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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

TAPA NA BUNDA

Ontem, na reunião do CCS, a Professora Marta Garcia relatou o caso de um adolescente de 16 anos que levava drogas – crack e cocaína – no fundo falso da mochila para vender aos colegas. O pai do adolescente é cego, surdo e mudo e a mãe está doente e moribunda na cama.
Faltou tapa na bunda quando criança, faltou limites. Eu jamais bati nem dei tapa na bunda dos filhos que tive. Porém, tinha autoridade e eles um tremendo cagaço de apanhar do pai. Quando sentia que eles queriam apanhar, falava para a mãe: “bate nele”. Eles levavam umas palmadas e ficavam pianinho, felizes por sentirem amor naquelas palmadas educativas.
Cresceram. São dois homens formados e absolutamente independentes sem qualquer trauma psicológico. E sentem um amor profundo pelos pais, reproduzindo com os filhos o método educacional que experimentaram.
Quando criança, porém, eu apanhei. Sempre da minha mãe, com palmadas, varadas, “correiadas”, colher de pau e tudo que estivesse à mão. Mas, sou psíquica e psicologicamente saudável e agradeço a ela e a meu pai pela educação que tive.
Já escrevi sobre isto aqui no blog e agora vejo no iG uma voz que se levanta em favor do benefício das palmadas e do exercício da autoridade paterna, tal como eu me orgulho de ter feito com meus filhos.
A terapeuta infantil Denise Dias é favorável à adoção de formas física de punição pois a falta de limites cria uma geração de delinquentes. Ela acaba de lançar o livro “Tapa na Bunda – Como impor limites e estabelecer um relacionamento sadio com as crianças em tempos politicamente corretos”.
Com mais de dez anos atendendo crianças e adolescentes, inclusive em instituições dos Estados Unidos, Denise não vê problemas na adoção de palmadas educativas.
“As crianças estão precisando de tapa na bunda”, diz a terapeuta. Ela vê a carência na imposição de limites às crianças como um dos principais problemas da geração atual: “virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes”.
O portal iG publica hoje uma entrevista com ela que merece ser lida.
Qual a ideia central do livro?
Denise Dias:
Eu vejo que as palmadas que os pais dão nos filhos, de vez em quando, não têm mal nenhum. “Monstrualizaram” a educação doméstica. Não se pode mais falar em tapa ou em
castigo. Não se pode mais falar que os pais mandam nos filhos. Virou uma bagunça tão grande que hoje nós temos uma geração de delinquentes adolescentes. Podemos até falar que é uma geração drogada e prostituída também. A quantidade de jovens usuários de drogas só cresce ano após ano, isso não é falta de informação, é falta de limite. O que é, muitas vezes, imposto com um tapa na bunda.
Qual a diferença entre palmada e agressão?
Denise Dias:
Não existe um “tapômetro” para mensurar isso quantitativamente. No Reino Unido, quando um pai é julgado (por algum tipo de agressão ao filho), eles observam se foi deixada alguma marca na criança. Esta seria uma forma mais palpável de medir.
Um capítulo do seu livro fala sobre “criar monstros”. Você pode explicar essa ideia?
Denise Dias:
Em uma escada de hierarquia, onde ficam os pais? No topo. Onde ficam os filhos? Lá embaixo. Os pais possuem autoridade indiscutível perante os filhos. Para uma criança crescer saudavelmente, ela precisa de um adulto seguro que diga o que pode e o que não pode ser feito. Hoje em dia, ao invés de colocar limites, eles (os pais) estão filosofando excessivamente com as crianças. Costumo dizer que os pais ficam com “teses de doutorado”, explicando demais para uma criança de quatro, cinco anos de idade cujo cérebro não está formado adequadamente para formar abstração, formar filosofia. Por isso que um pai que mora no décimo andar não tenta explicar para a criança que ela pode cair da varanda. O que ele faz? Coloca rede em todas as janelas. É só uma criança, ela paga para ver.
Você acha que a palmada é a melhor forma de exercer autoridade?
Denise Dias:
Não. Acho que é uma das alternativas e, muitas vezes, é o que resolve. Há crianças que nunca precisam levar uma palmada, a mãe olha e ela já obedece. Há criança, no entanto, que faz alguma coisa errada e, por mais que a mãe coloque-a de castigo e tire privilégios, continua mexendo onde não deve mexer. O que adianta? O que ela está pedindo? Tapa na bunda. As crianças estão precisando de tapa na bunda.
Não existem outras formas de exercer a autoridade, como saber dizer “não”?
Denise Dias:
Com certeza. Isso eu abordo com clareza no meu livro. O tapa na bunda é um último recurso, mas muitas vezes ele é necessário.
Como saber quando ele é necessário?
Denise Dias:
Quando você já chamou a atenção da criança, já tentou fazê-la parar de fazer o que não deveria estar fazendo, já tentou colocar de castigo e mesmo assim ela continua. O que essa criança está pedindo? Limites. Há criança para as quais basta dizer algo como “vai ficar sem o cinema hoje”, que ela aprende. Ela não gosta daquilo, então se comportará, em uma próxima vez, para que não aconteça de novo. Mas existem crianças que testam incansavelmente os pais. São esses adolescentes que crescem e queimam um índio, atropelam skatistas...
Bater nas crianças não pode ser considerado um pouco primitivo?
Denise Dias:
De forma alguma. Uma coisa é a palmada, depois que já tiveram vários outros tipos de punições que não deram certo. Outra coisa é um pai que chega estressado do trabalho, a criança faz algo como derrubar suco na mesa, por exemplo, e o pai, na sua ignorância, lasca um tabefe na criança. São situações muito diferentes.
Qual a sua opinião sobre o projeto de lei que visa proibir a palmada?
Denise Dias:
Eu sou contra. Ele não é necessário. O Estatuto da Criança e do Adolescente já protege contra a violência. Vamos definir “violência”. A criança brasileira está prostituída na rua, está na cracolândia... A criança brasileira está chegando ao quinto ano do ensino público sem saber fazer uma conta de subtração. Isso é violência. Agora o congresso quer criminalizar uma palmada que leva um filho que olha para o pai e fala “cala a boca, seu idiota”? O pai que não coloca limites no filho está criando um monstro.
O que levou você a escrever este livro agora, na contramão de diversos estudos e correntes pedagógicas que pregam justamente o fim das palmadas?
Denise Dias:
Para dizer a verdade, no meu convívio profissional o que eu mais conheço, graças a Deus, são profissionais a favor de umas palmadinhas para educar. Eu vinha escrevendo o livro desde 2009. Quando deu o boom sobre o assunto, por conta do projeto de lei, comecei a correr para terminar o livro.

4 comentários:

leila castro disse...

Tapa na bunda! Eu aprovo!

Meu pai dizia que nunca bateria nos filhos, mas insuflava minha mãe para isto.

E quando reclamávamos ele dizia que "pé de galinha não matava pinto." Nunca tive problemas nenhum com isto, nunca me senti humilhada e nunca fui maltratada, pois com os tapas na bunda e coxa, também recebia a construção de muito amor, responsabilidade, respeito e segurança.... para usar por toda minha vida.

LACERDA disse...

E viramos blogueiros.

Anônimo disse...

Fui criada assim,quando fazia algo errado,meu pai nos dava umas palmadas,hoje em dia,os pais não podem corrigir os filhos,os quais eles alimentam,sustentam dão de tudo,é por isso q os colégios internos hoje estão cheios,pq se os pais não podem corrigir o mundo corrige,mas só q da pior forma,filho não deve ser espancado agora esse negócio do conselho tutelar proibir os pais de dá umas palmadas não existe,essa lei tá uma porcaria.tudo errado,fui criada assim com palmadas e antigamente não existia os absurdos q vemos hoje,as nossas crianças se acabaram,com 10,11,12 1nos já vemos meninas-mulheres,e cadê o tão famoso conselho tutelar,pra mim foi uma das piores coisas q já existiu.quem tinha q fazer parte do conselho tutelar eram nossos vovós de antigamente eles sim saberiam como corrigir nossas crianças.

Pr. Marcio Gil disse...

Denise:
Tu és uma mulher corajosa. Enfrentar todo este sistema que não a palmada é de admirar. Nos termos que a senhora coloca a palmada, sou favorável. A palmada é o último recursos.