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domingo, 29 de junho de 2008

CONVENÇÃO DO PR E PARTIDOS COLIGADOS


Foi um grande sucesso a convenção do PR e partidos coligados que homologou a candidatura de Evando Capixaba a prefeito de Mangaratiba, tendo Jorge Luiz como candidato a vice-prefeito. O evento ocorreu na praia do Saco e contou com a presença maciça do povo que foi lá demonstrar o seu carinho por Evandro Capixaba.
Entre os discursos dos candidatos a vereador, destacou-se o que foi pronunciado com muita emoção por Xikinho da Rádio. Eu também gostei e reproduzo-o a seguir:
"O quarto mandamento diz para honrarmos pai e mãe.
Sei que todos aqui presentes sentem essa necessidade íntima que está enraizada em nossa alma: honrar pai e mãe.
Para com nossa mãe sentimos o dever de consagrar nossa existência para amá-la, respeitá-la, defendê-la, protegê-la.
Para com nosso pai, porém, o sentimento é um tanto diferente: além de amá-lo e respeitá-lo, sentimos o dever de seguir o seu exemplo de vida, seu comportamento, seu modo de ser.
E mesmo quando ele não está mais entre nós, sua presença sempre se evidencia em cada gesto nosso, em cada atitude que tomamos, em nosso comportamento. A sua marca ficou em nosso sangue.
Alguns de vocês devem estar se perguntando: por que Xikinho está falando isso numa reunião político-partidária?
Acontece, meus amigos, que no caminho para essa reunião, passei por um CIEP merecidamente denominado CÂNDIDO JORGE CAPIXABA que foi, por duas vezes, eleito Prefeito de Mangaratiba.
Cândido Jorge Capixaba foi um prefeito exemplar, atuante, um dos dois melhores que já tivemos, um exemplo de honestidade.
Um prefeito popular que estava sempre nas ruas, ouvindo os anseios de seu povo, atendendo as suas reivindicações comunitárias.
CÂNDIDO JORGE CAPIXABA permanece vivo na memória de todos e será sempre um modelo para qualquer um que se proponha a assumir a Prefeitura de Mangaratiba. Seu sangue corre nas veias do nosso candidato a prefeito.
EVANDRO CAPIXABA que sempre o honrou como pai, terá agora o orgulho de honrá-lo também como futuro Prefeito de Mangaratiba."

domingo, 22 de junho de 2008

FUTEBOL

Já pensou se essa EUROCOPA fosse a COPA DO MUNDO e o timinho do Dunga estivesse lá? Que vergonha, heim!
Que bela a ressurreição do futebol russo... Que maravilha a ressurreição dos pontas...
Não posso deixar de comparar a Alemanha, Portugal, Croácia, Holanda, Rússia, com o futebol brasileiro da atualidade.
O erro brasileiro começa com a numeração das camisas. No futebol europeu o camisa 7 e o camisa 11 jogam de fato pelas pontas. E como jogam. Vão à linha de fundo e cruzam colocando os outros atacantes de frente para o gol. Foi assim em todos os jogos.
E o que fazem o camisa 7 e o camisa 11 brasileiros? Aliás, quem são eles? Trabalham menos que a Guarda Municipal de Muriqui.
O craque europeu – parece que todos são craques – sabem passar a bola com precisão, têm a coragem de chutar de quaquer distância. Chutam forte e com direção. Já sabem driblar. Veja o Andrei Arshavin, talvez, o verdadeiro melhor do mundo na atualidade.
Não posso deixar de comparar, também, o perfeito televisamento dos jogos. O gramado parece até maior, dá pra ver a distância entre os jogadores e o seu posicionamento. O ângulo de visão é muito mais amplo.
Agora, uma palavra sobre a tática de jogo. Nossos “abalizados” comentaristas só sabem falar em dois ou três zagueiros; três ou quatro volantes; um, dois ou três atacantes. “Abalizados” comentaristas que exaltaram Joel pelas substituições no segundo tempo de Flamengo e Botafogo, introduzindo Diego Tardelli e Obina que decidiram o jogo. Se ele mexeu bem no segundo tempo foi porque escalou mal no primeiro. Lembro Feola que, na Copa de 58, não podia mexer no segundo tempo e só mexeu no terceiro jogo, escalando Garrincha e Pelé. Claro, que ele escalou mal nos dois jogos anteriores. “Abalizados” comentaristas que inventaram o elemento surpresa. Como pode ser surpresa um elemento que está em campo desde o primeiro minuto de jogo com idêntico uniforme ao dos demais jogadores? Elemento surpresa é o juiz chutar em gol.
Nenhum desses "abalizados" viram que no futebol europeu atual – com exceção do goleiro - todos são zagueiros, todos são volantes e todos são atacantes. Não viram que eles jogam de acordo com a linha da bola. Quando o time é atacado, todos voltam em bloco para trás da linha da bola, mantendo um posicionamento perfeito. Se o time ataca, quase todos vão para a frente da linha da bola, ocupando todos os espaços. É o verdadeiro futebol participativo que faz lembrar a Holanda de 1974.
A seleção brasileira atual me faz lembrar aqueles times de vedetes do Valter Pinto que, às vezes, faziam a preliminar do Maracanã no final da década de 50 e início dos anos 60. Vão em bando atrás da bola, deixando grandes espaços vazios no campo.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

PENSAMENTOS

“Os políticos são como as fraldas: devem ser trocados constantemente. Sempre pelo mesmo motivo”.
Anônimo

“O político finge ignorar o que sabe e saber o que ignora; finge entender o incompreensível e escutar o que não ouve, finge poder acima de suas forças e ter como grande segredo o esconder que não tem segredos; finge parecer profundo quando é apenas vazio; espalha espiões e paga pensões a traidores; tenta enobrecer a pobreza dos meios pela importância dos objetivos...”
Beaumarchais

"Sempre defenderei os pobres, os oprimidos e os carentes. Peço-lhes somente uma coisa em troca: distância"
Um político eleito

sábado, 14 de junho de 2008

RECEITA PRA FICAR SÓ

Junte umas brigas banais,
Uma intriga, outra mais
E alguma desilusão.
Bate bem meia-dúzia de queixumes,
Em seguida, acrescente o ciúme
E uma medida de incompreensão.
Misture bem o volume
E, só então, adicione o tempero:
Lance mão dessa falta mensal de dinheiro,
Leve ao forno da paixão
E o aqueça no calor da emoção.

P´ra acompanhar esse prato,
Tudo o que for insensato...
Chore, mas chore de fato,
Jamais dê razão à razâo
Presa de um vinho barato,
A tua sobremesa será solidão.

COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL


A Lei 9840 foi criada em 1999 para combater a compra de votos e o uso da máquina administrativa durante o período eleitoral. A sociedade se organizou para coletar mais de um milhão de assinaturas para criá-la, tornando-a a primeira lei de iniciativa popular da história do país.

A Lei 9840 introduziu na Lei das Eleições (Lei 9507) o artigo 41-A e o parágrafo 3º do art. 73.

O art. 41-A considera captação ilícita de votos quando o candidato doa, oferece, promete ou entrega ao eleitor bem ou vantagem de qualquer natureza.

O § 3º do art. 73 relaciona hipóteses de uso eleitoral da máquina administrativa. Os dois dispositivos impõe ao infrator multa e cassação de registro ou do diploma eleitoral.
Como resultado, já foram cassados 623 eleitos em todo o país. Destes, foram 508 prefeitos e vice-prefeitos e 84 vereadores. Os outros cassados são governadores, senadores e deputados.
Fundamentado na Lei 9840, foi criado o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), uma rede de entidades formada para garantir a aplicação dos dispositivos da legislação.
Instituído em 2002, o MCCE ampliou sua atuação e, hoje, funciona de forma permanente com ações em todo o país.
O Comitê Nacional, em Brasília, é formado por 32 entidades e centenas de comitês estaduais e municipais com a denominação de Comitê 9840. Os comitês locais recebem denúncias e coletam provas de corrupção que são encaminhadas para o Comitê Estadual. Este formula representações contra políticos infratores junto à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público.
Mais informações sobre o tema você encontra no site http://www.lei9840.org.br/ .
Em Mangaratiba, temos implantado o Comitê 9840 Costa Verde com o qual você pode se comunicar através do e-mail comite9840costaverde@gmail.com .
Participe dessa campanha. Não basta apenas reclamar dos políticos eleitos. Lute, denuncie os atos ilícitos que você presenciar neste ano eleitoral.
Lembre-se que voto não tem preço, voto tem consequências.

DOIS MILHÕES DE TÍTULOS CANCELADOS

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou ontem que cancelou 1.866.020 títulos eleitorais em todo o país, isto é, quase 1,48% do total de eleitores brasileiros. O cancelamento ocorreu após a revisão do cadastro eleitoral no fim do ano passado.
O objetivo da revisão foi regularizar o cadastro eleitoral, sanar irregularidades e evitar fraudes, em virtude das transferências irregulares de eleitores para um município com o qual não possuem qualquer vínculo previsto em lei.
Além disso, o procedimento também teve por finalidade corrigir outras irregularidades como a exclusão de eleitores já falecidos e que ainda estariam cadastrados.
De acordo com o artigo 92 da Lei 9.504/97 (Lei das Eleições), a revisão é determinada pelo TSE quando o número de eleitores é superior a 80% da população, quando o total de transferências de títulos do ano em curso é 10% maior em relação às transferências do ano anterior e quando o eleitorado for superior ao dobro da população entre dez e quinze anos, somados também aqueles com mais de setenta anos. Os três requisitos devem ser cumpridos simultaneamente.
O Rio de Janeiro foi o estado com menor percentual de títulos cancelados: apenas 23.802. Esse número significou apenas 0.22% do total de eleitores fluminenses (10.891.293), média muito abaixo daquela registrada no país.
Já em Mangaratiba...
Vejam só: foram cancelados 6.131 títulos, o que representou 21,9% do eleitorado municipal - quase vinte e dois por cento dos 28.001 eleitores aptos para votar em outubro de 2006 ou 25,8% dos títulos cancelados em todo o estado.
Na eleição anterior, 95,7% da população do município – 29.253 habitantes - estavam aptos para votar. Das duas uma: ou todas as crianças com mais de um ano de idade possuiam título de eleitor ou a farra das transferências de títulos, patrocinada pelos candidatos à vereança, sempre imperou em nosso município. Podemos até afirmar que deve existir algum vereador eleito somente com votos de eleitores-laranja.
Ficou provado definitivamente que o discurso dos “minhocas da terra” é pura hipocrisia. Agora mudou, pelo menos nessa eleição. Quem vai decidi-la pode não ser “minhoca da terra”, mas serão apenas os 21.870 eleitores que têm vínculo previsto em Lei com Mangaratiba

sexta-feira, 6 de junho de 2008

MAMÓGRAFO EM MANGARATIBA

O mamógrafo doado pelo governo federal, em dezembro de 2004, finalmente será instalado no Hospital Victor Breves, em Mangaratiba.

Durante quase quatro anos, o aparelho - imprescindível para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama - permaneceu esquecido pelas autoridades da saúde em nosso Município.

As autoridades certamente vão tentar se redimir dessa omissão promovendo uma campanha de prevenção do câncer da mama em todos os distritos.

Por que somente agora o mamógrafo vai cumprir a sua finalidade? Nada como um ano eleitoral para trazer benefícios à população... E ainda existe quem não gosta de eleição.

Espero que o aparelho não esteja obsoleto nem ultrapassado.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

ENQUETE ELEITORAL


O Aurélio diz que enquete é o mesmo que pesquisa. Mas, na verdade, não é. Não existem sinônimos perfeitos na lingua portuguesa. Dou um doce para quem me mostrar apenas um sinônimo perfeito. Apenas duas palavras que, inquestionavelmente, tenham o mesmo significado.
Pesquisa é algo que possui métodos inteligentes para a busca minuciosa na averiguação da realidade. É investigação e estudo, meticulosos e sistemáticos, a fim de descobrir ou estabelecer fatos ou princípios relativos a um campo qualquer do conhecimento, inclusive sobre as tendências da opinião pública.

Não são pesquisas as enquetes que vêm sendo realizadas neste ano eleitoral em nosso município.

Se os políticos locais quiserem, de fato, conhecer as tendências do eleitorado que contratem uma empresa profissional de pesquisas que tenha o seu trabalho reconhecido e confirmado em outras eleições. Não venham com perguntas ardilosas para influenciar o entrevistado. Não escolham os locais nem os bairros nem as pessoas para as entrevistas. Que busquem uma amostragem científicamente estratificada - at random - para representar todo o universo pesquisado. Ou o resultado da pseudo-pesquisa nada significará.

Não façam como eu estou fazendo com a enquete apresentada ao final desta página. É apenas uma enquete. Quase uma brincadeira.

Até eu mesmo votei. E como o voto é secreto apenas para a proteção do eleitor e eu não necessito de proteção alguma, declaro o meu voto: CAPIXABA.


domingo, 25 de maio de 2008

FOME OU OBESIDADE?


Com um mês de nascido - talvez, dois - eu berrava de fome. À noite, era um desespero, não deixava ninguém dormir. O leite materno não me alimentava.
Perto de casa, porém, morava uma família muito carente, bem pobre, onde havia também um bebê da minha idade. Meu pai ajudava aquela família de muitos filhos – todos saudáveis, bem nutridos - e a mãe, uma negra gorda, opulenta, abundante, se ofereceu para me amamentar. Sobrava-lhe aquele líquido branco, quase cremoso, substancial.
Em minha primeira mamada, imerso naqueles seios monumentais, pude finalmente saciar-me. Enquanto mamava, sugando furiosamente aqueles mamilos retintos, agarrei um dedo da santa senhora com tanta força que foi difícil me tirarem do colo dela. Entorpecido pela fartura alimentícia, dormi doze horas seguidas.
Vinte e quatro anos depois, ocorreu fato idêntico com meu primeiro filho, logo nas primeiras semanas de vida. Era uma outra negra, espaçosa, idêntica àquela que me livrou da fome. Das duas, nunca mais tive notícia. Contudo, sei que jamais houve fome não saciada naquelas famílias.
Através dos tempos, porém, tenho visto reportagens na televisão sobre a fome em nosso país.
E, nessas reportagens, sempre identifico entre os esfomeados entrevistados aquelas duas volumosas senhoras. A verdade é que nunca vi um brasileiro faminto e magro. Qual Diógenes, procurei, de lanterna na mão, e jamais o encontrei. São todos bem nutridos, obesos, com raríssimas exceções.
Creio que essas raríssimas exceções, geralmente mulheres, são as anoréxicas, aquelas que sofrem de bulimia. Que pesam menos de quarenta quilos e se acham gordas. E, por isso, não comem. E, quando comem, fazem todo o esforço para vomitar. Ou, então, são aqueles que não engordam de ruindade.
Quem vê chegar à praia de Muriqui, nos finais de semana, vans e kombis repletas de famílias oriundas das localidades mais carentes de nosso estado, chega à conclusão de que a fome não existe. Ou melhor, a fome existe – e sempre existirá – mas é devidamente saciada como eu fui em meus primeiros meses de vida. O grande problema brasileiro é de fato a obesidade.
Eu já tinha chegado a essa conclusão antes da pesquisa do IBGE recentemente divulgada:
o brasileiro está acima do peso e - diz a pesquisa - é grande o número daqueles que tem obesidade mórbida.Em consequência, digo eu, há também uma fome mórbida. Essa morbidade é que seria o grande problema da fome em nosso país.

DEU EM O GLOBO

O Detran vai inaugurar novas instalações da unidade de Serviço Auxiliar de Trânsito - SAT, em Mangaratiba. Segundo o Detran, Mangaratiba ganhará agilidade no atendimento: o documento do veículo passa a ser emitido logo após a realização da vistoria.
Até agora, depois de ter o veículo inspecionado pela equipe da vistoria itinerante, o proprietário não recebia o documento de imediato, precisava aguardar até 30 dias para receber o CRV ou CRLV.
A SAT ganhará novos equipamentos para agilizar e aumentar a quantidade e qualidade de atendimentos. Houve investimento em tecnologia, com a substituição de computadores e impressoras. O veículo fará a vistoria e receberá o documento na hora, tal como é feito nos postos de vistoria de todo estado.

PARQUE ESTADUAL CUNHAMBEBE


O Instituto Estadual de Florestas (IEF/RJ) promoveu no dia 20 de maio, no Iate Clube de Muriqui, palestra sobre a criação da mais nova unidade de conservação estadual, o Parque Estadual Cunhambebe. Com área prevista de 38.527 hectares, o parque abrangerá parte dos municípios de Mangaratiba, Angra dos Reis, Rio Claro e Itaguaí, e protegerá uma ampla região de mata atlântica nativa, com sítios históricos e áreas de grande potencial para o ecoturismo, assegurando a preservação de inúmeras espécies animais e vegetais ameaçadas.
Na área do parque estão incluídas parcialmente 13 bacias hidrográficas, entre as quais algumas importantes para o abastecimento de água do estado, como a Bacia da Represa de Ribeirão das Lajes. Entre as várias áreas de potencial interesse turístico estão o Pico do Sinfrônio, com mil e quinhsntos metros, em Angra dos Reis, e o Pico das Três Orelhas, com mil e cem metros, em Mangaratiba. Trilhas, cachoeiras e paredões para escalada são as principais atrações para os adeptos dos esportes de aventura.
O parque também terá áreas de relevante interesse histórico, como a antiga Estrada Imperial, no Distrito de São Marcos, em Mangaratiba, que conta com mirantes, edificações e ruínas típicas do período colonial.
O Ministro do Meio Ambiente – Carlos Minc – declarou à imprensa que “agora no dia 5 de junho, dia do Meio Ambiente, criaremos um parque de 38 mil hectares na área de Mangaratiba para fechar o corredor florestal Bocaina -Tinguá. Essa área vai sofrer pressão demográfica com o arco metropolitano e o pólo siderúrgico de Itaguaí. Precisamos nos antecipar e fechar essa cobertura. Vai ser o segundo maior parque do estado.”
Na avaliação do ministro, a mata atlântica é o segundo bioma mais ameaçado do planeta e, até agora, não possuía uma Área de Proteção Ambiental.
A denominação do parque é uma homenagem ao cacique tupinambá Cunhambebe, líder da Confederação dos Tamoios, formada por volta de 1560. A Confederação dos Tamoios reuniu caciques de várias tribos que se revoltaram diante da ação violenta dos portugueses contra os índios Tupinambás, causando mortes e escravidão. O cacique tornou-se temido pelos portugueses, contra os quais obteve várias vitórias até sua morte por varíola. Atualmente, Cunhambebe é lembrado pelo nome do maior distrito do município de Angra dos Reis, onde teria nascido, na localidade de Ariró. Veja o mapa do parque no site do IEF: http://www.ief.rj.gov.br/

segunda-feira, 12 de maio de 2008

DEU NO JB

«O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Prefeitura de Mangaratiba deram a partida para as obras de pavimentação e recapeamento em diversos logradouros do município. Os serviços serão executados em 180 dias. Ao todo estarão sendo investidos no projeto R$ 5 milhões.
Conforme ficou acordado no contrato, o DER investirá cerca de R$ 3 milhões – já autorizados pelo governador Sérgio Cabral – enquanto a prefeitura investirá R$ 2 milhões.
A execução dos trabalhos de pavimentação, recapeamento e serviços complementares ficará por conta da Secretaria de Obras de Mangaratiba, assim como a elaboração de todo o projeto.
O DER fornecerá o material necessário para composição do asfalto utilizado. Serão ao todo 22 logradouros beneficiados, numa extensão total de 201.789 metros quadrados.»
O alagamento crônico – sempre que chove - na Rua Tiradentes, em Muriqui, bem que poderia se beneficiar dessa verba para a sua correção. E ainda há quem não goste de eleição...
Não vêem que é em ano eleitoral que surgem as obras e benefícios para a comunidade.

AQUI, JAZZ...

Márcio Montarroyos faleceu aos 58 anos, em 12/12/2007, em sua casa, no bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro, vítima de câncer generalizado descoberto tardiamente em outubro do mesmo ano.
Carioca, estudou piano e música clássica antes de se dedicar ao trompete e ao jazz. Nos anos 70, foi estudar na Bekerlee School of Music, nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, passou a se apresentar em shows e casas noturnas, voltando com frequênca aos EUA para participar de apresentações e gravações. Tocou ao lado de Stevie Wonder, Sarah Vaughan, Nancy Wilson, Carlos Santana e Ella Fritzgerald, além de artistas brasileiros como Sérgio Mendes, Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Milton Nascimento, Tom Jobim. Lançou cinco discos solo no Brasil.
Montarroyos é considerado um dos maiores instrumentistas brasileiros. Seguindo o link abaixo, você pode vê-lo e ouvi-lo tocando o jazz Mangaratiba, acompanhado pela cantora Marion no teclado.
http://www.youtube.com/watch?v=q2naNq-xD2U&feature=related

domingo, 27 de abril de 2008

O VELHO CHICO

Pequenino ele nasce
No alto da serra
E depressa ele foge,
Saltando entre as rochas...
Vestido de branco,
Ele pula do alto,
Um menino correndo
À procura do mar.
Escorrega no chão,
Brincando com as pedras...
Sozinho, ele traça
Seu próprio caminho,
Caminho sem volta
Cruzando o sertão
E trazendo p´ra vida
Uma vida melhor.
De repente, ele pára
Cumprindo a visão
Do profeta que um dia
Pregou no sertão:
Chiquinho menino
Virou Velho Chico.
Dividiram o caminho
Algum tempo depois...
Não está mais sozinho,
Ele, agora, é dois.

sábado, 26 de abril de 2008

O SOM DOS QUIOSQUES DE MURIQUI

Absolutamente, não sou contra o som dos quiosques da Av. Beira Mar, em Muriqui. Apesar de não ouvi-lo, naquelas alturas, noutras praias de cidades turísticas fluminenses.
Mas, o cidadão que reside no lugar precisa ter garantido o seu direito de ler um livro, um jornal, uma revista, ouvir música, dormir ou mesmo conversar com os amigos à beira-mar e à sombra dos coqueiros, sentindo a brisa fresca que vem do mar ou da montanha.
O fato é que fica impossível atitudes tão corriqueiras, até mesmo dentro de casa, ao som insuportável que vem dos quiosques.
É final de semana, o som do quiosque 16 está no nível máximo disponível de decibéis. Esse som absurdo invade o quiosque 15, atravessa o 14 e somente vai ser subjugado no quiosque 13 que retribui com algo semelhante para perturbar a todos.
Meu apartamento no quarto andar - não é de frente para o mar - que fica entre os quiosques citados, está com portas, janelas e basculantes fechados. Nem uma fenda livre para o ar penetrar. Esse som, porém, invade, sem cerimônia, todas as dependências. Penetra pelas áreas livres do prédio, sobe as escadas e vem bater afrontosamente a minha porta. Ou vem por fora fazendo as janelas trepidarem tentanto invadir a minha quase paz de espírito. .
É o “funk”. Esse “funk” que vicia e imbeciliza a criatura. Esse lixo marginal, violento e bandido que vem cretinizando parte de nossa juventude. Esse pitbull sonoro que tem o mau cheiro da tragédia anunciada vem do quiosque 13.
Eu me pergunto como sobrevivem aqueles que estão de frente e ainda mais próximos do que eu. Como suportam tudo isso?
A Lei não é respeitada e muito menos o morador. E quanto as autoridades? Não existe uma Lei Municipal que regulamenta a emissão de som? Por que as autoridades não exigem o seu cumprimento? A Prefeitura não possui um medidor de decibéis? Ou será que não há nenhum servidor capaz de saber manejá-lo?
Chega a noite, já passa das 22 horas, a PM é chamada pelos moradores mais próximos. Os policiais atendem, o quiosque 13 baixa o som. Quando a PM se vai, tudo volta à anormalidade.
Não combato a música mecânica ou ao vivo que acontece nos finais de semana com artistas locais. É festa, a casa está cheia e o povo quer música para sua alegria e diversão. Não podemos exigir bom gosto musical dos quiosqueiros, mas respeito e civilidade é obrigação de quem pretende servir em uma localidade que pretende ser turística.
Respeito e civilidade não somente para com os moradores e frequentadores da praia, mas para com eles próprios, com os seus concorrentes, com os outros quiosques.
Até onde irá a omissão de nossas indolentes autoridades sem poder para controlar o volume do som emitido pelos quiosques? Vão esperar sentados pela tragédia anunciada?
O maior desafio para uma autoridade é fazer crer que ela existe. Taí uma ótima oportunidade de provar sua existência.
Ou será que somente nos resta torcer p´ra chover?

PAREI DE LER JORNAL



Acredite apenas no que seus olhos vêem e seus ouvidos ouvem!
Também não acredite no que seus olhos vêem e seus ouvidos ouvem!
Saiba também que não crer algo significa algo crer!
Bertold Brecht

Vinte e nove de outubro é uma data que marcou a história da democracia em nosso país. Em 1945, foi o fim da ditadura do Estado Novo, nem tão grotesca quanto a outra: a militar. Em 2006, foi uma final de campeonato entre o povo e os intelectualóides fascistas e preconceituosos.
Cheguei ao estádio com um sentimento de revolta, nojo e satisfação. Revolta por saber que juízes e bandeirinhas queriam prejudicar o país e dar a vitória para o representante da Opus Dei. Nojo por ver que os abalizados comentaristas torciam contra e tentavam desmoralizar o nosso craque principal.
E satisfação plena por saber com antecedência o resultado da partida.
O povo venceu por goleada e marcou a derrota irrefutável da imprensa manipuladora, perniciosa e leviana. Aquela imprensa que, em nome da liberdade, perpetua a sua libertinagem caluniosa, fascista e escandalizante. Uma imprensa que jamais poderá assumir novamente o papel de opinião pública. Será apenas a opinião publicada, sempre a manipular números e fatos de acordo com os torpes interesses de seus proprietários, entalados com o sucesso de um presidente de origem popular e sem diploma.
Foi a partir desse dia que parei de ler jornais e revistas. Esses impérios jornalísticos desvirtuam a realidade. Ainda dou uma olhada diária na primeira página de cada um através da internet. Se noto algo que me interesse, até leio a versão apresentada, sabendo, contudo, que é a versão do poder econômico, não do jornalista que escreveu a matéria.
É preciso considerar que, em política, nada, absolutamente nada, é aquilo que parece ser e não se pode crer em tudo o que a imprensa publica. É necessário questionar o que tentam nos impingir, as meias-verdades, as acusaçóes e julgamentos precipitados.
Nas redações, para ganhar seu sustento, o jornalista tem que se submeter à vontade do dono e seus asseclas, capazes de toda covardia para se apossar novamente do poder institucional. Até para escrever sobre Jesus Cristo, o coitado tem que primeiro perguntar ao seu editor-chefe: “Devo escrever contra ou a favor?”
Atualmente, eu procuro me informar através dos blogs e sites de jornalistas independentes, na maioria desempregados – relacionei alguns ao lado – que vão fundo na notícia e discutem o fato político, mostrando os interesses ocultos dos personagens envolvidos.
Ninguém é dono da verdade, cada um tem a sua opinião. E lendo-os eu tento formar a minha.
E para me informar sobre a realidade brasileira tenho que me socorrer na imprensa estrangeira.

QUANDO ELA SE FOI

Quando ela se foi, não disse nada...
Seu jeito, seu olhar me disse tudo.
Atento ao seu silêncio, eu fiquei mudo
E a lágrima jamais foi derramada.
Devia ter pedido que ficasse
E, agora, o coração já não resiste...
Eu sofro muito além do que se deve
E não é leve a dor quando é tão triste.

Toda vez que penso nela eu vejo
Que o amor é mesmo coisa sem juízo.
P´ra se satisfazer os seus desejos,
A gente nunca sabe o que é preciso:
Se quase sempre quer correr perigo,
Às vezes, quer viver num paraíso,
Quando acontece o que se deu comigo,
O amor se satisfaz com um sorriso.

Faz um sorriso e me traz,
Hoje, eu preciso demais...
Meu paraíso, meu sonho de paz,
Sei que o amor vem depois...
Vem, seja dona de mim,
O meu amor não tem fim:
É tão imenso que assim até penso
Que dá p´ra nós dois.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

JUSTIÇA VELOZ E IMPERATIVA

O Juiz de Direito da Comarca de Mangaratiba - Dr. Cláudio Ferreira Rodrigues - determinou que o Delegado Titular da 165ª D.P. de Mangaratiba devolva todos os bens irracionalmente apreendidos no simulacro de investigação - ver matéria neste Blog - realizado em Muriqui, no dia 10 de março. Factóide que mereceu falsa manchete do jornal Atual e absurdo discurso de um vereador mal informado na Câmara Municipal de Mangaratiba.
Transcrevo abaixo, a determinação do Juiz, expedida hoje, 11 de abril, no Processo nº 2008.030.000381-4, que restabelece a justiça para dois dignos cidadãos de Muriqui - Irapuan da Silva Vasconcelos e seu filho Ulisses Nunes Vasconcelos - que foram expostos à execração pública pela prepotência de autoridades políticas e policiais.
...Posto isto, defiro parcial liminar para declarar a nulidade do auto copiado às fls. 34/39, determinando que a autoridade impetrada promova a devolução de todos os bens apreendidos ao paciente no prazo de 24 horas, sob pena de responsabilidade penal.
Palmas para o Ministério Público, o último refúgio para todos os injustiçados e o legítimo representante de todo o povo.

domingo, 6 de abril de 2008

GUARDA MUNICIPAL

“...segurança é sim competência da PM. A Guarda Municipal é responsável pelo patrimônio público”. Essa afirmação faz parte de um e-mail que recebi da Prefeitura de Mangaratiba e que ainda guardo em meu Outlook.
Isso não é o que afirma Julita Lemgruber - socióloga, diretora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, ex-diretora do Sistema Penitenciário e ouvidora de Polícia do Estado do Rio de Janeiro de 1999 a 2000, integrante da equipe que formulou o Plano Nacional de Segurança Pública do Governo Lula – “O papel da Cidade é, sobretudo, a responsabilidade de desenvolver políticas preventivas. No entanto, os prefeitos se omitem, argumentando que segurança pública é um problema dos governos estaduais. Um ou outro acordou para essa nova realidade. O problema da segurança pública precisa ser compartilhado por todos os níveis de administração.
Também não é o que pensa a Prefeitura de Diadema - www.diadema.sp.gov.br – que implantou bem sucedido programa de segurança pública com a sua Guarda Municipal. Um programa denominado Anjos do Quarteirão em que, entre outras atividades, guardas municipais circulam por toda a cidade com o objetivo de fortalecer a relação da Guarda Municipal com a população e melhorar a segurança das ruas, estabelecimentos comerciais e residências. Os bairros chegaram a apresentar uma redução de 55% nos índices de violência. Considerada fundamental para a redução desses índices, foi a integração das polícias Civil e Militar com a Guarda Municipal em operações de policiamento ostensivo.
A Prefeitura de Ribeirão Preto também assumiu sua responsabilidade na segurança do cidadão. No site www.ribeiraopreto.sp.gov.br verifica-se que a Guarda Civil Municipal de Ribeirão Preto é uma organização de proteção e segurança, compromissada com os mais elevados princípios morais e legais, sempre disposta a enfrentar desafios. Inovadora, está engajada na manutenção da paz social, oferecendo serviço de qualidade, em parceria com a comunidade ribeirãopretana.
A nossa Guarda Municipal, porém, como afirmou a Prefeitura de Mangaratiba, é responsável apenas pelo patrimônio público, isto é, pelos bens municipais.
E o que faz além disso? Nos finais de semana de sol e feriados prolongados, passeia em animados grupos pela praia, multando os veículos que considera mal estacionados pelos visitantes. Carros com a mala aberta emitindo som em elevadíssimo volume não é com eles. Enquanto isso, a agência do Correios e Banco Postal, que fica a cem passos do posto da GM – passos contados por mim, passos de um ancião - foi assaltada duas vezes. Um assaltante veio de bicicleta, o outro fugiu de barco.
A tranquilidade dos cidadãos é um bem municipal e a simples presença dos guardas nas ruas proporcionaria paz de espírito aos moradores que são, também, patrimônio do Município.
Ainda não temos bandidos entre nós, nem a GM estaria preparada para o confronto. Temos, sim, adolescentes pichadores, pequenos ladrões arrombadores de quiosques e residências de veranistas. Na maioria, filhos de nossa própria sociedade. Estes podem ser repelidos pela simples circulação da GM, a pé ou motorizada, por todo o Distrito durante o dia e à noite.
Os delinquentes que nos visitam – assim como aqueles oriundos de nosso meio - sentem-se à vontade em nossa comunidade desarmada. Porém, mesmo desarmados, muitas das ações empreendidas pelas prefeituras de Diadema e Ribeirão Preto, em relação à segurança, podemos implantar a curto e médio prazo em Mangaratiba.
Para os nossos delinquentes domésticos e a maioria dos que vêm de fora, autoridade determinada, atitude policial rigorosa e um cassetete bastam como armas.

FAZENDA MURIQUI + Segura

Eu não faço parte da elite fazendeira, eu pertenço ao povo praiano. Foi com essas palavras que terminei minha participação na segunda reunião da natimorta campanha “Muriqui + segura”, realizada no Iate Clube de Muriqui.
De início, confiei no objetivo ético da campanha e acreditei que os representantes da comunidade ali reunidos com autoridades civis e policiais estavam, de fato, preocupados com a segurança de todos – comerciantes, quiosqueiros, moradores e veranistas - que estavam, e ainda estão, sendo vítimas de assaltos, arrombamentos de quiosques e residências e, até, de sequestro.
Mas, não! O objetivo era outro. Era apenas fechar uma das entradas de Muriqui, uma via pública – extensão da RJ-14 - que passa pela Fazenda Muriqui. Por quê? Para transformar um simples loteamento em condomínio fechado. E assim obter maior segurança para os moradores da Fazenda Muriqui, o resto da comunidade que se virasse.
Ainda vejo, em alguns poucos carros, o adesivo “Muriqui + Segura”. Como se isso bastasse. Como se um abaixo-assinado bastasse.
Não! É imprescindível a vontade política, a responsabilidade de desenvolver ações preventivas. É preciso acordar para a realidade. É imprescindível que sociedade e autoridades não se omitam, pois, segurança é responsabilidade de todos, em geral, e de cada um, em particular.
Para não se chegar ao descalabro absoluto, é essencial que as autoridades assumam o controle do Município em todas as suas responsabilidades, nelas incluída a segurança de seus cidadãos. Parodiando Clemenceau: segurança é assunto grave demais para ser confiada apenas aos policiais.
Para não se chegar ao descontrole total em nosso permanente e abjeto baile de máscaras, é necessário que a sociedade assuma a responsabilidade pelos atos de seus filhos e netos, impondo-lhes limites e respeito à lei e à propriedade alheia.
Na lingua Tupi, Muriqui significa gente tranquila. Não é fechando uma das entradas que vamos fazer jus ao nome da comunidade.