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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PENA DE MORTE

Sou contra.
Mesmo sendo aprovada pelos textos bíblicos, sou contra.
Quantos inocentes foram condenados à morte? Frei Caneca, Tiradentes, Antônio Conselheiro, Sacco e Vanzetti, Joana D’Arc, Jesus e tantos outros que a história esqueceu.
Como posso ser, então, favorável à pena de morte?
O Direito Internacional constitui como o mais importante direito de todo ser humano, o direito à vida, e a pena de morte é a mais cruel, desumana, degradante e incompetente forma de punição.
Nos 33 estados americanos que ainda adotam a pena, o índice de assassinatos por 100 mil habitantes é maior que o registrado nos outros 17 estados que não mais condenam à morte.
Na França, especialistas em segurança pública garantem que a violência não explodiu depois que a guilhotina foi aposentada, em 1977.
No Irã, o exemplo é inverso: a pena de morte foi reintroduzida em 1979, com a revolução islâmica, mas não significou nenhuma redução das taxas de criminalidade. 
A Anistia Internacional calcula que, desde 1973, pelo menos 138 condenados à morte nos EUA acabaram sendo absolvidos antes que a pena fosse executada. Se tivessem sido executados, não haveria reparação capaz de trazê-los de volta à vida. 
Calcula-se que, pelo menos, 4,1% dos condenados à morte nos EUA são inocentes, isto é, uma pessoa inocente em cada 25 condenadas e executadas. Tal como aconteceu com o último condenado à morte no Brasil.
Em 1855, Manoel da Motta Coqueiro, rico fazendeiro de Macaé - considerado pela imprensa como a fera de Macabu - foi enforcado por um crime que não cometeu (leia aqui).
Pouco tempo depois do enforcamento descobre-se que o fazendeiro tinha sido a inocente vítima de um terrível erro judiciário. E Gilmar Mendes nem fazia parte ainda do judiciário.
Coqueiro provocou a extinção da pena de morte no Brasil. Quando Pedro II tomou conhecimento da inocência daquele homem a quem tinha negado a graça imperial, decidiu que ninguém mais seria executado no país.
Após o erro judiciário com Coqueiro, os deuses judiciais ainda proferiam a sentença de morte, mas Pedro II passou a atender todos os pedidos de clemência e a comutar todas as penas capitais proferidas.
Com a proclamação da República, em 1889, a pena de morte foi retirada do Código Penal. Com a abolição, acabou-se a principal razão da existência da pena de morte no país: a condenação e execução de escravos.
Contudo, a Constituição Federal brasileira ainda prevê essa punição em caso de crimes cometidos em tempos de guerra. O inciso 47 do artigo 5º da Constituição, diz que "não haverá penas de morte, salvo em caso de guerra declarada".
Não é porque sou contra que aprovo a atitude da Dilma pedindo clemência pelo traficante que foi executado na Indonésia. A Dilma cumpriu com a sua obrigação de presidenta e está sendo criticada. Imaginem se ela se mantivesse indiferente à execução do primeiro brasileiro no exterior: seria massacrada.
Também, não é porque sou contra que vou condenar os policiais que matam bandidos no Brasil. Os policiais participam de uma guerra contra a criminalidade. E no calor desta luta têm o direito de matar. Deveriam mesmo ter a obrigação de matar.
Agora, não são alguns homens e mulheres sentados no ar refrigerado de um tribunal que podem determinar a pena de morte pra ninguém. Quem não tem sérias preocupações e desconfianças quanto à isenção do Poder Judiciário de seu país?

domingo, 18 de janeiro de 2015

O ENCOSTO

Encosto é um espírito perdido que se aproxima das pessoas para sugar a sua luz e energia. Esse espírito pode ser mal intencionado e ter sido mandado por alguém para prejudicar um desafeto.
Embora sendo espírita - e umbandista - não acredito neste tipo de encosto que, em certas religiões, é uma entidade sobrenatural maligna que se apodera do corpo e da mente de uma pessoa.
Acredito, sim, no encosto-vivo. Aquele que pode se aproximar de alguém por inveja, admiração ou por se sentir bem com a aproximação. O encosto-vivo fica grudado na pessoa a quem admira porque se sentiu atraído por sua luz e energia. Sentiu nela uma fonte de alimento e tentará sugá-la numa atitude predatória. 
É como um parasita que suga a planta ou um verme – como uma lombriga – que suga o intestino da pessoa.
O encosto-vivo é geralmente uma pessoa sem qualquer brilho, não tem amor-próprio, negativa e negativista, radical, infeliz, neurótica. Frustrada e medíocre, insatisfeita consigo mesma e com a vida que leva, chega a ter uma personalidade psicopática. Não é invejada por ninguém e, em seu desvario, é acometida de delírios em relação a quem inveja.
Deste tipo, minha mulher teve alguns encostos. Diz ela que o pior de todos – do qual conseguiu se livrar - ainda reside aqui em Muriqui. Vivia pedindo coisas. Dinheiro emprestado não pagava. Grudava nela com intenção de tirar vantagem. Criatura chata que vivia de golpes e promovia situações negativas para os outros. Nunca trabalhou e nem jamais procurou trabalho, sempre vivendo às custas de alguém.
Este humilde e sarcástico blog, desde a campanha eleitoral, foi castigado também com um encosto.
Ele se diz velho e imbecil. Não acredito em sua velhice. De sua imbecilidade, sim, eu não duvido. Acredito piamente como provam os comentários que ele fez no blog.
Não posso acreditar que um senhor chegue a certa idade sem o mínimo de raciocínio, sem reflexão, irracionalmente estúpido. Analfabeto funcional, mais parece fazer parte desta geração perdida que anda por aí.
Quando terminou a campanha, decidi eliminar seus comentários. Deixei alguns na postagem anterior para provar o quanto ele é imbecil. Mas, não adianta, o encosto encarnou em mim. Acho até que isso é coisa de viado escroto.
Vou apelar ao povo da calunga para espantar esse encosto. Vou fazer uma oferenda. Exu vai dar um jeito nesse encosto. No mínimo, inutilizar o seu computador. Despachá-lo para o feissibuque onde é o seu lugar. Ou, talvez - quem sabe? - causar-lhe uma artrite nos dedos que o impeça de digitar.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

“SE XINGAR MINHA MÃE...

Vai levar um soco”. Assim falou o Papa, fazendo o gesto de quem socava alguém com o punho cerrado.
Sim, liberdade de expressão não é monopólio da imprensa. Todos nós temos liberdade de falar e escrever o que bem entendemos. Mas, temos que responder pelos excessos.
Por isso, quando escrevi aqui contra os que defendiam a liberdade de expressão sem limites, quase argumentei falando sobre a liberdade de xingar a mãe do guarda. 
Queria duvidar da liberdade de expressão de uma manada que cegamente se declarou ser Charlie Hebdo nas redes sociais.
Manada que já deve estar arrependida de ter sido manipulada pela imprensa que faturou com a morte dos pseudo-humoristas franceses.
Liberdade ilimitada, seja qual for a liberdade, não existe. Nem mesmo entre os pássaros que não admitem a invasão de seus territórios.
Muito menos a liberdade de expressão. A minha, por exemplo, é regida pelas leis do meu país e da convivência pacífica.
Agora, vem o Papa Francisco e assume o que eu queria dizer.
Por falar a verdade, já querem calar este grandioso Papa Francisco. 
Um canalha escatológico que se diz jornalista escreveu hoje em sua coluna que é a fossa séptica da Folha: 
“Francisco, por que não te calas?
Francisco tem cabeça e postura de cura de aldeia, não de papa. Suas entrevistas ambíguas são detestáveis. Suas opiniões sobre o atentado e a liberdade de expressão são covardes, imprecisas e politiqueiras. Deveria se esconder debaixo da cama com Barack Obama para conversar sobre o nada.”
Je suis Jorge Mario Bergoglio.

N.L.: isto indica que vem por aí uma sórdida campanha da imprensa difamando o Papa Francisco.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

JE VOUS SALUE, MARIE!

Quando a ditadura proibiu a exibição de “Laranja Mecânica”, de Kubrick – Oscar na década de 70 – aproveitei uma viagem que fiz a Livramento/RGS, atravessei a rua e vi o filme do outro lado, em Rivera, uma pequena cidade do Uruguai onde não havia censura.
Dez anos depois, o presidente Sarney proibiu a exibição do filme francês “Je vous salue, Marie” em que Godard discutia a virgindade da mãe de Jesus. Fiz a mesma viagem e vi o filme no mesmo cinema de Rivera.
O filme foi um escândalo mundial pois questionou um dogma bíblico e a autoridade da igreja católica. Os fundamentalistas não aceitaram que Maria, uma jovem estudante inocente e virgem que jogava basquete e namorava José, um motorista de táxi ciumento, aparecesse nua diante de um ginecologista para examinar sua gravidez e virgindade.
Os espectadores revoltados com o enredo, no qual o anjo Gabriel é um cara comum e truculento que chega de avião para, de forma grosseira, anunciar que Maria estava grávida, queriam depredar o cinema em Versailles. Os revoltosos somente foram contidos com a intervenção de forças policiais.
A intolerância religiosa alastrou-se em todas as cidades do mundo com o apoio de setores conservadores da igreja, embora alguns bispos franceses tentassem a pacificação dos intolerantes.
Godard se deu bem. A imprensa dedicou ao filme centenas de artigos que resultaram em extraordinárias receitas de bilheteria. Houve uma indignação internacional contra o filme, proibido sobretudo nos países católicos. Manifestações ocorreram em todo o mundo e até o Papa João Paulo II decidiu ver o filme. Condenou-o, dizendo que a obra «deturpa e ofende o sentimento espiritual e o sentido histórico dos valores
fundamentais da fé cristã».
Godard, agnóstico, catequizado desde criança no protestantismo - que nunca levou a Virgem Maria muito a sério - foi nivelado ao Papa católico e considerado o papa dos artistas.
Contudo, não ocorreram maiores violências nem Godard foi ameaçado de morte, demonstrando que o cristão é um povo mais manso. Diferente dos muçulmanos que respondem com ataques terroristas à crítica aos seus dogmas. É bom lembrar, porém, que também há terroristas entre os cristãos. Não podemos esquecer daquele sueco doido, fundamentalista cristão que em 2011 cometeu dois atentados em Oslo, matando 76 suecos.
A iconoclastia de Godard era apenas uma descrença na virgindade de uma mulher que teve outros filhos. Dizem que foram sete. Essa descrença foi apresentada com um enredo ingênuo, belo e bem articulado. Alguns, porém, consideraram um escárnio e ficaram revoltados com os católicos que nada fizeram para impedir que Nossa Senhora fosse enxovalhada.
Não é bem assim. O direito de criticar dogmas, como fez Godard, é assegurado como liberdade de expressão. É preciso reconhecer que existe na Bíblia muito de mistério passível de ser discutido pela razão humana.
Atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença ou de não ter religião são crimes inafiançáveis. Foi o que fez Charlie Hebdo.
Intolerância religiosa é crime de ódio e fere a dignidade humana (CF, art. 5º, incisos VIII e XLII).

N.L.: o exame ginecológico de Maria confirmou a sua virgindade e gravidez. Não gostei muito do filme de Jean-Luc Godard. Prefiro o de Stanley Kubrick.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O QUE É LIBERDADE DE EXPRESSÃO?

Enquanto os peixes mortos seguem a correnteza da hipocrisia em apoio ao discursos do ódio, como peixe vivo, eu nado contra. Assim como Leonardo Sakamoto - Professor de Jornalismo da PUC-SP - que descreveu em seu blog (AQUI) o que é liberdade de expressão na imprensa manipuladora.
Liberdade de expressão é:
– Não ligar para redação xingando jornalista por matéria sobre problemas no metrô
– Não demitir por telefone o pobre repórter que discordou educadamente da linha editorial do veículo
– Não usar nunca a frase “coloca isso na capa porque quem manda aqui sou eu''
– Não usar a pergunta “você sabe com quem está falando?'' em uma reunião de pauta
– Ter a certeza de que a denúncia contra aquele anunciante amigo do patrão vai sair mesmo
– Saber que a apuração virá da reportagem e não da sala da chefia
– Não ser demitido porque o usineiro amigo do dono do jornal se sentiu ofendido com a verdade
– Não sofrer preconceito dos colegas da imprensa por trabalhar em um veículo carimbado como de esquerda ou de direita
– Ter reunião de pauta em que participe mais gente do que apenas o diretor de redação
– Não ser delicadamente removido para setorista de rodoviária porque reclamou de censura prévia
– Não ver seu texto tão alterado no conteúdo a ponto de ter que pedir para tirar seu nome dele
– Não se sentir oprimido ou com pavor de dar uma opinião contrária na reunião de pauta
– Não ser demitido por fazer análise econômica contrária aos interesses de alguém
– Não te entregarem o título pronto da matéria antes de você sair para a apuração
– Não ser proibido um homem usar brinco ou uma mulher ter tatuagem na redação
– Não ter que criar conta falsa de e-mail para dizer ao chefe o que pensa daquela matéria bisonha
– Não ter que fazer hora extra só para salvar o péssimo texto do amigo do chefe que deve entrar amanhã
– Não ser monitorado nas redes sociais pela empresa jornalística em que trabalha
– Ficar no fechamento até tarde sem medo de que o editor te convide para ir para a cama com ele
– Não perder uma promoção por conta de posicionamento ideológico
– Não perder uma promoção por ser mulher
– Não perder uma promoção por ser negro ou negra
– Ao trabalhar em TV e agência públicas, não ter que prestar serviço de assessoria ao governo
– Fazer uma entrevista sem ter medo do editor “adaptar'' as ideias da fonte depois
– Não ouvir do chefe para esconder informação de interesse público porque ela “não ajuda na causa''
– Não ser obrigado a defender igreja e chamar umbanda de coisa do capeta.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

JE NE SUIS PAS CHARLIE

Também não sou um islamofóbico. Já demonstrei aqui no Blog que sou contra o fanatismo e o fundamentalismo religiosos. Seja qual for a religião.
Mas, respeito a todas, embora não tenha muita simpatia pelo Alcorão nem por Maomé. Este um genérico de Jesus e aquele uma quase imitação da Bíblia com muitos mais absurdos.
O direito de criticar dogmas religiosos é assegurado como liberdade de expressão. Atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença são crimes. Diz o direito internacional.
As charges do semanário francês eu reputo como crimes de ódio que ferem a dignidade humana.
O Charlie Hebdo provocava o furor dos fanáticos muçulmanos obcecadamente com suas charges nefastas. Já tinha sofrido um ataque terrorista. Queria de fato outro atentado contra o jornal decadente que estava falindo com uma tiragem de apenas 60.000 exemplares semanais. Na França, um país de leitores, isto é uma insignificância. Mergulhado em crise financeira, o semanário até fez um apelo, em novembro passado, com uma “vaquinha online” para salvar a publicação.
Portanto, o objetivo da provocação à ira dos fanáticos muçulmanos era revigorar o jornal. Conseguiram. Infelizmente, com a morte de doze pessoas.
A próxima edição terá um milhão de exemplares com o apoio de toda a imprensa francesa que classificou a revanche terrorista muçulmana apenas como um atentado à liberdade de expressão. Esta versão do fato é mais uma fraude da imprensa.
Como se a liberdade de expressão não tivesse limites. O jornal chegou a afirmar que “Les Coran c´est de la merde”.
É bem verdade que provocava também os cristãos com a charge sobre “Le pére, le fils et le saint sprit”. Mas, estes não são terroristas como já ficou provado com o filme francês “Je vous salue Marie” há mais de 30 anos. Então, preferiam provocar o fanatismo islâmico, este sim capaz de reagir com um ataque terrorista. Só não esperavam tanto.
Esse fanatismo sanguinário dá total razão ao Papa quando ele diz: "O homem é capaz de tanta crueldade".
Fico com a opinião do Papa que se manifestou também contra a "difusão do ódio e qualquer forma de violência física e moral que possam destruir a vida e violar a dignidade, atingindo radicalmente a convivência pacífica entre as pessoas e os povos”.
Este é mais um caso em que nenhum dos radicais envolvidos tem a mínima razão.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O CELULAR

Há 70 anos, o único telefone da rua em que eu morava ficava na minha casa. Toda vizinhança, ricos e pobres, ia lá telefonar. Era uma caixa preta – preta mesmo – pendurada na parede com uma manivela. Era desses telefones que só se veem em filmes bem antigos. Rodava-se a manivela e uma telefonista atendia para fazer a ligação desejada.
Minha casa tinha telefone porque meu pai trabalhava na Companhia Telefônica Brasileira que não mais existe. E era de graça. A coisa só mudou quando o governador Carlos Lacerda, vinte anos depois, implantou a Cetel e vendeu telefones para quem desejasse.
Atualmente, não existe um único mortal sem, pelo menos, um telefone celular no país. Temos mais telefones por habitante do que os americanos. São mais de 202 milhões de celulares no Brasil, equivalente a 158% da população (excluindo-se, claro, as criancinhas que ainda dá pra pegar no colo). Nos EUA, a proporção é de 156%, enquanto a média mundial é de 115%.
De acordo com o levantamento, o aumento do poder de compra da população e a intenção de economizar na conta levaram à proliferação de linhas móveis no país.
Fico admirado ao ver a secretária cá de casa com um smartphone de última geração. E quando surge um mais avançado, mesmo custando acima de três mil reais, gente como ela corre para comprá-lo.
Somente aí pelos 50 anos de idade é que fui ter um telefone celular. Recusei-me a carregar aquele tijolão e não queria ser encontrado em qualquer lugar a qualquer hora do dia ou da noite. Hoje, tenho três. Dois deles oferecidos gratuitamente pelo plano da Oi fixo que utilizo. O plano, não os celulares. Minha mulher sempre reclama quando saio e deixo o celular em casa. Mais da metade da minha vida eu passei sem ele, por que vou usá-lo neste pouco tempo que me resta?
Vejo agora todo mundo com celulares em todos os lugares. Nada evoluiu tanto no mundo como o telefone celular. Sempre usados para mandar mensagens pelos diversos aplicativos existentes ou para fazer selfies. Muita gente nem imagina que o celular foi criado para a comunicação através da fala. Em compensação nada sofreu maior involução que o relacionamento pessoal.
Aliás, as pessoas não mais se falam nem trocam ideias. Mesmo quando reunidas, não conversam, estão todas digitando os seus celulares. Um vício que mantém pessoas acordadas até altas horas digitando no feissi ou no whatsapp.
As estatísticas demonstram que o índice de natalidade caiu na medida em que aumentou o número de celulares. O que demonstra também ser o celular, hoje, um verdadeiro anticoncepcional.

sábado, 3 de janeiro de 2015

IRRACIONALMENTE OTIMISTA

Alguém que queria me levar ao médico e que tomasse antibióticos apenas porque passei o Natal com um furúnculo no rabo, postou no Face um link para um artigo interessantíssimo que vou comentar.
O artigo diz que a ciência começa a entender que a crença de que tudo vai dar certo é capaz de ajudar o corpo a se manter saudável. Eu digo que a mente também.
Diz o que eu sempre soube: que a única forma de conseguirmos antecipar o futuro sem entrar em desespero é sermos irracionalmente otimistas.
Evidências de como o otimismo é capaz de impactar o funcionamento do corpo – e da mente - são encontradas no estudo dos placebos, preparados inativos usados em pesquisas controladas para determinar a eficácia de substâncias medicinais.
A medicina sabe há mais de 50 anos que o placebo pode aliviar dores e curar enfermidades em até 40% dos pacientes.
Eu sou irracionalmente otimista. Sempre fui. Quanto sinto algo que me incomoda no corpo ou na mente, deito na rede e durmo. Sei que vou acordar recuperado. Sem apelar para médicos ou remédios.
Já escrevi aqui e aqui que metade dos doentes se curam naturalmente sem médicos e sem remédios; 30% se curam apesar dos médicos e dos remédios; 10% deles precisam de médico, mas não de remédios; outros 10% precisam de médicos e de remédios.
O artigo aborda a importância do cérebro e a força do pensamente positivo, o otimismo, para curar o corpo e a mente.
Eu diria que também para melhorar o meio ambiente e o relacionamento em sociedade. O exercício intelectual seria, portanto, mais importante para o corpo e a mente do que o exercício físico.
Li no artigo que um paciente americano diagnosticado com câncer no fígado e que teria apenas alguns meses de vida, morreu pouco tempo após o diagnóstico. Durante a necrópsia, os médicos ficaram chocados porque descobriram que o tumor era mínimo e não havia ocorrido metástase. Concluíram que o cara não morreu de câncer, mas por saber que estava com câncer.
Portanto, o pessimismo pode levar o paciente à morte. E, talvez, o otimismo irracional explique o fato de tantos casos de câncer serem curados.
A força do pensamento positivo, o otimismo, pode melhorar a saúde.
“Notícias ruins desencadeiam psicologias ruins”, diz o artigo, revelando outro aspecto importante da sugestão: a leitura do noticiário. Segundo o artigo, “É do conhecimento científico que ler notícias ruins — ou basicamente tudo o que nos é oferecido a fartar diariamente — dispara o sistema límbico liberando altas doses de glicocorticóide, hormônio ligado ao estresse, no organismo. Altos níveis da substância no sangue prejudicam a digestão e aumentam a suscetibilidade a infecções. Psicologicamente, a notícia ruim também tem impacto real: ao tomarmos conhecimento de uma tragédia, passamos a achar que a mesma coisa pode acontecer em nossas vidas e isso altera a realidade ao nosso redor. Se ficamos sabendo que um avião caiu, no dia seguinte, a despeito do fato de as estatísticas não terem sido alteradas, sentimos mais medo de embarcar em uma corriqueira viagem de negócios.
No tempo em que eu viajava muito, a negócios, sentia a maior tranqüilidade ao entrar no avião no dia seguinte a um desastre aéreo. Meu otimismo irracional sabia que nada de ruim poderia acontecer em dois dias seguidos.“É, portanto, apenas lógico – continua o artigo - que em ano de eleição, quando todo o tipo de especulação negativa a respeito do futuro parece nos inundar, aumentem os índices de pessimismo na população.
A auto-estima - sobre a qual escrevi aqui - a valorização de si próprio, o amor próprio, a autoconfiança, a satisfação com suas vidas, são virtudes dos otimistas. Compõem o sistema imunológico emocional dos otimistas. Sem estas virtudes seremos sempre pessimistas e não vamos dormir bem.
Não posso terminar sem exaltar aquele que considero o maior dos otimistas: o carnavalesco de qualquer escola de samba grande ou pequena. Quem foi capaz de enfrentar o caos que é fazer um desfile na Sapucaí sabe o que estou dizendo. Sem um otimismo exacerbado é impossível.

 N.L.: Já fiquei bom do furúnculo, sem médico e sem remédios. Disseram-me que a causa foi muita manga Palmer que comi em dezembro. Acreditei.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

PREVISÕES PARA 2015

Sempre fui capaz de predizer o futuro. Sou um profeta nato e meus vaticínios para 2015 serão logo confirmados.
Minha primeira profecia será confirmada já amanhã à tarde: a posse da Dilma mesmo contra a vontade da direita e do senador nota zero.
Logo nesta primeira semana veremos baixar o preço do quilo da picanha que chegou ontem a R$ 28,90 no Extra. Nunca o país produziu tanta carne, mas os produtores se aproveitaram da ânsia pelo churrasco de fim de ano para explorar o bolso daqueles idiotas que não se recusaram a pagar aquele preço absurdo. Passada a festa, o preço voltará ao normal. Voltará ao normal o preço da batata e do rodízio no Nova Brescia que chegou a R$ 49,90. Isto não é inflação, é exploração abusiva aceita pelos idiotas.
As ações da Petrobrás (PTR4) que caíram a quase R$ 8,00 - e eu aproveitei para comprar - subirão como foguete para acima de R$ 16,00. E me darão um lucro de quase 100% em menos de dois meses.
A Venina venenosa sumirá da mídia tal como aconteceu com a marionete da floresta que previa o fim do mundo se não fosse eleita.
O mundo não acabará em 2015, nem o comunismo tomará conta do país para comer as nossas criancinhas. Isto ficará por conta dos nossos honrados pedófilos familiares.
Comentarista imbecil continuará bostando comentários estúpidos aqui no blog e eu continuarei a excluí-los. Quando ele conseguir postar algo inteligente e racional, eu permitirei que o comentário permaneça aqui, mesmo que seja contra o que escrevo. Só espero que o esforço mental que ele terá que fazer não lhe cause um AVC.
No feissibuque, fundamentalistas incapazes de cuidarem de si próprios confiarão sua vida a Deus como se o Divino estivesse à disposição deles.  Assim como pais e mães, incapazes de educar os filhos, passarão a responsabilidade aos sacrificados dos professores.
Pastores dizimeiros continuarão a realizar falsos milagres em troca dos reais dizimistas.
Policiais continuarão a ser assassinados às centenas por bandidos geralmente salvos por eles. Bandidos que são todos filhos das boas famílias que continuarão a reclamar da falta de segurança.
Em Mangaratiba – ai de ti, Mangaratiba – radicais não reconhecerão nada de bom na cidade, seja lá o prefeito que for ou que vier. Vereadores, sejam lá quais forem, serão sempre acusados de vendidos e incompetentes. Vai faltar água.
Lá pelo fim do ano, dirão que o Rio de Janeiro não ficará pronto para as Olimpíadas que, talvez, nem acontecerão, dirão os vira-latas.
São tantas as previsões que não dá pra colocar tudo aqui. Quem quiser saber de todas as previsões para 2015 que relembre tudo o que aconteceu em 2014. 
Com exceção da Copa e da eleição, nada será diferente.

sábado, 27 de dezembro de 2014

O RANKING DO PROGRESSO

Não é que isto tenha alguma importância pra mim, ainda mais que puseram a minha deputada – Jandira Fegalhi – em 73º lugar, com nota de apenas 6,56, atrás do estuprador que ficou em 72º lugar, com nota de 6,58.

Minha compensação é que o Glauber Braga – tão exaltado em Muriqui - ficou em 143º lugar, com nota abaixo de cinco (4,84).

Mas, nada disso me importa. O que me faz comentar o ranking do progresso (aqui), com a avaliação dos senadores e deputados federais em 2014, publicado pela – com licença da má palavra Veja – é a nota zero obtida por Leonardo Picciani, em último lugar.

O cara, com aquela cara idiopática, durante toda a campanha no horário eleitoral, dizia que foi eleito pela infame revista como o melhor deputado federal do Rio de Janeiro. Era o único argumento que tinha para pedir o voto.

Outro motivo que tenho para comentar o ranking – feito pela nefasta revista em parceria com o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - é a colocação do Aécio Neves: último lugar entre os senadores, também com nota zero.

Apesar disto, foi o candidato da sórdida revista para presidente.

A COPA QUE DEVIA TER FRACASSADO

Em balanço da FIFA, Joseph Blatter classificou como incrível a organização da Copa do Mundo de 2014. Blatter e Jérôme Valcke elogiaram a organização dentro e fora dos campos em vídeo (aqui em inglês) publicado na terça-feira, 23.
“Foi um grande futebol, uma grande organização” - disse Blatter -
“Talvez, esperássemos alguns problemas sociais, mas sempre disse que quando a bola começasse a rolar estes problemas estariam acabados, porque o Brasil é o país do futebol e refletiu isso na organização. Foi incrível!”.
“Foi a número 1, sem dúvida a número 1(a Copa 2014). Falando especificamente sobre o esporte, o futebol que foi apresentado, foi a primeira vez que vi os jogos desta forma. Normalmente, na primeira fase são jogos mais táticos, mas dessa vez tivemos muitos gols, que deram à Copa um aspecto ofensivo, de muitas oportunidades, e de ambiente cheio de emoção do primeiro ao último jogo”, enfatizou Blatter.
Valcke ratificou a análise de Blatter e afirmou que os torcedores “confirmaram o que o País tem para oferecer ao mundo”, além de enaltecer a campeã Alemanha: “Foi um grande sucesso, um sucesso para os torcedores, para todas as pessoas que foram ao Brasil. Todos eles adoraram a atmosfera, já conheciam o Brasil e confirmaram o que o País tem para oferecer ao mundo. Tivemos um grande futebol e um grande campeão”.
Como previu a Dilma, foi a Copa das Copas que calou a boca dos vira-latas e ainda está dando o que falar do Brasil em todo o mundo.

N.L.: texto lambido do Blog do Planalto: AQUI.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL

Hoje, somente existe o bem...
Secam-se as lágrimas,
Brotam os sorrisos,
O amor floresce em cada coração.
Há uma profusão de abraços,
Lembranças, lembranças...
Gestos e palavras são de afeto,
Somos todos crianças,
Somos todos iguais...
Sonhos se realizam,
A alegria nos invade
Tudo é só felicidade,
Confraternização cristã...
Hoje é Natal,
Feliz Natal...
E amanhã, depois de amanhã,
Que seja sempre Natal.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

VÉSPERA DE NATAL

Sempre lembro desta história contada na faculdade de comunicação. 
O editor viu que sobrava espaço na primeira página do jornal que circularia no dia seguinte. Já era noite, chamou o redator e exigiu urgência: “quero um editorial sobre Jesus Cristo”.
Como todo jornalista empregado de jornal não tem opinião nem liberdade de expressão – ele apenas exprime a vontade e a opinião do patrão – o redator quis saber: “contra ou a favor”.
 O estudante de jornalismo fica assim sabendo desde a faculdade que se quiser liberdade de expressão terá que editar o seu próprio jornal.
Com exceção deste caso, fica sabendo também que é muito mais fácil falar e escrever contra do que a favor.
Para se escrever a favor dá trabalho. Tem que ter argumentação. Tem que ter conhecimento de causa. Tem que ter informação. Tem que saber o que diz e o que ocorre no mundo.
Quando se é contra, é fácil, não precisa argumentar nem raciocinar. Nada que se diga ou invente estará muito longe do fato, pois, mais importante que o fato é a sua versão. Desde que não contrarie o patrão que é o dono da liberdade de expressão.
Liberdade de imprensa é uma coisa. Liberdade de expressão é outra muito diferente.
A de imprensa é garantida pela Constituição Federal. Qualquer um tem a liberdade de editar um jornal.
A liberdade de expressão também é garantida pela Constituição, sendo vedado o anonimato; mas na grande imprensa, somente quem pode permiti-la são as poucas famílias que a comandam.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

NÃO BASTA SER HONESTA

Tem que parecer honesta. Dizia Cesar – o imperador de Roma – sobre a sua própria esposa. A frase permanece sempre atual e me vem à lembrança ao ver as duas mulheres que a Globo põe em contenda inútil com interesses inconfessáveis.
Serão duas mulheres honestas? Mas, quem parece ser? Quem é a venenosa?
A Graça, ontem, também envenenou o debate. Disse que a Venina era muito ligada ao Paulo Roberto Costa, seu chefe durante muitos anos. Disse também que houve uma desavença entre os dois: “Não sei por quê. Não sei o que houve.” – afirmou Graça sugerindo algo mais.
Pra quem um pingo é letra, pra quem sabe ler nas entrelinhas, a Graça foi muito clara em seu veneno. Isto é, o contubérnio não deu certo, acabou, e a venenosa se vingou na Lava Jato.
Já vi este filme com outras atrizes e atores. O último com a Vanessa e o Rodrigo. Teve também aquele com o Pitta (prefeito de São Paulo) e a ex-esposa Nicéa. Teve mais: Renan Calheiros e Mônica Veloso; Collor, Rosane e Teresa.
Não me lembro, agora, de outros casos de vingança feminina exposta na mídia. Mas, todo homem sabe do que pode enfrentar com uma ex-mulher venenosa e vingativa.
O veneno da Venina, acredito, foi contra o Paulo Roberto Costa e resvalou na Graça Foster.
Tudo aconteceu quando a Graça e a Venina eram duas iguais na Petrobrás, mas a Globo manipuladora põe a Graça como presidente já em 2009, posto que ela somente assumiu em 2012.
Este fato confirma a minha tese de que a vingança foi contra o ex - digo, ex-chefe, não me levem a mal - Paulo Roberto Costa investigado pela Lava Jato. Nada contra a Graça Presidente, mas à imprensa somente interessa atingi-la e, por tabela, atingir a Dilma.
Bons tempos, antes da desavença.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ESTOU QUASE PARTINDO

Já vou chegando ao fim do meu destino...
É o fim de festa que abomino.
Como fera, ferido pela ingratidão,
Esta pantera, sigo em frente.
Nada supera a vida, felizmente,
Que eu vivi à vera, além da medida,
Vindo de outra era, um sonhador,
Refém do amor e da paixão.
Nem me diga que, hoje, eu vivo, em vão,
Ou que, por desalento, vou fugir da briga.
Ainda tento viver assim muito feliz,
Deixei raiz, sigo vencendo até o fim...
Só me arrependo do que não fiz.
Cumpri meus planos como bem quis,
Cometi enganos, colhi os danos.
Hoje, sou uma vela acesa ao vento,
Apago a qualquer momento.
Faço um afago aos meus, vou esperar por lá...
Um abraço e adeus, tchau, good bye, au revoir...

sábado, 20 de dezembro de 2014

MILAGRE COMPROVADO NA IGREJA UNIVERSAL

Para uma criatura descrente como eu, absolutamente céptico em relação às centenas de milagres apresentados todas as noites nos canais abertos de TV que se vendem aos modernos vendilhões dos templos protestantes, finalmente assisti a um milagre comprovado da Igreja Universal do Reino de Deus.
O cara chegou à fogueira santa desempregado, possuído pelo demônio e devendo 800 reais. Logo depois, segundo seu próprio testemunho no vídeo abaixo, conseguiu o milagre: deu 100 mil reais para a IURD e colocou um caminhão e um carro de luxo no altar.
Além disso, elegeu-se prefeito afirmando que iria estar a serviço de Jesus. E, beirando o fundamentalismo religioso, disse mais: “Acredito em um Deus vivo. Nesse mandato é Ele que está à frente, nos guiando. Ele é o Deus do impossível”

É por essas e outras que eu prefiro ser um quase ateu, graças a Deus.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A ÚLTIMA BABAQUICE DO ANO

Ontem, pouco antes da diplomação da Dilma, o PSDB fez um apelo patético ao TSE pela diplomação de Aécio como presidente da república.
Foi a última babaquice do ano. Após pedir a recontagem dos votos, dar apoio ao “impeachment” e ao retorno da ditadura e pressionar pela rejeição das contas da campanha do PT sem nada conseguir, o PSDB ingressou com petição pela cassação do registro da candidata do PT solicitando que Aécio fosse diplomado no lugar de Dilma Rousseff.
O documento argumentou que Dilma obteve uma vitória pífia. Isto é, uma vitória reles, ordinária, pouco maior que a vitória de Obama e de Hollande.
“Cabe assinalar, contudo, que a despeito de tudo, os requeridos [Dilma Rousseff e Michel Temer] obtiveram pífia vitória nas urnas. A diferença entre as duas chapas em disputa no segundo turno foi de apenas 2,28%, num universo de 105.542.273 votos válidos” – disse a petição do PSDB.
E, por isso, entre outros motivos, o PSDB pediu a cassação do registro da dupla Dilma-Temer reivindicando que fossem empossados os derrotados Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira nos cargos de presidente e vice-presidente da República.
Quem não sabe perder, não merece vencer.
Resta, agora, ao grande babaca apelar para o Mercosul, impugnar a nomeação da Dilma, destituí-la e assumir a presidência do Mercosul.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

EEUU E CUBA REATAM RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS

Este blog nunca teve qualquer compromisso com a notícia, mas esta é a mais importante do ano e eu dou em primeira mão.
The New York Times acaba de publicar que Estados Unidos e Cuba vão reatar relações diplomáticas. Vão reabrir embaixada em Havana após mais de meio século.
A negociação diplomática secreta durou 18 meses e foi estimulada pelo Papa Francisco. 
Obama e Raul Castro decidiram superar décadas de hostilidade e encontrar um novo relacionamento diplomático entre os dois países com o fim do embargo comercial.
Tudo começou no velório de Nelson Mandela ao lado da presidenta Dilma que sai ganhando com o porto de Mariel.
WASHINGTON — The United States will restore full diplomatic relations with Cuba and open an embassy in Havana for the first time in more than a half-century after the release of an American contractor held in prison for five years, American officials said Wednesday.
In a deal negotiated during 18 months of secret talks hosted largely by Canada and encouraged by Pope Francis, who hosted a final meeting at the Vatican, President Obama and President Raúl Castro of Cuba agreed in a telephone call to put aside decades of hostility to find a new relationship between the United States and the island nation just 90 miles off the American coast.
Os investimentos brasileiros em Cuba e o porto de Mariel foram um golpe de mestre dos governos petistas. Em fevereiro de 2010, o cara já dizia:


BABAQUICES DO ANO

Em 28 de outubro, um dia após a eleição, 124 mil babacas pediram a Obama uma intervenção no Brasil contra a expansão do comunismo promovido pelo PT.

Pra mim, foi a maior de todas as babaquices. Maior que as passeatas fascistas pelo “impeachment” da Dilma. Maior que a deduragem da Vanessa contra o Rodrigo.

Se outros babacas quiserem expor suas babaquices, é só seguir o link AQUI. Podem pedir ao Obama para retirar o PT do poder, pois como afirmou o maior babaca de todos – o segundo foi o Lobão que sairia do país se a Dilma vencesse a eleição – como afirmou Aécio, repito, “Você quer acabar com a corrupção? Tire o PT do poder?”
Outra grande babaquice foi a fome imaginária da Marina. No comício em Fortaleza, quase às lagrimas como uma atriz canastrona, ela tentou emocionar a platéia com a mentira da fome que não passou. Leia AQUI e AQUI. Como passar fome no Acre onde qualquer casinha humilde tem como quintal a floresta amazônica repleta de alimentos, de caça, de rios e peixes.
Uma grande babaquice foi a previsão catastrófica de que a Copa seria um fracasso para o país; que os aeroportos e a mobilidade urbana não suportariam a invasão de turistas; que a falta de segurança e nossa incompetência levariam o Brasil a passar uma vergonha internacional.

No feissibuque, babacas solitárias continuaram expondo suas vidas, suas famílias, escancarando suas dores, seus dissabores, angústias e ansiedades, e, paranóicas, reclamaram daqueles que imaginam meterem-se em sua vida. Sentem-se tão importantes que imaginam que sua vida está sendo constantemente vasculhada.

Em Mangaratiba, babacas raivosas e radicais afirmaram que a cidade tornou-se inabitável e está sendo um milagre sobreviver por aqui.

Se fosse eleger os babacas do ano daria a vitória ao Aécio – o derrotado, enfim, vencedor - como vice o Lobão, e como suplente ficaria o corno rancoroso. Entre as mulheres, a marionete venceu por larga margem, seguida por sua comparsa Neca Setubal, e como suplente, coitadinha, a Vanessa.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O CORNO RANCOROSO

Quem foi corno nunca perde a majestade. Quem foi chifrudo costuma odiar as mulheres. É um misógino e apenas as usa e abusa, sem jamais respeitá-las.
Para o corno, as mulheres são todas vagabundas, cachorras. Nem todas, porém, merecem ser estupradas.
“Algumas não merecem porque são muito ruins, porque são muito feias. Não fazem meu gênero. Jamais as estupraria” – diz o chifrudo expondo todo o seu rancor contra aquela que o chifrou. E disse mais: “Eu sou a vítima. Ela é a agressora”.
Para o corno, estupro é como um prêmio do qual nem todas as mulheres são merecedoras. 
Muita gente concorda com ele e se manifesta positivamente nas redes sociais em favor do chifrudo. Alguns não só pra defendê-lo, mas para exaltar a nobreza de caráter e a coragem da atitude do corno covarde. Atuam no cerne do ódio.
Vejo mulheres chamando a ofendida de vagabunda, cadela. Homens afirmando que o corno foi até bonzinho e que no lugar dele dariam um murro na cara daquela vaca defensora de bandido. E que a mulher ficou ofendidinha porque foi rejeitada por um homem de quilate.
Devem ser todos cornos. São infelizes, e todo castigo do mundo para o corno é pouco.
A derrota inesperada, o fracasso na eleição subiu-lhes à cabeça e motivou esse discurso de ódio declarado que já vivia latente nas mentes mais poluídas. E com o apoio maciço da mídia manipuladora ganhou uma força inédita e infamante.
Agora, então, que a Dilma venceu o terceiro turno, os canalhas fascistas raivosos e caricatos estarão sempre assanhados para denegrir quem não aceita as infâmias e impropérios proferidos pela boca maldita de um corno.
E eu aqui fico sentindo a vergonha alheia por dois camaradinhas de Muriqui que eu conheço.