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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CHOQUE DE ORDEM EM TODA MANGARATIBA


A reunião, ontem, no Iate Clube de Muriqui, com o delegado da 165ª. DP - Dr. Anderson (foto) - e com o secretário de segurança do município – Marcos Torres - foi excelente.
Mas os que são contra o turismo predatório, contra a muvuca na praia e a poluição sonora, os que reclamam contra as autoridades "que nada fazem", esses, poucos estavam lá. Não prestigiaram quem quer impor a ordem e a Lei em Muriqui. Presença apenas de menos de 50 pessoas entre quiosqueiros e moradores.
O delegado e o secretário de segurança foram firmes, claros e determinados. O Dr. Anderson iniciou a reunião lamentando a pouca presença e afirmando que o sossego, a tranquilidade do morador é algo inquestionável protegido por leis federal, municipal e estadual. Que ele era o guardião dos direitos dos moradores e que fará com que a Lei seja cumprida, não admitindo mais a emissão de som acima dos 85 decibéis permitidos pela Lei Estadual.
Disse mais o Dr. Anderson: que todos os estabelecimentos – quiosques e outros – terão que se adequar obtendo o alvará para funcionamento e permissão da Prefeitura para a apresentação de música ao vivo. Mas, que isso somente ocorrerá após a emissão do seu “nada a opor”. Isto é, para a apresentação de música ao vivo, os estabelecimentos terão que obter a licença da Prefeitura e a permissão dele. Creio que isso significa que não haverá politicagem na concessão de permissões, já que ele assumiu toda a responsabilidade perante a comunidade.
Disse ainda que não estará agindo como um ditador, mas cumprindo a Lei e agindo como o guardião da ordem, dos bons costumes e dos direitos dos moradores em todos os distritos, onde fará reuniões com a comunidade local. E não permitirá que atitudes inconsequentes atraiam para cá o que há de pior no turismo predatório e expulsem os moradores que vieram pela tranquilidade do lugar.
O secretário de segurança afirmou que colocará toda a guarda municipal apoiando as ações do delegado, inclusive combatendo a poluição sonora dos carros de funkeiros com mala aberta. E pediu a ajuda da comunidade para o choque de ordem que será p´ra valer. Para isso, deu o telefone 2789.2321 para o qual deve ser comunicada qualquer transgressão da ordem.
O delegado e o secretário disseram tudo o que eu queria ouvir. Falaram por mim. Não foi preciso que eu dissesse coisa alguma. Seria repetir o óbvio. Apenas agradeci as ações que estão me devolvendo a tranquilidade perdida. Todos temos a obrigação de dar-lhes um crédito de confiança. Vamos todos acreditar no compromisso que eles assumiram com a comunidade. E vamos ajudá-los.
Ao final da reunião, um assessor de quiosqueiro veio me dizer que quem quer sossego deve ir morar na cachoeira e não na beira da praia.
Disse-lhe apenas que a vida me ensinou a não discutir com quem apresenta argumentação tão idiota.

8 comentários:

Fábio disse...

Entendo que os queridos e estimados quiosqueiros têm muito a dar a Muriqui, como sempre deram. Os quiosques são o coração da praia de Muriqui. São a beleza e o espírito da orla da região, assim como em todo o Rio de Janeiro.
Alguns destes empresários, entretanto, estão fazendo tempestade em copo d'água ao contestar a proibição de som alto.
É um erro tolo ficar contra esta medida. Erro tolo, postura inócua, energia desperdiçada... É um erro comum neste meio ficar contra as medidas da autoridade pública que visam o bem comum. É o que aconteceu quando surgiu a lei seca. O sindicato de bares e restaurantes se revoltou, afirmou que muitos garçons perderiam o emprego, empreenderam liminares... no final, a lei seca imperou e os empregos foram mantidos, assim como o movimento dos bares e restaurantes. Em São Paulo, o mesmo se deu com a proibição do fumo nos ambientes fechados e calçadas de bares. Os donos das casas chiaram, disseram que não poderiam ter seu movimento diminuído etc. No final, a proibição do fumo se manteve e as pesquisas mostram que o movimento nos bares não diminuiu nada, absolutamente nada.
Agora, no Rio de Janeiro, a mesma chiadeira, o sindicato de bares e restaurantes entrou com liminar... A proibição se manteve. Terça-feira passada, final de mês fui a uma adega aqui perto de casa e presenciei o gerente avisando às pessoas sentadas nas mesas da calçada que não poderiam fumar. No entanto, as mesas estavam lotadas, como sempre estarão no Rio de Janeiro.
Assim, sugiro aos quiosqueiros que aprendam com as evidências do passado. É uma burrice ficar reclamando e brigando contra isso, principalmente se é uma medida que vale para todos os quiosques. Adaptem-se e tudo continuará como antes: quiosques cheios como sempre foi em Muriqui, mesmo antes dessa moda tosca de música ruim ao vivo. Aproveitem para melhorar o nível dos turistas. É a oportunidade para melhorar a frequência desse lindo balneário.
Deixem de ser bobalhões e bola pra frente que atrás vem gente, se é que vocês me entendem!

Anônimo disse...

Eu participei de um abaixo assinado para manter a música ao vivo nos kiosques. Mas foi um erro. Eu confesso que assinei porque me senti constrangido em ficar contra um amigo dono de kiosque. Peço desculpas porque a verdade é que me sinto incomodado com o som todo final de semana. Acho que as veses a gente fica com vergonha de tomar uma decisão e ir contra um amigo. Foi o que aconteceu.
Mas se eu fosse ele ficava era feliz de poder parar de pagar músicos. É menos uma despesa. E se é pra todo mundo, pra todos os kiosques, melhor ainda. fica todo mundo com música do somzinho! Não pertuba ninguém e todo mundo que tá no local pode curtir uma musica agradavel.
Não vou dizer meu nome, mas posso ser qualquer morador, porque outras pessoas também cometeram o mesmo erro, como já me disseram.,

leila castro disse...

Fábio,
Você e o Lacerda estão corretos nas argumentações. Este assunto já deveria estar esgotado. Mas, volto a questionar somente a tal tolerância zero, quando nada foi feito anteriormente e sendo este governo, uma extensão do mandato anterior.
Se for para mudar, vamos mudar tudo que prejudique os moradores e os turistas que venham aproveitar as belezas de Mangaratiba.
Vamos dar apoio aos quiosqueiros, que muitas vezes receberam estas concessões e não tiveram orientações, já "compraram" de outros (isto é legal?), já encontraram a bagunça generalizada, já se acostumaram a fazer acordos com vereadores, assessores e qualquer Sunda que represente poder em Mangaratiba e hoje não vislumbram outra forma de atrair clientes.

Choques de ordem atrelados a uma política de informação, formação e mudança no próprio perfil turístico do município, seriam mais eficientes e menos questionáveis.

Vamos fazer o caminho inverso, o turista que freqüenta os quiosques que provocam a poluição sonora e é o desordeiro que não se importa com o cocô nas praias e a falta de saneamento básico de nosso município, e quase sempre se instala nas cabeças de porco que poluem visualmente e também estão fora das leis que regem nosso município, que não são fiscalizadas e que formam vielas para esconderijos, que atrairão os donos das gatonetes, que se encherão de dinheiro e aspirarão ser poder constituído, e que atrairão mais moradores, que ganharão novas concessões e que.....

Eu não sou imediatista, nem pragmática. Penso que estamos combatendo as conseqüências e não as causas que fazem nosso município se deteriorar.

Quiosqueiros sem som alto é ótimo, mas não evitarão a poluição ambiental, visual e moral de nosso município.

LACERDA disse...

É um grande erro abrir várias frentes numa guerra. É preciso lutar e vencer batalha por batalha.
O assunto não está esgotado não. Precisamos ficar atentos para que essa vitória seja definitiva.
Você diz que os quiosqueiros já encontraram a bagunça generalizada. Discordo. Aqui, no meu território, a muvuca começou há cerca de um ano e meio.
Quanto as suas outras ponderações, estou de acordo.
Vamos abrir, agora, uma outra frente de luta.
Em tempo, esse Fábio aí em cima é meu filho. Aprendeu a argumentar e a escrever com o pai. E lendo, lendo muito.

leila castro disse...

Lacerda,
Em 1994, já existiam alguns quiosques que vendiam drogas,já existia uma seresta que varava a madrugada,depois vieram outros que tinham Karaokê e a coisa ficou generalizada de 3 anos para cá.
O que você não consegue entender, é que NÃO sou contra o choque de ordem, sou contra resolver o problema SÓ com o choque de ordem.
Não adianta dizer que combatendo a poluição sonora hoje, resolveremos os problemas de nosso município, pois se não podem colocar o som alto com aquela muvuca toda e sem conseguirem vislumbrar uma alternativa, visto que a maioria dos quiosqueiros não tem uma visão macro do negócio que exploram e de nosso município, arrumarão outras formas de atrair aquilo que conhecem como seu público alvo.
Teoricamente, enfrentam-se batalhas uma de cada vez, mas na prática, o bom estrategista se prepara paralelamente ao combate com soluções para que se mantenha a vitória.
Sei que o Fábio é seu filho e acompanho as argumentações dele com toda a atenção que dedico as suas.

attentionno disse...

Espero que Itacuruçá também receba a visita das autoridades, pois o distrito está uma vergonha. Resta saber se os bailes realizados na antiga danceteria King Night, hoje transformada em salão de festas da prefeitura, será fiscalizada, pois "músicas" pornográficas e poluição sonora se tornaram uma constante.

joaquim reis disse...

OLA LACERDA OS DONOS DE QUIOSQUES ESTAO RECLAMANDO MAS PODEM TER CERTEZA QUE RESPEITANDO OS LIMITES DE SOM, A CURTO PRAZO ELES VAO TER DE VOLTA OS CLIENTES QUE ESCUTAM MUSICA E BATEM PAPO, E SAO MUITO MAIS CONSUMISTAS QUE ESTA GALERA, COMO ESTA NAO E POSSIVEL EM 3ANOS FICOU TUDO PODRE. UM ABRACO FORTE PARABENS.

LACERDA disse...

Parabéns às autoridades que estão determinadas a atender os inúmeros apelos dos moradores e devolver-nos a tranquilidade perdida.