“Quanto mais eu conheço os homens, mais eu gosto das
mulheres”, disse o Barão. Vejam o caso do padre, pobre
coitado de sobrenome Corrêa, que caiu na armação do pai – de nome Ubiratan –
que mandou a filha transar com ele e filmar a cena para extorquir-lhe uma boa
grana. Felizmente, não há nenhum Lacerda na jogada. Como não conseguiu o que
queria, o canalha decidiu divulgar o vídeo que segue abaixo sem as cenas de sexo
explícito. O padre está nu quando beija a filha do infame indivíduo e, também,
uma coleguinha que a acompanhou.
O padre está errado? Sim, está.
Renegou seus eclesiásticos votos de castidade. Mas, que abuso, que nada... Eu o perdoo, pois, quem, em
sã consciência, seria capaz de recusar duas tetéias como aquelas lourinhas. Outra farsa que ocupou espaço
na mídia, a começar pelo Fantástico, foi uma verdadeira afronta à inteligência:
a confissão de um menor de idade para o crime cometido na Bolívia durante o
jogo do Corinthians. Um legítimo insulto ao
discernimento dos bolivianos. Por que um menor de 17 anos que, talvez, nem
tenha ido ao estádio de Oruro, confessaria o crime? Os farsantes seguiram o exemplo das
quadrilhas de bandidos que sempre contam com um menor de idade para assumir a
culpa pelos assassinatos que forem cometidos. Os bolivianos não são babacas
como parece ser o seu presidente índio e sabem que por aqui os menores vivem acima da lei e da ordem. Ia me esquecendo de outro
fato digno de registro. É o caso da mulher que simulou um ato sexual dentro d’água
com um desconhecido em Rio das Ostras. Até aí, tudo bem. Mas, depois,
transformou-se na Cicarelli do Rio, ganhou as páginas dos jornais e vídeo no You Tube com o marido. Sorrindo, ele diz
que a perdoou. Parodiando o Barão, digo que
quanto mais e melhor eu conheço os seres humanos, mais admiro os políticos.
Esses versos imortais foram
escritos por Apparício Torelly, também conhecido como Apporelly, que se
auto-intitulava o Barão de Itararé. Jornalista e publicitário, pioneiro do
humorismo político brasileiro, inspirou gente como Luiz Fernando Veríssimo,
Stanislaw Ponte Preta, Jô Soares, Chico Anísio e muitos outros. Chico Anísio dizia que ele
foi o melhor humorista de todos os tempos. Debochado, anárquico e sarcástico,
enfrentou a ditadura de Getúlio Vargas, espezinhou os integralistas e os
políticos corruptos de sua época e zombou da elite conservadora. Para Jorge Amado, ele foi o Dom Quixote brasileiro. Foi preso várias vezes,
apanhou da polícia secreta do estado novo, sem nunca perder o humor. Depois de
ter a redação de seu jornal humorístico A
Manha invadido e apanhar dos fascistas, colocou uma placa na porta: Entre
sem bater. Foi preso e torturado pela polícia política de Vargas. Depois de solto e sempre perseguido, viveu refugiado
em Bangu a convite de Guilherme da Silveira, o pai, proprietário da Fábrica Bangu que foi ministro da fazenda
no governo Dutra. Morava em uma chácara junto
ao local que se transformaria, na década de 60, em concentração do time do
Bangu – a Víla Hípica – e que hoje é um condomínio de casas populares.
Um sobrinho de meu pai era o caseiro da chácara e muitas vezes fomos visitá-lo
para pegar laranjas. Eu devia ter quatro para cinco anos quando conheci aquele
senhor brincalhão que me dava balas e me contava histórias engraçadas. Ele
adorava crianças e eu gostava muito dele. Ainda me lembro. Somente depois de adulto vim
a saber que aquele senhor de quase cinqüenta anos que me pegou no colo era o
Barão de Itararé. Com a queda de Getúlio, que
foi seu colega de colégio em Porto Alegre, oBarão elegeu-se vereador, em 1947, com o lema: Mais água! Mais leite! Menos água no leite! Mas, foi cassado em
1948 quando o PCB caiu na ilegalidade. No vídeo abaixo, Ancelmo Góis,
em seu programa da TV Brasil – De lá pra cá – apresenta o Barão. Mas, não fala
do tempo em que ele viveu em Bangu.
Espero que o livro que comecei a ler – Entre sem
bater, a vida de Apparício Torelly, o Barão de Itararé – relembre aquela boa
temporada em Bangu.
Esta é pra quem lê, acredita
na Veja e crê que o Joaquim Barbosa é um herói nacional. Segundo a Veja, ele
bate em mulher. Na edição 1802, de 14 de maio
de 2003 – clique aqui para ler no original
- quando Lula indicouJoaquim Barbosa
para ministro do STF, Veja publicou: “Desde
o início, Lula queria nomear um paulista, um nordestino e um negro. O
nordestino escolhido é Carlos Ayres Britto, de Sergipe. O paulista é o
desembargador Antonio Cezar Peluso, cujo perfil levemente conservador despertou
resistência no ministro da Casa Civil, José Dirceu, para quem o ministro ideal
era Eros Grau, jurista de formação à esquerda.” Veja
afirma que Joaquim Barbosa foi um dos primeiros escolhidos, pois sua biografia
contemplava à perfeição os aspectos que Lula queria prestigiar: negro, de
origem humilde e com boa formação acadêmica. Diz, também, que ele foi o
primeiro a reconhecer o simbolismo de sua própria ascensão: "Vejo como um ato de grande
significação que sinaliza para a sociedade o fim de certas barreiras visíveis e
invisíveis"- e completou -"posso vir a ser o primeiro ministro
reconhecidamente negro". Diz
a Veja que “a indicação de Joaquim
Benedito Barbosa Gomes, 48 anos, que parecia ser a menos complexa, acabou sendo
a mais trabalhosa” – e explica o porquê - “o ministro Márcio Thomaz Bastos, a quem coube ouvir os candidatos e
apresentar os nomes ao presidente, foi informado de um episódio constrangedor
da biografia de Joaquim Barbosa”. Segundo
a Veja, “muitos anos atrás, quando ainda
morava em Brasília, Joaquim Barbosa estava se separando de sua então mulher,
Marileuza, e o casal disputava a guarda do único filho Felipe”. “Na ocasião, Joaquim Barbosa descontrolou-se e agrediu
fisicamente Marileuza, que chegou a registrar queixa na delegacia mais próxima”.
A
Veja vai mais além e diz que enquanto o governo decidia o que fazer, os
comentários pipocaram no próprio Supremo. - "Vai
vir para cá um espancador de mulher?", perguntou a ministra Ellen Gracie ao colega Carlos Velloso, no intervalo entre uma sessão e outra. - "Foi uma separação traumática",
conciliou Velloso. - "Mas existe alguma separação que não é
traumática?", interveio o ministro Gilmar Mendes. - "A mulher era dele", disse o
ministro Nelson Jobim com uma brincadeira machista, a pretexto de justificar a
agressão. Indagado
sobre o episódio pelo ministro da Justiça, Joaquim Barbosa explicou que fora um
desentendimento árduo, mas superado. Dias depois, Joaquim Barbosa encaminhou ao
Gabinete Civil da Presidência da República uma carta, assinada pela ex-mulher,
reafirmando que tudo fora superado. - "Na verdade, houve uma agressão mútua. Isso
aconteceu num dia de ânimos acirrados. Somos amigos até hoje", disse Marileuza à Veja. As palavras da mulher confirmam que houve de fato a agressão. Não importa se mútua, é injustificável a agressão. - "Foi uma briga de família provocada por
ressentimentos naturais numa separação", explicou Joaquim Barbosa à revista sem negar a agressão. A reportagem foi assinada por
Policarpo Júnior que, certamente, contou com a ajuda do Cachoeira para colocar
escutas no STF e registrar as opiniões dos juízes sobre a nomeação.
O que mais me chamou a atenção no
carnaval foi a padronização das rainhas de bateria, passistas e “musas” das
escolas. Excesso de silicone em cima, na frente, e embaixo, atrás. Coxas
musculosas de zagueiro central vascaíno, braços de lutador do UFC. Com raríssimas exceções, como a
Juliana Alves, da Tijuca, parece que foram todas feitas na mesma fôrma, assim
como são feitos os chapéus e adereços das alas e alegorias. O meu comentário inicial na
postagem “O Desfile das Escolas de Samba”, dia 12, sobre as musas padronizadas
agora é tema de inúmeros artigos nos jornais. Passado o carnaval parece que
toda a mídia viu o que eu vi. Até mesmo o Fantástico, ontem. Um jornal publicou a foto
abaixo de uma passista da Ilha, mostrando-a em 1999, uma mulher, e em 2013, um
macho mal acabado.
Quem levantou a questão foi o
Laíla, da Beija-Flor. Ele gosta de mulher como eu gosto: feminina. Se deixarmos a coisa por conta das "carnavalescas", em breve teremos futuras "musas" como estas abaixo (clique na imagem para ver melhor).
Como cantou o meu amigo Dudu naquele bom samba da Mocidade:
Mais uma vez a manipulação
da mídia não surtiu qualquer efeito e foi desmascarada. Não vi ninguém usar a
tal máscara que a imprensa manipuladora afirmava que seria um sucesso no
carnaval. Você viu? Pedi imagens do carnaval de rua ao Google e não vi nenhum folião
usando a máscara do Joaquim Barbosa. Segundo soube, havia apenas três indivíduos com a
máscara na Avenida Paulista. Um deles disse que a recebeu de um fotógrafo da
Folha para uma foto que sairia na primeira página do jornal. A foto ficou tão
falsa que o jornal não a publicou. No Rio, na concentração do bloco da CUT, alguns
componentes – todos petistas, claro - partiram pra cima de um idiota que usava
a máscara e tentaram arrancá-la do rosto do infeliz. Seguranças armados
impediram e levaram os agressores para a delegacia onde foram autuados por
desacato à autoridade. O infeliz era o próprio Joaquim Barbosa que ficou com
arranhões no rosto. Bem feito! O que foi ele fazer no bloco da CUT?
Caçar petistas?
Agora, sem brincadeira,
aonde foram parar as centenas de milhares de máscaras que a mídia manipuladora,
principalmente a TV Globo, afirmou que seriam o maior sucesso no carnaval de
rua. Os comerciantes que
acreditaram naquela ficção carnavalesca que freqüentou as páginas dos jornais
amargaram um tremendo prejuízo. A opinião publicada influencia cada vez menos o seu
público leitor. A Globo, por exemplo, não é mais capaz de
influenciar nem jurados de escolas de samba. Deu o Estandarte de Ouro para a
Mangueira e para a Império Serrano, os jurados preferiram a Vila Isabel e a
Império da Tijuca. Deu o Estandarte de melhor samba-enredo para a Vila e os jurados
preferiram o samba da Portela. Na política e no carnaval, a opinião publicada não
é a opinião pública. E foi mais uma vez vergonhosamente desmascarada.
Pouco saí de casa, mas já no
sábado pela manhã senti que o carnaval em Muriqui não seria igual àquele que
passou. Foi quando fui surpreendido pela visão de duas mulheres bonitas na
praça. No domingo, dei uma volta de carro e, incrível, vi várias outras. Eu que rezava pra chover nos
quatro dias – somente para ajudar no choque de ordem – fiquei satisfeito com o
trabalho do pessoal do trânsito e da segurança que impuseram a ordem no
distrito. Até a Vale colocou segurança na travessia de pedestres pela linha férrea entre o calçadão e a praça.
Na segunda-feira, fui à
concentração dos blocos, uma feliz idéia da Prefeitura. Os blocos concentraram
e desfilaram sem qualquer tumulto. Havia até mães tranquilamente passeando com o
carrinho do bebê. O Unidos pelo Chifre foi como sempre o maior de todos os blocos e tomou conta de toda a Nações Unidas.
As barracas da Itaipava serviram
para conter o preço da cerveja e o furor lucrativo dos quiosqueiros. Sem a exclusividade, não houve exploração e os quiosques venderam a latinha a um preço aceitável. A garrafa foi,
de fato, proibida para alegria dos catadores de latinhas. Foi o primeiro
carnaval que vi com banheiros químicos e sem os crentes querendo libertar a alma libertina dos comportados foliões. Mas, como eu posso elogiar se
pouco saí de casa? Acontece que meus
companheiros blogueiros nada escreveram contra o choque de ordem nem levantaram
qualquer crítica ao governo. Aliás, nada escreveram. Ou tudo correu bem ou, então,
refugiaram-se no feissibuque. Também, não recebi qualquer má
notícia dos correspondentes do meu blog. Não faltou água nem luz na minha casa. Nos outros anos, eu viajei no
carnaval. Este ano, corajosamente, permaneci em casa. Acreditei na palavra do
Capixaba e fiz um dinheiro - cerca de seis mil reais - sem armar barraca na
frente de casa pra vender cerveja, sem catar latinhas e sem alugar o imóvel
para estranhos. Foi a grana economizada na viagem que não fiz. Hoje, quarta-feira, dez horas
da manhã, tudo limpinho. Pelo menos no meu território a limpeza urbana funcionou
a contento como sempre. Não sei lá no território do Severo que é o maior crítico
da limpeza urbana no distrito. Muito pouco ouvi do
famigerado e nefasto funk. Sei que houve funk, mas a polícia combateu. E até o Iate foi
interditado somente para os bailes. Este não foi um carnaval dos
funkeiros como foram os outros. Porém, não garanto o que ocorrerá no próximo sábado, 25. A Prefeitura diz que o carnaval continuará em Muriqui.
O que mais me chamou a atenção foi a padronização
das rainhas de bateria. Excesso de silicone em cima, na frente, e embaixo, atrás.
Coxas musculosas de zagueiro central vascaíno, um perfeito macho mal acabado. Com
raríssimas exceções, como a Juliana Alves, da Tijuca, parece que foram todas
feitas na mesma forma, assim como são feitos os chapéus e adereços das alas e
alegorias. Todas iguais como são iguais os casais de
mestre-sala e porta-bandeira: sempre o mesmo bailado, a mesma fantasia cheia de penas e plumas que somente mudam as cores. Talvez, por isso, Paulo Barros – o mago da
Sapucaí – tenha usado a sua incrível criatividade para criar um casal em que a
fantasia mudava de cores constantemente. Usou LEDs presos à fantasia como fonte
emissora de luzes com inúmeras cores. Ficou linda a mudança de cores da
fantasia e mostrou um casal diferente de tudo que já foi feito. Deu-me prazer, pela primeira vez em muitos anos, ver um casal de mestre-sala e porta-bandeira. Paulo Barros soube desenvolver o enredo sobre a
Alemanha e mais uma vez inovou com a sua criatividade: uma ala montava uma
torta de chocolate que vinha aos pedaços; outra ala montou um fusca com as
peças levadas pelos componentes; a alegoria do chope foi, talvez, a mais bela
do desfile; os brinquedos Playmobil
estavam perfeitos e a surpreendente levitação do martelo de Thor na comissão de
frente deixou a todos impressionados com a mágica. A Tijuca foi a única escola diferente. O resto do
desfile foi tudo igual como foram as rainhas de bateria. A ressaltar apenas o
desfile da Mocidade, seu melhor desfile nos últimos anos, e a apresentação do enredo da São Clemente. Tem que ter muito saco para assistir ao desfile pela
Globo, ainda mais com as inúteis entrevistas e comentários. Foi insuportável ter
que ouvir a voz impostada e efeminada do Milton Cunha. Em certo momento, ele dizia que o
carnavalesco escolheu a dedo as mulheres de uma ala quando surgiu uma daquelas
figuras redondas com mais de 100 quilos que há em qualquer escola. Em outro momento, no
desfile da Portela, quando viu o Milton Gonçalves – terno branco, manga direita
dentro do bolso do paletó - como destaque em uma alegoria, o cara o identificou
como o Beto Sem Braço, falecido compositor da Império Serrano. Era o Natal, claro, figura lendária da Portela. Imaginem os
outros milhares de comentários que o cara fez. Quando eu disse que o melhor
samba era o da Portela, disse, também, que seu único concorrente era o samba da
Vila Isabel devido ao renome de seus compositores. O Estandante de Ouro ficou para o samba-enredo composto por Martinho
da Vila e Arlindo Cruz.
Felipe
Barreto foi Superintendente de Comunicação da Prefeitura de Mangaratiba no
governo Aarão. Ele escreve bem em prosa e em versos e eu gostava de ler o seu
blog Palavras Acesas que,
infelizmente, não existe mais. Esta semana,
recebi por e-mail convite para ser seu amigo no, com licença da má palavra,
feissibuque. Está explicado por que não posso mais ler as suas palavras acesas.
Fico consternado porque me considero também responsável pelo surgimento do seu
blog na época em que mantivemos aqui uma polêmica de alto nível. Outros
companheiros blogueiros e blogueiras, que, também, foram iniciados por mim, viciaram-se
naquele assassino de blogs. Uma amiga abandonou o seu e se dedica apenas ao
feissibuque. Ela chegou a abandoná-lo, mas teve uma recaída. Outra está
abandonando o seu blog aos poucos. Ela não escreve há duas semanas - uma eternidade para uma blogueira tão bem articulada - mas aposto que está
lá, todo dia, no feissibuque, até de madrugada, expondo suas atividades diárias como tantos
outros. O Xiquinho da Rádio
foi o primeiro a pendurar as chuteiras. Partiu desta para pior, está curtindo uma
vida paralela no Seccond Life e pode
ser encontrado diariamente no feissibuque. Devo esclarecer
ao Felipe Barreto que saí do feissibuque e não posso ser seu amigo lá. Podemos
nos comunicar através de e-mail que é muito mais íntimo e humano ou nos
comentários do blog que estará vivo enquanto eu puder escrever. Jamais voltarei
ao feissibuque onde se expõem coisas que não interessam a ninguém.
Dou uma idéia a
todos: façam um feisseblog particular. Digam tudo o que sentem e que somente
interessa a vocês próprios; deem receitas de bolos e quitutes que ninguém
seguirá; publiquem mensagens piegas, religiosas e de autoajuda, tipo faça o que eu digo, não faça o que eu faço; fotos, fotos e
mais fotos; bons dias e boas noites; frases que a Clarice Lispector e o Paulo
Coelho jamais escreveram; finjam ser o que jamais foram ou serão. Se esses
feissiblogs já existissem, eu iria lá e diria que ontem comi carambola. Igualzinho como
comia quando criança: cortando estrelinhas. Por falar nisso, vou comer outra agora mesmo.
Como o Google tem dirigido
para este humilde blog gente que quer saber sobre o desfile de blocos em
Mangaratiba, decidi publicar aqueles (21) que desfilarão em Muriqui. Em toda a cidade, serão 56
blocos a desfilar. Quem quiser saber mais sobre locais, dias e horários, dos
outros blocos clique AQUI. Em Muriqui, a concentração
será na praça do skate. A partir dali atravessam a linha férrea e seguem pela
Avenida Nações Unidas até virar à esquerda na Rua Cacique. Seguem pela Avenida
Beira Mar até seu início, com dispersão na barraca do Kabeça. Sábado 9 14 horas - Banda do Banana 16“- Cacique de Muriqui 18“- Chicleteiros 20“- Veranistas 22“- Siri com Cãibra Domingo 10 14 horas - Unidos pelo Chifre 16“- Mocidade de Muriqui 18“- Sapo Perereca 20“- Pimenta Maluca 22“- Imagina Classe Média Segunda-feira 11 12 horas - Pererecas Ativas e Pintos Cansados 14“- Embalo da Rosinha 16“- Piranhas 18“- Turma do Barato Estranho 20“- Bloco do Bigode Terça-feira 12 12 horas - Fica que ta gostoso 14“- É gordo, mas é meu 16“- Bloco da Galinha 18“- Bloco GPA 20“- Bloco do Siri 22“- Bloco da Camisinha
O Carnamar, evento marítimo que acontece há mais de 15 anos, será no domingo. A concentração do evento será na
Praia Grande, na Ilha de Itacuruçá, onde é dada a largada oficial com uma
queima de fogos, às 11h. A partir daí, as embarcações seguem para Muriqui e o
encerramento acontece em Itacuruçá, onde serão conhecidos os vencedores.
A Portela voltou a apresentar
um samba-enredo com a dignidade, a essência e a nobreza da escola que mais
vezes foi campeã. É um samba verdadeiro, sincopado, tem ginga, tem swing, mexe com o corpo
inteiro e tem uma melodia original que encontra novos caminhos para o samba-enredo. O compositor - Toninho Nascimento, um publicitário - repetiu a dose e novamente considero o seu samba como o melhor para 2013, o que não é vantagem
nenhuma, pois os outros são todos medíocres. Ano
passado afirmei que o samba da Portela era “O melhor do ano que, se não levá-la ao
campeonato, conquistará a nota dez e todos os prêmios – Estandarte
de Ouro, Tamborim de Ouro, etc - de melhor samba-enredo.” O samba obteve nota dez dos quatro jurados e
conquistou os prêmios citados. Com exceção da Vila Isabel, nenhuma outra escola
obteve nota dez dos quatro jurados em samba-enredo. Novamente, o samba da Vila
é o maior concorrente da Portela, não por sua qualidade, mas devido ao renome
dos seus compositores.
Voltando ao grande desfile da Mocidade com Tupinicópolis, em 1987, da
alegria contagiante de suas alas às 7 horas da manhã, quero dizer algo mais. Aquele desfile foi algo nunca visto e que jamais voltou a
acontecer depois que a Mocidade e todas as escolas passaram a fazer um arremedo
do estilo marcial da Beija-Flor com suas alas sob absoluto controle da
harmonia. Vejam no vídeo abaixo que a Mocidade era só alegria, contentamento
absoluto. Os componentes se misturavam enlouquecidos, as alas num descontrole
absolutamente carnavalesco. Todo mundo vestido de índio que sempre foi uma presença constante
no carnaval, porém, nunca tão felizes e em tamanha quantidade. E a bateria. “Prestenção” na bateria. Eu estava lá, era puro samba, não esse
marcheamento que se ouve atualmente. A Mocidade ficou em segundo lugar. A Mangueira venceu com a homenagem a Carlos Drummond de Andrade.
“E a oca virou taba,
A taba virou metrópole...
Eis aqui a grande Tupinicópolis.”
Notem que é o Fernando Pamploma quem
faz os comentários para a TV Manchete. Agora, ouçam a bateria monocórdica da Mocidade em 2012 e
sintam a diferença.
O abusado Pamplona tem razão quando diz que “É um negócio marcheado que não pega de
jeito nenhum. Teria que chegar um cara corajoso e obrigar a escola de samba a
cantar samba de verdade, mesmo perdendo o desfile”.
No princípio era o verbo e o
verbo era mentir. A mentira faz amigos, a
verdade inimigos. A verdade não se inventa, a
mentira não tem memória. A verdade é nua e crua, a
mentira é bem vestida A mentira eu gasto à toa, a
verdade economizo. Se a mentira é tão risonha, inventa
a vida e sonha, Mente pra ser feliz e
acredita no que diz. Eu sonho, invento a vida que
não tenho, Minto mesmo e acredito no que
digo.
Paulo Vanzolini é quem tem
razão:
"Mente para dar um novo início... Pois, na mentira, meu amor, crer eu não creio, Só pretendo que de tanto mentir, Repetir que me ama, você mesma acabe crendo."
Tanto tempo tropecei,
fui ferindo corações E, perdido,
terminei envolvido em mil desilusões... Acossado pelo
amor, afogado na paixão, Vou seguindo
pela vida mendigando o seu perdão. Vou pela vida,
alma sangrando com essa dor secreta, A sofrer e a
cantar qual louco poeta. Vou pela vida e o tempo não
devora esta lembrança, O passado fica imóvel na
distância. Minha amada, salve, salve
este afeto que se encerra. Volta, vem correndo, vem depressa, Amor só é bom quando dói, quando
rói o coração... Se a noite chega aflita, eu
deito só a procurá-la,
O sono vem e me agita, o
sonho é alívio, alegria,
Nele você me visita, é a sua
ausência viva em mim.
Acordar pra quê? Com uma dor
doída assim...
Levantar por quê? Se eu não
tenho ninguém,
Não tenho onde ficar, nem
sei pra aonde ir, quero dormir.
Imagino a noite ainda, o sol
a pino, a vida escura, A procura de um desejo, aquele sonho
em que a vejo. E, assim, vou
pela vida, amargurado em minha triste travessia Até pousar na
laje fria o corpo meu já por demais cansado. Falta você pra
devolver-me a alegria: Só você e o seu
perdão vão colorir o meu viver.
Foi lá em Santa Maria que fui apresentado ao minuano, um vento frio e cortante de origem polar que vem do sudoeste no Rio Grande do Sul. Não é muito forte e não estremece as árvores como o nosso vieira. Faz muito tempo, passava das três da manhã quando cheguei de trem àquela cidade. Nunca senti tanto frio, o termômetro marcava três graus. É a lembrança que tenho da cidade que agora me comoveu como a todo o país. Menos a O Globo. Até o minuto de silêncio nos estádios de futebol foi respeitado pelo público consternado. Público que costuma vaiar até minuto de silêncio. O desrespeito ficou por conta de O Globo com a charge do Chico Caruso publicada no blog do Noblat como se humor fosse.
“Qualquer menino parece, hoje, um experimentado
e perverso anão de 47 anos” (Nelson Rodrigues)
Em
postagem anterior, ao final de sua declaração a favor do Bolsa Família, Marina
Silva se orgulha de ser professora. Professora,
sim. Não educadora como ouço e leio quando falam sobre as meritíssimas e mal
remuneradas professoras de Mangaratíba. Fui
casado com uma professora formada no Instituto de Educação. Foi uma ótima
professora primária. Formou-se em estatística e deu aulas de matemática
no segundo grau. Logo depois era professora de estatística no terceiro grau.
Tinha carisma, era querida e respeitada por todo o corpo discente e, também,
pelo corpo docente. Aprendi muito com ela. Como
a Marina Silva, tinha orgulho de ser professora. Jamais se declarou educadora. “Educadora eu sou do meu filho. E somente
dele. Os pais que me mandem filhos educados para a escola” - ela dizia. Será
que o Paulo Freire – o padroeiro da educação brasileira - tem razão quando diz “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a
si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. Na verdade, somente
quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a
pensar certo. E uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos
demasiado certos de nossas certezas”. Talvez,
eu esteja errado em não aceitar o termo educadora que tem uma conotação de
professora idosa. Mas, como ficariam os poetas se extinguíssemos um termo
célebre, renomado e poético como professora. “Que saudade da educadorinha que me ensinou o bê-a-bá” – teria escrito Ataulfo Alves. Coisa feia não é? Agora, veja como é lindo a Clara Nunes lembrando da professorinha.
E Jorge
Faraj teria escrito assim para a melodia de Benedito Lacerda: “e no trem das educadoras, em que outras são
sedutoras, eu não vejo mais ninguém”. Fico imaginando um trem repleto de
senhoras idosas, todas de coque no cabelo, com buço e óculos de elevado grau, armação de tartaruga, algumas bem gordas, como
aquelas professoras de antigamente que não mais se fabricam.
Educação não é somente uma atividade, é, acima de tudo,
a construção de um saber que ultrapassa o sentido escolar e se torna uma
construção permanente na vida do ser humano. ”Tem se criticado muito uma visão da
educação que coloca muita ênfase no ensino e, conseqüentemente, no professor”
- afirma Dermeval Saviani, um filósofo da educação. “O que é ensinado em escolas e universidades não
representa educação, mas são meios para obtê-la” - completa o filósofo Ralph Emerson. E o gênio
Einstein, olha só o que ele disse: "Educação é aquilo que permanece
depois que esquecemos tudo o que aprendemos na escola." Então,
por que educadoras? Se o são, perdoem-me a franqueza, são péssimas e
incompetentes. Ou o Nelson não teria dito, com absoluta razão, aquela frase lá
de cima.
Todos possuem celular, alguns com três ou quatro chips para evitar
as elevadas tarifas entre as operadoras. Cabelos tingidos com mechas louras e
cortados como os arrepiados cabelos do Neymar. Usam óculos escuros, têm perfil
no “feissibuque” e vestem camisas de times de futebol. Os mais jovens são
funkeiros e tatuados. Só falam o português e, incrível, têm barba e até bigode. Nunca vi índio com barba e bigode, a não ser no desfile da
Mocidade, em 1987. Talvez, o melhor desfile na história da Mocidade com uma
alegria contagiante, mesmo sendo a última a desfilar às sete horas da manhã. Naquele enredo – Tupinicópolis
– que só perdeu para a Mangueira que homenageou Carlos Drummond de Andrade,
parece até que o grande carnavalesco Fernando Pinto previu como seriam os
índios metropolitanos de hoje que lutam contra a verdadeira revolução urbana
por que passa o Rio de Janeiro para os grandes eventos de 2013, 2014 e 2016. Com o apoio de políticos, juízes e promotores públicos demagógicos, além de dondocas do “feissi”, cerca de vinte pseudo-índios, que dizem viver no prédio
que tem mais de 150 anos e que um dia abrigou o Museu do Índio, no Maracanã,
surgem na mídia com arco e flecha e pintados para a guerra em defesa daquele
“solo sagrado” e contra o progresso. O prédio, que foi invadido em 2006, está abandonado, arruinado e
prestes a desabar. Pertenceu à Conab
e foi comprado pelo governo do Estado para dar melhor mobilidade ao entorno do
novo estádio do Maracanã. A mídia os mostra como se índios fossem de fato defendendo o
local. Não diz, porém, que o Museu do Índio, órgão científico-cultural da Fundação Nacional do Índio, criado por
Darcy Ribeiro, em 1953, encontra-se na Rua das Palmeiras, 55, em Botafogo,
desde 1978. Os caras querem é aparecer, obter alguma vantagem financeira do governo; pois, não aceitam a mudança para a
Quinta da Boa Vista. Ali pertinho, a Quinta é um hábitat muito mais apropriado
para a vida indígena.
Hoje, é o último dia para
pagamento do IPTU em cota única com desconto de 15%, em Mangaratiba. Como no
ano passado, certamente a Prefeitura vai estender este prazo até fevereiro,
pois os carnês não foram entregues aos contribuintes. Mesmo sabendo disso, retirei
o boleto pelo site da Prefeitura e paguei o que me foi cobrado – R$ 1.312,95 -
aproveitando o desconto. Depois de amanhã, pagarei o IPVA do meu carro, final zero – R$ 848,26 - também
em cota única com desconto. Como meu carro está emplacado
em Mangaratiba, estarei contribuindo com R$ 2.161,21 para as finanças do Município. Há uma grande vantagem em
emplacar o carro em Mangaratiba: o seguro fica bem mais barato que no Rio de
Janeiro e em municípios da baixada fluminense. Conheço residentes cujos veículos estão emplacados em outros municípios. Por que nãotransferem o carro para Mangaratiba,
pagam menos pelo seguro e contribuem para as finanças
da cidade? Dizem que dá trabalho e ainda têm que pagar a taxa de transferência. O prefeito bem que poderia
fazer uma campanha para a transferência dos veículos. Poderia oferecer um desconto a mais no IPTU (mais
5%?) para os contribuintes que transferirem o carro para Mangaratiba, compensando o trabalho e a taxa devida. Seria uma forma de aumentar a
arrecadação do Município.
Os protestantes fundamentalistas estão assanhados
contra a TV Globo devido à novela “Salve
Jorge” e à minissérie “O Canto da
Sereia”. Propõem boicote à Globo por exaltar as entidades umbandistas Ogum
e Yemanjá. Os “evangélicos” veem mais holofote sobre outras
doutrinas. Dizem que os casamentos em novelas são geralmente católicos e que a
doutrina espírita é uma constante na programação noveleira. "Em 25
anos, vin-te e cin-co, lembro de apenas uma reportagem boa na Globo sobre
evangélicos. E tem semana em que, todo dia, o 'Jornal Nacional' fala bem da
Igreja Católica" – afirmou Silas
Malafaia em O Globo– “E,
se há personagens evangélicos, é crente, mas vagabundo. É pastor, mas safado”. Esses
caras, em episódio lamentável de intolerância e radicalização, mais uma vez estimulam o confronto religioso com discursos de ódio
e conseguem fazer o que eu imaginava ser impossível, isto é, eu ficar do lado
da Globo. A produção da TV Record
enviou à concorrente um questionamento que considerou pertinente: se a Globo
pretende exibir uma novela cuja protagonista seja “evangélica”. Em resposta, a Globo
afirmou que sua programação é laica e não segue nenhuma doutrina religiosa. Que
os roteiristas são livres para criar. Poderia
também dizer o quanto é difícil criar algo favorável sobre o que é tão sem
charme e frustrante quanto os falsos profetas milagrosos das seitas pentecostais.
Contra é muito mais fácil, até eu consegui escrever estes versos: “Simulados
milagres em qualquer esquina Que um cabeça de bagre tem como doutrina... É o falso profeta prevendo o passado E fazendo a coleta, fica endinheirado. O devoto que paga foi abençoado, "Curou" sua chaga e expulsou o “danado”... E onde está a polícia? Qual é a solução? Apelar pra milícia? Chamar o ladrão?” Já imaginaram uma novela ou
minissérie da Globo contando
aquelas peripécias bíblicas do Velho Testamento que até mesmo Deus duvida e que
eles tanto exaltam? Tenho
uma sugestão: a TV Globo poderia
produzir uma minissérie contando a história de Isaac, o filho que Abraão quase
degolou e queimou amarrado numa fogueira em holocausto a Deus Que o salvou no
último segundo da prorrogação. Seria
preciso introduzir um personagem que fosse médico psiquiatra para tratar e explicar como
a criança conseguiu superar tamanho trauma psicológico: quase
virou churrasco, mas cresceu e, assim como seu pai, sempre levava um papo firme
com o Todo-Poderoso. Casou-se com a linda Rebeca e foi aplicar em Abimalec o
mesmo golpe aplicado por seu pai e sua mãe cerca de 50 anos antes. Sugiro,
ainda, introduzir um núcleo com as filhas de Ló que, carentes de sexo, embebedaram
o pai e deitaram com ele. Isto depois de serem salvos de Sodoma e Gomorra. A
mãe ficou lá como uma estátua de sal, castigo por ter olhado para trás. Agora,
falando sério, o que eu quero ver mesmo são esses pastores enfrentarem os
bicheiros cariocas que, também, através das escolas de samba, colocam holofotes
sobre aquelas entidades umbandistas.
Atualmente, eu tento ser
Nelson Rodrigues com minhas estorinhas tipo “A
vida como ela é”. Mas, já quis ser Chico Buarque quando fui compositor. E,
também, tentei ser Fernando Pamplona quando fiz enredo para escola de samba
(Unidos de Bangu) na inauguração do sambódromo, em 1984. Pamploma foi quem
revolucionou os desfiles nos anos 60 pelo Salgueiro e, agora, no próximo dia
29, lança o seu livro “O Encarnado e o
Branco” com suas reminiscências do carnaval. Todos os grandes carnavalescos
– Arlindo Rodrigues, Rosa Magalhães, Joãosinho Trinta, Renato Lage, Layla - trabalharam e aprenderam com Pamploma. Vou comprar o livro pra ver
se ele conta a história de sua demissão da cobertura de carnaval pela Rede
Globo. Ele era o único crítico que criticava de fato. Por isso, os bicheiros
exigiram sua saída. Hoje, a cobertura dos desfiles é feita por idiotas que estão
ali apenas para elogiar as escolas. Quem os assiste e acredita no que dizem até
pensa que as escolas vão terminar empatadas. Polêmico, falastrão, abusado e fumante
inveterado aos 86 anos, ele afirma em entrevista a O Dia: “Sou vagabundo, sim, estou aí” e considera Paulo Barros o melhor
desde Joãosinho Trinta. Parece até que sou eu falando. - O que o motivou a fazer uma autobiografia? Na verdade,
não é um livro autobiográfico. Se eu fizesse uma biografia, seria até preso.
Noventa por cento seriam censurados. É um livro de histórias. O que velho sabe?
Contar história. Se não tiver Alzheimer. Como eu ainda não tenho a doença,
decidi contar as minhas. - São muitas histórias?
Claro. Sou vagabundo, de corriola, de botequim. E tô aí. Os CDFs se perderam,
ninguém ouve falar deles. Mas os vagabundos estão sempre aí. - E o Carnaval, como é que surgiu essa paixão na sua vida?
Sempre fui um amante da cultura popular. Em 1935, ia a bailes populares e nunca
tive super-heróis. O mestre-sala e a porta-bandeira sempre foram os meus
príncipes e princesas. - E quando você passou, de fato, a participar do Carnaval como protagonista?
Em 1959, eu era professor de Belas Artes e fui convidado para ser jurado do
Carnaval. Eu torcia pelo Império Serrano, mas, por ter sido da União Nacional
dos Estudantes (UNE), me simpatizava com a Mocidade Independente pelo nome da
escola. Quando vi o Salgueiro entrando na Avenida, de vermelho, falando sobre
Debret, virei salgueirense na hora. - Por causa do vermelho ou do Debret?
Do Debret. A escola falou de um artista em vez de falar de um general, como era
hábito no Carnaval. Só tinha enredo ‘Dipiano’, do governo. (DIP é o extinto
Departamento de Imprensa e Propaganda, órgão censor das manifestações culturais
criado por Getúlio Vargas). - Como foi aquele Carnaval?
Foi fantástico. Dei nota 8 para o Salgueiro, 6 para a Portela, para o restante
dei 5 e 4. Mas o desfile da Portela foi arrebatador e eu aumentei a nota para
7. E eles ganharam por 1 ponto. Ali, entrei de vez no Carnaval. - E no ano seguinte, já foi campeão com enredo sobre Zumbi dos Palmares.
Mas o Natal, da Portela, que tinha uma força danada, não descontou os pontos
que deveriam ser descontados. Assim, acabaram declarados campeões também a
Portela, a Mangueira, o Império e a Unidos da Capela. Ficou todo mundo feliz
com o resultado. Menos nós, é claro. - Dali em diante, o Salgueiro passou a falar sobre Aleijadinho, Xica da
Silva. O revolucionário Pamplona mudou o Carnaval?
O grande revolucionário foi Nelson Andrade, diretor de Carnaval do Salgueiro.
Pensava à frente de todo mundo, como o Juju das Candongas, da Mangueira. Eles
pensavam em artistas como enredos, e não aquela patriotada besta. - E qual foi o seu seu papel nessa história?
Eu sou muito ligado à cultura negra. Mas os negros não gostavam de se vestir de
negros. Negro gostava de sair com chapéu de Napoleão para tirar onda após o
desfile na Praça Saens Peña ou em Madureira. Acho que minha contribuição foi
essa, valorizar a cultura negra. - Como você avalia o Paulo Barros, o novo xodó do Carnaval?
Depois do Joãosinho Trinta, foi o que criou algo diferente no Carnaval. O resto
é tudo treinador de futebol, não tem identificação com a escola de samba. Ah!
tem o Laíla, que é identificado com a Beija-Flor e é ótimo. Temos a Rosa
(Magalhães) e o Renatinho (Lage), mas é só. - Como vê o Carnaval atual, cheio de enredos patrocinados?
Uma merda, mas o bom carnavalesco dá jeito. Pior são os sambas. Foi isso que
acabou com o Carnaval. Hoje, se você junta uma turma no seu boteco e pede para
alguém cantar um samba dos últimos oito anos que não seja da sua escola, não
sai nada. Só tem porcaria. É um negócio marcheado que não pega de jeito nenhum. - Qual seria a solução para isso, então?
Teria que chegar um cara corajoso e obrigar a escola de samba a cantar samba de
verdade, mesmo perdendo no desfile. - Mas a história só dá valor aos vencedores.
É verdade. Mas acho que a vida é feita de ciclos e em breve teremos um novo
Carnaval. Esta é minha esperança. - Você continua fumando sem parar. E bebendo?
Também, claro. Vou parar para quê? Para ter mais dois dias de vida?
N.L.: peço perdão por esta postagem a quem não é muito fã do meu blog porque eu faço postagens que não interessam à população de Mangaratiba e acha que eu poderia divulgar mais sobre a nossa cidade. Em primeiro lugar, devo reiterar que não tenho nenhum compromisso com a notícia. Tenho compromisso apenas com a verdade, a crítica, a informação e a cultura. Em segundo lugar, apesar de escrever sobre tudo, até sobre mim mesmo, duvido que algum outro tenha feito mais postagens sobre Mangaratiba do que este humilde blog. Em terceiro lugar, somente este sarcástico blog falou a verdade durante a última campanha eleitoral em Mangaratiba. Verdade confirmada pelo resultado da eleição. O título do blog é Mangaratiba apenas porque foi o primeiro a ser publicado em nossa cidade, mas é escrito para todos que se interessam pela leitura e pelo conhecimento geral.
Convocada no “feissibuqui” e em outras redes sociais
para domingo (13), na Avenida Paulista, e organizada pela OCC (Organização de
Combate à Corrupção), a grande marcha com Deus, pela família e contra Lula, o PT e a corrupção reuniu quatorze pessoas em
frente ao Masp. Apesar de 1.800 "feissis" terem se comprometido a comparecer. Soube que eles estão tão viciados no "feissi" que não conseguem largá-lo nem por uma causa justa como esta.
A manifestação tinha como lemas “Mexeu com o Brasil, mexeu
comigo” e “Por um Brasil sem Lula/PT”.
São Paulo estremeceu diante dessa brilhante demonstração
de repúdio ao Lula e ao PT. Agora, Gurgel e Barbosa podem mandar prender o Lulinha pra favorecer a oposição em 2014.
Foi mais uma façanha do “feissibuqui” que faz também
apologia ao estupro.
E ainda me perguntam por que saí daquele antro nefasto e inútil.
“Há muitos equívocos, preconceitos e/ou falta de informação nas
análises em relação ao Programa Bolsa Família. Para grande parte das elites e da grande mídia brasileira, o Bolsa
Família é visto como um mal, causando acomodação e falta de independência
financeira dos mais carentes. Os equívocos de muitos brasileiros, exigindo
independência financeira dos pobres, se tornam mais evidentes quando comparamos
o Bolsa Família com programas similares, existentes nos países mais desenvolvidos
do mundo. Na Alemanha, foi introduzido o programa de auxílio social
(Sozialhilfe) em 1961, que em 2005 mudou o nome para Arbeitslosengeld II. 1 - Uma pessoa desempregada e sem aportes de renda receberá 347
euros caso não possa sobreviver sozinha nem receba ajuda de familiares. 2 - Se cônjuges viverem em um domicílio sem rendimentos, o valor que
a segunda pessoa receberá acrescido é de mais 312 euros. Essas despesas são previstas para auxiliar na garantia do direito
à alimentação e ao vestuário. 3 - O Estado também custeia as despesas com moradia, providenciando
uma moradia popular e/ou pagando as despesas do aluguel diretamente ao locador. 4 - O auxílio-moradia é determinado pelo número de moradores do
domicilio. Em se tratando de um morador, o tamanho mínimo da moradia tem que
ser superior a 45m². No caso de cônjuges, o tamanho mínimo será de 60m². Para
cada filho será acrescido ao tamanho da moradia mais um quarto. Esse benefício
contribui fundamentalmente para que não existam favelas no país. 5 - Aliado a esses benefícios, está o pagamento de um seguro de
saúde, pois, na Alemanha, não existe um
sistema público de saúde como no Brasil ou na Inglaterra. O seguro de saúde
custará em torno de 150 euros por pessoa. 6 - No inverno, é pago ainda um auxílio calefação para esses
beneficiários. Os benefícios prevalecem enquanto persistir a situação de carência
material, sendo que cerca de 1/3 da população alemã recebe esse tipo de
benefícios em algum momento da vida. 7 - Cada pessoa recebe cerca de 750 euros (em torno de R$ 2 mil) por
mês, estando desempregada ou não tendo condições de manter a própria
subsistência. Um casal nessa situação receberá cerca de 1.370 euros. 8 - Além desses benefícios, as crianças recebem separadamente, até
atingir 14 anos, um benefício de 208 euros mensais, válido universalmente para
todas as crianças do país, sejam elas pobres ou ricas. 9 - Aos adolescentes, a partir dos 14 anos até os 25 anos e que
moram com os pais, o benefício passa para 278 euros mensais.
10 - O Brasil segue os passos que países desenvolvidos seguiram no
combate à fome e à miséria. A diferença em relação ao Brasil é que o programa
de auxílio social da Alemanha e nos demais países europeus é concebido como um
direito, ou seja, acessível a todas as pessoas e famílias que dele necessitem.
Trata-se de transferências monetárias cobertas pelo Estado, cujo tempo de
duração é ilimitado. Além disso, seguindo os exemplos acima, fica evidente que o valor monetário transferido pelo Bolsa Família no Brasil deveria ser consideravelmente aumentado, além de ser garantido a todos que dele necessitem. Ademais, urge introduzirmos políticas de auxilio moradia aos beneficiários desse programa. Assim, estaríamos dando passos decisivos no combate à fome e à miséria.”
Clóvis Roberto Zimmermann - Doutor em sociologia pela Universidade de Heidelberg (Alemanha), relator nacional para o Direito à Alimentação e Terra Rural.
Encontrei o texto acima na web e decidi reproduzi-lo para conhecimento das dondocas - e dondocos como o Álvaro Dias – que creem que o Bolsa Família estimula a preguiça e criou vagabundos que não querem perder aquela merrequinha que recebem do Estado. Essas dondocas que se revoltam por não conseguirem mais empregadas domésticas, uma atividade em extinção, deveriam comparar o bolsa família alemão com o brasileiro e ouvir a opinião da Marina Silva ao final da postagem. O programa social alemão já chegou a consumir 33% do PIB. Hoje está perto de 26%. No Brasil, consome apenas 0,5% do PIB e beneficia famílias em situação de pobreza (renda familiar p/capita de R$ 70,01 a R$ 140,00) e de extrema pobreza (renda familiar p/capita de até R$ 70,00). Atende cerca de 16 milhões de brasileiros. Os benefícios pagos pelo Bolsa Família variam de acordo com as características de cada família - considerando a renda mensal da família por pessoa, o número de crianças e adolescentes de até 17 anos, de gestantes, lactantes e de componentes familiares. São diversos os compromissos das famílias beneficiadas. Na educação, os pais deverão matricular as crianças de seis a 17 anos na escola; têm a obrigação de garantir a frequência escolar em pelo menos 85% das aulas para as crianças e os adolescentes de 6 a 15 anos e de 75% para os jovens de 16 a 17 anos. Na saúde, as crianças devem tomar as vacinas recomendadas e participar da rotina de pesagem, medição e exames frequentes. As gestantes e mães que amamentam devem participar do pré-natal e comparecer a consultas médicas. Também são responsáveis pelo acompanhamento da saúde da mãe e do bebê após o parto e deverão participar das atividades educativas promovidas pelas equipes de saúde sobre aleitamento e alimentação saudável. O benefício mais alto do Bolsa Família, que começou a ser pago este mês, chega a R$ 1.332, valor quase igual a dois salários mínimos. Essa quantia é repassada a uma única família formada por 19 pessoas. O novo teto do Bolsa Família é resultado do Brasil Carinhoso, programa lançado em maio pela presidenta Dilma Rousseff para tirar da miséria famílias com crianças de até 6 anos. Em 2012, o Bolsa Família pagou, em média, apenas R$ 115 por família. Dentre o público do Brasil Carinhoso, esse valor subiu para R$ 237.
“Eu sou aquele que era
que é e será...”
Sou manso, sou fera,
se avanço, vou recuar.
Eu sou o vivo e o morto,
sou a tormenta e o porto.
Sou o oito, sou oitenta...
Eu sou fechado e aberto,
sou o errado e o certo.
Sou singular, sou plural,
eu sou o bem e o mal...
Eu sou feio, sou bonito,
sou o pobre e o rico,
sou o que vai e o que fica,
o vencedor e o vencido,
sou odiado e querido.
Eu sou o pai e o filho,
eu sou o luto e a festa,
eu sou o quente e o frio,
sou assim como tu...
“Quem é morno não presta,
é um coitado, cego e nu...”