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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

SOLIDARIEDADE E INTOLERÂNCIA

Exemplo de respeito e solidariedade nos deram mais uma vez as escolas de samba. As que não sofreram prejuízos pelo incêndio que atingiu a Grande Rio, Portela e União da Ilha, apressaram-se em oferecer-lhes mão-de-obra e material para recuperar os danos sofridos.
Sempre foi assim: as escolas, como seus componentes e torcedores, são adversárias, jamais foram inimigas.
Lembro-me do dia em que faltaram talabartes para a Mocidade desfilar logo após à Unidos da Tijuca. Corremos à praça da Apoteose, a Tijuca terminava o seu desfile e não hesitou em nos ceder os seus. Voltamos correndo para a concentração com duas centenas de talabartes nas costas sob um tremenda vaia das arquibancadas. Mas a Mocidade pôde desfilar com toda a sua bateria.
Outros exemplos de respeito e solidariedade vemos sempre na apuração. Respeito pelos vencedores e solidariedade com os vencidos e com os rebaixados. Alguns reclamam de uma nota ou outra, mas sempre cumprimentam os vencedores com a maior dignidade. Não ocorrem ofensas e acusações, nem qualquer violência nem mesmo entre os torcedores.
Não foi o que vimos em São Paulo após o jogo em que o Palmeiras perdeu para o Corinthians. Lá, o que se viu foi a intolerância fascistóide de vândalos ensandecidos que tentaram invadir um prédio onde, em uma das janelas, havia uma bandeira do Corinthians desfraldada. Arrancaram o portão, danificaram o porteiro eletrônico, arremessaram pedras, ofenderam o zelador e os moradores.
Aqui, em Itacuruçá e Muriqui, alguns intolerantes fizeram quase o mesmo. Em carros de som, ofenderam, debocharam, caçoaram e ameaçaram quem não votou no candidato vitorioso. Claro que essa reação partiu somente de gente estúpida e antidemocrática – certamente habitantes das fossas sépticas do Orkut - que não consegue conviver com o contraditório.
Gente pequena que não consegue ver que o Capixaba não merece isso.

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