Total de visualizações de página

quarta-feira, 5 de março de 2014

MEU CARNAVAL

Troquei o dia pela noite. Passei o dia dormindo na rede até o foguetório dos blocos me acordar. A noite e a madrugada fiquei aceso pra ver as escolas de samba. Nem vi o carnaval de Muriqui, mas como afirmaram os blogueiros e feissibookólicos anônimos, transcorreu como sempre. Como nos anos anteriores, degradante, sem novidade.
Consegui ver todas as escolas e me encantei com a nova Portela, a única verdadeira escola de samba; enquanto a criança que ainda existe em mim ficou maravilhada com a Ilha. As outras foram quase iguais como nos anos anteriores. Desta vez, não sei quem pode ganhar, mas sei que Portela e Ilha estarão desfilando no sábado das campeães.
Acordado até as cinco e meia da manhã, pude sentir a poluição sonora causada pelos trens da Vale apitando alucinada e desnecessariamente acima de 200 decibéis durante toda a madrugada.
Por violar direitos fundamentais no Brasil e em outros países, provocando danos aos seres humanos e ao meio ambiente, a Vale foi indicada e ganhou o prêmio de pior empresa do mundo.
O prêmio internacional Public Eye Awards é conhecido como o Nobel da vergonha corporativa mundial, e é concedido a empresas com graves passivos sociais e ambientais. O prêmio foi anunciado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em 2012. Leia AQUI.
Entre outras acusações, a Vale está envolvida em trabalho escravo no Brasil.
Os maquinistas dos trens da Vale, por exemplo, me parecem verdadeiros escravos que não têm descanso nem no Natal, nem no Ano Novo. E em todo o carnaval passaram buzinando como loucos durante toda a madrugada em Muriqui.
Assistindo as escolas de samba, ficava me perguntando por que eles exorbitam na buzina perturbando a vida e o sono de Muriqui.
Lembrei, então, do infeliz que empurrou uma mulher na frente do trem do metrô em São Paulo. A mulher está viva, mas perdeu um braço.
Preso, o desgraçado disse que queria se vingar da sociedade, afirmando: “Fizeram mal a mim, e eu descontei em alguém”.
Concluí que os aloprados maquinistas, além de escravos da Vale, são covardes que se sujeitam à escravidão e reagem descontando na população que vive à margem da linha férrea.

N.L.: Ia me esquecendo, vocês não vão acreditar: José Joaquim Madeira foi tema do enredo de escola de samba do quinto e último grupo. A Unidos de Cosmos desfilou entre as escolas do grupo D na Intendente Magalhães com o enredo “Em Mangaratiba tem madeira de lei, um compromisso com todos”. Justificando o enredo, afirmou que Madeira é um cidadão que superou muitas barreiras físicas e sociais e hoje brilha na cidade de Mangaratiba como sinônimo de comprometimento e realização.
Leia AQUI.

4 comentários:

Anônimo disse...

Em Mangaratiba não tem mais madeira de lei,só desmatamento.Está faltando muito "óleo de peroba" para os cara-de-pau que,ainda,pretendem voltar pra galinha dos ovos de ouro-
ex-prefeitura...

andre quimico disse...

Também torci pela Portela e pela Ilha. Bem, ao menos uma torcida minha funcionou, torci para a Beija-flor se dar mal. Mesmo sendo Nilopolitano, não foi por essa BF que me apaixonei, falar sobre "Boni" foi decepcionante...

LACERDA disse...

Meu prezado André,

Somos iguais? Política e carnavalescamente?
A Beija Flor, decepcionante com seu enredo, conquistou um lugar merecido.

Eduardo disse...

Um pouco atrasado.Sorry!ouviu falar em escala de trabalho?viu Qtos morrem na linha?Tem q buzinar sim.A Vale deixou de ser a queridinha qdo parou de ser cabidão de empregos oficiais.Não importa pros idiotas petistas quanto imposto paga.Escravos são os Drs cubanos que bancam a fase terminal cubana.