando chegasse algum.”
Há milhões de brasileiros que certamente concordam com o professor canadense.

N.L.: CONTINUA AMANHÃ