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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O RÉVEILLON DO CHOQUE DE ORDEM

Não foi o auge da bosta nem o apogeu da titica
Finalmente, tivemos um final de ano mais tranquilo em Muriqui. Um réveillon como não se via há muitos anos. Não tivemos aqueles dias estarrecedores, algo apavorante e aterrorizante de anos anteriores.
O choque de ordem funcionou, apesar de alguns radicais desmemoriados dizerem que não.
A passagem de nível na Tiradentes foi controlada durante todo o tempo e não permitiu aquela enxurrada de carros na praia. À tarde, havia até lugares para estacionar na Nações Unidas.
Grande número de GMs e PMs abordavam os motoristas que pretendiam ultrapassar a linha férrea e multavam aqueles em situação irregular. Um guincho no local rebocou alguns carros. O acesso pela Santana foi interditado. Eu mesmo fui abordado e tive que provar que residia na orla. Viaturas circularam todo o tempo no distrito.
Não havia carros estacionados no lado esquerdo da Nações Unidas nem no lado direito da Beira Mar. Não vi carros circulando na contra-mão.
O funk praticamente não existiu. E só isto já me bastaria para elogiar o Choque de Ordem. Alguns funkeiros insistiram e foram logo reprimidos.
Os quiosques não exorbitaram no som e mantiveram mesas e cadeiras fora do passeio.
À noite, inúmeros GMs e PMs com extensos cassetetes mantinham os bêbados e os meliantes mais sossegados. Tomei conhecimento de apenas um conflito com tiro e facada. Uma garrafa arremessada por um imbecil atingiu a cabeça de um inocente. Mas, como evitar um excesso desses? Não há como, é inevitável.
Dia 31, fui dar uma volta na praia e a imundície do calçadão me fez desistir. Que sujeira! Os quiosqueiros precisam ser responsabilizados também pela limpeza em seu entorno.
O choque de ordem nada podia fazer contra os imundos mal-educados nem contra aquela aglomeração de gente feia, mocreias e jaburus que infestou Muriqui. Não há como reprimir a frequência nota zero.
Nem contra a falta d’água que mais uma vez foi sentida.
Notícias oriundas de Itacuruçá e da Praia do Saco também reconhecem a ação do governo contra a bandalha. Em Itacuruçá, rebocaram carros mal estacionados e nas ruínas da praia do Saco retiraram uma ocupação irregular.
Só faltou colocar banheiros químicos no calçadão, além de aumentar a quantidade de lixeiras.
Infelizmente, relaxaram na terça-feira, dia 1º. Deixaram correr frouxo e os funkeiros voltaram ao seu ponto. Contei seis carros de mala aberta em frente ao quiosque do vereador. Eram oito horas da noite e a polícia não deu o ar de sua graça.
Este réveillon foi um teste para o Choque de Ordem. Passou com algum louvor, nota sete. Vem aí o vestibular para o carnaval. O Choque tem que ser bem mais rigoroso.
Capixaba agora não precisa mais agradar a todos e pode fazer suas maldades com alguns. Com os funkeiros, por exemplo, que estão revoltados com ele, mas o povo ordeiro que lembra dos anos anteriores está quase feliz e satisfeito.
O carnaval será definitivo para demonstrar se Capixaba quer mesmo entrar para a história como o prefeito que impôs a lei e a ordem em Mangaratiba.

N.L.: é com imenso pesar que registro o falecimento do nosso amigo Kabeça.

Um comentário:

leila castro disse...

Ok!
Quase concordamos.... mas, o choquue não ésó repressão ao funk, como você bem escreveu...

Faltou também, a velha repressão aos churrasquinhos, a venda de ambulantes sinistros, a zona da sujeirada, o som de carros de malas abertas "quase" que foi bem reprimido, mas foi ainda um pouco complicado por minhas redondezas... é que os "turistas" dos cubículos, eram os que deram uma DJ e tocavam o som nas portas dos cubículos e as calçadas foram os dormitórios com direito a colchonetes, comida ao ar livre e "cagadas" nas calçadas para não sujarem os banheiros das kitnetes que estavam sem água...

Eu daria nota cinco!!!!