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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

MURIQUI NO AUGE DA BOSTA

O funk vicia e imbeciliza a criatura. Que é marginalizada pelo que há de pior na indústria fonográfica. O funk é um lixo nefasto, violento e bandido que cretinizou grande parte da nossa juventude, independente de sua origem social.
O funk é um pitbull sonoro que tem o mau cheiro da tragédia anunciada.
No primeiro dia do ano, Muriqui atingiu o auge da bosta, o apogeu da titica, com o funk retumbando em todos os cantos.
Nos quiosques da praia, em aparelhagens de som instaladas nas calçadas, em lan house/sorveteria que disputava a venda de bebidas com os bares e quiosques, em casas alugadas sem qualquer critério para grupos de 20,30,40 egressos da baixada.
Nos carros com a mala aberta, o som foi ensurdecedor.
Eu vou botar na sua ...dinha,
Eu vou comer o seu ..zinho.
Vem chupar, vem chupar, vem chupar...
Ai! ai, ai...

Muita gente feia, suja e bêbada, aos bandos como animais inferiores, pulava e berrava em frente àquele som obsceno. Como moldura da desordem, a imundície total em toda a Av. Beira Mar.
E como atores coadjuvantes, jovens delinquentes da nossa sociedade montados em motocicletas com a descarga aberta explodindo a todo instante.
Uma visão apocalíptica. O caos.
Não houve qualquer atitude de repressão. A autoridade manteve-se convenientemente bem afastada desse palco de horrores.
À tarde, o mais barulhento de todos os carros - placa de Mesquita - estacionou em frente ao restaurante Maurício´s Bar. Um dos nossos poucos estabelecimentos que tenta elevar o nível de Muriqui, um distrito que tem a pretensão de atrair turistas. Mas, que, sem ordem, sem lei, sem autoridade, atrai o lúmpen. O som atordoante expulsava os fregueses.
O motorista, cheio de pulseiras e cordões dourados, montado no capô do carro, bebendo uisque pelo gargalo da garrafa, incitava o público aos palavrões.
Os proprietários do restaurante apelaram para a Guarda Municipal. Vieram três guardas que foram desacatados, xingados, vaiados e humilhados pelos desordeiros.
Sem poder de polícia, os guardas apelaram para a PMERJ.
Felizmente, vieram policiais decididos que acabaram com a desordem impondo a sua autoridade. Cerca de meia-noite, sem serem chamadas, duas viaturas voltaram ao local. Os PMs passaram a agir contra os motociclistas com descarga aberta e exigiram a presença dos responsáveis para liberá-los.
Essa juventude delinquente e alienada doméstica, mas oriunda de boas famílias, essa ainda tem cura. Basta crescer mentalmente, com a ajuda de pais responsáveis naturalmente. Todos comemos merda em criança e, depois, não suportamos nem o cheiro.
O carnaval vem aí. Vai acontecer a desgraça anunciada ou as autoridades vão atuar na prevenção e repressão com o vigor dos PMs que atenderam ao chamado dos cidadãos de bem?
Aguardemos o carnaval. Praia Grande e São Vicente, em São Paulo, já deram mostras do que pode acontecer amanhã em Muriqui.

12 comentários:

p.mauriciomonteiro disse...

seu comentario foi brilhante,mais gostaria de dizer que o unico dia em a bagunça parou foi quando o Cabo Carlos impos respeito,mais quando nao for oplantao dele como ficaremos,porque se depender do prefeito estaremos mortos

LACERDA disse...

Não sabia o nome desse digno policial, por isso não o identifiquei. Parabéns, Cabo Carlos. Você merece o meu respeito, o meu agradecimento.
Que seu exemplo seja seguido por todo o destacamento.

QUIOSQUE 14 disse...

Caro Lacerda
Muito acertada sua colocação quanto a desordem em Muriqui, nós pagantes de impostos Municipais e moradores somos achincalhados todos os dias com a falta do poder público, que não intervém nos excessos deixando que o falso turista faça o que bem quer em Muriqui.
Não nós interessa termos um turismo degradante que não deixa receita , que faz das nossas praias e cachoeiras o quintal das casas deles.
A s Leis foram feitas para serem cumpridas.
Para ilustrar ainda mais seu brilhante comentário , acredito que os quiosques também devam passar por uma rigorosa fiscalização no que tange ao código de postura bem como uma visita constante da saúde pública .
Zaralho

LACERDA disse...

Amigo Zaralho, teu pseudônimo me faz lembrar aquela rua do Rio de Janeiro - apelidada de quase, quase - a Bulhões de Carvalho.
Saiba que a única ação pública que funciona, de fato, em nosso Distrito é a limpeza urbana.
No dia seguinte ao caos da passagem de ano, às 7 da manhã do dia 2, Muriqui estava limpa, absolutamente limpa.

hebert disse...

Concordo plenamente com suas palavras sobre essa coisa que chamam de FUNK. Até o nome lembra coisa que fede (Funnnnnk). Ontem (23/02) aqui na rua Santana um carro abriu seu porta-mala e arregaçou nossos ouvidos por 6 horas direto de pura bosta jogada ao máximo volume. Palavrões, pornografia, baixaria, créu, funk das piranhas, tudo isso com várias criancinhas dançando, rebolando e agachando até o chão, com o aplauso dos pais ultra-bêbados...fico pensando, meu Deus, para onde vamos?

Anônimo disse...

Fiquei fascinada com a clareza das suas palavras, quem conhece Muriqui imagina a real situação do abandono moral e da desordem pública daquele lugar, onde todos fazem o que querem e bem entenderem sem a menor preocupação de serem punidos.
Feliz colocação ao se referir que a ausência do poder público atrai o lúmpen da sociedade, concordo com você.

Ivone disse...

Fiquei fascinada com a clareza das suas palavras, quem conhece Muriqui imagina a real situação do abandono moral e da desordem pública daquele lugar, onde todos fazem o que querem e bem entenderem sem a menor preocupação de serem punidos.
Feliz colocação ao se referir que a ausência do poder público atrai o lúmpen da sociedade, concordo com você.

LACERDA disse...

Obrigado Hebert. Obrigado Ivone. Gostaria de ler seus comentários na nova postagem sobre o carvaval de Muriqui.
Não foi o auge da bosta, foi apenas o apogeu da titica.

Anônimo disse...

Sou veranista à quase 30 anos, e vejo com muito pesar Muriqui se degradando, tenho saudades dos velhos tempos, da boa educação, das boas amizades e da alegria que Muriqui proporcionava. A especulação imobiliária, a falta de estrutura, a desordem urbana e a invasão dos funkeiros agridem o bem estar do morador e veranista, sem contar com a desvalorização do seu imóvel. Muriqui infelizmente encontra-se no AUGE DA BOSTA.

VANELLY disse...

Antes ouvia-se o barulho das ondas, hoje a merda do funk.
Antes, o cheiro da mata, hoje o intragável cheiro da maconha.
Antes convivíamos com pessoas educadas, hoje mal educadas e noventa e nove por cento da baixada.
Antes vivíamos no céu, hoje no meio do inferno.
Antes eu tinha segurança, hoje total insegurança.
Antes não se ouvia falar de tanto roubo e assassinato, hoje é comum o assunto.
Motos roubadas circulam livremente, parece o Alemão, só falta gente armada, isso é terra de ninguém,igualzinho alguns lugares da baixada.

Anônimo disse...

Muriqui Lacerda, isso é retrato de uma cidade que não investe em turismo, resultado: O que a cidade virou ? Uma extensão da Baixada Fluminense, gente que não faz a cidade crescer em nada.

Já foi no Restaurante Brojo, em Mangaratiba, sexta e sábado ? Algum " veranista " lá ? Nenhum. Só o povo de Mangaratiba mesmo.

Pois é isso que Mangaratiba virou: um lar de veranistas pé rapados que não tem dinheiro para ir até a esquina e ainda tem a cara de pau de criticar a nossa cidade, dizendo que aqui não tem nada para fazer.

Ter, tem, basta procurar...

MrFebdeal disse...

Morei em Muriqui por cinco anos (os piores de minha vida)! Me mudei para Teresópolis, graças a Deus!!