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quinta-feira, 23 de abril de 2009

SUPREMO BARRACO


Na discussão entre eles, eu não quero saber quem tem razão. Tô com o negão e não abro.
Gilmar Dantas – Vossa Excelência não tem condições de dar lição a ninguém.
Joaquim Barbosa - E nem Vossa Excelência. Vossa Excelência me respeite, Vossa Excelência não tem condição alguma. Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia à rua, ministro Gilmar! Saia à rua, faz o que eu faço.
Gilmar Dantas – Eu estou na rua, ministro Joaquim.
Joaquim Barbosa - Vossa Excelência não está na rua não, Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso. Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite.
Depois disso, Gilmar Mendes, vulgo Gilmar Dantas - nomeado pelo FHC - exigiu dos outros ministros do STF uma nota de repúdio a Joaquim Barbosa - nomeado pelo Lula. Eles se recusaram e, somente depois de três horas, assinaram uma notinha reafirmando a confiança e o respeito ao chefe.

2 comentários:

QUIOSQUE 14 disse...

VEJAM QUEM É O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA

Joaquim Benedito Barbosa Gomes é o nome dele.

Conhecido como Joaquim Barbosa, apenas, ele é ministro do Supremo Tribunal
Federal do Brasil desde 25 de junho de 2003, quando nomeado pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. É o único negro entre os atuais ministros do
STF. Joaquim Barbosa nasceu no município mineiro de Paracatu em 7 de
outubro de 1954 (54 anos), noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de
oito filhos.

Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando
estes se separaram. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego
na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre
estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na
Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito
do Estado.

Prestou concurso público para Procurador da República e foi aprovado.
Licenciou-se do cargo e foi estudar na França por quatro anos, tendo obtido
seu Mestrado em Direito Público pela Universidade de Paris-II
(Panthéon-Assas) em 1990 e seu Doutorado em Direito Público pela
Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1993.

Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi Visiting Scholar no Human
Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova
York (1999 a 2000), e Visiting Scholar na Universidade da California, Los
Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas
estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na
Alemanha. É fluente em francês, inglês e alemão.

O currículo do ministro do STF Joaquim Barbosa que vocês acabam de ler foi
extraído da Wikipédia, mas pode ser encontrado facilmente nos arquivos dos
órgãos oficiais do Estado Brasileiro. "E o que mostra esse currículo?",
perguntarão vocês. Antes de responder, quero dizer que o histórico de vida
de Joaquim Barbosa pesa muito neste caso, porque mostra que ele, à
diferença de seus pares, é alguém que chegou aonde chegou lutando contra
dificuldades imensas que os outros membros do STF jamais sequer sonharam em
enfrentar.

Não se quer aceitar, nesse debate - ou melhor, a mídia, a direita, o PSDB,
o PFL, os Frias, os Marinho, os Civita não querem aceitar -, que Joaquim
Barbosa é um estranho no ninho racialmente elitista que é o Supremo
Tribunal Federal, pois esse negro filho de pedreiro do interior de Minas é
apenas o terceiro ministro negro da Corte em 102 anos, conforme a
Wikipédia, tendo sido precedido por Pedro Lessa (1907 a 1921) e por
Hermenegildo de Barros (1919 a 1937). E quem é o STF hoje no Brasil?
Acabamos de ver recentemente nos casos Daniel Dantas, Eliana Tranchesi etc.
É o que sempre foi: a porta por onde os ricos escapam de seus crimes.

Joaquim Barbosa é isolado por seus pares pelo que é: negro de origem pobre
numa Corte quase que exclusivamente branca nos últimos mais de cem anos,
que julga uma maioria descomunal de causas que beneficiam a elite branca e
rica do país. Sobre o que ele disse ao presidente do STF, Gilmar Mendes,
apenas repercutiu o que têm dito, em ampla maioria, juízes, advogados,
jornalistas, acadêmicos de toda parte do Brasil e do mundo, que o atual
presidente do Supremo, com suas polêmicas midiáticas, com denúncias de
grampos ilegais que não se sustentam e que ele até já reconheceu que
"podem" não ter existido - depois de toda palhaçada que fez -, desserve à
instituição que preside e ao próprio conceito de Justiça.

Gilmar Mendes pareceu-me ter querido "pôr o negrinho em seu lugar", e este,
altivo, enorme, colossal, respondeu-lhe, com todas as letras, que não o
confundisse com "um dos capangas" do supremo presidente "em Mato Grosso".
Falando nisso, a mídia poderia focar nesse ponto, sobre "Mato Grosso", mas
preferiu o silêncio. Esperemos...

Finalmente, esse episódio revelou-se benigno para a nação, a meu juízo,
pois mostrou que ainda resta esperança para a Justiça brasileira. Enquanto
houver um só que enfrente uma luta aparentemente desigual para si
simplesmente para dizer o que falam quase todos, porém sem que os poucos
poderosos dêem ouvidos, haverá esperança. Enquanto um resistir,
resistiremos todos. Joaquim Barbosa é um estranho no ninho do STF, entre a
elite branca da nação, e está sendo combatido por isso e por simplesmente
dizer a verdade em meio a um mar de hipocrisia. O Brasil inteiro sabe disso
e essa talvez seja a verdade mais importante, pois dará conseqüência aos
fatos.
ZARALHO

LACERDA disse...

Pois é, o negão foi nomeado pelo CARA. Já o Gilmar Dantas foi nomeado pelo FHC.