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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

HAVERÁ SEGUNDO TURNO?

Esta é uma pergunta que não quer calar. Será que vai haver?
A tendência das novas pesquisas sugere que não. Os institutos começam a ajustar seus resultados à verdade eleitoral.
Em seus cálculos anteriores, a hipérbole que empregaram para encher a bola da Marina foi exagerada. Agora, empregam um logaritmo decimal inferior (menor que um) para, aos poucos, colocar os três candidatos no devido lugar.
Até a eleição, Ibope e Datafolha terão tempo para acertar o resultado final. Eles vivem disso: de acertos. 
Por enquanto, não se pode provar se estão certos ou errados. Mas, em 5 de outubro - o Dia D de Dilma - o resultado das pesquisas terá que bater com o resultado da eleição. Ou estarão desacreditados perante seus clientes.
Estou torcendo para que ocorra o segundo turno. Entre Dilma e Marina.
Será uma derrota definitiva para o PSDB. A quarta seguida. 
Não quero o Aécio porque este teria algo para mostrar. Para ele, seriam três derrotas: perde para a Dilma em Minas, perde o governo de Minas e ficaria em terceiro na eleição presidencial.
No programa eleitoral “gratuito”, as duas terão 10 minutos cada uma para apresentar suas conquistas, realizações e seus projetos.
O segundo turno será o enterro da Marinalafaia e seu messianismo.
A Dilma, com bastante gordura, vai saber preencher o seu horário.
Somente o vídeo abaixo já preenche nove minutos.
Com mais este minuto sobre o Rio de Janeiro, nem sobraria tempo pra falar de pleno emprego, inclusão social e distribuição de renda, etc, etc, etc.
Marinalafaia, a magra, com mais de 20 anos de carreira política, sem conteúdo e vazia de realizações, não terá o que apresentar para preencher seu tempo.
O eleitor poderá, então, comparar o mangangá e o carapanã. E dar a vitória para a Dilma.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

VOTE NA MARINA

Se você é contra a reforma política e o financiamento público das campanhas eleitorais que vai tornar todos os candidatos financeiramente idênticos.
Se você é contra o marco regulatório da mídia, tal como é previsto na CF e assim como existe nas democracias mais adiantadas do mundo, e até na Argentina.
Se você é contra o imposto sobre heranças e grandes fortunas.
Se você é contra a Comissão da Verdade, a revisão da Lei da Anistia e o julgamento dos torturadores.
Se você é a favor de mudanças na CLT.
Se você é contra as quotas, a inclusão social e a distribuição de renda.
Se você é contra o filho do operário frequentar universidade pública e se  tornar doutor.
Se você é contra a redução da desigualdade
Se você é contra o pleno emprego com carteira assinada.
Se você é a favor do Banco Central dependente de banqueiros e especuladores que visa instituir um quarto poder na República.
Se você é contra a atuação do BNDES e dos bancos públicos em favor do desenvolvimento do país.
Se você é contra o investimento no pré-sal e a favor da redução dos royalties para o Rio de Janeiro.

Vote na Marina.
No vídeo abaixo, mais motivos pra votar na coitada.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A FOME IMAGINÁRIA DA MARINA

Ao assistir este vídeo, escrevi a postagem em que desmitifiquei a fome da Marina. Notem que ela diz que o fato ocorreu em 1968 quando tinha apenas dez anos de idade. Agora, aí está a biografia dela que desmascara a mentira.
Uma biografia de 2010 acaba de ser relançada. “Marina, a vida por uma causa” foi escrita pela jornalista Marília de Camargo César. Ela ouviu familiares, amigos, pessoas próximas, além, é claro, da própria Marina, para escrever a biografia.
Nenhuma parte do livro refere-se ao que ela disse no comício em Fortaleza. Como pode? Deveria ser a principal informação da biografia.
Marina fala da influência da avó paterna, Júlia, com quem morou no Seringal Bagaço, a 70 quilômetros de Rio Branco: “Na Semana Santa, não se comia carne nem nada que tivesse açúcar. Minha avó fazia mungunzá (canjica) sem açúcar, arroz-doce sem açúcar. Deve ser uma tradição vinda do Ceará”.
Arnóbio Marques, ex-governador do Acre, diz que a conhece “há uns duzentos anos” e acrescenta: “É a única pobre mimada que conheço”.
É Marina quem diz na biografia:Desde uns dez anos de idade, eu acordava todo dia por volta de quatro da manhã para preparar a comida que meu pai levava para a estrada da seringa. (…) Todo dia preparava farofa. Às vezes com carne, mas quase sempre com ovo e um pouquinho de cebola de palha, acompanhada de macaxeira frita. Aí botava dentro de uma lata vazia de manteiga, com tampa. Manteiga era comprada só quando minha mãe ganhava bebê.”.
Ela própria desmente que aos dez anos de idade passava fome. Em outro trecho sobre a infância, Marina conta:
“Minhas irmãs também faziam as mesmas coisas que eu. As outras crianças, filhas de meus tios, do vizinho do lado, também iam pro roçado, iam buscar água no igarapé, varrer o terreiro, ajudavam a plantar arroz, milho e feijão. O pai à frente, cavando as covas, e elas colocando a sementinha nas covas. Você não tinha nenhum instrumento para ver uma realidade oposta àquela, para dizer: por que os filhos do fulano de tal ficam só brincando e nós, aqui, trabalhando? Não existia isso. Havia até um prazer de poder ajudar nossos pais a diminuir o fardo deles”.
Em sua biografia, Marina deixa claro que não passou fome. Aquilo que disse no palanque em Fortaleza é mentira.

N.L.: lambido do DCM (AQUI)

DILMA ROUSSEFF NA ONU

Dilma Rousseff discursou, ontem, em Nova York, para os representantes dos demais países integrantes da Cúpula do Clima no debate geral da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Nos debates sobre o tema, os presidentes participantes mostram o que seus países têm feito para a proteção do meio ambiente e o que ainda podem fazer para protegê-lo. Dilma relatou os avanços conquistados pelo Brasil na questão do clima.
Hoje, Dilma fez o discurso inaugural da 68ª Assembléia Geral da ONU. 
Alguém pode pensar que o fato faz parte da campanha pela reeleição. Que o PT conseguiu a honra de colocar a Dilma fazendo o discurso de abertura, obtendo mais espaço na mídia e projetando-a para todo o mundo.
O fato é que o discurso inaugural da Assembléia Geral da ONU sempre esteve reservado tradicionalmente ao presidente brasileiro ao longo dos anos.
Por quê? Apenas porque o primeiro orador da primeira Sessão Especial da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 1947, foi o diplomata brasileiro Oswaldo Aranha, dando início a uma tradição imutável até hoje.
Abaixo reproduzo o vídeo com o discurso de Dilma Rousseff, ontem, na Cúpula do Clma. Notem a voz firme e agradável. A dicção perfeita. A postura impecável. O aspecto físico e a fisionomia de uma liderança inconteste de um pujante país.
Fico imaginando ali a coitada da magricela com aquela voz esganiçada, com aquela cara de vítima, de mulher sofrida que apanha do marido. Uma vergonha que reduziria a importância do meu país.
A Carta das Nações Unidas define que um dos objetivos principais da ONU é garantir a paz mundial, colocando-se contra qualquer tipo de conflito armado.
Por isso,  Dilma Rousseff afirmou em seu discurso: “Eu lamento profundamente isso. O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU.  Nós repudiamos sempre o morticínio e a agressão dos dois lados, e não acreditamos que seja eficaz. O Brasil é contra todas as agressões”.
O discurso de abertura da Assembleia Geral, hoje, foi o seguinte:

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O PROGRAMA ELEITORAL “GRATUITO”

Não é gratuito. As emissoras de rádio e TV recebem quase um bilhão pela cessão de horários.
Eu assisto a todos. Gosto de ver os candidatos ao legislativo afirmando que vão fazer e acontecer como se fossem assumir o Poder Executivo. Como se já não tivessem sido eleitos e não realizaram o que agora prometem.
Alguns são mentirosos patológicos e obstinados. São aqueles que mais aparecem no programa.
O filho do Picciani – Rafael - por exemplo, afirma que realizou o sonho da moradia digna para mais de um milhão de pessoas. A Dilma fez somente 70.800 casas no Rio de Janeiro. A cara dele nem treme? Será ele um mitomaníaco que acredita na mentira que diz? Ele disputa um mandato de deputado estadual com o próprio pai. Aquele que esteve envolvido com trabalho escravo em suas fazendas e tem outro filho querendo manter o mandato afirmando que foi considerado pela Veja o melhor deputado federal do Rio de Janeiro.
O que não quer dizer nada, pois, Chico Alencar afirma que foi considerado o melhor deputado federal do Brasil. Quem está mentindo? Chico Alencar ainda tem a coragem de afirmar que Tarcísio Motta é dis-pa-ra-do o melhor candidato a governador.
O federal Bolsonaro foi mais esperto que o estadual Picciani: colocou um filho disputando o mandato estadual no Rio e o outro filho disputando o mandato federal em São Paulo. Assim, evitou uma guerra eleitoral doméstica.
Gostei de ver o meu amigo Itamar – capitão bombeiro – dando o seu testemunho no programa do Pezão. Fez-me lembrar de nossos carnavais em Bangu; do tempo em que ele comandou a brigada contra incêndio da Câmara Municipal e, também, da ex-vereadora Rogéria Bolsonaro. A ex-esposa do outro capitão que, por vindita conjugal, lançou o filho candidato a vereador e tirou o mandato da mãe.
Os candidatos do nanico PSTU querem implantar um governo dos trabalhadores sem patrões. Imaginem! Como será? Nos nanicos PCB e PCO temos outros radicais obcecados, negativistas pertinazes que não podem acreditar naquilo que dizem.
Meu camarada Luiz Ramos e outros falam em acabar com o voto obrigatório. Certamente, querem reduzir o quociente eleitoral para facilitar suas campanhas. Podem reduzir tanto que ficarão sem votos.
Romário – que, com aquela língua presa combateu a Copa das Copas -  parece estar fazendo campanha pra vereador. Não para senador como faz o Cesar Maia.
Levy Fidelix e Eymael, candidatos nanicos a presidente, presenças constantes em todas as eleições, ali estão, não para disputar, mas, sim, para manter acesa a débil chama de seus nanicos partidos de aluguel.
O Aécio marinou e desistiu da idéia de acabar com o fator previdenciário criado pelo FHC. Marina, a coitada, chora de uma fome imaginária e se faz de vítima. Após a nova derrota eleitoral pretende trabalhar como atriz da Globo.
Outros mentirosos são: o Pampolha que afirma ter sido o deputado estadual que mais obras conquistou para a zona oeste carioca; o Eduardo Cunha, trapaceiro que não respeita o próprio mandato, dizendo que o povo merece respeeeitooo; e o Pezão ainda afirma que o cara é o melhor deputado federal do Brasil; Celso Pansera diz que implantou mais de 60 escolas técnicas no Rio no Rio de Janeiro; Índio da Costa assumindo a paternidade da Lei da Ficha Limpa; Laura Carneiro ainda utiliza o nome do pai – Nelson – para conquistar votos, enquanto a Cristiane Brasil não diz ser filha de Roberto Jefferson pra não perder votos; e o PSOL querendo legalizar a maconha para combater o tráfico de drogas. Imaginem! É como liberar o jogo do bicho para acabar com o jogo.
Com tudo isto, o programa eleitoral de São Paulo ainda é melhor. Aqui tem a Super Zefa e a Catirica, mas lá há mais candidatos palhaços, além do Tiririca que, às vezes, ocupa todo o horário do seu partido.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

OS JUDEUS NOVOS

Em Portugal, na Espanha e no Brasil, houve um tempo em que surgiram os cristãos novos. Foi durante a inquisição. Para livrarem-se da punição na fogueira, judeus se convertiam ao cristianismo. Puro fingimento. Eram os cristãos novos numa situação ambígua como a da Marina.
Foi quando se difundiu o sobrenome Silva adotado pelos judeus. Naquela época, todo Silva era identificado como cristão novo.
Atualmente, em pleno século XXI, surgem os judeus novos com sobrenomes variados, inclusive os Silva.
Sempre estranhei que os protestantes pentecostais – aqueles que se dizem evangélicos – dessem maior importância ao Velho Testamento -  a Bíblia judaica com suas estórias inacreditáveis – quase desprezando o Novo Testamento com o evangelho e a doutrina de Jesus Cristo. Parecem contaminados por uma espécie de “cristofobia” como os judeus antigos.
O suntuoso Templo de Salomão, em São Paulo, fez uma apropriação indébita dos símbolos da religião judaica.
No templo, construído pela Igreja Universal e que custou 680 milhões de reais, há cópias do Menorah (o candelabro de sete braços), cópias da Tábua da Lei com os dez mandamentos e o próprio bispo Macedo passou a se vestir como se um rabino fosse. 
Na inauguração, Edir Macedo apresentou-se com uma longa barba grisalha, solidéu na cabeça e vestido com um comprido xale branco com faixas azuis e tranças nas pontas.Tal como um judeu ortodoxo que não pode raspar a barba; que tem que manter a cabeça coberta pela Kipá (para lembrar da existência de um ser superior) e que precisa fazer a oração com o Talit, o manto que representa o dever de observar os mandamentos do Torá, o conjunto de livros sagrados da religião.
Assim, o bispo Macedo está criando uma legião de novos judeus no país e legitimando as estórias absurdas do Velho Testamento que sempre foi motivo de exaltação em sua igreja.
Será que vão renegar Jesus Cristo, o judeu que renegou as determinações dos rabinos de sua época e foi por eles renegado?
De qualquer forma, acho que o bispo, que sempre esteve com a bola cheia, desta vez pisou na redonda.
O judeu – reconhecido mundialmente como avarento - não gosta de jogar dinheiro fora e pode esvaziar a bola do bispo.

domingo, 21 de setembro de 2014

MARINA E A FOME

Essa estória de um ovo cozido e farinha para dividir com quatro crianças é uma lenda da caatinga nordestina. Eu a ouvi primeiramente, há mais de trinta anos, de um operário da empresa em que trabalhava. Oriundo do interior de Pernambuco, ele ainda me contou que a mãe fizera um pirão com a casca. Tive pena do Raimundo.
Acreditei porque aconteceu na caatinga e até publiquei no “house organ” da empresa. Agora, o mesmo fato ocorrer na Amazônia não dá pra acreditar.
Lá na capital do Acre – Rio Branco – qualquer casinha humilde tem como quintal a floresta amazônica repleta de alimentos, de caça, de rios e peixes, e só passa fome quem for incompetente ou quiser tirar onda de faquir. Ou os índios não sobreviveriam.
Mas, Marina, no comício em Fortaleza, quase às lágrimas como uma atriz da Globo, contou aquela lenda da caatinga, como se verdade fosse, para emocionar os ouvintes.
Vejam o que diz Edson Campos E. Silva, idealizador do Parque dos Coqueiros de Boa Viagem, em seu blog AQUI.
Desculpe Marina, como amazônida você sabe que naquela época com a riqueza de nossos rios, com a fertilidade de nosso solo ninguém passaria fome, poderia até não ser bem alimentado, mas um ovo só!!!
Meu pai em Santarém criou 17 filhos. Mamãe criava, galinha, pato, porcos, tinha uma horta e até um pequeno pomar. Meu pai aos sábados ia tarrafear na ponta negra, encontro do Amazonas com Tapajós, e minha mãe ficava até a madrugada preparando o peixe para ser salgado para ajudar na alimentação durante a semana pois não tinham freezer naquela época.
Eu continuo com minha teoria, só vagabundo passa fome na Amazônia.
Na foto, Marina em 1975, aos 16 anos, quando ela diz que foi alfabetizada pelo Mobral. Não parece absolutamente uma pessoa que passou fome quando criança.
Saudável, bem nutrida, era até bonitinha.
Notem bem os lábios carnudos, as bochechas e as sobrancelhas. Nem parece a vítima, a coitadinha de hoje.

sábado, 20 de setembro de 2014

NEM TUDO É MENTIRA

Nunca passei tanto tempo sem escrever no blog. Amigos e inimigos reclamaram da minha ausência. Foi por motivo de força maior. Vou me justificar.
Como disse Camões: “Cessa tudo quanto a antiga musa canta que um poder mais alto se alevanta”.
A Dilma me chamou à Brasília para opinar sobre o seu programa eleitoral gratuito. Eu fui, é claro... Por que ela me chamou? Porque ela confia em mim.
Passei alguns dias hospedado na Granja do Torto. Lá, me reuni com os marqueteiros do PT. Fiz uma palestra em que falei sobre a corrupção. Não como falam o Aécio e a Marina.
Afirmei que não podemos deixar a oposição levantar hipocritamente esta bandeira sem qualquer reação. Defendi que a Dilma levantasse a bandeira do combate à corrupção. Relatei tudo o que escrevi aquiaquiaquiaquiaquiaqui e em outras postagens sobre o tema. A Dilma aprovou tudo que eu disse e exigiu levantar esta bandeira imediatamente.
E fizemos uma mensagem que está sendo veiculada no programa eleitoral com tudo o que escrevi aqui no blog. Só não diz que existe uma forma simples de acabar com a corrupção como querem os inocentes úteis: bastaria o governo parar de investigar que nunca mais saberíamos de nenhum outro caso de corrupção.
No horário eleitoral, a mensagem  diz:
- que a corrupção existe, sempre existiu e existirá em qualquer lugar do mundo enquanto existirem corruptores;
- que há corruptos em todos os partidos;
- que nenhum governo combateu tanto a corrupção quanto os governos de Lula e Dilma;
- que por isso mesmo a corrupção nunca apareceu tanto na mídia;
- que quem combate a corrupção no governo é o próprio governo com a Polícia Federal, a CGU, a PGR, a Receita Federal;
- que para acabar com a corrupção basta engavetar as denúncias como no governo FHC ocultando-a;
- que os governos Lula e Dilma demitiram mais de quatro mil servidores envolvidos com a corrupção;
- que quem pode mandar os corruptos para a cadeia é o Poder Judiciário;
- que conseguiu aprovar uma Lei que pune também os corruptores;
- que Lula e Dilma nunca estiveram envolvidos diretamente em casos de corrupção.
Ficamos muito satisfeitos e ela quis tirar uma foto comigo na biblioteca do Planalto.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A GLOBO E OS MILICOS APÓIAM? SOY CONTRA

Brizola com toda a convicção afirmava:“se a Globo apóia, sou contra”.
Hoje, em plena democracia, ele diria como eu faço agora: se a Globo e os milicos apóiam, sou contra.
Marina acaba de receber o apoio de um setor absolutamente reacionário e conservador: o Clube Militar do Rio de Janeiro. Em manifesto, os generais dizem que ela é um fio de esperança para derrotar o PT.
Embora defina Marina como uma esperança, o manifesto também aponta "uma nova política misteriosa" comandada pela "figura messiânica" da eventual presidente da República. A candidata, segundo o Clube Militar, faz "declarações vagas" e "propostas esquerdistas e ambientalistas", com "cheiro de bolivarianismo", em referência à maior participação popular, como por meio de plebiscitos. Para eles, a mudança pode ser para melhor ou pior desde que derrube a Dilma. 
Dilma é aquela que instituiu a Comissão da Verdade e quer a revisão da Lei da Anistia.
Depois, o manifesto acrescenta que "ser uma incógnita camaleônica é uma vantagem"Certamente, porque a consideram que será uma autoridade frouxa que se submeterá à vontade dos gorilas. Entre as reivindicações deles está o fim da Comissão da Verdade e a preservação da Lei da Anistia para evitar que os agentes torturadores da ditadura militar sejam punidos.
O ódio militar ao PT está patente no manifesto como na foto abaixo - que foi estampada, ontem, na capa do Correio Braziliense - com o canhão apontando para a Dilma.
O manifesto do general mais parece ser contrário à magricela. E me faz lembrar Nelson Rodrigues: “O grande acontecimento do século foi a ascensão espantosa dos idiotas. O grande homem (e a grande mulher) pode ser, ao mesmo tempo, uma grande besta”.
Leia abaixo, em itálico, parte do manifesto escrito pelo General Clovis Purper Bandeira (editor de opinião do Clube Militar). A íntegra do texto pode ser lida no site do Clube Militar.
“Sua figura messiânica, suas declarações vagas, suas promessas iniciais muito generosas, mas fora do alcance do cofre nacional, acenam com uma “nova política” misteriosa, mistura de propostas esquerdistas e ambientalistas, entre as quais maior participação direta, governar com pessoas e não com partidos, participação direta popular no governo, por meio de plebiscitos e consultas populares (cheiro de bolivarianismo), criação de conselhos do povo (cheiro dos sovietes petistas), orçamento participativo, etc.
Cálculos preliminares orçam suas promessas – entre as quais 10% do orçamento para a saúde, outros 10% para a educação, aumento da bolsa esmola, do efetivo da Polícia Federal – em quase 100 bilhões de reais por ano, cuja origem não é esclarecida.
Seu calcanhar de Aquiles é o fraco apoio político, pois na verdade não tem o apoio firme de nenhum partido. Seus apoiadores são aqueles interessados em pegar carona em sua súbita popularidade, sem nenhum compromisso com a realidade política durante seu possível governo.
Mas uma excelente candidata não será, necessariamente, uma excelente Presidente.
No governo, terá que descer das nuvens “sonháticas” onde flutua e lutar na arena do dia a dia da Praça dos Três Poderes, enfrentando as feras insaciáveis que fazem as leis, sempre cobrando algum preço político por seu apoio.
Na verdade, os políticos temem o populismo de suas propostas e os desvios que promete adotar, para evitar o isolamento de seu governo pelos partidos, percebendo uma ameaça de autoritarismo na ideia de governar sem os mesmos. Será real isso ou será apenas uma ameaça para angariar apoios mais fortes dos partidos, que seriam enfraquecidos com um governo mais populista?
Dona de um discurso inatacável, é a favor de tudo que é bom e contra tudo que é ruim. Como, aliás, todos os candidatos.
Ser uma incógnita camaleônica é uma vantagem, pois o que é conhecido da política e dos políticos é rejeitado pelos eleitores.
A esperança de algo novo e diferente, que rompa com a tradição negativa representada pelos atuais homens públicos, parece impulsionar a subida de Marina nas pesquisas eleitorais.
A desilusão popular procura o novo. As mudanças podem ser para melhor ou para pior, desde que interrompam a malfadada corruptocracia instalada no poder pelo lulopetismo.
Como está não pode continuar. Há expectativa de que novos rumos e novos governantes tragam melhores dias e maior esperança para os eleitores desiludidos.
É um fio de esperança, mas parece que as pessoas a ele se agarram com fé, apostando no futuro para esquecer o presente.”

AS DENÚNCIAS SE REPETEM

Em véspera de eleição, denúncias e dossiês sempre surgem na Veja que é mais suja que todos os “blogs sujos” reunidos. 
Não compre a Veja. Se comprar, não abra. Se abrir, não leia. Se ler, não acredite. Se acreditar, relinche.
Foi o que escrevi aqui no blog quando a Veja publicou denúncia contra Erenice Guerra que ficou no lugar da Dilma, como Ministra da Casa Civil, durante a campanha de 2010. 
Em duas outras postagens, abordei o mesmo tema: aquiaqui.
Naquela época, as fontes da Veja eram o bicheiro Cachoeira, o Demóstenes Torres e um meliante que sumiu das manchetes.
Hoje, a Veja repete o mesmo roteiro na véspera da eleição com denúncias sem provas nem fontes para fundamentar sua capa e que, como antes, não levarão a nada. A não ser a repercussão na imprensa manipuladora como se verdade fosse, atingindo quem não pode mais se defender. Um delator premiado não pode ter credibilidade absoluta.
Até Eduardo Campos é citado como beneficiário das propinas. Mas, quando vivo, o falecido foi arrolado como testemunha de defesa pelo delator e se recusou a ser ouvido. Por que a testemunha de ontem é acusada pelo premiado Paulo Roberto Costa? Vingança? Veja aqui.
Creio que tudo é apenas uma tentativa de ressuscitar Aécio Neves que disputa o terceiro lugar com o pastor Everaldo. Veja aqui.
Dilma venceu a eleição em 2010 e Erenice Guerra foi depois inocentada pelas investigações da Polícia Federal e pelo Ministério Público. E não mereceu nenhum espaço em destaque nas páginas da imprensa imunda e manipuladora. Apenas os “blogs sujos” destacaram o arquivamento do processo pela Justiça Federal.
blog 247. por exemplo, publicou a matéria abaixo:

VÍTIMA DE VEJA E FOLHA, 

ERENICE É INOCENTADA


247 – Tida como braço direito e “irmã” da presidente Dilma Rousseff, a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, foi alvo de um tiroteio pesado durante a campanha presidencial de 2010. Contra ela, havia canhões apontados pela revista Veja e pela Folha de S. Paulo.
Da Abril, partiu uma das mais estranhas reportagens da história recente. Chamava-se “Caraca, que dinheiro é esse?” e relatava entregas de pacotes de até R$ 200 mil, dentro da Casa Civil, que era comandada por Erenice Guerra.
Tudo a partir de relatos em off. Eurípedes Alcântara, publicou até um editorial chamado “O dever de publicar”, em que afirmava que o papel da imprensa era ter coragem de noticiar – mesmo que pudesse vir a ser acusada de tentar influir em resultados eleitorais. Mais recentemente, soube-se que Veja engavetou uma entrevista com José Roberto Arruda, também no período eleitoral, porque o ex-governador do Distrito Federal acusava o ex-senador Demóstenes Torres de tentar obter vantagens no GDF.
Da Folha, as acusações também foram inacreditáveis. Um sujeito que se apresentava como consultor, chamado Rubnei Quícoli, mas tinha extensa ficha criminal, afirmava que o filho de Erenice lhe cobrava uma propina de 5% para liberar um empréstimo bilionário no BNDES para uma empresa de fundo de quintal.
Para evitar danos maiores à campanha presidencial, Erenice Guerra foi demitida, ainda que as acusações fossem totalmente inconsistentes.
Nesta quarta-feira, no entanto, a mesma Folha que ajudou a derrubá-la noticia que o inquérito foi arquivado pela Justiça Federal. O motivo: falta de provas.
Este caso chegou até a ser abordado pelo ex-presidente Lula, numa crítica recente ao comportamento eleitoral de parte da imprensa. “Erenice foi execrada, acusada de tudo quanto é coisa”, disse ele. “Quando terminou a campanha, o acusador em Campinas retirou a acusação na primeira  audiência e a imprensa, que a massacrou, não teve coragem sequer de pedir desculpas à companheira Erenice”.
Na reportagem desta quarta-feira, a Folha reconhece que “o escândalo tirou votos de Dilma e acabou contribuindo para levar a eleição ao segundo turno”.

N.L.: Nos governos Lula e Dilma tudo, tudo, tudo sempre foi investigado e esclarecido. 

domingo, 7 de setembro de 2014

O CAVALO DE TRÓIA

Mitologia grega ou fato histórico? A guerra entre gregos e troianos, segundo Homero, durou 10 anos, entre 1300 e 1200 a.C. Tudo por causa do amor a uma mulher: Helena.

Raptada por Páris, filho do rei de Tróia, que se apaixonou por ela, Helena era a esposa de Menelau, o rei de Esparta. Enfurecido, este declarou guerra a Tróia.

Vários heróis gregos foram mortos, inclusive Aquiles. Lembram dele? Aquele que levou uma flechada no calcanhar, seu único ponto fraco. O calcanhar de Aquiles entrou, assim, para a eternidade histórica.

Tróia era uma pequena cidade fortificada e inexpugnável. Durante dez anos sobreviveu cercada pelos gregos, enquanto Páris e Helena viviam o seu romance erótico. A guerra terminou quando os gregos fingiram desistir e ofereceram um presente aos troianos. Construíram um imenso cavalo de madeira e o deixaram na entrada da fortificação como um presente pela pacificação.

Os ingênuos troianos exultaram e aceitaram o presente grego como um símbolo de sua vitória. Deixaram o enorme presente ser conduzido para dentro das muralhas da cidade. E após uma noite de muita farra e comemoração, os troianos - coitados - foram dormir exaustos. Foi quando guerreiros saíram de dentro do cavalo e abriram as portas da cidade para que o exército grego entrasse e destruísse a cidade de Tróia.
É por isso que hoje se fala tanto em presente de grego.
Atualmente, na era da informática, um Cavalo de Tróia (trojan horse) se apresenta como um programa útil e interessante, quando na verdade provoca o caos e danos no seu computador executando funções maliciosas sem o seu conhecimento.

Ele nos chega através de e-mails, mensagens do facebook, memes, músicas, fotos, ofertas especiais, protetor de tela, etc. Quando abertos ou aceitos ingenuamente pelo usuário, o Cavalo de Tróia se instala e espreita silenciosamente o computador infectado, executando delitos de forma invisível, enquanto a vítima continua com suas atividades normais. 

O Cavalo de Tróia é um engodo destrutivo aparentemente agradável que vai acarretar

consequências funestas.
Algo assim com a Marina que os reacionários oferecem ao eleitor. Ela vem carregada de vírus para abrir portas aos banqueiros, sonegadores, especuladores, pastores, manipuladores. Aos trabalhadores não, apenas ao que há de pior para o desenvolvimento do país e do povo trabalhador.
Desde 2010 – veja aqui - Marina já era subordinada aos banqueiros estrangeiros e que suas relações com o sistema financeiro vão muito além da família Setúbal, do Banco Itaú.
Hoje, Neca Setúbal, Eduardo Gianetti, André Lara Rezende, Beto Albuquerque, Malafaia e Feliciano são vírus que infestam o trojan Marina e vão nos infectar silenciosamente com arrocho salarial, elevação da Selic, desemprego. 
Refém das bancadas financeiras e “evangélicas”, Marina é o grande êxito do fracassado PSDB. Contudo, reconheçamos que um segundo turno com duas ex-ministras de Lula é um grande avanço para a democracia, pois joga o PSDB no lixo da história onde já está o DEM.
O nosso Cavalo de Tróia é aquela de quem não resta a menor dúvida, pois ela nunca sabe se é contra ou a favor e sempre muda de ideia. Às vezes, é até, ao mesmo tempo, contra e a favor, como nos casos da criminalização da homofobia, do casamento gay, da revisão da Lei de Anista, da Comissão da Verdade, da regulação da mídia, do aborto, de destinar 65% da poupança para financiar a casa própria, e, pasmem, da exploração do pré-sal.
Agora, ela nega que vá prejudicar o Rio de Janeiro, mas seu vice foi o deputado que liderou a derrubada do veto da Dilma ao projeto que tirava do Rio de Janeiro grande parte dos royalties do pré-sal. Marina foi comunista, petista, verdolenga, esquerdista e católica, foi noviça e desistiu de ser freira. Hoje, é a imaculada protestante fundamentalista que não louva a padroeira do Brasil e está aliada com a direita mais reacionária.
Parodiando Emir Sader: se você pretende votar no Cavalo de Tróia, faça como ele: mude de ideia.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

LEONARDO BOFF VOTA EM DILMA

Acabei de ler no 247:
"Líder religioso, intelectual e militante de causas sociais, Leonardo Boff acredita que a presidente Dilma Rousseff (PT) "é a melhor opção para o povo brasileiro". Ao explicar sua resposta, ele afirma que "os fatos falam por si". "Até hoje nenhum governo fez políticas públicas cuja centralidade era o povo marginalizado, os invisíveis, considerados óleo gasto e zeros econômicos", avalia. Quem fez isso com sucesso deve poder continuar a fazê-lo e de forma mais profunda e abrangente", acrescenta Boff.
Em entrevista concedida ao jornalista Paulo Moreira Leite, em seu blog no 247, ele constata haver "um mal estar generalizado no mundo". "Todos têm a sensação de que assim como o mundo está não pode continuar. Tem que haver mudanças", ressalta, reforçando o que diz as pesquisas, segundo as quais mais de 70% da população desejam mudanças no País, e justificando a causa das manifestações de junho, de que o brasileiro quer mais do que já consegue hoje.
"Há ainda um fator novo: as políticas públicas do PT que tiraram 36 milhões da pobreza foram incorporadas como coisa natural, um direito do cidadão. Ora, o cidadão não tem apenas fome de pão, de casa, de luz elétrica. Tem outras fomes: de ensino, de cultura, de transporte minimamente digno, de saúde razoável e de lazer. A falta de tais coisas suscita uma insatisfação generalizada que faz com que esta eleição de 2014 seja diferente de todas as anteriores e a mais difícil para o PT. Precisamos de mudança. Mas dentre os partidos que podem fazer mudanças na linha do povo, apenas vejo o PT, desde que consolide o que fez e avance e aprofunde as mudanças novas atendendo as demandas da rua. Dilma é ainda a melhor para o povo brasileiro".
Questionado a avaliar a mudança de Marina Silva desde que a conheceu, no Acre, quando foi sua aluna, até 2014, quando se candidata à Presidência da República pelo PSB, Boff observa, como primeiro ponto, a mudança de religião. "De um cristianismo de libertação, ligado aos povos da floresta e aos pobres, passou para um cristianismo pietista e fundamentalista que tira o vigor do engajamento e se basta com orações e leituras literalistas da Bíblia".
Para Boff, a candidatura da ex-senadora "representa uma volta ao velho e ao atrasado da política, ligada aos bancos e ao sistema financeiro. Seu discurso de sustentabilidade se tornou apenas retórico". Em sua visão, Marina não possui a habilidade de articulação. "Se vencer, oxalá não tenha o mesmo destino político que teve Collor de Mello", prevê. Na entrevista, ele comenta ainda sobre o pessimismo generalizado no País - "grande parte induzido por aqueles que querem a todo custo e por todos os meios tirar o PT do poder" - e dá sua opinião sobre a mídia: "hoje, com a oposição fraca, eles se constituíram a grande oposição ao governo do PT".


terça-feira, 2 de setembro de 2014

O INSUSTENTÁVEL TESÃO PELAS FEIAS

Tive dois amigos casados com as mulheres mais feias de Bangu. Tiveram filhos e as esposas ficaram ainda mais feias. Uma engordou demais. A outra emagreceu muito; ficou assim, digamos, vazia, sem qualquer recheio, como a Marina. Mas, viveram quase felizes para sempre com aqueles antivírus contra o chifre.
Eu, intrigado com aquilo, pensava: queria ter aquele tesão todo que eu só dispensava pra mulher bonita. Até escrevi uma postagem (AQUI) inspirado neles.
Aliás, meus amigos – todos eles – não perdoavam ninguém. Encaravam qualquer uma: bonita ou feia, gorda ou magra, saudável ou doente.
Em Bangu, havia um hospital para tuberculosas onde hoje se localiza o fórum. À noite, algumas internas escapavam sorrateiramente. Alguns amigos não as dispensavam, e lá ficavam à espreita para fazer uma caridade sexual às tísicas galopantes.
Eu me restringia apenas às bonitas e saudáveis. Tratava muito bem a todas, mas evitava qualquer relacionamento. Mulher feia sempre foi pra mim um breve contra a luxúria, um verdadeiro talismã contra o tesão.
Algumas até duvidavam da minha masculinidade. Ainda mais sendo um cara bem-apessoado, modelo fotográfico em anúncios na revista Manchete. 
Um tipo assim como Montgomery Clift - aí ao lado - astro cinematográfico que habitava os sonhos eróticos das adolescentes e que, depois, muito depois, para assombro geral, declarou-se homossexual.
As feias se aproveitavam de mim no carnaval. Mascaradas me atacavam, me beijavam na boca e eu, sem saber, correspondia.
Meus amigos me invejavam sem saber que eu os invejava mais ainda pelo tesão que possuíam e manifestavam.
O tesão do marido da Marina me trouxe tais recordações que ficam aqui registradas.
As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental. Como afirmou o poetinha com a mesma convicção que eu sempre tive.

O MARIDO DA MARINA

Sei que você nunca o viu, por isso vou mostrá-lo agora.
Fábio Vaz de Lima é um dos caras de maior tesão no país. Pra encarar aquela magrela vazia somente mesmo com um super tesão. 
Fábio sempre foi um dos mentores políticos da Marina. Desde a faculdade. 
Para ele, São Paulo é um estado que explora o país. Por isso, despachou os pobres imigrantes haitianos em ônibus desde o Acre para São Paulo, sem nenhuma articulação prévia com as autoridades paulistanas.
Como secretário-adjunto de Desenvolvimento Florestal, da Indústria do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens), e engajado com ONGs internacionais de meio ambiente, Fábio mantém sua vida profissional no Acre, enquanto Marina e os filhos têm residência fixa em Brasília.
Em 2012, o marido da salvadora da pátria esteve envolvido numa falcatrua de milhões.
Segundo o Tribunal de Contas da União, uma carga milionária de madeira clandestina apreendida pelo IBAMA, durante a gestão de Marina no ministério do Meio Ambiente, foi doada à ONG Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) - à qual o marido tesudo era integrante na época – e esta repassou a carga para a madeireira Cikel.
A Cikel teria pago R$ 3,5 milhões à Fase e faturado cerca de R$ 8 milhões.
O marido de Marina teria influenciado o IBAMA a doar e apurar o preço real da madeira clandestina de forma irregular. 
A carga valeria 36 milhões, e não R$ 8 milhões.
Aldo Rebelo, quando ministro de Relações Institucionais, no governo Lula, foi procurado por Marina, ainda petista e ministra do Meio Ambiente, que lhe pediu ajuda para evitar que o marido fosse convocado a dar explicações no Congresso sobre seu envolvimento na doação irregular de seis mil toras de mogno à ONG Fase.
O marido não precisou ir ao Congresso se explicar: os governistas rejeitaram o pedido de convocação e o caso ficou esquecido.