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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A MÍDIA DESMASCARADA

Mais uma vez a manipulação da mídia não surtiu qualquer efeito e foi desmascarada. Não vi ninguém usar a tal máscara que a imprensa manipuladora afirmava que seria um sucesso no carnaval. Você viu? Pedi imagens do carnaval de rua ao Google e não vi nenhum folião usando a máscara do Joaquim Barbosa.
Segundo soube, havia apenas três indivíduos com a máscara na Avenida Paulista. Um deles disse que a recebeu de um fotógrafo da Folha para uma foto que sairia na primeira página do jornal. A foto ficou tão falsa que o jornal não a publicou.
No Rio, na concentração do bloco da CUT, alguns componentes – todos petistas, claro - partiram pra cima de um idiota que usava a máscara e tentaram arrancá-la do rosto do infeliz. Seguranças armados impediram e levaram os agressores para a delegacia onde foram autuados por desacato à autoridade. O infeliz era o próprio Joaquim Barbosa que ficou com arranhões no rosto.
Bem feito! O que foi ele fazer no bloco da CUT? Caçar petistas?
Agora, sem brincadeira, aonde foram parar as centenas de milhares de máscaras que a mídia manipuladora, principalmente a TV Globo, afirmou que seriam o maior sucesso no carnaval de rua.
Os comerciantes que acreditaram naquela ficção carnavalesca que freqüentou as páginas dos jornais amargaram um tremendo prejuízo.
A opinião publicada influencia cada vez menos o seu público leitor.
A Globo, por exemplo, não é mais capaz de influenciar nem jurados de escolas de samba. Deu o Estandarte de Ouro para a Mangueira e para a Império Serrano, os jurados preferiram a Vila Isabel e a Império da Tijuca. Deu o Estandarte de melhor samba-enredo para a Vila e os jurados preferiram o samba da Portela.
Na política e no carnaval, a opinião publicada não é a opinião pública. E foi mais uma vez vergonhosamente desmascarada.

N.L.: copiado do meu outro blog Rede Gloebbels

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

CARNAVAL CIVILIZADO EM MURIQUI

Pouco saí de casa, mas já no sábado pela manhã senti que o carnaval em Muriqui não seria igual àquele que passou. Foi quando fui surpreendido pela visão de duas mulheres bonitas na praça. No domingo, dei uma volta de carro e, incrível, vi várias outras.
Eu que rezava pra chover nos quatro dias – somente para ajudar no choque de ordem – fiquei satisfeito com o trabalho do pessoal do trânsito e da segurança que impuseram a ordem no distrito. Até a Vale colocou segurança na travessia de pedestres pela linha férrea entre o calçadão e a praça.
Na segunda-feira, fui à concentração dos blocos, uma feliz idéia da Prefeitura. Os blocos concentraram e desfilaram sem qualquer tumulto. Havia até mães tranquilamente passeando com o carrinho do bebê. O Unidos pelo Chifre foi como sempre o maior de todos os blocos e tomou conta de toda a Nações Unidas.
As barracas da Itaipava serviram para conter o preço da cerveja e o furor lucrativo dos quiosqueiros. Sem a exclusividade, não houve exploração e os quiosques venderam a latinha a um preço aceitável. A garrafa foi, de fato, proibida para alegria dos catadores de latinhas. Foi o primeiro carnaval que vi com banheiros químicos e sem os crentes querendo libertar a alma libertina dos comportados foliões.
Mas, como eu posso elogiar se pouco saí de casa?
Acontece que meus companheiros blogueiros nada escreveram contra o choque de ordem nem levantaram qualquer crítica ao governo. Aliás, nada escreveram. Ou tudo correu bem ou, então, refugiaram-se no feissibuque.
Também, não recebi qualquer má notícia dos correspondentes do meu blog. Não faltou água nem luz na minha casa.
Nos outros anos, eu viajei no carnaval. Este ano, corajosamente, permaneci em casa. Acreditei na palavra do Capixaba e fiz um dinheiro - cerca de seis mil reais - sem armar barraca na frente de casa pra vender cerveja, sem catar latinhas e sem alugar o imóvel para estranhos. Foi a grana economizada na viagem que não fiz.
Hoje, quarta-feira, dez horas da manhã, tudo limpinho. Pelo menos no meu território a limpeza urbana funcionou a contento como sempre. Não sei lá no território do Severo que é o maior crítico da limpeza urbana no distrito.
Muito pouco ouvi do famigerado e nefasto funk. Sei que houve funk, mas a polícia combateu. E até o Iate foi interditado somente para os bailes.
Este não foi um carnaval dos funkeiros como foram os outros. Porém, não garanto o que ocorrerá no próximo sábado, 25. A Prefeitura diz que o carnaval continuará em Muriqui.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O DESFILE DAS ESCOLAS

O que mais me chamou a atenção foi a padronização das rainhas de bateria. Excesso de silicone em cima, na frente, e embaixo, atrás. Coxas musculosas de zagueiro central vascaíno, um perfeito macho mal acabado. Com raríssimas exceções, como a Juliana Alves, da Tijuca, parece que foram todas feitas na mesma forma, assim como são feitos os chapéus e adereços das alas e alegorias.
Todas iguais como são iguais os casais de mestre-sala e porta-bandeira: sempre o mesmo bailado, a mesma fantasia cheia de penas e plumas que somente mudam as cores. Talvez, por isso, Paulo Barros – o mago da Sapucaí – tenha usado a sua incrível criatividade para criar um casal em que a fantasia mudava de cores constantemente. Usou LEDs presos à fantasia como fonte emissora de luzes com inúmeras cores. Ficou linda a mudança de cores da fantasia e mostrou um casal diferente de tudo que já foi feito. Deu-me prazer, pela primeira vez em muitos anos, ver um casal de mestre-sala e porta-bandeira.
Paulo Barros soube desenvolver o enredo sobre a Alemanha e mais uma vez inovou com a sua criatividade: uma ala montava uma torta de chocolate que vinha aos pedaços; outra ala montou um fusca com as peças levadas pelos componentes; a alegoria do chope foi, talvez, a mais bela do desfile; os brinquedos Playmobil estavam perfeitos e a surpreendente levitação do martelo de Thor na comissão de frente deixou a todos impressionados com a mágica.
A Tijuca foi a única escola diferente. O resto do desfile foi tudo igual como foram as rainhas de bateria. A ressaltar apenas o desfile da Mocidade, seu melhor desfile nos últimos anos, e a apresentação do enredo da São Clemente.
Tem que ter muito saco para assistir ao desfile pela Globo, ainda mais com as inúteis entrevistas e comentários. Foi insuportável ter que ouvir a voz impostada e efeminada do Milton Cunha. Em certo momento, ele dizia que o carnavalesco escolheu a dedo as mulheres de uma ala quando surgiu uma daquelas figuras redondas com mais de 100 quilos que há em qualquer escola. Em outro momento, no desfile da Portela, quando viu o Milton Gonçalves – terno branco, manga direita dentro do bolso do paletó - como destaque em uma alegoria, o cara o identificou como o Beto Sem Braço, falecido compositor da Império Serrano.
Era o Natal, claro, figura lendária da Portela. Imaginem os outros milhares de comentários que o cara fez.
Quando eu disse que o melhor samba era o da Portela, disse, também, que seu único concorrente era o samba da Vila Isabel devido ao renome de seus compositores. O Estandante de Ouro ficou para o samba-enredo composto por Martinho da Vila e Arlindo Cruz.



domingo, 10 de fevereiro de 2013

FEISSIBLOGS

Felipe Barreto foi Superintendente de Comunicação da Prefeitura de Mangaratiba no governo Aarão. Ele escreve bem em prosa e em versos e eu gostava de ler o seu blog Palavras Acesas que, infelizmente, não existe mais.
Esta semana, recebi por e-mail convite para ser seu amigo no, com licença da má palavra, feissibuque. Está explicado por que não posso mais ler as suas palavras acesas. Fico consternado porque me considero também responsável pelo surgimento do seu blog na época em que mantivemos aqui uma polêmica de alto nível.
Outros companheiros blogueiros e blogueiras, que, também, foram iniciados por mim, viciaram-se naquele assassino de blogs. Uma amiga abandonou o seu e se dedica apenas ao feissibuque. Ela chegou a abandoná-lo, mas teve uma recaída. Outra está abandonando o seu blog aos poucos. Ela não escreve há duas semanas - uma eternidade para uma blogueira tão bem articulada - mas aposto que está lá, todo dia, no feissibuque, até de madrugada, expondo suas atividades diárias como tantos outros.
O Xiquinho da Rádio foi o primeiro a pendurar as chuteiras. Partiu desta para pior, está curtindo uma vida paralela no Seccond Life e pode ser encontrado diariamente no feissibuque.
Devo esclarecer ao Felipe Barreto que saí do feissibuque e não posso ser seu amigo lá. Podemos nos comunicar através de e-mail que é muito mais íntimo e humano ou nos comentários do blog que estará vivo enquanto eu puder escrever. Jamais voltarei ao feissibuque onde se expõem coisas que não interessam a ninguém.
Dou uma idéia a todos: façam um feisseblog particular. Digam tudo o que sentem e que somente interessa a vocês próprios; deem receitas de bolos e quitutes que ninguém seguirá; publiquem mensagens piegas, religiosas e de autoajuda, tipo faça o que eu digo, não faça o que eu faço; fotos, fotos e mais fotos; bons dias e boas noites; frases que a Clarice Lispector e o Paulo Coelho jamais escreveram; finjam ser o que jamais foram ou serão.
Se esses feissiblogs já existissem, eu iria lá e diria que ontem comi carambola.
Igualzinho como comia quando criança: cortando estrelinhas.
Por falar nisso, vou comer outra agora mesmo.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

DESFILE DE BLOCOS EM MANGARATIBA

Como o Google tem dirigido para este humilde blog gente que quer saber sobre o desfile de blocos em Mangaratiba, decidi publicar aqueles (21) que desfilarão em Muriqui.
Em toda a cidade, serão 56 blocos a desfilar. Quem quiser saber mais sobre locais, dias e horários, dos outros blocos clique AQUI.
Em Muriqui, a concentração será na praça do skate. A partir dali atravessam a linha férrea e seguem pela Avenida Nações Unidas até virar à esquerda na Rua Cacique. Seguem pela Avenida Beira Mar até seu início, com dispersão na barraca do Kabeça.
Sábado 9
     14 horas - Banda do Banana
     16         - Cacique de Muriqui
     18         - Chicleteiros
     20         - Veranistas
     22         - Siri com Cãibra
Domingo 10
     14 horas - Unidos pelo Chifre
     16         - Mocidade de Muriqui
     18         - Sapo Perereca
     20         - Pimenta Maluca
     22         - Imagina Classe Média
Segunda-feira 11
     12 horas - Pererecas Ativas e Pintos Cansados
     14         - Embalo da Rosinha
     16         - Piranhas
     18         - Turma do Barato Estranho
     20         - Bloco do Bigode
Terça-feira 12
     12 horas - Fica que ta gostoso
     14         - É gordo, mas é meu
     16         - Bloco da Galinha
     18         - Bloco GPA
     20         - Bloco do Siri
     22         - Bloco da Camisinha
O Carnamar, evento marítimo que acontece há mais de 15 anos, será no domingo. A concentração do evento será na Praia Grande, na Ilha de Itacuruçá, onde é dada a largada oficial com uma queima de fogos, às 11h. A partir daí, as embarcações seguem para Muriqui e o encerramento acontece em Itacuruçá, onde serão conhecidos os vencedores.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

PORTELA, NOVAMENTE

A Portela voltou a apresentar um samba-enredo com a dignidade, a essência e a nobreza da escola que mais vezes foi campeã. É um samba verdadeiro, sincopado, tem ginga, tem swing, mexe com o corpo inteiro e tem uma melodia original que encontra novos caminhos para o samba-enredo. O compositor - Toninho Nascimento, um publicitário - repetiu a dose e novamente considero o seu samba como o melhor para 2013, o que não é vantagem nenhuma, pois os outros são todos medíocres.
Ano passado afirmei que o samba da Portela era O melhor do ano que, se não levá-la ao campeonato, conquistará a nota dez e todos os prêmios – Estandarte de Ouro, Tamborim de Ouro, etc - de melhor samba-enredo.”
O samba obteve nota dez dos quatro jurados e conquistou os prêmios citados. Com exceção da Vila Isabel, nenhuma outra escola obteve nota dez dos quatro jurados em samba-enredo. Novamente, o samba da Vila é o maior concorrente da Portela, não por sua qualidade, mas devido ao renome dos seus compositores.
Voltando ao grande desfile da Mocidade com Tupinicópolis, em 1987, da alegria contagiante de suas alas às 7 horas da manhã, quero dizer algo mais.
Aquele desfile foi algo nunca visto e que jamais voltou a acontecer depois que a Mocidade e todas as escolas passaram a fazer um arremedo do estilo marcial da Beija-Flor com suas alas sob absoluto controle da harmonia.
Vejam no vídeo abaixo que a Mocidade era só alegria, contentamento absoluto. Os componentes se misturavam enlouquecidos, as alas num descontrole absolutamente carnavalesco.
Todo mundo vestido de índio que sempre foi uma presença constante no carnaval, porém, nunca tão felizes e em tamanha quantidade.
E a bateria. “Prestenção” na bateria. Eu estava lá, era puro samba, não esse marcheamento que se ouve atualmente. A Mocidade ficou em segundo lugar. A Mangueira venceu com a homenagem a Carlos Drummond de Andrade.
“E a oca virou taba,
A taba virou metrópole...
Eis aqui a grande Tupinicópolis.”
Notem que é o Fernando Pamploma quem faz os comentários para a TV Manchete. Agora, ouçam a bateria monocórdica da Mocidade em 2012 e sintam a diferença.
O abusado Pamplona tem razão quando diz que “É um negócio marcheado que não pega de jeito nenhum. Teria que chegar um cara corajoso e obrigar a escola de samba a cantar samba de verdade, mesmo perdendo o desfile”.
Assim como faz a Portela.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

MENTIR NÃO É PECADO

No princípio era o verbo e o verbo era mentir.
A mentira faz amigos, a verdade inimigos.
A verdade não se inventa, a mentira não tem memória.
A verdade é nua e crua, a mentira é bem vestida
A mentira eu gasto à toa, a verdade economizo.
Se a mentira é tão risonha, inventa a vida e sonha,
Mente pra ser feliz e acredita no que diz.
Eu sonho, invento a vida que não tenho,
Minto mesmo e acredito no que digo.
 Paulo Vanzolini é quem tem razão:
"Mente para dar um novo início...
Pois, na mentira, meu amor, crer eu não creio,
Só pretendo que de tanto mentir,
Repetir que me ama, você mesma acabe crendo."

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

VOU PELA VIDA

Tanto tempo tropecei, fui ferindo corações
E, perdido, terminei envolvido em mil desilusões...
Acossado pelo amor, afogado na paixão,
Vou seguindo pela vida mendigando o seu perdão.
Vou pela vida, alma sangrando com essa dor secreta,
A sofrer e a cantar qual louco poeta.
Vou pela vida e o tempo não devora esta lembrança,
O passado fica imóvel na distância.
Minha amada, salve, salve este afeto que se encerra.
Volta, vem correndo, vem depressa,
Amor só é bom quando dói, quando rói o coração...
Se a noite chega aflita, eu deito só a procurá-la,
O sono vem e me agita, o sonho é alívio, alegria,
Nele você me visita, é a sua ausência viva em mim.
Acordar pra quê? Com uma dor doída assim...
Levantar por quê? Se eu não tenho ninguém,
Não tenho onde ficar, nem sei pra aonde ir, quero dormir.
Imagino a noite ainda, o sol a pino, a vida escura,
A procura de um desejo, aquele sonho em que a vejo.
E, assim, vou pela vida, amargurado em minha triste travessia
Até pousar na laje fria o corpo meu já por demais cansado.
Falta você pra devolver-me a alegria:
Só você e o seu perdão vão colorir o meu viver.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

DESRESPEITO

Foi lá em Santa Maria que fui apresentado ao minuano, um vento frio e cortante de origem polar que vem do sudoeste no Rio Grande do Sul. Não é muito forte e não estremece as árvores como o nosso vieira.
Faz muito tempo, passava das três da manhã quando cheguei de trem àquela cidade. Nunca senti tanto frio, o termômetro marcava três graus.
É a lembrança que tenho da cidade que agora me comoveu como a todo o país. Menos a O Globo.
Até o minuto de silêncio nos estádios de futebol foi respeitado pelo público consternado. Público que costuma vaiar até minuto de silêncio.
O desrespeito ficou por conta de O Globo com a charge do Chico Caruso publicada no blog do Noblat como se humor fosse.
Humor
Notem que é a Dilma quem está com as mãos na cabeça e exclama "Santa Maria".
Só mesmo O Globo para publicar tal patifaria como se fosse humor. E mesmo que fosse, não era momento para humor tão negro e funesto.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

EDUCADORAS!?


“Qualquer menino parece, hoje, um experimentado e perverso anão de 47 anos” (Nelson Rodrigues)

 
Em postagem anterior, ao final de sua declaração a favor do Bolsa Família, Marina Silva se orgulha de ser professora.
Professora, sim. Não educadora como ouço e leio quando falam sobre as meritíssimas e mal remuneradas professoras de Mangaratíba.
Fui casado com uma professora formada no Instituto de Educação. Foi uma ótima professora primária. Formou-se em estatística e deu aulas de matemática no segundo grau. Logo depois era professora de estatística no terceiro grau. Tinha carisma, era querida e respeitada por todo o corpo discente e, também, pelo corpo docente. Aprendi muito com ela.
Como a Marina Silva, tinha orgulho de ser professora. Jamais se declarou educadora.
“Educadora eu sou do meu filho. E somente dele. Os pais que me mandem filhos educados para a escola” - ela dizia.
Será que o Paulo Freire – o padroeiro da educação brasileira - tem razão quando diz Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo. Na verdade, somente quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo. E uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas”.
Talvez, eu esteja errado em não aceitar o termo educadora que tem uma conotação de professora idosa. Mas, como ficariam os poetas se extinguíssemos um termo célebre, renomado e poético como professora.
“Que saudade da educadorinha que me ensinou o bê-a-bá” – teria escrito Ataulfo Alves. Coisa feia não é? Agora, veja como é lindo a Clara Nunes lembrando da professorinha.
 
E Jorge Faraj teria escrito assim para a melodia de Benedito Lacerda: “e no trem das educadoras, em que outras são sedutoras, eu não vejo mais ninguém”. Fico imaginando um trem repleto de senhoras idosas, todas de coque no cabelo, com buço e óculos de elevado grau, armação de tartaruga, algumas bem gordas, como aquelas professoras de antigamente que não mais se fabricam.
Educação não é somente uma atividade, é, acima de tudo, a construção de um saber que ultrapassa o sentido escolar e se torna uma construção permanente na vida do ser humano.
”Tem se criticado muito uma visão da educação que coloca muita ênfase no ensino e, conseqüentemente, no professor” - afirma Dermeval Saviani, um filósofo da educação.

“O que é ensinado em escolas e universidades não representa educação, mas são meios para obtê-la” - completa o filósofo Ralph Emerson.
E o gênio Einstein, olha só o que ele disse: "Educação é aquilo que permanece depois que esquecemos tudo o que aprendemos na escola."
Então, por que educadoras? Se o são, perdoem-me a franqueza, são péssimas e incompetentes.
Ou o Nelson não teria dito, com absoluta razão, aquela frase lá de cima.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

TUPINICÓPOLIS

Todos possuem celular, alguns com três ou quatro chips para evitar as elevadas tarifas entre as operadoras. Cabelos tingidos com mechas louras e cortados como os arrepiados cabelos do Neymar. Usam óculos escuros, têm perfil no “feissibuque” e vestem camisas de times de futebol. Os mais jovens são funkeiros e tatuados. Só falam o português e, incrível, têm barba e até bigode.
Nunca vi índio com barba e bigode, a não ser no desfile da Mocidade, em 1987. Talvez, o melhor desfile na história da Mocidade com uma alegria contagiante, mesmo sendo a última a desfilar às sete horas da manhã.
Naquele enredo – Tupinicópolis – que só perdeu para a Mangueira que homenageou Carlos Drummond de Andrade, parece até que o grande carnavalesco Fernando Pinto previu como seriam os índios metropolitanos de hoje que lutam contra a verdadeira revolução urbana por que passa o Rio de Janeiro para os grandes eventos de 2013, 2014 e 2016.
Com o apoio de políticos, juízes e promotores públicos demagógicos, além de dondocas do “feissi”, cerca de vinte pseudo-índios, que dizem viver no prédio que tem mais de 150 anos e que um dia abrigou o Museu do Índio, no Maracanã, surgem na mídia com arco e flecha e pintados para a guerra em defesa daquele “solo sagrado” e contra o progresso. O prédio, que foi invadido em 2006, está abandonado, arruinado e prestes a desabar. Pertenceu à Conab e foi comprado pelo governo do Estado para dar melhor mobilidade ao entorno do novo estádio do Maracanã.
A mídia os mostra como se índios fossem de fato defendendo o local. Não diz, porém, que o Museu do Índio, órgão científico-cultural da Fundação Nacional do Índio, criado por Darcy Ribeiro, em 1953, encontra-se na Rua das Palmeiras, 55, em Botafogo, desde 1978.
Os caras querem é aparecer, obter alguma vantagem financeira do governo; pois, não aceitam a mudança para a Quinta da Boa Vista. Ali pertinho, a Quinta é um hábitat muito mais apropriado para a vida indígena.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

IPTU COM DESCONTO

Hoje, é o último dia para pagamento do IPTU em cota única com desconto de 15%, em Mangaratiba. Como no ano passado, certamente a Prefeitura vai estender este prazo até fevereiro, pois os carnês não foram entregues aos contribuintes.
Mesmo sabendo disso, retirei o boleto pelo site da Prefeitura e paguei o que me foi cobrado – R$ 1.312,95 - aproveitando o desconto. Depois de amanhã, pagarei o IPVA do meu carro, final zero – R$ 848,26 - também em cota única com desconto.
Como meu carro está emplacado em Mangaratiba, estarei contribuindo com R$ 2.161,21 para as finanças do Município.
Há uma grande vantagem em emplacar o carro em Mangaratiba: o seguro fica bem mais barato que no Rio de Janeiro e em municípios da baixada fluminense.
Conheço residentes cujos veículos estão emplacados em outros municípios. Por que não transferem o carro para Mangaratiba, pagam menos pelo seguro e contribuem para as finanças da cidade? Dizem que dá trabalho e ainda têm que pagar a taxa de transferência.
O prefeito bem que poderia fazer uma campanha para a transferência dos veículos. Poderia oferecer um desconto a mais no IPTU (mais 5%?) para os contribuintes que transferirem o carro para Mangaratiba, compensando o trabalho e a taxa devida. 
Seria uma forma de aumentar a arrecadação do Município.

sábado, 19 de janeiro de 2013

BOICOTE À TV GLOBO

Os protestantes fundamentalistas estão assanhados contra a TV Globo devido à novela “Salve Jorge” e à minissérie “O Canto da Sereia”. Propõem boicote à Globo por exaltar as entidades umbandistas Ogum e Yemanjá.
Os “evangélicos” veem mais holofote sobre outras doutrinas. Dizem que os casamentos em novelas são geralmente católicos e que a doutrina espírita é uma constante na programação noveleira.
"Em 25 anos, vin-te e cin-co, lembro de apenas uma reportagem boa na Globo sobre evangélicos. E tem semana em que, todo dia, o 'Jornal Nacional' fala bem da Igreja Católica" – afirmou Silas Malafaia em O Globo  – “E, se há personagens evangélicos, é crente, mas vagabundo. É pastor, mas safado”.
Esses caras, em episódio lamentável de intolerância e radicalização, mais uma vez estimulam o confronto religioso com discursos de ódio e conseguem fazer o que eu imaginava ser impossível, isto é, eu ficar do lado da Globo.
A produção da TV Record enviou à concorrente um questionamento que considerou pertinente: se a Globo pretende exibir uma novela cuja protagonista seja “evangélica”.
Em resposta, a Globo afirmou que sua programação é laica e não segue nenhuma doutrina religiosa. Que os roteiristas são livres para criar.
Poderia também dizer o quanto é difícil criar algo favorável sobre o que é tão sem charme e frustrante quanto os falsos profetas milagrosos das seitas pentecostais. Contra é muito mais fácil, até eu consegui escrever estes versos:
“Simulados milagres em qualquer esquina
Que um cabeça de bagre tem como doutrina...
É o falso profeta prevendo o passado
E fazendo a coleta, fica endinheirado.
O devoto que paga foi abençoado,
"Curou" sua chaga e expulsou o “danado”...
E onde está a polícia? Qual é a solução?
Apelar pra milícia? Chamar o ladrão?”

Já imaginaram uma novela ou minissérie da Globo contando aquelas peripécias bíblicas do Velho Testamento que até mesmo Deus duvida e que eles tanto exaltam?
Tenho uma sugestão: a TV Globo poderia produzir uma minissérie contando a história de Isaac, o filho que Abraão quase degolou e queimou amarrado numa fogueira em holocausto a Deus Que o salvou no último segundo da prorrogação.
Seria preciso introduzir um personagem que fosse médico psiquiatra para tratar e explicar como a criança conseguiu superar tamanho trauma psicológico: quase virou churrasco, mas cresceu e, assim como seu pai, sempre levava um papo firme com o Todo-Poderoso. Casou-se com a linda Rebeca e foi aplicar em Abimalec o mesmo golpe aplicado por seu pai e sua mãe cerca de 50 anos antes.
Sugiro, ainda, introduzir um núcleo com as filhas de Ló que, carentes de sexo, embebedaram o pai e deitaram com ele. Isto depois de serem salvos de Sodoma e Gomorra. A mãe ficou lá como uma estátua de sal, castigo por ter olhado para trás.
Agora, falando sério, o que eu quero ver mesmo são esses pastores enfrentarem os bicheiros cariocas que, também, através das escolas de samba, colocam holofotes sobre aquelas entidades umbandistas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

FERNANDO PAMPLONA, O ENCARNADO E O BRANCO

Atualmente, eu tento ser Nelson Rodrigues com minhas estorinhas tipo “A vida como ela é”. Mas, já quis ser Chico Buarque quando fui compositor. E, também, tentei ser Fernando Pamplona quando fiz enredo para escola de samba (Unidos de Bangu) na inauguração do sambódromo, em 1984.
Pamploma foi quem revolucionou os desfiles nos anos 60 pelo Salgueiro e, agora, no próximo dia 29, lança o seu livro “O Encarnado e o Branco” com suas reminiscências do carnaval. Todos os grandes carnavalescos – Arlindo Rodrigues, Rosa Magalhães, Joãosinho Trinta, Renato Lage, Layla -  trabalharam e aprenderam com Pamploma.
Vou comprar o livro pra ver se ele conta a história de sua demissão da cobertura de carnaval pela Rede Globo. Ele era o único crítico que criticava de fato. Por isso, os bicheiros exigiram sua saída. Hoje, a cobertura dos desfiles é feita por idiotas que estão ali apenas para elogiar as escolas. Quem os assiste e acredita no que dizem até pensa que as escolas vão terminar empatadas.
Polêmico, falastrão, abusado e fumante inveterado aos 86 anos, ele afirma em entrevista a O Dia: “Sou vagabundo, sim, estou aí” e considera Paulo Barros o melhor desde Joãosinho Trinta. Parece até que sou eu falando.
- O que o motivou a fazer uma autobiografia?
Na verdade, não é um livro autobiográfico. Se eu fizesse uma biografia, seria até preso. Noventa por cento seriam censurados. É um livro de histórias. O que velho sabe? Contar história. Se não tiver Alzheimer. Como eu ainda não tenho a doença, decidi contar as minhas.
- São muitas histórias?
Claro. Sou vagabundo, de corriola, de botequim. E tô aí. Os CDFs se perderam, ninguém ouve falar deles. Mas os vagabundos estão sempre aí.

- E o Carnaval, como é que surgiu essa paixão na sua vida?
Sempre fui um amante da cultura popular. Em 1935, ia a bailes populares e nunca tive super-heróis. O mestre-sala e a porta-bandeira sempre foram os meus príncipes e princesas.

- E quando você passou, de fato, a participar do Carnaval como protagonista?
Em 1959, eu era professor de Belas Artes e fui convidado para ser jurado do Carnaval. Eu torcia pelo Império Serrano, mas, por ter sido da União Nacional dos Estudantes (UNE), me simpatizava com a Mocidade Independente pelo nome da escola. Quando vi o Salgueiro entrando na Avenida, de vermelho, falando sobre Debret, virei salgueirense na hora.

- Por causa do vermelho ou do Debret?
Do Debret. A escola falou de um artista em vez de falar de um general, como era hábito no Carnaval. Só tinha enredo ‘Dipiano’, do governo. (DIP é o extinto Departamento de Imprensa e Propaganda, órgão censor das manifestações culturais criado por Getúlio Vargas).

- Como foi aquele Carnaval?
Foi fantástico. Dei nota 8 para o Salgueiro, 6 para a Portela, para o restante dei 5 e 4. Mas o desfile da Portela foi arrebatador e eu aumentei a nota para 7. E eles ganharam por 1 ponto. Ali, entrei de vez no Carnaval.

- E no ano seguinte, já foi campeão com enredo sobre Zumbi dos Palmares.
Mas o Natal, da Portela, que tinha uma força danada, não descontou os pontos que deveriam ser descontados. Assim, acabaram declarados campeões também a Portela, a Mangueira, o Império e a Unidos da Capela. Ficou todo mundo feliz com o resultado. Menos nós, é claro.

- Dali em diante, o Salgueiro passou a falar sobre Aleijadinho, Xica da Silva. O revolucionário Pamplona mudou o Carnaval?
O grande revolucionário foi Nelson Andrade, diretor de Carnaval do Salgueiro. Pensava à frente de todo mundo, como o Juju das Candongas, da Mangueira. Eles pensavam em artistas como enredos, e não aquela patriotada besta.

- E qual foi o seu seu papel nessa história?
Eu sou muito ligado à cultura negra. Mas os negros não gostavam de se vestir de negros. Negro gostava de sair com chapéu de Napoleão para tirar onda após o desfile na Praça Saens Peña ou em Madureira. Acho que minha contribuição foi essa, valorizar a cultura negra.

- Como você avalia o Paulo Barros, o novo xodó do Carnaval?
Depois do Joãosinho Trinta, foi o que criou algo diferente no Carnaval. O resto é tudo treinador de futebol, não tem identificação com a escola de samba. Ah! tem o Laíla, que é identificado com a Beija-Flor e é ótimo. Temos a Rosa (Magalhães) e o Renatinho (Lage), mas é só.

- Como vê o Carnaval atual, cheio de enredos patrocinados?
Uma merda, mas o bom carnavalesco dá jeito. Pior são os sambas. Foi isso que acabou com o Carnaval. Hoje, se você junta uma turma no seu boteco e pede para alguém cantar um samba dos últimos oito anos que não seja da sua escola, não sai nada. Só tem porcaria. É um negócio marcheado que não pega de jeito nenhum.

- Qual seria a solução para isso, então?
Teria que chegar um cara corajoso e obrigar a escola de samba a cantar samba de verdade, mesmo perdendo no desfile.

- Mas a história só dá valor aos vencedores.
É verdade. Mas acho que a vida é feita de ciclos e em breve teremos um novo Carnaval. Esta é minha esperança.

- Você continua fumando sem parar. E bebendo?
Também, claro. Vou parar para quê? Para ter mais dois dias de vida?


 N.L.: peço perdão por esta postagem a quem não é muito fã do meu blog porque eu faço postagens que não interessam à população de Mangaratiba e acha que eu poderia divulgar mais sobre a nossa cidade. Em primeiro lugar, devo reiterar que não tenho nenhum compromisso com a notícia. Tenho compromisso apenas com a verdade, a crítica, a informação e a cultura. Em segundo lugar, apesar de escrever sobre tudo, até sobre mim mesmo, duvido que algum outro tenha feito mais postagens sobre Mangaratiba do que este humilde blog. Em terceiro lugar, somente este sarcástico blog falou a verdade durante a última campanha eleitoral em Mangaratiba. Verdade confirmada pelo resultado da eleição.
O título do blog é Mangaratiba apenas porque foi o primeiro a ser publicado em nossa cidade, mas é escrito para todos que se interessam pela leitura e pelo conhecimento geral.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

FACEBOOK É CONTRA O LULA E A FAVOR DO ESTUPRO

Convocada no “feissibuqui” e em outras redes sociais para domingo (13), na Avenida Paulista, e organizada pela OCC (Organização de Combate à Corrupção), a grande marcha com Deus, pela família e contra Lula, o PT e a corrupção reuniu quatorze pessoas em frente ao Masp. Apesar de 1.800 "feissis" terem se comprometido a comparecer.
Soube que eles estão tão viciados no "feissi" que não conseguem largá-lo nem por uma causa justa como esta.
A manifestação tinha como lemas “Mexeu com o Brasil, mexeu comigo” e “Por um Brasil sem Lula/PT”.
São Paulo estremeceu diante dessa brilhante demonstração de repúdio ao Lula e ao PT. Agora, Gurgel e Barbosa podem mandar prender o Lulinha pra favorecer a oposição em 2014.
Foi mais uma façanha do “feissibuqui” que faz também apologia ao estupro.
E ainda me perguntam por que saí daquele antro nefasto e inútil.

domingo, 13 de janeiro de 2013

BOLSA FAMÍLIA NA ALEMANHA

“Há muitos equívocos, preconceitos e/ou falta de informação nas análises em relação ao Programa Bolsa Família.
Para grande parte das elites e da grande mídia brasileira, o Bolsa Família é visto como um mal, causando acomodação e falta de independência financeira dos mais carentes. Os equívocos de muitos brasileiros, exigindo independência financeira dos pobres, se tornam mais evidentes quando comparamos o Bolsa Família com programas similares, existentes nos países mais desenvolvidos do mundo.
Na Alemanha, foi introduzido o programa de auxílio social (Sozialhilfe) em 1961, que em 2005 mudou o nome para Arbeitslosengeld II.
1 - Uma pessoa desempregada e sem aportes de renda receberá 347 euros caso não possa sobreviver sozinha nem receba ajuda de familiares.
2 - Se cônjuges viverem em um domicílio sem rendimentos, o valor que a segunda pessoa receberá acrescido é de mais 312 euros.
Essas despesas são previstas para auxiliar na garantia do direito à alimentação e ao vestuário.
3 - O Estado também custeia as despesas com moradia, providenciando uma moradia popular e/ou pagando as despesas do aluguel diretamente ao locador.
4 - O auxílio-moradia é determinado pelo número de moradores do domicilio. Em se tratando de um morador, o tamanho mínimo da moradia tem que ser superior a 45m². No caso de cônjuges, o tamanho mínimo será de 60m². Para cada filho será acrescido ao tamanho da moradia mais um quarto. Esse benefício contribui fundamentalmente para que não existam favelas no país.
5 - Aliado a esses benefícios, está o pagamento de um seguro de saúde, pois,  na Alemanha, não existe um sistema público de saúde como no Brasil ou na Inglaterra. O seguro de saúde custará em torno de 150 euros por pessoa.
6 - No inverno, é pago ainda um auxílio calefação para esses beneficiários.
Os benefícios prevalecem enquanto persistir a situação de carência material, sendo que cerca de 1/3 da população alemã recebe esse tipo de benefícios em algum momento da vida.
7 - Cada pessoa recebe cerca de 750 euros (em torno de R$ 2 mil) por mês, estando desempregada ou não tendo condições de manter a própria subsistência. Um casal nessa situação receberá cerca de 1.370 euros.
8 - Além desses benefícios, as crianças recebem separadamente, até atingir 14 anos, um benefício de 208 euros mensais, válido universalmente para todas as crianças do país, sejam elas pobres ou ricas.
9 - Aos adolescentes, a partir dos 14 anos até os 25 anos e que moram com os pais, o benefício passa para 278 euros mensais.
10 - O Brasil segue os passos que países desenvolvidos seguiram no combate à fome e à miséria. A diferença em relação ao Brasil é que o programa de auxílio social da Alemanha e nos demais países europeus é concebido como um direito, ou seja, acessível a todas as pessoas e famílias que dele necessitem. Trata-se de transferências monetárias cobertas pelo Estado, cujo tempo de duração é ilimitado.
Além disso, seguindo os exemplos acima, fica evidente que o valor monetário transferido pelo Bolsa Família no Brasil deveria ser consideravelmente aumentado, além de ser garantido a todos que dele necessitem. Ademais, urge introduzirmos políticas de auxilio moradia aos beneficiários desse programa. Assim, estaríamos dando passos decisivos no combate à fome e à miséria.”

Clóvis Roberto Zimmermann - Doutor em sociologia pela Universidade de Heidelberg (Alemanha), relator nacional para o Direito à Alimentação e Terra Rural.

Encontrei o texto acima na web e decidi reproduzi-lo para conhecimento das dondocas - e dondocos como o Álvaro Dias – que creem que o Bolsa Família estimula a preguiça e criou vagabundos que não querem perder aquela merrequinha que recebem do Estado.
Essas dondocas que se revoltam por não conseguirem mais empregadas domésticas, uma atividade em extinção, deveriam comparar o bolsa família alemão com o brasileiro e ouvir a opinião da Marina Silva ao final da postagem.
O programa social alemão já chegou a consumir 33% do PIB. Hoje está perto de 26%. No Brasil, consome apenas 0,5% do PIB e beneficia famílias em situação de pobreza (renda familiar p/capita de R$ 70,01 a R$ 140,00) e de extrema pobreza (renda familiar p/capita de até R$ 70,00). Atende cerca de 16 milhões de brasileiros.
Os benefícios pagos pelo Bolsa Família variam de acordo com as características de cada família - considerando a renda mensal da família por pessoa, o número de crianças e adolescentes de até 17 anos, de gestantes, lactantes e de componentes familiares.
São diversos os compromissos das famílias beneficiadas. Na educação, os pais deverão matricular as crianças de seis a 17 anos na escola; têm a obrigação de garantir a frequência escolar em pelo menos 85% das aulas para as crianças e os adolescentes de 6 a 15 anos e de 75% para os jovens de 16 a 17 anos. Na saúde, as crianças devem tomar as vacinas recomendadas e participar da rotina de pesagem, medição e exames frequentes. As gestantes e mães que amamentam devem participar do pré-natal e comparecer a consultas médicas. Também são responsáveis pelo acompanhamento da saúde da mãe e do bebê após o parto e deverão participar das atividades educativas promovidas pelas equipes de saúde sobre aleitamento e alimentação saudável.
O benefício mais alto do Bolsa Família, que começou a ser pago este mês, chega a R$ 1.332, valor quase igual a dois salários mínimos. Essa quantia é repassada a uma única família formada por 19 pessoas. O novo teto do Bolsa Família é resultado do Brasil Carinhoso, programa lançado em maio pela presidenta Dilma Rousseff para tirar da miséria famílias com crianças de até 6 anos.
Em 2012, o Bolsa Família pagou, em média, apenas R$ 115 por família. Dentre o público do Brasil Carinhoso, esse valor subiu para R$ 237.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

QUERIDINHOS DA MÍDIA

A exaltação da mídia ao Zeca Pagodinho no dia da tromba d’água em Xerém fez-me escrever sobre outros queridinhos da mídia. Fernanda Montenegro e Machado de Assis foram dois deles.
Gosto muito do sambista Zeca Pagodinho e das suas gravações de sambas dos compositores da Portela, principalmente aqueles do Monarco. Mas, convenhamos, o que ele fez pelos vizinhos de Xerém? Passeou com seu quadriciclo, comprou uma dúzia de colchonetes, deu guarida à comadre de sua filha, fez uma sopa de entulho para alguns e foi para a Disney no mesmo dia da tromba d’água.
Não botou a mão na massa nem pisou na lama como tantos anônimos que não correram do pau e nem mereceram da mídia qualquer mísera menção.
Outro queridinho da mídia, e até da publicidade, é o Luciano Hulk. Não entendo o porquê. Um cara feio, narigudo, sem talento algum, como pode vender o Banco Itaú e outros produtos por ele anunciados.
Existem outros queridinhos. O Fred, atacante do meu Fluminense, por exemplo, é um deles. Pode perder inúmeros gols feitos, pode ser pego inúmeras vezes em impedimento, pode tropeçar na bola e cair, pode tentar matar a bola na canela, não importa, será sempre destaque na imprensa esportiva.
Foi o artilheiro do campeonato. E daí? Com apenas 20 gols? Apesar de o time todo jogar pra ele? Sete gols foram de pênalti. O artilheiro da segunda divisão fez 27 gols.
Outro queridinho é o Ronaldo. Mas, este merece pelo que fez no futebol, três vezes eleito o melhor do mundo.
A mídia cínica, mercenária, demagógica e corrupta sempre em busca de uma bala de prata para acabar com o Lula e a Dilma, tem, claro, o seu queridinho.
É o senador Álvaro Dias, o novo mosqueteiro da ética, falso arauto da moralidade que ocupou o lugar deixado por Demóstenes Torres, antes queridinho da mesma mídia até o escândalo Cachoeira.
Com aquela cara cheia de botox, Álvaro Dias está sempre dando declarações no Jornal Nacional e nas páginas dos jornais quando surge qualquer denúncia vazia contra o governo. Seja qual for a denúncia, lá está ele afirmando que vai fazer e acontecer. E nada acontece.
Verdadeiro detrito da política paranaense, foi um locutor medíocre e duro como um coco que deu o golpe do baú e fez carreira política com a grana do sogro. Atualmente, é um fazendeiro riquíssimo que se presta a participar de qualquer manipulação da imprensa.
Na vida real, este fariseu orgulhoso de seu estilo formal e perfumado foi condenado pelo não pagamento de pensão a uma filha – ainda menor de idade – fruto de seu relacionamento extraconjugal com uma funcionária pública. Ele responde a processos por abandono afetivo e corre o risco de ter o seu patrimônio bloqueado. Em um dos processos, sua filha pede a anulação da venda de cinco casas dele, no valor de R$ 16 milhões, em Brasília.
Na campanha eleitoral, quando, por pouco tempo, foi candidato a vice-presidente, cheio de amor pra dar, ele prometeu dobrar o valor do Bolsa Família. Entretanto, depois da eleição, no programa Roda Viva, preconceituoso, declarou o seguinte: “O bolsa-família não tira ninguém da miséria. Mantém na miséria, porque estimula a preguiça, inclusive… há gente que não quer trabalhar porque não quer ter carteira assinada para não perder o bolsa-família”.
Marília Gabriela entrou em pânico com a mancada e impediu o tucano de divagar mais suas idéias preconceituosas de tucanos que não aceitam os programas sociais de distribuição de renda. Se ela deixasse o senador falar mais um pouco, ele acabaria chamando o programa de bolsa esmola e os beneficiários de vagabundos. Isto não poderia acontecer na TV Brasil, emissora do governo tucano do Estado de São Paulo
Outros atuais queridinhos da mídia cínica, mercenária, demagógica e corrupta são o ministro do STF Joaquim Barbosa – que já foi odiado por ela quando era um desafeto do Gilmar “Dantas” – e o prevaricador geral da república Roberto Gurgel.
Estes, porém, serão queridinhos por muito pouco tempo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A NINFOMANÍACA DE ITACURUÇÁ

Desde mocinha, ela ficou conhecida pelo seu voraz apetite sexual. Chamavam-na Lolita. Atualmente, aos 50 anos, engordou e vive sempre à beira de um ataque de nervos.
Reside com a mãe de 80 anos, viúva de um general, que sofre do Mal de Alzheimer. Boa filha, cuida muito bem da velhinha que já nem nota as suas travessuras no apartamento, em Itacuruçá.
Agora, ela é Dalila e permanece solteira para não perder a pensão do pai.
Insaciável e em constante crise existencial, Dalila sempre está diante do computador compartilhando no “feissibuque” ou percorrendo os bares e a praia, vestindo roupas provocantes, em busca de parceiros. Pode-se dizer que é uma periguete cinquentona.
Ainda muito bonita, ela sempre encontra alguém que não a conhece, pois, quem a conhece não mais topa a parada. É que a loura costuma sequestrar jovens e aprisioná-los em seu quarto. E não os libera até sentir-se saciada. Isto pode levar tempo, às vezes, dias e noites.
Ficou famosa entre as vizinhas. Algumas a odeiam e não admitem que seu marido a cumprimente nem que lhe dirijam o olhar. Dalila já foi motivo de muitas desavenças conjugais. Outras a invejam, principalmente as mais jovens: as periguetes que a veem como modelo de vida.
Certa vez, exausta, após saciar o seu furor uterino, Dalila dormiu um sono profundo. O rapaz aprisionado, então, ligou para o DPO e, incrível, a polícia atendeu ao chamado altas horas de uma noite chuvosa.
Três PMs bateram em sua porta. “Abra! É a polícia”.
Dalila acordou sobressaltada e, quase nua, atendeu aos três latagões. Apesar de gordinha, Dalila ainda tinha um corpo admirável. Os PMs se entusiasmaram com a visão.
“Podem entrar”, disse Dalila convidativa.
Os três entraram e liberaram o rapaz. Ela, ainda seminua, babydoll transparente e sem calcinha, ofereceu-lhes uma bebida.
Os PMs recusaram: “Não é permitido beber em serviço”.
Insinuante e sexy, Dalila perguntou: “E sexo grupal é permitido?”
Entreolharam-se tentando lembrar se havia tal proibição no regulamento disciplinar da corporação. Não, não havia.
Nesse dia, Dalila se deu bem e convidou os PMs a voltarem toda vez que estivessem de serviço.
“Posso lhes pedir um favor?” – perguntou Dalila.
"Sim, claro!" - responderam.
Ela, então, pediu: "Digam aos seus colegas para virem nos dias em que vocês não estiverem de serviço”.
Dalila nunca mais foi vista circulando pelos bares, nunca mais deixou a mãe sozinha e não mais aprisionou rapazes.
As vizinhas estão mais tolerantes com ela porque a presença constante da polícia está dando segurança ao prédio.
Dalila agora dedica ainda mais tempo ao “feissibuque”. Logo que acorda, já está congestionando a conexão com a Velox em Mangaratiba. Porém, agora, não se sente mais deprimida em crise existencial e diz que vai largar aquela famigerada rede social.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

FERNANDA MONTENEGRO e MACHADO DE ASSIS

Sempre que ouço falar de um, a minha iconoclastia me faz lembrar do outro. E vice-versa.
Basta ler duas ou três páginas de qualquer livro escrito por Machado para conhecer toda a entediante obra deste chato que é o ícone da literatura brasileira. Assim como basta assistir uma única interpretação de Fernanda Montenegro, considerada a grande dama do teatro nacional, para conhecer toda a atuação da atriz.
Neste final de ano, assisti ao especial da TV Globo – “Doce de Mãe” – com ela no papel principal. Quis assistir para tentar mudar minha opinião sobre a atriz, queria ver talento em sua interpretação.
Vi, como sempre, Fernanda Montenegro interpretando Fernanda Montenegro. Como mudar de opinião se ela própria é sempre ela mesma.
Mas, ela foi indicada para o Oscar de melhor atriz estrangeira com o filme “Central do Brasil”, diriam alguns incautos. Ora, ninguém melhor do que ela para interpretar Fernanda Montenegro com perfeição. Os críticos americanos não a conheciam e a indicaram pela interpretação perfeita.
Em “Doce de Mãe”, ela foi a mesma de “Central do Brasil”, com a mesma cara sombria, o mesmo semblante melancólico, a mesma fisionomia inexpressiva, a mesma voz e dicção sem clareza. Duvido que alguém tenha compreendido tudo o que disse o seu personagem.
Na única chance que teve para fazer uma interpretação convincente – isto é, quando ficou bêbada – ela surge desmaiada. Sabemos que ela está bêbada porque os outros dizem. A grande dama foi perfeita ao interpretar uma bêbada desmaiada. Bastou deitar e fechar os olhos.
No elenco tivemos um grande ator de fato: Matheus Natchergale. Este se transforma em inúmeros personagens como o João Grilo em “O Auto da Compadecida”. Em “Doce de Mãe”, ele interpretou um gay que finge não ser e pensa que ninguém sabe que é. Logo que aparece na trama, vi que ele era exatamente isto, não foi preciso que outros declarassem o fato.
Atriz carismática, dicção perfeita, com sensibilidade e talento para interpretar qualquer personagem é Dira Paes, 43 anos, que ainda não foi consagrada pela mídia nem pela crítica que exalta a Montenegro. Poucos sabem de quem se trata porque em cada interpretação ela é alguém diferente. A Dira Paes só existe nos “slides” de apresentação dos filmes e novelas. Dira Paes nunca interpreta Dira Paes.
Ela estreou no cinema, aos 15 anos, em um filme americano – The Emerald Forest – de John Boorman. No cinema, como atriz dramática, foi a mãe de “Os 2 Filhos de Francisco” e a Dadá de “Corisco e Dadá”, entre muitos outros; na TV, como atriz cômica, foi “A Diarista” e a tentadora Norminha – “você não vale nada, mas eu gosto de você” - na novela “Caminho das Índias”.
Além de excelente atriz, Dira Paes é uma intelectual que combina excepcional talento com notável beleza. Mas ainda não é uma queridinha da mídia - nem sei se será um dia - como a Fernanda Montenegro, o Machado de Assis e o Zeca Pagodinho.

sábado, 5 de janeiro de 2013

O TEMPORAL EM XERÉM

Quando Zeca Pagodinho apareceu com seu quadriciclo na reportagem do RJ-TV, durante a tromba d’água em Xerém, eu desconfiei. Algo estava fora de ordem.
O que fazia ele ali vestindo aquele casaco de couro de dois mil reais e montando seu veículo vermelho e brilhante sem nem um pingo de lama? Tirando uma onda? Só pra dizer que tem nojo de político e dessa gente bandida?
Só pode ser. Devia dizer que tinha nojo do ex-prefeito Zito.
Ele devia estar bem sujo vestindo camiseta e bermuda dando duro no local onde ele próprio disse que estavam precisando de mais ajuda.
O que ele fazia ali bem longe, então? Falei com o correspondente do blog em Xerém para esclarecer as minhas dúvidas.
Fiquei sabendo que o Zeca foi levar a filha até o centro de Caxias. E, depois, na volta aproveitou para renovar o seu estoque de cerveja que foi dissipado nas festas de fim de ano.
Nosso correspondente naquela aprazível localidade fotografou a volta do sambista com o mesmo casaco de couro e o quadriciclo lotado de cerveja.
 Agora falando sério: logo após a reportagem no RJ-TV e nos outros jornais televisivos, e depois de gravar uma matéria para o Fantástico que será exibida amanhã, Zeca partiu de férias para os Estados Unidos.
Lá na Disney, onde se encontra desde ontem de manhã, Zeca decidiu ajudar Xerém pelo “feissibuque” lançando uma campanha para arrecadar donativos para os desabrigados.
A imprensa é assim: não mede esforços e nem se importa em expor-se ao ridículo quando quer exaltar os seus queridinhos.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

BOAS FESTAS

Ontem, após as festas de fim de ano, Muriqui amanheceu alagada. Muita chuva de madrugada, casas invadidas pela lama, bueiros entupidos pela sujeira, falta de água para a limpeza e carros submersos em Mangaratiba.
Coisas que o choque de ordem não pôde evitar. Entre mortos e feridos, porém, salvaram-se todos.
Em compensação, por aí a fora, as boas festas não foram assim tão tranquilas quanto aqui como noticiaram os jornais.
Na Barra da Tijuca, a festa de Romário, em seu condomínio, no Pepê, foi uma decepção para muitos. Às 3h, já não tinha quase ninguém no local. Só as ‘nem’ mesmo. O único registro acabou sendo (quase) policial… O funkeiro Jonathan Costa, filho dos funkeiros Rômulo Costa e Verônica Costa, causou uma tremenda confusão e acabou sendo expulso do local por seguranças do deputado.
Em Itaguaí:
1 - O jovem Washington do Nascimento Ferreira da Silva, de 19 anos, morreu atingido por um tiro na cabeça quando estava nas imediações do km 396 da Rodovia Rio-Santos, na madrugada de domingo (30), por volta das 2h30. O tiro deve ter sido disparado por algum funkeiro.
2 - Na tarde de domingo (30), por volta das 17h, policiais militares do 24º BPM (Queimados) foram acionados para atender a existência de um cadáver em área próxima ao pátio da empresa MRS Logística, no Brisamar. Os PMs confirmaram a existência do corpo. Segundo testemunhas, a vítima teria sido assassinada a tiros. O criminoso certamente foi um funkeiro.
No Engenho de Dentro, a dona de casa Jéssica Elísio Vasconcellos, de 22 anos, foi ferida na cabeça por bala perdida disparada por um funkeiro, mas escapou com vida. Ela foi atingida nos primeiros minutos de 2013, na madrugada de segunda-feira.
Em Copacabana:
1 - um carioca de 22 anos nasceu de novo na madrugada do último dia de 2012, na Rua Barata Ribeiro. Depois de se envolver numa briga na rua com um funkeiro que fez xixi em sua bicicleta, ele teve uma pistola calibre PT 380 encostada em seu pescoço. O gatilho foi apertado duas vezes, mas a arma não disparou.
2 - um homem foi morto a tiros, na manhã desta segunda-feira, 31, num apartamento da Avenida Nossa Senhora de Copacabana. A vítima foi identificada como José Carlos Santos de Paula Barboza Júnior, de 25 anos. Segundo informações do 19º BPM, o funkeiro suspeito de ter atirado três vezes contra ele fugiu. O corpo foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML).
No Guarujá, o universitário Mário dos Santos Sampaio, de 22 anos, foi morto a facadas, na noite de segunda-feira, pelo dono de um restaurante após discussão devido a uma diferença de sete reais na conta. O dono diz que matou para defender o seu filho funkeiro.
Em Pilares, uma mulher foi atingida por outra bala perdida disparada por um funkeiro durante a virada do ano. Jessica Elísio Vasconcelos foi baleada de raspão na cabeça e levada ao Hospital Salgado Filho, no Méier, onde foi atendida às 0h20m desta terça-feira.
Em Piedade, durante a noite de Natal, Adrielly dos Santos Vieira, de 10 anos, foi baleada na cabeça durante um tiroteio entre funkeiros. Ela teve morte cerebral no domingo e faleceu hoje.
Em Angola, pelo menos 16 pessoas morreram no dia 31 em tumulto no estádio de Luanda durante uma grande vigília evangélica da Igreja Universal do Reino de Deus  para comemorar a virada do ano. Não havia funkeiros no local, apenas protestantes fundamentalistas.
A repressão ao funk e aos funkeiros em Muriqui certamente evitou incidentes como estes observados mundo a fora.
Assim como a imundície promovida pelos funkeiros reprimidos entupiu os bueiros e exacerbou os danos causados pela chuva torrencial.
O temporal bem que poderia ter caído durante todo o dia primeiro. Teria substituído com louvor e muito mais rigor o Choque de Ordem que não ocorreu no primeiro dia do ano.