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quinta-feira, 11 de abril de 2013

QUERO ENTRAR NESSA BOCA

Soube através de sites e redes sociais que o vereador Pedro Capixaba ameaça processar um blogueiro (o Lauro) e/ou um comentarista do facebook (o Severo) por suas denúncias, não sei se vazias ou não.
Fiquei revoltado. E eu, como fico? Por que não sou também processado? Somente porque apoiei o Evandro e combati a dondoca? Isto não é justo. Quero entrar nessa boca. Também mereço a promoção de ser processado pelo presidente da Câmara Municipal de Mangaratiba.
Em 1º de março, critiquei os novos vereadores e seus velhos vícios.
Escrevi que nos dias 31 de janeiro a 2 de fevereiro, os novos edis foram fazer turismo em João Pessoa. Nos dias 21 a 24 de fevereiro, repetiram a dose em Maceió. Não sei quantos viajaram, se foram todos, nem se levaram assessores (e assessoras), mas sei que foram às expensas do dinheiro público.
Isto a título de participar de congressos e cursos geralmente organizados pelo Instituto Nacional Municipalista que confere “diplomas” aos participantes.
Esse Instituto trambiqueiro, que é alvo do Ministério Público em diversas cidades, sobrevive enviando convites para “Encontros Nacionais de Vereadores” alegando promover cursos para aprimorar o trabalho que os edis prestam à sociedade. Tais convites chegam a todo momento nos legislativos municipais de todo o interior do país. Os novos vereadores de Mangaratiba mantêm o velho vício de aceitar o convite e usar o dinheiro do cidadão para se esbaldar em férias com a família e com assessores. Ou com assessoras.
Essa farra de vereadores já foi tema deste blog na legislatura anterior e esteve por algum tempo na pauta da mídia.
Por que não sou ameaçado de processo? Somente porque é verdade?
Vou acrescentar mais: soube pelo assessor de um vereador que nem todos foram fazer turismo no nordeste. Alguns ficaram por aqui, mas receberam o valor da viagem em grana viva. Será verdade?
Na mesma postagem reclamei a atualização do site da Câmara para informar sobre as suas atividades. Naquela data, ainda constava Edison Ramos como presidente; o vice ainda era José Carlos Costa e o primeiro-secretário era Sidinho. Todos eles derrotados no último pleito.
Hoje, vejo que a Câmara está desenvolvendo um novo site e, inclusive, dá o prazo em que ficará pronto. Já retirou os antigos componentes da Mesa Diretora e diz ainda que, enquanto isso, podemos assinar a sua newsletter.
Tentei e não consegui assinar. Contudo, já é um grande passo.

N.L.: o prazo em que o site ficaria pronto era de três dias, nove horas e alguns minutos.
Hoje, 17 de abril, seis dias depois, voltei lá. O prazo mudou para 12 dias, 9 horas e vários minutos.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

MEU CONTO DE FADA

Tomei um banho de loja, me embrulhei pra presente.
Bordei um sorriso no rosto e me declarei a ela.
(Quando me apego, sou cego, me entrego, não nego.)
Convidei a lua cheia, derramei-a em sua janela
Com um luar da cor de prata...
Fiz comício, passeata, serenata só pra ela.
No início, uma fogueira, sempre acesa a noite inteira,
Pernas entrelaçadas, ternas...
(Tinha as mais belas pernas do pedaço)
Nossos corpos, num abraço, contestavam a ciência,
Ocupando o mesmo lugar no espaço.
(Quanto mais amor pra nós era ainda pouco)
De dia, as flores na janela me espiando,
Odores na panela transpirando,
Sabores como os dela só provando...
De repente, pinta um racha entre nós:
Um drama atroz de filme barato, final de novela...
(Ela jogou tudo fora pela janela)
O sonho foi só meu, nunca foi dela
Aproveitou-se da minha mais-valia, abusou da regalia.
Hoje vivo duro, no bagaço, o Ibope dela comigo só tem traço.
Mas, já ando sofrendo normalmente
(E vou me dando bem com a tristeza)
Abri de vez com a solidão, fiquei de bem comigo.
Pra não perder a razão, perdi o seu juízo
(Se eu tinha que te perder tão cedo, por que você chegou tão tarde?)
Dei-lhe anel, assinei papel, jurei amor eterno,
Ela prometeu-me o céu e me levou pro inferno.
O meu conto de fada deu em nada foi em vão.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

MUITO BRANCO, POUCO ENCARNADO

Pouco, pouco, muito pouco, pouco mesmo, como diria o narrador esportivo Geraldo José de Almeida. O encarnado ficou apenas na capa. Por dentro nem um pouco da emoção que eu esperava da autobiografia do grande artista, professor e carnavalesco Fernando Pamplona.
Lançado em meio às comemorações pelos sessenta anos do Salgueiro, não é um livro. É apenas um caderno de anotações superficiais sobre alguns acontecimentos vivenciados pelo autor. Mais parece um diário de adolescente.
Fui enganado. Pouco, muito pouco, pouco mesmo sobre o Salgueiro e a revolução que ele fez nos desfiles das escolas de samba. Nada, quase nada sobre seus alunos e auxiliares: Arlindo Rodrigues, Joãozinho Trinta, Rosa Magalhães e outros.
Absolutamente nada sobre o entrevero com os banqueiros de bicho patronos das escolas que obrigaram a TV Globo a demiti-lo das transmissões de carnaval.
Pamplona fica devendo a seus admiradores algo mais consistente em forma de livro e autobiografia.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

TUDO COMO DANTES

Desde 22 de março sem computador. A máquina foi bloqueada por um vírus. E ainda tive que suportar uma gripe braba para acompanhar o recesso do blog.
Volto à ativa e vejo que a presidente do TRE questiona a permanência da dondoca na Alerj. É o que diz a coluna Extra, Extra, de Berenice Seara, no Extra Online
“A presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Letícia Sardas, encaminhou, na tarde desta terça-feira (02), um ofício ao presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo (PMDB), para questioná-lo sobre o motivo da permanência da deputada Andreia Busatto (PDT) no Palácio Tiradentes.
No ano passado, o próprio tribunal cassou o diploma da nobre, por abuso de poder econômico e político e uso indevido de veículo de comunicação nas eleições de 2010. Ela recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para suspender os efeitos da decisão até o julgamento definitivo do processo, mas não obteve sucesso.
Letícia engrossou o coro iniciado pelo procurador regional eleitoral, Maurício Ribeiro. O moço já encaminhou três ofícios com o mesmo objetivo a Melo.”
Pelo jeito, nossos juízes perderam a moral e o respeito. E não é de hoje.
Tomei conhecimento também que o pastor/cantor/deputado Marco Feliciano, além de homofóbico, é um homem muito culto. “O pastor é um homem muito culto, fez várias faculdades de Teologia e tem conhecimentos de hebraico e grego -  afirmou Wellington de Oliveira, responsável pela assessoria política do deputado. Oliveira fez questão de informar que Feliciano já leu a Bíblia mais de 50 vezes, "de capa a capa" e tem "muitos" livros escritos sobre o assunto.”
O deputado se diz traumatizado com a campanha contra ele. Entretanto, creio estar feliz por se tornar conhecido em todo o país. Ainda mais agora que sabemos que fez várias – imaginem, várias – faculdades de teologia e que leu a Bíblia mais de cinquenta vezes. Que saco, heim! Nem o Edyr Macedo segura mais esse cara.
Enquanto isso, na Inglaterra – segundo o The Guardian - em meio à crise econômica que atinge toda a Europa, a rainha Elizabeth II recebeu um aumento de 5 milhões de libras esterlinas para cobrir as despesas da família real. Com o reforço no caixa, a rainha terá 36,1 milhões para o ano fiscal de 2013-2014. No ano passado, a cifra foi de 30 milhões mais 1 milhão extra para cobrir as despesas com a comemoração do jubileu de diamante da rainha.
Em Madrid, a princesa Cristina, filha do rei Juan Carlos, foi intimada a depor em um escândalo de corrupção financeira envolvendo seu marido, Iñaki Urdangarin, em um novo golpe para a família real espanhola. De acordo com o juiz responsável pelo caso, uma série de indícios sugerem a participação da infanta no Instituto Nóos, que teria sido usado como fachada para a lavagem de dinheiro. O processo investiga o desvio de verbas públicas no valor de 5,8 milhões de euros.
De acordo com o juiz, a princesa fazia um papel de “figuração útil”, isto é, “aparentava que todas as operações do Instituto Nóos eram conhecidas e tinham o respaldo da casa de Sua Majestade”. O objetivo do indiciamento, segundo ele, está em consonância com a mensagem de Natal do rei, de que a “justiça é igual para todos”.

A imprensa estrangeira também repercute o sequestro e estupro da estudante americana que pegou uma van em Copacabana para ir se divertir na Lapa. O USA Today compara, com razão, este caso ao da indiana que sofreu um estupro coletivo em Nova Delhi.
Segundo a mãe de Jonathan – uma das três gracinhas acima – ele é o mais velho de quatro irmãos e sempre trabalhou como motorista fazendo transporte alternativo com a própria van utilizada no crime.
O canalha é casado e tem um filho de quatro anos. Sua mulher está grávida de três meses.
Mas, que polícia é essa nossa que não deixou nem uma única marca de porrada em nenhuma das três infames, torpes, odiosas, indignas, abjetas, detestáveis, repugnantes, asquerosas e desprezíveis criaturas?
Qualquer dia desses, eles estarão novamente nas ruas, por ordem judicial. E sem levar uma única porrada?
Vou ter que chamar o ladrão?
 

 
 

sexta-feira, 22 de março de 2013

CONSELHO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA

A reunião mensal do Conselho foi realizada ontem no Centro Cultural Cary Cavalvante. Participaram do evento a major-PM Cláudia Moraes, coordenadora dos CCS e representante do ISP da Secretaria do Estado de Segurança; o sub-tenente Luiz Carlos Ochsendorf, representando o 33º Batalhão da PMERJ; o Sr. Marcos André Lopes Doreste, assessor da Secretaria Municipal de Segurança, representando o Secretário que se encontra em Brasília. Estiveram presentes também representantes da Coordenadoria Municipal de Direitos Humanos, agentes da Superintendência de Trânsito, presidentes/representantes de associações de moradores de Junqueira, Sahy, Ibicuí, Praia Grande, Mangaratiba, Serra do Piloto.
De Muriqui, apenas eu: um antiterrorista convicto e juramentado. De Itacuruçá, ninguém. Talvez, estivessem com medo de sair de casa diante do terrorismo suicida alardeado em nosso Distrito. Acho que estou sendo incoerente demais: como posso querer que anônimos compareçam e mostrem a sua cara.
O último delírio terrorista que chegou ao meu conhecimento foi a notícia de que os “bandidos” desceriam da Cachoeira 2 para fechar o comércio em Muriqui. O falso e aterrorizante devaneio espalhou-se rapidamente. Houve até comerciante que acreditou e logo avisou a outros.
Fico imaginando a quem possa interessar essa tentativa de difusão do pânico que causa grande inquietação em relação a um perigo imaginário e sem fundamento, que escapa a um controle racional.
Ontem, levantei a questão diante das autoridades presentes.
O sub-tenente Ochsendorf, participante ativo no combate à criminalidade em toda a região assistida pelo 33º BPM, com toda a convicção e me olhando nos olhos, fez um relato que pouco difere daquele que fiz na postagem intitulada “Terrorismo Suicida”.
O Bope esteve infiltrado na Cachoeira 2 fazendo o serviço de inteligência, filmando, fotografando, levantando o local, e apresentou o seu relatório ao Comando do 33º BPM que não considerou necessária a incursão daquela força de elite para combater alguns poucos egressos de favelas cariocas refugiados no local. As incursões foram feitas por forças policiais do próprio batalhão com todo o cuidado para evitar o confronto violento que poderia resultar na morte de inocentes.
O sub-tenente afirmou que a PMERJ está no controle e que, ontem mesmo, seis elementos foram presos no local e levados para a 165ª DP. Não falou em confronto violento, o que, para mim, demonstra a baixa periculosidade dos meliantes.
Soube também que, semana passada, quatro meliantes que tentavam fugir de ônibus foram capturados. Outra informação que ouvi foi sobre a prisão de uma vovó do pó que atuava em Mangaratiba.
Até fiquei com pena, coitadinha. A pobre anciã ganhava a vida honestamente e, agora, está na cadeia.

quarta-feira, 20 de março de 2013

DOM DE ILUDIR

Homenagem à mais bela voz e ao mais afinado intérprete brasileiro que nos deixou hoje. Aqui ele canta “Dom de iludir” de Caetano Veloso.
Alguém oferece a alguém como prova de alguma coisa.
Não me venha falar
Na malícia de toda mulher
Cada um sabe a dor
E a delícia
De ser o que é...
Não me olhe
Como se a polícia
Andasse atrás de mim
Cale a boca
E não cale na boca
Notícia ruim...
Você sabe explicar
Você sabe
Entender tudo bem
Você está
Você é
Você faz
Você quer
Você tem...
Você diz a verdade

E a verdade é o seu dom de iludir
Como pode querer
Que a mulher
Vá viver sem mentir...

quinta-feira, 14 de março de 2013

MURIQUI EM PÂNICO

Ele está entre os 25 animais mais ameaçados de extinção no planeta. Exclusivamente brasileiro, é o maior macaco do continente americano e vive somente no Brasil, habitando a mata atlântica.
É um dos animais em maior risco de extinção no mundo devido à destruição de seu habitat, à baixa taxa de reprodução da espécie e à caça.
O muriqui, que deu nome ao distrito, foi abundante em nossas matas e, hoje em dia, torna-se muito raro.
A Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca começa a vistoriar áreas em Mangaratiba para combater construções irregulares e impor um Choque de Ordem Ambiental. Demorou!
Espero que isto represente uma importante medida para a conservação do que resta da mata atlântica e, assim, preservar os muriquis – o povo manso da floresta – se é que eles ainda existem em nossa cidade.
Se ainda existir por aqui, o muriqui, este sim, tem absoluta razão para viver em pânico. Com as construções irregulares na mata, não com devaneios terroristas.

quarta-feira, 13 de março de 2013

TERRORISMO SUICIDA

Encontrei essa expressão, que é minha, no blog da Leila onde dizem que somos vítimas de assaltos, seqüestros, tráfico ostensivo, assassinatos e guerra de bandidos armados pela disputa do poder em Muriqui.
Dizem também que estamos sendo invadidos pela bandidagem oriunda das favelas cariocas que está implantando o terror na outrora tranqüila Muriqui; que estamos vivendo o pior pesadelo que uma comunidade pode viver que é a invasão de nosso cotidiano por bandidos que se instalam e implantam o governo paralelo do crime organizado; que a Cachoeira II vive o horror da falta de luz para a entrada de bandidos... vive o toque de recolher imposto por criminosos, vive o horror de ficar à beira da estrada sem poder entrar em suas casas por não termos um efetivo policial para garantir a segurança dos moradores, vive o pânico, vive o medo e o silêncio; vive a hora marcada para o tiroteio.
Dizem ainda no blog que Muriqui está dominada pelo crime. Que se as autoridades não tomarem providências, esses criminosos perceberão a fragilidade e a facilidade que existe e não hesitarão em dominar outros distritos ou bairros. PRECISAMOS DE SEGURANÇA URGENTE!!!
Voltando à expressão que criei numa conversa com amigos – terrorismo suicida – e que vejo reproduzida em comentário no referido blog, penso que não preciso explicá-la como pediu a Leila ao comentarista anônimo.
“Vamos parar com esse terrorismo suicida” – pede o anônimo com toda razão diante do exposto acima.
Gostaria de avisar à bandidagem que a coisa não é bem assim. Não estamos dando mole, não. Que não acreditem nesse terrorismo suicida porque até o BOPE já subiu a Cachoeira II para pegar alguns poucos egressos das favelas de Santa Cruz que foram invadidas pela polícia neste verão. Enquanto o BOPE passava o rodo nos prirralhos aprendizes de bandidos, moradores tiveram que ficar à beira da estrada para a sua própria segurança.
Estive lá e está tudo muito tranqüilo depois das incursões do BOPE, enquanto a PM continua de olho no local.
Conversei ontem com o Antônio Carlos – presidente do Conselho Comunitário de Segurança – que não me demonstrou qualquer temor em relação ao fato ocorrido e que foi imediatamente controlado pela polícia. Que os egressos foram presos ou se evadiram morro acima pela mata.
Antônio Carlos convida a todos para participar da reunião do Conselho que será realizado no próximo dia 21, às 18 horas, no Centro Cultural Cary Cavalcanti, em Mangaratiba. A reunião contará com o Secretário de Segurança, com o Comandante do DPO de Muriqui, com a Delegada da 165ª DP ou seus representantes que prestarão esclarecimentos sobre as ações policiais na Cachoeira II e em todo o Distrito.
Estarei lá para ouvi-los e questioná-los. Você, que se sentiu aterrorizado, não pode faltar.
Seqüestros: soube apenas de um, há cerca de cinco anos, na Fazenda Muriqui; assaltos: são todos realizados pelos nossos delinqüentes domésticos nas casas de veraneio vazias e há bastante tempo não vemos quiosques arrombados pela madrugada; assassinatos: o último que soube foi o do vereador dentista quando Aarão ainda era prefeito; guerra de bandidos armados: nunca houve nem haverá pois não temos grande mercado em disputa; tráfico ostensivo: não existe, apenas sabemos dos pontos ocultos na própria Cachoeira II, na Palha, na Bela Vista e na praia de Muriqui pela madrugada, coisa normal que sempre existiu.
Afinal, nossos viciados precisam satisfazer as suas necessidades.

sábado, 9 de março de 2013

CHAVES NÃO MORREU


O SBT ameaçou, mas não matou o Chaves. O melhor programa da TV, sucesso em todo o mundo, continua na programação: todos os dias, de segunda a sábado, às 13 horas. Aos domingos, às nove.
Roberto Bolamos – escritor, ator, comediante, dramaturgo, compositor,  autor e criador do programa – completou 84 anos no mês passado e continua muito vivo.
Quando descobriu que o Quico e a Dona Florinda andaram se engraçando um com o outro, Bolaños até cogitou de dar um fim trágico ao Chaves. Ele seria atropelado tentando salvar uma criança. Ainda bem que ele desistiu de tal façanha tão funesta. A criança que existe em mim não resistiria.
O Quico teve que deixar o programa e Bolaños continua casado com a Dona Florinda.
De toda a turma que aparece na foto abaixo, morreram apenas a Bruxa do 71 e Seu Madruga, os outros continuam muito vivos como o Chaves.
Acima da foto do grupo, vemos Chaves sendo cumprimentado por Fidel e FHC. Parece até que eles tinham feito um pacto.

quinta-feira, 7 de março de 2013

COMUNICADO DA AMPLA


COMUNICADO AOS CONSUMIDORES DE MURIQUI

Diante da constante falta de energia elétrica em Muriqui/Mangaratiba que vem ocasionando transtornos quase diários aos nossos consumidores;
- considerando a nossa incapacidade técnica para cumprir a Lei 9427/1996 que disciplina o regime de concessões de serviços públicos de energia elétrica e as posteriores resoluções da Aneel;
- considerando o nosso interesse em normalizar o fornecimento de energia elétrica e compensar nossos débitos com os consumidores;
- considerando a ampla incompetência de nossos agentes para corrigir de imediato os problemas da rede elétrica causados pela chuva e pelo vento;
- e considerando ser impossível conter as forças da natureza,
a Ampla, em reunião de diretoria, decidiu implantar em nosso bem sucedido programa Consciência Ampla o fornecimento gratuito de luminárias de emergência para os nossos consumidores.
Casa residência terá direito a uma luminária para cada cômodo e assim minimizaremos a falta de iluminação doméstica à noite.
Sabemos que se trata apenas de um paliativo para reparar o incômodo da escuridão causada por nossa incompetência. Entretanto, estamos avaliando a possibilidade do fornecimento, também gratuito, de um gerador de energia para cada residência. Assim, os aparelhos domésticos como a geladeira e a TV receberão sempre a energia necessária para o seu funcionamento e nossos clientes não mais serão surpreendidos pela água fria quando totalmente ensaboados durante o banho.
Quanto à iluminação pública, informamos que estão sendo adquiridos lampiões a gás para substituir as atuais luminárias da praia e trazer de volta o romantismo dos tempos de outrora.
Contamos com a compreensão de todos e esperamos assim, com tais esforços, recuperar o prestígio que jamais conquistamos na comunidade.
 
A Diretoria
 
N.L.: texto do Barão psicografado por mim.


quarta-feira, 6 de março de 2013

ENTRE SEM BATER


Acabei de ler as quase 500 páginas da biografia de Apparício Torelly, o Barão de Itararé. Fui lendo aos poucos com muita pena de chegar ao final. O autor do livro Entre sem bater – Cláudio Figueiredo – escreveu mais que uma biografia. Na verdade, ele fez um documentário da vida social, política e jornalística do Brasil, nos anos 20, 30 e 40, tendo como cenário o Rio de Janeiro e o Barão como personagem principal.
Entre os atores coadjuvantes encontramos Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Oswald Andrade, Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Manuel Bandeira, Getúlio Vargas, Luiz Carlos Prestes, Sobral Pinto, Osvaldo Aranha, Rubem Braga, Graciliano Ramos, Carlos Lacerda, José Lins do Rego, Irineu Marinho, Mário Rodrigues e seus filhos Augusto, Roberto e Nelson, Arnon de Mello, Vinicius de Moraes, Guilherme da Silveira, Oscar Niemeyer, Plínio Salgado, Villa Lobos, Samuel Wainer, entre muitos outros. Com exceção do Plínio, uma turma boa que fez a história recente do país.
Já na eleição presidencial de 1930, em seu jornal, o Barão escrachava com a imprensa oficial afirmando: “A Manha resolve apoiar, reservadamente, o Sr. Getúlio Vargas, sem retirar o apoio a Júlio Prestes”. Na edição seguinte, enquanto os ânimos se exaltavam, A manha conservava sua serenidade: “Qualquer que seja o resultado das urnas, saberemos manter corajosamente, custe o que custar, o nosso apoio incondicional ao vencedor”.
Com Vargas no poder, o Barão foi perseguido, preso e torturado. O livro conta a temporada que ele passou refugiado em Bangu.
Com o fim da guerra, e a ditadura Vargas em seus estertores, foi homenageado pelos jornalistas independentes, escritores e políticos, com um almoço na ABI.
Samuel Wainer assim descreveu o evento em Diretrizes: “Foi a maior consagração que o jornalismo, honesto, democrático e decente já recebeu em toda a história e ninguém melhor que o Barão para representar esse jornalismo. Festejar o Barão era festejar o espírito brasileiro, o riso de independência e inteligência que há vinte anos vem exaltando a liberdade, atacando o fascismo e defendendo o povo”.
O auditório da ABI botava gente pelo ladrão e inúmeros telegramas foram recebidos durante o evento. Alguns foram lidos, como aquele enviado pelo Ginásio Bangu, a escola em que eu estudava o primário, isto é, o atual ensino fundamental. O professor Vale – diretor do Ginásio Bangu - grande no tamanho e na capacidade de ensinar, enviou o telegrama e, quando dois anos depois, o partido comunista caiu na ilegalidade, foi preso e teve que fechar a escola.
O livro me fez lembrar da minha primeira professora – Dona Lili, um anjo – esposa do professor Vale. Com ela, eu aprendi raiz quadrada na segunda série primária. Na terceira, quando estava começando a resolver raiz cúbica, a escola fechou.
Tive que mudar de escola e enfrentar a mediocridade da minha nova classe. Sei que teria sido alguém na vida se não mudasse de escola.

terça-feira, 5 de março de 2013

A REVOLTA DAS DONDOCAS

Reportagem do jornal americano Los Angeles Times publicada neste domingo 3 destaca que, mesmo com uma popularidade de 78%, a presidente Dilma Rousseff não tem o apoio da imprensa no Brasil. Intitulada “Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é popular, mas não na mídia”, a matéria afirma: “Nenhum grande veículo a apoia, sendo que alguns jornais e revistas são particularmente duros em suas críticas”.
O texto começa fazendo um resgate histórico, citando que houve comemoração por parte da maioria da mídia, controlada por poucas famílias, quando o presidente esquerdista João Goulart foi deposto pelo governo militar, em 1964. Nos anos de ditadura que se seguiram, porém, o regime militar censurou a imprensa. Agora, que o País é governado desde 2003 pelo PT, que deixou a mídia em paz, os veículos, das mesmas famílias, são críticos a ele.
Isso ocorre, lembra a reportagem, mesmo diante de um governo cuja aprovação da população chega a 78%. “É uma situação única”, diz Laurindo Leal Filho, especialista em mídia na Universidade de São Paulo. Segundo ele, a imprensa “ainda reflete os valores da velha elite”, ao contrário de uma parcela da população, que aprendeu a conviver, segundo ele, com a outra parcela menos favorecida, que antes era excluída, mas agora ascendeu socialmente.
Enquanto isso, continua a reportagem, a presidente, que foi torturada na ditadura por suas atividades de esquerda, assumiu no tranco a crítica dos meios de comunicação, reafirmando periodicamente sua crença na liberdade de expressão. Segundo o ex-presidente Lula, que falou por telefone com o jornal, “todos que viajam ao Brasil vê que o País mudou. A Globo distorce a verdade, mas isso não é tão ruim. Quem se importa? Eles podem dizer o que bem entenderem”.
N.L.: quem não gosta são as dondocas e dondocos revoltados com a ascensão dos mais carentes.

sexta-feira, 1 de março de 2013

NOVOS VEREADORES, VELHOS VÍCIOS

Após dois meses de mandato, talvez ainda não tenham tido tempo para atualizar o site da Câmara Municipal de Mangaratiba. Veja AQUI.
Ainda consta Edison Ramos como presidente; o vice ainda é José Carlos Costa e o primeiro-secretário é Sidinho. Todos eles derrotados no último pleito.
Quando clicamos nos links disponíveis, recebemos a informação de que “Nosso sistema de gerenciamento eletrônico das leis está em manutenção”. Um aviso que vem de longa data, pois, há muito tempo que o site não informa coisa alguma ao cidadão.
Talvez, não queiram nos informar sobre suas atividades.
Mas, eu descubro. Por exemplo, nos dias 31 de janeiro a 2 de fevereiro, os novos edis foram fazer turismo em João Pessoa. Nos dias 21 a 24 de fevereiro, repetiram a dose em Maceió. Não sei quantos viajaram, se foram todos, nem se levaram assessores (e assessoras), mas sei que foram às expensas do dinheiro público.
Isto a título de participar de congressos e cursos geralmente organizados pelo Instituto Nacional Municipalista que confere “diplomas” aos participantes.
Esse Instituto trambiqueiro, que é alvo do Ministério Público em diversas cidades, sobrevive enviando convites para “Encontros Nacionais de Vereadores” alegando promover cursos para aprimorar o trabalho que os edis prestam à sociedade. Tais convites chegam a todo momento nos legislativos municipais de todo o interior do país.
Os novos vereadores de Mangaratiba mantêm o velho vício de aceitar o convite e usar o dinheiro do cidadão para se esbaldar em férias com a família e com assessores. Ou com assessoras.
Essa farra de vereadores já foi tema deste blog na legislatura anterior e esteve por algum tempo na pauta da mídia.
Nos dias 26 a 27 de fevereiro, porém, os novos vereadores também estiveram na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para participar de um curso de capacitação legislativa.
Este sim, um evento importante e necessário para quem começa a exercer o mandato de vereador.
Então, pra que as viagens pelo nordeste? Pra onde irão agora? Farão um périplo por todo o nordeste com o meu, com o seu, com o nosso dinheiro?
Vamos trabalhar Pedrinho. Atualizar o site da Câmara. Informar ao cidadão as suas atividades. Mas, não me venham apenas com moções e indicações.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

OS FARSANTES

“Quanto mais eu conheço os homens, mais eu gosto das mulheres”, disse o Barão.
Vejam o caso do padre, pobre coitado de sobrenome Corrêa, que caiu na armação do pai – de nome Ubiratan – que mandou a filha transar com ele e filmar a cena para extorquir-lhe uma boa grana. Felizmente, não há nenhum Lacerda na jogada.
Como não conseguiu o que queria, o canalha decidiu divulgar o vídeo que segue abaixo sem as cenas de sexo explícito. O padre está nu quando beija a filha do infame indivíduo e, também, uma coleguinha que a acompanhou.
O padre está errado? Sim, está. Renegou seus eclesiásticos votos de castidade. Mas, que abuso, que nada... Eu o perdoo, pois, quem, em sã consciência, seria capaz de recusar duas tetéias como aquelas lourinhas.
Outra farsa que ocupou espaço na mídia, a começar pelo Fantástico, foi uma verdadeira afronta à inteligência: a confissão de um menor de idade para o crime cometido na Bolívia durante o jogo do Corinthians.
Um legítimo insulto ao discernimento dos bolivianos. Por que um menor de 17 anos que, talvez, nem tenha ido ao estádio de Oruro, confessaria o crime?
Os farsantes seguiram o exemplo das quadrilhas de bandidos que sempre contam com um menor de idade para assumir a culpa pelos assassinatos que forem cometidos.
Os bolivianos não são babacas como parece ser o seu presidente índio e sabem que por aqui os menores vivem acima da lei e da ordem.
Ia me esquecendo de outro fato digno de registro. É o caso da mulher que simulou um ato sexual dentro d’água com um desconhecido em Rio das Ostras. Até aí, tudo bem. Mas, depois, transformou-se na Cicarelli do Rio, ganhou as páginas dos jornais e vídeo no You Tube com o marido. Sorrindo, ele diz que a perdoou.
Parodiando o Barão, digo que quanto mais e melhor eu conheço os seres humanos, mais admiro os políticos.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O BARÃO E EU, EM BANGU

       “Senhoura por quem me aflijo,       
Eu vos peço permitais
Que vos ponha o com que mijo
No por onde vós mijais.”

Esses versos imortais foram escritos por Apparício Torelly, também conhecido como Apporelly, que se auto-intitulava o Barão de Itararé. Jornalista e publicitário, pioneiro do humorismo político brasileiro, inspirou gente como Luiz Fernando Veríssimo, Stanislaw Ponte Preta, Jô Soares, Chico Anísio e muitos outros.
Chico Anísio dizia que ele foi o melhor humorista de todos os tempos. Debochado, anárquico e sarcástico, enfrentou a ditadura de Getúlio Vargas, espezinhou os integralistas e os políticos corruptos de sua época e zombou da elite conservadora. Para Jorge Amado, ele foi o Dom Quixote brasileiro.
Foi preso várias vezes, apanhou da polícia secreta do estado novo, sem nunca perder o humor. Depois de ter a redação de seu jornal humorístico A Manha invadido e apanhar dos fascistas, colocou uma placa na porta: Entre sem bater.
Foi preso e torturado pela polícia política de Vargas. Depois de solto e sempre perseguido, viveu refugiado em Bangu a convite de Guilherme da Silveira, o pai, proprietário da Fábrica Bangu que foi ministro da fazenda no governo Dutra.
Morava em uma chácara junto ao local que se transformaria, na década de 60, em concentração do time do Bangu – a Víla Hípica – e que hoje é um condomínio de casas populares.
Um sobrinho de meu pai era o caseiro da chácara e muitas vezes fomos visitá-lo para pegar laranjas. Eu devia ter quatro para cinco anos quando conheci aquele senhor brincalhão que me dava balas e me contava histórias engraçadas. Ele adorava crianças e eu gostava muito dele. Ainda me lembro. 

Somente depois de adulto vim a saber que aquele senhor de quase cinqüenta anos que me pegou no colo era o Barão de Itararé.
Com a queda de Getúlio, que foi seu colega de colégio em Porto Alegre, o  Barão elegeu-se vereador, em 1947, com o lema: Mais água! Mais leite! Menos água no leite! Mas, foi cassado em 1948 quando o PCB caiu na ilegalidade.
No vídeo abaixo, Ancelmo Góis, em seu programa da TV Brasil – De lá pra cá – apresenta o Barão. Mas, não fala do tempo em que ele viveu em Bangu.
Espero que o livro que comecei a ler – Entre sem bater, a vida de Apparício Torelly, o Barão de Itararé – relembre aquela boa temporada em Bangu.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

QUANDO UM NEGRO CHEGOU AO STF

Esta é pra quem lê, acredita na Veja e crê que o Joaquim Barbosa é um herói nacional. Segundo a Veja, ele bate em mulher.
Na edição 1802, de 14 de maio de 2003 – clique aqui para ler no original - quando Lula indicou  Joaquim Barbosa para ministro do STF, Veja publicou: “Desde o início, Lula queria nomear um paulista, um nordestino e um negro. O nordestino escolhido é Carlos Ayres Britto, de Sergipe. O paulista é o desembargador Antonio Cezar Peluso, cujo perfil levemente conservador despertou resistência no ministro da Casa Civil, José Dirceu, para quem o ministro ideal era Eros Grau, jurista de formação à esquerda.”
Veja afirma que Joaquim Barbosa foi um dos primeiros escolhidos, pois sua biografia contemplava à perfeição os aspectos que Lula queria prestigiar: negro, de origem humilde e com boa formação acadêmica. Diz, também, que ele foi o primeiro a reconhecer o simbolismo de sua própria ascensão: "Vejo como um ato de grande significação que sinaliza para a sociedade o fim de certas barreiras visíveis e invisíveis"- e completou -"posso vir a ser o primeiro ministro reconhecidamente negro".
Diz a Veja que “a indicação de Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 48 anos, que parecia ser a menos complexa, acabou sendo a mais trabalhosa” – e explica o porquê - “o ministro Márcio Thomaz Bastos, a quem coube ouvir os candidatos e apresentar os nomes ao presidente, foi informado de um episódio constrangedor da biografia de Joaquim Barbosa”.
Segundo a Veja, “muitos anos atrás, quando ainda morava em Brasília, Joaquim Barbosa estava se separando de sua então mulher, Marileuza, e o casal disputava a guarda do único filho Felipe”.
“Na ocasião, Joaquim Barbosa descontrolou-se e agrediu fisicamente Marileuza, que chegou a registrar queixa na delegacia mais próxima”.
A Veja vai mais além e diz que enquanto o governo decidia o que fazer, os comentários pipocaram no próprio Supremo.
- "Vai vir para cá um espancador de mulher?", perguntou a ministra Ellen Gracie ao colega Carlos Velloso, no intervalo entre uma sessão e outra.
- "Foi uma separação traumática", conciliou Velloso.
- "Mas existe alguma separação que não é traumática?", interveio o ministro Gilmar Mendes.
- "A mulher era dele", disse o ministro Nelson Jobim com uma brincadeira machista, a pretexto de justificar a agressão.
Indagado sobre o episódio pelo ministro da Justiça, Joaquim Barbosa explicou que fora um desentendimento árduo, mas superado. Dias depois, Joaquim Barbosa encaminhou ao Gabinete Civil da Presidência da República uma carta, assinada pela ex-mulher, reafirmando que tudo fora superado.
- "Na verdade, houve uma agressão mútua. Isso aconteceu num dia de ânimos acirrados. Somos amigos até hoje", disse Marileuza à Veja.
As palavras da mulher confirmam que houve de fato a agressão. Não importa se mútua, é injustificável a agressão.
- "Foi uma briga de família provocada por ressentimentos naturais numa separação", explicou Joaquim Barbosa à revista sem negar a agressão.
A reportagem foi assinada por Policarpo Júnior que, certamente, contou com a ajuda do Cachoeira para colocar escutas no STF e registrar as opiniões dos juízes sobre a nomeação.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

MACHO MAL ACABADO

O que mais me chamou a atenção no carnaval foi a padronização das rainhas de bateria, passistas e “musas” das escolas. Excesso de silicone em cima, na frente, e embaixo, atrás. Coxas musculosas de zagueiro central vascaíno, braços de lutador do UFC.
Com raríssimas exceções, como a Juliana Alves, da Tijuca, parece que foram todas feitas na mesma fôrma, assim como são feitos os chapéus e adereços das alas e alegorias.
O meu comentário inicial na postagem “O Desfile das Escolas de Samba”, dia 12, sobre as musas padronizadas agora é tema de inúmeros artigos nos jornais. Passado o carnaval parece que toda a mídia viu o que eu vi. Até mesmo o Fantástico, ontem.
Um jornal publicou a foto abaixo de uma passista da Ilha, mostrando-a em 1999, uma mulher, e em 2013, um macho mal acabado.
Quem levantou a questão foi o Laíla, da Beija-Flor. Ele gosta de mulher como eu gosto: feminina. Se deixarmos a coisa por conta das "carnavalescas", em breve teremos futuras "musas" como estas abaixo (clique na imagem para ver melhor).
Como cantou o meu amigo Dudu naquele bom samba da Mocidade:
"Te esconjuro, pé de pato, mangalô três vezes."

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A MÍDIA DESMASCARADA

Mais uma vez a manipulação da mídia não surtiu qualquer efeito e foi desmascarada. Não vi ninguém usar a tal máscara que a imprensa manipuladora afirmava que seria um sucesso no carnaval. Você viu? Pedi imagens do carnaval de rua ao Google e não vi nenhum folião usando a máscara do Joaquim Barbosa.
Segundo soube, havia apenas três indivíduos com a máscara na Avenida Paulista. Um deles disse que a recebeu de um fotógrafo da Folha para uma foto que sairia na primeira página do jornal. A foto ficou tão falsa que o jornal não a publicou.
No Rio, na concentração do bloco da CUT, alguns componentes – todos petistas, claro - partiram pra cima de um idiota que usava a máscara e tentaram arrancá-la do rosto do infeliz. Seguranças armados impediram e levaram os agressores para a delegacia onde foram autuados por desacato à autoridade. O infeliz era o próprio Joaquim Barbosa que ficou com arranhões no rosto.
Bem feito! O que foi ele fazer no bloco da CUT? Caçar petistas?
Agora, sem brincadeira, aonde foram parar as centenas de milhares de máscaras que a mídia manipuladora, principalmente a TV Globo, afirmou que seriam o maior sucesso no carnaval de rua.
Os comerciantes que acreditaram naquela ficção carnavalesca que freqüentou as páginas dos jornais amargaram um tremendo prejuízo.
A opinião publicada influencia cada vez menos o seu público leitor.
A Globo, por exemplo, não é mais capaz de influenciar nem jurados de escolas de samba. Deu o Estandarte de Ouro para a Mangueira e para a Império Serrano, os jurados preferiram a Vila Isabel e a Império da Tijuca. Deu o Estandarte de melhor samba-enredo para a Vila e os jurados preferiram o samba da Portela.
Na política e no carnaval, a opinião publicada não é a opinião pública. E foi mais uma vez vergonhosamente desmascarada.

N.L.: copiado do meu outro blog Rede Gloebbels

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

CARNAVAL CIVILIZADO EM MURIQUI

Pouco saí de casa, mas já no sábado pela manhã senti que o carnaval em Muriqui não seria igual àquele que passou. Foi quando fui surpreendido pela visão de duas mulheres bonitas na praça. No domingo, dei uma volta de carro e, incrível, vi várias outras.
Eu que rezava pra chover nos quatro dias – somente para ajudar no choque de ordem – fiquei satisfeito com o trabalho do pessoal do trânsito e da segurança que impuseram a ordem no distrito. Até a Vale colocou segurança na travessia de pedestres pela linha férrea entre o calçadão e a praça.
Na segunda-feira, fui à concentração dos blocos, uma feliz idéia da Prefeitura. Os blocos concentraram e desfilaram sem qualquer tumulto. Havia até mães tranquilamente passeando com o carrinho do bebê. O Unidos pelo Chifre foi como sempre o maior de todos os blocos e tomou conta de toda a Nações Unidas.
As barracas da Itaipava serviram para conter o preço da cerveja e o furor lucrativo dos quiosqueiros. Sem a exclusividade, não houve exploração e os quiosques venderam a latinha a um preço aceitável. A garrafa foi, de fato, proibida para alegria dos catadores de latinhas. Foi o primeiro carnaval que vi com banheiros químicos e sem os crentes querendo libertar a alma libertina dos comportados foliões.
Mas, como eu posso elogiar se pouco saí de casa?
Acontece que meus companheiros blogueiros nada escreveram contra o choque de ordem nem levantaram qualquer crítica ao governo. Aliás, nada escreveram. Ou tudo correu bem ou, então, refugiaram-se no feissibuque.
Também, não recebi qualquer má notícia dos correspondentes do meu blog. Não faltou água nem luz na minha casa.
Nos outros anos, eu viajei no carnaval. Este ano, corajosamente, permaneci em casa. Acreditei na palavra do Capixaba e fiz um dinheiro - cerca de seis mil reais - sem armar barraca na frente de casa pra vender cerveja, sem catar latinhas e sem alugar o imóvel para estranhos. Foi a grana economizada na viagem que não fiz.
Hoje, quarta-feira, dez horas da manhã, tudo limpinho. Pelo menos no meu território a limpeza urbana funcionou a contento como sempre. Não sei lá no território do Severo que é o maior crítico da limpeza urbana no distrito.
Muito pouco ouvi do famigerado e nefasto funk. Sei que houve funk, mas a polícia combateu. E até o Iate foi interditado somente para os bailes.
Este não foi um carnaval dos funkeiros como foram os outros. Porém, não garanto o que ocorrerá no próximo sábado, 25. A Prefeitura diz que o carnaval continuará em Muriqui.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O DESFILE DAS ESCOLAS

O que mais me chamou a atenção foi a padronização das rainhas de bateria. Excesso de silicone em cima, na frente, e embaixo, atrás. Coxas musculosas de zagueiro central vascaíno, um perfeito macho mal acabado. Com raríssimas exceções, como a Juliana Alves, da Tijuca, parece que foram todas feitas na mesma forma, assim como são feitos os chapéus e adereços das alas e alegorias.
Todas iguais como são iguais os casais de mestre-sala e porta-bandeira: sempre o mesmo bailado, a mesma fantasia cheia de penas e plumas que somente mudam as cores. Talvez, por isso, Paulo Barros – o mago da Sapucaí – tenha usado a sua incrível criatividade para criar um casal em que a fantasia mudava de cores constantemente. Usou LEDs presos à fantasia como fonte emissora de luzes com inúmeras cores. Ficou linda a mudança de cores da fantasia e mostrou um casal diferente de tudo que já foi feito. Deu-me prazer, pela primeira vez em muitos anos, ver um casal de mestre-sala e porta-bandeira.
Paulo Barros soube desenvolver o enredo sobre a Alemanha e mais uma vez inovou com a sua criatividade: uma ala montava uma torta de chocolate que vinha aos pedaços; outra ala montou um fusca com as peças levadas pelos componentes; a alegoria do chope foi, talvez, a mais bela do desfile; os brinquedos Playmobil estavam perfeitos e a surpreendente levitação do martelo de Thor na comissão de frente deixou a todos impressionados com a mágica.
A Tijuca foi a única escola diferente. O resto do desfile foi tudo igual como foram as rainhas de bateria. A ressaltar apenas o desfile da Mocidade, seu melhor desfile nos últimos anos, e a apresentação do enredo da São Clemente.
Tem que ter muito saco para assistir ao desfile pela Globo, ainda mais com as inúteis entrevistas e comentários. Foi insuportável ter que ouvir a voz impostada e efeminada do Milton Cunha. Em certo momento, ele dizia que o carnavalesco escolheu a dedo as mulheres de uma ala quando surgiu uma daquelas figuras redondas com mais de 100 quilos que há em qualquer escola. Em outro momento, no desfile da Portela, quando viu o Milton Gonçalves – terno branco, manga direita dentro do bolso do paletó - como destaque em uma alegoria, o cara o identificou como o Beto Sem Braço, falecido compositor da Império Serrano.
Era o Natal, claro, figura lendária da Portela. Imaginem os outros milhares de comentários que o cara fez.
Quando eu disse que o melhor samba era o da Portela, disse, também, que seu único concorrente era o samba da Vila Isabel devido ao renome de seus compositores. O Estandante de Ouro ficou para o samba-enredo composto por Martinho da Vila e Arlindo Cruz.