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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

MANIFESTO DE REPÚDIO A JOAQUIM BARBOSA

O STF precisa reagir para não se tornar refém de seu presidente, é o que dizem juristas e intelectuais, entre centenas que apoiaram o manifesto abaixo reproduzido:

 "A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal de mandar prender os réus da Ação Penal 470 no dia da proclamação da República expõe claro açodamento e ilegalidade. Mais uma vez, prevaleceu o objetivo de fazer do julgamento o exemplo no combate à corrupção.
Sem qualquer razão meramente defensável, organizou-se um desfile aéreo, custeado com dinheiro público e com forte apelo midiático, para levar todos os réus a Brasília. Não faz sentido transferir para o regime fechado, no presídio da Papuda, réus que deveriam iniciar o cumprimento das penas já no semiaberto em seus estados de origem. Só o desejo pelo espetáculo justifica.
Tal medida, tomada monocraticamente pelo ministro relator Joaquim Barbosa, nos causa profunda preocupação e constitui mais um lamentável capítulo de exceção em um julgamento marcado por sérias violações de garantias constitucionais.
A imprecisão e a fragilidade jurídica dos mandados expedidos em pleno feriado da República, sem definição do regime prisional a que cada réu teria direito, não condizem com a envergadura da Suprema Corte brasileira.
A pressa de Joaquim Barbosa levou ainda a um inaceitável descompasso de informação entre a Vara de Execução Penal do Distrito Federal e a Polícia Federal, responsável pelo cumprimento dos mandados.
O presidente do STF fez os pedidos de prisão, mas só expediu as cartas de sentença, que deveriam orientar o juiz responsável pelo cumprimento das penas, 48 horas depois que todos estavam presos. Um flagrante desrespeito à Lei de Execuções Penais que lança dúvidas sobre o preparo ou a boa fé de Joaquim Barbosa na condução do processo.
Um erro inadmissível que compromete a imagem e reputação do Supremo Tribunal Federal e já provoca reações da sociedade e meio jurídico. O STF precisa reagir para não se tornar refém de seu presidente.
A verdade inegável é que todos foram presos em regime fechado antes do “trânsito em julgado” para todos os crimes a que respondem perante o tribunal. Mesmo os réus que deveriam cumprir pena em regime semiaberto foram encarcerados, com plena restrição de liberdade, sem que o STF justifique a incoerência entre a decisão de fatiar o cumprimento das penas e a situação em que os réus hoje se encontram.
Mais que uma violação de garantia, o caso do ex-presidente do PT José Genoino é dramático diante de seu grave estado de saúde. Traduz quanto o apelo por uma solução midiática pode se sobrepor ao bom senso da Justiça e ao respeito à integridade humana.
Tais desdobramentos maculam qualquer propósito de fazer da execução penal do julgamento do mensalão o exemplo maior do combate à corrupção. Tornam também temerária a decisão majoritária dos ministros da Corte de fatiar o cumprimento das penas, mandando prender agora mesmo aqueles réus que ainda têm direito a embargos infringentes.
Querem encerrar a AP 470 a todo custo, sacrificando o devido processo legal. O julgamento que começou negando aos réus o direito ao duplo grau de jurisdição conheceu neste feriado da República mais um capítulo sombrio.
Sugerimos aos ministros da Suprema Corte, que na semana passada permitiram o fatiamento das prisões, que atentem para a gravidade dos fatos dos últimos dias. Não escrevemos em nome dos réus, mas de uma significativa parcela da sociedade que está perplexa com a exploração midiática das prisões e temem não só pelo destino dos réus, mas também pelo futuro do Estado Democrático de Direito no Brasil".

19 de Novembro de 2013

Celso Bandeira de Mello - jurista, professor emérito da PUC-SP, Dalmo de Abreu Dallari - jurista, professor emérito do USP, Wanderley Guilherme dos Santos – professor titular de teoria política (aposentado da UFRJ), Marilena Chauí – filósofa e professora universitária/USP, Luiz Guilherme Conci - jurista, professor universitário e presidente coordenação do Sistema Internacional de Proteção dos Direitos Humanos do CFOAB, Rui Falcão - presidente nacional do PT, Renato Rabelo – presidente nacional do PCdoB, Vagner Freitas – presidente nacional da CUT, Adílson Araújo – presidente nacional da CTB, João Pedro Stédile – membro da direção nacional do MST, Artur Henrique - ex-presidente da CUT e diretor da Fundação Perseu Abramo PT, Carmen da Silva Ferreira – liderança do MSTC (Movimento Sem Teto do Centro)/FLM (Frente de Luta por Moradia), Márcio Pochmann – presidente da Fundação Perseu Abramo, Altamiro Borges – jornalista, Emir Sader – sociólogo e professor universitário/UERJ, Eric Nepomuceno – escritor, Fernando Morais – escritor, Hildegard Angel jornalista, Luiz Carlos Barreto – cineasta, Lucy Barreto- produtora cultural  e muitos outros.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

SUPREMO TAPETÃO FEDERAL

Artigo de Ricardo Mello publicado ontem na Folha de São Paulo. Merece a leitura.

"Derrotada nas eleições, a classe dominante brasileira usou o estratagema habitual: foi remexer nos compêndios do "Direito" até encontrar casuísmos capazes de preencher as ideias que lhe faltam nos palanques. Como se diz no esporte, recorreu ao tapetão.
O casuísmo da moda, o domínio do fato, caiu como uma luva. A critério de juízes, por intermédio dele é possível provar tudo, ou provar nada. O recurso é também o abrigo dos covardes. No caso do mensalão, serviu para condenar José Dirceu, embora não houvesse uma única evidência material quanto à sua participação cabal em delitos. A base da acusação: como um chefe da Casa Civil desconhecia o que estava acontecendo?
A pergunta seguinte atesta a covardia do processo: por que então não incluir Lula no rol dos acusados? Qualquer pessoa letrada percebe ser impossível um presidente da República ignorar um esquema como teria sido o mensalão.
Mas mexer com Lula, pera aí! Vai que o presidente decide mobilizar o povo. Pior ainda quando todos sabem que um outro presidente, o tucano Fernando Henrique Cardoso, assistiu à compra de votos a céu aberto para garantir a reeleição e nada lhe aconteceu. Por mais não fosse, que se mantivessem as aparências. Estabeleceu-se então que o domínio do fato vale para todos, à exceção, por exemplo, de chefes de governo e tucanos encrencados com licitações trapaceadas.
A saída foi tentar abater os petistas pelas bordas. E aí foi o espetáculo que se viu. Políticos são acusados de comprar votos que já estavam garantidos. Ora o processo tinha que ser fatiado, ora tinha que ser examinado em conjunto; situações iguais resultaram em punições diferentes, e vice-versa.
Os debates? Quantos momentos edificantes. Joaquim Barbosa, estrela da companhia, exibiu desenvoltura midiática inversamente proporcional à capacidade de lembrar datas, fixar penas coerentes e respeitar o contraditório. Paladino da Justiça, não pensou duas vezes para mandar um jornalista chafurdar no lixo e tentar desempregar a mulher do mesmo desafeto. Belo exemplo.
O que virá pela frente é uma incógnita. Para o PT, ficam algumas lições. Faça o que quiser, apareça em foto com quem quer que seja, elogie algozes do passado, do presente ou do futuro - o fato é que o partido nunca será assimilado pelo status quo enquanto tiver suas raízes identificadas com o povo. Perto dos valores dos escândalos que pululam por aí, o mensalão não passa de gorjeta e mal daria para comprar um vagão superfaturado de metrô. Mas, como foi obra do PT, cadeia neles.
É a velha história: se uma empregada pega escondida uma peça de lingerie da patroa para ir a uma festa pobre, certamente será demitida, quando não encarcerada - mesmo que a tenha devolvido. Agora, se a amiga da mesma madame levar "por engano" um colar milionário após um regabofe nos Jardins, certamente será perdoada pelo esquecimento e presenteada com o mimo.
Nunca morri de admiração por militantes como José Dirceu, José Genoino e outros tantos. Ao contrário: invariavelmente tivemos posições diferentes em debates sobre os rumos da luta por transformações sociais. Penso até que muitas das dificuldades do PT resultam de decisões equivocadas por eles defendidas. Mas, num país onde Paulo Maluf e Brilhante Ustra estão soltos, enquanto Dirceu e Genoino dormem na cadeia, até um cego percebe que as coisas estão fora de lugar."

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

QUEM É PIZZOLATO?

Você sabe quem é Henrique Pizzolato? Não creio que saiba. Talvez saiba apenas que ele foi condenado a 12 anos e oito meses de prisão em regime fechado.
Sabe que ele foi para a Itália para não ser preso, não sabe? E sabe também que ele é um ex-diretor do Banco do Brasil e que está na lista dos procurados pela Interpol. Acontece que o tratado entre Brasil e Itália permite que um país negue um pedido de extradição, caso o alvo seja uma pessoa com cidadania local. É justamente o caso de Pizzolato que tem dupla cidadania. Portanto, vai cumprir a sua inocência em outro país.
Sabe que ele foi condenado também a pagar uma multa de um milhão e quatrocentos mil reais?
Tudo isso por ter sido acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e peculato pelo ex-Procurador Geral da República. Acusação aceita pelo ditador supremo e prepotente, o exibicionista fora-da-lei que foi relator do processo.
Foi a maior pena aplicada a um militante do PT. Isto sem qualquer prova concreta.
Pra mim, Henrique Pizzolato é o único absolutamente inocente dentre todos os acusados pelo truculento e tresloucado negão e condenados pelos que libertaram tantos outros comprovadamente culpados em outros processos.
Entretanto, lhe negaram qualquer recurso. Sabem por quê?
Porque se ele fosse inocentado, todos os outros também teriam que ser, pois a sua inocência seria a prova definitiva de que não houve peculato ou a usurpação de recursos públicos.
Como inocente, Pizzolato – funcionário de carreira do BB - recusou-se a ir pra cadeia. E como tem dupla cidadania, partiu para a Itália. Recusou-se legitimamente a cumprir sentença ilegítima do tirânico negão.
Eu faria o mesmo.No vídeo abaixo, este senhor de mais de 70 anos faz a sua defesa e diz como agiu corretamente no caso como ex-Diretor de Marketing do BB. Tudo registrado no processo da AP 470. Seus atos nunca foram isolados, sempre exigiram a assinatura de dois outros diretores.
Acontece que somente ele é militante/fundador do PT, os outros dois são do PSDB.
 
N.L.: saiba mais AQUI.


domingo, 17 de novembro de 2013

O QUIOSQUE

Não é um quiosque, é O Quiosque.
Deve ser o maior e talvez seja o melhor do mundo. Com certeza é o maior e melhor do Brasil com suas 900 mesas – eu disse novecentas, todas com seis lugares cada uma – e com seus oitenta garçons uniformizados e solícitos.
Estou falando do Chico do Caranguejo - entrada acima - que ocupa cerca de 300x80 metros da praia do Futuro, em Fortaleza. Calculo, por baixo, cerca de 2400 metros quadrados com palhoças e barracas de praia, além de uma grande área coberta fora da areia fina e limpa que é o restaurante.
Estive lá e voltei no dia seguinte. Já no caminho pra lá, me deliciava com o belo show de arquitetura moderna e urbanismo em toda a orla de Fortaleza.
Além da higiene absoluta – os banheiros são perfumados e ninguém joga restos nem papel no chão ou na areia – o gigantesco quiosque oferece um parque aquático para as crianças e dez tendas, cada uma com seis camas, para massagens feitas por profissionais.
A segurança também é absoluta. Tem uma guarita com três metros de altura onde ficam os guarda-vidas e os policiais militares. Ainda conta com seguranças particulares circulando pelo local.
Nem precisava tanto, pois a praia não recebe aquela enxurrada de “turistas” da baixada fluminense ou da zona oeste carioca que vemos por aqui.
Por falar nisto, eu pergunto: como transformar Mangaratiba em cidade turística se ela fica tão perto? Nós somos o quintal daquela escória. Turismo por aqui, somente no Portobello onde o lumpesinato não entra. Paraty é cidade turística porque tem o privilégio da distância.
Voltando ao Chico do Caranguejo, preciso falar da música ambiente. Não tem funk, nem funkeiros. Pequenas caixas de som no alto das palhoças tocam reggae, forró pé de serra e Zeca Pagodinho sem agredir a audição nem importunar a conversa dos freqüentadores.
A freqüência muito bem educada é formada por famílias e casais. Lá, encontrei um animal em extinção: mulheres bonitas sem tatuagem. Elas são a grande maioria.
E os drinques? E a comida? Tem de tudo. Além do caranguejo: peixe, camarão e lagosta são os pratos principais sempre muito bem acompanhados e servidos na praia.
E não custam tão caro quanto uma corvinota em Muriqui.


Os preços? Bem mais barato que em Mangaratiba. A cerveja custa R$ 7,00 e vem dentro de um balde de gelo – como se fosse champanhe – que a mantém sempre geladíssima. Mais estupidamente gelada do que bunda de foca.
Lá é tudo perfeito? Não. Há os ambulantes que vendem de tudo: lagosta viva (pra fazer na hora), lagostas e camarões já cozidos, toalhas rendadas, roupas, bonés, redes, brinquedos, mágicas, bijuterias, óculos, doces, sorvetes, CDs e DVDs piratas, castanha de caju, frutas, etc, etc, etc. Eles não nos dão trégua, assim como os violeiros repentistas. Aliás, “repetistas”, pois os versos são sempre os mesmos.
Se for lá, não compre nada nos ambulantes. Você encontrará tudo bem mais barato na feirinha noturna do calçadão da praia do Meireles. É lá que eles compram para revender na praia do Futuro.
A praia ainda possui vinte metros de areia fina e branquinha livre entre o quiosque e o mar azul turquesa de pequenas e constantes ondas, onde são colocadas espreguiçadeiras pra quem quiser esticar as pernas e dormir.
No final, o garçon leva aquela maquininha eletrônica à mesa para cobrar a despesa no débito ou no crédito. E o melhor de tudo, ainda tem um cafezinho espresso para viciados como eu.
No segundo dia, perguntei ao garçon se não havia controle de quem saia do quiosque sem pagar. “Não! Todo mundo paga”, disse-me ele. “Então, se eu quiser sair sem pagar, ninguém me segura? – insisti. Não, foi a resposta.
Praia civilizada é outra coisa.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A MOCIDADE TEM O MELHOR SAMBA-ENREDO

Nos últimos dois anos, exaltei AQUI e AQUI o samba-enredo da Portela como o melhor de 2012 e 2013.
Em 2012, afirmei que o samba da Portela era o melhor do ano e que, se não levasse a Escola ao campeonato, conquistaria a nota dez e todos os prêmios – Estandarte de Ouro, Tamborim de Ouro, etc - de melhor samba-enredo. O samba obteve nota dez dos quatro jurados e conquistou os prêmios citados.
Em 2013, afirmei novamente que a Portela tinha o melhor samba, o que não era vantagem nenhuma pois os outros eram todos medíocres. Disse, também, que seu único concorrente era o samba da Vila Isabel somente devido ao renome de seus compositores. O Estandante de Ouro ficou para o samba-enredo composto por Martinho da Vila e Arlindo Cruz, mas o samba da Portela foi o único a receber nota dez dos quatro jurados.
Para 2014, finalmente, a Mocidade surge com um samba-enredo de altíssima qualidade. Pra mim, o samba de Dudu Nobre e do meu camarada Jefinho, entre outros, é o melhor do ano.
É um samba verdadeiro, pra cima, sincopado, que
mexe com o corpo inteiro. Tem uma melodia original na qual os compositores encontraram um jeito de homenagear ao Fernando Pinto incluindo um verso – “Parece que estou sonhando” – com a mesma melodia que tinha no samba Tupinicópolis.
O ótimo arranjo da gravação oficial – ouça-o AQUI - passeia pelos rítmos pernambucanos: baião, ciranda, forró e frevo. Quem sabe ouvir verá o que digo.
Em 2013, a Mocidade já fez um bom desfile, o melhor dos últimos anos. Tenho confiança de que com este samba-enredo fará um desfile contagiante como aquele espetacular desfile de 1987, às sete horas da manhã, que se vê neste vídeo AQUI.
Aquele desfile foi algo nunca visto e que jamais voltou a acontecer depois que a Mocidade e todas as escolas passaram a fazer um arremedo do estilo marcial da Beija-Flor com suas alas sob absoluto controle da harmonia.
Todo mundo vestido de índio que sempre foi uma presença constante no carnaval, porém, nunca tão felizes e em tamanha quantidade.
E a bateria. “Prestenção” na bateria.
Eu estava lá, era puro samba, não esse marcheamento que se ouve atualmente.
A Mocidade ficou em segundo lugar. A Mangueira venceu com a homenagem a Carlos Drummond de Andrade.

UM JEITO VELHO DE FAZER POLÍTICA

Li, ontem, no Globo Online, sobre o lançamento do livro “Marketing Político – Administrando o Gabinete” de autoria do deputado federal Doutor Ubiali e do professor Sérgio Trombelli.
O livro pretende ser um manual com centenas de dicas de como se perpetuar um mandato político.
Algumas dicas incluem:
1 – no seu gabinete, priorize os cabos eleitorais e os financiadores de campanha;
2 - pegue os dados de todos que forem pedir algo no gabinete, inclusive para que time de futebol torcem e que religião seguem;
3 – visite obras, use o capacete, dê entrevista mesmo que seja para o seu site na internet e sempre leve alguém para chamar a atenção dos moradores. O parlamentar deve organizar visitas a obras e registrar o evento em fotos e vídeo.
O livro ensina que no gabinete há que existir escalas de preferência para o atendimento dos eleitores. Em primeiro lugar, vêm os cabos eleitorais: “Fazem parte do gabinete. Todos os assuntos deles são de relevância – diz o deputado - depois, a prioridade são representantes de redutos e, em seguida, financiadores".
Doutor Ubiali é neurocirurgião e está no segundo mandato. Diz que saber montar um gabinete é primordial: tem que misturar militante com técnico. “Quem opta por um prato só, se dá mal”.
E recomenda que todo parlamentar contrate um advogado para ajudar os eleitores. “Todos têm problemas com a Justiça: pensões alimentícias, despejos, dívidas, parentes presos, enfim, uma gama enorme de pedidos. Um gabinete também precisa de um assessor que conheça hospitais públicos ou filantrópicos, para arrumar consulta, mesmo em consultórios particulares com médico conhecido ou até pagando. E também um dentista, a fim de auxiliar aquele que precisa de dentes para poder sorrir.”
Os autores dizem que dos pedidos que chegam alguns devem ser atendidos e outros não.
“Carne para churrasco, remédios, conta de telefone, dinheiro emprestado, viagens para visitar parentes doentes, etc.
No meio deste inferno de coisas, se você começar a atender alguns pedidos não poderá deixar de atender a outros. E sua fama correrá pela cidade como clientelista, e a partir daí seu mandato será um toma lá dá cá. Impossível de controlar e vai perder mais votos que ganhar”.
Os autores comparam a política ao comércio: eleição é “venda”; o mandato é “pós-venda”; e o eleitor é “cliente”. E, para “fidelizar” o cliente, ou seja, manter os eleitores para a eleição seguinte, valem frases feitas para usar em discursos:
- para os idosos: não há maior injustiça que esquecer de quem fez o progresso que temos hoje;
- para as mulheres: não há desenvolvimento social e econômico sem a mulher;
- para os deficientes: se perfeitos sentimos o peso da vida, imagine aqueles que possuem deficiência.
O deputado federal Doutor Ubiali - na foto, autografando seu livro - certamente dá outras dicas que o Globo Online não ressaltou. Dicas que todos conhecemos da velha forma de fazer política.
O deputado federal Doutor Ubiali é do PSB, aquele partido que vem defendendo um jeito novo de fazer política.
Este deputado, porém, ninguém poderá chamá-lo de fariseu.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

AUDITORIA DA SAÚDE EM MANGARATIBA

Eu vi, ninguém me contou. Não sou daqueles que ouvem fofocas nas esquinas e as colocam no blog ou no feissi. Se escrevo é porque vi.
Vi, ocasionalmente, o relatório da Secretaria de Estado de Saúde com a auditoria realizada, mês passado, em Mangaratiba. Não tive tempo de ler o relatório, mas o que consegui ver é assustador.
Vi um superfaturamento na compra de remédios que vai de l.000 a 8.910,2%. Assim não dá, é demais, um exagero.
O superfaturamento é excessivo também na compra de materiais médicos, odontológicos e hospitalares.
Vi, também, que 98% das justificativas apresentadas pelas autoridades municipais de saúde de Mangaratiba não foram aceitas pelos auditores.
A auditoria foi motivada por ação do presidente do Conselho Municipal de Saúde anterior. Dos doze componentes, sete não aprovaram as contas apresentadas pela Secretaria em 2012.
Agora sei por que armaram a eleição de um novo Conselho com novos componentes, ficando de fora todos aqueles sete que não aprovaram as contas. Apenas três deles permaneceram como suplentes sem direito a voto.
Tentarei analisar melhor a auditoria da Secretaria de Estado da Saúde para dar maiores detalhes sobre este escândalo milionário da Secretaria Municipal de Saúde de Mangaratiba.

sábado, 2 de novembro de 2013

CRIMINOSOS TOGADOS

Quando escrevo, eu não apelo para metáforas nem emprego subterfúgios para não dizer coisa nenhuma. E quando estou indignado, ponho logo o dedo na ferida a partir do título da postagem.
Na quinta-feira, uma operação da Draco-IE e do MPE prendeu um grupo de dez criminosos que atua em Caxias. O grupo, que age desde 2007, é acusado de formação de quadrilha armada para a prática de crime hediondo. A lista de crimes praticados é extensa.
Esta, agora, foi a terceira operação para combater os mesmos bandidos.
Em 2010, integrantes do bando foram presos e, depois, soltos. No ano seguinte, foi organizada a operação Pacificador para deter os mesmos milicianos. Foram todos soltos em seguida, após conseguirem habeas corpus.
- Após a liberdade, eles assassinaram sete pessoas, entre testemunhas de acusação e informantes. Foi aí que deflagramos a segunda operação. Todos os presos agora, na terceira, já haviam tido mandados de prisão expedidos anteriormente - contou Capote
Todas as testemunhas de acusação do processo criminal foram assassinadas, com exceção do delegado titular da Draco-IE, Alexandre Capote.
Os criminosos togados que os libertaram foram cúmplices desses assassinatos. Naturalmente, justificam-se por estarem cumprindo a lei, tal como se justificaram aqueles criminosos no Tribunal de Nuremberg que disseram estar cumprindo ordens.
Na mesma quinta-feira, em Bangu, bem no centro do bairro, um menino de apenas oito anos morreu com um tiro na cabeça, porque um criminoso togado não quis cumprir a Lei 11.900, de 08 de janeiro de 2013, que permite a utilização do interrogatório on-line. Morreu também um sargento PM de 39 anos e uma senhora de 54 está hospitalizada com um tiro na barriga.
Os comparsas de um bandido invadiram o fórum de Bangu para resgatar o companheiro que participava de uma audiência com o juiz. Deu-se a tragédia.
Outro criminoso togado, portanto, também é cúmplice destes assassinatos porque fez questão de ouvir pessoalmente em audiência o que bandidos cruéis e hediondos tinham a declarar.
Sabem por quê? Ele julga que há violação dos princípios do devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, já que não se trata de uma presença real e sim virtual.
Assim, o criminoso togado coloca em risco uma população apenas para levar um bandido para depor no fórum, sob o pretexto de que seu direito à defesa será prejudicado numa videoconferência.
Para ele, o direito de um bandido hediondo contumaz é muito mais importante que o direito coletivo de pessoas inocentes.
Duas vidas teriam sido poupadas se o criminoso togado tivesse adotado a videoconferência para ouvir os bandidos.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

PALAVRAS... NADA MAIS QUE PALAVRAS

Marambaia... Guanabara... Fluminense...
Colibri... Guarani... Passarela...
Palmeira... Renúncia... Abundância...
Iansã... Pitanga... Yara... Maracujá...
Náufrago... Agradável... Orgasmo...
Emblema... Cintilante... Consciência...
Estrela... Cúmplice... Detalhe...
Esperança... Improviso... Liberdade...
Inteligência... Perfume... Penumbra...
Prisma... Saudade... Silêncio...
Efêmera... Gramática... Ingrediente...
Reflexo... Valente... Laranjeira...
Ametista... Suave... Crendice...
Mensagem... Verdade... Madrugada...
Maravilha... Luar... Lembrança...
Elegância... Paisagem... Sincera...
Coragem... Amigável... Princesa...
Próspero... Distância... Abraço...
Confiança... Sucesso... Próximo...
Exemplar... Idílio... Sentinela...
Voluptuosa... Alegoria... Carambola...
Princípio... Feitiço... Jantar...
Bandeira... Morena... Primavera...
Universal... Espera... Melodia...
Brilhante... Alvorada... Indígena...
Olhar... Gandaia... Superfície... Surpresa...
Adolescente... Sexual... Sétimo...
Estrofe... Celeste... Mistério... Nostalgia...
Marina... Helena... Semelhante...
Dilema... Sentença... Eloqüência...
Destino... Setembro... Volume...
Ambiente... Ápóstolo... Carolina... Orvalho...
Desculpem-me, mas eu sempre quis publicar uma postagem somente com cem palavras que acho bonitas, sonoras e gostosas de pronunciar assim como a centésima: Buuunda.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

CORRUPÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PETISTA

O prefeito petista Fernando Haddad nem bem completou dez meses à frente do governo e já surge no noticiário o maior escândalo de corrupção da administração municipal da cidade de São Paulo.
A administração petista está deixando estarrecida a população paulistana.
Foi a Controladoria Geral do Município, criada pelo próprio prefeito petista logo que assumiu o mandato, que, em ação conjunta com o Ministério Público do Estado, investigou um esquema milionário de corrupção nos cofres municipais com o cruzamento de informações sobre a declaração de bens dos envolvidos e os seus vencimentos.
As investigações duraram cerca de sete meses e contaram com o apoio da Secretaria Municipal de Finanças e dos membros da Agência de Atuação Integrada contra o Crime Organizado, que conta com a participação, entre outros, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, da Polícia Civil e da Polícia Federal.
Quatro auditores fiscais foram presos na operação que desvendou o esquema milionário de corrupção na Prefeitura. O grupo de corruptos detido atuava desde 2007, e o rombo nas contas públicas - segundo o MP - pode alcançar 500 milhões. Leia aqui a notícia completa.
Já imaginaram se o Alexandre Padilha for eleito governador de São Paulo?
É como já afirmei aqui anteriormente: jamais houve tanta investigação sobre a corrupção no país como nos governos do PT. É este governo quem mais investiga e combate a corrupção através da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério Público Federal e da Controladoria Geral da União (CGU). Agora, também, através da Controladoria Geral do Município de São Paulo.
Creio que somente existe uma forma para acabar com a corrupção no país como querem os inocentes úteis: é simples, basta os governos do PT acabarem com as investigações.
E nunca mais saberemos de nenhum outro caso de corrupção.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

MEIAS BIOGRAFIAS

Em plena polêmica sobre as biografias não autorizadas, consegui acabar de ler – após enorme sacrifício – a biografia de Carlos Marighela. Foram mais de 730 páginas, impressas em corpo oito para tornar ainda mais difícil a leitura.
Escrito por Mário Magalhães, o cansativo livro “O guerrilheiro que incendiou o mundo” recebeu o Prêmio Jabuti 2013 como a biografia do ano.
Não é bem uma biografia: falta emoção, falta heroísmo, falta a aventura de uma vida de lutas, e sobram detalhes repetitivos e absolutamente dispensáveis. Sobram personagens secundários e até seus prováveis pensamentos. Somente o índice onomástico e a bibliografia têm 140 páginas. É, na verdade, um documentário sobre a tortura com relatos minuciosos sobre os métodos utilizados para arrancar confissões.
O autor merece o meu respeito por ter tentado escrever uma biografia sobre o maior revolucionário brasileiro que, durante quarenta anos, desde a juventude, defendeu suas idéias como sindicalista, deputado constituinte e guerrilheiro fundador do maior grupo armado que combateu a ditadura militar.
Escreveu, porém, uma meia biografia, dedicando mais páginas ao horror da ditadura do que à vida do biografado.
Foi a quinta biografia que li este ano. As outras quatro – Carmem Miranda, Jango Goulart, Garrincha e Barão de Itararé – eu saboreei com prazer.
Quanto à polêmica, sou contra a biografia de seres vivos. A polêmica gira em torno da liberdade de expressão e da censura pelo possível biografado.
Tudo começou devido à “biografia” que Roberto Carlos conseguiu retirar das livrarias e proibir a vendagem.
Domingo, no Fantástico, Roberto Carlos deu a sua palavra final sobre o assunto: ele não é contra nem a favor das biografias não autorizadas, muito pelo contrário.
Ontem, no Roda Viva, seu “biógrafo” – Paulo César de Araújo - foi entrevistado e teve o apoio de todos os entrevistadores.
Quem é a favor, geralmente, argumenta com o artigo quinto da Constituição: diz que a necessidade de autorização prévia é censura, além de um atentado à liberdade de expressão.
Mas, o cara está vivo, a vida é dele, está sendo vivida e ele tem o direito de não permitir que publiquem a sua biografia, assim como tem o direito de se recusar a dar uma entrevista. Dalton Trevisan e Rubem Fonseca – grandes escritores – jamais dão entrevistas. Não é uma questão de censura nem de atentado à liberdade de expressão.
Mesmo que seja autorizada sou contra a biografia de seres vivos e não a lerei pois será sempre uma meia biografia. Quem se propõe a escrever a biografia de alguém vivo fará sempre a meia biografia, pois, a vida continua.
Ninguém está proibido de escrever sobre quem quer que seja. Vemos diariamente reportagens em jornais e revistas sobre pessoas públicas ou não. A livrarias vivem lotadas de publicações sobre a obra e até sobre a vida de alguém.
Portanto, não há censura nem atentado à liberdade de expressão. Entretanto, não se pode chamar de biografia um livro publicado com o objetivo de se aproveitar do interesse público por alguém vivo que está no auge da fama.
Quando o cara morrer, tudo bem. A vida não mais lhe pertence e não deveria pertencer a mais ninguém. Ninguém precisaria autorizar a publicação de sua biografia.
Somente num caso, como foi o das filhas de Garrincha que viviam na pobreza, os herdeiros teriam o direito de receber parte dos direitos da publicação.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

MEMÓRIAS FALSAS E ESQUECIMENTOS

Até aí pelos cinquenta anos, eu tinha a certeza de ter visto o Zeppelin passar em direção à Santa Cruz aonde ele aterrissaria no hangar especialmente construído na Base Aérea.
Beirava eu os nove anos - tinha acabado a guerra - quando vi aquele monstruoso balão deitado voando baixo. O jogo de bola parou na rua até que o Zeppelin desaparecesse no horizonte.
Ainda tenho o evento na memória com todos os detalhes, mas, agora, sei que é uma falsa e gostosa lembrança. Foi o Google quem  tentou destruí-la informando-me que a última vez em que o Zeppelin esteve no Rio de Janeiro foi antes de 1937, ano em que nasci e em que a aeronave explodiu matando a todos os passageiros. Fiquei decepcionado  e, revoltado, jamais a apaguei da memória.
Gosto de lembrar como faço agora. Quando quero, vejo aquela imensa nave prateada vagando pelo céu de Bangu na velocidade pouco maior de uma bicicleta e a criançada assombrada de admiração.
Devo ter outras lembranças fantasiosas que não sei identificar. Todos têm, inclusive a testemunha ocular que identifica incorretamente o autor de um crime.
Agora, leio que cientistas estudam como os humanos produzem memórias de eventos que nunca aconteceram implantando memórias falsas no cérebro de camundongos.
A memória humana não é confiável e pode nos enganar, levando-nos a acreditar naquilo que ela inventa. Por que o cérebro produz memórias falsas ninguém sabe ainda.
Quanto ao esquecimento há, porém, uma teoria.  Às vezes, me pego reproduzindo expressões ou orações inteiras como se fossem novas, mas que eu já tinha escrito.
Este tipo de esquecimento certamente atinge a todos, especialmente aqueles que escrevem. Dizem que a criatividade talvez exija tais esquecimentos para que nossas memórias e ideias possam renascer e serem vistas em novos contextos e perspectivas.
Revisando meus textos neste humilde e sarcástico blog, vejo que venho cometendo um “auto-plágio”, repetindo certas passagens de textos já escritos.
Todos nós guardamos na memória idéias e opiniões lidas e ouvidas. E quando escrevemos, podemos reformulá-las imaginando que são originais nossos.
Sei que tenho sido apenas um grande plagiador de mim mesmo e, ocasionalmente, posso ser acometido de uma certa cleptomania literária inconsciente. Algo perdoável, pois, não é uma apropriação indébita e amigável como fazia Shakespeare.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O LEILÃO DO CAMPO DE LIBRA

Um consórcio formado por Petrobras, Shell Brasil, Total, CNOOC e CNPC venceu o leilão de Libra, o primeiro do pré-sal. O grupo ofereceu uma contrapartida de 41,65% do óleo produzido à União. A Petrobras ficará com 40% do óleo extraído; a regra previa mínimo de 30%.
A composição é a seguinte: Petrobras, que já tinha 30%, fica com mais 10%; Total (França), 20%; CNPC (China), 10%; Shell Brasil, 20%, CNOOC (China) 10%.
"Houve um consórcio, está dentro rigorosamente das regras", diz Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, questionado sobre o fato de apenas um consórcio ter participado do leilão de Libra.
Magda Chambriard, diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), diz que as constituintes do consórcio estão entre as maiores do setor de energia do mundo. "Sucesso maior do que esse era difícil imaginar."
Segundo Magda, somados os ganhos com o bônus de assinatura, a partilha do óleo, o retorno da participação na Petrobras e o pagamento de royalties pelas concessionárias, entre outros, a União deve ficar com o equivalente a cerca de 80% do óleo extraído de Libra.
Ela afirmou também que a British Petroleum não participou do leilão por medo de que multa por vazamento no Golfo do México inviabilizasse o investimento no Campo de Libra.
Sobre a Exxon, que também não participou do certame, a diretora afirmou que "a empresa não tem histórico no Brasil de agressividade em termos de investimento e exploração".
Pelo modelo de partilha, a Petrobras será sempre a operadora única dos campos e ficará com, pelo menos, 30% do consórcio vencedor.
Este modelo de partilha não agradou e houve menos empresas participando da disputa. O texto abaixo – copiado ipsis litteris da internet - explica por que o modelo não agradou à British Petroleum, à Chevron e à Exxon e por que o Brasil não é mais o quintal dos americanos.

"O leilão de Libra e o (quase) triunfo da desinformação
Acho que a lição mais importante que o governo deve tirar de toda essa falsa-polêmica que tem se produzido em torno do leilão do campo de Libra, marcado para depois de amanhã, é a de que é urgente democratizar o acesso aos meios de comunicação nesse país. As meias-verdades circula com toda a facilidade desse mundo, desinformando e induzindo a população ao engano, ao passo em que o governo não fornece de maneira satisfatória a esse debate os dados, os argumentos, as conclusões de estudos que sustentam sua visão e justificam sua escolha pelo leilão.
Os principais argumentos contrários ao leilão são frágeis, muito frágeis, além de contraditórios.
Frágeis ao alegar que o leilão de libra atenta contra a nossa soberania porque o pré-sal, segundo a visão dos que afirmam isso, seria ofertado a multinacionais ao invés de serem entregues à Petrobras. Primeiramente, é bom que se diga, a Petrobras é uma empresa de capital aberto. Estatal, mas de capital aberto. Não vamos nos iludir. Achar que o simples fato de a Petrobras explorar sozinha os campos do pré-sal asseguraria ao país, à União (ou ao povo brasileiro, como queira) o domínio absoluto do lucro dessa atividade é de uma ingenuidade lastimável. Sendo a Petrobras uma empresa de capital aberto, para onde esse lucro tenderia a ser canalizado? Para a bolsa de valores. Quer dizer, o dinheiro do petróleo sairia diretamente daqui, do fundo do nosso oceano, para o bolso dos acionistas da Bovespa, Wall Street etc. etc.
E o que impede que isso aconteça? Regras. Regras claras. A legislação do país que trata dessa matéria. O Marco Regulatório do Pré-sal.
Esse Marco Regulatório, elaborado, votado e promulgado durante o governo Lula (com Dilma na Casa Civil) é que reserva cotas à União, isto é, assegura que parte do petróleo que ainda será extraído seja de propriedade pública, do povo brasileiro, e não de acionistas. É esse Marco Regulatório também que prevê a participação da Petrobras em todos os consórcios que se constituam para atuar nessa empreitada extraordinariamente grandiosa da exploração do pré-sal. Ou seja, a Estatal brasileira se fará onipresente e será OBRIGATORIAMENTE operadora exclusiva desse negócio gigantesco. Teria sido isso, aliás, que afugentou algumas petroleiras que concorreriam nesse leilão. É que elas queriam disputar para serem, elas mesmas, as operadoras. Nesse caso sim, se o edital do leilão previsse essa possibilidade aí sim o interesse nacional seria afetado. Mas como o Marco Regulatório do Pré-sal impõe a Petrobras como operadora, temos a garantia de que não seremos passados para trás. (A título de comparação, durante algum tempo na Argentina, antes da YPF ser reestatizada pela Presidenta Cristina Kirchner, as petroleiras internacionais eram operadoras da exploração que elas mesmas faziam. E o que ocorria? Elas extraíam, por exemplo, mil barris de petróleo por dia e registravam apenas 400. O governo deixava de receber royalties de 600 barris (números aleatórios e meramente ilustrativos).
Daí eu me pergunto: o que querem os que ficam tentando melar o leilão de Libra? Postergar esse importantíssimo evento para tentar realizá-lo futuramente, quem sabe, num contexto reformulado que melhor atenda aos interesses das petroleiras internacionais no lugar dos do nosso país? Tentar flexibilizar o Marco Regulatório do Pré-sal para contemplar as vontades da British Petroleum e da Exxon, que não quiseram "brincar" dessa vez, para depois elas virem e jogarem um outro jogo com as regras que lhes convenham?
Tudo isso me parece revelador da inconsistência e da fragilidade dos argumentos daqueles que defendem a suspensão desse leilão.
Já a contradição se manifesta de uma forma quase patética. Um dos críticos do leilão, o professor Ildo Sauer, que foi diretor da Petrobras no governo Lula e hoje debandou para a canoa furada da Blablarina Silva, reconhece que a Petrobras não teria dinheiro em caixa para arcar com a astronômica despesa das operações do pré-sal e, por essa razão, sugere que esse dinheiro seja obtido por meio de empréstimos junto ao setor financeiro. Ora, o leilão será feito exatamente para atrair parcerias. Petroleiras virão se somar à Petrobras nesse empreendimento. Haverá um grande aporte de recursos porque, afinal de contas, é para isso que esse leilão está sendo organizado. Essas petroleiras interessadas em participar da exploração do campo de Libra injetarão recursos na condição de parceiras da Petrobras, e mais: com a Petrobras sendo a operadora, isto é, as outras estarão sob a supervisão da Petrobras.
Segundo os críticos do leilão, isso não pode. É ruim para o país. O que deveria ser feito é a Petrobras se encalacrar em dívida e depois pagar os juros dos banqueiros com o dinheiro proveniente dos lucros obtidos com o petróleo extraído. Quer dizer: aporte com empresas do mesmo segmento não pode, mas com banco pode??? Alguém entende a lógica desse raciocínio??? Com o leilão o que acontecerá é uma espécie de empréstimo sem juros: haverá entrada de recursos e essa injeção de "ânimo" não será feita como empréstimo, mas sim como parceria, isto é, as empresas correrão o risco também. Sem o leilão, o que se sugere é que a Petrobras contraia empréstimos, se endivide e corra sozinha todos os riscos. Onde é que as pessoas enxergam interesse nacional aí???
Não é a exclusividade da Petrobras que atende ao interesse nacional e assegura a nossa soberania. O que atende ao interesse nacional é a saúde financeira do empreendimento e sua sustentabilidade. Só assim o dinheiro que se produzir poderá chegar aonde deve chegar: na saúde e educação públicas. Além disso, como já foi dito, a Petrobras é uma empresa de capital aberto. O que assegura a nossa soberania são as amarrações legais que estabelecem as regras dessa exploração e partilha dos lucros. Essa amarração está feita pelo Marco Regulatório do Pré-sal, e esse Marco Regulatório está sendo aplicado ao leilão. Pronto.
Tudo isso exposto, retomo o tópico inicial deste texto: que fique a lição para o governo. É preciso urgente democratizar o acesso aos meios de comunicação, pois, enquanto a mídia desse país estiver sob domínio exclusivo dos que jogam contra o patrimônio, teremos mais desinformação e tumulto de idéias do que informação e esclarecimento. O Marco Regulatório das Comunicações é tão fundamental à nossa soberania e à nossa democracia quanto o Marco Regulatório do Pré-sal. Não podemos continuar descuidando disso."

COBAIAS HUMANAS?


Ontem no Fantástico, vi a reportagem dos cachorros resgatados de laboratório científico no interior de São Paulo. Os cachorrinhos (beagles) mostravam-se bem nutridos e muito bem humorados, não demonstrando ter sofrido quaisquer tipos de maus tratos nem torturados por cientistas diabólicos.
Aprendizes de black blocs, porém, invadiram a empresa, quebraram tudo, inutilizaram anos de pesquisa científica e levaram os animais.
Uma das vândalas envergonhada por pertencer a uma sociedade que permite experiências científicas com cães, possuída de uma mediocridade comovente e a convicção que somente os imbecis são capazes de demonstrar, perguntou ao repórter: “Por que eles não fazem testes com humanos?”.
E fazem – não como os nazistas fizeram na guerra que usavam somente adultos e crianças como cobaias tal como ela parece desejar – mas, sim depois que o medicamento se mostrou eficaz e sem secundarismos significativos em animais, principalmente, nos cães.
Pesquisas científicas com animais – camundongos, ratos, hamsters, coelhos, porcos, macacos, cavalos, etc – são, por isso, imprescindíveis para a saúde humana e tem contribuído significativamente para uma melhor qualidade de vida.
Seria melhor uma pessoa morrer por uma picada de cobra ou escorpião para não injetar o veneno em cavalos para a produção de soro antiofídico?
Estamos dispostos a não usar animais para a produção de soros e vacinas?
Podemos aceitar a propagação de epidemias de gripe e febre amarela para não utilizarmos ovos na produção de vacinas?
Vamos deixar de vacinar nossas crianças porque todas as vacinas são oriundas de testes em animais?
Aquelas aprendizes de black blocs seriam capazes de deixar de comer carne e usar roupas e sapatos de couro? Seriam capazes de rejeitar os medicamentos e a anestesia porque foram todos testados primeiro em animais?
Se a resposta for sim, por que não libertam os outros animais que servem de cobaia? Por que não resgatam os ratos e camundongos?
Por que somente os cães foram resgatados?
O cientista Marcelo Morales alerta que os cachorros da raça beagle retirados do Instituto Royal , em São Roque (SP), podem representar um risco às famílias que os adotarem. O cientista é coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia que regula o uso de animais em experiências científicas no País.
“Parece uma ação caridosa, mas estes animais podem representar um risco para a população. Eu não sei que experimentações foram feitas no Instituto Royal, mas animais usados em testes são inoculados com vírus, patógenos ou medicamentos que podem contaminar a população. Por isto que eles são confinados, e as pessoas que trabalham lá são todas paramentadas, tanto para não contaminar os animais e também para não serem contaminadas”, disse ele.
Os cientistas concordam que a experimentação animal tem valor inegável para a compreensão, prevenção e cura de enfermidades humanas, além de inúmeros outros usos como a avaliação e controle de produtos biológicos e farmacêuticos, desenvolvimento de vacinas, técnicas cirúrgicas e de transplantes, estudos de farmacologia, toxicologia, microbiologia e imunologia.

sábado, 19 de outubro de 2013

PÁTRIA MINHA

Vice-Consul em Los Angeles, residindo em Hollywood e vivendo entre músicos, atores, cineastas, executivos e críticos de cinema, Vinícius de Moraes compôs o poema "Pátria Minha", em 1949, inspirado na letra do Hino Nacional.
Em 1973, lançou-o em disco e show, após cair em desgraça com os torturadores e ser aposentado compulsoriamente.
Esta gravação foi a primeira faixa do disco "Poeta , Moça e Violão", com Vinícius de Moraes, Clara Nunes e Toquinho.
Hoje, comemoramos o centenário do grande poeta
que escreveu "O Operário em Construção".
 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

PRÊMIO INTERAMÉRICA 2013 SOBRE EDUCAÇÃO

O Prêmio Interamérica do Congresso das Américas sobre Educação Internacional (CAEI) foi concebido para destacar e reconhecer as grandes personalidades das Américas que têm mostrado seu apoio ao Ensino Superior, contribuído com atividades de cooperação internacional a nível interamericano e favorecido, com suas contribuições, o desenvolvimento de laços culturais entre as diferentes nações das Américas.
Não é como aqueles prêmios comprados que Mangaratiba andou “conquistando” durante a gestão de Aarão na Prefeitura.
Ontem, no México, durante a terceira edição do CAEI, o Prêmio Interamérica 2013 foi concedido a Luiz Inácio Lula da Silva. Aquele que a moribunda oposição e os inocentes úteis dizem ser semi-analfabeto e que nada fez pela educação no Brasil.
Lula não pôde comparecer - foi representado por Paulo Speller, Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação - mas enviou um vídeo de agradecimento a honraria no qual ressalta os grandes avanços que o Brasil experimentou na educação nesta última década.
Neste vídeo, Lula lembrou algumas conquistas de seu governo, foram 14 novas universidades e mais de 120 extensões, 290 novas escolas técnicas e o Programa Universidade Para Todos, o Prouni, que facilitou o acesso de mais de um milhão e trezentos mil brasileiros ao ensino superior. E além disso, milhões desses estudantes se beneficiaram da expansão do crédito estudantil, com o FIES, que é hoje o maior programa de financiamento estudantil do mundo.
Lula não pôde frequentar a escola tanto quanto é necessário, tornou-se um grande exemplo de que os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo - como afirmou Paulo Freire - e hoje tem sido reconhecido mundialmente em inúmeras ocasiões. 
Entre outros, Lula recebeu o Prêmio para a Paz 2008 da Unesco; Estadista Global 2010 do Fórum Mundial de Davos; Homem do Ano 2009, Le Monde; Personalidade do Ano 2009, El País; Prêmio Indira Gandhi para Paz, Desarmamento e Desenvolvimento, 2010; World Food Prize, 2011; Prêmio Norte-Sul; Doutorado Honoris Causa, outorgado por universidades brasileiras, o Grupo Coimbra (Portugal) e o Institut d’études politiques de Paris.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

ALUNO EDUCA PROFESSORA

Li hoje no Page Not Found (AQUI) algo acontecido na Inglaterra que justifica o que afirmou Paulo Freire - Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo” e que afirmei na postagem anterior significar que o aluno também educa o professor, isto é, que alunos e professores se educam entre si.
Assim escreve o blogueiro:
“Humilhada por aluno, professora primária emagrece 50 quilos.
Era mais um dia em escola primária de Manchester (Inglaterra). Lá estava a professora Jordanna Booth com as suas crianças em sala de aula. Mas aquele acabaria não sendo um dia como qualquer outro.
Um dos alunos de 8 anos se virou para um colega e disse: "A senhorita Booth é gorda".
Aquilo caiu como uma bomba nos ouvidos da professora, que pesava
114 quilos.
"Fiquei humilhada. Pensei: Estou tão gorda que até as crianças estão rindo de mim", contou Jordanna em reportagem do "Daily Mail".
A professora decidiu reagir e não ser mais motivo de chacota. Ela abriu mão dos salgadinhos e iniciou um programa de emagrecimento. Em 18 meses, Jordanna
perdeu mais de 50 quilos, sem recorrer a cirurgia.

Para mudar a silhueta, Jordanna contou com a ajuda do namorado e personal trainer, Sam Bullows.
"Sam dizia que o meu tamanho não importava e eu sabia que ele falava sério, mas eu ainda me sentia enorme. O comentário da criança me fez agir", disse a professora.”

Vejam como era a professora e como ficou após a “lição” que recebeu de um aluno de oito anos.
 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

HOMENAGEM AOS PROFESSORES

Como sempre faço neste dia, homenageio com música os professores que ensinam nas escolas os meios para que o aluno obtenha a educação. A de hoje é a versão de Ao Mestre com Carinho, filme que pode ser visto completo AQUI.
Ainda continuo sem entender por que alguns professores se intitulam educadores, menosprezando a profissão que é a mais transcendente, meritória, nobre e digna dentre todas.
Educação não é somente uma atividade, é, acima de tudo, a construção de um saber que ultrapassa o sentido escolar e se torna uma construção permanente na vida do ser humano.
Paulo Freire afirmou que Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Isto significa que o aluno também educa o professor, isto é, alunos e professores se educam entre si.

Acho que ele tinha razão, assim como Einstein que afirmou: "Educação é aquilo que permanece depois que esquecemos tudo o que aprendemos na escola".
Educação, na completa acepção da palavra, é o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano, visando a sua melhor integração individual e social. Educação é responsabilidade de todos.
Portanto, o processo educacional tem que começar na família, desde o berço. Não podemos deixá-lo somente por conta dos já sacrificados professores.

Professor é professor. Estudou e tem talento para sê-lo, formou-se para o magistério. Merece o meu respeito, estima e admiração, mas não o considero nem pretendo que seja simplesmente um educador.
Então, por que se proclamam educadores? Se o são, perdoem-me a franqueza, são péssimos e incompetentes. É o que demonstram nossas crianças e jovens cada vez mais mal educados.
Mesmo assim, faço uma homenagem musical àqueles que se consideram educadores.


domingo, 13 de outubro de 2013

O FILHO QUE CHICO BUARQUE NÃO TEVE

Um jornal do interior de Pernambuco publicou, em 2011, que o governador Eduardo Campos seria filho do compositor Chico Buarque de Holanda. Os boatos ganharam as redes sociais e foram massificados de tal forma – foi “trending topic” do Twitter - que a deputada federal, Ana Arraes, filha do governador Miguel Arraes, entrou em cena para negar a paternidade.
Disse o jornal que há alguns anos, os bastidores em Brasília fofocavam que, no exílio, década de 60, Chico teve um caso com Ana Arraes, exilada com o pai pela ditadura. “Nos últimos dias, um blog pernambucano tirou o assunto do bate-boca e obrigou a deputada a processar esse veículo de comunicação” -  contou o jornal e acrescentou – “No entanto, para esse boato não prosseguir, valia a pena um teste de DNA. Caso contrário, retratos comparativos de Chico com o governador continuarão a sair aqui e ali. Os olhos são igualzinhos...”.
Eu diria que a covinha no queixo é mais igualzinha. Os olhos do Chico, porém, apesar de semelhantes, não são arregalados como os de uma bicha louca.
Ana Arraes – que hoje é ministra do TCU nomeada pela Dilma a pedido do filho - divulgou uma nota oficial afirmando que os rumores eram “inverídicos e criminosos”. Pediu ainda a investigação da policia civil “para que tome providências legais no sentido de punir policial e judicialmente tamanha aberração”.
Aberração? Ser filho do Chico é aberração? Aberração seria se ele fosse filho do José Serra.
Aberração é ser presidente de um partido e não comandá-lo. É se submeter às vontades de um Romário no Rio de Janeiro e, a nível nacional, aos caprichos de uma missionária mística e fundamentalista que se julga a salvadora da pátria. É se beneficiar, durante oito anos, de um governo e se lançar candidato contra o que sempre defendeu. É cuspir no prato em que comeu. É ser tachado de covarde por quem seria o seu ministro da agricultura e permanecer calado.
O Eduardo Campos pode não ser filho do Chico Buarque, mas foi criado e cresceu politicamente pelas mãos do Lula e do PT. Só não aprendeu a exercer a liderança, não adquiriu personalidade forte e se tornou um maria-vai-com-as-outras.
Pra mim, o Eduardo Campos é irmão do Garotinho que obteve quinze milhões de votos para presidente, em 2002, pelo mesmo PSB. Se a Osmarina permitir, ele poderá repetir a dose do irmão em 2014. Vejam como se parecem: é cara de um, focinho do outro. Diferente é a cor dos olhos.

sábado, 12 de outubro de 2013

DILMA SERÁ REELEITA

Nunca confiei muito na pesquisa DataFolha que é feita na rua. Já até apelidei-a de DataFalha.
A DataFalha pra mim é apenas uma indicação do que vai ocorrer nas próximas pesquisas do Ibope e do Vox Populi que fazem pesquisa domiciliar e podem utilizar uma amostra perfeitamente estratificada do universo eleitoral.
A pesquisa publicada hoje pela Folha de São Paulo, portanto, não é motivo para festejar. Segundo ela, Dilma (42%) ganharia no primeiro turno contra Aécio (21%) e Eduardo Campos (15%).
O mais sugestivo é que a pesquisa DataFolha aponta que o espólio da Osmarina (23%) seria dividido de forma idêntica entre Dilma, Aécio e Campos. Dilma herdaria 8%, Aécio 8% e Campos apenas 7%, mesmo apoiado por ela.
Na cada vez mais provável disputa com a Osmarina (28%) e Serra (20%), Dilma iria para o segundo turno com 37% dos votos.
Dilma, porém, ganharia de qualquer dos dois no segundo turno. Nada de novo, portanto.
Diz a Folha que “O levantamento de ontem também confirma que Marina seria a adversária mais competitiva da presidente Dilma Rousseff em 2014. Ela atinge 29% em seu melhor cenário, quase o dobro da melhor situação de Campos. Dilma venceria em todas as simulações de segundo turno. Contra Marina, ganha por 47% a 41%. Contra Serra, por 51% a 33%. Contra Aécio, 54% a 31%. Contra Campos, 54% a 28%”.
Dilma só perderia - por pouco pouco, muito pouco, pouco mesmo, como diria aquele saudoso locutor esportivo - entre os componentes da velha burguesia preconceituosa e seus filhos entre 16 e 24 anos, isto é, os Black Blocs que vandalizam o patrimônio público. O povão que decide qualquer eleição, porém, está novamente com Dilma.
Vêm aí o Ibope e o Vox Populi para confirmar o que já afirmei aqui: Dilma será reeleita.

N.L.: hoje é o Dia da Padroeira do Brasil Nossa Senhora de Aparecida, louvemos a mãe de Jesus: Ave Maria cheia de graça, Bendita Sois entre as mulheres, Bendito é o Fruto do Vosso Ventre.
Ela somente não será louvada pelos ateus e protestantes fundamentalistas como a Osmarina que a desprezam.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A NOVA ESQUERDA QUE A DIREITA VAI ODIAR

Se ainda vivo fosse, Brizola diria que o PSB atual é a esquerda que a direita adora.
Tanto é verdade que o Aécio Never andou namorando o Eduardo Campos e a imprensa manipuladora vibrou quando este se declarou candidato à presidência.
Brizola diria o mesmo sobre o natimorto Rede Sustentabilidade.
Aliás, isto lá é nome de partido político? É alguma coisa tão indecifrável que parece criado por uma sofrida dona de casa baiana cansada de lutar para sustentar a família e ver o marido todo o tempo deitado numa rede. Também poderia ser sugestivo como nome de uma rede de supermercados.
Estas duas esquerdas que a direita adora se uniram numa chapa única para concorrer em 2014. Brizolla diria que não se trata de uma aliança, mas sim de um contubérnio. Ainda há dúvidas sobre quem será o quê, mas baluartes da direita mais raivosa, tão distantes dos conceitos políticos, sociais, econômicos e ambientais da esquerda, já declaram seu apoio ao contubérnio pragmático de Eduardo Campos e Marina. São elementos nocivos ao desenvolvimento social e econômico sustentável como Heráclito Fortes, Bornhausen, e até Ronaldo Caiado, liderança ruralista, que tanto espezinhou as idéias da Marina.
Eduardo e Marina que tanto defenderam uma nova forma de fazer política se deixam chafurdar na vala comum daqueles que defendem apenas o seu próprio projeto pessoal. A raquítica verdolenga que sempre se arvorou em salvadora da pátria, defensora do novo na política, e que não teve competência para fundar um partido ainda terá que se submeter, até 2014, a novas companhias espúrias e sentir o constrangimento de tê-las ao lado nos palanques da campanha.
Ela até já experimenta o discurso dos Bornhausen de que é preciso acabar com a hegemonia do chavismo no centro do poder.
O melhor de tudo é que a redução do número de candidatos favorece somente a presidenta Dilma Rousseff na campanha pela reeleição. Isto é, quanto menos candidatos, maior a chance da presidenta se reeleger.
Não é profecia política como outras tantas que já fiz aqui e que se confirmaram, é apenas uma questão de aritmética.
Profecia faço agora: o contubérnio Eduardo Campos-Marina, ou Marina-Eduardo Campos, tanto faz, derruba a pouco sólida candidatura de Aécio Never e despacha para o terceiro lugar qualquer outro candidato que possa vir a substituí-lo.
No momento em que a oposição – isto é, a imprensa que tanto exaltou a Marina e o Eduardo - se conscientizar deste fato, todo o ódio será canalizado para a nova esquerda, apesar desta ser a união das esquerdas que a direita adorava.
Quem viver verá.