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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

ROMÁRIO E A CORRUPÇÃO NO FUTEBOL

Chiqui Avalos, respeitado jornalista e escritor paraguaio que foi correspondente em Paris do jornal ABC Color e é autor do best-seller "La otra cara de HC", apaixonado por futebol escreveu o artigo abaixo sobre a corrupção no futebol.

"O que não fizemos, o FBI está fazendo por nós.
No Brasil a coisa está um pouco estranha: há uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado da República investigando a máfia do futebol. Mas o cenário de degradação moral no Brasil é tão terrível, tão escandaloso, que o ex-futebolista Romário, hoje senador, é o presidente da tal CPI. Conversando com um estimado amigo, delegado da competente Polícia Federal brasileira e que me foi apresentado por outro amigo, o saudoso Romeu Tuma (a quem inclusive dediquei um livro), recordamos a vida pregressa do "peixe" ou "baixinho", como a antipática figura do agora político é conhecida.
Romário não deve e não pode investigar a máfia do futebol, pois esteve sempre de braços dados com ela. Como jogador – igual a outros tantos – trafegou as fortunas que ganhou a cada novo time em que foi atuar, pelos mesmos meandros delituosos que hoje custam ao jovem craque Neymar multas milionárias e sanções duras na justiça da Espanha e na receita federal brasileira pelas fraudes milionárias praticadas por seu pai e empresário, nada diferentes daquelas da máfia ou do narcotráfico. Não estivessem em jogo interesses de clubes e grandes empresários da Espanha e do Brasil, o papai de Neymar já estaria algemado e preso. Romário, também, foi apêndice de Ricardo Teixeira, imperador do futebol brasileiro por mais de duas décadas. Romário foi comensal de Nicolas Leoz. Romário fez festas (algumas impublicáveis), comendo e bebendo, compartilhando vícios e prazeres, com esses bandidos que estão presos e às vésperas de extradições pedidas pelos EUA.
Como o Conde Drácula pode investigar o banco de sangue? "Coisas do Brasil", me responde o amigo delegado. Não é segredo para ninguém, no meio empresarial, político, financeiro e de imprensa do Cone Sul, que dezenas (talvez centenas) de jogadores de futebol esquentaram dinheiro sujo, lavaram seus ganhos em contratos obscuros, através de duas famílias de banqueiros: os Peirano, do Uruguai, e os Rohm, da Argentina. Banqueiros influentes em seus países e em todo mundo, colocaram instituições como o Banco Velox, o Banco Pan de Azucar, Banco de Santa Fé, Banco de Montevideo, Banco Comercial del Uruguay, Banco Aleman Paraguayo, dentre outros, de uma enorme teia financeira, lavando dinheiro de políticos corruptos (como Carlos Menem e outros), de dirigentes esportivos (como Nicolas Leoz, Ricardo Teixeira e outros), e de jogadores de futebol, também. Desnecessário dizer que todos esses bancos sofreram intervenções oficiais por conta das práticas criminosas que adotaram para atender essa quadrilha de clientes.
Será que o impoluto senador Romário, que quer limpar o futebol brasileiro mas não quer quebrar o sigilo fiscal e bancário da poderosa Rede Globo de Televisão, se recorda especialmente do Banco Aleman Paraguayo? E dos senhores Castillo, Sorrentino e Peterlik? E da presteza com que eles e os executivos do Banco Comercial, em Montevideo, tramitaram fortunas em contas abertas por gente que hoje urra pela moralidade? Duvido. E do Trade Comercial Bank, da família Peirano, em Cayman Island? Era lá que se "consolidava" (essa a palavra mágica!) todas as operações de lavagem de políticos, artistas, narcotraficantes, empresários e... jogadores de futebol! Jogadores brasileiros são quatro. Adivinha quem é um deles? Garanto que não é o inesquecível ídolo de minha juventude, o Garrincha, que morreu pobre.
Romário, e eu sempre admirei o seu futebol, é um hipócrita. Mas, certamente, é homem de absoluta sorte. Um extrato de conta a ele atribuída num banco controverso da Suiça italiana, o BSI, caiu nas mãos da revista Veja, outrora muito respeitada e hoje envolvida na luta política no Brasil. Romário seria dono de uns tantos milhões. Nada que não possa ser verdade para quem faturou fortunas em clubes do Brasil, Europa e Oriente Médio. Porém o senador voou imediatamente para a Suiça e voltou ao Brasil com uma foto irreverente, com os braços abertos diante de um lago, negando a tal conta e amparado por uma nota oficial do BSI.
A esquerda brasileira, no afã de golpear a revista da família Civita (aliás, parceira da ditadura militar argentina num episódio horrível, a tomada de uma fábrica de papel de imprensa da família do falecido empresário judeu-argentino David Graiver, o "banqueiro dos Montoneros"), fortalece a posição de Romário promovendo um festival nas redes sociais com a tal nota do BSI. E os inimigos da CBF e da máfia do futebol, o apoiam como se ele fosse um angelical mensageiro do Senhor na luta contra as ratazanas do esporte bretão. Que impressionante!
A Veja não soube se defender, não questionou a postura do banco nem pediu uma investigação rigorosa. Pode não ter checado antes, mas falhou no depois, também. E no delicado momento em que a grande revista vive, tropeçou em uma simples falha de apuração desconhecendo as imensas possibilidades de que tenha havido um acerto entre as partes, o banco que administra dinheiro sujo e o depositante que jura até a morte que o seu dinheiro não é seu.
No momento de burrice coletiva vivida por quase todos os setores da vida brasileira, alguns detalhes foram solenemente omitidos. Talvez, sequer notados. 
Na nota oficial do BSI (http://www.romario.org/news/all/nota-de-banco-suico-confirma-que-extrato-da-veja-e-falso/) há uma sutileza: se diz que "aquele" extrato é falso e que "aquela" conta não tem o senador como titular. O banco não foi peremptório, apesar de ensaiar um teatro e enviar à justiça a informação de que o extrato publicado por Veja seria falso. E ainda há um fato curioso, no mínimo curioso: pela primeira vez na história uma instituição financeira suíça deixou o mutismo que faz parte da mítica dos banqueiros locais para defender um suposto não-cliente e negar um documento sem que a justiça tenha lhe requerido isso. Estranho, não?
Começa aí um enredo interessante: bancos suíços não enviam extratos de contas (muito menos as milionárias!) pelos correios ou sequer os imprimem. E o passado do BSI comporta muita desconfiança.
O BSI nasceu em 1873 e tem sua sede no Palazzo dei Marchesi Riva, em Lugano, na flexível Suiça italiana, menos rigorosa nos procedimentos morais e bancários que a exigente Suiça alemã (Zurich) e a amedrontada Suiça francesa (Genebra). Quem quer malandragem vai pra Lugano. Foi lá, por exemplo, que 9 em cada 10 hierarcas do regime de Strossner depositaram o fruto de 34 anos de ditadura absolutista e corrupta. E jamais, mesmo presos alguns e execrados todos, esses correntistas foram traídos pelo discreto e secular BSI (N.L.: hoje, o BSI é brasileiro).

Desde julho de 2014, o BSI é de propriedade do magnata brasileiro André Esteves. O dono do banco BTG Pactual pagou pelo BSI impressionantes US$ 1 bilhão e 400 milhões. A conta do senador moralista seria, portanto, anterior à aquisição de Esteves no cantão menos exigente da confederação helvética. Estranha e feliz coincidência para o peixe...
Esteves é o receptador (essa é a palavra correta) de campos de petróleo (e petróleo da melhor qualidade) na riquíssima e convulsionada Nigéria. Foram-lhe repassados em negociação nebulosa pela Petrobrás, antes da explosão que hoje expõe suas vísceras e a corrupção endêmica que comprometeu a saúde da gigantesca empresa. Os policiais, promotores e o juiz da Operação Lava Jato se esqueceram ou ainda não chegaram ao banqueiro-petroleiro. E não seria com um senador escandaloso, atrevido e com escassos inibidores comportamentais, como é Romário de Souza, que o exitoso André Esteves iria se confrontar. É melhor ser gentil do que comprar uma briga com um político midiático. Fui claro?
Pra que discutir com um senador que quebra um imóvel que era seu e foi tomado pela justiça e vendido para um grande empresário? E se confrontar com o impávido namorado da bela (pra quem gosta, esclareço) transexual Talita Zampirolli (N.L.:foto abaixo), uma loura estonteante fotografada de mãos dadas em lânguida troca de afagos com o guardião da moral do futebol brasileiro?
Pelear-se com um homem que tem coleção de Mercedes-Benz e 250 pares de sapatos, segundo Eduardo Galeano na página 189 do seu celebrado livro "Futebol ao Sol e a Sombra"? Confrontar com o homem que teria querido ser o "cartola" do futebol feminino e suas dezenas de milhões de dólares e, diante da recusa da CBF, tornou-se inimigo implacável da mesma CBF que ele cortejava? Não, mil vezes não.
O que Romário está fazendo é tudo o que não deve ser feito na limpeza do mais popular esporte do planeta. Trocar uma máfia escancarada por uma máfia ainda não denunciada. O deus dos gramados, das arquibancadas e das bolas nos livre dessa derrota baseada em histórico gol contra.
Termino cheio de esperanças. Há livros desnudando a máfia do futebol. Há poderosos presos e investigações em curso. Recuso-me a perder o amor profundo por meu time do coração, o Olimpia, e a sofrer e delirar com as derrotas e as vitórias de minha Seleção paraguaia. Algo há de mudar e pagarão caro os que converteram a digna paixão dos torcedores em negócio sujo e mafioso."

(N.L.: Romário já admite que tinha conta na Suiça. A Veja não vai deixar barato.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

ALÁ É GRANDE!

“A expressão maior do fundamentalismo de cunho guerreiro e exterminador é aquele representado pelo Estado Islâmico que faz da violência e do assassinato dos diferentes, expressão de sua identidade.”
E durante suas ações terroristas gritam o título desta postagem. E me fazem lembrar de quantos inocentes afirmam que Deus está no comando de tudo. Quem está com a razão: eles ou eu?
Eu que sempre me questionei por que as igrejas que se dizem evangélicas raramente se referem ao Novo Testamento onde estão os evangelhos. Foi Leonardo Boff quem me deu a explicação mais racional (AQUI).
“Se bem repararmos, para a maioria destas igrejas midiáticas, o Novo Testamento raramente é referido. O que vigora mesmo é o Antigo Testamento. Entende-se o porquê. O Antigo Testamento, exceto os profetas e de outros textos, enfatiza especialmente o bem estar material como expressão do agrado divino. A riqueza ganha centralidade.
O Novo Testamento exalta os pobres, prega a misericórdia, o perdão, o amor ao inimigo e a irrestrita solidariedade para com os pobres e caídos na estrada. Onde que se ouve, até nos programas católicos, as palavras do Mestre: “Felizes vocês, pobres, porque de vocês é o Reino de Deus”.
Não é isto que os fariseus querem ouvir. Eles pagam para ouvir que vão melhorar de vida. Leonardo Boff, em seu artigo, também me dá razão sobre o uso do nome de Deus em vão. São diversas as postagens que fiz aqui ressaltando a necessidade de se respeitar o segundo mandamento.
“Fala-se demais de Jesus e de Deus, como se fossem realidade disponíveis no mercado. Tais realidades sagradas, por sua natureza, exigem reverência e devoção, o silêncio respeitoso e a unção devota. O pecado que mais ocorre é contra o segundo mandamento:”não usar o santo nome de Deus em vão”. Esse nome está colado nos vidros dos carros e  na própria carteira de dinheiro, como se Deus não estivesse em todos os lugares. É Jesus para cá e Jesus para lá numa banalização dessacralizadora irritante.”
“O que mais dói e verdadeiramente escandaliza é usar o nome de Deus e de Jesus para fins estritamente comerciais. Pior, para encobrir falcatruas, roubo de dinheiros públicos e de lavagem de dinheiro. Há quem possui um empresa cujo  título é “Jesus”. Em nome de “Jesus” se amealharam milhões em propinas, escondidas em bancos estrangeiros e outras corrupções envolvendo bens públicos. E isso é feito no maior descaramento.”
E volto ao título da postagem que é aquele mesmo "Graças a Deus" utilizado pelos bandidos e traficantes cariocas; pelos políticos como Eduardo Cunha e Picciani; os juízes como o Gilmar; os datenas.
Mais me decepcionam ainda aqueles que afirmam ser Deus (Alá) quem está no comando de tudo.

sábado, 21 de novembro de 2015

AH! ESSES POLÍTICOS

Do presidente ao mais obscuro e menos votado dos vereadores é a culpa de todas as mazelas que infelicitam o nosso povo humilde, honrado, íntegro, honesto, virtuoso e trabalhador.
É doloroso saber que o presidente é proprietário de inúmeras oficinas para desmonte dos carros roubados por seus ministros e assessores.
Revolta-me quando vejo deputados estaduais irresponsáveis jogando lixo nos rios e nas ruas, entupindo bueiros e poluindo o meio ambiente, ocasionando as inundações que tanto prejuízo causam ao nosso povo.
Fico assombrado ao ver bandos de vereadores invadindo condomínios, sequestrando e agredindo moradores, para roubar o que o povo conseguiu adquirir com tanto sacrifício. Onde está a Segurança que nada faz? Assombra-me ainda os políticos de torcidas organizadas que se agridem e se matam pelas ruas.
Causa-me espanto ver senadores drogados destruir e incendiar escolas, agredir professores, montar uma absurda aparelhagem de som em seus carros e perturbar o sono do povo com o funk pornofônico.
Em que outro país governadores pedófilos estupram e engravidam enteadas e filhas de nove anos? Agridem suas esposas até a morte e jogam a própria filha pequena pela janela do oitavo andar?
É triste ver prefeitos viciados em crack comandando o tráfico de drogas e aniquilando com a nossa juventude estudiosa e digna. Juventude tatuada que se entrega às drogas por completo desgosto com nossos políticos. 
Eu fico atônito ao ver tantos casos de acidentes com mortes nas estradas causados por deputados federais que dirigem embriagados. É por causa deles que nossos hospitais andam cheios de acidentados e não têm como cuidar de nossos jovens em coma alcoólico nem das nossas crianças resfriadas ou agredidas.
É nas casas desses políticos onde são encontrados os maiores focos de mosquito da dengue. A Saúde está falida?
E os filhos viciados desses políticos estão promovendo pegas com seus carros e motos, pichando as residências das famílias honestas, sequestrando e matando namoradas. Enquanto as suas filhas, a partir dos 13 anos de idade, enchem a cara de manguaça e as avós de netos.
O governo precisa investir na educação.
As cadeias e penitenciárias estão repletas de gente inocente, oriunda de boas famílias, que não teve as mesmas oportunidades para progredir na vida por culpa exclusiva dos políticos.
Abaixo esses políticos corruptos que se vendem por uma exorbitância e compram o eleitor honrado, íntegro e virtuoso por uma ninharia apenas. Políticos safados que nos prometem empregos e, depois de eleitos, vêm oferecer vagas de trabalho para as quais não temos, nem nossos filhos, a mínima qualificação. 
Políticos animadores de programas que promovem o crime na TV. Angariando simpatizantes e novos eleitores, são paternalistas que hipocritamente clamam por segurança e acusam o governo pela culpa de tudo.
Políticos travestidos de religiosos que instalam "templos" em qualquer esquina para atrair e iludir os incautos.
Políticos ladrões que roubam energia elétrica, água, sinal da TV por assinatura e, até, a conexão Velox.
Políticos irresponsáveis sem autoridade para impor limites a seus filhos.
Não, não podemos imaginar tudo aquilo de que são capazes esses políticos.

domingo, 15 de novembro de 2015

SICOFANTAS

Dizem que todos os políticos são corruptos e nada fazem pelo povo ordeiro, humilde, honesto e trabalhador.
Pura hipocrisia: o povo é bom, a classe política não presta. Como se não existissem cidadãos canalhas e de má índole e políticos dignos e responsáveis. Os políticos são todos oriundos da mesma sociedade.
A quem pode interessar tal maniqueísmo?
A nefasta campanha leva o eleitor a se decepcionar com a classe política colocando a todos na vala comum da incompetência e da corrupção.
Politicamente alienado, o cidadão se convence de que todos os políticos são iguais e, então, decide vender o voto. Na próxima eleição, em Mangaratiba, pretendo vender o meu. Diante do que leio no grupo do feissibuque que combate a corrupção, fiquei sem saber em quem votar.
É o que dá indivíduos sectários, amantes do subjetivismo, sicofantas fingindo defender o cidadão comum, acusar indiscriminada e permanentemente todos os políticos. 
(Sicofanta: aquele que presta informações falsas; caluniador, mentiroso. 1 Pessoa mentirosa, caluniadora, impostora, patife. 2 Adulador servil, interesseiro; parasita.) Desculpem, aprendi esta palavra nova e decidi empregá-la.
Político nenhum presta. A quem pode interessar tal opinião que já está generalizada na mente do eleitor comum?
Somente aos corruptores que têm a grana pra comprar o voto e eleger quem eles quiserem.
Político não vale porra nenhuma, dizem eles. Eleitor muito menos, digo eu.
A campanha de satanização dos políticos tem como objetivo desqualificar o voto popular, fazer o cidadão desistir da sua própria participação e a não acreditar que tem o poder de transformar a sociedade.
Aí surgem os candidatos como Datena – bem cotado em São Paulo – e Pedro Augusto, em Mangaratiba.
É preciso aprender que político é apenas algo assim como fralda descartável, tem que ser sempre trocado. Sujou? Joga no lixo. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

POLÍTICOS VÊM DE MARTE?

Ou será que eles vêm de Vênus?
Não. Eles vêm do mesmo lugar de onde surgem os juízes corruptos, os empresários egoístas, sonegadores e gananciosos, os traficantes, os viciados em tóxicos, os assaltantes, os jornalistas mercenários, os milicianos, os estelionatários, os criminosos, os falsos profetas que exploram a fé religiosa, os ladrões, os pedófilos e estupradores, os torturadores, os pichadores, os funkeiros, etc, e, até mesmo, os mansos e as pessoas de bem.
Todos eles surgem inofensivos, inócuos, sem culpa nem malícia, singelos, cândidos, puros, ingênuos, no seio – ou será no útero? - da nossa sociedade. Uma sociedade que se imagina vítima, mas que cria os seus próprios algozes.
Sei que falando assim vou desagradar muita gente. Principalmente a burguesia esquizofrênica que gera seus monstros e, depois, os culpa por seus erros. Uma burguesia negligente e convicta de que tão somente o pobre é bandido e que atingiu tal condição por falta de oportunidades ou por exclusão social.
E os facínoras das classes mais abastadas? Seria por falta de oportunidades que pastores cambistas negociam ingressos para o céu? E os políticos e juízes corruptos, teriam se tornado o que são por exclusão social?

Essa burguesia dissimulada ainda crê que tudo se resolve com a educação que o governo não proporciona ao povo. Confunde ensino público com educação. Já disse Einstein que educação é aquilo que nos resta depois que esquecemos tudo que aprendemos na escola.
Educação tem que ser prestada primordialmente pela família que é o núcleo da sociedade. É ela – e somente ela – quem pode determinar o seu caminho pelo mundo, se seus filhos terão boa ou má índole.
Isso dá muito trabalho, reconheço. Não é fácil educar, tem que ter muita paciência e força de vontade. A burguesia, porém, é preguiçosa e prefere deixar por conta do governo a educação de seus filhos. Assim, ela sempre terá a quem culpar: a escola, os professores, os políticos, o governo.
Essa burguesia preconceituosa que quer exigir dos políticos um mundo melhor para seus filhos, não oferece filhos melhores para o mundo. Uma burguesia nociva que quer levar vantagem em tudo, que explora os mais humildes e jamais se sente culpada pela proliferação das drogas que, ela própria, subvenciona. E ainda reclama da falta de segurança.
Chega de culpar os políticos por tudo de mal que ocorre no país. Temos que assumir a nossa parcela de responsabilidade. Político é apenas algo assim como uma fralda descartável. Quando suja, troca-se e joga fora. Infelizmente, não temos esse poder para fazer o mesmo com os juízes que se enlameiam.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O BRASIL DE ABÍLIO DINIZ

Este é o meu Brasil exposto AQUI no editorial de hoje do Jornal do Brasil. Não é o Brasil dos pessimistas que afirmam ser  uma M..... de país.

O Brasil de Abílio Diniz e o Brasil dos economistas palpiteiros
A simples declaração dada pelo empresário Abílio Diniz em Nova York, afirmando que o Brasil estava muito barato para investidores estrangeiros, e que confia que o país superará a crise, provocou um solavanco no mercado acionário. Abílio Diniz, próspero e vitorioso empresário, remou na direção contrária de alguns economistas palpiteiros, que vinham depreciando o mercado brasileiro. Sua declaração deu resultado positivo ao país. Já certos economistas - que sempre acertavam quando faziam parte do governo, e que ao saírem dele estavam miliardários - adotam hoje o "quanto pior, melhor".
Abílio Diniz sabe o preço da luta para crescer. Começou pobre e construiu uma sólida e importante empresa, numa trajetória bem diferente da de alguns ex-ministros, ex-diretores do Banco Central, que entraram pobres em seus cargos e saíram com seus bolsos abastados. Muitos destes atacam e querem destruir o país porque sonham em voltar para o poder. Disparam tiros nas mais variadas direções, inclusive batendo na tecla dos impostos brasileiros, afirmando que são dos mais pesados do mundo.
Ora, na Itália o imposto para quem tem mais de uma propriedade duplica em progressões aritméticas. Na Espanha igualmente os tributos são pesados e abrangentes, como no restante da Europa.
Nestes países não há mais empregados domésticos. Na Inglaterra, por exemplo, quem trabalha de barman ou em serviços de hotéis não são os ingleses, e sim aqueles que vêm de países colonizados. 
Toda a Europa vive hoje o drama dos refugiados, no qual imigrantes, antigos colonizados, buscam nos países colonizadores uma oportunidade. O processo vem assumindo proporções gigantescas recentemente, mas na realidade não é de hoje. Tanto que em Portugal, por exemplo, os angolanos hoje dominam Lisboa.
Os que incitam o caos e apostam no acirramento da crise deveriam estar conscientes de que se em países da Europa - com população entre 10 e 60 milhões de habitantes - a reivindicação dos mais pobres e necessitados, sejam imigrantes ou não, vem provocando uma instabilidade social, no Brasil, com 200 milhões de habitantes, manobrar para jogar o país no fundo do poço trará consequências de proporções inimagináveis. 
E se esta convulsão social acontecer, com o levante dos menos favorecidos, os que hoje incitam o caos fugirão para onde?


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

POLÍTICO BOM É POLÍTICO MORTO

Vargas, Juscelino, Jango, Lacerda, Ullisses, Covas, Arraes, Teotônio, Tancredo, Brizola e outros menos votados são, agora, exaltados como políticos que foram dignos e merecedores de todo o respeito.
Por quê? Porque estão mortos? Quando vivos, eram combatidos e criticados.
Os radicais afirmavam que, também, eram corruptos e que nada faziam pelo povo. Tal como radicalizam, agora, em relação a todos os políticos em atividade, sem exceção.
Indivíduos sectários, amantes do subjetivismo, fingindo defender o cidadão comum acusam indiscriminadamente todos os políticos vivos. Dizem que todos são corruptos e nada fazem pelo povo ordeiro, humilde e honesto.
Pura hipocrisia: o povo é bom, a classe política não presta. Como se não existissem cidadãos de má índole e políticos dignos e responsáveis.
A quem pode interessar tal maniqueísmo?
A desonra, o descrédito, a difamação da política e dos políticos somente pode interessar a uma elite milionária detentora ou não de mandato político que pretende se locupletar ainda mais. Além, claro dos ex-torturadores saudosos da ditadura.
A nefasta campanha leva o eleitor a se decepcionar com a política colocando a todos na vala comum da incompetência e da corrupção. O cidadão se convence de que todos os políticos são iguais e decide votar somente naquele que lhe trouxer algum benefício financeiro imediato.
Aí é que entra a elite milionária comprando votos e impedindo o surgimento de novas lideranças políticas empenhadas em atuar em favor do bem comum.
Que jornalistas mercenários participem de tal campanha sórdida é até compreensível. Vivem ou pretendem viver a soldo dos corruptos para defender o leite das crianças.
É estupidez, porém, que pessoas conscientizadas embarquem nessa canoa furada.

Ninguém, absolutamente ninguém, nem eu nem você que me lê, é absolutamente bom nem absolutamente mau. E mesmo o político mais corrupto e desprestigiado – como o Cunha – tem lá as suas virtudes.
Se você tem alguma pretensão política, não jogue lama no ventilador. Ela fatalmente respingará em você. Não seja covarde, dê nome aos bois.
Se não derem nomes aos bois, como vou saber em quem votar? Vocês que condenam os políticos têm que me informar ou vou votar errado.
Sem informação não vai haver renovação.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

UMA ESTÚPIDA FASCISTA

Essa mulher tem que se juntar ao Malafaia na procura de uma rola. O Suplicy, um político sério, honesto, pacífico, foi agredido estupidamente por esta fascista que comprova a afirmação de Joseph Pulitzer: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma." 
O ídolo
O ídolo

Onde buscam suas informações desvairados como a mulher histérica que hostilizou neste sábado o ex-senador Suplicy na Livraria Cultura de São Paulo?
Quem turva a cabeça deles? Quem os enche de uma mistura brutal de ódio e ignorância?
São questões que vinham me ocorrendo desde que assisti a vídeos de manifestações de direita em que os presentes, diante de um microfone, falavam coisas desconexas, num tom de quem não tem nenhum controle emocional, os olhos arregalados e uma expressão de doidos.
Tive, agora, a oportunidade de responder a muitas de minhas dúvidas.
Um amigo do Facebook, Alexandre, me enviou a conta ali da mulher que estrelou o vídeo da agressão a Suplicy na Livraria Cultura.
Com a mulher de Moro, seu heroi
Com a mulher de Moro. Seu heroi.

Seu nome é Celene Carvalho, 50 anos.
Ela já ganhara notoriedade ao perturbar o casamento do médico Roberto Kalil, ao qual Dilma e Lula compareceram.
Na linha do tempo de Celena você encontra diversas menções ao site O Antagonista, dos jornalistas Diogo Mainardi e Mário Sabino.
Não surpreende.
Antagonista é um vulcão em permanente erupção de ódio ao progressismo. Mainardi é Mainardi. Sabino é aquele ex-redator chefe da Veja que mandou um subalterno escrever uma crítica glorificadora de um romance dele mesmo que desapareceu no tempo e no espaço, pela irrelevância literária.
A Veja também é muito citada por Celene. Mais uma vez, nenhuma surpresa.
Num vídeo da Veja compartilhado por ela, Augusto Nunes e Marco Antônio Villa discorrem sobre “a organização criminosa”, o PT.
Em outro, Marcelo Madureira convoca as pessoas para uma manifestação pelo impeachment.
Mas seu ídolo, para usar sua própria expressão, é Reinaldo Azevedo. Ela publicou no Facebook, com visível orgulho, uma foto em que está ao lado de Azevedo. Parecem ter sido feitos um para o outro. (Tolstoi jamais se gabou dos romances que escreveu. Tinha sérias restrições a Ana Karenina. Mas Azevedo não se cansa de lembrar à humanidade que cunhou a palavra “petralha”, amplamente empregada por analfabetos políticos e obtusos de toda natureza.)
Moro é outro heroi de Celene. Numa de suas fotos mais curtidas e comentadas no Facebook ela está com a mulher de Moro.
Publicações em geral elegem uma pessoa como seu personagem símbolo para que os editores calibrem melhor seus textos e atinjam o público alvo.
O personagem símbolo da Veja e do Antagonista é Celene Carvalho. Isto conta tudo sobre o conteúdo de ambos.
Lauro Jardim, ex-Veja e atual Globo, também aparece na página de Celene. De novo, era previsível.
Fica claro, pela leitura do Facebook de Celene, que é a mídia que foi criando figuras como ela, gente que vai espalhando seu ódio doentio por todos os lados.
São os filhos da mídia.
Celene aparentemente é solteira. Não se vê nenhuma menção a filhos ou a marido ou namorado em seu Facebook. Tampouco amigos são vistos lá. Nada de livros, nada de filmes.
Tudo é dominado pelo antipetismo.
Provavelmente ela encontrou na militância de direita um substituto para uma vida pessoal vazia, solitária e sem sentido.
Ela se apresenta como hoteleira. Uma pesquisa no Google a aponta como dona do hotel Dona Balbina, de uma estrela, no Espírito Santo.
Aparentemente, ela não tem tido tempo para cuidar de seu negócio. No site TripAdvisor, um hóspede relata que a água do chuveiro estava fria, que a cama de casal era dura e muito estreita e que o telefone do quarto não se comunicava com a recepção.
“Além do mais falta frigobar no quarto”, disse o hóspede. “Acho que no verão deve ser impossível dormir pela falta de ar condicionado.”
O hotel parece ser uma das últimas prioridades de Celene. Além de insultar outras pessoas, Celene se entreteve nos últimos meses em atividades como a feitura do boneco Pixuleco.
Penso comigo que já é hora de ela acrescentar uma nova atividade a sua rotina: providenciar um advogado para defendê-la num processo.
Até aqui, ela tem tido mãos livres para disseminar injúrias e atormentar pessoas pacíficas como Suplicy.
Torço que Suplicy se incumba de dar esta nova atividade a Celene Carvalho.

P.S.: O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

ESSA M.... DE PAÍS

Fico revoltado quando alguns queimam a bandeira brasileira ou dizem que o Brasil é uma M.... de país. Avacalham com a terra em que nasceram e reclamam indignados com a TV que faz piada com o lugar em que vivem.
Não entendo a razão de tanta estupidez. Será que pensam ser uma maravilha os Estados Unidos, por exemplo? Uma nação viciada em drogas, capaz de consumir mais da metade da produção mundial de cocaína e heroína e que tem a maior população carcerária do mundo. Imaginem a que anda pelas ruas e deveria estar encarcerada.
A grande nação dos “serial killers” é uma M..... de país que manda seus filhos lutar e morrer em toda parte.
É o maior promotor do terrorismo mundial em sua ânsia de dominar o mundo. E apóiam os terroristas do ISIS comprando o petróleo produzido pelo estado islâmico.
Armou e municiou Bin Laden para combater o Afganistão e deu no que deu. Armou e municiou o Estado Islâmico pra combater o governo sírio e deu no que deu. Inventou uma guerra no Vietnam e perdeu. Promoveu e apoiou a ditadura militar no Brasil, Argentina, Chile, etc, e acabou com metade do México. São inúmeros os exemplos de terrorismo americano em todo o mundo.
Quando não têm o que combater, lutam entre si e se matam aos milhões numa guerra civil. Aliás, nem precisam de guerra para se matarem. Mensalmente, jovens chacinam colegas e professores nas escolas. Matam-se e tentam matar presidentes.
O racismo ainda impera no sul. A corrupção política atingiu até a vaga de senador do Obama que o governador leiloou.
Não verás nenhum país como este com tantos habitantes em cadeiras de rodas. Com tantos furacões, terremotos e tsunamis. E que vive a sofrer atentados. 
Em matéria de crimes contra a humanidade e assassinatos de inocentes, só perde mesmo para a Alemanha.
Enfim, um país que não tem assistência médica universal e gratuita como temos no Brasil não é essa maravilha que os idiotas imaginam.
Um jornalista demitido da - com licença da má palavra: veja - foi morar lá afirmando preferir lavar pratos em Miami do que viver no Brasil. Qualquer dia, ele volta arrependido.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

DE VOLTA AO PASSADO?

Estamos em 21 de outubro de 2015, o dia em que Marty McFly chega ao futuro.
Ainda não temos skate voador, os advogados ainda não foram todos eliminados, mas a ditadura teve o seu fim e vivemos em completa liberdade.
Alguns indicadores, porém, mostram a mudança ocorrida no Brasil que alguns, em acessos de estupidez, dizem ser uma M... de país.
Inflação - 1985: 235,11% - 2015: 8,3%.
Reservas – 1985: US$ 11 bilhões – 2015: US$ 363 bilhões.
População na extrema pobreza – 1985: 35% - 2015: 4%.
Mortalidade infantil – 1985: 69/1000 nascimentos – 2015: 14/1000 nascimentos.
Índice Gini – 1985: 0,857 – 2015: 0,560
Em 1985, ano em que o filme “De volta para o futuro” foi lançado, devíamos bilhões ao FMI, hoje somos credores; o Brasil, esta imensa nação que alguns inocentes úteis dizem que é uma M.... de país, era apenas a 15ª. maior economia do mundo, hoje somos a sétima; o salário mínimo era de apenas 60 dólares, hoje é superior a 200 dólares.
Quem quer a volta ao passado? Somente quem acha que este é uma M.... de país e vive queimando a bandeira como um Gentili qualquer.

sábado, 17 de outubro de 2015

MANGARATIBA JAZZ & BLUES FESTIVAL

Não estou acreditando que isto vai acontecer. Pela primeira vez na história, Mangaratiba terá um evento que vai me forçar a assisti-lo. 
De 23 a 25 de outubro, está programado o Mangaratiba Jazz e Blues com grandes nomes do jazz e blues nacional e internacional. E será - será mesmo? - em Muriqui, bem pertinho do meu retiro.
Entre as atrações, o sexteto do americano Delfeayo Marsalis, o saxofonista Leo Gandelman, a big band Big Time Orchestra, o americano José James, o guitarrista angolano Nuno Mindelis, o saxofonista Gary Brown, o blues man Marcos Ottaviano, a cantora Topsy Chapman & Solid Harmony, os blueseiros do Blues Etílicos, dentre outros. 
De graça, na orla da praia de Muriqui que será transformada na New Orleans da Costa Verde, tal como Parati tem sido há sete anos? Será?
Por que duvido? Porque este é um evento do governo anterior. Evandro Capixaba e Roberto Monsores (ex-secretário de turismo) conseguiram, junto com a empresa Bourbon Street, aprovar o projeto no Ministério da Cultura para o Festival Internacional de Jazz e Blues de Mangaratiba e saíram em busca das parcerias para a concretização do sonho. Conquistaram, entre outros, o apoio da Vale que vai se redimir da poluição sonora e ambiental que causa em Muriqui. (aqui)
Até hoje, não vejo no site da Prefeitura nenhuma informação sobre o evento. Será que o governo atual vai apoiar?
O grande problema para o evento, programado para começar às 19 horas na sexta, sábado e domingo, será o horário de verão. Às 19 horas ainda será dia claro e o turismo predatório ainda estará ativo em Muriqui.
Um evento de tão alto nível como este promovido pelo Bourbon Street Music Club não pode contar com a presença de quem não sabe se comportar com civilidade. Será melhor começar mais tarde, quando aquela turba já tiver ido embora.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

CLÁUDIA, MÔNICA E MÍRIAM

O que elas tinham em comum, além de serem repórteres da TV Globo, em Brasília? Trabalhavam no Congresso, entrevistando deputados e senadores.
Duas – a Míriam e a Mônica – deram o golpe da barriga. Míriam, a mais feiosa, transou com FHC e a Mônica com Renan Calheiros.
Ficou provado que o filho da Miriam não era do FHC, mas, antes disso, mereceu o reconhecimento oficial da paternidade. Ela foi morar na Espanha com tudo pago pela Globo para não prejudicar a imagem de FHC.
A Mônica teve uma filha também reconhecida pelo pai que, depois, decidiu ficar com a esposa oficial e abandonou a amante. Depois disto, ela foi capa da Playboy e casou com um empresário mineiro.
Das três, quem se deu melhor foi a Cláudia: enriqueceu com a corrupção do marido Eduardo Cunha. Casou, teve quatro filhos, ficou miliardária em dólares. Infelizmente, agora, estão nas manchetes as suas contas milionárias na Suiça e seus gastos em diversos países. Se ele fosse do PT, ela estaria presa.
Essas três me fazem lembrar das marias-chuteira que perseguem os jogadores de futebol e que geralmente se dão mal como a Elisa Samúdio. E, também, aquelas que dão em cima dos pagodeiros e, geralmente, acabam entrando na porrada.
Essas três são a redenção da classe política nos casos sexuais, pois provam que eles respeitam as mulheres que se oferecem. Ao contrário dos pagodeiros e craques da pelota.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

SAUDADE DE BANGU

Andei por Bangu semana passada e não encontrei ninguém conhecido além do meu barbeiro.
Passei pela rua onde vivi minha infância. Casa de gente que era pobre, pobre de marré, marré-de-si, hoje tem dois carros no quintal. Na rua inteira só há vaga para estacionar em frente a portão de garagem. São carros novos dos dois lados na rua inteira.
Fábio Jr, Valeska e Gustavo Lins, Tá Na Mente, Benito de Paula, Leandro Sapucahy, Tiaguinho, Celebrare, Jorge Vercillo, Pericles e outros que não lembro agora, estão todos programados para se apresentar em Bangu, Padre Miguel e Camará no mês de outubro. É o que vejo em outdoors espalhados na região contrariando a tão famigerada crise econômica do país.
Haja grana pra pagar tantos ingressos. Que crise é esta que assola o país?
O melhor negócio atualmente naquela região, depois dos templos pentecostais, claro, é o estacionamento de veículos. Quem tem grana pra pagar oito reais de estacionamento no centro de Bangu? O mesmo preço cobrado no shopping que está muito bonito e repleto de gente feia com olhar fixo em seus smartphones.
Bangu atualmente mais parece Merity: uma zona. Sinto saudade daquele bairro campestre, ingênuo, simples e puro onde nasci e o progresso arrasou impiedosamente.

sábado, 3 de outubro de 2015

ANOMIA

De repente, me vi diante dos mais incríveis absurdos refletidos numa discussão maniqueísta.
O discurso exacerbado, pueril e confuso dos que dizem lutar contra a corrupção, exaltando a figura dos cunhas (o aécio e o eduardo).
Marta Suplicy entra para o PMDB para combater a corrupção ao lado de Eduardo Cunha. Ele que quer o financiamento privado de campanha proibido pelo STF com o voto contrário de Gilmar Mendes, seu comparsa e, também, ele próprio o maior dos absurdos.
Alckimin ganhando prêmio por gestão hídrica e dizendo que mereceu. E, despudoradamente, como um burguesote à toa, Serra luta para a entrega do pré-sal às empresas estrangeiras. A sonegação chegou a 280 milhões de dólares, cerca de um trilhão e cento e vinte bilhões de reais.
No feissibuque - sem qualquer piedade pela gramática - o império do ódio, do maniqueísmo, da intolerância e da imbecilidade tomou conta de uma parcela da juventude brasileira.
Sentem saudade das trevas de uma ditadura que não viveram, do medo da deduragem e do buraco negro da tortura que não sofreram. Desmemoriados, sempre julgam que era melhor no passado. Pessimistas, não vêm o óbvio: nunca, jamais, em tempo algum, o povo esteve tão bem de vida.
Diante de tudo, sentia-me anômico, sem saber que anomia é um processo ou estado da sociedade em que se perdem ou não se reconhecem valores ou regras normativos de conduta, ou de crença, o que dificulta a referência do indivíduo ante as situações comportamentais e éticas contraditórias com que se depara. E não conseguia escrever.

Quem me curou foi o Ciro Gomes nesta entrevista:

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

AINDA A SAÚDE PÚBLICA

Quem quer uma saúde melhor, tem que cuidar melhor de si mesmo.
Foi o que concluí ao ouvir um parente médico dizer que quase 90% dos pacientes que ele atende na rede pública não precisam de médicos nem de remédios. Entre os conveniados dos planos de saúde, o percentual ultrapassa a 50%.
Ele disse mais: No dia em que atendermos apenas aos necessitados de medicina, a saúde pública será de fato eficiente.

Houve um tempo em que resolvi assistir ao atendimento à saúde pública por ele prestada. Algumas vezes, freqüentei um posto de saúde em Bangu. Havia de tudo ali. Mulheres bem nutridas, coradas e saudáveis que tinham discutido com o marido ou que estavam enfastiadas com o trabalho doméstico ou com os filhos; mães levando crianças com o nariz escorrendo ou com pequenos arranhões nos joelhos; bêbados agressivos levados por policiais; jovens melancólicas e depressivas com preocupação obsessiva sobre seu estado de saúde, algumas delas a fim de conquistar um médico, ou mesmo um enfermeiro; gente com sensações subjetivas e sintomas absurdos próprios de hipocondríacos; muitos com uma simples dor de cabeça ou resfriado ou unha encravada; idosos saudáveis padecendo de solidão e carentes de atenção; à noite, jovens em coma alcoólico egressos de festas ou agredidos egressos de brigas e tumultos.

Verifiquei que, na verdade, a maioria contribui para a superlotação dos postos e hospitais com gripes, resfriados, terçol, dor de barriga, dor de cabeça, dores em geral, joelhos ralados, bicho de pé, espinhela caída, pulso aberto, frieira, bicheira, unha encravada, unheiro, cobreiro, perebas diversas e inúmeras enfermidades imaginárias - espinhela caída, pulso aberto, nó nas tripas, barriga d’água, mau olhado - que são a alegria dos pastores milagrosos.

Sempre cuidei da minha saúde, deixando os médicos livres para cuidar das doenças e dos doentes que, de fato, necessitam de assistência médica.
Doentes mesmo, em minhas andanças, vi pouquíssimos. Quase todos eram doentios. Foi, então, que formei minha opinião sobre a saúde pública e universal no Brasil: ela não tem jeito.

Dou uma sugestão para melhorar o atendimento em hospitais e postos de saúde: cobrar a consulta como fazem os americanos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

  
O Observatório da Imprensa analisa o comportamento atual da mídia.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

SAÚDE EM MANGARATIBA

Em uma de minhas primeiras postagens neste humilde blog, em 8/12/2008, escrevi sobre saúde. E dizia que a saúde é direito de todos e dever do Estado. E questionava: por que é dever apenas do Estado? O Art. 196 da Constituição Federal está por merecer uma emenda.
Saúde é algo muito importante para ser relegada apenas como incumbência dos profissionais da medicina. Esses abnegados servidores já possuem uma missão que lhes é atributo peculiar e da qual não podem se esquivar. É sua responsabilidade exclusiva tratar os doentes e curar as doenças.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a saúde é definida como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não consistindo somente na ausência de doença ou enfermidade.”
Por isso, afirmava que, como a educação, a saúde tem que ser, também, dever e responsabilidade de todos.
Quem quer uma saúde melhor tem que cuidar melhor de si próprio. Tem que ter hábitos saudáveis de higiene e de alimentação. Tem que saber cuidar de suas funções orgânicas, físicas e mentais. Tem que ajudar a preservar um serviço público de saúde que é somente nosso, cidadãos de Mangaratiba.
Naquela época, em nossa cidade, existiam 12.000 residências com 29.255 moradores (IBGE/2007).
E em 2008, até setembro, foram realizadas 68.000 consultas e 202.200 exames laboratoriais em apenas nove meses. Cerca de 24.500 exames mensais. Um A-B-S-U-R-D-O!
Esta estatística tinha sido apresentada pelo Superintendente de Saúde do Município na época - Dr. Luiz Vieira - em palestra na Conferência Municipal de Saúde, no dia 4 de dezembro.
Convenhamos, é demais para uma população tão saudável e escassa de um dos municípios com melhor índice de salubridade no país.
Acontece que Mangaratiba possuía então ainda 24.000 imóveis de veranistas. E até setembro, a Secretaria Municipal de Saúde já tinha cadastrado 38.000 assistidos pelo SUS. Enquanto o levantamento domiciliar realizado pela Prefeitura ainda não havia atingido 75% das residências. Faltavam, portanto, cerca de 10.000 habitantes para serem cadastrados. Eu e minha mulher, inclusive. Tudo indicava que iríamos atingir cerca de 50.000 assistidos ou mais pelo SUS em nosso município.
Isto pode significar que (1) muitos veranistas vêm de muito longe para se consultar em Mangaratiba – o que eu não acredito, pois quem tem casa de veraneio possui, também, um plano de saúde e pode se consultar perto de sua residência - ou (2) nós mesmos estamos facilitando a vinda de amigos e parentes de cidades vizinhas e de subúrbios cariocas mais próximos para se submeterem a consultas e exames clínicos aqui ou (3) estávamos todos muito doentes.
Como sei que sempre fomos quase todos muito saudáveis, restava somente a segunda hipótese.
Ou será que existe uma quarta hipótese que eu desconheço?
Se esta não existe, isto significa que estivemos causando um grave transtorno ao serviço de saúde pública que nos era disponibilizado, prejudicando o atendimento com a inclusão de muita gente de fora do município. E, se é assim, não temos o direito de culpar apenas os governantes pelos, muitas vezes, precários serviços de saúde disponíveis. A verdade é que fomos irresponsáveis em relação a nossa saúde coletiva.