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domingo, 31 de outubro de 2010

O DRAMA DA FARSA TRAGICÔMICA DO 2º TURNO

O povo decidiu! E mais uma vez a opinião publicada foi derrotada pela opinião pública. Agora é Dilma quem dará continuidade ao projeto político que está transformando o país em uma grande nação.
Para consternação geral daqueles que disseram não acreditar em pesquisas – e, também, dos infames fariseus, dos desprezíveis neofascistas, dos bispos, padres e pastores pré-históricos e obscenos, dos fundamentalistas religiosos, dos blogueiros medíocres de parco intelecto, dos sórdidos malafaias e bolsonaros, dos repugnantes torturadores aposentados, dos fósseis ainda vivos da funesta ditadura militar, dos preconceituosos que odeiam o Lula, das frustradas mulheres mal resolvidas – as urnas confirmaram os índices de todos os institutos de pesquisas neste segundo turno.
Segundo turno que se constituiu em uma farsa tragicômica patrocinada pela Natura e pela igreja medieval - com seus debates inúteis na TV, com uma campanha eleitoral imunda e indigna da democracia, com o atentado da bolinha de papel, com a manipulação da imprensa mercenária e corrupta, com a acusação sobre o aborto por quem o praticou, com a hipocrisia, o cinismo, a esquizofrenia, as mentiras, as baixarias, as apelações e o desespero de quem sempre soube estar derrotado. Derrotado pela quarta vez por Lula.
Essa farsa tragicômica para mim foi um drama difícil de suportar. Mas, chegamos hoje a um final feliz.
E agora que a “terrorista assassina” venceu as eleições, prestenção no que vai ocorrer no país quando ela assumir a presidência.
Depois, não diga que o Serra não avisou nesta última patifaria de sua campanha: o vídeo abaixo.

Como se vê no vídeo, o Serra mais uma vez foge para o exterior. Tal como em abril de 1964 ele fugiu à luta covardemente. E somente voltou ao Brasil em 1978 quando Geisel, enfrentando a linha-dura, extinguiu o AI-5 e deu início à abertura política.
E o fariseu calhorda ainda vivia cantando aquela parte do hino que diz:
“Verás que um filho teu não foge à luta nem teme, quem te adora, a própria morte”.

MULHER BRASILEIRA

Esta vai para todas as mulheres bem resolvidas, guerreiras que superam seus preconceitos e sabem levar a vida sem machismo e radicalismo. Mulheres que se orgulham de ser mulher e que sentem-se vitoriosas ao ver a vitória de uma outra mulher como elas.

sábado, 30 de outubro de 2010

DEPOIMENTOS FEMININOS

ÂNGELA MENDES: em primeiro lugar, a filha de Chico Mendes

HILDEGARD ANGEL: jornalista (filha de Zuzu Angel e irmão de Stuart Angel, assassinados pela ditadura)

MARILENA CHAUÍ: filósofa e professora da USP fala de democracia

MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES: economista e professora fala da ex-aluna

NITA FREIRE: educadora (viúva de Paulo Freire)

ISABEL NORONHA: presidente do Sindicato dos Professores de São Paulo

GRAÇA HOEBEL: professora

PROFESSORA DA UFRJ

PROFESSORAS DE SÃO PAULO

ALDA SOARES: ex-juiza do TRE de São Paulo

CRISTINA PEREIRA: atriz

BETH CARVALHO: cantora popular

ROSEMARY: cantora

MARGARETH MENEZES: cantora

LECI BRANDÃO: sambista, cantora e compositora (eleita deputada estadual em São Paulo)

ALCIONE: cantora fala sobre ser mulher

SÔNIA MACEDO: amiga de infância

DILMA ROUSSEFF: por ela mesma, respondendo ao senador Agripino Maia que a acusou de ter mentido na ditadura

DEPOIMENTOS MASCULINOS

CHICO BUARQUE: unanimidade nacional entre as mulheres

GILBERTO GIL, cantor, compositor e ex-Ministro da Cultura que apoiou Marina

FERNANDO MORAIS: escritor (já li todos os livros dele)

JOELMIR BETING: parece que mudou de lado

AK’JABOUR, cacique geral dos Caiapós

AUGUSTO CHAGAS, presidente da UNE

FREI BETO, escritor, filósofo, teólogo - que apoiou Marina - em ato de apoio à Dilma na PUC-SP

LEONARDO BOFF, escritor, teólogo e religioso que apoiou Marina

PASTOR MANOEL FERREIRA, líder da Assembléia de Deus

CÉSAR AUGUSTO, apóstolo protestante

IRMÃO LÁZARO, cantor evangélico

ALCEU VALENÇA, músico, cantor e compositor

CHICO CÉSAR, cantor e compositor (publicitário também)

ANTÔNIO PITANGA, “ex-primeiro damo” do Rio de Janeiro

ANTÔNIO GRASSI, ator e ativista político

MARTINHO DA VILA, cantor e compositor

UM TRABALHADOR DA REFINARIA BAIANA

JOÃO BATISTA INOCENTINI, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados
EPITÁCIO LUIZ EPAMINONDAS, presidente do Sindicato de Aposentados, Pensionistas e Idosos
WARLEY MARTINS GONÇALVES, pres. da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas

EMIR SADER, sociólogo e cientista

WAGNER TISO, compositor do jingle Lula lá

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

SERRA, O RUFIÃO CANALHA

Além de cínico, hipócrita, mentiroso e esquizofrênico, Serra é também um rufião canalha.
Leiam o que ele disse ontem: “Se você é uma menina bonita, tem que conseguir 15 votos. Pegue a lista de pretendentes e mande um e-mail. Fale que quem votar em mim tem mais chance com você”. Está no site do Uol, leia aqui.
Fico eu aqui exaltando as mulheres e ele cria um novo tipo de rufião, o cafetão eleitoral. Inventa a prostituição pelo voto e convoca as meninas bonitas a entregar-se à devassidão política. E não quer nada com as que ele considera feias, talvez porque ache que não tenham pretendentes.
Obriga-me a baixar o nível do blog: se você é bonita, saia por aí comprando votos para ele em troca de uma transa sexual. Até domingo, aí pelas 16 horas, dá para umas 15 relações.
Mas, se você se sentiu ofendida com a imposição dele ou se você for feia – o que eu não acredito – vote na Dilma 13.
E não caia na conversa de que o cafetão eleitoral é mais preparado. É mentira. Está aí uma prova.
A Dilma está há oito anos no governo Lula. Ninguém está mais bem preparada do que ela. E lembre-se que o Lula não tinha preparo nenhum quando assumiu.

BERTHA LUTZ e ARACY GUIMARÃES ROSA

BERTHA LUTZ
Bertha Maria Júlia Lutz nasceu em São Paulo no dia 2 de agosto de 1894, filha da enfermeira inglesa Amy Fowler e do cientista e pioneiro da medicina tropical Adolfo Lutz. É conhecida como a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras. A ela, as mulheres brasileiras devem a aprovação da legislação que lhes outorgou o direito de votar e serem votadas.
Educada na Europa, tomou contato com a campanha sufragista inglesa. Voltando ao Brasil, em 1918, formada em Biologia pela Sorbonne, ingressou por concurso público como bióloga no Museu Nacional. Foi a segunda mulher a ingressar no serviço público brasileiro.
Bertha, ao lado de outras pioneiras, empenhou-se na luta pelo voto feminino. Criou, em 1919, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher que foi o embrião da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.
Em 1922, representou as brasileiras na assembléia-geral da Liga das Mulheres Eleitoras, nos Estados Unidos, sendo eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana.
Somente dez anos depois do ingresso das brasileiras na Liga das Mulheres Eleitoras, em 1932, por decreto-lei do presidente Getúlio Vargas, foi estabelecido o direito de voto feminino. Antes disso, as mulheres eram consideradas cidadãs de segunda classe: não podiam votar nem serem votadas.
Candidatou-se, então, e, após fracassar em duas eleições - quando o machismo da época a massacrou com ofensas e acusações infundadas - foi eleita primeira suplente de deputado federal em 1934. Em 1936, assumiu o mandato devido à morte do titular, Cândido Pereira. Em 1937, com o golpe do Estado Novo, perdeu o mandato.
Sua atuação parlamentar foi marcada por propostas de mudança na legislação referente ao trabalho da mulher e do menor, visando, além de igualdade salarial, a isenção do serviço militar, a licença de 3 meses para a gestante e a redução da jornada de trabalho, então, de 13 horas.
Com a implantação da ditadura civil, em novembro de 1937, e o fechamento das casas legislativas, Bertha Lutz permaneceu ocupando importantes cargos públicos como a chefia do setor de botânica do Museu Nacional, cargo no qual se aposentou em 1964.
No ano de 1975, Ano Internacional da Mulher, estabelecido pela ONU, Bertha foi convidada pelo governo brasileiro a integrar a delegação do país no primeiro Congresso Internacional da Mulher, realizado na capital do México. Foi seu último ato público em defesa da condição feminina.
Bertha Lutz - uma mulher de fibra - faleceu no Rio de Janeiro em 16 de setembro de 1976.

ARACY GUIMARÃES ROSA
A companheira de João Guimarães Rosa no período mais criativo de sua vida – nascida no Paraná, em 20/04/1908 - foi responsável pela salvação de centenas de vidas de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Burlando as leis do Estado Novo, ela conseguiu vistos para refugiados judeus que assim puderam entrar no Brasil (aqui você lê o texto completo).
“A Aracy, minha mulher, Ara, pertence este livro”. Com esta dedicatória, começa um dos maiores fenômenos da literatura mundial, Grande Sertão: Veredas, a obra-prima de João Guimarães Rosa. No entanto, ao se comemorar, em 2006, os 50 anos da sua publicação, pouco se falou sobre esta mulher. Mas há motivos de sobra para manter viva a chama da memória de Aracy.
Bonita, culta e corajosa - filha de pai português e mãe alemã - Dona Aracy, como é chamada, salvou judeus na Alemanha nazista, enfrentou as leis anti-semitas do Estado Novo e ainda escondeu perseguidos políticos durante a ditadura militar brasileira.
Enfrentou, portanto, três regimes autoritários reconhecidos por sua violência. Em Hamburgo, no final da década de 30, como funcionária do consulado brasileiro, ajudou refugiados judeus a saírem da Alemanha, conseguindo vistos para centenas de pessoas, apesar da lei que proibia a entrada de imigrantes judeus no Brasil.
Por isso, ganhou homenagens nos Museu do Holocausto de Jerusalém e de Washington e é conhecida pela comunidade judaica de São Paulo como o “Anjo de Hamburgo”. Para o judaísmo, quem salva uma vida salva a humanidade.
Depois, na década de 60, escondeu em seu apartamento de Copacabana o cantor e compositor Geraldo Vandré – compositor de Pra não dizer que não falei de flores - que foi perseguido pela ditadura militar depois do AI-5.
Aracy é a única mulher homenageada no Museu do Holocausto de Jerusalém como um dos 18 diplomatas (ou funcionários diplomáticos) que ajudaram a salvar vidas de judeus. É também o único nome de uma funcionária consular, e não de embaixador ou cônsul, o que só aumenta a dimensão do risco que correu. Ela enfrentou o nazismo sem gozar das imunidades garantidas aos outros diplomatas homenageados, todos de escalões mais altos.
Aracy de Carvalho Guimarães Rosa casou-se jovem com Johan von Tess, também descendente de alemães, ainda nos anos 30. Mas o casamento durou apenas cinco anos e terminou em desquite amigável.
No Brasil fortemente machista da época, não era fácil para uma mulher separar-se do marido. Por isso, foi para a Alemanha com o único filho do primeiro casamento, Eduardo Tess, morar com uma tia. Falava bem alemão, inglês e francês. Conseguiu uma nomeação para o consulado brasileiro em Hamburgo. Entre outras atribuições, era encarregada da seção de vistos.
Por coincidência, foi no mesmo ano em que entrou em vigor a tristemente célebre Circular Secreta 1.127 que restringia a entrada de judeus no Brasil. Getúlio Vargas, agora investido de plenos poderes com o Estado Novo, fora convencido pela propaganda nazista de que os judeus eram perigosos. Eram comunistas – como Olga Benário Prestes que ele entregou à Gestapo – ou capitalistas que manipulavam o poder econômico mundial. Em todo caso, indesejáveis na formação da nação brasileira.
Contrariando as ordens do Itamaraty, Aracy criou esquemas para burlar a atenção do cônsul geral, salvando assim a vida de centenas de judeus.
Guimarães Rosa sabia o que Aracy fazia com grande risco. “Como cônsul adjunto, ele não era responsável pelos vistos, mas sabia o que minha mãe estava fazendo. E apoiava” - diz o filho Eduardo - “os vistos eram assinados pelo cônsul geral”.

Hoje, dona Aracy, aos 102 anos, ainda vive em São Paulo. No Rio, uma creche municipal no Catete, na rua Bento Lisboa, tem o seu nome.
A história de Aracy é digna de um filme. Como o Lista de Schindler. Mas, ela é mulher...
Porém, está chegando o dia em que mulheres heróicas e todas as outras mulheres terão o devido reconhecimento. O machismo está chegando ao fim, principalmente entre os homens.
Dilma 13 é um voto a favor de todas as mulheres. E contra o machismo.

P.S.: “Se você é uma menina bonita, tem que conseguir 15 votos. Pegue a lista de pretendentes e mande um e-mail. Fale que quem votar em mim tem mais chance com você”, pediu o presidenciável tucano, José Serra, diante de simpatizantes em Uberlândia (MG), nesta quinta-feira (28).
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/28/serra-pede-que-mineiras-conquistem-votos-de-seus-pretendentes.jhtm
Sem comentários.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

CANTO DE OSSANHA

O homem que diz sou não é porque quem é mesmo não diz.

O sincretismo religioso associa Ossanha ao santo católico do dia de hoje: São Judas Tadeu.
Mas, não é sobre isso que eu quero falar. É sobre os versos de Vinícius para o Canto de Ossanha. Principalmente aquele que cito no início deste texto.
Sempre lembrei dele cada vez que vi o hipócrita, mentiroso, esquizofrênico falar que é um verdadeiro santo:
“Sou honrado, digno, decente, honesto, íntegro, eu sou do bem”.
Quem é capaz de sair por aí afirmando isso? Só mesmo quem não é, porque quem é mesmo não diz.
“Eu nunca estive metido em falcatruas e maracutaias”, continuava ele inteiramente fora da realidade.
E o caso dos “sanguessugas”, das ambulâncias, as propinas das privatizações, o avanço da dengue, as relações perigosas com Ricardo Sérgio de Oliveira, Gregório Marin Preciado, José Roberto Arruda, Vladimir Antonio Rioli, etc, as propinas da Alston em banco suiço que atingem US$ 430 milhões (aqui), os contratos irregulares de R$ 556 milhões do metrô de São Paulo (aqui), as novas licitações para o metrô que estão na pauta dos jornais paulistas, as atividades da filha com a irmã do Daniel Dantas.
E o Paulo Preto que sumiu com R$ 4 milhões do caixa 2 da campanha – como acusou Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB – e que ele afirmou não conhecer (aqui e aqui), mas que depois de ameaçado pelo próprio – “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro" – o hipócrita mentiroso saiu em sua defesa afirmando que se tratava de um homem íntegro e competente.
Serra, o íntegro ficha limpa, é réu em 17 processos na Justiça Federal e na Estadual de São Paulo, alguns por improbidade administrativa (corrupção, na intimidade).
No TRF1 (Justiça Federal do Distrito Federal):
1) Processo nº 2000.34.00.033429-7 (Improbidade Administrativa)
2) Processo nº 2002.34.00.007485-9 (Ação Popular, atos administrativos)
3) Processo nº 2009.34.00.030112-0 (Improbidade Administrativa)
4) Processo nº 94.00.11899-6 (Improbidade Administrativa)
5) Processo nº 2003.34.00.039140-7 (Improbidade Administrativa)
No TRF3 (Justiça Federal de São Paulo):
6) Processo nº 2005.03.00.091802-3 e Processo nº 2006.03.00.105675-0 (parecem ser sobre a mesma coisa) - Agravo de Instrumento
No TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo):
7) Processo nº 993.05.064371-9 (Calúnia, Injúria e difamação)
8) Processo nº 050.06.039436-6 (Crime de Imprensa)
9) Processo nº 993.05.037241-3 (Crimes de responsabilidades)
10) Processo nº 050.10.043792-3 (Interpelação)
11) Processo nº 994.07.003423-6 (Interpelação)
12) Processo nº 994.07.003424-4 (Interpelação)
13) Processo nº 994.07.003425-0 (Interpelação)
14) Processo nº 994.08.001595-0
15) Processo nº 990.09.268296-2
16) Processo nº 994.08.001595-0 (Superlotação Cadeias Públicas)
17) Processo nº 994.08.001598-6 (Superlotação Cadeias Públicas)
Felizmente, amanhã é o último dia dessa campanha suja e eu estarei livre de ouvir alguém a repetir diariamente que é honesto.
É como diz Vinicius: “Se é canto de Ossanha, não vá que muito vai se arrepender. Eu só vou se for pra ver uma estrela aparecer na manhã de um novo amor.”
Essa estrela tem o número 13 e o novo amor de todo o povo será a Dilma.

A IMPLOSÃO DA MENTIRA

Este poema de Affonso Romano de Sant'Anna foi publicado inicialmente no JB, em 1984, quando ocorreu a explosão da bomba no RioCentro. A bomba era pra explodir dentro do RioCentro onde se concentravam milhares de jovens no show de artistas em comemoração ao dia primeiro de maio.
Felizmente, a bomba explodiu dentro do carro dos militares que levavam o artefato. Explodiu no colo deles, matando o sargento e destruindo os genitais do tenente. A ditadura, em seu melancólico final, mentiu afirmando que os dois foram alvo de um atentado.
Tem tudo a ver com a contrafação que rola na atual campanha do hipócrita, mentiroso, cínico e esquizofrênico que mente irracionalmente.

Fragmento 1
Mentiram-me.
Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente.
Mentem de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente mentem.
Mentem tão nacional/mente que acham que mentindo
história afora vão enganar a morte eterna/mente.
Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases falam.
E desfilam de tal modo nuas que mesmo um cego pode ver
a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura.
Mas não se chega à verdade pela mentira,
nem à democracia pela ditadura.


Fragmento 2
Evidente/mente a crer nos que me mentem
uma flor nasceu em Hiroshima
e em Auschwitz havia um circo permanente.
Mentem. Mentem caricatural-mente.
Mentem como a careca mente ao pente,
mentem como a dentadura mente ao dente,
mentem como a carroça à besta em frente,
mentem como a doença ao doente,
mentem clara/mente
como o espelho transparente.
Mentem deslavadamente,
como nenhuma lavadeira mente
ao ver a nódoa sobre o linho.
Mentem com a cara limpa
e nas mãos o sangue quente.
Mentem ardente/mente como um doente
em seus instantes de febre.
Mentem fabulosa/mente como o caçador
que quer passar gato por lebre.
E nessa trilha de mentiras a caça
é que caça o caçador com a armadilha.
E assim cada qual
mente industrial/mente,
mente partidária/mente,
mente incivil/mente,
mente tropical/mente,
mente incontinente/mente,
mente hereditária/mente,
mente, mente, mente.
E de tanto mentir tão brava/mente
constroem um país de mentira diária/mente.

Fragmento 3
Mentem no passado. E no presente passam a mentira a limpo.
E no futuro mentem novamente.
Mentem fazendo o sol girar em torno à terra medieval/mente.
Por isto, desta vez, não é Galileu quem mente
mas o tribunal que o julga herege/mente.
Mentem como se Colombo partindo do Ocidente para o Oriente
pudesse descobrir de mentira um continente.
Mentem desde Cabral, em calmaria, viajando pelo avesso,
iludindo a corrente em curso, transformando a história do país
num acidente de percurso.

Fragmento 4
Tanta mentira assim industriada
me faz partir para o deserto penitente/mente
ou me exilar com Mozart musical/mente
em harpas e oboés, como um solista vegetal
que absorve a vida indiferente.
Penso nos animais que nunca mentem.
mesmo se têm um caçador a sua frente.
Penso nos pássaros cuja verdade do canto nos toca
matinalmente.
Penso nas flores cuja verdade das cores escorre no mel
silvestremente.
Penso no sol que morre diariamente
jorrando luz, embora tenha a noite pela frente.

Fragmento 5
Página branca onde escrevo.
Único espaço de verdade que me resta.
Onde transcrevo o arroubo, a esperança,
e onde tarde ou cedo deposito meu espanto e medo.
Para tanta mentira só mesmo um poema
explosivo-conotativo onde o advérbio e o adjetivo
não mentem ao substantivo
e a rima rebenta a frase numa explosão da verdade.
E a mentira repulsiva se não explode pra fora
pra dentro explode implosiva.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PARABÉNS, LULINHA

Hoje é o aniversário do Presidente Lula que chega ao final de seu mandato odiado por 3% (três por cento) do povo brasileiro. Somente aqueles pigmeus arrogantes que jamais conseguirão vê-lo como o melhor presidente que já tivemos e que fez a maior revolução social de nossa história.
São os fascistas, bispos pré-históricos, fósseis da TFP, blogueiros medíocres de parco intelecto, donos de jornais e revistas cínicos e mercenários, ex-torturadores saudosos da ditadura, amargurados eleitores dos "bolsonaros" que insistem permanecer em sua campanha nefasta, transferindo o ódio que sentem por Lula para uma mulher heróica.
Gostaria de abraçá-lo como fiz em 2002. Este ano, o meu abraço lhe será dado domingo, na urna, junto com a maioria do eleitorado brasileiro.
Em sua homenagem, reproduzo o vídeo do jovem que participou de sua vitoriosa campanha com um discurso emocionante.

Viva Luiz Inácio Lula da Silva. O operário que quanto mais alto voa ainda mais pequenos lhe parecem aqueles que o odeiam e tentam menosprezá-lo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ESQUIZOFRÊNICA MENTIRA

Ando tão preguiçoso quanto um juiz do TSE, mas a propaganda que vi hoje do hipócrita, cínico e mentiroso beira a psicopatia e me tirou do sério. Até parece que aquela bolinha de papel em sua cabeça afetou as funções psíquicas do infeliz e o fez perder completamente o seu contato com a realidade.
Não acredito que ele pense que o eleitor é tão imbecil para crer que a Dilma entregou o nosso petróleo para 108 empresas nacionais (55) e internacionais (53). Tal afirmação só pode ter origem em algum distúrbio mental.
É por isso que eu defendo – além da Lei da Ficha Limpa – um nova lei, a da Ficha Médica para quem quiser se candidatar a qualquer cargo político.
Porra! Só mesmo gritando: PORRA! Que estupidez! Não é mais cinismo nem hipocrisia, é estupidez mesmo. Ou é esquizofrenia.
A Lei ordinária nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, que também ficou conhecida como Lei do Petróleo foi sancionada por FHC, revogando a lei anterior de 1953. É a lei que marca o fim do monopólio estatal do petróleo - nas atividades relacionadas à prospecção, exploração, produção, refino e transporte - que era exercido pela Petrobras até aquela data, conforme autorizado pela Lei nº 2004, de 1953.
Desta forma, foi concedida às demais empresas da área petrolífera, nacionais e estrangeiras, a possibilidade de atuar em todos os elos da cadeia do petróleo (Wikipedia).
Como a exploração petrolífera exigia grande esforço e investimento, a Petrobras estava descaptalizada e era considerada uma atividade de risco, a Lei 9478 implantou o regime de concessão em 1997 para quem tivesse a disposição e a coragem de explorar petróleo no Brasil. O Estado cobraria apenas uma comissão pelo petróleo encontrado e extraído do subsolo e do mar brasileiros.
O governo Lula vinha cumprindo essa Lei e permitiu que dezenas de empresas explorassem o petróleo por sua conta e risco, tal como ocorria desde 1997. É isso que a propaganda estupidamente afirma ser a entrega do nosso petróleo às 108 empresas nacionais e internacionais.
Com a descoberta do pré-sal, porém, não mais existe risco na exploração petrolífera.
Lula, então, mudou a Lei, criando o regime de partilha. Isto é, alguns campos serão cedidos para a exploração por empresas nacionais e estrangeiras que entregarão ao Estado todo o petróleo extraído e receberão uma comissão pelo serviço prestado.
Inverteram-se, portanto, as posições. Isto porque é tanto petróleo – talvez, vinte bilhões de barris – em área tão extensa que nem a Petrobras nem empresa alguma terá condições de explorar isoladamente.
Mas, o partido do hipócrita mentiroso lutou no Congresso para manter o esquema anterior e entregar o pré-sal às empresas nacionais e internacionais em regime de concessão em troca apenas de uma comissão para o Estado.
Dessa vez, o TSE terá que dar direito de resposta à Dilma e não apenas proibir a propaganda do repasse zero para as APAEs que foi outra mentira do hipócrita mentiroso. E por falar em mentira, acessem o novo link que hoje incluí na relação de "Blogs que leio sempre", o Espalhe a verdade.
Agora, eu posso ir dormir tranquilo e voltar a minha judiciária preguiça.

POR QUE DILMA?

Não costumo copiar textos de outros blogueiros. Apenas dou umas lambidas de vez em quando. Mas, o Miguel do Rosário - escritor como eu tento ser; tradutor como já fui e quase ateu, graças a Deus, como eu sou - escreveu hoje em seu blog "Óleo do Diabo" o texto que segue em azul e com o qual concordo integralmente. Por isso e por andar meio preguiçoso, reproduzo-o.

Por que Dilma?
Tenho pensado há semanas o que escrever, e mais intensamente nos últimos dias, mas aí me sobrevêm tantas razões que meu cérebro logo se sobrecarrega e curto-circuita. Não gostaria de repetir a numeralha que já consta em toda parte. Ontem passei o dia refletindo. Todas as coisas grandiosas e apaixonantes da minha vida desabaram-me sobre a cabeça: os clássicos da literatura, as batalhas pela liberdade, as revoluções sociais.
Tudo me leva a votar em Dilma Rousseff, pelo que ela representa, não apenas para o Brasil, mas para todo o planeta. Uma mulher de esquerda, obcecada em libertar o Brasil da miséria. Uma mulher inteligente, capaz, honesta, uma das principais responsáveis por um governo bem avaliado por 82% dos brasileiros.
Entretanto, além das razões sociológicas e políticas que me levam a acreditar que a petista é uma opção infinitamente melhor que José Serra, por todo o apoio que traz dos movimentos sociais, dos sindicatos, pela maior base política no Congresso e no Senado, pelo apoio quase consensual entre os reitores das universades públicas, pela preferência esmagadora do sofrido nordeste, região com a qual o Brasil tem uma dívida de sangue indelével (pelos milhões e milhões que morreram de fome e sede sem que os governos nada fizessem), além de todas essas razões, há uma outra ainda, muito importante, decisiva, uma razão moral, que açambarca todas.
Serra, candidato do egoísmo dos ricos e da classe média emergente, já deixou claro que não tem nenhum caráter, escrúpulo, ética ou moral. Sua campanha é suja, eleitoreira, enganadora e hipócrita. Sua promessa de acrescentar um décimo terceiro para o bolsa-família soa como escárnio. Não apenas é uma medida tosca que traria descrédito a um programa que o Banco Mundial planeja financiar no mundo inteiro, como é um intolerável desrespeito para com as pessoas e instituições que estudam, pesquisam e acompanham os programas sociais, que não foram ouvidas pelo tucano que aliás não ouve ninguém - suas decisões nascem de ímpetos arbitrários, bruscos, autocráticos, solitários, surgidos sabe-se-lá a que horas da madrugada. A mesma coisa vale para o salário mínimo. Outro escárnio. Serra cuspiu na cara da bancada sindical, dos próprios sindicatos e centrais, e dos trabalhadores. Tudo o que os trabalhadores não querem é que o salário mínimo seja decidido como um decreto real, para baixo ou para cima, e por isso as forças políticas, numa discussão que envolveu também os grandes empregadores, conseguiram chegar a uma solução salomônica, inteligente e constitucional, que é dar um aumento de salário correspondente ao crescimento do PIB do país no ano anterior. E o que faz Serra? Através de um cálculo maluco onde só entram naturalmente os seus interesses eleitoreiros, promete um salário de R$ 600, pondo por terra as delicadas negociações para que o salário mínimo não fique à mercê das arbitrariedades e conveniências políticas de uma pessoa só, ou seja, do presidente da república.
E agora tivemos o episódio da bolinha de papel. Que importa se foram duas bolinhas, ou se foi uma bolinha e um durex? O mais grave nesse caso é o esforço vil de manipular as eleições, de produzir um clima de caos e violência. Afinal, mesmo que Serra levasse uma pedrada na cabeça, que culpa teria Dilma Rousseff? Por que Serra marcou passeata em frente aos matamosquitos, uma categoria traumatizada pelos desmandos cruéis e autoritários desse mau-caráter? Quando ministro da Saúde, Serra demitiu 5.600 matamosquitos, sumariamente. Isso não se faz. Foi um crime! Cinco deles se suicidaram! O tucano sequer lhes ofereceu um plano de realocação profissional. E daí vem fazer passeata diante do sindicato deles? É um provocador!
Serra é um crápula. Um homem violento, que manda espancar professores e alunos, que joga polícia civil contra polícia militar. Que não dialoga com ninguém. Nas circunstâncias em que irá governar, sem base no Congresso e fraco no Senado, a sua incapacidade para o diálogo o transformará num perigo para as instituições brasileiras.
Outro argumento para votar em Dilma diz respeito à política internacional. O campo político de Lula e Dilma representa a aposta no fortalecimento da ONU, das instituições multilaterais, no respeito às nações em desenvolvimento. Já Serra representa a submissão à Washington e a truculência para com os países pobres, como ele tem deixado bem claro em suas violências contra a Bolívia. Sem medo de parecer exagerado ou patético, o Brasil simboliza a esperança de paz no mundo e a intervenção de Lula nos esforços americanos para isolar e agredir o Irã mostraram isso. A Europa, por mais humanista que seja na aparência, traz no fundo de sua alma um ranço fascista e covarde. As lideranças européias curvam-se sistematicamente aos interesses da Casa Branca no oriente médio, até porque tem os mesmos interesses. Não fosse o silêncio obsequioso, ou mesmo o apoio tácito, da parte da Europa, os Estados Unidos não teriam feito as cagadas que fez no Iraque. Além disso, a Europa carrega uma culpa que não quer expiar e parece não ter energia para tentar resolver, que é a África, continente vizinho que despeja milhões de imigrantes nos países ricos, os quais nunca chegaram a um acordo sobre a melhor maneira de reduzir a miséria e o sofrimento dos africanos. Por isso Lula é tão idolatrado na Europa, porque ele sabe que é preciso resolver o problema da África, e que o mundo não pode retroceder à Idade Média com países semelhando as cidadelas fortemente muradas de outrora. Lula representa esse novo mundo, libertário, que deseja encarar os problemas sociais da humanidade de frente, com bravura, criatividade e inteligência.
Dilma é a sequência de Lula. Serra é o reverso, o egoísmo militante, orgulhoso, retrógrado, burro e medieval, dos segmentos satisfeitos, ingratos, que depois de conseguir o que desejavam (um carro? uma casa? um laptop?), não querem que ninguém mais consiga, deleitando-se com essa superioridade artificial, comprada, vulgar.
Por isso fico tão indignado que esses bispos que falam mal de Dilma. São representantes de um clero atrasado, inquisitorial, soberbo, insensível à maior humilhação que pode passar um ser humano, que é a miséria. Ainda bem que uma boa parcela da Igreja Católica e dos evangélicos insurgiu-se contra essa patifaria pseudo-religiosa e declararam, orgulhosamente, apoio à candidata do PT, um partido que sempre defendeu os pobres.
Eu voto em Dilma porque a sua eleição representará uma vitória contra a ditadura, esse fantasma que ainda nos assombra e contra o qual, pelo jeito, continuaremos lutando por muitas décadas. As forças que se mobilizam contra a esquerda hoje, contra Dilma, são as mesmas que se mobilizaram contra João Goulart em 1964, e são as mesmas que o derrubaram. O falso moralismo, o jornalismo de escândalos, a classe média egoísta, os jornais, a história se repete, farsescamente. Voltaram inclusive os mesmos bordões antissindicais, os mesmos temores ideológicos. De maneira que não está apenas em jogo a vitória ou não do PT, e sim a consolidação de valores democráticos, do que NÓS ENTENDEMOS COMO VALORES DEMOCRÁTICOS e não o que pensam os donos de jornal. A democracia sempre se caracterizou como um regime político dinâmico, flexível, com leis atualizadas à luz das novas circunstâncias sociais e econômicas da cidade. Ou seja, o contrário da concepção de democracia que os segmentos conservadores defendem, uma democracia fechada, estática, impopular.
Na verdade, eu voto em Dilma porque esse é apenas o primeiro passo. Após a sua vitória, é que a guerra de verdade vai começar. Uma guerra boa, democrática, onde ninguém perderá dinheiro ou vida, porque é uma guerra contra a ignorância, o preconceito e a estupidez, para mostrar a todos que o Brasil pode se tornar uma grande nação, desenvolvida, pacífica e justa, servindo de exemplo para o mundo. Tudo depende, no entanto, desse momento crucial, onde podemos dar um passo à frente nessa direção, desafiando o futuro com nossa intrepidez e talento, ou recuar humilhantemente, tendo que suportar, sem perder contudo a galhardia, quatro anos de batalhas defensivas para preservar o que temos e evitar a venda de nossas riquezas a preço de banana para o exterior - que foi o que os tucanos fizeram na era FHC e certamente tentarão novamente num eventual governo Serra.
Por tudo isso, e mais tantas coisas que encheriam volumes e volumes, eu não apenas voto em Dilma, como estou permanentemente deixando meu ateísmo de lado e orando fervorosamente a Deus e a todos os santos que permitam o Brasil ser feliz, que permitam o Brasil ser livre, que permitam o Brasil ser o que ele merece ser, após séculos e séculos de pobreza e sofrimento. Hasta la victória, meus amigos, com Dilma na cabeça e o Brasil no coração!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

DILMINHAS

A PRESIDENTA QUANDO CRIANÇA.

JÁ LEVAVA JEITO DE FUTURA LIDERANÇA MUNDIAL.

domingo, 24 de outubro de 2010

BENDITA FRUTA

Em uma esquina da Rua do Catete, quase em frente ao Largo do Machado, há uma lanchonete especializada em sucos de frutas. O nome do estabelecimento, por demais criativo, é Bendita Fruta.
Quando o vi, pensei logo na banana. Acho que a grande maioria quando ouve falar em fruta pensa logo na banana. A banana que deu nome a nossa cidade – Mangaratiba - que, em Tupi, significa lugar onde há muita plantação da fruta.
Eu devo ter comido mais de 50 mil bananas na vida. Cerca de dez toneladas. Sem contar as bananadas e as bananas que comi fritas em fatias com açucar e canela, cozidas, assadas, em bolos, etc.
Como a banana in natura no feijão, cozida no cozido português ou à milanesa como acompanhamento do churrasco. Até peixe com banana eu resolvi comer motivado pelo blog de uma amiga virtual (aqui).
Atualmente, eu como banana como se tomasse remédio: uma banana pela manhã, no almoço e no jantar.
Não há fruta melhor que a banana. Custa pouco e existe em todo lugar. É a fruta mais barata que existe. Tem preço de banana. Não é preciso lavá-la para comer, não tem caroço e é facílima de descascar. Não dá bicho na banana. E até quem não possui dentes pode comê-la facilmente. Banana mata a fome e não engorda. Está indicada para todas as idades, até para bebês em fase de desmame.
Procurei na internet e li que a banana proporciona inúmeros benefícios. Três importantes universidades – Cambridge, Berkeley e Twickenham – conduziram estudos partindo da seguinte questão: “Existiria um alimento que fosse quase perfeito e completo na sua composição e que estivesse ao alcance da maioria da população mundial?”
Os pesquisadores concluiram que a banana é este alimento.
   1. É a melhor solução para baixos níveis de energia. Apenas duas bananas fornecem energia para 90 minutos de exercícios extenuantes. É o energético preferido pelos atletas de alta competição.
   2. Contendo muito ferro, a banana estimula a produção de hemoglobina e é ótima para os casos de anemia.
   3. Com elevado teor de potássio e reduzido teor de sódio, a banana é perfeita para combater a pressão alta. O FDA (Federal Drug Administration) autorizou os produtores americanos a informar as qualidades da banana para a redução do risco de pressão alta e enfarte.
   4. A banana aumentou a capacidade mental dos estudantes de uma escola de Twickenham. Eles mantiveram-se mais despertos e mais dispostos ao aprendizado.
   5. A banana tem um elevado teor de fibras que ajudam a normalizar as funções intestinais.
   6. Pesquisa com pessoas que sofrem de depressão demonstrou melhora após dieta rica em bananas. Isto porque a banana contém tripotofan, uma proteína que o organismo converte em serotonina que é reconhecida por relaxar, melhorar o humor e aumentar a sensação de bem-estar.
   7. Uma das formas mais rápidas de curar uma ressaca é beber uma mistura de leite, banana e mel.
   8. A banana tem efeito antiácido natural. Quem sofre de azia deve comer uma banana após a refeição para evitar o problema.
   9. A banana contém elevado teor de vitamina B que acalma o sistema nervoso.
10. Quem sofre de TPM deve esquecer os remédios e comer banana. Ela contém vitamina B6 que regula os níveis de glicose no sangue que afetam o humor.
11. A banana é a única fruta crua que pode ser comida sem problemas por ulcerosos crônicos gástricos ou duodenais pois neutraliza a acidez e reduz a irritação.
12. Nos países nórdicos, as grávidas comem bananas para os bebês nascerem com temperatura baixa. A banana também reduz a temperatura física e emocional de grávidas.
13. A banana pode ajudar aqueles que querem deixar de fumar. Seus elevados níveis de vitaminas C, B1, B6 e B12, além de potássio e magnésio, auxiliam o organismo a se recuperar dos efeitos da retirada da nicotina.
14. O potássio é um mineral vital que ajuda a normalizar os batimentos cardíacos, levando oxigênio ao cérebro e regulando o equilíbrio hídrico do corpo. Quando estamos estressados, os níveis de potássio estão reduzidos e podem ser elevados com a banana.
15. De acordo com pesquisa do New England Journal of Medicine, comer banana regularmente pode reduzir em 40% o risco de morte por enfarte.
16. Dermatologistas afirmam que para eliminar verrugas deve-se colocar a parte interna da casca da banana sobre elas e fixá-la com gaze e esparadrapo.
17. Comendo banana a cada duas horas mantém-se estável o nível de açúcar no sangue.
18. A baixa do nível de potássio para valor inferior a 2.6 pode provocar parada cardíaca e morte súbita nas mulheres em dieta para emagrecimento. O problema pode ser remediado com a ingestão de uma banana por dia.
Agora, podem me questionar: “por que escrever tanto sobre a banana?”
Este blog se tornou politicamente correto? Transformou-se em um blog de aconselhamento alimentar quase medicinal?
Não! Nada disso...
Quis apenas completar o nome daquela lanchonete especializada em sucos e terminar o texto com a seguinte frase: “BANANA, BENDITA FRUTA EM NOSSO VENTRE”.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O JOGO DA BOLINHA DE PAPEL

Acerte a cabeça do fariseu com uma bolinha de papel. Siga o link abaixo e divirta-se: http://www.emoticonscrap.com/bolinhadepapelserra.swf

Com o mouse, pegue a bolinha, mire a cabeça do fariseu e atire com o botão esquerdo.
Não é muito fácil pois o fariseu sempre se esconde por trás do balcão do Jornal Nacional.
Mas, também, não é difícil. O número de pontos obtidos é mostrado em uma tomografia do Hommer.
Tente.
Após jogar, ouça o samba da bolinha de papel no vídeo abaixo:

O ATENTADO N. 2 CONTRA SERRA

A TV Globo, ontem, além de tentar se justificar por não ter mostrado a bolinha de papel que atingiu a cabeça do fariseu, ainda comprou a opinião de um perito mercenário para dar credibilidade a uma afirmação inacreditável de um segundo objeto que atingiu aquela cabeça vazia.
O fariseu afirmou que o segundo objeto tinha o tamanho de uma bola de futebol e que devia pesar meio quilo. Veja a declaração no vídeo abaixo.

Agora veja a justificativa da TV Globo com a reportagem completa exibida ontem no Jornal Nacional.

A partir de dois minutos e quinze segundos da reportagem, pode-se ver o vídeo feito por celular que a Globo afirma comprovar o segundo atentado. Mesmo sendo de péssima qualidade, esse vídeo permitiu que o perito Ricardo Molina afirmasse a sua autenticidade, dizendo que o fariseu foi atingido por um rolo de fita crepe.
Você também pode ser um perito se tentar ver quadro a quadro essa parte do vídeo. Com o botão esquerdo do mouse vá clicando insistentemente para ver cada quadro. Você não verá nenhum objeto voando para atingir a cabeça do fariseu. O máximo que você poderá ver serão os quadros abaixo:
O fariseu é aquele careca de camisa azul
Eles estão caminhando.
Caminhando quadro a quadro.
Aquela cabeça vai sumindo
por trás da cabeça do fariseu.
Aquela cabeça sumiu.
Sumiu completamente.
Artifacts são artefatos eletrônicos digitais.
Esse quadro foi mostrado pela Globo e confirmado
pelo "perito" como o segundo atentado.
O fariseu nada sente com o segundo atentado.
E continua caminhando tranquilamente.
O fariseu foi encoberto pelo cabeção aí na frente.
E começa a aparecer de novo.
Sempre caminhando como se não tivesse sofrido um atentado.
Tranquilão. Cadê as mãos na cabeça?

O segundo atentado não existiu?

Fica claro que um segundo objeto não atingiu o fariseu. 

E a passeata continua.
O que fica claro é que a Globo apenas quis iludir os incautos eleitores do fariseu.

Você viu algo se dirigindo pelo ar para a cabeça do fariseu? Algo assim como uma bola de futebol e que pesa meio quilo? O que a Globo e o fariseu pensam da inteligência do eleitor? E o Molina, quanto recebeu para dar credibilidade ao atentado número dois?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O ATENTADO CONTRA SERRA

O fariseu sabia que não poderia passar incólume no calçadão de Campo Grande por entre militantes do PT e representantes dos cinco mil matamosquitos que ele demitiu quando ministro da saúde. O fariseu se aproveitou para armar um tremendo factóide que recebeu grande espaço no Jornal Nacional.
Houve confusão e enfrentamento. Uma bolinha de papel atingiu a careca do fariseu. Veja o vídeo do SBT.

Pois, o fariseu saiu dali de helicóptero e foi se consultar com o ex-secretário de saúde do Cesar Maia que o encaminhou para uma tomografia computadorizada e lhe recomendou repouso absoluto.
O atentado se resumiu a uma bolinha de papel, mas o tal médico disse o seguinte em O Globo: "Uma pancada como essa poderia ter consequência grave como um edema cerebral."
Entretanto, a demissão dos cinco mil matamosquitos - cujo sindicato fica localizado bem ali no calçadão de Campo Grande - acarretou a invasão da dengue no Rio de Janeiro, um prejuízo de milhões, a morte de vários cidadãos e o suicídio de cinco matamosquitos.
Leiam a notícia na Folha (aqui) e no Estadão (aqui).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

19 DE OUTUBRO

Parece que foi ontem. Mas o ano foi 1972. Era a fase áurea dita mais dura da maldita ditadura. A tortura, a censura, a cana-dura, a amargura, a desventura, a impostura, imperavam.
Era uma loucura o medo da viatura.
Época dos seqüestros de embaixadores para libertar quem não se submeteu à tirania dos generais.
O ex-Gabeira ainda era o Gabeira. O Serra – o jovem fariseu que havia fugido logo nos primeiros dias - vivia no exterior com uma chilena que abortava e matava criancinha. Enquanto a Dilma era torturada nos porões militares. Ela e tantos outros jovens que ficaram para lutar sem medo pela democracia.
Não se escrevia nem se podia falar o que se pensava. A verdade era apenas o ponto de vista dos ditadores. O medo sobrepujava a esperança que já se esvaia. A tristeza invadia até mesmo o carnaval de rua que já chegava ao fim. O luar daquela e de tantas outras primaveras não brilhava mais como antes para inspirar poetas e compositores.
A liberdade restringiu-se somente à liberdade sexual proporcionada pela pílula. Ali teve início a expansão demográfica para criar operários servis e soldados dominadores.
E meu filho nascia naquele 19 de outubro. A alegria ainda tentou espantar minha tristeza, mas eu não via probabilidade de mudança. O arrocho salarial oprimia o trabalhador. Cheguei a pedir que minha mulher se demitisse da Caixa Econômica Federal onde ela recebia pouco mais de um salário mínimo mensal. A curto e médio prazo, tudo tendia a piorar. Meu filho cresceria em ambiente de terror e, talvez, sem o pai para tirar o medo.
Desesperançado, o que poderia eu fazer?
Resolvi fazer um samba. Um samba bem dolente, quase uma súplica àquele que eu via nascer e que ontem o cantou pra mim.
“Cresça meu filho...
Meu filho cresça depressa
Antes que o mundo despeça
Tanta poesia que vai chegando ao fim.
Cresça meu filho, antes que termine a festa...
A vida mostra que somente resta
Pouco de bom e muito de ruim.
Venha ver o último raio de lua,
O último bloco de rua
No último dia de carnaval.
E a passista, em noite de gala,
Com o último dos mestres-sala
Sambar pro povo da geral.
Vem ouvir o último homem sensato
Dizer a verdade de fato
Colhida em tênue lembrança
De um sonho real.
Vem sentir a última, intensa e profana,
Dolente paixão suburbana
Da derradeira virgem total."