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sexta-feira, 10 de julho de 2009

FLATULÊNCIA

Para mostrar que nosso blog não vive somente de críticas – mas, também é cultura – vamos falar sobre o, digo, sobre a flatulência.
Vamos tentar informar tudo o que você queria saber sobre o, digo, sobre a flatulência e não tinha coragem de, nem a quem, perguntar. O, digo... Bem, é melhor chamá-lo de flato (do latim flatus, sopro).
O flato é uma ventosidade anal que pode ser ruidosa ou não e geralmente tem um cheiro fétido. Tem origem nos gases que são ingeridos juntamente com a comida e, também, dos gases acumulados durante o processo de digestão e na decomposição dos resíduos orgânicos no intestino. Um desses processos é a fermentação de carboidratos por bactérias.
O mau cheiro dos flatos vem do sulfeto de hidrogênio e do enxofre livre na mistura. Quanto mais rica em enxofre for a dieta, mais flatos serão produzidos pelas bactérias no intestino e vão feder mais. Repolho, couve-flor, ovos cozidos são notórios por produzirem flatos fedidos e, muitas vezes, asfixiantes.
O interessante do mau cheiro flatulento é que não suportamos o alheio e até gostamos do nosso. A ciência ainda não sabe a causa dessa predileção.
O som dos flatos são causados pela vibração da abertura anal. Depende da velocidade na expulsão do gás e do diâmetro da abertura anal. Pelo volume do som, podemos medi-los como traques ou trovões. Há também o do tipo metralhadora que é composto de vários flatos diminutos expelidos ininterruptamente. Contudo, a fetidez independe do som produzido.
Em média, uma pessoa pode produzir até 15 flatos diários, nem todos com uma sonoridade audível. Mesmo dormindo, todo ser vivo produz flatos. Alguns soam como um despertador no meio da madrugada. Alguns são capazes de produzir flatos até mesmo horas após a morte.
Mulheres produzem tantos ou mais flatos que os homens. As mulheres se envergonham disso, mas há homens que se orgulham e fazem questão de acionar uma espécie de amplificador anal para que todos ouçam os seus flatos.
O flato não tem nada a ver com o arroto. O arroto vem do estômago e pode vir acompanhado de resíduos estomacais; o flato é oriundo dos intestinos, tem uma diferente composição química e somente pode vir acompanhado de fezes líquidas. É o chamado flato úmido que é desesperador quando estamos em público. Quem já passou por isso sabe como é triste ter as nádegas umedecidas por dejetos anais. O arroto geralmente tem um cheiro azedo e o flato tem um fedor nauseante característico que varia de pessoa para pessoa.
O cheiro do flato do rico é diferente do fedor do flato do pobre devido à alimentação. Notem, que eu estabeleço uma distinção: cheiro do flato do rico e fedor do flato do pobre. Rico vive de dieta e não come – como nós simples mortais - repolho, ovo cozido, caranguejo, sopa de entulho nem prato feito de boteco. E só bebem “perfumarias”, não bebem cachaça.
Os gases que expelimos pelo ânus podem pegar fogo, produzindo chamas azuis e amarelas porque os flatos contêm metano e hidrogênio, facilmente inflamáveis. Mas, não tente fazer isso em casa. É muito perigoso, o fogo pode se introduzir em seu canal retal e causar estragos.
Esses gases que expelimos também são reconhecidamente capazes de destruir a camada de ozônio que protege o planeta e contribuem 20 vezes mais que o dióxido de carbono para o efeito estufa. Mas, você não pode evitá-los. Portanto, não se preocupe com isso, você já tem outros compromissos muito mais importantes com a ecologia.
Você pode, sim, tranquilamente adiar um flato. Você sabe que ele vem vindo, fecha o esfincter anal e ele volta para o intestino, aguardando uma ordem posterior. Você poderá soltá-lo depois em recinto e ocasião apropriados. Evite sempre soltá-los no elevador ou dentro do carro quando acompanhado de namorada nova. Também, pode evitar a sua ressonância controlando o esfincter anal para soltá-lo de mansinho, discretamente. Mas, cuidado, é preciso ter uma técnica profissional para fazê-lo. Já quebrei a cara, certa vez em uma reunião de trabalho, quando pensei que estava no total controle do som e, de repente, foi aquele PUM.
Aí está, portanto, tudo o que eu sei e que você gostaria de saber sobre o peido – ih! falei o nome dele – e não tinha coragem de perguntar.
Ia me esquecendo, o Aurélio diz que flatulência também significa vaidade pretensiosa; bazófia, jactância. É, portanto, uma palavra bem adequada para qualificar quem se orgulha de seus peidos estrepitosos.

3 comentários:

leila castro disse...

Lacerda,
Acordei relativamente cedo e a paz da segunda-feira em minha casa reinava. Fiz um café, peguei meu inescrupuloso cigarro e fui ler as maravilhas que ainda encontro na internet....E para minha surpresa, os peidos do fim de semana estavam lá! Os infelizes que visitaram minha casa, reviveram em minha memória olfativa.
Sabe, todos tem uma música que dizem fazer parte da trilha sonora de suas vidas. Todos sentem um perfume e lembram de pessoas ou situações que ficaram marcadas em suas jornadas. Eu admito o que ninguém tem coragem de declarar, os traques podem trazer lembranças, talvez não muito agradáveis, porém muito marcantes.
Toda vez que a família se reune, haverá um especialista nesta categoria para nos irritar ou nos fazer rir.
Felizmente, convivo com alguns que amo tanto, que seus arroubos acabam me fazendo rir e, trago na lembrança, outros peidões que já se foram e que tanta falta me fazem.
Gostei do tributo aos flatos!

Roberto da Lucimar - Muriqui disse...

Com um assunto deste vindo a tona, verificamos o quanto estamos cercados de flaturadores (se assim posso chamar), logico a qual me incluo e modestamente me considero um perfeccionista, pois um criador de aromas sempre tenta elevar suas fragancias ao maximo da perfeição, seja esse aroma, cheiro ou fedor, como queiram, atingindo a seu maximo numa escala que vai do CÉU ao inferno, logicamente ficando o publico alvo ou premiado definir tal graduação.

Roberto da Lucimar - Muriqui disse...

Ontem aguardando em uma sala publica para ser atendido, acompanhado de minha esposa, fomos surpreendidos por um gás incolor e altamente sufocante, dai olhares desconfiados foram trocados sempre imaginando de onde viria tal futum, como se não soubessemos, queriamos mesmo era saber o autor. Mas uma pratica muito usada por uma sobrinha (jovem, pele clara, bonita e corpo bem feito), solta avontade pois as vitimas nunca desconfiam de pessoas com essas caracteristicas, segundo ela, olham sempre para os gOrdOs(as), velhos e pessoas feias, sempre passando desapercebido a presença de pessoas bonitas, pricipalmente sendo do sexo feminino.
Portanto encaro a flatulência falha por ser incolor, acho que durante a Criação Divina deveriamos ter sido criados com um sensor que daria tonalidade aos gases conforme sua classificação natural indo do branco (neutro-inodoro) ao preto (sufocante-atordoador), isso faria que cada um levasse a "culpa" justa e findaria as acusações injustas...