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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O FALAR ERRADO


Eu sempre gostei de escrever de forma correta, mas amo falar errado.
Já sentiu como é gostoso falar errado? Ou será que você fala errado sem sentir nada?
Eu sei que muitas pessoas escrevem errado sem qualquer sentimento de culpa.
Mas, falar...
Nesse texto, faço as duas coisas. Vou digitar, sempre em itálico e negrito, as coisas que gosto de falar errado e que vim aprendendo através dos tempos. Sim, você pode também aprender a falar errado, mesmo depois de adulto.
Se você querer, você vai conseguir. Use o célebro. Para mim falar, bastou ter fouça de vontade e não permitir que os neuvos me descontrolassem. Há bem pouco tempo, por exemplo, aprendi a falar asterístico aqui mesmo em Muriqui. E não foi com quarquer um, não.
Pense que até adevogados falam errado. Falam e escrevem também: usocampião, usos e frutos, perca total.
Você já ouviu falar nas profecias de Notre Dame? E no corcunda de Nostradamus, não? Mas, aposto que já comeu espaguete ao aro e ouro... E talharinho com salchichas, já? Sempre que penso em comida, me alembro do pobrema dos mindingos, os pessoal que passam fome sem ter um pão com mortandela pra comer.
Tem medo de relâmpio? E de trocar lâmpida? Já teve prisão de vento? Dormiu em cama obelisco? Não se adapita com alimentos que contêm agrotóxios? Já tomou a flor de zíaco?
São inúmeros os outros exemplos do falar errado que não me alembro agora. Bicicreta, brusinha, curíntia, framengo, também, fazem parte do meu dialeto. Mas, fruminense nunca.
Esse falar errado me dá uma grande sastifação, mas a nova reforma ortográfica me deixa em um diadema retroz: será que eu conseguirei escrever corretamente a partir de janeiro?
A única coisa que nos une a todos e temos que respeitar é a línguagem (Kafka).

4 comentários:

Anônimo disse...

E aí, como vai esse normaço de Muriqui? Pode não ter sol, mas sempre tem um normaço, né?
"Normaço" eu também aprendi aí.

Anônimo disse...

Lacerda, escrever certo nem sempre é importante. Nos jornalecos que rondam Mangaratiba, encontramos tremendos absurdos. Tenho certeza de você fez esta matéria, inspirado em um colunista de um desse jornais. O cara é muito ruim.

Recentemente, um amigo precisava contratar uma secretária. Colocou anúncio em “O Globo” e logo conseguiu a secretária.

Veja o currículo que ela enviou:

“Presado Cenhor,
Quero candidatarme pra o lugar de cecretária que vi no jornau. Eu teclo muito de pressa com um dedo e fasso contas bem.
Axo que sou boa no tefone em bora seija uma peçoa sem muito extudo.
O meu salario tá aberto há discução pra que o cenhor possa ver o que mi pode pagar e o Cenhor axar qui eu meresso.
Pósso comessar imediatamente. Agradessida em avanso pela sua resposta.
Cinseramente,
Catia Vanessa Estrela
PS: Como o meu currico e muito piqueno, abaicho tem 1 foto minha."
Imagine a foto que ela mandou para conseguir o emprego.

LACERDA disse...

Fabrício, eu gosto de falar errado - somente com os amigos - e de sempre escrever certo para todos. A palavra escrita errada me dói como uma fratura exposta.
"A única coisa que nos une a todos e temos que respeitar é a línguagem".(Kafka)

Anônimo disse...

Lacerda, a Academia Mangaratibense de Letras e Artes, da qual fazemos parte, está selecionando projetos para serem desenvolvidos em 2009. Que tal se fizessemos um projeto de "Caça ao Erro Ortográfico" nos jornais que circulam no municipio, com a participação da população e, especialmente, aos estudantes.