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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

EU, QUASE POETA

Plagiando Olegário Mariano, imortal da Academia Brasileira de Letras (cadeira 21, atualmente ocupada por Paulo Coelho):

EU QUIS QUE ELA ME QUERESSE
MAS, ELA NÃO QUIS QUE ASSIM SESSE.
AH! SE A VOZ DO MEU AMOR
ELA OUVASSE OU ESCUTISSE...
AH! SE ELA ISSE ONDE EU ISSE...
QUEM DERA EU PUDERA FOR.

EU QUIS QUE ELA ME QUERESSE
E NÃO TESSE SÓ INTERESSE
NOS PRESENTES QUE LHE TRUSSE
OU NA GRANA QUE LHE DASSE.

ELA DEU-ME UM ABRAÇO E DISSE:
QUE EU DELA ESQUECISSE,
SE HAVESSE COMPROMISSO,
SE ALGUÉM VESSE E CONTASSE,
SE O MARIDO DELA SOUBISSE
E SE EU ESTASSE POR PERTO
É CERTO QUE EU MORRISSE.

PEDIU-ME, ENTÃO, QUE ESPERASSE,
QUE PACIÊNCIA EU TIVESSE
ATÉ QUE O ESPOSO A DEIXASSE
OU QUE ELA ENVIUVESSE.

É ótimo para declamar. Tente fazê-lo pra sentir toda a poesia desses versos.

4 comentários:

leila castro disse...

Ai, que eu sesse uma musa....

Beijos!

LACERDA disse...

Achei que estava pequeno e incluí mais alguns versos.

leila castro disse...

Eu gostava do mesmo jeito! Era só o que eu queria que tu soubisse. Mesmo que tu não escutisse.

LACERDA disse...

O melhor de tudo é o poema de Olegário Mariano, um imortal da ABL com a coragem de escrever daquela forma.
Será que eu serei convidado para me imortalizar na AMLA.
Aviso logo que não aceitarei.