Total de visualizações de página

domingo, 7 de agosto de 2011

DE COSTAS PARA O MAR

Não dava mais pra viver em frente ao mar, de ver e ouvir a muvuca nos finais de semana na praia de Muriqui.
O furdunço, agora, é folha morta pra mim. Chupa que é de uva, “rebolation”, beber, cair e levantar, nunca mais.
Nunca mais todo aquele repetitivo repertório imbecil e imbecilizante.
O atordoante duelo de decibéis entre os quiosques 14 e 15 agora é coisa do passado. Não chega mais em mim e não quero mais saber de lutar contra isso. Serei, como as autoridades locais, indiferente à desordem no calçadão. Aquela visão dantesca que os quiosqueiros consideram como promoção turística. Agora, estou livre deles e eles de mim.
A partir de hoje, estou distante dos carros de mala aberta com a pornofonia dos funkeiros. Comprei um barraco de costas para o mar, não muito longe da praia, mas protegido da poluição sonora e do turismo predatório nos finais de semana.
Talvez, um dia, se eu tiver condições, poderei mudar para uma praia mais civilizada, menos alucinada e viver novamente em frente ao mar. Por exemplo, em Garatucaia, Mambucaba, Jabaquara ou qualquer outra praia de Paraty.
Por enquanto, resido em um endereço mais imponente (Avenida Nações Unidas) do que o anterior (Travessa Brasília) e posso abrir portas e janelas para sentir a brisa fresca que, agora, vem da montanha.
Eu, que vim do nada e cheguei a lugar nenhum, um dia – aqui em Muriqui - me orgulhei de ser praiano. Hoje, sinto-me apenas aliviado.

N.L.: quando a Telemar instalar o Velox na nova residência eu voltarei.

4 comentários:

leila castro disse...

Legal! Ainda continua perto de mim!

Fico esperando tua volta.

Marcia Olivieri disse...

e mais perto de mim!

serginho pl disse...

esta e a famosa casa PERTO/LONGE perto de tudo de bom da praia (para os praianos que curtem) e longe da poluiçao sonora e higienica do calçadao apos um dia lindo de sol no fim de semana parabens pela troca linda e maravilhosa casa valeu ate pelo fogao de lenha, pena que nao tenha mais seus caldeiroes de ferro mas quando precisar eu empresto.

LACERDA disse...

Eu me desfiz de tanta coisa. O Serginho ficou com as panelas de ferro que eu jamais pretendia usar.
Faça bom uso delas e obrigado pelos elogios ao meu humilde barraco.