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domingo, 13 de janeiro de 2013

BOLSA FAMÍLIA NA ALEMANHA

“Há muitos equívocos, preconceitos e/ou falta de informação nas análises em relação ao Programa Bolsa Família.
Para grande parte das elites e da grande mídia brasileira, o Bolsa Família é visto como um mal, causando acomodação e falta de independência financeira dos mais carentes. Os equívocos de muitos brasileiros, exigindo independência financeira dos pobres, se tornam mais evidentes quando comparamos o Bolsa Família com programas similares, existentes nos países mais desenvolvidos do mundo.
Na Alemanha, foi introduzido o programa de auxílio social (Sozialhilfe) em 1961, que em 2005 mudou o nome para Arbeitslosengeld II.
1 - Uma pessoa desempregada e sem aportes de renda receberá 347 euros caso não possa sobreviver sozinha nem receba ajuda de familiares.
2 - Se cônjuges viverem em um domicílio sem rendimentos, o valor que a segunda pessoa receberá acrescido é de mais 312 euros.
Essas despesas são previstas para auxiliar na garantia do direito à alimentação e ao vestuário.
3 - O Estado também custeia as despesas com moradia, providenciando uma moradia popular e/ou pagando as despesas do aluguel diretamente ao locador.
4 - O auxílio-moradia é determinado pelo número de moradores do domicilio. Em se tratando de um morador, o tamanho mínimo da moradia tem que ser superior a 45m². No caso de cônjuges, o tamanho mínimo será de 60m². Para cada filho será acrescido ao tamanho da moradia mais um quarto. Esse benefício contribui fundamentalmente para que não existam favelas no país.
5 - Aliado a esses benefícios, está o pagamento de um seguro de saúde, pois,  na Alemanha, não existe um sistema público de saúde como no Brasil ou na Inglaterra. O seguro de saúde custará em torno de 150 euros por pessoa.
6 - No inverno, é pago ainda um auxílio calefação para esses beneficiários.
Os benefícios prevalecem enquanto persistir a situação de carência material, sendo que cerca de 1/3 da população alemã recebe esse tipo de benefícios em algum momento da vida.
7 - Cada pessoa recebe cerca de 750 euros (em torno de R$ 2 mil) por mês, estando desempregada ou não tendo condições de manter a própria subsistência. Um casal nessa situação receberá cerca de 1.370 euros.
8 - Além desses benefícios, as crianças recebem separadamente, até atingir 14 anos, um benefício de 208 euros mensais, válido universalmente para todas as crianças do país, sejam elas pobres ou ricas.
9 - Aos adolescentes, a partir dos 14 anos até os 25 anos e que moram com os pais, o benefício passa para 278 euros mensais.
10 - O Brasil segue os passos que países desenvolvidos seguiram no combate à fome e à miséria. A diferença em relação ao Brasil é que o programa de auxílio social da Alemanha e nos demais países europeus é concebido como um direito, ou seja, acessível a todas as pessoas e famílias que dele necessitem. Trata-se de transferências monetárias cobertas pelo Estado, cujo tempo de duração é ilimitado.
Além disso, seguindo os exemplos acima, fica evidente que o valor monetário transferido pelo Bolsa Família no Brasil deveria ser consideravelmente aumentado, além de ser garantido a todos que dele necessitem. Ademais, urge introduzirmos políticas de auxilio moradia aos beneficiários desse programa. Assim, estaríamos dando passos decisivos no combate à fome e à miséria.”

Clóvis Roberto Zimmermann - Doutor em sociologia pela Universidade de Heidelberg (Alemanha), relator nacional para o Direito à Alimentação e Terra Rural.

Encontrei o texto acima na web e decidi reproduzi-lo para conhecimento das dondocas - e dondocos como o Álvaro Dias – que creem que o Bolsa Família estimula a preguiça e criou vagabundos que não querem perder aquela merrequinha que recebem do Estado.
Essas dondocas que se revoltam por não conseguirem mais empregadas domésticas, uma atividade em extinção, deveriam comparar o bolsa família alemão com o brasileiro e ouvir a opinião da Marina Silva ao final da postagem.
O programa social alemão já chegou a consumir 33% do PIB. Hoje está perto de 26%. No Brasil, consome apenas 0,5% do PIB e beneficia famílias em situação de pobreza (renda familiar p/capita de R$ 70,01 a R$ 140,00) e de extrema pobreza (renda familiar p/capita de até R$ 70,00). Atende cerca de 16 milhões de brasileiros.
Os benefícios pagos pelo Bolsa Família variam de acordo com as características de cada família - considerando a renda mensal da família por pessoa, o número de crianças e adolescentes de até 17 anos, de gestantes, lactantes e de componentes familiares.
São diversos os compromissos das famílias beneficiadas. Na educação, os pais deverão matricular as crianças de seis a 17 anos na escola; têm a obrigação de garantir a frequência escolar em pelo menos 85% das aulas para as crianças e os adolescentes de 6 a 15 anos e de 75% para os jovens de 16 a 17 anos. Na saúde, as crianças devem tomar as vacinas recomendadas e participar da rotina de pesagem, medição e exames frequentes. As gestantes e mães que amamentam devem participar do pré-natal e comparecer a consultas médicas. Também são responsáveis pelo acompanhamento da saúde da mãe e do bebê após o parto e deverão participar das atividades educativas promovidas pelas equipes de saúde sobre aleitamento e alimentação saudável.
O benefício mais alto do Bolsa Família, que começou a ser pago este mês, chega a R$ 1.332, valor quase igual a dois salários mínimos. Essa quantia é repassada a uma única família formada por 19 pessoas. O novo teto do Bolsa Família é resultado do Brasil Carinhoso, programa lançado em maio pela presidenta Dilma Rousseff para tirar da miséria famílias com crianças de até 6 anos.
Em 2012, o Bolsa Família pagou, em média, apenas R$ 115 por família. Dentre o público do Brasil Carinhoso, esse valor subiu para R$ 237.

10 comentários:

leila castro disse...

Maravilhoso!

Sabe, o que acontece no Brasil é mais que preconceito... é a cultura da exploração e do capitalismo mal entendido que se sobrepõe a inteligência e até a capacidade mínima de raciocínio. Uma pessoa para ser um belo exemplar do egoísmo, ao menos precisa ser inteligente e perceber que a evolução social só trás benefícios para todos.

Tais benefícios se refletem principalmente nas políiticas públicas das áreas de saúde, segurança e desenvolvimento econômico de um país.

Só os deformados sociais é que são contra o bolsa família e continnuam com a "opinião" de que isto é assistencialismo, sem perceber a ferramenta indispensável para que se impulsione a sociedade ao caminho das mudanças culturais e de novos conceitos de cidadania e seus direitos!

Anônimo disse...

Bolsa família na Alemanha:Concordo com Lacerda.Aos que são contra o bolsa família no Brasil,só podem ser os deformados sociais,como diz a Leila.E mais:são retrógrados,egoístas,metidos a besta e analfabetos políticos.Chamam o ex-presidente Lula de analfabeto por pura inveja,ignorância e preconceito.
Pobre do Brasil,se depois de tantos anos de lutas e perseguições contra ele,não tivesse sido eleito o 1º verdadeiro presidente do Brasil,e depois abrisse espaços p/que a presidente Dilma também fosse eleita!

LACERDA disse...

Leila,
Aposto mil contra um que o Malaquias é contra o bolsa família.

LACERDA disse...

Anônimo,

Uma opinião assim legítima e correta não deveria ficar no anonimato.

Anônimo disse...

Como há entre as opções de identidade
somente "anônimo",no gênero masculino,escolhi esta.Mas,na verdade sou "anônima".Acho melhor assim.Sou iniciante na cumunicação virtual e sinto-me mais à vontade,sei lá...Mas
eu sei que é muito bom a gente se identificar e se responsabilizar por aquilo que escreve,aliás,por tudo o que faz.

Anônimo disse...

Como há entre as opções de identidade
somente "anônimo",no gênero masculino,escolhi esta.Mas,na verdade sou "anônima".Acho melhor assim.Sou iniciante na cumunicação virtual e sinto-me mais à vontade,sei lá...Mas
eu sei que é muito bom a gente se identificar e se responsabilizar por aquilo que escreve,aliás,por tudo o que faz.

Anônimo disse...

Eu não sou contra o Bolsa família e sim a maneira que é feito o cadastramento dessas pessoas.Acho que tem que ser para quem precisa mesmo, e muitas vezes não se vê isso.Pessoas que precisam mais ficam de fora, mais deve ser uma falha do governo...

Anônimo disse...

Houve uma falha minha e acabei postando 2 vezes.Mas sou a 1ª"anônima"(de20h14min. e 20h18min.,de 13/01.O "anônimo"de 20h37min.,é outro.É.Assim fica complicado...

Anônimo disse...

A diferença entre Brasil e ALemanha, é a economia... É impossível ter bolsa família com essa economia ridícula do Brasil proveniente do PT.

LACERDA disse...

Anônimo,

Impossível? O Bolsa Família já existe ha tanto tempo tirando gente da miséria absoluta que não existe na Alemanha.
Aliás, a economia alemã não está assim tão diferente da brasileira.
Sugiro ler esta postagem http://muriqui-lacerda.blogspot.com.br/2013/05/beneficios-do-bolsa-familia.html e verificar os benefícios que o Bolsa Família está promovendo no Brasil.