Para quem o conheceu de perto e conviveu com ele, como eu, um verdadeiro homem. Um homem do povo. Íntegro, prisioneiro da paixão pelos mais necessitados. Com eles, dividia o que conquistava.
Festeiro, safado e mulherengo que adorava a gandaia e se entregava por inteiro a sua luta política.
Valente, desafiava a bandidagem em Bangu e tinha marca de tiros no corpo. Não tinha medo de nada. Em campanha ou fora dela, entrava em qualquer local mesmo que fosse dominado pelo tráfico. Subi a Rocinha com ele ainda gordo, pesadão, mas cheio de disposição.
E ainda enfrentava juízes eleitorais. Certa vez, o vi correr atrás de um que subiu desesperado a escadaria do TRE para não apanhar. De outra, desacatou o juiz de menores que não queria permitir que algumas crianças desfilassem pela Mocidade.
Enfrentou jornalistas venais, empresários exploradores e sofreu campanhas insultuosas.
Justiceiro, sempre esteve ao lado dos mais fracos. Amigo fiel de quem esteve a seu lado, muitas vezes não compreendi o seu perdão àqueles que o traíram.
Menino pobre da Vila Vintém, em Padre Miguel, André Luiz lutou para vencer e venceu para lutar. Cometeu pecados? Sim, alguns. Todos veniais.
Mereceu o slogan que criei para ele: O DEPUTADO DO POVO.
Adeus, meu grande amigo, meu irmão.
Seu corpo estará sendo
velado, hoje, a partir das 16 horas, no Bangu Atlético Clube. O sepultamento
será amanhã, às 13 horas, no cemitério do Murundu, em Padre Miguel.
N.L.: Hoje, eu soube, através de seu filho e de sua ex-esposa, o quanto ele me admirava e gostava de mim.
N.L.: Hoje, eu soube, através de seu filho e de sua ex-esposa, o quanto ele me admirava e gostava de mim.
















