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sexta-feira, 15 de maio de 2009

AUDIÊNCIA PÚBLICA DA CÂMARA MUNICIPAL

Tomei conhecimento, duas horas antes, quando um carro de som anunciava que os vereadores dariam uma audiência pública no Iate de Muriqui. Fui lá, pensando naturalmente em participar dos debates.
Não foi o que pensei. A mesa estava composta com cinco vereadores - não era o G5 - os secretários de obras, de fazenda, de governo, da indústria e tecnologia, e mais o coordenador da guarda municipal, o delegado da 165a.DP e o comandante do destacamento da PMERJ de Muriqui.
A mesa, portanto, não era composta para uma audiência pública da Câmara Municipal e, na platéia, a maioria era de servidores públicos municipais.
O cidadão que, isoladamente, promoveu o encontro, após fazer um abaixo-assinado com as reivindicações e irregularidades que vêm ocorrendo em Muriqui, abriu os trabalhos com o seu discurso repleto de elogios às polícias civil e militar. Fez cobranças corretas. Pediu solução para a desordem urbana que vem ocorrendo em Muriqui.
Todas as reivindicações apresentadas já foram motivo de destaque neste blog, além de muitas outras que não foram abordadas na "audiência pública".
Antes da reunião, a Prefeitura distribuiu um informe especial que foi feito, sem dúvida alguma, exclusivamente como resposta ao abaixo-assinado. Por esse panfleto, tudo está maravilhoso em Muriqui e um choque de ordem já foi implantado.
A seguir, falaram dois vereadores que não demonstraram qualquer intenção de se comprometer. Prometeram apenas fazer um relatório da reunião e dar-lhe encaminhamento. Depois, foi a vez dos secretários repetirem tudo aquilo que foi publicado no panfleto distribuido anteriormente. Falaram das maravilhas que vêm ocorrendo em Mangaratiba. Falaram até de Conceição de Jacareí. A claque da platéia sempre aplaudia.
Minha vontade era comentar: meu país é Muriqui, o abaixo-assinado é dos moradores de Muriqui, a desordem urbana é em Muriqui, a reunião está ocorrendo em Muriqui. E eles generalizam, por que não se abstêm ao particular de Muriqui?
Mas, não podia haver debates. Os presentes não podiam fazer uso da palavra. Podiam apenas formular perguntas por escrito. E, neste caso, sempre pode haver falsas perguntas para favorecer a um ou a outro.
Depois, falou um vereador que, como ex-secretário, confirmou tudo o que foi dito pelos atuais secretários.
De tudo que ouvi, quero ressaltar, apenas, a palavra do coordenador da GM. Afirmou ele que a GM está 24 horas na rua. Que, nos últimos anos - leia-se a partir de 2005, um ano metafórico para o governo atual - houve um aumento de 433% no número de postos de segurança em Muriqui. De quantos para quantos ele não disse. Que a GM é atuante, preparada e está diuturnamente em contato com a população e em constante comunicação com a PMERJ. Que eles não despareceram de Muriqui.
Foi, então, que eu decidi tirar o corpo fora. Não quis ouvir nem o delegado nem o comandante do destacamento da PMERJ.
Ficou a impressão de que a reunião foi um evento da Prefeitura para exaltar suas ações e glorificar seus auxiliares.
Quem isoladamente promoveu a "audiência pública", isolado ficou. Ou - quem sabe? - atingiu o seu objetivo.
E a claque aplaudiu.

3 comentários:

fabricio disse...

Lacerda, comentar o que se voce ja fez o serviço. Apenas quero saber se voce reparou a cara de bundão, daquele monte de funcionarios que foram obrigados a ir naquela comedia? Dava pra rir. Abs. Fabricio.

leila castro disse...

Lacerda,
Por vezes penso que Deus me poupa de algumas decepções. Veja, quando o abaixo-assinado começou, animadamente fui assiná-lo, animadamente pedi para publicarem em site o movimento, animadamente pedia que assinassem o manifesto.
Não foi inocência, não foi inexperiência que me deu ânimo. Foi a insistente esperança que costuma me invadir, a real causa desta minha participação cidadâ.
O realismo aos poucos foi tomando seu lugar e de antemão sabia que tudo continuaria como "dantes no quartel de Abrantes".
Torci meu´pé e com isto fiquei impedida de comparecer a esta "audiência pública".
Deus é bom demais!
Já estou farta de ter que empregar palavras sinônimas das que gostaria de usar, pois as minhas, não são muito admitidas em sociedade, mas traduziriam com mais exatidão o que passa em nossas mentes.
Este município é tratado como se aqui só existisse imbecis, só os de dignidade sucateada podem aplaudir aquilo que não passa de teatro de segunda, com texto inverossímel e atuações de canastrôes.
Mangaratiba está doente em sua natureza, em sua população e em sua capacidade de reagir a qualquer coisa.
Esta maravilha de progresso cultural, moral e social tão apregoada por nossos governantes, devem estar escondidas embaixo do tapete das residências daqueles que se dizem governar para todos e com amor ao nosso município.
Nossa população não possui voz, não tem um representante sequer que exerça as funções para que foram eleitos.
Não representam nem maiorias, e muito menos as minorias. Representam a si mesmos!
Êles não vivem em nossos distritos, não utilizam os serviços públicos essenciais, seus filhos não estudam em nossas escolas, não necessitam dos serviços de saúde de nosso município, não precisam de socorro médico em suas residências. Nos feriados não ficam nos distritos e portanto, não sabem o caos que nossa população vive nestes dias.
Também não sabem a dificuldade de nossos comerciantes que passam a competir com os ambulantes que invadem nossas calçadas. Não sabem o que é ter que evitar que crianças caminhem pelas ruas da orla, pois podem ser atingidas por garrafadas e socos das brigas que acontecem nestes dias.
Policiamento ostensivo? Nossa população está dando muito trabalho ao Criador, pois só O temos para nos proteger de situações que vem ocorrendo bem a luz do dia em nosso distrito, e nem é preciso ser feriado para tais ocorrências.
Nosso município, tem o perfil turístico, nossa vocação é a turística, mas isto que temos é simplesmente predatório!
Sabe, partindo da simples observação de que nada do que se pactua em Mangaratiba é honrado por suas partes, te digo que a visão que nossos governantes possuem de nossa população é de que merecemos pouco, nos contentamos com pouco e que tudo podem em nome da confiança depositada por esta população nas urnas que os elegeram.
Serviços públicos onde seus funcionários concursados não são valorizados, só podem ser de terceira categoria.
A guarda municipal é de extrema importância, mas qual o critério que se utiliza quando são "contratados" estes funcionários?
A educação é a artéria do desenvolvimento, mas qual é a valorização que estes profissionais recebem de nosso município?
A saúde é o sustentáculo da vida, mas que profissionais nos atendem em postos de saúde? Qual profissional vai submeter-se a salãrios ínfimos?
Respondo, só os desesperados ou os que levarão alguma vantagem que não podemos dizer serem as mais éticas.
É doentio! É desumano o que temos em Mangaratiba!

fabio disse...

Bem, o que tenho a dizer sobre segurança no municipio, é quem bem ou mal, a guarda municipal está presente sim, em todas as situações, de acidentes automobilisticos a homicídio, faz o que pode fazer, mas é pena que a secretaria tem q acatar ordem de prefeito e vereadores para contratar gente despreparada, ignorante e sem preparo nenhum(nao que no efetivo tenha só GM exemplar). Se fosse só concursado e tivesse uma secretaria mais competente, com certeza estaríamos bem melhores, pois infelizmente a própria secretaria tem medo de reivindicar ao prefeito...Quanto a PM, ela faz seu trabalho sim, é claro, tem uns q nao estão nem aí...mas como o efetivo da PM é pouco no municipio, nao podemos cobrar muito...e o da GM, tem uns 250 guardas, mas se tirar 90, 100 que estão preparados, é muito...rsrs